
Foto: Amir Levy/Getty Images.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou, nesta terça-feira (21/11), estar “fazendo progressos” em relação ao retorno dos reféns que estão com o grupo terrorista Hamas. As declarações do político israelense vêm no dia em que líderes do Hamas falaram da proximidade de um acordo de trégua entre os lados.
“Não vou exagerar com palavras, mas espero que haja boas notícias em breve. Restauraremos a segurança tanto no norte como no sul. Agradeço a todos os soldados do fundo do meu coração”, discursou Netanyahu a militares das Forças de Defesa de Israel (FDI).
Por outro lado, altos funcionários israelenses afirmaram para a mídia local de que há uma forte possibilidade de esse acordo fechado no Catar comece a funcionar nas próximas horas. E alguns reféns sejam libertados imediatamente.
O acordo proposto envolve a libertação de aproximadamente 50 crianças e mães israelenses, em troca de um cessar-fogo de quatro ou cinco dias. Segundo informações que chegam do Catar, seriam liberados três prisioneiros palestinos para cada refém israelense.
Além disso, a expectativa é que o fornecimento de combustível e outros tipos de assistência sejam liberados na Faixa de Gaza.
Metrópoles

Foto: Eduardo Martins / Agnews.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, quer regulamentar as plataformas de streaming no Brasil. Ela também defende o pagamento de uma “remuneração justa” aos artistas que tenham trabalhos exibidos por esse tipo de empresa.
Conforme a ministra, “ninguém imaginava o tamanho” que teriam as plataformas de streaming quando elas surgiram. “Hoje, é uma indústria”, disse Margareth.
A ministra também explicou que o “Brasil é um dos países que mais consomem streaming, que mais dá retorno a essas plataformas”. Margareth fez as declarações durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, realizado nesta segunda-feira, 20.
Segundo a ministra, “é preciso haver regulação” das plataformas para ser definida “uma remuneração justa” aos profissionais. De acordo com ela, isso trata de aspectos como o direito dos trabalhadores do setor cultural e direitos autorais.
“Queremos fazer a justa causa, dar o direito ao autor, a quem constrói a obra”, comentou a ministra. “É uma pauta que não é só do Brasil, é internacional.”
A ministra da Cultura afirmou que a pasta sob seu comando “busca um diálogo” com o setor cultural para “ouvir ideias” de como a regulação pode ser feita.
Margareth declarou que planeja retornar com a “cota de tela” nos cinemas. Trata-se de proposta que obriga empresas exibidoras a incluírem um mínimo de sessões de filmes brasileiros na programação.
Em outubro, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que institui a cota de exibição para produções audiovisuais brasileiras nas salas de cinema do país. A regra perdeu a validade em 2021, mas, agora, aguarda análise e votação no Senado Federal.
“O espaço reduzido, da cota de tela nos cinemas, fez uma descontinuidade no processo”, disse Margareth. “Quando a cota de tela começou, ela fez uma transformação muito grande no cinema, na indústria brasileira. Nós estamos buscando a reconquista.”
A ministra da Cultura disse que o ministério planeja abrir cinemas em “outros campos e outras telas”, como nas universidades. “Vamos ampliar e abrir esse mercado para o cinema nacional, eu acho que é importantíssimo entender que, em um filme, trabalha muita gente, e não podemos perder isso de vista.”
Revista Oeste

Nesta terça-feira, 21, a Bolsa da Argentina abriu com alta de mais de 20% nas negociações depois da eleição de Javier Milei para a presidência do país no domingo 19.
A alta foi de 21,23% aos 782.027 pontos segundo dados da Economática, conforme divulgado pela revista Exame. O efeito também foi positivo na Bolsa de Valores de Nova York.
Na segunda-feira 20, um dia depois da vitória de Milei, as ações de algumas empresas do país na Bolsa de Valores de Nova York acumularam alta de até 17% no “pré-market”, que antecede a abertura do pregão. Os títulos argentinos também tiveram alta de 6% depois que Milei virou o novo presidente eleito da Argentina.
Enzo Pacheco, analista de mercados internacionais da Empiricus, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o desempenho positivo da Argentina na Bolsa está ligado à expectativa de que Milei coloque em prática as suas promessas liberais de campanha, que atingem diretamente a economia local.
“Para as empresas, são medidas positivas, como a redução dos gastos públicos, maior participação do capital nos negócios e dolarização da economia”, disse Pacheco.
Para o analista, ainda não é possível dizer se o desempenho positivo das empresas argentinas se manterá no longo prazo, devido aos possíveis obstáculos que Milei terá para implementar suas propostas. Ele classifica a alta das ações como “especulação” no mercado de capitais.
“A respeito de dolarizar a economia, por exemplo, algumas estimativas apontam que ele deveria ter cerca de US$ 40 bilhões no Banco Central Argentino para conseguir colocar esse plano em prática”, explicou Enzo Pacheco. “Mas hoje a entidade monetária argentina está quase zerada de reservas de moeda americana.”
O resultado positivo atual atingiu até mesmo as estatais. A YFP, do setor energético, disparou 17,71% com a eleição de Milei. Já a petroleira Vista teve alta de 3,42%. A Pampa Energía teve alta de 12,41%
Revista Oeste

O Anfiteatro da Praça do CEU, no bairro Cidade Nova, recebe pela segunda vez o show Um Passeio Pelos Ritimos, prometendo uma total fusão acústica de ritmos e sons, em uma grande viagem musical.
O evento, idealizado pelos alunos que se intitulam como Grupo Violão das 11, tem como realizadora a Escola de Música MR. O show reunirá ritmos diversos ao som de cordas, vocais, percussão entre outros instrumentos. E ainda, em uma participação especial, as vozes femininas e afinadas do Grupo de Canto As Meninas.
Sem dúvida, esse será um excelente programa para quem gosta de músicas e letras que encantam. “Um momento muito especial para nós músicos aprendizes e eternos apaixonados pela música. A arte musical transforma quem a faz e, não tenho dúvida, quem a aprecia. Esperamos que nossos familiares, amigos e amigas, inclusive da arte fotográfica, estejam abrilhantando esses instantes mágicos, esse nosso Passeio pelos Ritmos“, salientou Cau Pretto, fotógrafo e aluno membro do Grupo Violão das 11.
Como bem frisou o Professor Marcos Rocha, diretor da Escola MR e um dos organizadores do evento, esse show “foi concebido com muito carinho e atenção à qualidade musical de cada um dos estilos sonoros. A grande homenageada da noite será a música. Esse é apenas o segundo de muitos outros shows que esse grupo de sonhadores e sonhadoras realizará”.
O show acontece no dia 24 de novembro e terá início às 19h30. A entrada é gratuita.
Ação solidária, doação de 1kg de alimentos
Os músicos do grupo Violão das 11 e o grupo as Meninas, resolveram ir mais longe com a realização do show musical, propondo uma Ação de arrecadação de alimentos, para doações através de instituições que prestam assistência a pessoas e famílias em condições de vulnerabilidade social e econômica. Faça então a sua doação voluntária de 1kg de alimento não perecível. Contamos com a sua solidariedade.
O Grupo Violão das 11 é formado pelos alunos de Violão Carlito Moreira, Cau Pretto, Cezar Augusto, Jorge Nunes, João Vitor; Lícia Kandahar, Rodrigo Araujo; pela aluna de ukulele Valentina Nelo; o aluno de percussão Waldemir Araujo e o de contrabaixo Gerner Leitão. O grupo As Meninas tem na sua composição as alunas de canto Bianka Morganna, Débora Trindade, Gal Ferraz e Lylian Lima.
Por Adriana Matos
AMA Comunicação Integrada
Veja também arbitragem e outras informações do clássico que acontece nesta terça, no Maracanã, às 21h30 (de Brasília), e pode marcar o último jogo de Messi no Brasil

A Seleção encerra 2023 com um clássico diante da sua maior rival e atual campeã do mundo. Às 21h30 (de Brasília), desta terça-feira, Brasil x Argentina se enfrentam no Maracanã, em duelo válido pela sexta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.
Ambas as seleções vêm de derrotas, mas o momento brasileiro é pior. A equipe de Fernando Diniz não ganha há três rodadas, tendo empatado com a Venezuela e sido derrotada por Uruguai e Colômbia. Com apenas sete pontos, ocupa o quinto lugar das Eliminatórias.
Já a Argentina foi batida pelo Uruguai, em casa, na última quinta-feira, mas ainda assim lidera a competição, com 12 pontos.
Eliminatórias da Copa 2026 – América do Sul
Fase única
O jogo terá transmissão da TV Globo, com narração de Luis Roberto e comentários de Caio Ribeiro e Júnior. Já o sportv transmite com narração de Luiz Carlos Jr. e comentários de Lédio Carmona e Ricardinho. O ge transmite ao vivo e também acompanha a partida em tempo real, com vídeos dos principais lances – clique aqui para assistir!
Enquanto a Seleção não conta com alguns de seus principais craques, como Neymar e Vini Jr, a Argentina tem confirmada a presença de Lionel Messi, que pode fazer sua despedida de gramados brasileiros.
Até hoje, o melhor jogador do mundo já disputou 22 partidas no País, com 13 vitórias, cinco empates, quatro derrotas e nove gols marcados. Na última vez, conquistou a Copa América de 2021, no Maracanã.
“O que Messi já fez contra o Brasil?” – Seleção SporTV analisa
No último confronto entre as seleções deu empate em 0 a 0, no fim de 2021, em San Juan, na Argentina. No retrospecto geral o Brasil leva a melhor: 43 vitórias, 40 derrotas e 26 empates.
Todos os ingressos para a partida dessa terça estão esgotados. O Maracanã deve receber mais de 69 mil pessoas.
Vale lembrar que a América do Sul agora tem direito a seis vagas no Mundial, mais uma possível via repescagem.
A Seleção tem muitos e importantes desfalques. Além de Danilo, Casemiro, Neymar e outros atletas que ficaram fora da convocação devido a lesões, o Brasil perdeu Vini Jr, que se machucou no primeiro tempo da partida contra a Colômbia.
No lugar do camisa 7, Fernando Diniz vai utilizar Gabriel Jesus. Fora da última partida, o atacante do Arsenal ficou na Granja Comary fazendo tratamento intensivo e está recuperado de lesão na coxa.
Além dele, outra novidade na equipe será o lateral-esquerdo Carlos Augusto, da Inter de Milão, que ganhou a vaga de Renan Lodi.
Provável escalação: Ederson, Emerson Royal, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Carlos Augusto; André e Bruno Guimarães; Raphinha, Gabriel Jesus, Rodrygo e Gabriel Martinelli.

Desfalques: Ederson (cortado por trauma no pé esquerdo) e Vini Jr (cortado por lesão muscular na coxa)
Pendurados: André, Bruno Guimarães, Rena Lodi, Pepê, Rodrygo e Raphinha.
Apesar de Scaloni ter dado poucas pistas nos últimos dias, a imprensa argentina aponta que o time pode ter duas mudanças com relação ao último jogo: Di María pode entrar no lugar de Nicolás González, e Lautaro Martínez pode ganhar a vaga de Julián Álvarez. O técnico não confirmou a equipe, mas disse já ter tomado sua decisão.
Nos dias que antecederam o clássico, os jogadores argentinos destacaram a importância da partida e minimizaram os desfalques brasileiros. Para Messi, este é um “jogo à parte” e a seleção campeã do mundo precisa se reerguer logo depois de ser derrota em casa para o Uruguai.
Provável escalação: Emiliano Martínez, Molina, Cristian Romero, Otamendi e Tagliafico; Enzo Fernandez, De Paul e Mac Allister; Messi, Di María e Lautaro Martínez.
Desfalques: Juan Foyth, Lucas Beltrán e Lisandro Martínez (machucados)
Pendurados: Cristian Romero, Alexis Mac Allister, Lautaro Martínez, Exequiel Palacios, Enzo Fernández e Leandro Paredes.
Informações GE

Senadores da oposição e do centrão se preparam para votar hoje no plenário a PEC (proposta de emenda à Constituição) que limita decisões individuais de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
A proposta proíbe qualquer ministro de tomar de decisão monocrática, ou seja, sozinho. O projeto foi aprovado em uma votação a jato na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois discutido no plenário.
O texto, datado de 2021, foi resgatado após tensão entre a Casa e a Corte e dá andamento a uma ofensiva dos congressistas contra o Supremo.
Segundo o texto, são proibidas as decisões individuais para suspender leis com efeitos gerais e emitidas para suspender atos de chefes de Poderes, ou seja, dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da República, Lula (PT).
O governo Lula ainda não tem um posicionamento oficial sobre a proposta. Algumas lideranças governistas já sinalizaram, contudo, que serão contrárias à matéria. É o caso do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), e do líder do PSD, senador Otto Alencar (BA).
O tema não tem unanimidade e deve abrir discordância em vários partidos. É o caso do PSD, por exemplo, que tem três ministérios no governo Lula e deve liberar a bancada para decidir.
Para conseguir maioria no colégio de líderes, o relator do texto, o senador Espiridião Amin (PP-SC), retirou um dispositivo que limitava os pedidos de vista —um prazo extra para análise de casos. O texto que será votado deve tratar apenas das decisões individuais.
Inicialmente, o texto determinava que o pedido de vista deveria ser coletivo e limitado a seis meses, podendo ser renovado por mais três, se houvesse divergência entre os ministros. Quando o período se esgotasse, o processo seria reincluído automaticamente no sistema para votação.
Por se tratar de uma PEC, os senadores precisam aprová-la em dois turnos, com ao menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores em cada um deles. Concluída a análise, o texto vai à Câmara dos Deputados.
Em 2022, o Supremo já havia aprovado uma série de mudanças nas regras internas. O prazo para estender o tempo de análise dos processos é de 90 dias — número, inclusive, menor do que o que era proposto pela PEC. Mas apenas um único ministro poderia fazê-lo.
Já as decisões individuais são permitidas, desde que posteriormente analisadas pelo plenário da Corte.
Apresentada em 2021, a PEC só ganhou força para ser analisada após julgamentos do STF irem contra o que foi discutido e aprovado por lideranças do Congresso, como o marco temporal.
Está ainda em discussão no Senado um outro projeto que determina um tempo mais restrito para o mandato de ministros do Supremo. Hoje os ministros se aposentam compulsoriamente aos 75 anos.
Informações UOL

Cientistas da Universidade de Utrecht, na Holanda, afirmam ter encontrado a Argolândia —um continente formado há 155 milhões de anos e que desapareceu. Entenda a descoberta em quatro pontos:
A Argolândia era um imenso pedaço de terra com 5.000 quilômetros de extensão. Os cientistas sabiam que o continente existia mas, até então, não conseguiam decifrar para onde ele tinha ido.
O continente se separou do oeste da Austrália. Naquela época, o que hoje se entende por Austrália fazia parte do supercontinente de Gonduana, que também incluía a América do Sul, a África, a Índia e a Antártida.
Fósseis, cadeias de montanhas e rochas indicavam a existência da Argolândia. Outro vestígio é a Planície Abissal de Argo, uma enorme bacia que fica nas profundezas do oceano na região oeste da Austrália.
O continente acabou se fragmentando após a separação com a Austrália, segundo geólogos holandeses.
Os pedaços tiveram destinos diferentes. Uma parte afundou e está em placas oceânicas sob o sudeste da Ásia. Indonésia e Mianmar também têm fragmentos.
Modelos de computador foram usados pelos cientistas para desvendar o paradeiro do continente. A pesquisa durou sete anos.Continua após a publicidade
Nós estávamos lidando com ilhas de informação e, por isso, a pesquisa demorou tanto tempo. Passamos sete anos tentando montar esse quebra-cabeças. (…) O fato de a Argolândia ter se dividido em diferentes pedaços obstruiu a nossa visão sobre a jornada feita pelo continente.
Eldert Advokaat, um dos cientistas
Os pesquisadores defendem que o continente seja chamado de Argopélago, diante da descoberta de que a Argolândia se separou em vários pedaços.

Os pesquisadores também querem entender a chamada “linha Wallace”. Essa divisão é uma espécie de barreira invisível que separa a fauna do sudeste asiático da encontrada na Austrália.
Os animais separados pela linha são muito diferentes e não se misturam. A oeste estão mamíferos placentários, como macacos, tigres e elefantes; a leste encontram-se marsupiais, como o canguru, e cacatuas. A partir das descobertas sobre a Argolândia, os cientistas querem compreender processos de evolução da biodiversidade e do clima no planeta.
Informações UOL

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Brasil, por meio de sua diplomacia, busca cooperar para uma solução pacífica na disputa entreVenezuelae Guiana pela área da Guiana Essequiba. Num movimento que pode comprometer a estabilidade do continente, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, convocou umreferendo sobre a anexação da região, que representa metade do território guianense.
Fontes dentro do governo brasileiro ouvidas pelo portalMetrópolesafirmaram que o país “defende uma solução pacífica a essa controvérsia” e que busca “relembrar o compromisso de consolidação de uma Zona de Paz e Cooperação entre os Estados americanos”.
Apesar da tensão crescente, o Itamaraty ainda trata do assunto de maneira reservada com os envolvidos e com outros atores regionais, tentando evitar que o debate público esquente ainda mais.
O clima está ruim entre os dois países envolvidos. Nas redes sociais, o líder venezuelano, que vive a pressão internacional para participar de eleições livres, tem feito publicações em defesa da incorporação de parte do país vizinho.
“Acreditamos profundamente no diálogo e no acordo baseados no respeito do direito inalienável e histórico que temos como Povo. A Guiana Essequiba nos pertence por herança e séculos de luta e sacrifício. Vamos construir a verdadeira paz e prosperidade para os nossos meninos e meninas”, escreveu Maduro sobre a região, que é rica em recursos como petróleo.
A situação na América do Sul é acompanhada pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), que se reuniu na última semana no Palácio da Paz — sede do tribunal em Haia, Holanda — para ouvir as representações das duas nações. O agente guianense na audiência, Carl B. Greenidge, repudiou a realização da votação nacional convocada pelo governo venezuelano.
“O referendo que a Venezuela marcou para 3 de dezembro de 2023 foi concebido de modo a obter um apoio popular esmagador, rejeitar a jurisdição e antecipar um julgamento futuro. Ao fazê-lo, querem minar a autoridade e a eficácia do principal órgão judicial”, disse o representante da Guiana.
Em resposta, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, acusou a Guiana de “colonialismo judicial” por ter recorrido contra a anexação no tribunal internacional. “Viemos derrotar a pretensão do colonialismo judicial da Guiana, que instrumentaliza esta Corte para frear o que não pode ser interrompido. No dia 3 de dezembro, os venezuelanos votarão”, prometeu a venezuelana.
O processo com os dois países tramita na CIJ desde 2018, mas ganhou importância e celeridade devido à convocação da votação na Venezuela.
Em entrevista aoMetrópoles, o professor Alcides Cunha Costa Vaz, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), avalia que o referendo convocado por Maduro tem alta chance de ser aprovado.
“A probabilidade de passar é muito elevada. A Venezuela caminha para eleições gerais em 2024. E essa é uma demanda histórica do país. Se você ver os mapas venezuelanos, a região aparece listrada e é chamada de ‘zona de reclamação’. Algo assim pode unir a população. E as cinco perguntas do referendo são no sentido de endossar a incorporação”, comentou.
Além disso, o acadêmico pontua que a Venezuela não reconhece o Tribunal Internacional de Justiça como instância competente ao julgamento do processo, o que dificulta as tentativas de negociação. “Mesmo que uma decisão prospere na Corte, ela jamais será reconhecida [pela Venezuela]”, afirmou.
Diante da escalada de tensões, uma das preocupações levantadas é que um cenário semelhante ao do conflito Rússia e Ucrânia aconteça novamente, só que na América do Sul. Vaz comenta que essa também não é uma alternativa distante.
Do lado guianense, há forte apoio dosEstados Unidos, que visa proteger interesses comerciais. “Em 2022, a Guiana ofereceu pontos de exploração de petróleo nas águas rasas do território. Uma das primeiras candidatas foi a petrolífera Exxonmobil. O governo americano respalda esse interesse, com sinalização clara da embaixada em Georgetown (capital da país sul-americano) de cooperação militar”, explicou Costa Vaz.
Em declaração recente, a nova embaixadora dos EUA no país, Nicole Theriot, reiterou a perspectiva de presença militar estadunidense. “[…] trabalharemos para apoiar nossa parceria bilateral, melhorar os objetivos de segurança mútua, enfrentar ameaças transversais e promover a segurança regional”, declarou a diplomata norte-americana.
Do lado venezuelano, a Rússia, principal fornecedor de armamento do país, também observa a região. “Durante a administração Trump, nos EUA, quando foi ventilada a possibilidade de uma intervenção estadunidense, o governo russo pousou dois bombardeiros em Caracas (capital da Venezuela) e deixou clara sua oposição. Aqui temos algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, o que é de interesse russo”, relembrou Vaz.
Num cenário de superpotências de lados opostos em um conflito militar, até mesmo o Conselho de Segurança das Nações Unidas ficaria de mãos atadas. Isso acontece, porque junto com China, França e Reino Unido; EUA e Rússia fazem parte dos assentos permanentes, que têm poder de veto. Isso lhes permite barrar resoluções, independente do apoio da comunidade internacional. Assim, há margem para que bloqueiem medidas, mesmo que essas estejam no sentido de cessar o enfrentamento.
Apesar de a discussão não envolver diretamente oBrasil, analistas políticos afirmam que a disputa pode fazer com que o Itamaraty tenha que assumir posicionamento mais contundente. Do contrário, a escalada das tensões poderia afetar regiões próximas, como avalia André César, cientista político da Hold Assessoria.
“São vizinhos, que sempre tiveram uma relação pacífica conosco. Então, um eventual embate entre os dois se tornaria um problema que poderia respingar nas populações próximas e na nossa própria política. É um assunto que, literalmente, bate à porta. Lembre-se do caso de venezuelanos entrando aqui via Roraima. Tudo que é assunto fronteiriço é delicado. Não tem como escapar dessa”, avalia.
Entretanto, essa visão não é unânime. Outros especialistas entendem que o Brasil não tende a ser diretamente afetado. “A controvérsia já se estende há anos e o nunca tomamos uma posição muito clara, além, claro, da tendência histórica da diplomacia de dar ênfase à resolução pacífica dos conflitos”, diz Nicholas Borges, analista de política internacional da BMJ Consultores Associados.
“Há interesse brasileiro em jogo também. A recuperação venezuelana beneficiaria o comércio bilateral e, além disso, daria margem a investimentos bilaterais no setor petrolífero”, pontua o professor Alcides Cunha Costa Vaz.
O plano brasileiro é relembrar o compromisso de se estabelecer uma Zona de Paz e Cooperação — tratado iniciado pelo Brasil que tem como objetivo promover cooperação regional e a manutenção da paz na região do Atlântico Sul.
No entanto, há temor de que isso não seja o suficiente. “A diplomacia brasileira precisaria ir além dessa narrativa, reforçando que a eventual anexação poderia prejudicar as negociações que a Venezuela vem tratado com os Estados Unidos sobre os embargos econômicos”, comentou Borges.
Metrópoles
Grupo organiza manifestação para a tarde desta quarta-feira, 22; ato ocorre depois de Clezão sofrer ‘mal súbito’ na Papuda

A Praça dos Três Poderes, em Brasília, vai receber manifestação por causa da situação dos presos em razão do 8 de janeiro. Nesta segunda-feira, 20, Cleriston da Cunha, o Clezão, morreu depois de sofrer um “mal súbito” durante banho de sol na penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.
Nas redes sociais, dois advogados de detidos do 8 de janeiro divulgaram o ato. Um deles, Ezequiel Silveira anunciou que o protesto vai cobrar “justiça por Cleriston”. Ele informou que o início da manifestação está programado para as 14 horas. O advogado convida amigos e familiares de Clezão para o evento. De acordo com ele, alguns parlamentares já confirmaram presença.
Ainda conforme Silveira, o protesto programado para a Praça dos Três Poderes servirá para solicitar a “soltura dos presos políticos”.
Também pelas redes sociais, o advogado fez questão de criticar o relator dos casos que envolve os presos do 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes. Em vídeo, Silveira afirma que o magistrado “tem sangue nas mãos”. O conteúdo foi divulgado horas depois da confirmação da morte de Clezão.
Ezequiel Silveira não é o único advogado em casos que envolvem presos do 8 de janeiro a criticar publicamente Moraes. Para o desembargador aposentado Sebastião Coelho, que também atua na defesa de réus das manifestações do início do ano, o ministro do STF seria “o maior responsável pela morte de Cleriston”.
A morte de Clezão movimentou, nesse sentido, o meio político. Isso porque o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) cobrou votação do projeto sobre anistia aos manifestantes de 8 de janeiro.
A Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a soltura de Clezão, que tinha 43 anos e sofria de hipertensão e diabetes. A solicitação, contudo, nem foi analisada pelo STF.
Informações Revista Oeste

Foto: 03/08/2022REUTERS/Matias Baglietto.
O ministro da Economia e derrotado nas eleições presidenciais Sergio Massa informou na tarde desta segunda-feira (20) que seguirá no cargo. A declaração foi feita após reunião do ministro com toda a equipe econômica.
Na nota, o ministro Sergio Massa informa que segue à frente do Ministério. A frase tenta aplacar os rumores — ouvidos desde a noite de domingo (19) — de que ele poderia pedir licença do cargo nos últimos dias do governo atual.
Massa colocou à disposição do presidente Alberto Fernández uma equipe de transição para o novo governo de Javier Milei.
Segundo o Ministério da Economia, foram escolhidos Gabriel Rubinstein (secretário de Política Econômica), Leonardo Madcur (chefe dos assessores do Ministério) e Raul Rigo (secretário de Fazenda). Pelo Banco Central, a transição será feita pelo próprio presidente, Miguel Pesce.
O presidente eleito toma posse em 10 de dezembro.
CNN Brasil