Além de Salvador, outros locais do Brasil também se destacaram na pesquisa

Salvador foi apontada como uma das cidades mais promissoras do mundo. Divulgado no início de janeiro pela Global Cities Report 2023, da consultoria global Kearney, o estudo considerou 156 locais para realizar o ranking, concedendo a Salvador a 124ª posição.
Além da capital baiana, outros locais do Brasil também se destacaram na pesquisa. No ranking, São Paulo aparece na 46° lugar, seguida por Rio de Janeiro (76º), Belo Horizonte (111º), Porto Alegre (115º) e Recife (131º). A pesquisa, que é efetuada anualmente, geralmente analisa o desempenho atual e o potencial das cidades para atrair e reter pessoas e investimentos.
Em 2023, a seleção se concentrou nas transformações sociais, geopolíticas e tecnológicas que desafiaram a hierarquia tradicional das cidades globais e criaram uma geografia de oportunidades mais amplamente distribuída.
Informações Bahia.ba
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Mark Zuckerberg, conhecido por sua atuação como fundador do Facebook, revelou recentemente em suas redes sociais que está embarcando em uma nova empreitada: a pecuária. Sua entrada nesse mercado, anunciada nesta terça-feira (9), não é convencional, pois ele está investindo na criação de gado wagyu, conhecido por ser a raça bovina com a carne mais cara do mundo, além de gado da raça angus.
De acordo com Zuckerberg, os bovinos em sua propriedade serão criados de maneira singular, alimentando-se de cerveja e macadâmia, ambos produtos cultivados em seu próprio terreno.
O objetivo declarado por Zuckerberg com este projeto é estabelecer um novo padrão em qualidade de carne bovina. Ele possui um rancho chamado Ko’olau, localizado em Kauai, Havaí, onde pretende implementar um sistema de produção local e verticalmente integrado. Ele destacou a importância da alimentação das vacas, mencionando que cada uma consome entre 5.000 a 10.000 libras de comida por ano, o que exige uma grande área dedicada ao cultivo de macadâmia.
Além do aspecto empresarial, Zuckerberg compartilhou um toque pessoal ao postar uma foto de sua filha plantando macadâmia, mencionando também que suas crianças participarão do cuidado com os animais. Ele expressou entusiasmo com o projeto, descrevendo-o como “o mais delicioso” entre todas as suas iniciativas.
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A carne wagyu, originária do Japão, é famosa mundialmente e conhecida por seus preços elevados, chegando a custar, em média, US$ 1.000 por quilo no país asiático. No Brasil, onde já se observa um peso significativo no orçamento do consumidor com carnes menos nobres, o preço médio do wagyu é de R$ 600 por quilo, podendo, em alguns casos, ultrapassar R$ 1.000.
A notoriedade e a alta demanda pela carne wagyu são atribuídas ao seu marmoreio característico, que é a gordura intramuscular entremeada na carne, conferindo-lhe uma aparência similar ao mármore. Essa gordura é responsável por proporcionar uma textura extremamente macia à carne.
O gado wagyu também ganhou reconhecimento devido às condições privilegiadas em que era criado, especialmente no Japão. Tradicionalmente, esses animais eram tratados com mimos como consumo de cerveja e sessões de massagem.
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Acreditava-se que a cerveja ajudava na digestão e relaxamento do bovino, enquanto a massagem atuava como uma espécie de drenagem linfática, auxiliando na infiltração de gordura na carne, o que contribui para a formação do marmoreio. No entanto, práticas como estas já não são comuns na maioria das fazendas modernas do Japão, nem nos grandes confinamentos do país.
Informações TBN

Foto: divulgação
Depois de assistir aos fogos, usar branco e pular as sete ondas, 2024 começa com boas notícias: a Mega Millions sorteará 187 milhões de dólares, o equivalente a 917 milhões de reais, e as plataformas online permitem que muita gente concorra a esse valor daqui do Brasil.
Esse é o caso da TheLotter, que, em seus mais de 20 anos de história, já premiou mais de 8 milhões de vencedores! Jogar é simples: você escolhe seus números da sorte online e seu bilhete será adquirido localmente lá nos Estados Unidos. E pode ficar tranquilo, o processo é totalmente legal.
O primeiro passo é acessar a página da Mega Millions na TheLotter. Em seguida, escolha cinco números principais e um número adicional. Aí é só pressionar o botão “jogar” na parte inferior da tela e pronto, você está participando do sorteio.
Agentes locais da TheLotter comprarão os bilhetes oficiais em seu nome e enviarão uma cópia digitalizada para sua conta pessoal na plataforma como prova de propriedade. Se ganhar, o prêmio será seu na íntegra e 100% sem comissões!
Segundo as regras das loterias americanas, não é necessário ser residente ou cidadão dos EUA para jogar. Contudo, para poder receber qualquer grande prêmio, o bilhete de loteria não pode sair do território americano. É por isso que os bilhetes comprados pelo site TheLotter são guardados em um cofre forte nos Estados Unidos.
Vale lembrar que as chances de um brasileiro ganhar essa bolada são exatamente as mesmas de alguém jogando nos Estados Unidos.
Se você ganhar prêmios inferiores a 200 mil dólares, o dinheiro será depositado diretamente em sua conta bancária. Agora, se ganhar o jackpot da Mega Millions, a TheLotter arcará com todas as despesas da viagem para que você possa receber o prêmio pessoalmente nos EUA, sem se preocupar com nada!
Segundo as regras da Mega Millions, não há necessidade de ser cidadão ou residente americano para jogar. Ao utilizar o serviço da TheLotter, você participará dos sorteios com bilhetes oficiais, tendo a mesma chance de ganhar que qualquer outra pessoa que comprou seus bilhetes em uma loja física.
Em setembro de 2017, a jogadora ucraniana Nataliia ganhou $1 milhão apostando na Mega Millions por meio do serviço da TheLotter. Além dela, um mexicano recebeu $40 mil em 2022 e outros 3 jogadores levaram $10 mil participando online da mesma loteria.
Para participar do sorteio da Mega Millions desta sexta-feira, dia 12 de janeiro, e concorrer a R$917 milhões, é só clicar aqui e comprar seu bilhete oficial para a loteria.
Informações TBN
De olho nas competições de 2024, o Bahia iniciou a pré-temporada em Manchester, na Inglaterra. Nesta quarta-feira (10), o treinou pela primeira vez depois da longa viagem até o país europeu.
Mesmo diante do frio que faz no inverno de Manchester, os jogadores iniciaram o dia com uma ativação comandada pelos fisioterapeutas física ainda no hotel.
Logo depois, a delegação seguiu para o CT do Manchester City, o local será a casa do Bahia durante o período de preparação. O técnico Rogério Ceni mandou os jogadores para o campo e fez um treino técnico.
Ceni dividiu o grupo em três equipes que se revezavam em trabalhos específicos com ênfase na troca de passes e nas finalizações. O treino contou com a presença do meia Everton Ribeiro e do volante Jean Lucas, novos contratados. Jean ainda não foi oficialmente apresentado.
Os atletas finalizaram o dia com um treino físico. De contrato renovado, o zagueiro David Duarte não escondeu a felicidade pela oportunidade de treinar no CT do clube inglês.
“É um sonho de criança, não imaginei que seria assim, uma grande estrutura que é o Manchester City, ainda mais jogando em um clube do Brasil, temos essa expectativa quando vamos atuar em um clube de fora, mas o Bahia está nos proporcionando isso e eu fico muito grato. Agora é se acostumar com o frio e aproveitar, viver cada momento”, disse.
*Correio
Foto: Letícia Martins/EC Bahia
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anulou nesta quarta-feira (10) a condenação do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto pela Lava Jato no Paraná.
O caso de Vaccari Neto envolve o suposto pagamento de propinas em contratos de navios-sondas com a Petrobras.
Agora, a investigação será enviada para Justiça Eleitoral do DF, que terá que analisar se é possível retomar o caso. Fachin estabeleceu que o novo juiz responsável pelo caso poderá validar provas e os atos da investigação, como depoimentos, e também ordens de bloqueios e outras medidas cautelares.
O ministro do STF atendeu a um pedido da defesa de Vaccari, que alegou que a Justiça Federal do Paraná não era competente para analisar os fatos.
“Assim, diante dos indícios de que houve a arrecadação de valores, sob a coordenação de João Vaccari, para pagamento de dívidas de campanha do Partido dos Trabalhadores no ano de 2010, afigura-se necessário, conforme orientação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, reconhecer a competência da Justiça Eleitoral para processar e julgar a persecução penal em apreço”, escreveu Fachin em sua decisão.
João Vaccari Neto foi condenado a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por corrupção, mais 188 dias-multa, com início de cumprimento em regime semiaberto.
*Terra Brasil Notícias
Foto: Agência Brasil
A Polícia Civil do Paraná está em busca de uma mulher identificada como Claudiane Piedade Machado, 22, que está desaparecida desde que o companheiro dela, Roque Miguel Bronque, 72, foi achado morto com as mãos e os pés amarrados, no último sábado (6).
O que aconteceu
Polícia ainda não conseguiu identificar o paradeiro da jovem. A última vez em que ela foi vista foi no dia em que o corpo de Roque foi encontrado no rio Tibagi, em Jataizinho, no norte do Paraná. Os dois moravam em Wenceslau Braz, cidade a 200 quilômetros de onde o corpo do idoso foi localizado. As informações são da PCPR.
Laudo pericial realizado no corpo de Roque constatou que ele morreu por asfixia mecânica por afogamento.
Os investigadores fizeram perícia no local e na casa da vítima para “tentar evidenciar a dinâmica dos fatos”, segundo o delegado Huarlei Augusto.
*UOL
Foto: Reprodução
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram avisados pelo Palácio do Planalto de que o ex-presidente da Corte Ricardo Lewandowski será o novo titular da Justiça, substituindo Flávio Dino, que assumirá uma vaga na Corte. O anúncio ainda não foi feito, porque Lewandowski pediu um prazo para definir os seus auxiliares na equipe, mas a nomeação deve sair até o fim desta semana.
A conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Lewandowski ocorreu na última segunda-feira (8), no Palácio da Alvorada. O ministério não será dividido e a Segurança Pública continuará sob a alçada da Justiça.
Lewandowski sempre foi contra essa separação. Em conversas reservadas, ele chegou a dizer que o desmembramento do Ministério da Justiça não era uma operação tão simples como “tirar um paletó”, porque as estruturas são interligadas. Além disso, ele concorda com Dino, que sempre afirmou que um ministro sem o comando da Polícia Federal fica enfraquecido.
Escolhido por Lula, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, continuará à frente da corporação. O ex-deputado Wadih Damous (PT), secretário nacional do Consumidor, também deve continuar na equipe.
IMPASSE
O Estadão apurou que Dino pediu a Lula a manutenção do secretário executivo Ricardo Cappelli. Este também é um dos impasses para o anúncio de Lewandowski. Ainda não está definido o futuro de Cappelli, que foi interventor na Segurança Pública do Distrito Federal após a tentativa de golpe do 8 de janeiro. Filiado ao PSB, Cappelli também foi ministro interino da Justiça.
O comando do PSB quer a manutenção de Cappelli e também de outros nomes do partido que integram o Ministério da Justiça, como os secretários Tadeu Alencar (Segurança Pública) e Ênio Vaz (Assuntos Legislativos). A Secretaria Nacional de Justiça é ocupada pelo advogado Augusto de Arruda Botelho, que chegou ao cargo com o apoio da advocacia e do grupo Prerrogativas. Botelho foi candidato a deputado federal pelo PSB em 2022, mas saiu derrotado da disputa em São Paulo.
– Temos pessoas muito qualificadas e não podemos retroceder. Temos nomes muito qualificados. A continuidade do trabalho dessa equipe é essencial para manter o progresso alcançado – disse o presidente do PSB, Carlos Siqueira.
Até agora, o mais cotado para ser secretário executivo do Ministério da Justiça é o jurista Manoel Carlos de Almeida Neto. Ex-secretário-geral do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Almeida Neto era defendido por Lewandowski para ocupar a vaga da ministra Rosa Weber na Corte. Lula, porém, indicou Flávio Dino.
*AE
A Receita Federal publicou nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial da União uma atualização das principais instruções normativas que tratam da inscrição e participação no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
Gerenciado pela Secretaria Especial da Receita, a participação no cadastro é gratuita e só era obrigatória para pessoas físicas que mantivessem relação tributária no Brasil, ou que constassem como dependentes ou alimentados em declaração de Imposto de Renda, além de outras condições como abertura de contas, realização de investimentos ou operações imobiliárias, por exemplo. Também era possível a inscrição voluntária.
A lei que estabelece a inscrição do CPF como número único de identificação foi sancionada há um ano. Desde então, os órgãos responsáveis pela emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a trabalhar com a Receita Federal na revisão de dados cadastrais e biométricos e inscrição de cidadãos que não constem na base de dados.
Nascimento
Com a mudança, pessoas naturais do Brasil, no momento de registro de nascimento, já deverão ser inscritas na base de dados da Receita Federal, gerando um identificador único numérico que não poderá ser alterado e nem gerado mais de uma vez, ou seja, uma pessoa nunca poderá ter mais de um CPF. De acordo com o governo federal, o uso do cadastro como número único de identificação deverá substituir integralmente o antigo Registro Geral (RG) até 2033.
Situação cadastral
Depois de inscrito, o cidadão poderá apenas realizar alterações de dados ou regular a situação cadastral quando houver a indicação de pendências. As novas regras estabelecem que o CPF poderá apresentar as seguintes situações: regular (sem inconsistência cadastral e com a entrega da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física – DIRPF- em dia); pendente de regularização (DIRPF obrigatória não foi entregue); suspenso (inconsistência cadastral); cancelado (multiplicidade de inscrição); titular falecido (após certidão de óbito); e nulo (fraude). O pagamento de tributos não altera a situação do CPF, portanto pendência financeira não afeta os serviços associados ao identificador, como emissão da CIN ou o acesso a benefícios como o do INSS e o Bolsa Família.
Regularização
É possível consultar a situação cadastral no site da Receita Federal. Em casos em que o cadastro apareça “pendente de regularização” é possível identificar qual o ano que a declaração do Imposto de Renda deixou de ser entregue, por meio do portal e-CAC, com o uso de uma conta Govbr. Depois é possível entregar a declaração pelo e-CAC, ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, por celular ou tablet.
Para casos em que conste a situação “suspenso”, é necessário fazer o pedido de regularização no site e agendar a entrega da documentação comprobatória da alteração na Receita Federal ou enviar os documentos pelo e-mail atendimentorfb.08@rfb.gov.br, após consultar o que é preciso apresentar.
Para correção de CPF incluido indevidamente na situação “titular falecido” ou “cancelado” é necessário agendar atendimento.
*Agência Brasil
Conforme portaria publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (10), veículos de transporte escolar autorizados e credenciados a prestar o serviço no município precisam passar por vistoria obrigatória. A Secretaria de Mobilidade Urbana (SEMOB) realizará o procedimento a partir do dia 22.
Dentro do prazo de cinco dias entre segunda-feira (15) e sexta-feira (19), os autorizatários deverão comparecer à Divisão de Gestão de Contratos e Autorização de Serviços de Transportes, munido dos documentos originais e fotocópias do veículo como CRV e CRLV atualizados, certificado de inspeção do tacógrafo e o certificado de periódico de segurança veicular, e dos pessoais como RG, CPF, título de eleitor, CNH, antecedentes criminais, Certidão negativa do ISS e Certificado de Curso de Capacitação para Transporte Escolar, além de retirar o Documento de Arrecadação Municipal (DAM) para pagamento.
Após ser analisada e aprovada a documentação, o veículo será autorizado a fazer a vistoria. O serviço será iniciado no dia 22 e acontecerá de segunda a sexta-feira no horário entre 09h30 e 11h30 na garagem da SOMA – (Superintendência de Obras e Manutenção), localizada na Rua Tupinambá, S/N – bairro São João.
Serão observados os seguintes aspectos no veículo: as condições gerais como equipamentos de segurança, padronização, as condições das lanternas e faróis e o tacógrafo, cinco de segurança e outros equipamentos exigidos pelo Contran (Conselho Nacional do Trânsito) e Lei Federal específica. Os veículos que não forem apresentados no prazo determinado terão suas autorizações cassadas.
*Secom/PMFS

Foto: iStock
Como toda mãe coruja, a fluminense Jéssica Mattar, 32, e a paulistana Carla Libralino Bonfim, 35, compartilham nas suas redes a rotina diária com as crianças e também com os seus companheiros. Mas com um diferencial: elas têm HIV e falam abertamente como ficaram seus relacionamentos após o diagnóstico.
Cerca de um milhão de pessoas vivem com HIV no Brasil. Desse total, 650 mil são do sexo masculino e 350 mil do sexo feminino, segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde.
Natural da Cidade Tiradentes, na capital paulista, a locutora Carla Libralino diz que uma das coisas que mais a abalou após o diagnóstico foi não ter amamentando a terceira filha, de 10 anos.
Ela descreve ter sido isolada na maternidade para tomar remédio para secar o leite, e sentiu-se vulnerável ao ver a menina com fome sem nada poder fazer. Mas entende que aquilo foi necessário:
Hoje ela é uma menina super saudável e estou ensinando para ela sobre o vírus que a mamãe tem para conscientizá-la e a outras pessoas também.”
Carla contraiu o HIV aos 22 anos, do ex-marido e pai de seus dois primeiros filhos, de 19 e 17. Mas só descobriu quando estava em outro relacionamento, faltando 15 dias para se casar.
De cara, achou que o então noivo havia lhe transmitido, já que o exame dele também deu positivo, e terminou o compromisso. Ao procurar o ex para desabafar, o choque: ele contou ter passado o vírus propositalmente. “Disse que passou porque quis e ainda me mostrou seu exame.”
Carla entrou em depressão, teve síndrome do pânico e demorou a começar o tratamento. Preferia se entregar, diz, e o HIV evoluiu para a Aids. Mas conheceu seu segundo marido um ano depois. Afirma ter contado sua condição no terceiro encontro, casou-se, deu início ao tratamento e teve a menina.
Só que esse relacionamento, Carla aponta, foi marcado por muita violência psicológica e traições, e ela só conseguiu sair dele 12 anos depois. “Por ele ter me aceitado com o vírus, achava que era amor.”
Ela ainda conheceu uma outra pessoa, com HIV, e acreditou que o novo relacionamento seria envolto de mais compreensão, mas a violência se repetiu. Ali entendeu que não precisava se submeter a abusos por conta do seu diagnóstico.
Mas ela não desistiu e está casada há três anos. Ela também está indetectável e, junto ao marido, conta a rotina do casal e dá conselhos amorosos nas redes sociais.
“Antes de dar um beijo nele, contei tudo. Ele faz uso da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), e todo dia fala que sou uma mulher admirável.”
No período de 2000 até junho de 2023 foram contabilizadas no país 158.429 gestantes/parturientes/puérperas infectadas pelo HIV, das quais 7.943 no ano de 2022, com uma taxa de detecção de 3,1 gestantes para mil nascidos vivos. Os dados são do Ministério da Saúde.
Ainda segundo a pasta, o percentual de realização de pré-natal é elevado entre as gestantes/parturientes/puérperas com HIV e tem se mantido em torno de 90%.
No entanto, em 2022, o uso de TARV (terapia antirretroviral) durante o pré-natal foi relatado em apenas 66,8% dos casos.
O acesso hoje ao tratamento de pessoas que vivem com HIV pelo SUS é elogiado por infectologistas como o colunista de VivaBemRico Vasconcelos. Ele lista que a facilidade vai da gratuidade ao número de comprimidos e de efeitos colaterais, “super bem tolerados”.
E ensina que seguindo todos os protocolos, o paciente consegue não só manter o HIV controlado, sem progredir, como cessar o risco de transmissão via sexual.
Para grávidas e lactantes, a mesma coisa: com a terapia antirretroviral, ela é capaz não só de proteger sua saúde, mas garantir a prevenção da transmissão do HIV aos recém-nascidos.
Apesar disso, lamenta ainda haver discriminação e julgamentos, a chamada sorofobia, levando consequentemente as pessoas a esconder que têm HIV, embora elas não sejam mesmo obrigadas a contar.
“O parceiro que não vive com HIV também conta tudo da vida dele?”, questiona ele ao falar sobre o direito ao sigilo das pessoas que vivem com o vírus.
Natural de Teresópolis, região serrana do Rio, a produtora de conteúdo digital Jéssica Mattar descobriu o vírus em 2021 por acaso.
No início daquele ano, ela teve um forte sangramento e ficou um mês internada no hospital. Estava com as plaquetas baixas e anemia, mas os médicos não conseguiam descobrir do que se tratava. Até transfusão de sangue precisou fazer. Foi então que teve a iniciativa de pedir o teste HIV.
Tinha medo de fazer porque você acha que vai morrer, e ainda perdi uma pessoa querida para a Aids. Mas faço o tratamento e levo uma vida normal.”
Após o choque e acolhimento da família, Jéssica escolheu transmitir mensagens positivas nas redes sociais. Mãe solo de duas meninas de 14 e 11 anos, também decidiu não esconder o diagnóstico de quem se relacionava, até conhecer o atual marido:
“Sempre falava, durante o flerte, que vivia com HIV, e nunca sofri rejeição por isso. Avisava que tinha camisinha e estava tudo certo. Tanto que meu marido aceitou e gostou de eu ter falado abertamente.”
Com o tratamento, Jéssica hoje alcançou a carga viral indetectável, quando o vírus está intransmissível. Desse relacionamento atual, teve a Maria, de 11 meses, e agora está grávida de um menino, programado para abril.
As crianças não têm o vírus, e Jéssica explica sua condição diariamente na internet. Mesmo assim diz receber mensagens preconceituosas, entre elas a de que romantiza a condição, e afirma não conseguir parcerias com algumas empresas: elas não querem atrelar a marca ao seu nome, explica. Mais um motivo, aponta, para expor sua vida.
“Decidi expor na internet porque é um tabu muito grande, e quero ajudar as pessoas. Tem gente que quer acabar com a própria vida porque acha que é uma sentença de morte, mas enquanto existe vida, vale a pena lutar por ela.”
Nascida e criada em Goiânia, a massoterapeuta Ana Paula* é uma mulher trans de 22 anos, e descobriu o HIV há 6 meses, após aparecerem feridas pelo seu corpo. Ela acredita ter contraído durante os abusos que sofreu na adolescência. O pai também tem o vírus.
O primeiro a saber do diagnóstico foi o ex-marido, com quem viveu por um ano e separou-se recentemente. Ana Paula afirma que ele não tem o vírus, e foi bem acolhida no início. Era ele, por exemplo, quem ficava de olho no horário dos medicamentos de que precisava tomar.
Não é um um vírus que destrói relacionamentos.”
Mas veio o término, e o homem então se revelou. “Ele jogou na minha cara que o traí, e por isso peguei HIV.”
Atualmente, Ana Paula está conhecendo uma pessoa pela internet, e que vive com o vírus há 10 anos.
“Acho melhor me relacionar com alguém que tenha o vírus, porque além de saber mais sobre o tema, o risco de preconceito e discriminação é menor.”
Ana Bittencourt, psicóloga e voluntária na ONG Amigos da Vida, que atua em defesa das pessoas que vivem com HIV/AIDS em Brasília, ensina que todo paciente tem o direito ao sigilo, embora seja saudável, em qualquer circunstância, que as pessoas conversem sobre as suas fragilidades. “Mas sabendo dos estigmas e preconceitos, esse caminho se torna ainda mais difícil.”
Exatamente por isso, ela complementa, parte desse público vive à margem da sociedade e desamparada afetivamente, em especial as mulheres, dado ao machismo e as práticas patriarcais de silenciamento enraizadas na sociedade.
E finaliza atentando para a necessidade de reconstruir o olhar sobre a pessoa que vive com HIV. “Abrir espaços de diálogo é um caminho à prevenção e também de escuta, como forma de contribuir para a qualidade de vida do indivíduo.”
Informações UOL