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O Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), o Hospital da Mulher, comemorará 32 anos na próxima terça-feira (30) e apresenta números que evidenciam seu sucesso. Com 396.894 atendimentos e 108.300 internamentos na emergência desde 2010, a instituição tem avançado, alcançando altos índices de satisfação dos usuários, com 97% de avaliação ótimo/bom pelos familiares e 96% pelos pacientes, de acordo com o serviço social da unidade hospitalar.

As celebrações do aniversário do HIPS começaram no último sábado, dia 27, com atendimentos especializados em pediatria, gastropediatria, endocrinopediatria, fisioterapia infantil, ginecologia e fisioterapia pélvica no Ambulatório do HIPS, atendendo à demanda reprimida da regulação.

Além disso, as comemorações incluirão homenagens aos 956 funcionários da instituição. O evento, marcado para o dia 30, a partir das 8h30, promete emocionar pacientes e funcionários das enfermarias com apresentações musicais de saxofone, culto ecumênico, presença de autoridades do Governo Municipal e encerramento com um almoço especial para os funcionários no refeitório da unidade hospitalar.

Metas

O Hospital da Mulher é o primeiro hospital público municipal materno-infantil e pioneiro em oferecer atendimento pediátrico para crianças e adolescentes até 13 anos. Apenas em 2023, foram realizados 50.510 atendimentos, com mais de 11 mil internamentos e 7.434 partos na emergência do Hospital da Mulher. Nos últimos doze anos, foram realizados 72.881 partos no HIPS, com uma média mensal ao longo do período de 3.015 partos normais e 2.852 partos cesáreos. Esses dados foram divulgados pela Fundação Hospitalar.

O Complexo Materno-Infantil é responsável por acolher gestantes com excelência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Gilberte Lucas, presidente da Fundação Hospitalar (FHFS), autarquia municipal responsável pela gestão do Hospital da Mulher, destaca que a unidade de saúde é pioneira no Programa de Planejamento Familiar e atendimento de gestação de risco, durante a gravidez e pós-parto, com serviços laboratoriais e de especialidades ambulatoriais.

“É um marco para o município o que o Hospital da Mulher oferece à população. Para 2024, pretendemos entregar o centro cirúrgico totalmente ampliado e reformado, o que permitirá realizar mais cirurgias. Além disso, faremos a reforma da emergência e ampliaremos o ambulatório de especialidades para atender mais crianças”, anunciou a gestora.

Investimentos

Com recursos próprios, o Hospital da Mulher vem investindo na compra de equipamentos de alta tecnologia para aumentar a qualidade dos serviços e a oferta, além de diminuir o tempo de espera. Dentro do planejamento estratégico da Fundação Hospitalar, foram estabelecidas algumas metas para 2024.

Gilberte Lucas destaca que, neste ano (2024), mais recursos serão destinados ao Hospital da Mulher. “Nos últimos anos, ampliamos vários setores e, consequentemente, aumentamos a oferta de vagas. Vamos digitalizar prontuários dos últimos 10 anos, entregar à população o Centro de Parto Normal do Conjunto Feira VII, adquirir Raio X Digital para diagnósticos mais precisos, ampliar a oferta de exames para pré-natal de alto risco e realizar um mutirão de laqueadura”, informou a presidente da Fundação Hospitalar.

O Hospital da Mulher está localizado na Rua da Barra, 705 – Bairro Jardim Cruzeiro. Contato: 75 – 3602-7100 / 7124.

*Secom/PMFS


Um post de cunho racista de uma loja de Caetité, no Médio Sudoeste baiano, chamou a atenção nas redes sociais. O fato ficou conhecido após o estabelecimento, denominado SD Presentes, compartilhar uma mensagem de vaga de emprego em que exigia critérios, como ser “mulher, solteira, sem filhos, expressiva, gentil, dócil e Branca, além de ter mínimo de 18 anos e ensino médio completo”, escreveu.

Depois da repercussão, a mensagem foi apagada. Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, o Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial emitiu uma nota de repúdio, identificando o fato como um caso de racismo, misoginia e machismo.

Um dos filhos do proprietário da loja se pronunciou. Alan Vinícius Ribeiro disse ser contra a atitude do pai, que teria sido o autor da mensagem. Segundo ele, o irmão e a mãe também discordam do posicionamento de cunho racista. “Não temos nada a ver com a conduta do meu genitor. Nos responsabilizamos tão somente por nossos atos e rogamos para que as medidas cabíveis sejam tomadas a fim de que práticas como essa não se repitam”, escreveu.

Informações Bahia Notícias


A categoria pediu um reajuste em torno de 8%, o que, segundo Antônio Cedraz, foi diminuindo nas tratativas.

supermercado
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade 

Desde novembro de 2023, que a Convenção Coletiva dos Trabalhadores de Supermercados e Atacadões de Feira de Santana está em negociação. O presidente do Sindicato do Comércio (Secofs), Antônio Cedraz, informou ao Acorda Cidade sobre alguns pontos do acordo salarial que continuam sendo discutidos. Até o momento, a categoria está sendo remunerada com o valor defasado do ano anterior. 

presidente do Sindicato do Comércio (Secofs) - Antônio Cedraz - ft paulo josé acorda cidade
Antônio Cedraz | Foto: Paulo José/Acorda Cidade 

“Primeiro, os feriados, que nas negociações das convenções anteriores a gente vem sempre liberando um feriado ou outro em troca de um equilíbrio para fechar a convenção. Mas com isso nós já perdemos praticamente 50% dos feriados. Esse outro restante a gente não abre mão. São quatro feriados que a gente tem hoje. Desses, os comerciários não abrem mão de nem mais um. Então, isso está travando a convenção”, explicou.

Outra demanda que está sendo discutida é o retroativo referente a novembro, dezembro e janeiro, que os padrões querem pagar em forma de abono. Prejudicando assim, os ganhos dos trabalhadores.  

“Isso traz prejuízo para o trabalhador, porque ele não incorpora no 13º, não incorpora nas férias, na média de férias, nada. Pagando por fora, como dizia assim, um abono, não incorpora. Isso a gente não aceita. Tem que se pagar incorporando o salário. E essa diferença dos meses acumulados terá que ser paga em uma só vez ou na folha, ou numa folha complementar”, declarou. 

Reajuste salarial

Com relação ao reajuste salarial, a categoria pediu uma atualização em torno de 8%, o que, segundo Antônio Cedraz, foi diminuindo nas tratativas. O acordo está em 6.8% para o sindicato. Os comerciários estão oferecendo 6.3%. 

O piso salarial para os trabalhadores de supermercados e atacadões é no valor de R$ 1.494,93. Se o acordo for firmado em torno dos 6.3%, a quantia vai para R$ 1.589,11, o que não é o desejo do sindicato.

“Não é isso que a gente quer. Pelo menos a gente tem que fechar em 6.8%, 6.7%”, disse o presidente ao Acorda Cidade. 

Para o Dia do Comerciário e o feriado de Carnaval, Cedraz aponta a necessidade de que todos esses feriados sejam fechados em um só acordo. 

“Porque se não tiver o dia do comerciário, a gente já perde um pouco da força, porque eles têm o interesse de fechar o dia do comerciário com o dia do comércio. Também não fizemos oposição referente a isso. Mas se a gente só fechar os pontos positivos para eles, os nossos pontos lá na frente vão ficar difíceis para negociar”.

Já o feriado do comércio está previsto para a segunda-feira de Carnaval. Segundo o presidente, os comerciários deram a palavra de que a terça de Carnaval será enforcada. Mas essa medida só atinge os trabalhadores do comércio, justamente porque a convenção coletiva dos supermercados e atacadões não foi fechada. 

“O pessoal confunde muito o Carnaval como se na terça fosse feriado. Não é feriado nacional, não está no calendário. Então, quem quiser abrir, vai abrir, porque não tem isso oficialmente. Mas no comércio, vai ser o Dia do Comerciário na Segunda-feira de Carnaval, já na terça eles vão fechar, porque a cidade ficará vazia, não vai compensar abrir o comércio. Para o supermercado, exceto se eles nos chamem para uma reunião extra e a gente fechar a conversão. Porque só um aditivo, só para o dia do comerciário, a gente não aceita”, declarou.

A próxima rodada de negociação está marcada para 8 de fevereiro.

Informações Acorda Cidade


Foto: Jorge Magalhães

Feira de Santana faz parte dos municípios que receberão a vacina contra a dengue ainda neste mês de fevereiro. A notícia foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (25), no site oficial da pasta.

Entretanto, a Secretaria Municipal de Saúde aguarda nota técnica com mais informações sobre a logística para distribuição e aplicação das doses.

Entre os critérios para a escolha de Feira estão a população acima de 100 mil habitantes, a alta transmissão de dengue que foi registrada no ano de 2023 e que fez o governo municipal decretar situação de epidemia- situação que segue de julho até o momento. Além disso, também foi considerado o predomínio do sorotipo DENV-2, confirmado pelas análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

De acordo com as informações do Ministério, no primeiro momento, serão imunizadas as crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.


Gage Skidmore

O governador do Texas, Gregory Wayne Abbott, está em confronto aberto com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, devido à intervenção do governo federal para impedir o Estado republicano de proteger suas fronteiras.

Ao mobilizar suas tropas e resistir à intervenção federal, Greg declarou publicamente que o governo dos Estados Unidos violou o acordo estabelecido entre o governo federal e os estados. Ele afirmou que o Poder Executivo dos EUA tem a responsabilidade constitucional de fazer cumprir as leis federais que visam proteger os estados, incluindo as leis de imigração em vigor.

De acordo com ele, “o presidente Biden se recusou a aplicar essas leis e até as transgrediu, resultando em recordes de imigração ilegal”.

Apesar de ter sido alertado através de uma série de cartas, uma das quais entregue pessoalmente, Joe Biden ignorou a demanda do Texas para que cumprisse suas obrigações constitucionais.

Greg argumentou que o presidente Biden quebrou o compromisso de aplicar devidamente as leis de imigração estabelecidas pelo Congresso. Em vez de processar imigrantes por entrada ilegal, Biden enviou seus advogados ao tribunal federal para processar o Texas por tomar medidas de proteção na fronteira.

No documento, destaca-se que, sob as políticas fronteiriças consideradas sem lei do presidente Biden, mais de 6 milhões de imigrantes ilegais atravessaram a fronteira sul. O governador ressalta que isso supera a população de 33 estados do país, e a recusa ilegal de proteger os estados causou danos sem precedentes em todo o território dos Estados Unidos.

Diante da revolta, o governo federal mobilizou a Guarda Nacional, que busca resistir em nome da administração democrata.

No meio do impasse, 25 estados dos EUA formalizaram seu “apoio incondicional” ao Texas. Apesar de a Suprema Corte apoiar o governo Biden, esses estados afirmam que farão valer o que a Constituição americana garante. Portanto, o Texas pode contar com seu respaldo em todas as áreas necessárias para evitar a violação de seus direitos.

Esses estados incluem Alabama, Alasca, Arkansas, Flórida, Geórgia, Idaho, Indiana, Iowa, Luisiana, Mississippi, Missouri, Montana, Nebraska, Nevada, Nova Hampshire, Dakota do Norte, Ohio, Oklahoma, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Tennessee, Utah, Virgínia, West Virginia e Wyoming.

Com informações de Conexão Política


Imagem: Reprodução/Instagram

Deborah Secco, 44, revelou alguns detalhes de seu casamento aberto com Hugo Moura, 33.

Atriz rebateu críticas por manter uma relação não monogâmica e falar sobre isso abertamente. “Eu não sou vulgar, a minha opinião sobre liberdade feminina ela é ainda um choque para uma sociedade machista, quando eu falo sobre relações abertas, monogamia, sobre liberdade sexual, prazer. Eu olho para o mundo com um olhar que tenta enxergar uma verdade não hipócrita, tento enxergar as pessoas de verdade, as relações de verdade”. As declarações foram em entrevista ao podcast Diaz On, da Carla Diaz.

Secco disse que homens foram educados de forma não monogâmica. “Eu acho difícil mesmo homens monogâmicos a longo prazo, acho difícil pessoas monogâmicas a longo prazo. Acho quase impossível. O homem é criado para não ser monogâmico. A sociedade criou o homem para ser garanhão. Talvez eles até queiram ser [monogâmicos], mas eles foram criados para não ser”.

Deborah ressaltou que abrir relação evitar que ela seja “corna”. “Eu não vou mais ser a corna, a idiota, não quero esse lugar para mim. Eu sou casada com o cara que eu mais amo, meu melhor amigo, pai da minha filha, meu parceiro, o cara que sabe tudo sobre mim, ele convive com meu pior e meu melhor, eu não posso mentir pra esse cara, ele não pode mentir pra mim. Eu tenho que saber tudo dele, ele tem que saber tudo de mim”.

Secco destacou a cumplicidade e a parceria com Hugo. “A gente tem que ser honesto e a gente tem que aceitar que vivemos em uma sociedade que é difícil demais, que pessoas interessantes vão surgir a cada momento, que eu vou cruzar com alguém interessante e que eu vou chegar em casa e a gente vai conversar sobre isso ou não também como escolha. Mas a gente vai saber que vivemos isso. Talvez a gente não converse caso a caso, talvez a gente precise refazer combinados ao longo da vida. A minha relação ela é combinada diariamente. Talvez em um momento em que a gente esteja frágil seja melhor fechar a relação, porque a gente pode se perder. Talvez num momento em que a gente esteja forte pode se divertir e o sexo ser um sexo casual que não interfira no que a gente sente um pelo outro. O que não quero é que ele minta pra mim”.

Deborah Secco e Hugo Moura estão juntos desde 2015. Eles são pais de Maria Flor, 8.

UOL


Foto: Divulgação/Amazon

A Amazon pode lançar lançar uma versão por assinatura da Alexa já em junho, segundo relatos de fon. A iniciativa surge como uma tentativa da empresa de transformar a assistente de voz em uma fonte viável de receita, após anos de desafios financeiros com a ferramenta. Não há detalhes oficiais de como seria a mudança, mas a expectativa é que a nova versão use inteligência artificial generativa, uma das tendências dos últimos anos.

Apesar dos planos ambiciosos, fontes internas da Amazon revelam que há tensões sobre a viabilidade do modelo de assinatura, de acordo com o site Business Insider. Há também dúvidas sobre se os consumidores estarão dispostos a pagar por um serviço que era totalmente gratuito. O site TechTudo apurou que a Amazon Brasil não tem planos de cobrar pela assistente virtual no país.

A Amazon enfrenta um momento decisivo com sua assistente de voz. Segundo um relatório recente do Business Insider, a empresa precisa que a nova versão por assinatura da Alexa gere receita de maneiras que a assistente de voz nunca fez antes.

Questionada pelo site Ars Technica, a gigante do comércio eletrônico não comentou o relatório, mas as citações de funcionários anônimos da Amazon sugerem uma incerteza sobre o sucesso do novo modelo de negócios. A Alexa, conhecida por atender a consultas básicas, enfrenta o desafio de convencer os usuários a pagar por funcionalidades mais avançadas e interativas.

Em setembro, David Limp, então vice-presidente sênior de dispositivos e serviços da Amazon, demonstrou uma Alexa capaz de lidar com diferentes demandas para vários aplicativos, sendo necessária apenas uma única frase falada. Além disso, a ferramenta promete entender comandos mais complexos, e sem necessidade do prompt “Alexa”. Esta evolução aponta para a introdução da “Remarkable Alexa”, uma tecnologia que promete ser mais conversacional, mas que, segundo relatos, ainda apresenta desafios, como respostas longas ou imprecisas.

Apesar dos desafios técnicos e das incertezas internas, a Amazon vê a necessidade de tornar a Alexa uma fonte de receita viável, principalmente por conta dos altos custos associados à pesquisa e desenvolvimento de IA generativa. Com a perspectiva de lançar a versão por assinatura em junho sob o nome de “Alexa Plus”, a empresa enfrenta o desafio de equilibrar a necessidade de inovação com a realidade de um mercado que pode não estar pronto para pagar por um assistente de voz.

Alexa vai ser paga no Brasil?

No Brasil, porém, a situação parece ser diferente. Até o momento, não há indicações de que a Amazon planeje introduzir a versão por assinatura da Alexa no mercado brasileiro. A empresa confirmou que o projeto “não é válido para o Brasil”. Isso pode representar uma abordagem regionalizada da empresa, talvez refletindo as diferenças nos padrões de uso e nas expectativas dos consumidores em diferentes partes do mundo.

A decisão da Amazon de potencialmente cobrar pela Alexa em apenas alguns mercados destaca a complexidade de implementar modelos de negócios globais, sobretudo em um mundo cada vez mais digital e interconectado. Resta ver como os consumidores reagirão a essa mudança significativa em um serviço que muitos passaram a considerar essencial em seu dia a dia.

TechTudo/Com informações de Business Insider e Ars Technica (1 e 2)


Foto: Juan Mabromata/AFP

O presidente Javier Milei conseguiu fazer seu pacotão de reformas ultraliberais para a Argentina avançar no Congresso. Mas não sem resistências.

Seu projeto, apelidado de “lei ônibus”, recebeu um parecer favorável de comissões da Câmara dos Deputados e deve ir a plenário na próxima semana. As negociações, porém, enfrentam obstáculos principalmente em três pontos —o aumento de impostos sobre o agronegócio, a fórmula de reajuste de aposentadorias e, por fim, os poderes extraordinários que a lei dará ao Presidente caso seja aprovada. Farpas recentes com governadores também complicam o cenário.

Chamado pelo governo de “Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos”, o projeto tem como principais objetivos a desregulamentação da economia e o corte de gastos públicos, abrindo caminho, por exemplo, para a privatização total ou parcial de 40 empresas estatais.

A coalizão de Milei, A Liberdade Avança, tem uma pequena minoria dos parlamentares (37 dos 257 deputados e 7 dos 72 senadores). Por isso, ele depende de forças de centro e centro-direita para que as medidas sejam aprovadas, como o grupo Juntos pela Mudança, do ex-presidente Mauricio Macri, e o partido União Cívica Radical (UCR), a “oposição dialoguista”.

Na segunda (22), após duas semanas de debates, o governo recuou em alguns pontos e apresentou uma nova versão do projeto que excluía 141 dos 664 artigos originais. As mudanças incluíram a eliminação de uma reforma eleitoral que pretendia acabar com as Paso, as eleições primárias, e a retirada da petroleira YPF da lista de privatizações.

Na madrugada de quarta (24), então, horas antes da greve geral convocada por centrais sindicais contra a lei, as comissões da Câmara deram vitória a Milei e chegaram a um “parecer de maioria”, permitindo que o texto vá a plenário antes de seguir para o Senado. No total, 55 deputados assinaram o relatório favorável ao governo, mas 34 deles com “dissidência parcial”.

O processo não correu sem sobressaltos. Algumas forças racharam, e três deputados peronistas da província de Tucumán se rebelaram e ameaçaram se separar do bloco opositor e formar sua própria bancada, o que gerou surpresa e motivou críticas dos sindicatos em meio à greve. O trio acabou votando a favor de Milei.

“Estamos aqui para exigir dos deputados que fazem campanha cantando a marcha peronista, mas quando precisam rejeitar uma lei que vai contra os trabalhadores, escondem-se e temos que buscá-los em seus escritórios”, disse Pablo Moyano, líder dos caminhoneiros, durante discurso num palco montado em frente ao Congresso.

Os recuos do governo não são, contudo, suficientes para garantir que as reformas passarão.

A expectativa de Milei era de que a votação no plenário ocorresse ainda nesta quinta (25), numa sessão estendida. Mas as discordâncias que ainda rondam a proposta fizeram com que esse prazo fosse adiado para a semana que vem. Fala-se em terça-feira (30), mas não há confirmação oficial em relação à data.

Um dos principais obstáculos tem sido a taxação a produtores rurais. Apesar de ter dito na campanha que “antes de aumentar um imposto cortaria um braço”, o presidente agora não quer abrir mão da importante receita que a tributação das exportações agropecuárias rende à Argentina, ainda mais num contexto de ajuste fiscal.

A ideia é subir os impostos da soja (de 31% para 33%), trigo, milho (de 12% para 15%), carne bovina (de 9% para 15%) e produtos industriais (de 0% para 15%). O governo chegou a recuar com relação às chamadas “economias regionais”, como cítricos, algodão, erva-mate e tabaco, mas ainda assim enfrenta resistência.

“Nosso bloco permitiu que seu governo contasse com um parecer de comissão em tempo recorde, apesar da inédita minoria do governo no Congresso. […] Mas se sua sugestão é para que façamos ajustes na aposentadoria ou aumentemos os impostos, saiba que isso não vai acontecer. Isso não vai virar lei”, reagiu o deputado Rodrigo de Loredo, líder do bloco da UCR, nesta quarta.

A tensão subiu ainda mais com falas do ministro da Economia, Luis Caputo, interpretadas por governadores como uma ameaça —ainda que ele tenha dito o contrário. “Hoje tive uma reunião […] para delinear todos os repasses provinciais que serão cortados imediatamente se algum dos artigos econômicos [da lei ônibus] for rejeitado”, escreveu ele no X.

“O Ministro da Economia, que não teve a coragem de vir ao Congresso [explicar suas medidas], tem que parar de pressionar os governadores e tentar buscar acordos com os governos provinciais em vez de ameaçá-los”, respondeu o deputado Miguel Pichetto, presidente do bloco da oposição “dialoguista”.

O governo de Milei redobrou a pressão contra os líderes regionais nesta quinta (25) ao dizer que vai sugerir ao chefe do Ministério Público a criação de uma equipe especializada em investigar casos de corrupção de funcionários públicos, federais e provinciais, apesar de um grupo com essas funções já existir hoje.

Resta saber se até a próxima semana as rusgas entre o presidente e os parlamentares resultarão na aprovação ou rejeição de uma das maiores e mais velozes reformas que um presidente recém-empossado tenta fazer na Argentina.

Folha de SP/JÚLIA BARBON


ABR

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, comparou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ao senador Sergio Moro e disse que “o sonho” do magistrado é ser presidente da República.

O mandachuva do partido de Jair Bolsonaro, que no passado já tentou armistício com o ministro do Supremo, decidiu elevar o tom.

— Ele (Alexandre de Moraes) quer se mostrar, quer ser candidato a presidente. É o caminho do Moro. O camarada aparece na televisão, nos jornais e enlouquece. A soberba ataca e você não percebe. É o que ele quer. Não tenha dúvida. Quem imaginava que o Moro seria candidato e iria largar a carreira dele? Ninguém — disse Valdemar à coluna. O presidente do PL afirmou ainda que Moraes “sonha” em concorrer ao Palácio do Planalto.

As declarações foram dadas após uma operação da Polícia Federal ser deflagrada contra o deputado federal e pré-candidato do PL à prefeitura do Rio de Janeiro, Alexandre Ramagem, com autorização de Moraes.

Ramagem foi alvo da investigação da PF que mira a atuação de uma suposta “organização criminosa” na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O inquérito aponta que um grupo da agência monitorou, de maneira ilegal, uma série de autoridades, ao longo da gestão de Alexandre Ramagem na chefia do órgão.

O Globo/BELA MEGALE


O caso que originou o processo ocorreu em 27 de maio de 2020, em uma entrevista concedida pelo pedetista

Ciro Gomes - Damares alves
O então candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, durante evento de campanha na Abrinq, na capital paulista — 25/8/2022 | Foto: André Ribeiro/Estadão Conteúdo

O ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) virou réu pelos crimes de calúnia, difamação e injúria contra a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A 3ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza aceitou a queixa-crime movida pela ex-ministra da Mulher do governo de Jair Bolsonaro, que foi chamada de “bandida nazifascista da quadrilha do Bolsonaro” pelo político de esquerda.

O caso que originou o processo ocorreu em 27 de maio de 2020, em uma entrevista concedida pelo pedetista ao canal Portal do José no YouTube. O vídeo não está mais disponível. O juiz Ricardo Nogueira destacou que a decisão é “uma mera admissibilidade da acusação, não cabendo nessa fase processual exame aprofundado do teor dos fatos narrados”.

Em maio de 2023, uma audiência de conciliação foi marcada, mas as partes não chegaram a um acordo. A assessoria de Ciro foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou.

Ciro Gomes e Damares Alves em relação ao caso

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A senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A partir decisão da 3ª Vara Criminal, no último dia 18, Ciro Gomes tem dez dias para responder à acusação.

Em seu perfil no Twitter/X, Damares Alves afirmou que recebeu a notícia “com muita alegria”. Ela afirmou não ter medo de “coronéis” ou de quem quer intimidar as mulheres “a não participar do processo político”.

“Ele vai ter que provar que eu sou ‘bandida nazifascista’”, afirmou a senadora, em vídeopublicado em sua conta na rede social. O material foi postado na noite desta quarta-feira, 24.


Revista Oestecom informações da Agência Estado