
A pressão sobre a equipe econômica para alcançar resultados positivos e evitar bloqueios significativos de recursos no Orçamento de 2024 intensificou atritos e críticas entre os ministérios da Fazenda e do Planejamento.
O ministério comandado por Simone Tebet tornou-se alvo de membros do governo, que expressaram insatisfação com a percepção de que a agenda de avaliação e revisão de gastos, uma das principais bandeiras da ministra, ainda não decolou. Por outro lado, a atuação independente da equipe de Haddad em questões orçamentárias gerou críticas e reclamações.
O recente episódio da revogação da MP da reoneração da folha de pagamento evidenciou divergências. A Fazenda, pressionada pelo Congresso, buscava reverter a medida rapidamente, enquanto o Planejamento defendia a revogação apenas após o relatório de reavaliação de receitas e despesas, a ser divulgado em 22 de março.
Os desentendimentos entre as pastas têm crescido desde o início do governo Lula, com o Planejamento muitas vezes sendo visto como uma “central de atendimento” em questões espinhosas. A revisão de gastos é crucial para garantir a sustentabilidade fiscal, mas as divergências e cobranças internas prejudicam a eficácia dessa agenda.
Apesar dos esforços públicos para demonstrar alinhamento, os ruídos entre Tebet e Haddad refletem desafios políticos e administrativos, enquanto ambos buscam construir uma imagem positiva em meio a potenciais aspirações presidenciais para 2026. As tensões evidenciam a complexidade do cenário político-econômico e a necessidade de uma abordagem mais integrada para enfrentar os desafios orçamentários do país.
Com informações da Folha de S. Paulo.

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Originária do Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, a facção Bonde do Maluco (BDM) surgiu em 2015 seguindo o padrão de outros grupos criminosos brasileiros. Hoje, é reconhecida em documentos oficiais como uma das maiores e mais perigosas organizações criminosas do país, com participação no tráfico internacional de drogas.
Criada por um assaltante de banco falecido em 2019, o BDM cresceu ampliando territórios e parcerias no fornecimento de drogas e armas. Seu principal aliado é o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, para onde muitos criminosos têm fugido.
Essas facções, ao se unirem, intensificam suas atividades visando expandir seus negócios, inclusive para fora do Brasil. O Porto de Salvador desponta como uma alternativa aos terminais de Santos e do Rio de Janeiro, que já são alvos frequentes de operações policiais contra o tráfico internacional.
O BDM é uma das 14 organizações criminosas no sistema carcerário da Bahia, segundo relatório do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Esse estado é o segundo com mais grupos desse tipo. No total, foram mapeadas 72 facções em presídios por todo o país.
A guerra entre facções rivais e as ações letais da polícia têm contribuído para a escalada da violência na Bahia nos últimos meses. Essa situação pressionou o governo a lançar um plano de emergência em outubro, com envio de recursos e agentes federais.
Desde que a relação entre PCC e BDM se estreitou em 2016, as apreensões de cocaína no porto de Salvador aumentaram significativamente, passando de 810 quilos para 8 toneladas em 2020, segundo a Polícia Federal (PF). Já em Santos, as apreensões superam as 20 toneladas.
Três anos depois, durante as investigações da Operação Descontaminação, a PF descobriu que o PCC estava recrutando pessoas na Bahia para enviar drogas ilegalmente para a Europa. Em setembro de 2022, três funcionários de uma empresa que operava no Porto de Salvador foram presos tentando enviar 165 quilos de cocaína em contêineres.
A Companhia Docas do Estado da Bahia, responsável pelo terminal, afirmou em comunicado que monitora constantemente as embarcações e apoia as operações. Sobre os funcionários presos, não fez comentários.
Diego Gordilho, delegado da PF, destaca que o PCC sempre buscou alternativas para enviar drogas internacionalmente, especialmente cocaína, que tem um alto valor no exterior. “Os portos têm uma grande importância nesse cenário de exportações ilegais, tanto em cascos de embarcações quanto em contêineres”, afirma.
Um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime de 2022 revela que as organizações criminosas no Brasil estão buscando portos menores no Nordeste e no Sul do país para diversificar suas rotas de escoamento de drogas. Essa tendência já era observada antes da pandemia de COVID-19, mas se intensificou durante o período de crise sanitária.
Na Bahia, o BDM se tornou um parceiro ideal para o PCC devido ao seu domínio sobre os principais pontos de tráfico do estado, principalmente entre Salvador, Recôncavo Baiano e o norte.
Apesar da diversidade de facções no sistema carcerário baiano, o BDM é predominante. Segundo o mapeamento do Ministério da Justiça, abriga pelo menos metade dos detentos da Bahia que pertencem a alguma organização criminosa.
O relatório do Ministério da Justiça também aponta que o BDM “tende a se tornar nacional em função de sua aliança com o PCC”. Já está presente em outros estados, como Mato Grosso do Sul e Piauí.
A força do BDM se baseia em sua capacidade de agregar pequenas facções e na intensidade do terror que exerce. Desde o início, os membros do BDM têm divulgado imagens nas redes sociais mostrando criminosos armados com fuzis e cometendo homicídios com tortura, como forma de demonstrar poder e intimidar rivais.
Em maio do ano passado, a PF descobriu que o BDM transformou a Ilha de Maré, na Baía de Todos-os-Santos, em um ponto estratégico para armazenar drogas e armas que seriam transportadas de barco para outras localidades. A ilha fica próxima aos portos de Salvador e de Aratu.
Zé de Lessa, criador do BDM, sempre teve uma visão empresarial do tráfico de drogas ilegais e viu na aliança com o PCC uma oportunidade de ampliar suas operações no tráfico internacional de drogas e, consequentemente, de ter acesso a mais armas e matéria-prima.
Com a expansão da facção na Bahia, o Comando Vermelho (CV), rival do PCC, decidiu estabelecer presença em Salvador a partir de 2020. Até então, atuava como uma subsidiária de outras organizações baianas, como o Comando da Paz, que hoje está praticamente extinto.
O aumento da violência na Bahia está relacionado a essa disputa entre as facções. Um indicador disso são os números de mortes em operações policiais de combate ao tráfico, que totalizaram 1.689 no ano passado, segundo o Ministério da Justiça – um aumento de 15% em relação a 2022, o maior número do país.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia declarou que as operações de combate às facções são uma prioridade, especialmente através da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado.
A multiplicação das facções criminosas na Bahia também aumenta o risco de motins e rebeliões nas prisões, onde esses grupos geralmente se formam, alerta o delegado Gordilho, da PF.
Fora das prisões, essa situação se traduz em mais violência nas ruas. O bairro Pero Vaz, em Salvador, se tornou um dos epicentros da guerra entre o BDM e o CV. Situado na periferia, o bairro está no centro urbano, entre duas rotas importantes: a BR-324 e a região do Comércio, onde fica o Porto de Salvador.
Desde o último domingo, três pessoas foram baleadas em tiroteios e nove carros foram incendiados no bairro. “O crime organizado, especialmente o tráfico de drogas, traz consigo crimes conexos, como assassinatos, que também afetam a sociedade”, ressalta Gordilho.
No ano passado, o BDM fechou uma nova aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção do Rio de Janeiro que tem como principal rival o Comando Vermelho.
As tensões entre as facções ficaram evidentes em um pedido de prisão preventiva de dois membros do BDM feito pela PF em 2022. Os líderes da facção temiam que as lideranças paulistas negociassem drogas e armas na Bahia sem a sua intermediação. Na época, BDM e PCC precisaram reafirmar o acordo de cooperação.
Um grupo de mensagens chamado “Aliança entre BDM e PCC” foi criado para alinhar as ações entre as facções. Essa parceria não só facilita o transporte de drogas e armas entre Salvador e São Paulo, mas também a migração de criminosos entre os estados, conforme documentos de investigação apresentados à Justiça.
Entre as ações do governo baiano para combater as facções estão a contratação de cerca de 2.500 policiais e bombeiros, a aquisição de softwares de inteligência, armamentos, viaturas semiblindadas e cursos de capacitação. O governo também investe em inteligência e afirma ter localizado 33 líderes de facções em 2023.
“A ação investigativa e repressiva qualificada resultou na apreensão recorde de 55 fuzis em 2023, na localização de 11 toneladas de drogas, na desarticulação de 18 laboratórios de cocaína, em 15.600 prisões e na apreensão de 5 mil armas de fogo”, destaca a secretaria.
O Ministério Público Federal (MPF) confirmou que existem dois procedimentos ativos relacionados ao Bonde do Maluco. No entanto, devido ao sigilo, não pôde divulgar informações sobre o conteúdo desses procedimentos.
A Polícia Civil e o Ministério Público da Bahia foram procurados para comentar as investigações, mas não responderam.
José Francisco Lumes, conhecido como Zé de Lessa e criador do BDM, faleceu durante uma operação policial na divisa com o Paraguai, em dezembro de 2019. O BDM foi criado para ampliar as operações de outra facção baiana, a Caveira, e desviar o foco das investigações dessa organização criminosa, conforme relatório da Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema de Administração Penitenciária da Bahia.
Um racha interno na Caveira transformou antigos aliados em rivais, e Zé de Lessa emergiu como líder do BDM.
A cidade onde Zé de Lessa faleceu, Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, faz fronteira com o Paraguai, um dos principais fornecedores de drogas da América Latina.
O Paraguai é de grande importância no combate ao crime organizado na América do Sul devido à sua fronteira terrestre e fluvial com o Brasil. Muitas lideranças de organizações criminosas buscam o Paraguai como refúgio para gerenciar suas atividades ilegais, observa o delegado Gordilho.
Os negócios ilícitos do BDM abrangem várias áreas. Quatro membros do BDM foram presos por participar de um esquema de extorsão virtual no Distrito Federal. A investigação revelou que a quadrilha anunciava a venda de pacotes de conteúdo sexual por meio de um aplicativo de mensagens e depois extorquia as vítimas.
Com informações do Estadão.

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Uma das principais preocupações do processo de envelhecimento é a perda de massa muscular, que pode levar à diminuição da força e, consequentemente, à redução da autonomia. No entanto, uma pesquisa brasileira realizada pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (Iiepae) revela que a prática de musculação não só ajuda a combater esses efeitos físicos, mas também traz benefícios para a saúde mental.
A revisão de 200 estudos conduzida pelo Iiepae demonstrou que a musculação é eficaz na melhoria dos sintomas de depressão e ansiedade em idosos. Esses resultados foram publicados na edição de março da revista científica Psychiatry Research.
Paolo Cunha, pós-doutorando responsável pela pesquisa, ressalta que a redução da força e da massa muscular, características naturais do envelhecimento, pode estar relacionada ao aumento de problemas de saúde mental. Segundo ele, existem diversos mecanismos fisiológicos que provocam mudanças funcionais e estruturais, controlados pelo cérebro.
Além dos benefícios diretos do exercício, Cunha destaca que a musculação realizada em grupo oferece oportunidades de interação social, ajudando a evitar o isolamento, típico de pacientes com depressão e ansiedade.
A pesquisa sugere que a atividade física seja realizada três vezes por semana, com três séries em sessões curtas, compostas por seis exercícios. Segundo Cunha, é mais vantajoso usar equipamentos de musculação do que faixas elásticas ou o peso do próprio corpo, pois isso permite um controle mais preciso da intensidade e do volume do treino, resultando em maiores impactos na saúde mental.
“Menos é mais quando se trata de musculação: uma série curta pode trazer mais resultados. Essas informações são particularmente relevantes, uma vez que ainda não há diretrizes específicas para o treinamento resistido com foco em parâmetros de saúde mental”, explica o pesquisador.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda há lacunas no entendimento dos benefícios da musculação para a saúde mental e no funcionamento exato dessa atividade. A maioria dos estudos analisados envolveu um número limitado de participantes, indicando a necessidade de mais pesquisas nessa área em constante evolução.
Com informações do Metrópoles.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, se mostrou preocupado com a imparcialidade do Judiciário na apuração da Polícia Federal (PF)sobre uma suposta tentativa de golpe. A investigação se concentra no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em seus aliados.
“Sou favorável a toda investigação”, disse Romeu Zema, em entrevista divulgada na sexta-feira 1º pelo jornal O Estado de S.Paulo. “Sempre falo que quem não deve, não teme. Só temo que possa haver alguma parcialidade. Aí é que está a questão.”
O governador de Minas Gerais acredita que, no Brasil, o Judiciário age frequentemente à margem da Constituição.”A Justiça, no meu entender, tem demonstrado que, muitas vezes, tem julgado de acordo com interesses políticos e não de acordo com a lei”, afirmou. “Isso me parece que ficou bastante acentuado nesses últimos 14 meses.”
A investigação da Polícia Federal resultou na Operação Tempus Veritatis, em 8 de fevereiro. De lá para cá, Bolsonaro e seus aliados se tornaram alvo da corporação. O ex-presidente foi obrigado a entregar seu passaporte à PF, em uma ação chancelada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 25 de fevereiro, Romeu Zema marcou presença no ato pela democracia, em São Paulo. Na ocasião, em entrevista a Oeste, disse que o ex-presidente merece o direito de se defender das acusações.
Ao Estadão, o governador de Minas Geraisreforçou o apoio a Bolsonaro e explicou por que participou da manifestação na Avenida Paulista. “Tinha diversos outros compromissos lá [em são Paulo], e julguei que seria altamente positivo estar com o presidente que levou grandes melhorias para Minas Gerais”, resumiu. “Ele, nesse momento, precisa de um apoio que julgo que seria extremamente importante da minha parte. E o movimento comprovou isso, que ele tem apoio.”
Romeu Zema elogiou o governo Bolsonaro por promover avanços no Brasil e por contribuir para o crescimento do país. Ele ainda disse ter receio de que a administração de Luiz Inácio Lula da Silva possa resultar em retrocessos.
“Gastar mais do que arrecada”, disse o governador de Minas Gerais, ao citar uma das práticas do governo petista que poderia prejudicar o país. “E, principalmente, tentar interferir em empresas que estavam funcionando adequadamente. É só olhar o resultado das empresas estatais durante a gestão Bolsonaro e agora, que você já vê uma diferença brutal. Empresa estatal não é para distribuir favor para os amigos do rei. É para poder investir e proporcionar produtos e serviços adequados para a população.”
Informações Revista Oeste
Seminário tinha o objetivo de estimular o debate sobre as tendências jurídicas contemporâneas

O público não compareceu ao evento realizado na sexta-feira 1º, em Buenos Aires, para acompanhar o debate de magistrados sobre o Código Civil do Brasil e da Argentina. A entrada era gratuita. O último painel, que teria a participação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi cancelado. Na cerimônia, previa-se uma homenagem ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
O seminário, que ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires (UBA), integra o Ciclo de Estudos Internacionais de Direito Comparado. A revista Justiça & Cidadaniaé a responsável pela promoção do evento.
Entre os palestrantes estavam Luis Felipe Salomão e Marco Aurélio Bellizze, representantes da comissão de juristas para a atualização do Código Civil do Brasil; e os demais integrantes da cúpula brasileira: João Otávio de Noronha, Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques, Isabel Gallotti e Marco Buzzi.
A coordenação acadêmica do seminário foi compartilhada por figuras importantes, incluindo Alexandre de Moraes e Ricardo Lorenzetti, ministro da Suprema Corte da Argentina.
A intenção do evento era estimular o debate sobre as tendências jurídicas contemporâneas e promover a interação e o compartilhamento de conhecimentos entre os juristas. Os temas discutidos nos seis painéis variaram desde os direitos fundamentais na era digital até o impacto do Código Civil da Argentina nas leis.
O cancelamento do último painel ocorreu em virtude da “falta de tempo” e da baixa adesão do público, informou o jornal Gazeta do Povo. Originalmente, este segmento incluiria homenagens e palestras de figuras jurídicas proeminentes.
Para compensar, os organizadores afirmaram que os palestrantes previstos para o último painel teriam oportunidade de falar durante um jantar no Alvear Palace Hotel.
O evento, atrasado por mais de duas horas, foi considerado um fracasso pela limitada participação do público — apesar de a entrada gratuita e da expectativa de ampla adesão.
Informações Revista Oeste
O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório, tem mais de 50 partes que incluem referências sexuais relacionadas ao protagonista e seus pais

O Ministério da Educação (MEC) distribuiu para instituições de ensino públicas um livro que contém trechos com descrições explícitas de atos sexuais. O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório, foi incluído pelo MEC no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). É por meio deste programa que a pasta fornece livros literários a escolas.
A inclusão ocorreu em setembro de 2022. A portaria que oficializou a decisão de incorporar O Avesso da Pele e outros 530 títulos ao PNLD foi assinada por Gilson Passos de Oliveira, vinculado à Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação.
A obra conquistou o prêmio na categoria “Romance Literário” do Prêmio Jabuti em 2021.
O assunto veio à superfície depois de Janaina Venzon, diretora de uma escola localizada em Santa Cruz do Sul (RS), expor sua preocupação com o conteúdo da obra. No Instagram, ela mostrou duas passagens que contêm linguagem sexualmente explícita. Há 200 cópias de O Avesso da Pele guardadas na instituição de ensino.
A obra tem mais de cinquenta trechos que incluem palavrões e referências sexuais relacionadas ao protagonista e seus pais. O livro também trata do consumo de drogas e descreve os personagens que “buscavam diversão num baseado ou em cocaína”.
Em uma das passagens, o livro usa termos chulos para se referir aos órgãos sexuais masculino e feminino. “Vem, minha branquinha”, diz um trecho do material. “Vem, meu negão. Chupa a tua branquinha. Chupa o teu nego. Adoro a tua pele branquinha. Adoro a tua pele, meu nego. Adoro tua b… branca. Adoro teu p… preto.”
O Avesso da Pele é descrito pela Companhia das Letras como um “romance sobre identidade e as complexas relações raciais, sobre violência e negritude”. A narrativa culmina na execução injusta do pai do protagonista pela polícia, um evento que sintetiza as tensões raciais tratadas ao longo do livro.
Diante das reações nas redes sociais, o MEC se manifestou sobre o assunto. Em nota divulgada no sábado 2, a pasta atribuiu a escolha do livro à administração anterior e ressaltou que a seleção dos títulos do PNLD baseia-se em critérios isonômicos e transparentes, com avaliações feitas por especialistas no assunto.
“Essas obras são avaliadas por professores, mestres e doutores, que tenham se inscrito no banco de avaliadores do MEC”, justificou o ministério.
O MEC enfatizou que os livros aprovados estão disponíveis em um catálogo do qual as escolas podem escolher aqueles que se alinham ao seu projeto pedagógico. A entrega das obras ocorre exclusivamente depois de uma solicitação formal por parte das instituições educacionais.
Janaina Venzon nega a versão do MEC. Segundo a diretora, O Avesso da Pele não foi requisitado pela escola onde trabalha. “Se for comprovado que a coordenação pedagógica não fez o pedido por indicação de um professor, estaremos levando o caso para o Ministério Público”, anunciou, nas redes sociais.
Informações Revista Oeste

O Corinthians venceu o Santo André por 3 a 2 na tarde de hoje, na Neo Química Arena, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista.
O Timão abriu 2 a 0, viu o Santo André empatar em sete minutos, mas Pedro Raul virou herói aos 49 minutos e deu a vitória ao Corinthians. Maycon e Yuri Alberto marcaram os dois primeiros para o Corinthians, Bruno Michel e Lohan fizeram para o Ramalhão.
Com o resultado, o Corinthians foi a 13 pontos e manteve o sonho de se classificar para as quartas de final. Para isso, o Timão precisa de tropeços de Mirassol e Inter de Limeira: se um dos times vencer, o Timão estará eliminado.
Os times têm a semana livre e só voltam a campo no domingo, para a última rodada do Paulistão. Os comandados por António Oliveira visitam o Água Santa, enquanto o Santo André encara a Ponte Preta. Todos os jogos serão disputados às 16h (de Brasília).
O Timão enfrentou uma das piores equipes do Paulistão dentro da Neo Química Arena, mas mesmo assim teve dificuldades para vencer.
O Corinthians saiu na frente após lindo lançamento rasante de Fagner para Maycon nas costas da defesa, no único lance de perigo da primeira etapa. No segundo tempo, o Santo André tomou as rédeas da partida e quase empatou, mas Cássio fez ótima defesa.
O Timão só melhorou após a entrada de Fausto Vera e chegou ao segundo gol com Yuri Alberto. No entanto, o Santo André empatou em sete minutos em cobrança de escanteio e uma bola desviada dentro da área.
Quando tudo parecia perdido, Fagner forçou um cruzamento na área e Pedro Raul subiu mais que todo mundo para marcar.Continua após a publicidade
Anulado. Garro jogou na área uma falta do meio-campo. Quase na linha de fundo, Raniele mandou para o meio da área e encontrou Yuri Alberto no segundo pau. O centroavante tentou entrar de peito na bola e empurrou para as redes, mas o VAR flagrou um toque de mão do centroavante.
1×0. Fagner acha um belo lançamento do meio-campo por cima da defesa e encontra Maycon. O volante domina no peito e toca de esquerda para vencer o goleiro Luiz Daniel.
Quase! Rodrigo Garro cobrou falta da entrada da área com muito perigo e a bola parou em cima da rede do gol defendido por Luiz Daniel.
Cássio! Igor Fernandes recebeu de Cléo Silva dentro da área, girou e soltou a bomba cruzada. Cássio fez a ponte para bonita defesa.
Perdeu! No primeiro lance do Corinthians no segundo tempo, Romero chegou no fundo e cruzou para o meio da área na medida para Yuri Alberto. O centroavante cabeceou no meio do gol e facilitou a vida de Luiz Daniel.Continua após a publicidade
Quase! Fausto Vera arrisca chute da intermediária e a bola passa muito perto do gol de Luiz Daniel, que não chegaria.
2×0. Fausto Vera recebe no meio-campo e puxa o ataque corintiano. No bate-rebate, Hugo fica com ela, invade a área, mas adianta demais a bola e acaba dando uma assistência para Yuri Alberto finalizar rasteiro.
2×1. Escanteio cobrado na área, Yuri Alberto desviou para trás no primeiro pau a bola se ofereceu para Bruno Michel tocar de joelho para as redes de Cássio.
2×2. Sete minutos após o gol, o Santo André empatou. Bruno Michel lançou Geovane na área, que bateu cruzado. A bola desviou em Pedro Henrique e sobrou para Lohan empurrar para o fundo das redes.
3×2. Fagner cruzou na área e Pedro Raul cabeceou para vencer o goleiro Luiz Daniel.
Corinthians 3 x 2 Santo AndréContinua após a publicidade
Campeonato Paulista – 11ª rodada
Data: 02/03/2024 (sábado)
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Evandro de Melo Lima
VAR: Thiago Duarte Peixoto
Amarelos: Wellington Reis e Afonso; Fagner, Pedro Raul, Gustavo Henrique e António Oliveira
Gols: Maycon (32’/1ºT), Yuri Alberto (26’2ºT) e Pedro Raul (49’/2ºT); Bruno Michel (34’/2ºT) e Lohan (41’/2ºT)
Público: 43.627
Renda: R$ 2.656.331,00
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Félix Torres, Gustavo Henrique e Hugo; Raniele, Maycon (Fausto Vera) e Rodrigo Garro (Gustavo Mosquito); Wesley (Igor Coronado), Romero (Pedro Henrique) e Yuri Alberto (Pedro Raul). Técnico: António Oliveira
SANTO ANDRÉ: Luiz Daniel; Júnior Caiçara (Bruno Michel), João Maistro (Ariel), Afonso e Igor Fernandes; Wellington Reis, Geovane, Dudu Vieira e Cléo Silva; Léo Passos (Lohan) e Marciel. Técnico: Márcio Fernandes.
Informações UOL

Um torcedor morreu e outros ficaram feridos após uma briga entre torcidas organizadas de Atlético-MG e Cruzeiro, na tarde de hoje (2), em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Minas Gerais.
Um cruzeirense morreu após briga entre membros da Galoucura e da Máfia Azul, no bairro do Barreiro, segundo a PM. Outros dois torcedores do Cruzeiro foram baleados no confronto e ficaram feridos.
O torcedor do Cruzeiro que morreu chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Santa Rita, mas não resistiu. Dois suspeitos foram presos após intervenção da PM. Uma arma de fogo e um carro foram apreendidos.
Cruzeiro e Atlético-MG jogaram no mesmo horário neste sábado em Belo Horizonte. A Raposa enfrentou o Uberlândia no Mineirão, enquanto o Galo encarou o Ipatinga na Arena MRV.
Informações UOL

Deltan Dallagnol, ex-procurador e atual pré-candidato do partido Novo à prefeitura de Curitiba, marcou o aniversário de 10 anos da Operação Lava Jato visitando o triplex do Guarujá, local envolvido em investigações relacionadas ao ex-presidente Lula. Em suas redes sociais, Dallagnol compartilhou sua presença no local e fez declarações sobre o impacto da operação.
“Pessoal, olhem onde a gente está. Este aqui é o triplex do Guarujá do Lula que me custou mais de 100.000 reais de multa por fazer o meu trabalho”, disse Dallagnol, acrescentando que, apesar das condenações em três instâncias da Lava Jato, o STF anulou as sentenças contra Lula.
Ao mencionar o aniversário da Lava Jato, Dallagnol destacou que a operação foi a primeira no Brasil a causar temor em políticos corruptos. No entanto, ele expressou descontentamento, afirmando que atualmente esses políticos não temem serem presos devido à decisão do STF de, segundo ele, abraçar a impunidade no país.
Veja o vídeo:
Quanto à sua pré-candidatura à prefeitura de Curitiba, o partido Novo enviou um comunicado a institutos de pesquisa solicitando a inclusão exclusiva de Dallagnol como pré-candidato. Cassado em maio passado, Dallagnol perdeu seu mandato com base na Lei da Ficha Limpa, mas a decisão do TSE não mencionou se ele estaria impedido de concorrer nos próximos oito anos.
A incerteza sobre sua elegibilidade levou o Novo a oficializar sua pré-candidatura para avaliar se será impugnada. Caso isso ocorra, outros nomes, como Fernanda Dallagnol, esposa do ex-deputado, e as vereadoras Amália Tortato e Indiara Barbosa, estão prontos para entrar na disputa.
O partido Novo tem investido no capital político de Deltan Dallagnol para impulsionar o número de filiados e anunciar seus pré-candidatos, visando o crescimento nas eleições municipais. Desde a perda do direito ao tempo de televisão em 2023, o partido tem se mantido com recursos do fundo partidário e espera que as eleições municipais contribuam para seu fortalecimento.
Com informações do O Antagonista.

Neste sábado (2/3), o Portal Leo Dias trouxe à tona um caso de agressão envolvendo o ator Rafael Cardoso e um gerente de bar na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, ocorrido no início desta semana (26/2). João Fernando, a vítima, concedeu entrevista à equipe do portal, descrevendo o episódio como “história horrível”.
O Boletim de Ocorrência registrado por João Fernando foi obtido pelo portal LeoDias, revelando que Rafael Cardoso chegou ao local em seu carro, realizando uma freada brusca que assustou os clientes. Acompanhado de mais dois homens, o ator, que conhecia um garçom do estabelecimento, solicitou conhecer o gerente.
A vítima relata que, após uma breve conversa e ameaças repetidas de morte por parte de Rafael, virou-se de costas, sendo surpreendida por um soco na nuca. As agressões continuaram, incluindo dois pisões na região da barriga, onde João havia realizado uma cirurgia recente de hérnia inguinal.
Veja o vídeo:
Segundo João, Rafael estava visivelmente transtornado e aparentava sinais de embriaguez. A vítima, que nunca havia visto o ator antes, destacou que tentou se afastar da situação, mas as agressões persistiram. O episódio só cessou quando um motoboy conseguiu intervir, segurando Rafael.
O Portal Leo Dias tentou contato com Rafael Cardoso, porém, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. O espaço permanece aberto para futuras manifestações do ator sobre o incidente. O caso reforça a importância de abordar casos de agressão e violência, estimulando discussões sobre segurança e respeito nas interações sociais.
Informações TBN