
Foto: Reprodução/Sérgio Lima/Poder360.
No final do ano passado, uma matéria da revista VEJA expôs que a conselheira do Tribunal de Contas do Piauí, Rejane Dias, esposa do ministro do Desenvolvimento Social, o petista Wellington Dias, enfrentava uma denúncia por corrupção passiva em um caso que corria em sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso envolve locadoras de carros, contratos superfaturados e pagamento de propina. De acordo com o Ministério Público, durante o período de 2015 a 2018, enquanto Rejane ocupava o cargo de secretária de Educação do Piauí, com o marido governando o estado, ela teria recebido vantagens financeiras de uma empresa que prestava serviços de transporte para alunos carentes. VEJA agora teve acesso ao processo completo, revelando detalhes constrangedores. Além da esposa, a Polícia Federal identificou evidências de envolvimento na trama por parte da filha do ministro, do cunhado e do próprio ministro.
O extenso relatório da PF e do Ministério Público, com 979 páginas, descreve o que parece ser uma parceria criminosa entre o governo do Piauí e as empresas prestadoras de serviço. O enredo típico envolve autoridades beneficiando amigos, correligionários e financiadores de campanha com contratos públicos, seguido pela partilha dos lucros. O início do esquema remonta a 2008, quando o governador nomeou o professor Luiz Carlos Magno para a superintendência institucional da Secretaria de Educação, responsável por estruturar o transporte de estudantes. O professor, militante do PT, tornou-se empresário em empresas de locação de veículos após deixar o governo em 2009. Em 2014, durante o mandato de senador, Wellington Dias e Rejane usaram os serviços de uma das empresas do ex-professor em suas campanhas, lançando mão de uma mesma artimanha na prestação de contas eleitorais.
Em 2015, Wellington Dias reassumiu o governo, e Rejane, eleita deputada federal, licenciou-se para ocupar a Secretaria de Educação do estado. Nesse período, segundo a PF, o esquema foi intensificado. Concursos manipulados na Secretaria de Educação garantiam sucesso às empresas do ex-professor, que faturaram 200 milhões de reais nos anos seguintes. Uma fiscalização da Controladoria-Geral da União detectou indícios de superfaturamento, e a Polícia Federal foi acionada para investigar, levando à denúncia de mais de 40 pessoas por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro. Os desvios estimados alcançaram 120 milhões de reais.
A parte mais constrangedora surgiu durante buscas nos endereços dos envolvidos, quando foram apreendidos livros, pen drives e computadores nas empresas do ex-professor. Os dados revelaram que a parceria entre os criminosos e a família do governador existia desde a campanha de 2014. Os registros indicaram que veículos utilizados na campanha de Wellington Dias foram registrados como “cortesias” da empresa, sem custos. A análise policial concluiu que o dinheiro destinado ao pagamento da locação dos veículos tinha como finalidade “desviar recursos públicos em favor das empresas investigadas e da própria acusada”. Mensagens nos computadores da locadora mostraram que a então ex-primeira-dama, Rejane Dias, recebia presentes e “empréstimos” em dinheiro. Após a posse do marido, ela passou a utilizar dois carros de luxo, presentes da empresa, avaliados em 331 mil reais. A locadora ainda disponibilizou dois carros e transferiu 100 mil reais para o cunhado do governador, dinheiro que, segundo a PF, tinha Rejane Dias como a verdadeira destinatária. A conselheira do TCE foi denunciada por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro no final do ano passado. Em depoimento, ela negou as acusações e alegou ilegalidade na investigação.
O nome do ministro Wellington Dias é citado diversas vezes no relatório da Polícia Federal. Além das “cortesias” e nomeações suspeitas, os investigadores encontraram uma coincidência curiosa relacionada ao governador. Pelos dados de geolocalização de um dos criminosos, descobriu-se que ele seguia um roteiro semelhante nas datas de pagamento dos contratos. O trajeto incluía visita ao banco, saque de dinheiro, ida à empresa e, posteriormente, à sede do governo do Piauí. O ministro não é um dos investigados no caso e, ao ser procurado, optou por não se pronunciar. O Brasil, na terça-feira, foi classificado na 104ª posição em um ranking de percepção de corrupção em 180 países divulgado pela Transparência Internacional.
Com informações da VEJA.

A ex-prefeita Marta Suplicy voltou ao PT na noite desta sexta-feira, 2, quase nove anos depois de sua desfiliação da sigla. O retorno aconteceu sob a bênção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ato no Centro da capital paulista. Ela será vice do deputado Guilherme Boulos (Psol), pré-candidato à prefeitura de São Paulo.
O evento reuniu diversos políticos e centenas de apoiadores. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT) também participaram do evento. Assim como Lula, Marta e Boulos, todos usavam camisas brancas.
Sob aplausos de apoiadores, a ex-prefeita discursou e afirmou que está voltando mais madura.
“Essa noite eu só pensava nisso, que emoção seria essa volta. Voltar ao ninho, sentir que eu sou PT raiz, que nunca saiu de dentro de mim”, declarou. “Aqui eu estou de volta ao meu aconchego, a minha raiz. Nunca saiu de dentro de mim o PT. Eu vi o PT nascer, PT crescer nas ruas do país.”
Lula também discursou e entregou para Marta a ficha de filiação do partido, que foi assinada durante o evento.
“Nunca na história de São Paulo – e falo isso na frente do Haddad, da [Luiza] Erundina – ninguém fez para o povo pobre o que fez a Marta Suplicy na prefeitura”, afirmou o presidente.

Boulos também discursou e deus boas-vindas para Marta e declarou que sua chapa tem como missão em outubro “derrotar o bolsonarismo na maior cidade do país”.
Em seu discurso, o pré-candidato do Psol também criticou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) protocolada na Câmara Municipal de São Paulo para investigar as ações sociais do padre Júlio Lancelotti.
Boulos afirmou que o legado do prefeito Ricardo Nunes é “deixar a cidade numa crise de segurança como nunca vista” e afirmou que “imóvel abandonado na região central tem que ser desapropriado para fazer moradia popular”.
“Queremos ganhar essa eleição porque a gente precisa devolver a cidade de São Paulo para o nosso povo”, disse o pré-candidato. “A gente precisa de um governo que volte a olhar para o povo mais pobre dessa cidade.”
O Diretório Municipal do PT em São Paulo aprovou o retorno de Marta Marta no início do ano e pela suspensão de prévias do partido para a definição do nome da sigla para vice na chapa de Boulos.
A ex-prefeita se desfiliou do PT em 2015, durante a Operação Lava Jato, afirmando que a sigla protagonizava “um dos maiores escândalos de corrupção da nação brasileira”.
Até o dia 9 de janeiro, Marta era secretária das Relações Internacionais da gestão Ricardo Nunes (MDB), que agora virou adversário político, já que o atual prefeito de São Paulo tentará a reeleição.
Informações Revista Oeste

O programa Voa Brasil está oficialmente cancelado, conforme apurado por fontes de alto escalão do setor aéreo. A promessa do governo Lula de oferecer passagens baratas não se concretizará, sendo inviável economicamente de acordo com executivos das companhias aéreas. A proposta, que visava disponibilizar passagens aéreas com valor máximo de R$ 200 para determinadas categorias de pessoas, esbarrou na falta de comprometimento do governo em reduzir o preço do querosene de aviação (QAV), facilitar o acesso ao crédito para as empresas e resolver os persistentes litígios judiciais enfrentados pelas companhias. O excesso de processos judiciais, que gera custos bilionários, e a falta de avanço nas condições acordadas levaram ao cancelamento do Voa Brasil. O uso do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) como garantia de empréstimos também foi cogitado, mas essa alternativa não se concretizou. Além disso, a situação de recuperação judicial da Gol contribui para um cenário desfavorável no setor.
com informações da Revista Oeste

Foto: GETTY IMAGES via BBC
Em meio a um aumento de mais de 100% nos casos prováveis de dengue no Brasil nas duas primeiras semanas de 2024 em comparação com 2023, o governo federal anunciou a chegada de 750 mil vacinas para iniciar uma campanha de imunização no país.
O Ministério da Saúde divulgou na quinta-feira (25) que vai iniciar as aplicações em 521 municípios de 16 Estados e do Distrito Federal a partir de fevereiro.
A previsão da pasta é que, até o fim de 2024, o governo receba uma quantidade de vacinas capaz de imunizar 3,2 milhões de brasileiros de 10 a 14 anos com as duas doses necessárias para o ciclo completo — respeitando um intervalo de três meses entre elas.
Esse número é suficiente para proteger o equivalente a cerca de 1,5% da população do país. O governo ainda não tem uma previsão de quando iniciará a imunização de outras faixas etárias da população.
O governo federal se baseou em três critérios para definir os pontos de vacinação: cidades com mais de 100 mil habitantes, com alta transmissão de dengue em 2023 e 2024 e com maior predominância do sorotipo DENV-2, ou subtipo 2 da dengue.
Esse sorotipo é um dos quatro em circulação no país e contra o qual a vacina teve o melhor resultado.
Mas quem tem plano de saúde pode se vacinar numa clínica privada e pedir reembolso? E qual a previsão para vacinar os adultos?
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou nesta quarta-feira (24) que o Brasil tem 51.081.018 de usuários de planos de saúde.
Por meio de nota, a ANS afirmou que os planos de saúde não são obrigados a cobrir vacinas, mas que alguns contratos contemplam imunizações.
“Caso o beneficiário tenha um plano de saúde com cobertura de serviços adicionais que inclua vacinas, ele deverá verificar junto a sua operadora se há cobertura para imunização da dengue”, diz o texto.
O número de casos prováveis de dengue mais que dobrou nas duas primeiras semanas de 2024, em relação ao mesmo período de 2023.
A reportagem encontrou diversas clínicas que já oferecem a vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório Takeda, antes mesmo do início da aplicação pelo governo federal. Os valores, identificados pela reportagem por dose aplicada na cidade de São Paulo, variam de R$ 349 a R$ 428.
Procurada, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) reforçou que os planos de saúde não são obrigados a cobrir a aplicação de vacinas. Por esse motivo, diz o órgão, em geral não é possível pedir reembolso para esse tipo de procedimento.
O órgão alerta, no entanto, que os consumidores devem ficar atentos às exceções, pois alguns contratos preveem esse tipo de reembolso.
“Os convênios podem escolher se oferecem ou não o serviço”, diz o Procon.
Marcos Novais, superintendente-executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), diz que a maior parte dos convênios opta por não reembolsar ou oferecer a vacina porque essa é uma necessidade universal.
“Se o plano de saúde fosse cobrir a vacina, na prática, é o mesmo que pagar por ela. Se eu estou cobrindo a vacina, eu estou cobrando de você. E ainda estaria cobrando mais de uma vez de você porque há uma rotatividade anual de 30% dos beneficiários. Então você estaria vacinando pessoas que entram e saem do convênio o tempo todo”, explica ele.
Ele afirma que, quando há uma despesa em que 100% da população precisará ter acesso, como com as vacinas, o plano de saúde perde sua funcionalidade.
“Internar por dengue não é 100% de certeza de que vai ocorrer. A vacina é 100% de certeza de que você vai usar. Na prática, você vai cobrar de todo mundo. [Nos planos de saúde], tudo passa por estatística e probabilidade”, diz.
Novais explica que algumas operadoras cobrem vacinas porque muitas empresas decidem pagar mais por esse serviço para evitar que seus funcionários faltem por motivos médicos.
O superintendente da Abramge diz ainda que as vacinas custam mais caro na rede particular porque o poder de negociação delas com as fabricantes é inferior ao do governo.
“O governo tem um poder de negociação muito grande. As clínicas pagam muito mais caro e, por conta da rotatividade das carteiras, vai vacinar muita gente”.
“E quem está nesse sistema de saúde suplementar vai pagar essa conta várias vezes. Esse é um tipo de cobertura que não faz sentido estar na cobertura dos planos de saúde”, diz Novais.
Como saber se você está com dengue e se é grave
A vacina contra a dengue conhecida como Qdenga foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) pelo Ministério da Saúde, e a previsão é que comece a ser oferecida a partir de fevereiro de forma gratuita.
As doses podem ser tomadas por pessoas de 4 a 60 anos — não há estudos para avaliar a eficácia e a segurança da vacina fora dessa faixa etária.
Pode receber o imunizante tanto quem já teve dengue e quanto quem nunca foi infectado.
Não podem ser vacinados gestantes, lactantes, pessoas com alergia a algum dos componentes presentes no imunizante, quem tem o sistema imunológico comprometido ou alguma condição imunossupressora.
A vacina contém vírus vivos atenuados da dengue, que foram enfraquecidos de forma controlada.
Essa técnica permite desencadear uma resposta imunológica eficaz sem causar a doença completa. No futuro, isso possibilita uma reação mais rápida do corpo em casos de exposição real à doença.
A dengue possui quatro sorotipos, e quando alguém é infectado por um deles, adquire imunidade contra aquele tipo específico — mas ainda fica suscetível aos demais.
Embora a empresa responsável pela vacina tenha divulgado uma eficácia global de 80%, esse percentual engloba os resultados de todos os sorotipos.
Ao analisá-los individualmente, a eficácia do imunizante variou para cada sorotipo.
Passados 18 meses após a segunda dose, para o tipo 1, a taxa foi de 69,8%. Para a dengue 2, houve o melhor resultado, de 95,1%, e para o subtipo 3, o menos satisfatório, de 48,9%.
Em relação ao subtipo 4, a Takeda afirmou à BBC News Brasil que a quantidade de casos testados não foi suficientemente alta para chegar a uma conclusão.
Felipe Naveca, pesquisador em saúde pública da Fiocruz, destaca que a eficácia reduzida contra o subtipo 3 e a ausência de dados para o subtipo 4 são desafios do imunizante administrado em um número elevado de pessoas.
Como pano de fundo, está a ressurgência de ambas as variantes da dengue no Brasil após um período prolongado sem novos casos no país — 15 anos sem casos de dengue 3 e cinco anos sem casos de dengue 4.
“Temos uma parcela significativa da população com até 15 anos que não teve exposição principalmente à dengue 3, que apareceu pela última vez em 2008. Isso os torna suscetíveis à infecção por esse vírus”, diz Naveca, que coordena laboratórios de arboviroses e viroses emergentes da Fiocruz.
Os sorotipos 3 e 4 não causam, necessariamente, quadros mais graves.
Na dengue, a gravidade da doença está associada à infecção secundária — ou seja, uma pessoa que teve dengue pela primeira vez, por qualquer sorotipo, corre um risco maior de desenvolver uma forma mais severa ao ser infectada novamente.
Assim, para quem for se vacinar, é importante considerar a proteção menor quando a infecção secundária for por dengue 3 ou 4. Os especialistas ouvidos pela reportagem dizem que, mesmo assim, a vacina é essencial para evitar casos graves e diminuir o risco de morte ao contrair a doença.
O pesquisador destaca a boa eficácia da nova vacina contra a dengue 1 e 2 e a possibilidade de ela reduzir os riscos de uma segunda infecção pela doença, especialmente para populações que vivem em áreas endêmicas.
A vacina é uma das maneiras mais eficazes de prevenir a infecção pela doença, mas como as doses não são suficientes para toda a população e não são todos os grupos que poderão tomar o imunizante, resta a prevenção.
Para isso, deve-se reduzir a infestação de mosquitos que transmitem a dengue por meio da eliminação de criadouros: evite água parada e mantenha cobertos com telas ou tampas reservatórios ou qualquer local que possa acumular água.
Além disso, há formas de proteção individual como usar repelente.
G1

crédito: Planet Labus/XGTY/AFP
Os Estados Unidos atacaram, na noite desta sexta-feira (horário local), alvos ligados a milícias xiitas pró-Irã na Síria. A ofensiva militar foi uma primeira retaliação à morte três soldados norte-americanos, durante bombardeios de drones à Torre 22, uma base militar usada pelos Estados Unidos no nordeste da Jordânia, na fronteira com a Síria. Drones atingiram o alojamento da Torre 22, no domingo (28/1). A organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou que seis combatentes pró-iranianos foram mortos na onda inicial de resposta dos Estados Unidos.
Na última quinta-feira, o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, tinha confirmado que os planos de retaliação estavam aprovados e que o início dos ataques dependia apenas das condições climáticas na região. Por sua vez, o presidente Joe Biden havia sinalizado que não desejava uma escalada do conflito no Oriente Médio. O ataque à Síria ocorreu poucas horas depois de Biden receber os corpos dos três soldados na Base Aérea Dover, em Delaware.
Correio Brasiliense

Foto: Reprodução/Instagram @javiermilei
Na tarde de sexta-feira (2), a Câmara de Deputados da Argentina foi palco de uma votação geral marcada por intensa tensão, enquanto a Casa Rosada declarava que “o momento do debate terminou”. O megaprojeto da Lei Ómnibus, que perdeu mais da metade de seus artigos ao longo do processo, obteve aprovação geral com 144 votos a favor e 109 contra, representando uma significativa vitória para Javier Milei no Congresso argentino.
Apesar deste sucesso inicial, Milei ainda enfrenta desafios consideráveis, já que na próxima terça-feira, o debate se concentrará nos artigos específicos. O comunicado da Casa Rosada refletiu o descontentamento do governo com as províncias e os blocos dialoguistas, que, mesmo diante das alterações já realizadas, continuam condicionando seu apoio a novas modificações no texto.
A Casa Rosada declarou: “É hora de os representantes do povo decidirem se estão do lado da liberdade dos argentinos ou do lado dos privilégios da casta e da república corporativa”, buscando estabelecer limites às pressões.
Embora representando apenas cinco deputados, outros blocos dialoguistas reconhecem que uma proposta de coparticipação do imposto PAIS poderia angariar amplo apoio, beneficiando as províncias em detrimento do governo nacional.
O imposto PAIS emergiu como um ponto de atrito nos últimos dias. Os governadores alegam um pré-acordo na última segunda-feira com o ministro do Interior, Guillermo Francos, durante uma polêmica reunião do Conselho Federal de Inversões (CFI), onde solicitaram a redistribuição de 30% do imposto. O governo negou ter cedido a essa demanda e mantém sua posição de não reintroduzir nenhum elemento do capítulo fiscal retirado há uma semana para pressionar as províncias.
O texto aprovado excluiu todos os artigos do pacote fiscal, exceto os dois relacionados ao imposto PAIS. Isso abre a possibilidade de introduzir o tema durante a votação específica, assegurando aos deputados de oposição que o governo cumpra a promessa de buscar alternativas, como compensações às dívidas previdenciárias das províncias.
Quanto às privatizações, houve avanços, mas o consenso não é total. O número de empresas passíveis de privatização diminuiu de 39 para 30, incluindo três empresas que só podem ser parcialmente privatizadas: Banco Nación, Nucleoeléctrica Argentina e ARSAT.
O governo comprometeu-se a retomar o diálogo com os governadores e a oposição durante o fim de semana para buscar uma aproximação de posições. A votação dos artigos específicos e a definição sobre o imposto PAIS prometem manter o cenário político aquecido nos próximos dias.
*Com informações da imprensa argentina e Gazeta Brasil

A troca da antena parabólica tradicional pode ser feita de forma gratuita na Bahia para o novo modelo digital. O benefício é garantido para famílias de menor renda, inscritas em algum programa social do Governo Federal, e que tenham uma parabólica tradicional em funcionamento.
O fornecimento de sinal para o modelo antigo das antenas já foi suspenso em 132 cidades baianas, a previsão é do sinal ser cortado totalmente até 30 de junho de 2025. De acordo com a Siga Antenado, uma iniciativa criada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mais de 1,8 milhão de instalações da nova parabólica digital já foram realizadas desde julho do ano passado em todo país.
Essa mudança acontece por causa da ativação da nova geração da internet móvel, o 5G, que opera em faixas de frequência próximas à do sinal da parabólica antiga e pode causar interferências. A faixa é como uma “estrada” no ar, por onde os sinais trafegam. Com o fim do sinal antigo, uma alternativa será usar a nova parabólica, que funciona em outra faixa.
Para realizar a troca da antena, o beneficiário deve procurar a iniciativa “Siga Antenado” pelo site ou telefone (0800 729 2404). É necessário estar com NIS (Número de Identificação Social) ou CPF em mãos para o atendimento. Caso opte pelo site, o usuário deve procurar a opção “Distribuição de Kits” e seguir os passos, para combinar o agendamento para a instalação junto a organização e receber o técnico em casa.
*Metro1
Foto: Taina Rêgo/Agência Brasil

O deputado federal João Leão (PP) voltou a criticar a gestão da prefeita da cidade de Freitas, Moema Gramacho (PT), que deixará o comando do município em 2025. Para o ex-governador, “está tudo errado” com as ações e o modelo de governo de Moema. Leão ainda subiu o tom e disse que a “mamata” da prefeita está terminando.
“Se ela quiser, eu sento com ela para dizer o que ela precisa fazer. Nós, do grupo de oposição, estamos fazendo reuniões, Moema Gramacho tem mais candidatos que nós, nós temos seis. Nós queremos ter uma unidade, em torno de um nome só, para bater testa. Eu estou querendo ser o maestro desse grupo. Nós temos um grupo de trabalho alegre e feliz”, disse em entrevista ao podcast In Off Cast.
“A partir de janeiro de 2025, vai entrar um novo grupo querendo fazer boas ações em Lauro de Freitas. Tapar os buracos, recapear a cidade toda, duplicar uma série de vias, acabar os problemas daquele trânsito maluco. Melhorar a saúde e a educação. Enfim, tomar uma série de medidas”, completou o parlamentar que já foi prefeito da cidade da Região Metropolitana.
*Bahia.ba
Foto: Diogo Costa/ In Off Cast

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen) identificou duas sublinhagens da variante Ômicron, que causa a Covid-19, em circulação em Feira de Santana, Salvador e outros municípios da Bahia, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), nesta sexta-feira (2).
As amostras das cepas JN.1 e JN.1.1 foram coletadas entre 24 de dezembro de 2023 e 11 de janeiro de 2024.
A JN é considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma “variante de interesse”, isto é, se em comparação com a variante original, seu genoma possuir mutações que mudem o fenótipo do vírus. É também uma variante de interesse se:
A variante tiver sido identificada como causadora de transmissão comunitária, de múltiplos casos ou de clusters (agrupamentos de casos) de Covid-19 ou tiver sido detectada em vários países;
A variante for de outra forma avaliada como de interesse pela OMS em consulta com o Grupo de Trabalho de Evolução do Vírus SARS-CoV-2.
Os materiais que continham as subvariantes foram identificados nos seguintes municípios:
Adustina
Alagoinhas
Amélia Rodrigues
Barrocas
Camaçari
Catu
Conceição da Feira
Conceição do Coité
Feira de Santana
Paripiranga
Piatã
Pintadas
Pojuca
Salvador
Santa Bárbara
Santo Antônio de Jesus
Vitória da Conquista
A Sesab recomenda que os municípios em que as cepas foram identificadas intensifiquem a vacinação contra a Covid-19. Roberta Santana, secretária da Saúde do Estado, fez uma alerta para que a população mantenha o esquema vacinal atualizado por causa das grandes aglomerações nas festas de verão.
Ainda segundo a chefe da pasta estadual, a Sesab, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, desenvolve desde o dia 17 de janeiro, uma ação de vacinação no período pré-carnavalesco que busca intensificar a imunização com a vacina bivalente. Do início da ação até quinta-feira (1), foram aplicadas 8.233 doses.
Durante a ação pré-carnaval, a vacina é ofertada para todos os indivíduos com 12 anos ou mais.
Atualmente a cobertura da vacina Bivalente na Bahia está em 15,05%. O imunizante é destinado para para pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos de idade que tenham recebido a última dose do imunizante há mais de 6 meses.
*g1

Nesta sexta-feira, a Festa da Purificação chega ao seu grandioso encerramento, estabelecendo um recorde de público que marcará a memória dos participantes. Com uma mega estrutura de dois palcos, a Prefeitura da cidade proporcionou mais de 50 atrações e diversas manifestações culturais ao longo dos dias de celebração, que tiveram início em 26 de janeiro.
Da abertura até hoje, a cidade, que é o brinco do recôncavo baiano, recebeu milhares de foliões e turistas que lotaram os hotéis e pousadas, além de garantir uma grande movimentação econômica gerando emprego e renda para diversas famílias no município.
O ápice do evento ocorreu no último domingo, com a realização da tradicional lavagem da purificação, destacando-se pela participação entusiasmada de Maria Bethânia, filha ilustre da terra, da ala de baianas e da animação de uma charanga. Turistas de diferentes partes do Brasil prestigiaram o acontecimento, reforçando a identidade de Santo Amaro a como ponto de encontro multicultural.
A prefeita Alessandra Gomes expressou sua satisfação com o sucesso da festividade. “Estamos encerrando a Festa da Purificação com grande alegria e satisfação. A resposta calorosa do público e a diversidade de atrações mostram o êxito desse evento, que valoriza a cultura e reforça a importância histórica e o potencial turístico de nossa cidade.”
Quem também atestou o sucesso do evento foi o turista Roberto Santos, de São Paulo, que participou pela primeira vez e expressou sua satisfação: “A festa é incrível, com uma energia única. Com certeza, voltarei nos próximos anos para reviver essa experiência cultural maravilhosa.”
O evento, coordenado pela Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, contou com o patrocínio do Governo do Estado e da Bahia Gás, além do apoio fundamental de diversas empresas.
Assim, a Festa da Purificação deixa um legado de alegria, cultura e intercâmbio turístico, consolidando-se como um dos eventos pré-carnavalesco mais marcantes do interior da Bahia.
Programação:
Hoje, durante o encerramento da festa, a programação conta com procissão e shows de Timbalada, Toque Dez, Padre Jaciel, Los Outros Bainos, show pirotécnico e muito mais.