Foto/imagens: Andrews Pedra Branca/Robô Rover Explorer
Somente na rua Monsenhor Moisés Gonçalves do Couto, no Campo Limpo, foram detectados 16 conexões clandestinas
A Prefeitura de Feira de Santana identificou por meio de videoinspeção com robô inúmeras ligações clandestinas de lançamento irregular de esgoto sanitário em redes de drenagem pluvial, além de ligações irregulares domésticas, em ruas do bairro Campo Limpo. A situação foi flagrada entre a última sexta-feira (2) e neste domingo (4).
Somente na rua Monsenhor Moisés Gonçalves do Couto foram detectados, em 46 dos 130 metros de drenagem, 16 conexões clandestinas e da Embasa.
De acordo com o superintendente de Operações e Manutenção, João Vianey, inicialmente foi percebido o fluxo de água constante, mesmo sem chuva. Acreditando se tratar de uma obstrução pontual, foi feita a tentativa de desobstrução com jato de pressão.
“Identificamos o lançamento de resíduos, seja por alguns ramais da Embasa, referente a adutora, quanto canais de esgoto que estão cruzando a rede e comprometendo a vazão. Também flagramos conexões irregulares de residências”, afirma o engenheiro.
Ainda segundo João Vianey, o lançamento de esgoto diretamente na rede de drenagem pluvial causa obstruções que impedem o escoamento da água. Além disso, provoca erosões e degradação agressiva ao concreto. Em alguns pontos a estrutura está comprometida.
“Encontramos caixas fragilizadas e redes corroídas em situação de degradação avançada. Alguns pontos mais críticos o robô não conseguiu acessar de forma alguma, revelando um sinal claro de que está ocorrendo o comprometimento de vazão e, obviamente, agravando os alagamentos em momentos de chuva”, alerta.
Neste domingo (4), o robô iniciou o trabalho no bairro Panorama, onde também flagrou rede de esgoto da Embasa obstruindo o canal de macrodrenagem da rua Amado Bahia com a Adalgisa Borges.
“Nas chuvas tivemos alagamentos que, inclusive, historicamente nunca ocorreram problemas conforme aponta monitoramento da Defesa Civil”, observa João Vianey.
O prefeito Colbert Martins convocou uma reunião entre a Agência Reguladora de Feira de Santana (ARFES) e a Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA) para definir as medidas a serem adotadas.
Ruas vídeo inspecionadas com robô:
CAMPO LIMPO
Rua Bertolino Carneiro
Rua Gonçalves Dias
Rua Monsenhor Moisés Couto
Rua Nova Trento
Rua São joão do Meriti
Rua Cabo Frio
Rua Grêmio
Rua São Gonçalo
Travessa Antônio Carvalho
PANORAMA
Canal de macrodrenagem da rua Amado Bahia com a rua Adalgisa Borges.
O ministro Dias Toffoli está se tornando uma autoridade mundial no assunto: acaba de suspender o pagamento da multa de R$ 3,8 bilhões que a construtora Odebrecht tem com o Tesouro Nacional

(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 3 de fevereiro de 2024)
O Brasil, dentro da extraordinária segurança jurídica que o STF garante hoje aos acusados por crimes de corrupção, e mesmo aos já condenados, está oferecendo ao mundo uma invenção jamais tentada até hoje na ciência do Direito: o pagamento aos corruptores por serviços prestados à sociedade. O ministro Dias Toffoli está se tornando uma autoridade mundial no assunto. Acaba de suspender o pagamento da multa de R$ 3,8 bilhões que a construtora Odebrecht tem com o Tesouro Nacional, como foi estipulado no acordo que assinou com o Ministério Público ao admitir a prática de corrupção em 49 contratos com o governo na primeira era Lula-Dilma. Em troca disso, os diretores da empresa foram poupados de ir para a prisão. Toffoli decidiu, agora, que eles não precisam fazer nenhuma das duas coisas: nem vão para a cadeia e nem pagam os R$ 3,8 bilhões.
Como o dinheiro não era mais da Odebrecht, e sim do Erário, a decisão do ministro vale como um pagamento à empresa: os acusados confessaram a corrupção, não foram presos porque assinaram o acordo, e agora fica tudo zerado. O argumento de Toffoli, em conformidade com a jurisprudência que ele próprio criou, é um desafio à lógica comum. Há “dúvida razoável”, segundo ele, sobre a “voluntariedade” da Odebrecht em assinar o acordo que assinou – ou seja, não está claro se ela queria mesmo trocar a prisão pelos R$ 3,8 bilhões. A única conclusão possível, então, é que os diretores preferiam ir para a cadeia, mas foram forçados a aceitar a multa. Sempre foi do entendimento universal que ninguém, jamais, paga por livre e espontânea vontade um centavo de qualquer tipo de multa. Mas também não se sabe de ninguém que, tendo dinheiro no bolso, tenha preferido ser preso para não pagar.
Toffoli repetiu com a Odebrecht exatamente o que tinha feito com uma outra corruptora confessa — a J&F, dona do maior frigorífico do Brasil, cujos diretores também assinaram um acordo de leniência para não serem presos pelo crime de corrupção ativa. A diferença é que o perdão para a J&F saiu bem mais caro para a população — o pagamento, aí, era superior a R$ 10 bilhões. Antes disso, o ministro havia declarado nulas as provas materiais de corrupção contra a mesma Odebrecht, como confissão dos crimes e devolução de dinheiro roubado. Destruíram-se as provas, mas preservou-se o dinheiro — que agora é devolvido à empresa. Na verdade, a coisa toda vai ficando na moda. Já há uma empresa suíça, que assinou acordo semelhante num caso de suborno na Casa da Moeda, e quer a devolução dos R$ 270 milhões de multa que pagou — do total de R$ 750 milhões que tem de pagar. O Brasil voltou, como se vê.
Informações Revista Oeste

A Arquidiocese de São Paulo quer ouvir o jornalista Cristiano Gomes, de 48 anos, que afirmou ter sofrido assédio sexual do padre Júlio Lancellotti. A cena teria ocorrido em 12 de maio de 1987, quando o então coroinha da Paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca (SP), tinha 11 anos.
A decisão segue as normas da Igreja Católica, que determina a investigação de possíveis abusos cometidos por seus líderes. A Cúria Metropolitana de São Paulo é o órgão responsável por analisar esse tipo de denúncia.
Em documento obtido com exclusividade por Oeste, o padre Everton Fernandes Moraes, chanceler do Arcebispado de São Paulo, manifesta interesse em ouvir Cristiano. No texto, o líder religioso considera “tomar as medidas pertinentes”.
A reportagem apurou que o ex-coroinha deve relatar sua história para a Cúria Metropolitana nas próximas semanas. Em 23 de janeiro, a arquidiocese levou menos de 24 horas para arquivar a mais recente denúncia contra o padre.
Na missa de sétimo dia da avó, Cristiano estava com familiares na Paróquia São Miguel Arcanjo, na zona leste de São Paulo. Depois da celebração fúnebre, o então jovem foi à sacristia para chorar. Num primeiro momento, foi acolhido pelo pároco de plantão. Depois, no entanto, percebeu que aquilo não era apenas um mero consolo fraternal.
“O religioso passou a pressionar seu corpo contra o de Cristiano, a fazer carícias e a encostar a sua barba no rosto do garoto”, descreve o editor-assistente Anderson Scardoelli. “Assustado e percebendo a excitação do algoz, conseguiu escapar e saiu da igreja para nunca mais voltar. Jamais esqueceu o que passou, muito menos o autor do assédio: o padre Júlio Renato Lancellotti.”
Quase 37 anos depois do ocorrido, Cristiano resolveu tornar público o episódio do qual foi vítima. Em conversa exclusiva com Oeste, reforça não ter interesse em fama nem em “se dar bem”. Antes de qualquer acusação, adianta-se para avisar que não é “bolsonarista” nem que foi motivado por questões político-partidárias.
Cristiano acredita que chegou a hora de falar publicamente sobre o caso, que guardou em segredo até da própria família, em razão das recentes denúncias contra Júlio Lancellotti. Mesmo com medo de pôr sua segurança em risco, Cristiano demonstra indignação com a rede de apoio ao padre, que reúne setores da imprensa e da esquerda. Para ter uma ideia, o Partido dos Trabalhadores (PT) quer premiar o pároco como Nobel da Paz.
Informações Revista Oeste
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Bahia foi tetracampeão regional em 2021 — Foto: Lucas Figueiredo / CBF
O elenco do time principal do Bahia se mostrou forte no Campeonato Baiano e acumula 100% de aproveitamento em três jogos, além de ter alcançado a liderança da competição. Neste domingo, no entanto, o desafio é mais pesado. O Tricolor estreia na Copa do Nordeste, diante do Sport, às 16h (de Brasília), na Arena Fonte Nova. De olho no pentacampeonato regional, o Esquadrão quer começar bem sua trajetória.
Goleado em 2023, Bahia reencontra o Sport com cara de revanche
O Bahia chega à Copa do Nordeste 2024 embalado após fortalecer o elenco e fazer pré-temporada em Manchester, na Inglaterra, no CT do Grupo City.
Comandado por Rogério Ceni, o Tricolor contratou nomes como Everton Ribeiro, Caio Alexandre e Jean Lucas e tem mostrado futebol promissor nesse início de ano, o que eleva a confiança para buscar o quinto título regional depois de duas temporadas.
Vale lembrar que o Esquadrão é o maior campeão do Nordeste ao lado do seu rival, o Vitória. O time azul, vermelho e branco levantou a taça do Nordestão em 2001, 2002, 2017 e 2021.
Em 2024, a equipe principal tem 100% de aproveitamento em três partidas do campeonato estadual, com nove gols marcados e nenhum gol sofrido. O bom desempenho colocou o Bahia na liderança da competição, mesmo após os tropeços do time alternativo.
Jogos do Bahia em 2024:
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Everaldo está em alta nesse início de temporada — Foto: Tiago Caldas/EC Bahia
E mesmo com o time principal, Ceni conseguiu aplicar um sistema de revezamento que funcionou. Após estrear com seus titulares na goleada sobre o Jacobina, o treinador escalou o Tricolor com sete alterações no triunfo diante do Bahia de Feira. O mesmo aconteceu na vitória sobre o Barcelona de Ilhéus, mas com seis mudanças.
Escalações do time principal do Bahia no Baiano:
Além do peso por se tratar de um clássico regional e por ser válido pela estreia na Copa do Nordeste, o duelo com o Sport pode ter um clima de revanche para o Bahia, que sofreu goleada histórica para o mesmo rival em 2023: 6 a 0. O goleiro Marcos Felipe, no entanto, negou qualquer possibilidade de vingança.
– Claro que vamos tentar o resultado positivo. O que aconteceu no ano passado ficou no passado. Temos que pensar em fazer nossa melhor partida, é o nosso maior desafio neste início de ano. Então temos que buscar vencer o jogo de todas as maneiras porque vamos estar na nossa casa.
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Goleiro foi um dos destaques do Tricolor em 2023, mas não teve vida fácil na goleada para o Spor — Foto: Tiago Caldas/EC Bahia
Apesar do revezamento no Baiano, o técnico Rogério Ceni vai mandar a campo o que tem de melhor na Copa do Nordeste. Com isso, diante do Sport, o quarteto criativo, formado por Caio Alexandre, Jean Lucas, Everton Ribeiro e Cauly, deve ser escalado no onze inicial.
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Caio Alexandre, Cauly, Everton Ribeiro e Jean Lucas formam quarteto criativo do Bahia — Foto: Divulgação/EC Bahia
O único desfalque do treinador considerado titular é o volante Rezende, por causa de uma lesão ligamentar no joelho. O meia Léo Cittadini também segue fora enquanto aprimora a parte física.
Há uma dúvida sobre o titular da lateral esquerda. Vale lembrar que o Tricolor tem pré-contrato com o lateral-esquerdo Iago Borduchi e só poderá contar com o jogador no segundo semestre deste ano. Sem poder utilizar o volante Rezende na função, Rogério Ceni tem alternado entre Luciano Juba e Ryan na ala esquerda. Para enfrentar o Sport, Juba deve ser sua preferência.
Com isso, o Bahia deve ir a campo com a seguinte escalação: Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, David Duarte e Luciano Juba [Ryan]; Caio Alexandre, Jean Lucas e Everton Ribeiro; Cauly, Biel [Thaciano] e Everaldo.
Quando: domingo, 4 de fevereiro;
Onde: Arena Fonte Nova, Salvador;
Horário: 16h (de Brasília);
Onde assistir: ESPN, Star+ e Nosso Futebol;
Time provável do Bahia: Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, David Duarte e Luciano Juba [Ryan]; Caio Alexandre, Jean Lucas e Everton Ribeiro; Cauly, Biel [Thaciano] e Everaldo;
Desfalques do Bahia: Rezende (lesão); Léo Cittadini (aprimora parte física);
Arbitragem: Paulo José Souza Mourão apita o jogo auxiliado por Antônio Adriano de Oliveira e Elson Araújo da Silva (trio do Maranhão). Bruno Fernandez Moreira (BA) é o quarto árbitro.
Informações GE

Pela primeira vez desde 2010, a Argentina vai receber em maio o porta-aviões USS George Washington, que comanda a Sétima Frota dos Estados Unidos baseada no Japão.
A informação foi divulgada pelo diário Clarín.
De acordo com o jornal, trata-se de mais um gesto dos Estados Unidos para enfrentar a crescente influência da China na América do Sul.
Sob Javier Milei, a Argentina se tornará uma peão de Washington para atrapalhar os planos de integração continental apoiados sobretudo pelo Brasil.
Recentemente, depois de ser aceita nos BRICs, por indicação do Brasil, a Argentina voltou atrás e desistiu de aderir ao bloco.
Nesta semana, com apoio dos Estados Unidos, o Fundo Monetário Internacional concedeu empréstimo de U$ 3,7 bilhões para dar sustentação econômica ao governo de Milei.
O BRICs Plus, agora integrado por China, Rússia, Brasil, África do Sul, Índia, Egito, Arábia Saudita, Irã, Etiópia e Emirados Árabes Unidos, dispõe de seu próprio banco, sob comando da ex-presidenta Dilma Rousseff.
Os integrantes do bloco planejam realizar trocas comerciais utilizando suas moedas locais, o que já está acontecendo de maneira bilateral.
Os Estados Unidos usam o dólar para manter sua hegemonia planetária, além de instituições multilaterais que controlam, como o Banco Mundial e o FMI.
Também controlam a Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (Sociedade para Telecomunicação Financeira Mundial Interbancária), conhecida por SWIFT, através da qual são feitas transações internacionais.
O pagamento de uma conta em Nova York com um cartão de crédito emitido no Brasil só é possível graças ao SWIFT.
Depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, foi excluída do SWIFT.
Como a maioria dos países recorre parcialmente a títulos emitidos pelo Tesouro dos Estados Unidos para acumular reservas, em caso de sanções internacionais eles ficam sujeitos a decisões tomadas em Washington.
Hoje os Estados Unidos aplicam sanções contra centenas de indivíduos, organizações e países, dentre os quais Cuba, Rússia, Irã, Síria e Coreia do Norte.
Os EUA podem emitir dólares à vontade e com isso, ainda que indiretamente, acabam condicionando a vida econômica em quase todo o planeta.

Desde que assumiram a hegemonia, depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos privilegiam alguns países em suas relações bilaterais, como Israel e o Reino Unido.
A Argentina sob Javier Milei assumiu este papel, que herdou da Colômbia, hoje governada pelo esquerdista Gustavo Petro.
Em recente viagem a Davos, Milei encontrou-se com o ministro das relações exteriores do Reino Unido, David Cameron, representante de um país que trava uma disputa internacional com a Argentina pelas ilhas Malvinas.
De acordo com o diário Daily Express, Londres pretende dar ajuda econômica à Argentina em troca de colocar a questão das Malvinas em segundo plano.
Aparentemente, os EUA estão triangulando sua relação com a Argentina através do Reino Unido por conta dos elogios que Milei fez a Donald Trump, provável adversário de Joe Biden nas eleições de 2024.
Mas um encontro entre Biden e Milei ainda este ano não está descartado.
Antes de se eleger, Milei falou em acabar com as relações comerciais com o Brasil e a China, dois dos principais parceiros de Buenos Aires.
A chanceler Diana Mondino, numa óbvia provocação, recebeu em audiência o representante comercial de Taiwan em Buenos Aires.
A China, então, cancelou um empréstimo que havia acordado com o ex-presidente Alberto Fernandez e ameaçou substituir o trigo, a soja e a carne que compra da Argentina por produtos do Brasil e do Uruguai.
A China considera Taiwan uma província e tem como meta a reunificação da ilha, que sobrevive do apoio recebido dos EUA.
Em abril deste ano, o navio USCGC Stone, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, fará exercícios na Argentina supostamente para combater a pesca ilegal.
Para garantir uma presença militar na região da Tríplice Fronteira — entre Brasil, Argentina e Paraguai — funcionários dos EUA já fizeram alertas no passado sobre a atuação de “terroristas” ligados ao Hezbollah, mas nunca apresentaram provas.
Eles também expressaram desgosto com a parceria entre China e Argentina para a construção de um observatório espacial na província de Neuquén. Ele começou a funcionar em 2018, como parte de um sistema acordo de 50 anos de duração.
Os chineses dizem que a base foi essencial para permitir o pouso de uma nave no lado escuro da lua.
Como o lado chinês no projeto é representado por uma divisão da Força de Apoio Estratégico do Exército Popular da China, as suspeitas sem provas espalhadas na Argentina falam que a base pode ter utilidade em guerra espacial, cibernética e eletrônica.
O porta-aviões que vai visitar a Argentina depois de um hiato de 14 anos, o George Washington, foi recentemente reformado e pode levar a bordo um avião de reabastecimento que dá autonomia de 800 quilômetros para os caças que carrega.
Por isso, em eventual guerra no estreito de Taiwan, o porta-aviões muito provavelmente seria utilizado — um detalhe que não escapou aos analistas.
Informações Revista Fórum

O aumento do número de sites de apostas online tem apresentado um efeito colateral: apostadores cada vez mais jovens estão procurando ajuda para tratar a compulsão por jogos.
Grupo J.A. (Jogadores Anônimos) reúne pessoas que contam os problemas ocasionados pelas apostas. O UOL esteve em um encontro virtual, com cerca de 60 participantes de diversas regiões do Brasil, e ouviu histórias de jogadores que perderam contato com familiares, assumiram grandes dívidas e até pensaram em suicídio.
“Conheci [o jogo] por um influencer”, diz um deles. “Com todos esses influenciadores é difícil manter a distância”, comenta outro.
O perfil mais frequente em apostas online é jovem e masculino. Segundo o Datafolha, 30% dos jovens de 16 a 24 anos e 25% das pessoas entre 25 e 34 anos relataram já ter feito alguma aposta pela Internet.
15% de toda a população diz ter apostado pelo menos uma vez. A média de gastos do brasileiro com esse tipo de atividade corresponde a 20% do salário mínimo.
Perdi o contato com meu filho por causa disso. Parei de pagar pensão e assumi dívida com agiota, que me cobra até hoje. Me vi numa situação que era melhor me matar e tentei suicídio.
R., 27 anos, em depoimento ao grupo
R. enviou o filho, de 8 anos, para morar com parentes em outro estado por conta do seu vício. Ele conta que, “quando aceitou que era fraco perante o jogo, tudo mudou” e passou a frequentar o J.A..
Diariamente, de duas a três pessoas procuram ajuda do J.A. por vício em jogo —a ludopatia. Segundo o grupo sem fins lucrativos, com a expansão dos sites de apostas online, o número de jogadores que enfrentam o vício também cresceu.
Houve uma explosão no número de pessoas com problemas com jogo. Já aconteceu até de menores de idade, de forma isolada, procurarem o grupo.
Grupo J.A. (Jogadores Anônimos)
Pessoas cada vez mais jovens estão procurando tratamentos. A média está agora abaixo de 35 anos; antes passava dos 40. Isso se deve principalmente às bets, as apostas fáceis na Internet.
Hermano Tavares, psiquiatra especializado em Transtorno do Jogo
Eu acredito que o número de casas de apostas na internet influencia muito. Os jogos de maquininha e bingo geralmente atingem outro tipo de jogadores, mais velhos. Agora está vindo uma nova onda, esses jogadores mais jovens que têm mais contato com o meio digital, a internet.
Rachel Takahashi, psiquiatra do IPq
“Difícil não é parar, mas manter a abstinência”. Entre a maioria dos depoimentos, um padrão se repetiu: quem estava ali diz que se perdeu graças à facilidade oferecida pelas apostas online, atraído por famosos da internet.
T., 35 anos, conta que perdeu emprego, se afastou dos filhos e teve que morar de favor após viciar na ‘roletinha’ online. “Sigo alguns influencers, e vi uma influenciadora fazendo propaganda. Eu fiz aposta online movida por uma necessidade financeira. Achava que seria tranquilo, várias promessas de ganhos altos… E depois que vi os influencers, falei: ‘cara, é uma oportunidade’.”
Jogadores com mais idade (em relação à média registrada) também são atraídos.
Durante a época da pandemia, como não tinha nada para fazer, eu jogava online. Antes eu jogava fisicamente. O que eu perdia, ”none
W., 40 anos
Para a irmandade, cada história é única. Na reunião do J.A. — que durou duas horas e meia, numa noite de terça-feira — códigos e formalidades são importantes para lembrar a particularidade de cada caso. Uma breve apresentação, uma oração da serenidade e instruções de como se posicionar marcaram o encontro: “O segredo está sempre na próxima reunião”.
Perdi todos os meus amigos. Até minha namorada se afastou de mim, devido ao descontrole. Depois que decidi entrar para o J.A., nossa relação melhorou. Hoje o meu dinheiro fica com ela.
L., 28 anos
No encontro, jovens com menos de 30 anos foram os que relataram maior dificuldade e vergonha em pedir ajuda. Com agradecimentos a padrinhos e madrinhas —pessoas próximas que incentivam mais pessoas a procurar auxílio—, os participantes se sentem acolhidos na roda virtual. Nesse ambiente não há julgamento. Todo mundo ali já enfrentou problemas por conta de apostas.
Trabalho com confeitaria, e todo o dinheiro que tinha acabava gastando. Quando não tinha mais, ia para os cartões de crédito, estourei todos. Aí ia atrás de dinheiro emprestado. Devo até hoje. Ecomo eu ia contar isso para alguém? E a vergonha?
H., 24 anos
“Só por hoje, mais 24h”. O lema do J.A. indica como deve ser o tratamento para o transtorno. Especialistas, consultados pelo UOL, explicam que o processo é semelhante ao trabalho feito com dependentes químicos. É preciso buscar psicoterapia e fortalecer laços em grupo, com pessoas que passaram pelas mesmas dores.
A compulsão por jogo é considerada uma doença. De acordo com Hermano Tavares, coordenador do Programa Ambulatorial do Transtorno do Jogo do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), o viciado acaba perdendo o controle da vida, prejudicando suas relações sociais, o trabalho e a saúde.
Você tem de estabelecer uma ética de publicidades das apostas. Tem influencers dizendo que o jogo é complemento de renda. Não é. ”
Jogo, na melhor das hipóteses, é uma diversão, e você paga para isso. Eventualmente, você tem um retorno. Mas o mais provável é você perder dinheiro.
Hermano Tavares, psiquiatra especializado em Transtorno do Jogo
Membros do J.A. (no grupo, chamados de irmãos) e psiquiatras explicam que a presença da família é essencial. Segundo eles, estar sozinho dificulta ainda mais o processo. Familiares também podem participar das reuniões.
Os especialistas em Transtorno do Jogo sugerem que mais recursos sejam direcionados ao SUS para tratar as pessoas com o transtorno. Com a Lei 4.790/2023, há a expetativa de arrecadação na casa dos R$ 12 bilhões aos cofres públicos. Desse total, 1% deve ser direcionado ao Ministério da Saúde.
Tavares comenta que o dinheiro deve ser conduzido para criação de um setor específico para o problema do jogo.
O SUS tem o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), que tem subtipos: geral, infantil, álcool e drogas… Deveria ter um Caps ADJO: Álcool, Drogas, Jogos e outros. Se vai legalizar mesmo e favorecer ainda mais o acesso, então precisa muito mais dessa renda para investir no Ministério da Saúde para a capacitação da atenção primária a saúde, na rede pública.
Hermano Tavares, psiquiatra especializado em Transtorno do Jogo
A gente tem serviços como no IPq, mas não tem estrutura no SUS para receber essas pessoas. O sistema não tem a expertise. Precisaria de um serviço especializado.
Psiquiatra Rachel Takahashi, psiquiatra do IPq
O Ministério da Saúde explica que, por se tratar de um problema atual, ainda não há dados precisos sobre o aumento do número de pessoas buscando ajuda na rede pública. No entanto, por ser uma questão de saúde mental, o SUS recepciona casos através da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
O tratamento para dependência em jogos de azar não tem uma política específica no âmbito do SUS. No entanto, essa questão pode ser abordada no contexto mais amplo da saúde mental, uma vez que o referido hábito pode estar relacionado a causas como compulsões e depressão, por exemplo. Como o hábito pode estar ligado a outras condições de saúde mental, não é possível calcular o número de pessoas tratadas exclusivamente por esse motivo.
Ministério da Saúde
A secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informa que não faz registro desses casos, pois geralmente os pacientes com Transtorno de Jogo também carregam sintomas de outras doenças, como depressão e ansiedade. Com isso, a pessoa não é catalogada numa ficha para a compulsão, e sim para outras comorbidades. Já Secretaria de Saúde de SP disse que os casos que chegam são registrados na rede municipal, através da atenção básica.
Informações UOL

Fortes incêndios florestais nos arredores de uma área densamente povoada da região central do Chile deixaram pelo menos 19 mortos e destruíram cerca de 1,1 mil casas, informaram autoridades locais, neste sábado, 3.
A ministra do Interior do Chile, Carolina Tohá, informou que há atualmente 92 incêndios florestais no centro e no sul do país, onde as temperaturas têm sido anormalmente altas nesta semana.
O incêndio mais mortal ocorreu na região de Valparaíso, onde as autoridades instaram as pessoas a não saírem de suas casas para que carros de bombeiros, ambulâncias e outros veículos de emergência pudessem transitar com maior facilidade.
Tohá afirmou que dois incêndios perto das cidades de Quilpué e Villa Alemana queimaram pelo menos 8 mil hectares desde a sexta-feira 2. Um dos incêndios ameaçava a cidade costeira de Viña del Mar, onde alguns bairros já foram gravemente afetados.
As autoridades também relataram apagões como resultado do incêndio. Tohá disse que, na região de Valparaíso, foi necessário evacuar quatro hospitais e três lares de idosos. O incêndio também destruiu dois terminais rodoviários.
O fenômeno climático El Niño causou secas e temperaturas mais quentes do que o normal ao longo do oeste da América do Sul neste ano, aumentando o risco de incêndios florestais. Em janeiro, mais de 17 mil hectares de florestas foram destruídos na Colômbia por incêndios que se seguiram a várias semanas de tempo seco.
“A situação dos incêndios florestais é muito difícil, em razão das temperaturas e dos ventos, mas saibam que estamos mobilizados ao máximo para enfrentar a emergência”, escreveu o presidente do Chile, Gabriel Boric, no Twitter/X. “Também decidi declarar o estado de emergência, para ter todos os recursos necessários.”
Revista Oeste, com informações da Associated Press

Foto: Reprodução.
Médico, produtor rural e membro de uma família influente em Goiás, Ronaldo Caiado iniciou sua trajetória política almejando altos cargos. Em 1989, aos 40 anos, candidatou-se à Presidência pelo PSD, enfrentando figuras renomadas como Lula, Leonel Brizola, Mario Covas e Ulysses Guimarães. Apesar de terminar em décimo lugar com 0,68% dos votos, não desistiu da política. Em 1990, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, onde permaneceu por cinco mandatos, e posteriormente foi eleito senador em 2014. Notabilizou-se como defensor de pautas conservadoras, opondo-se à esquerda e ao PT, destacando-se como articulador do impeachment de Dilma Rousseff. Eleito governador de Goiás em 2018 e 2022, já manifestou seu desejo de concorrer à Presidência em 2026.
Contudo, sua ambição enfrenta obstáculos, principalmente dentro de seu próprio partido, o União Brasil, que enfrenta rachas internos. Apesar de possuir 59 deputados e sete senadores, a legenda equilibra-se entre diferentes correntes ideológicas, abrigando tanto antipetistas quanto ministros do governo Lula. Davi Alcolumbre, aliado de Lula e apoiador do governo, pode representar um desafio interno para as pretensões de Caiado.
Ciente das dificuldades, o governador tem trabalhado internamente para consolidar seu projeto. Participou ativamente na troca de comando do União, buscando alinhar a legenda com seus ideais. No entanto, a missão de combinar sua candidatura com o eleitorado também se mostra desafiadora, exigindo uma abordagem nacional. Com uma aprovação de 81% em Goiás, Caiado foca em nacionalizar sua imagem, planejando abrir escritórios em São Paulo e Brasília, além de assumir a presidência do Consórcio Brasil Central. O governador também pretende participar de debates nacionais, especialmente na área de segurança.
Em um cenário político onde possíveis candidatos da centro-direita evitam exposição prematura, Caiado destaca-se ao assumir a dianteira na corrida presidencial, desafiando o PT desde já. Seu alinhamento com Bolsonaro e sua atuação em Goiás são trunfos, mas o caminho até 2026 permanece longo e incerto.
Com informações da VEJA.
Agora, Mario Gazziro acredita em história cinematográfica: criminosos teriam contratado um sósia do padre e construído um estúdio idêntico à residência do pároco para gravar as cenas

O perito Mario Gazziro, contratado pela revista Fórum para analisar o vídeo pornográfico do padre Júlio Lancellotti, mudou sua versão e agora admite que as cenas são verdadeiras. A nova conclusão descarta a validade da perícia anterior, que via indícios de deepfake na gravação.
A versão atualizada do documento trabalha com a seguinte teoria: criminosos teriam contratado um sósia do padre, construído um estúdio idêntico à sua residência e gravado as cenas. “Diminuíram ao máximo a exposição do impostor no vídeo, para evitar quaisquer aspectos que possibilitassem identificar a fraude de forma simples”, justificou Gazziro.
O perito da Fórum acredita que o vídeo foi divulgado nos porões da internet e posteriormente vendido para políticos rivais do padre.
No documento mais recente, Gazziro admite que os peritos Reginaldo e Jacqueline Tirotti analisaram as imagens de maneira adequada. “O novo material não apresentou indícios de edição ou montagem”, ressaltou.
No primeiro laudo, Gazziro constatou montagens no vídeo que mostra o padre se masturbando para um menor de idade. O perito da Fórumanalisou as mesmas cenas que agora diz serem verdadeiras, mas alega que o arquivo verificado anteriormente era outro. É o que justificaria a mudança de versão.
O vídeo analisado no primeiro laudo é o mesmo que circulou na internet em 2020. À época, o perito Onias Tavares de Aguiar já havia atestado a veracidade do conteúdo. Seu relatório foi usado pelo então deputado estadual Arthur do Val, que apresentou uma denúncia ao Ministério Público. Oeste interpelou o órgão sobre o motivo do arquivamento do caso. Não houve resposta.
Informações Revista Oeste

Neste sábado (3/2), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, participou da inauguração do Centro de Operações de Emergências (COE Arboviroses) e reforçou a capacidade do sistema público de saúde em combater a dengue no Brasil. Nos primeiros dias de 2024, o país registrou 262.247 casos prováveis de dengue, com 29 óbitos confirmados e 173 mortes em investigação. O Distrito Federal, Acre e Minas Gerais são as unidades federativas com maior incidência de casos da doença a cada 100 mil habitantes.
Diante desse cenário emergencial em alguns municípios, o governo federal estabeleceu o COE para intensificar as ações de combate à dengue. A ministra enfatizou a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em enfrentar a situação.
“O SUS tem condições. Já existe um conhecimento estabelecido para salvar vidas. Aqueles casos que temos verificado o agravamento, podemos agir. Temos como agir”, afirmou Nísia.
Ela ressaltou que a dengue não deve desestruturar nem desorganizar o sistema de saúde. Pelo contrário, a doença demanda uma maior mobilização e organização, e o sistema de saúde é fundamental para lidar com esse desafio.
“Não é uma doença para ficarmos desestruturados, nem desorganizados. Ao contrário. É uma doença que nos leva a uma maior mobilização e maior organização e, para isso, o sistema de saúde é fundamental”, defendeu Nísia.
A criação do COE foi oficializada por meio de uma portaria publicada na sexta-feira (2/2). O centro permitirá um monitoramento mais ágil e análise do cenário da dengue, enfrentando o avanço da doença no país. O Ministério da Saúde coordenará as ações em conjunto com estados e municípios. O COE terá a participação de diversos órgãos, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e os Conselhos Nacionais de Secretários (Conass) e Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Serão divulgados informes diários, semanais e mensais para manter a população, profissionais de saúde e gestores informados sobre as ações de enfrentamento à dengue.
Com informações do Metrópoles.