
A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo governo de Nicolás Maduro, deu início ao processo de diálogo com autoridades do regime e da oposição nesta segunda-feira, 5 de fevereiro, visando a definição da data das eleições presidenciais, as quais são suspeitas de serem manipuladas.
Ao término desse procedimento, o plano será encaminhado ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), a entidade encarregada de convocar as eleições e que também é influenciada pelo chavismo.
A etapa de agendamento ocorre poucos dias após os Estados Unidos imporem, em 29 de janeiro, novas sanções ao setor de petróleo e gás da Venezuela. Essas sanções foram uma resposta à decisão da Suprema Corte de Caracas de declarar inelegível por 15 anos a principal candidata da oposição ao governo Maduro, a ex-deputada María Corina Machado.
Setores dissidentes da oposição a Maduro sugerem que as eleições possam acontecer entre maio e setembro. A Ação Democrática, um dos partidos opositores, propôs o dia 5 de julho, aniversário da independência da Venezuela, como a data para a realização do pleito.
No entanto, María Corina recusou-se a participar da consulta iniciada pelo Parlamento, classificando-a como uma “manobra” para uma “via eleitoral fraudulenta”.
Em outubro, o governo de Maduro e a oposição assinaram um acordo estabelecendo que as eleições ocorreriam no segundo semestre deste ano, com a presença de monitoramento e observadores internacionais. Contudo, as recentes prisões de opositores e a decisão do Supremo contra María Corina levaram os EUA a reintroduzir suas sanções.
Com informações de O Antagonista

Na abertura do ano legislativo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), dirigiu uma mensagem direta ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Diante da insatisfação de parlamentares devido aos cortes nas emendas do Orçamento, Lira assegurou que o Congresso valoriza os acordos políticos e instou o governo a cumprir “a palavra dada”.
De maneira incisiva, Lira afirmou que os trabalhos da Casa não serão interrompidos devido às eleições municipais ou à sua sucessão no próximo ano. Além disso, destacou que eventuais disputas políticas entre a Câmara e o Executivo não prejudicarão os afazeres legislativos.
Ele cobrou respeito ao que chamou de “acordos firmados” e ainda disse que o Orçamento da União “pertence a todos, não apenas ao Executivo”. Criticou o que chamou de “burocracia técnica” e disse que deputados e senadores têm mais conhecimento das necessidades de cada município para definir a distribuição de recursos.
“(A autoria do Orçamento) não é e nem pode ser de autoria exclusiva do Executivo e muito menos de uma burocracia técnica, que apesar do seu preparo não foi eleita para escolher as prioridades da nação e não gasta a sola do sapato percorrendo os pequenos municípios brasileiros como nós senadores e deputados”, disse.
Lira cobrou o governo pela manutenção de acordos firmados em 2023 e que estariam sendo descumpridos neste ano. “Não faltamos ao governo e esperamos respeito e compromisso com palavra dada”, afirmou.
“Errará grosseiramente qualquer um que aposte numa suposta inércia desta Câmara neste ano de 2024 em razão sejam das eleições municipais, seja ainda em razão de especulações de eleições da Mesa Diretora no próximo ano. Errará ainda mais quem apostar na omissão desta Casa em razão de uma suposta disputa política entre a Câmara e o Poder Executivo”, disse Lira.
Segundo o presidente da Câmara, as aprovações de propostas do Executivo em 2023 “será a tônica de 2024″, desde que prevaleça o que ele chamou de “exemplo de boa política e honradez com os compromissos assumidos”.
“A boa política, como sabemos, apoia-se num pilar essencial: o respeito aos acordos firmados e o compromisso à palavra empenhada. E esse exemplo de boa política e honradez com os compromissos assumidos dados por esta Casa que marcou o ano de 2023 e permitiu que tantos avanços também será a tônica de 2024. E é por nos mantermos fiéis à boa política e ao cumprimento de todos os ajustes que firmamos que exigimos como natural e contrapartida o respeito às decisões e o fiel cumprimento aos acordos firmados com o Parlamento. Conquistas como a desoneração e o Perse, essencial para milhões de empregos de um setor devastado pela pandemia, não podem retroceder sem uma ampla discussão com este parlamento”, afirmou Lira.
O líder da Câmara ressaltou que o legislativo foi pioneiro ao oficializar o veredito das eleições de 2022, mesmo após o próprio ter apoiado ativamente o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha. Ele assegurou ainda que os parlamentares desempenharão seu papel de criar leis e aprovar todas as propostas benéficas ao país, sem ser fonte de conflitos ou desequilíbrios.
O líder da Câmara declarou que as principais prioridades da instituição para este ano incluem a regulamentação da reforma tributária, a abordagem da reforma administrativa e a promoção da pauta ambiental, apoiada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Quanto à reforma administrativa, no entanto, Lira ressaltou que a proposta só avançará se houver um consenso mínimo entre os líderes da Casa.
“Todos sabem que defendo a necessidade de uma reforma administrativa que atualize o serviço público brasileiro para a terceira década deste milênio. Trata-se de uma proposta que mantenha as conquistas, mas que acima de tudo busca racionalidade, eficiência e melhor prestação de serviços à população. Vontade foi e será sempre submetida à discussão democrática e só vai adiante quando for basicamente consensuada. Nossa agenda é discutida à luz do dia, com transparência através do colégio de líderes”, afirmou.
O líder da Câmara afirmou que a regulamentação da inteligência será uma das principais metas de sua administração no decorrer deste ano. Lira destacou a preocupação quanto ao potencial uso malicioso dessas ferramentas nas eleições municipais que ocorrerão ainda este ano.
“Sabemos que, sem a necessária regulamentação da IA, esses instrumentos podem, entre outros males, distorcer a vontade popular, sobretudo em ano eleitoral. Essas distorções comprometem a representatividade dos eleitos, afetando um dos fundamentos da nossa democracia”, afirmou.
Lira defendeu que Executivo, Legislativo e Judiciário tenham uma “parceria colaborativa” e criticou o que chamou de “polarização odiosa”.
“Estarei sempre atento e vigilante em relação ao papel institucional de cada Poder da República. Neste ano legislativo, nosso caminho é seguir avançando, sem acirrar polarizações, com respeito e numa construção interna positiva”, afirmou.
Com informações de Estadão/GABRIEL HIRABAHASI

Há seis anos, a Apple está empenhada no desenvolvimento de seu carro autônomo, conhecido como “Apple Car”, mantido em sigilo pela empresa. Durante esse período, poucas informações foram reveladas sobre o andamento do projeto. No entanto, dados fornecidos pela empresa a uma agência na Califórnia, nos Estados Unidos, indicam que vários testes de direção foram realizados com o carro ao longo de 2023, superando em pelo menos quatro vezes a quantidade realizada em 2022.
Principais pontos a serem destacados:
De acordo com o relatório, entre dezembro de 2022 e novembro de 2023, houve um aumento significativo na quilometragem percorrida nos testes com o Apple Car. No segundo semestre do ano passado, esse crescimento foi ainda mais acentuado, totalizando aproximadamente 13 mil quilômetros em modo de direção autônoma, conforme informações da Wired.
Apesar desse número parecer alto, ele está consideravelmente abaixo do registrado por outras empresas que desenvolvem veículos autônomos. Isso sugere que o sistema da Apple ainda não atingiu um estágio avançado de desenvolvimento. Empresas como a Cruise, da GM, mesmo diante de polêmicas, realizaram testes que foram 10 vezes mais extensos que os da Apple.
Esses dados são divulgados devido à necessidade de autorização governamental para testes de carros autônomos nas ruas da Califórnia. Enquanto a Apple ainda requer a presença de um motorista durante os testes, outras montadoras já obtiveram permissão para realizar testes sem a presença humana ao volante.
Informações mais recentes indicam que o Apple Car, quando lançado, pode não ser tão autônomo quanto inicialmente planejado pela empresa. Isso corrobora com os dados dos testes, sugerindo que o veículo poderá apresentar apenas automação parcial em suas funcionalidades.
A Bloomberg revelou que o carro teve sua previsão de lançamento adiada para 2028 e passou por alterações significativas no software. Inicialmente projetado como um veículo totalmente autônomo, agora o Apple Car será equipado apenas com automação parcial, assemelhando-se ao modelo da Tesla.
Em uma nova mudança, o nível de automação foi rebaixado novamente, passando para um sistema de nível 2+ (automação parcial). Desde o anúncio inicial, os recursos autônomos do veículo foram reduzidos de um sistema de nível 5 (automação total) para um sistema de nível 4 (automação total em algumas circunstâncias) e, agora, para um sistema parcial.
Ao longo do tempo, o projeto original da Apple, que visava um carro sem volante ou pedais, passou por diversas reformulações devido a questões de tempo e viabilidade. De acordo com a Bloomberg, a meta agora parece ser a entrega de um veículo elétrico no mesmo patamar tecnológico do Tesla, evidenciando a intenção da Apple de competir no mercado de veículos autônomos e elétricos.
Com informações de Olhar Digital

Na tarde desta segunda-feira (05), o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, teve uma reunião discreta com o deputado Márcio Marinho, atual presidente do Republicanos na Bahia, e o deputado José de Arimatéia, também filiado ao partido.
O encontro levanta especulações sobre a possível discussão do apoio do Republicanos à candidatura de José Ronaldo para a prefeitura de Feira de Santana.
Vídeo:

Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo
Vídeo pornográfico do padre e relatos de possíveis abusos sexuais motivaram a continuação do procedimento investigativo
A recente denúncia contra o padre Júlio Lancellotti, envolvendo um vídeo pornográfico, continua em análise pela Cúria Metropolitana da Arquidiocese de São Paulo, conforme confirmado pela Revista Oeste nesta segunda-feira, 5. A investigação está em curso desde 22 de janeiro, apesar de boatos de arquivamento após a denúncia chegar à arquidiocese. Laudos periciais e relatos de possíveis abusos motivaram uma nova investigação, esclarecendo que o arquivamento mencionado pela imprensa refere-se à denúncia de 2020, não à de 2024.
Entenda o caso envolvendo o padre Júlio Lancellotti: Em 20 de janeiro, a Revista Oeste publicou uma reportagem exclusiva sobre o padre Júlio Lancellotti, indicando que peritos atestaram a veracidade do vídeo em que o pároco se masturba para um menor de idade, datado de 2019. Os peritos Reginaldo e Jacqueline Tirotti divulgaram um laudo completo, com 81 páginas, confirmando a integridade do vídeo.
Na sequência, a Revista Oeste revelou, em 21 de janeiro, que a nova perícia ratifica a análise do perito Onias Tavares de Aguiar realizada em 2020. O texto trouxe à tona o histórico de Reginaldo, já contratado por veículos como a Folha de S.Paulo e a Veja em outras ocasiões. As denúncias impactaram a política, levando a Arquidiocese de São Paulo a receber a denúncia contra Júlio Lancellotti devido à gravidade do caso.
Em 22 de janeiro, a Revista Oeste informou que o vídeo e a perícia foram encaminhados ao Ministério Público, à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e ao Vaticano, aguardando informações sobre o andamento nos três órgãos. Três dias depois, a reportagem trouxe a informação de que o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, estaria trabalhando para blindar Júlio Lancellotti.
Em 30 de janeiro, a Revista Oeste entrevistou com exclusividade o jornalista Cristiano Gomes, vítima de assédio sexual do padre em 1987, quando tinha 11 anos. A reportagem de 3 de fevereiro revelou que o perito Mario Gazziro, contratado pela revista Fórum, mudou sua versão sobre o caso, descartando a validade da perícia anterior, que apontava indícios de deepfake. A nova conclusão sugere a possibilidade de criminosos terem usado um sósia do padre para gravar as cenas, minimizando a exposição do impostor no vídeo.
Com informações da Revista Oeste

Foto: Richard POHLE / POOL / AFP
O Palácio de Buckingham anunciou nesta segunda-feira (5/2) que o rei Charles III, de 75 anos, está com câncer. O tipo do tumor não foi revelado, tampouco o estágio ou prognósticos sobre a doença, no entanto, segundo o Palácio, o tratamento já começou e o rei deve ficar afastado.
Nesse ínterim, outros membros da família real, entre eles o príncipe William, herdeiro do trono, devem substituí-lo nas atividades que forem necessárias – enquanto o monarca mantém suas funções de chefe de Estado.
A última aparição pública de Charles III foi registrada no domingo, quando ele foi à missa em Sandringham. Na ocasião, ele acenou para os súditos. Em janeiro ele passou por uma cirurgia para tratar um inchaço na próstata que, segundo os médicos, era benigno.
Na ocasião, o monarca disse que decidiu tornar o problema público como modo de incentivar que homens busquem tratamento. Ele também declarou ter ficado contente com o aumento de buscas por diagnósticos da doença no Reino Unido. Charles III foi coroado em maio, oito meses após a morte da mãe, a rainha Elizabeth II, que permaneceu mais de sete décadas no trono. (Com Estadão Conteúdo)

Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil registrou investimentos diretos no país (IDP) de US$ 62,0 bilhões em todo o ano de 2023, o equivalente a 2,85% do PIB), informou nesta segunda-feira (5) o Banco Central. O dado foi inferior aos US$ 74,6 bilhões (3,82% do PIB) contabilizados em 2022.
Segundo o BC, o ingresso líquido em participação no capital – exceto lucros reinvestidos – recuou US$ 5,0 bilhões (de US$ 36,6 bilhões em 2022 para US$ 31,6 bilhões em 2023), enquanto os lucros reinvestidos cresceram US$ 662 milhões (de US$20,6 bilhões para US$21,2 bilhões, na mesma comparação).
O ingresso líquido em operações intercompanhias recuou US$ 8,4 bilhões (US$9,1 bilhões em 2023, ante US$17,5 bilhões em 2022).
Especificamente em dezembro, os investimentos diretos somaram saídas líquidas de US$ 389 milhões, em linha com as saídas líquidas observadas em dezembro de 2022, de US$ 479 milhões.
No mês, o ingressos líquidos em participação no capital atingiram US$ 924 milhões, compostos por US$ 4,9 bilhões em participação no capital exceto lucros reinvestidos, e US$ 4,0 bilhões negativos em lucros reinvestidos. As operações intercompanhias totalizaram saídas líquidas de US$ 1,3 bilhão.
Os investimentos diretos brasileiro no exterior (IDE) apresentaram aplicações líquidas de US$ 1,5 bilhão em dezembro de 2023, ante US$ 2,7 bilhões em dezembro de 2022. No ano todo de 2023, os fluxos de IDE totalizaram aplicações líquidas de US$ 28,3 bilhões, ante US$ 33,4 bilhões em 2022.
Ainda segundo o BC, os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram saídas líquidas de US$8 32 milhões em dezembro de 2023, compostos por ingressos líquidos de US$ 51 milhões em ações e fundos de investimento e saídas líquidas de US$ 883 milhões em títulos de dívida.
No ano fechado de 2023, esses ingressos líquidos somaram US$ 8,6 bilhões, com saídas líquidas de US$1,1 bilhão em ações e fundos de investimentos e ingressos líquidos de US$ 9,8 bilhões em títulos de dívida – ante ingressos líquidos de US$ 7,7 bilhões em 2022.
As reservas internacionais do Brasil somaram US$ 355,0 bilhões em dezembro de 2023, o que representou um incremento de US$ 6,6 bilhões em relação ao mês anterior.
O aumento decorreu, principalmente, de contribuições positivas de variações por preços, US$ 4,5 bilhões, e de variações por paridades, US$ 1,0 bilhão. As receitas de juros somaram US$ 669 milhões.
Infomoney

A Transparência Internacional rebateu o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 5, após o juiz do STF autorizar uma investigação contra a ONG, na manhã de hoje.
Conforme a organização, ela “jamais recebeu ou receberia, direta ou indiretamente, qualquer recurso do acordo de leniência do grupo J&F ou de qualquer acordo de leniência no Brasil”.
“A organização tampouco teria — e jamais pleiteou — qualquer papel de gestão de tais recursos”, observou a ONG. “Através de acordos formais e públicos, que vedavam explicitamente o repasse de recursos à organização, a Transparência Internacional — Brasil produziu e apresentou estudo técnico com princípios, diretrizes e melhores práticas de transparência e governança para a destinação de ‘recursos compensatórios’ (multas e recuperação de ativos) em casos de corrupção.”
Na decisão, Toffoli determinou uma apuração dos serviços prestados pela Transparência Internacional ao Ministério Público Federal, à época da Lava Jato.
“Reações hostis ao trabalho anticorrupção da Transparência Internacional são cada vez mais graves e comuns, em diversas partes do mundo”, revelou a ONG. “Ataques às vozes críticas na sociedade, que denunciam a corrupção e a impunidade de poderosos, não podem, no enfatizar, ser naturalizados. Seguiremos cumprindo nosso papel na promoção da transparência e da integridade no Brasil e no mundo.”

“Em resposta à decisão do ministro Dias Toffoli divulgada hoje, a Transparência Internacional — Brasil esclarece, mais uma vez, que são falsas as informações de que valores recuperados através de acordos de leniência seriam recebidos ou gerenciados pela organização.
A Transparência Internacional jamais recebeu ou receberia, direta ou indiretamente, qualquer recurso do acordo de leniência do grupo J&F ou de qualquer acordo de leniência no Brasil. A organização tampouco teria — e jamais pleiteou — qualquer papel de gestão de tais recursos. Através de acordos formais e públicos, que vedavam explicitamente o repasse de recursos à organização, a Transparência Internacional — Brasil produziu e apresentou estudo técnico com princípios, diretrizes e melhores práticas de transparência e governança para a destinação de “recursos compensatórios” (multas e recuperação de ativos) em casos de corrupção.
O relatório incluía recomendação de que o Ministério Público não deveria ter envolvimento na gestão destes recursos. O estudo e as recomendações não tiveram e não têm qualquer caráter vinculante ou decisório. O Memorando de Entendimento que estabeleceu esta cooperação expirou em dezembro de 2019 e não foi renovado, encerrando qualquer participação da Transparência Internacional. Tais alegações já foram desmentidas diversas vezes pela própria Transparência Internacional e por autoridades brasileiras, inclusive pelo Ministério Público Federal.
Apesar disso, essas fake news vêm sendo utilizadas há quase cinco anos em graves e crescentes campanhas de difamação e assédio à organização. Reações hostis ao trabalho anticorrupção da Transparência Internacional são cada vez mais graves e comuns, em diversas partes do mundo. Ataques às vozes críticas na sociedade, que denunciam a corrupção e a impunidade de poderosos, não podem, no enfatizar, ser naturalizados. Seguiremos cumprindo nosso papel na promoção da transparência e da integridade no Brasil e no mundo”.
Informações Revista Oeste

O ministro Dias Toffoli, do STF, mandou investigar se a ONG Transparência Internacional se apropriou indevidamente de verbas de operações de combate à corrupção, entre elas a Lava Jato. A organização diz não ter recebido nada de nenhum acordo de leniência no Brasil.
O ministro pede que se investigue se a ONG recebeu parte dos valores obtidos com multas de acordos firmados no âmbito da Lava Jato. Toffoli diz ser “duvidosa” a criação e constituição de uma entidade privada para gerir recursos públicos derivados do pagamento de multa às autoridades brasileiras.
CGU afirma que ainda não foi notificada da decisão de Toffoli. A partir da análise dos autos, a CGU vai avaliar a eventual necessidade de providências, no âmbito das suas competências”, disse a Controladoria em nota.
A Transparência Internacional foi designada como responsável pela administração da aplicação de recursos de uma multa de R$ 2,3 bilhões da J&F, parte de uma multa de R$ 10,3 bilhões da J&F, na operação Greenfield. Na decisão, Toffoli se refere à ONG como uma entidade “alienígena com sede em Berlim” que recebeu recursos que deveriam ser destinados ao Tesouro Nacional.
Toffoli determinou que o TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da União) participem da investigação.
ONG diz que nunca recebeu nenhum valor de acordos de leniência. “Gostaria de esclarecer que a Transparência Internacional jamais receberia, recebeu ou receberá qualquer recurso do acordo de leniência da J&F ou de qualquer outro”, disse o diretor-executivo da organização, Bruno Brandão, em entrevista à Globo News. Ele disse ter recebido o pedido do ministro com surpresa, já que os documentos sobre o assunto são públicos.
Tal providência faz-se necessária especialmente para investigar eventual apropriação indevida de recursos públicos por parte da Transparência Internacional e seus respectivos responsáveis, sejam pessoas públicas ou privadas.
Trecho da decisão do ministro Dias Toffoli
Em dezembro, Toffoli suspendeu a multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F. A decisão foi criticada pela Transparência Internacional, que diz que a J&F usa “falsas alegações” e comete “assédio judicial” para escapar de sanções criminais e administrativas.
A decisão de Toffoli foi um dos motivos apontados pela Transparência Internacional para rebaixar o Brasil em um ranking de corrupção. Segundo a ONG, as decisões monocráticas de Toffoli causaram um “imenso impacto sobre a impunidade de casos de corrupção”.
A J&F critica a atuação da Transparência Internacional na Lava Jato e fala em uma “relação obscura” entre membros do MPF e a ONG. “Diversos documentos juntados aos autos pela J&F evidenciam a injustificável participação da ONG no processo de constrangimento e pressão exercida por procuradores para forçar a assinatura do acordo de leniência”.
Informações UOL

A equipe do Bahia de Feira entrou em campo na tarde de ontem (4) na Arena Cajueiro, em Feira de Santana, para enfrentar o Jequié pela 6ª rodada do Campeonato Baiano da Série A.
A partida terminou empatada em 2 a 2, o que não não foi motivo de alegria para os jogadores, comissão técnica, nem torcedores. O time está na zona de rebaixamento, ocupando a 9ª posição com apenas 5 pontos.
A partida de domingo marcou a estreia do novo técnico do Bahia de Feira, Nazareno Silva, após a saída de Oliveira Canindé, que chegou a comandar a equipe por cinco rodadas do Baianão. Além da estreia, o jogo também foi marcado por três expulsões, pênalti polêmico e gol anulado no último lance do jogo.
Diante dessas eventualidades, o presidente do Bahia de Feira, Jodilton Souza, “soltou o verbo” na Resenha Esportiva, pela Rádio Sociedade News, durante entrevista com o apresentador Miro Nascimento.
Segundo ele, não somente o Bahia de Feira está sendo prejudicado, mas como todo futebol baiano e terá uma conversa com o presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ricardo Lima.
“Estou muito chateado, muito magoado. Eu vou esfriar um pouco a cabeça, eu estou muito desapontado, muito decepcionado. Vou ligar para Ricardo e vou mostrar a ele o prejuízo que ele está causando ao futebol da Bahia. Porque não está causando só ao Bahia de Feira. A gente que é da empresa do Bahia de Feira, que é quase que uma SAF, a gente toca a vida da gente e fica fora do futebol. Mas você vai perdendo aquelas pessoas que têm poder de investimento para fazer um futebol melhor. E aí eu vou ficar agora com esse elefante branco aqui, não sei se eu vou alugar, vou soltar uma bomba aqui, destruir, mas realmente está muito difícil”, lamentou.
O presidente informou que se o Bahia de Feira permanecer na Série A, o clube passará a ser uma Sociedade Anônima de Futebol (SAF).
“Se o extracampo não prejudicar e se a gente não cair, permaneça na primeira divisão, que é o que nós vamos trabalhar para isso, a gente vai transformar numa SAF. Hoje nós seríamos os proprietários dessa SAF e buscar no mercado alguém que tenha mais paciência do que a gente, que tenha mais poder, que queira ter mais poder de investimento, até porque a gente já gastou muito dinheiro e não saiu do lugar, está se gastando com recurso próprio e talvez as pessoas que têm um futebol, que vivam dentro do futebol, possam querer. Então assim, para gente é muito difícil, temos outros afazeres, somos muito atarefados, a gente tentou contratar um gerente de futebol, não deu certo, contratou dois, não deu certo, porque você sabe como funciona o futebol, aí você contrata um gerente de futebol, vem ele com a panela de jogadores dele, termina não acontecendo. A gente já tentou todas as prerrogativas necessárias pra que pudesse dar caminho, mas não tem apoio”, declarou.