
Após recados de insatisfação no Congresso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com senadores para tentar chegar a um acordo sobre as propostas econômicas que interessam ao governo Lula.
O ministro mira o equilíbrio fiscal, por isso o governo teve de voltar atrás na medida provisória que retoma a cobrança de imposto na folha. Editada no final de dezembro, a MP que determina o desconto deixaria de valer. Um projeto de lei sobre o assunto tramitaria em regime de urgência.
Haddad vai levar a ideia para o presidente. A previsão é que Lula dê sua resposta até o final desta semana.
O acordo ainda precisa ser referendado pelo presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP-AL). A reunião com os líderes da Câmara está marcada para depois do Carnaval.
Mas haveria sinalizações de que ele concorda com a solução. Parlamentares ouvidos pelo UOL disseram que Lira mencionou aceitar tratar da questão da reoneração por meio de um projeto de lei.
Os outros assuntos da medida provisória continuarão valendo. A lista inclui incentivo ao setor de eventos e desoneração para municípios.
O senador Efraim Filho (União-PB) ponderou que ficou acertada somente a forma de tratar da reoneração. Ele disse que a maneira como o imposto na folha voltará ainda não tem consenso. O parlamentar foi relator da proposta no Senado e crítico da medida editada pelo governo.
A principal dificuldade de Haddad quanto a reoneração é controlar a insatisfação dos senadores. Eles se queixam do que chamam de desrespeito do Palácio do Planalto e falta de compromisso com os acordos.
Com os deputados, a situação é ainda pior. Um encontro também estava previsto para hoje, mas o evento foi cancelado. O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), justificou mais cedo que muitos deputados estavam viajando, por isso a reunião seria adiada para depois do Carnaval. Segundo a Folha, houve pressão de Lira.
Alvo de críticas, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) participou da reunião de hoje com os senadores. Ontem, ele foi alvo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Outras queixas dos parlamentares são:
Enquanto procura apoio dos senadores, Haddad assiste ao presidente da Câmara esbravejar. Para ele, Padilha não cumpre acordos e vaza informações. Ontem, ambos participaram de uma cerimônia e Lira disparou indiretas contra o ministro.
Haddad mantém bom diálogo com Lira e pauta econômica deve andar. Ele recebeu sinais de que as medidas fiscais terão apoio do centrão.
Ainda assim, a volta da cobrança de impostos sobre a folha de 17 setores tem causado divergências. Deputados e senadores aprovaram uma lei mantendo a isenção dos impostos. Lula vetou, mas eles derrubaram o veto. Eles dizem que foram desrespeitados pelo Planalto.
Haddad editou uma medida provisória recriando o desconto em folha. O incômodo foi tamanho que os senadores fizeram uma reunião em janeiro, no meio do recesso, para tratar do assunto. Só agora, eles começam a enxergar um acordo sobre como a proposta vai caminhar.
Informações UOL

Procurador-geral desencavou uma decisão do próprio ministro do STF a respeito da 13ª Vara Federal de Curitiba para dizer que ele extrapolou sua competência no caso da empresa dos irmãos Batista
Na primeira decisão sobre um caso mais ruidoso, o novo procurador-geral da República, Paulo Gonet recorreu da decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a multa de 10,3 bilhões de reais do acordo de leniência do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Ele pediu que o plenário analise o recurso.
Na manifestação de 24 páginas, feita no último dia do prazo para recurso, Gonet elencou diversas razões pelas quais Toffoli não poderia ter julgado o pedido dos Batista da forma como julgou. E usou como argumento-chave um precedente do próprio ministro, que relatou nove anos atrás o primeiro caso em que o STF retirou da supervisão do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, na Operação Lava Jato (não citou Moro nominalmente, mas evocou a vara específica e o caso, que envolvia o ex-ministro Paulo Bernardo e foi enviado para a Justiça de São Paulo). Na época, Toffoli disse o seguinte para justificar retirar um caso da análise de Moro: “Nenhum órgão jurisdicional pode-se arvorar de juízo universal de todo e qualquer crime relacionado a desvio de verbas para fins político-partidários, à revelia das regras de competência”.
Gonet recorreu a essas aspas do próprio Toffoli para enfatizar que o ministro não poderia analisar a ação da J&F como se fosse o relator natural do caso, uma vez que a ação, na visão do procurador-geral, não tem conexão com um outro caso da relatoria de Toffoli — aquele em que o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia solicitado acesso às provas obtidas na Operação Spoofing, que reuniu as mensagens trocadas por procuradores da Lava Jato obtidas pelo hacker de Araraquara. Gonet anotou que as investigações sobre o grupo empresarial dos Batista (operações Greenfield, Sépsis, Cui Bono e Bullish) começaram em Brasília e foram feitas por procuradores da capital federal, sem qualquer relação com as investigações e os procuradores da Operação Lava Jato, no Paraná, liderados por Deltan Dallagnol, nos processos julgados pelo ex-juiz Sérgio Moro.
No plantão do recesso do judiciário, Toffoli havia acolhido a alegação da J&F, representada pelo diretor jurídico Francisco de Assis e Silva, de que seu pedido tinha relação com o caso iniciado por Lula. Gonet separou os assuntos e fez a analogia com a Lava Jato: Em outras palavras, assim como Moro não poderia julgar tudo desde o Paraná, Toffoli também não pode julgar tudo desde o STF.
“O certo é que o princípio constitucional do juiz natural e o da segurança jurídica impedem que se acolha a pretensão deduzida, que acabaria por transformar o Supremo Tribunal Federal em juízo universal para o reexame de todas as avenças de natureza financeira pactuadas por réus e pessoas jurídicas colaboradoras no âmbito das operações deflagradas no cenário político e jurídico de 2015/2016 de combate à corrupção”, escreveu Gonet ao argumentar que o caso da J&F deve passar para um outro relator, a ser sorteado.
Ao apresentar o recurso, Gonet sustentou também que a J&F não demonstrou provas de que foi forçada a fazer acordo de leniência, ao contrário do que alegou o diretor jurídico da empresa. “Não há como, de pronto, deduzir que o acordo entabulado esteja intrinsecamente viciado a partir de ilações e conjecturas abstratas sobre coação e vício da autonomia da vontade negocial argumentos que estão desprovidos de comprovação e se referem a fatos que não se deram no contexto da Operação Lava Jato”, escreveu o procurador-geral.
Ele divergiu, dessa forma, da conclusão de Toffoli, que apontou existir “dúvida razoável” sobre os Batista terem feito o acordo de leniência por livre vontade, razão pela qual o ministro havia suspendido os pagamentos da multa.
As evidências indicam o contrário, segundo Gonet. “Verifica-se que, no âmbito da Operação Greenfield, os seus investigados [da J&F], em geral, responderam e respondem em liberdade até os dias atuais”, disse o procurador, que frisou: os executivos do grupo dos Batista “nunca sofreram prisão cautelar em razão de pedidos da Força Tarefa Greenfield”. Gonet lembrou que as prisões decretadas contra eles foram em “decorrência de outras investigações, em outras unidades da federação, sem vínculo com a Força Tarefa Greenfield”. Como exemplo, a investigação feita em São Paulo sobre suposto crime de insider trading (utilização de informação sigilosa no mercado financeiro).
A piauí mostrou também que o próprio Joesley Batista desmentiu a tese da coação do MPF durante um depoimento prestado ao tribunal de arbitragem que analisava a venda da Eldorado. Joesley afirmou que a multa de 10,3 bilhões não foi o motivo que levou a J&F a vender ativos importantes, entre eles a Eldorado. A edição de fevereiro da revista traz reportagem sobre o Vale Tudo da J&F na disputa com a Paper.
A posição assumida por Gonet o distancia do antecessor Augusto Aras, que colocou as cabeças de procuradores na bandeja e chegou a falar que eles praticaram “tortura” contra investigados da Lava Jato. O recado de Gonet é de que não houve esse nível de pressão. Nas entrelinhas, essa foi uma defesa institucional de que os integrantes do Ministério Público Federal sentiam falta. Gonet fez parte da gestão Aras, como vice-procurador-geral eleitoral, e ainda está cedo para saber em que seu estilo o diferenciará do antigo chefe.
Gonet também percorreu o histórico das tentativas da J&F de diminuir o valor da multa a pagar pelo acordo de leniência. O procurador citou que, quando o grupo dos Batista acionou o STF, havia acabado de sair derrotado em um julgamento no Conselho Institucional do Ministério Público Federal, que rejeitou reduzir o montante da leniência. O conselho é o órgão do MPF responsável por analisar o caso, que também foi rejeitado antes na 5ª Câmara do MPF, especializada em combate à corrupção. Além disso, a J&F havia pedido na Justiça Federal em Brasília a suspensão do pagamento dos valores pactuados e a revisão dos valores — ação que ainda está em andamento.
“Em razão das tentativas infrutíferas na instância de origem e no Ministério Público Federal, a requerente submeteu pedido de extensão perante o Supremo Tribunal Federal, com a indemonstrada arguição de desprezo pela autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal e em supressão de instância e em discrepância com as regras constitucionais concernentes a competência”, observou Gonet. A conclusão é que o pedido da J&F deve ser continuar a ser analisado na primeira instância. “O tema haverá acaso de ser tratado no juízo de primeiro grau, competente para deslinde da controvérsia”, escreveu o procurador-geral, mais uma vez afastando a competência do STF (e de Toffoli) para analisar o caso.
Para além de questões formais, Gonet ainda apontou que a decisão de Toffoli traz “grave prejuízo” ao sistema previdenciário complementar brasileiro, “com vultoso prejuízo especificamente à Funcef e à Petros”, dois fundos de pensão. “O valor de reparação aos fundos de pensão representa, nos planos de equacionamento do déficit acumulado da Funcef e da Petros, cerca de dois bilhões de reais a cada uma”, apontou Gonet. “Daí se vê a dimensão do risco na suspensão do cumprimento do acordo celebrado pela empresa requerente com o Ministério Público Federal”.
O procurador-geral rebateu também alguns argumentos da J&F, entre eles, o de que a Justiça decretou “incomunicabilidade de seus sócios, Joesley e Wesley Batista, para fomentar cenário propício à celebração do acordo de leniência”. Gonet cravou: as decisões sobre esse tema se deram em período que não coincide com o da negociação do acordo entre a J&F e o Ministério Público Federal.
Em suas conclusões, Gonet afirmou: “A manobra da autora, orientada a atribuir ao Supremo Tribunal Federal a competência originária para decidir questões afetas ao acordo de leniência e suas obrigações financeiras, não tem cabimento nem admissibilidade. Não é dado à empresa invocar o contexto das ilegalidades verificadas pelo STF na Operação Lava-Jato para se isentar das suas obrigações financeiras decorrentes de acordo de leniência celebrado em juízo diverso, no âmbito da Operação Greenfield, que não tem relação com a Operação Spoofing nem com a Operação Lava-Jato”.
Informações Piauí

O Ministério da Saúde iniciou uma compra internacional emergencial da vacina contra varicela, que previne a catapora, por conta do desabastecimento de doses no país. A pasta aguarda a entrega das doses.
Em março de 2023, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão do imunizante devido a uma mudança do método de produção. Em julho, o órgão voltou a liberar a distribuição, mas, segundo a Saúde, a interrupção impactou o cronograma de entrega.
São Paulo tem recebido menos da metade das doses que necessita por mês, conforme a Secretaria estadual de Saúde. O estado necessita de cerca de 270 mil doses mensais, mas recebeu cerca de 30 mil doses em outubro de 2023 e outras 50 mil em dezembro.
Em janeiro, o governo do Acre informou que recebeu 1.600 doses do imunizante, apesar de necessitar de 4.000 a 5.000 doses mensais. A vacinação contra a catapora teve que ser interrompida no estado pela falta de estoque. Na programação para fevereiro, a área técnica federal e a secretaria estadual chegaram a um consenso para a distribuição de 1.000 doses.
Bahia, Roraima, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul também relataram desabastecimento da vacina.
O Ministério da Saúde afirma que o laboratório fornecedor voltou a fornecer os imunizantes gradativamente. No mês de janeiro, a pasta recebeu uma entrega de 559.400 doses, que distribuiu entre os estados. Ainda não há previsão de quando a entrega será normalizada.
A vacina contra a catapora é grátis e pode ser recebida em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais)/UBS Integradas.
A DOENÇA
A catapora é uma infecção viral febril aguda, altamente contagiosa, caracterizada pelo surgimento de bolhas na pele. Ela se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera.
Altamente contagiosa, a doença é transmitida de pessoa a pessoa, pelo contato direto, com secreções respiratórias e com as lesões de pele, que costumam coçar bastante.
Os sintomas da catapora, em geral, começam no décimo dia após o contágio. Os principais sinais e sintomas da doença, além das manchas vermelhas e bolhas no corpo, são mal-estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite, febre baixa.
Em crianças, a doença tem característica benigna e é controlada pelo próprio organismo. Mas em adolescentes e adultos, em geral, o quadro clínico pode ser mais grave.
Informações Bahia Notícias

Foto: Reprodução
Roger Moreira, filho adotivo do jornalista Cid Moreira, entrou com um novo processo contra o pai acusando-o de ter o estuprado quando era criança. Nos detalhes da ação divulgadoa pelo portal LeoDias, ele relata que os abusos teriam acontecido de outubro de 1990 a novembro de 2000, no endereço situado no bairro Itanhangá no condomínio Green Wood Park, no Rio de Janeiro, quando ele tinha 14 anos.
Roger alega que tudo começou quando ele foi passar um final de semana na casa de Cid com a tia dele, Ulhiana Naumtchyk, com quem o apresentador foi casado durante 20 anos. Ele alega que foi paquerado pelo tio, que o convidou para morar com ele e trabalhar como seu secretário pessoal.
O processo descreve ainda que Cid teria praticado ato libidinoso com Roger com o objetivo de satisfazer a própria lascívia, reiteradas vezes, com frequência de pelo menos quatro vezes por semana, ao longo de 10 anos.
Na ação, a defesa de Roger diz que Cid teria adotado o sobrinho para disfarçar o caso: “De forma a encobrir a prática de abusos contra a vítima, propôs ação de adoção, de forma a apresentar socialmente uma explicação do porque estava sempre em companhia da vítima, especialmente em razão das desconfianças que estavam sendo levantadas”.
Com isso, Roger Moreira solicita à Justiça que Cid Moreira responda pelos crimes praticados, alegando que, mesmo sendo idoso, o jornalista seria perigoso e poderia colocar outros adolescentes em risco, já que conta com a ajuda da atual mulher, que tem 40 anos a menos que ele.
“O estupro de vulnerável continuado, corrupção de menores, sequestro, dentre outros não da prescrição, e mesmo se houvesse é necessário apuração, para que o increpado não venha a praticar novamente colocando em risco adolescentes”, solicita a defesa.
Entretanto, vale lembrar que, seguindo a legislação brasileira, o crime de estupro também prescreve em um tempo aproximado de 20 anos.
Até a conclusão desta nota, a defesa de Cid Moreira não se pronunciou sobre as acusações do filho adotivo, Roger Moreira.
O Tempo

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Arquidiocese de São Paulo anunciou na noite de segunda-feira, 5, que “a recente divulgação de laudos periciais com resultados contraditórios e a notícias de um suposto novo abuso sexual envolvendo” o padre Júlio Lancellotti (foto) “requerem uma nova investigação da parte da Arquidiocese para a busca da verdade”.
Em nota assinada pelo padre Michelino Roberto, vigário episcopal para a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, a instituição esclarece ainda que “não houve e não há arquivamento” da denúncia encaminhada sobre Lancellotti pela Presidência da Câmara Municipal de São Paulo.
A divulgação recente de um laudo que implicaria Lancellotti em um caso de abuso sexual agitou também a CPI que está em vias de ser instalada na Câmara Municipal de São Paulo. Os deputados decidem nesta terça-feira, 6, se a comissão parlamentar de inquérito criada para investigar a atuação de ONGs na Cracolândia — e do sacerdote — será tratada como prioridade.
Lancelloti divulgou nota na segunda para dizer que recebeu “com serenidade e paz de espírito, a nota da Arquidiocese de São Paulo, publicada na presente data, informando que apura as acusações lançadas nos últimos dias“.
“Esclareço que as imputações surgidas recentemente — assim como aquelas que sobrevieram no passado — são completamente falsas, inverídicas e tenho plena fé que as apurações conduzidas pela Arquidiocese esclarecerão a verdade dos fatos”, segue sua mensagem.
Segundo o padre, “as acusações estão imbricadas em uma rede de desinformação, que mascara eventuais interesses de setores do poder político e econômico em ceifar aquilo que é o sentido do meu sacerdócio: a luta pelos desamparados e pelo povo de rua”.
Leia a íntegra da nota da Arquidiocese de SP:
“Diante das interpretações equivocadas e amplamente divulgadas na opinião pública sobre a Nota de Esclarecimento da Arquidiocese de São Paulo, publicada no dia 23 de janeiro de 2024, a respeito da denúncia contra o Padre Júlio Renato Lancellotti, recebida da Presidência da Câmara Municipal de São Paulo no dia 22 do mesmo mês, esclarecemos o seguinte:
o Antagonista

Nesta terça-feira (06), o presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a transferência da embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém. A declaração foi dada ao ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz.
“É uma honra estar aqui. Estou cumprindo minha promessa de que o 1º país que visitaria seria Israel e, obviamente, estou aqui para apoiar Israel contra os terroristas do Hamas”, disse Milei ao desembarcar no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv.
O presidente argentino também afirmou defender o direito à “defesa legítima” de Israel na guerra contra o grupo terrorista palestino Hamas.
Milei já chegou em Jerusalém, visitou o Muro das Lamentações e se encontrará com o presidente de Israel, Isaac Herzog.
Informações Vista Patria
Oeste teve acesso ao documento; advogada afirma que o ministro do STF deveria se declarar impedido de decidir pelo retorno do presidente da entidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em decisão monocrática, reconduziu Ednaldo Rodrigues ao cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no último dia 4 de janeiro.
A decisão, no entanto, foi contestada por especialistas em Direito e jornalistas, como Paulo Vinícius Coelho, pelo fato de Mendes ser sócio e docente do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), parceiro da CBF em contrato de dez anos assinado com a CBF Academy, em 16 de agosto de 2023.
Oeste obteve o contrato que comprova a parceria entre o IDP e a CBF, assinado, entre outros, pelo filho de Mendes, Francisco Schertel Mendes, sócio e diretor-geral do IDP, e por Ednaldo Rodrigues. O documento foi divulgado inicialmente no blog do Paulinho.
Na claúsula primeira, do objeto do contrato, já fica definida a parceria.
“O presente contrato tem por objeto a celebração de parceria entre a CBF e o IDP para o planejamento, desenvolvimento, divulgação, comercialização, curadoria, produção de conteúdo e todas as atividades relacionadas à oferta e entrega dos serviços educacionais ofertados pela CBF, no âmbito da CBF Academy, nos termos delineados neste contrato.”
Para a advogada Tamara Segal, especialista em Direito Civil e Penal, o ministro deveria se declarar impedido de atuar no caso, por existir relacionamento comercial com uma das partes. Ela toma por base o conceito do consagrado jurista uruguaio Eduardo Juan Couture (1904-1956), que afirma que, para situações como esta, foram criados os institutos da suspeição e do impedimento presentes tanto na lei processual cível quanto na criminal.
“Ao decidir sobre uma liminar cuja parte tem acordo comercial com o ministro entendo ter havido a extrapolação do conceito de Couture, pois existe relacionamento comercial entre o IDP, leia-se Mendes e a CBF”, afirma a jurista. “Este acordo [entre IDP e CBF] foi firmado pela pessoa que o ministro reconduziu ao cargo. Este ato pode ser enquadrado no Artigo 144 [inciso V] do Código de Processo Civil [CPC] como caso de impedimento podendo ser arguido a qualquer tempo.”
Tal artigo citado por Segal elenca as hipóteses nas quais o juiz deve se pronunciar impedido de atuar naquela causa. O ato, segundo ela, tem caráter objetivo e constitui impedimento no que tange à lisura do julgamento.
“Entre as causas para impedimento está a já citada relação comercial, quando o julgador for parte, quando já tiver atuado nos autos em outro grau de jurisdição, entre outras.”

No dia 7 de dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), acionado por ex-vice-presidentes da entidade, contestou a eleição de Ednaldo em 2022 e ele teve de deixar o cargo.
Retornou à presidência da CBF quase um mês depois, por liminar concedida, em caráter monocrático, pelo ministro Gilmar Mendes. O caso, depois da concessão da liminar, será analisado no plenário do STF, ainda sem data prevista para o julgamento.
Mendes concordou com a tese de ação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), para o qual o conflito na entidade afeta o interesse público. Pela legislação da Fifa, que proíbe decisões de seus entes, em casos desportivos, na Justiça Comum, a CBF poderia ser suspensa . Isso faria as seleções brasileiras serem excluídas de importantes competições.
Gilmar Mendes, antes da concessão da liminar, também considerou o posicionamento do procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e da Advocacia-Geral da União (AGU), que defenderam a suspensão da decisão do TJRJ que retirou Rodrigues do cargo.
O caso havia sido analisado antes, por outro ministro do STF, André Mendonça. No final de dezembro, ele negou pedido de liminar para suspender a destituição de Rodrigues da presidência.
Contatados por Oeste, o ministro Gilmar Mendes e o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, não deram respostas aos questionamentos.
Informações Revista Oeste

O empresário serrapretense Igor Almeida, de 31 anos, não descarta a sua participação na disputa eleitoral em 2024 no município de Serra Preta/Ba – à 170 km da capital. De acordo com ele, apesar de estar focado no ramo empresarial, “há um desejo do grupo o qual pertence e de diversos segmentos na cidade em ter o seu nome na disputa eleitoral.”
Por este motivo, Almeida colocou seu nome à disposição da população para concorrer a Prefeitura, dentre outras possibilidades de apoios. “Seguimos unidos e focados em busca do consenso, me sinto apto a encarar esta batalha.”
Igor Almeida, apesar da pouca idade, já foi secretário de obras e conhece várias carências existentes no município. Empresário, ele tem se destacado pela habilidade em gerir grandes negócios. Além de gerir a carreira de um dos maiores destaques do arrocha, Thiago Aquino, ele também é pecuarista, e proprietário de redes de postos e frigorifico.
Casado com a médica Tamires Batista e pai da pequena Liz, Igor Almeida (Podemos) é filho do ex-prefeito Aldinho, e já carrega a genética política desde quando o seu avô chefiou o executivo municipal.
O idoso, que ficou conhecido na internet com o apelido de Terror do INSS, completou 123 anos de idade. O aniversário de Andrelino Vieira da Silva foi no último sábado (3). As informações são do G1.
A neta, Janaína Lemes de Souza, disse que Andrelino está bem.
– Ele está bem, está tudo ótimo. (…) É uma satisfação muito grande, por ele estar mais um ano com a gente assim, todo mundo junto – declarou.
Andrelino nasceu em 1901, em Firminópolis (GO). Atualmente, ele mora em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital goiana, onde foi realizada sua festa de aniversário.
O idoso foi casado e teve sete filhos, dos quais cinco seguem vivos. Ele tem ainda 13 netos, 16 bisnetos e um tataraneto.
Em 2022, Andrelino viralizou por ganhar um bolo com uma placa em que estava a frase “Terror do INSS”. No mesmo ano, o governo federal deu a ele uma placa com a seguinte homenagem: “O senhor não é o terror do INSS. O senhor é uma bênção para o INSS. Desejamos ao senhor Andrelino muitos mais anos de vida”.
*Pleno.News
Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube TV Serra Dourada

Presente no Furdunço, que acontece neste domingo (4), no circuito Orlando Tapajós, a secretária de saúde e vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, comentou sobre o aparecimento das sublinhagens JN.1 e JN.1.1, da variante Ômicron, do vírus que causa a Covid-19, na capital e em 16 cidades do interior baiano.
“Essa nova variante é coberta pela bivalente, porque a bivalente acaba protegendo a gente contra uma série de subvariantes. Começamos a reforçar essa vacina desde o dia 17 de janeiro até 6 de fevereiro, no pré-carnaval. Ela não é uma variante mais letal, ela é uma variante mais transmissível”, disse a secretária
Censo 2022 mostra que o estado tem mais igrejas do que escolas e hospitais
Repetindo o cenário nacional, o Censo Demográfico 2022 mostrou que a Bahia conta com mais estabelecimentos religiosos do que escolas e hospitais.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o censo captou coordenadas de 9.047.296 espécies de endereços no estado, sendo 75,9% (6,868 milhões) domicílios particulares. Na Bahia, assim como no Brasil como um todo e em outras 20 unidades da Federação, o total de estabelecimentos religiosos era maior do que a soma dos totais dos estabelecimentos de ensino e saúde.
Mortes violentas no estado têm queda de 18% em janeiro de 2024, diz SSP
A Bahia registrou uma queda de 18% no índice de mortes violentas (homicídio, latrocínio, feminicídio e lesão corporal seguida de morte) em janeiro de 2024, em comparação com o primeiro mês do ano anterior. O dado foi divulgado nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).