
Na manhã desta sexta-feira, 08 de março, a UPA Estadual de Feira de Santana, sob gestão do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde, INTS, promoveu uma roda de conversa em celebração ao Dia Internacional da Mulher. O evento, que reuniu colaboradoras da unidade, foi marcado por debates pertinentes conduzidos pela advogada especialista em Direito das Famílias e Direitos Humanos, Jamille Santana, e pela enfermeira Andressa Pedreira, mulher trans.
Jamille Santana abordou o tema “Autocuidado Além do Skincare / Planejamento Matrimonial”, destacando a importância das mulheres se preocuparem com seu patrimônio e sua segurança financeira, especialmente diante de situações como doenças graves ou diagnósticos inesperados. Citando estatísticas alarmantes, Jamile ressaltou a necessidade de as mulheres estarem preparadas para enfrentar desafios como o abandono por parte dos parceiros em momentos delicados da vida, como durante uma gravidez de uma criança especial. “O índice de mulheres que se tornam mães solo nessas circunstâncias chega a 80%, evidenciando a urgência de um planejamento matrimonial consciente. Portanto, falar de autocuidado financeiro nos dias atuais, é mais que necessário. Um tabu que precisa ser quebrado no meio feminino”, afirmou Jamille.
Andressa Pedreira compartilhou sua experiência como colaboradora trans na UPA Estadual de Feira de Santana, destacando a importância do acolhimento e do respeito no ambiente de trabalho. Apesar de algumas adversidades, como o preconceito de alguns pacientes, Andressa enfatizou a importância de se manter firme e profissional, mostrando que a competência não tem gênero. Sua história inspiradora ressalta a necessidade de uma maior inclusão e igualdade nos espaços de saúde.
“Em um mundo onde as mulheres continuam enfrentando desafios e discriminações, iniciativas como essa são fundamentais para promover a conscientização e a mudança. Que essas conversas e reflexões não se limitem apenas a este dia, mas inspirem ações concretas em prol da igualdade e do respeito à diversidade em todas as esferas da sociedade”, pontuou Andressa.
A roda de conversa, organizada pelo Grupo de Humanização da UPA, foi seguida por um café da manhã, proporcionando um momento de confraternização e celebração entre as mulheres presentes. O evento não apenas promoveu reflexões valiosas sobre questões essenciais como autocuidado e inclusão, mas também fortaleceu os laços de sororidade e apoio mútuo entre as colaboradoras da unidade.
Fonte: ASCOM/UPA ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, publicou em suas redes sociais um vídeo em homenagem ao Dia da Mulher.
Veja o vídeo.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, ao lado do presidente do PL Bahia, João Roma, desembarcou em Salvador e foi recepcionado por uma multidão de apoiadores e simpatizantes, que o aguardavam no aeroporto.
Para João Roma, a calorosa manifestação demonstra o apreço e o carinho de baianas e baianos por Bolsonaro. “Engana-se quem pensa que o povo da Bahia está satisfeito com o que está acontecendo no Brasil atualmente”.

O Portal de Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que as mulheres compõem a maioria do eleitorado brasileiro. Na Bahia, esse contingente alcança 5,7 milhões de eleitoras, representando mais de 50% do eleitorado estadual. Dentro desse grupo, a faixa etária predominante é de 45 a 59 anos, com 1,4 milhões de eleitoras, seguida pelo grupo de 35 a 44 anos, com 1,2 milhões.
Apesar do número expressivo de eleitoras, quando se fala de filiação partidária, o quantitativo de mulheres filiadas é menor: Para as Eleições Municipais de 2024, apenas 441 mil mulheres estão filiadas, representando 45% do total de filiados, que é de quase 960 mil. O prazo para a filiação partidária vai até 6 de abril, seis meses antes da eleição.
Nas Eleições Municipais de 2020, houve um aumento significativo no número de candidaturas femininas, totalizando 13 mil mulheres concorrendo, representando um incremento de 17% em relação a 2016. Segundo Janiere Paes, chefe de cartório eleitoral de Salvador e pesquisadora em representatividade da mulher na política, esse aumento pode ser atribuído à proibição de coligações nas eleições para vereador, implementada a partir de 2020. “Tal medida levou os partidos políticos a lançarem candidaturas de forma isolada, ao invés de coligadas, estimulando assim a participação feminina no pleito”.
Jovens eleitoras
Há também um aumento no alistamento eleitoral de jovens do sexo feminino. Embora o voto seja obrigatório apenas a partir dos 18 anos, 12 mil eleitoras de 16 anos e 38 mil de 17 anos já possuem título de eleitor, totalizando mais de 51 mil jovens aptas a votar nas Eleições Municipais de 2024. A Escola Judiciária Eleitoral da Bahia (EJE/BA) desempenha um papel crucial ao promover atividades em instituições de ensino para estimular a participação política de jovens.
Participação feminina
Para promover uma maior participação das mulheres na política, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realiza anualmente uma série de ações, incluindo painéis direcionados às candidatas, servidoras e eleitoras. Além disso, o TRE-BA conta com uma Comissão de Participação Feminina e a Ouvidoria da Mulher, cujo foco é combater a violência de gênero.
Apesar dos avanços, nota-se a necessidade de continuar trabalhando rumo à igualdade de direitos políticos para as mulheres. Nesse sentido, a Lei Nº 14.192/2021 é um exemplo desse compromisso, estabelecendo normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher e garantir sua participação plena nos debates eleitorais e nos espaços de poder.

Em 2022, na Bahia, a presença feminina em esferas de poder e instâncias decisórias se mantinha, via de regra, muito aquém da importância demográfica das mulheres, que representavam pouco mais da metade (51,5%) da população do estado. Houve, porém, alguns avanços. O principal deles se deu na proporção de mulheres em cargos gerenciais (tanto no setor público quanto no privado).
É o que constatam dados são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Segundo o levantamento, em 2022, 4 em cada 10 pessoas ocupando cargos gerenciais, na Bahia, eram mulheres: 40,6% de 83 mil, ou cerca de 34 mil. Tanto o número absoluto quanto a participação delas nesse grupo cresceram frente a 2021, quando 33,3% das pessoas em cargos gerenciais eram mulheres, ou cerca de 14 mil (de um total de 44 mil).
Assim, em 2022, a Bahia passou a ter uma participação feminina em cargos gerenciais um pouco maior do que a do Brasil, onde 39,3% dessas posições eram ocupadas por mulheres. A Bahia também subiu de 18º para 7ª maior percentual de dirigentes mulheres, entre os estados, num ranking liderado por Acre (58,6% dos cargos gerenciais eram de mulheres), Amapá (51,5%) e São Paulo (44,8%).
Mesmo ganhando espaço, as mulheres em cargo gerenciais, na Bahia, ganhavam em média 24,0% menos do que os homens nessas mesmas posições: R$ 4.378 era o rendimento médio mensal delas, frente a R$ 5.762 deles. Essa diferença aumentou no estado, frente a 2021, quando era de 16,4% a menos para as mulheres (R$ 5.336 frente a R$ 6.382 dos homens, em valores correntes daquele ano).
No Brasil como um todo, as mulheres em cargos gerenciais tinham rendimento mensal médio 21,2% menor do que os homens (R$ 6.600 contra R$ 8.378). A Bahia tinha a 10ª maior diferença, em termos percentuais, num ranking liderado por Goiás (rendimento médio das mulheres gerentes era -55,9% do que o dos homens), Espírito Santo (-55,4%) e Maranhão (-41,7%).
*Bahia.ba
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar de alguns avanços, a taxa de desocupação no mercado de trabalho entre mulheres em comparação com a masculina ainda é alta na Bahia. De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas de desocupação feminina é de 18,7% enquanto a masculina é de 12,3%, em geral.
A pesquisa da série PNADC (2012 a 2022) ainda revela uma desigualdade na taxa de desocupação de mulheres por raça. As mulheres pretas ou pardas apresenta uma taxa de desocupação de 19,9%, perto do dobro das mulheres brancas 11,9%. Estas, por sua vez, apresentaram, pela primeira vez nos 11 anos de série histórica, uma taxa menor do que a dos homens (12,3%, a mesma para brancos e pretos ou pardos).
Os números definem a Bahia como o estado com a maior diferença entre as taxas de desocupação de mulheres por cor ou raça: mais 8,0 pontos percentuais no indicador para as pretas ou pardas, em comparação com as brancas. No Brasil como um todo, a desigualdade era significativamente menor, de mais 4,8 pontos percentuais, com as mulheres pretas ou pardas apresentando uma taxa de desocupação de 14,0%, frente a 9,2% das brancas.
*Bahia.ba
Foto: Paula Fróes/GOVBA

Mais de 8 mil mulheres compõem o quadro de funcionários ativos e inativos da Prefeitura de Feira de Santana atualmente. Elas representam quase 80% entre efetivos, ocupantes de cargos de confiança, aposentados, pensionistas, Reda, e estagiários. Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Feira de Santana, Hamilton Ramos, os números refletem a dedicação e conquista histórica por espaço das mulheres no serviço público.
“Elas são maioria e não é simplesmente uma questão de quantidade. Mas principalmente de qualidade no trabalho que as mulheres desenvolvem. São maioria no serviço público e desempenham funções indispensáveis e importantes, chefiando a maioria dos setores, departamentos, a frente de secretarias importantes e autarquias. E isso é resultado de muito trabalho, dedicação e competência”, pontua.
Hamilton observa que ao longo dos anos, as mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho, e no serviço público não é diferente. “A diversidade de habilidades, experiências e perspectivas que as mulheres trazem para o ambiente de trabalho contribui significativamente para a eficiência e eficácia dos serviços prestados à população. Esse cenário reflete não apenas uma conquista histórica por espaço, mas também o reconhecimento da capacidade das mulheres em lidar com as demandas e desafios do serviço público”, acrescenta.
LUTA POR IGUALDADE DE GÊNERO
O presidente do SINDESP observa que apesar dos avanços, ainda há desafios a serem enfrentados para garantir a igualdade de gênero no serviço público. “É fundamental que políticas e práticas de inclusão sejam implementadas para promover um ambiente de trabalho mais igualitário, onde homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional. Neste Dia Internacional da Mulher, é importante celebrar as conquistas das mulheres no serviço público e reafirmar o compromisso com a promoção da igualdade de gênero em todas as esferas da sociedade”, destaca Hamilton.
“A valorização do trabalho das mulheres e o reconhecimento de sua importância para o funcionamento do serviço público são passos essenciais para construir um futuro mais justo e equitativo para todos”, conclui.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) embarcou na manhã desta sexta-feira (8) com destino a Salvador. O presidente deixou a capital federal por volta das 9h, acompanhado pelo ex-deputado e ex-ministro da Cidadania João Roma (PL).
Com previsão de chegada na capital soteropolitana às 11h, Bolsonaro deve ser recepcionado por apoiadores em uma motociata. Em Salvador, o ex-presidente vai visitar a Igreja Batista Caminho das Árvores, na Pituba, onde será recepcionado pelo bispo Átila Brandão e também terá encontro com pré-candidatos da sigla.
De acordo com o presidente do PL na Bahia, João Roma, Bolsonaro também vai visitar outros pontos na cidade. Neste sábado (9), o ex-presidente participará de ato do PL Mulher no Centro de Convenções de Salvador, às 10 horas.
É aguardada a presença de nomes que se filiarão ao PL para a disputa eleitoral em outubro, a exemplo do Soldado Prisco, do ex-prefeito João Henrique e do ex-vereador Cézar Leite, que devem disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador. Haverá também a filiação do vereador Gabriel Bandarra, o Tenóbio, que milita em Lauro de Freitas.
Informações Bahia Notícias
Arte está estampada em um muro nas entradas de Fazenda Grande III e IV, no bairro de Cajazeiras

Favorito ao título de campeão do Big Brother Brasil, Davi Brito ganhou mais uma homenagem. Desta vez, o brother foi agraciado com uma pintura do tipo grafite, estampada em um muro nas entradas de Fazenda Grande III e IV, no bairro de Cajazeiras, em Salvador, onde passou a sua infância e adolescência.
Na arte, o baiano aparece com o seu típico sorriso, seguido de um trecho da música “Mandume”, do rapper Emicida. “Eles querem que alguém que vem de onde nós vem, seja mais humilde, baixe a cabeça, nunca revide, finja que esqueceu”.
O artista responsável pelo desenho, no entanto, não se identificou.
Informações Bahia.ba

foto: reprodução
Dois projetos de lei foram apresentados à Câmara dos Deputados com o intuito de proibir a criação e venda de animais braquicefálicos, notadamente aqueles de focinho curto, como shih tzu, pug e buldogue. Uma das propostas sugere que a violação dessa proibição seja passível de penalidades conforme a Lei de Crimes Ambientais, incluindo pena de prisão de três meses a um ano, além de multa. Importante ressaltar que os tutores atuais dessas raças não seriam afetados pela lei, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo.
Os fundamentos dessas propostas estão ancorados nas condições de saúde desses animais, uma vez que cães braquicefálicos têm maior propensão a nascerem com a chamada Síndrome Braquicefálica, afetando suas vias respiratórias. Problemas como narinas estreitas e traqueia subdesenvolvida são comuns, comprometendo a capacidade de filtrar, umedecer e direcionar o ar para os pulmões.
Embora o projeto de lei possa ser interpretado como uma medida peculiar, seu objetivo é evitar o sofrimento desses animais, cuja criação seletiva resultou em alterações físicas prejudiciais à saúde e qualidade de vida. A deputada Duda Salabert também propôs uma legislação similar, citando a experiência da Holanda, que proibiu raças de cães com focinho achatado em 2014.
A médica veterinária Jaque Sousa destaca que essas raças surgiram de cruzamentos visando focinhos cada vez menores, com a ideia de tornar os cães mais atraentes pela aparência infantil. Contudo, esse tipo de seleção genética resultou em problemas de saúde, como dificuldades respiratórias e deformidades faciais. Jaque Sousa sugere que, em vez da proibição total, uma regulamentação mais rigorosa na criação poderia ser mais eficaz para prevenir esses problemas de saúde.
A especialista reconhece a importância do debate sobre a saúde dos braquicefálicos, propondo orientação adequada às pessoas interessadas em adquirir essas raças. Além disso, destaca a necessidade de conscientização sobre as soluções cirúrgicas disponíveis para melhorar a qualidade de vida desses animais, como a abertura da narina e cirurgia na traqueia. Quanto aos projetos de lei em discussão, o andamento de um aguarda despacho na Câmara dos Deputados, enquanto o outro está incorporado a um projeto de 2007 que aguarda análise em uma comissão específica.
Gazeta Brasil