
Em 5 de junho, o presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a demissão de mais de 50 mil funcionários públicos como parte de seu plano de ajuste das contas do Estado.
Durante o 10º Fórum Empresarial Latino-americano em Buenos Aires, Milei enfatizou sua determinação em manter o equilíbrio fiscal, vetando qualquer modificação legislativa que ameace esse objetivo.
Milei justificou a medida como uma busca pela “ordem” nas finanças do país, reduzindo o déficit em sete pontos percentuais do PIB argentino. Ele também destacou a necessidade de eliminar os passivos remunerados do Banco Central e as opções de venda para resolver questões relacionadas à taxa de câmbio.
Após a aprovação da reforma da previdência na Câmara dos Deputados, Milei reiterou sua postura firme em relação ao equilíbrio fiscal, afirmando que vetará qualquer tentativa de rompê-lo, independentemente das pressões políticas.
A decisão do governo de reduzir o quadro de servidores públicos foi alvo de críticas dos sindicatos ligados ao peronismo, que se mobilizaram contra a medida.
Informações TBN

Camaçari, cidade conhecida por sua forte presença industrial e por abrigar o Polo Petroquímico, continua a atrair investimentos no setor imobiliário. Mais um empreendimento foi lançado recentemente, reforçando a tendência de expansão e modernização do mercado habitacional na região.
Nos últimos anos, Camaçari tem experimentado um desenvolvimento significativo em sua infraestrutura urbana, o que atraiu o interesse de várias construtoras. A chegada de novos projetos não apenas valoriza os bairros da cidade, mas também contribui para a geração de empregos e o fortalecimento da economia local.
Um dos mais recentes investimentos vem da construtora LMarquezzo, de Feira de Santana, que decidiu apostar no potencial de Camaçari. De acordo com Rogério Marques, diretor comercial da LMarquezzo, “O mercado imobiliário em Camaçari está em um momento muito positivo. A cidade oferece um ambiente propício para novos empreendimentos, com uma demanda crescente por habitação de qualidade.
Com a chegada da LMarquezzo, esperamos gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos e renda para a população local, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável da cidade.”
O novo empreendimento da LMarquezzo promete atender à crescente demanda por imóveis residenciais na cidade, oferecendo infraestrutura moderna e serviços diferenciados. Esse movimento é parte de uma tendência mais ampla de crescimento urbano e melhorias na qualidade de vida dos moradores de Camaçari.
Especialistas do setor imobiliário apontam que essa diversificação dos investimentos é um fator crucial para o desenvolvimento sustentável de Camaçari. A chegada de novas empresas e empreendimentos pode fomentar a economia, reduzir o déficit habitacional e melhorar as condições de vida na cidade.
O lançamento do novo empreendimento traz novidades para o mercado e reafirma Camaçari como um polo de atração para investidores do setor imobiliário.
Com esse novo projeto, a LMarquezzo se junta a outras construtoras que já atuam na região, contribuindo para um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. A expectativa é que esses investimentos continuem a crescer, impulsionando o desenvolvimento econômico e social de Camaçari nos próximos anos.
Crescimento do setor
A construção civil é um dos setores que mais emprega no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor emprega milhões de pessoas em todo o país, sendo um motor crucial para a economia nacional. Em 2023, o setor
de construção civil empregou cerca de 7,5 milhões de trabalhadores, representando uma parcela significativa da força de trabalho brasileira. Este setor é responsável por cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, evidenciando sua importância estratégica para o desenvolvimento econômico.
*Ascom

Foto: reprodução capital financeira
Segundo a GlobalMilitar, há uma questão delicada nas relações bilaterais entre Brasil e Uruguai que envolve uma disputa territorial por dois locais específicos: o Povoado de Tomás Albornoz e a Ilha Brasileira. Apesar das relações amistosas entre os dois países, essa disputa destaca aspectos diplomáticos e históricos importantes na região sul-americana.
Território em disputa: Povoado de Tomás Albornoz
O Povoado de Tomás Albornoz é uma área peculiar situada na fronteira entre Brasil e Uruguai. Com aproximadamente 100 habitantes, este pequeno enclave vive em harmonia, mesmo sendo alvo de uma disputa diplomática que remonta ao século XIX. A região é caracterizada por uma convivência pacífica, onde os moradores compartilham rotinas cotidianas que transcendem as fronteiras geográficas.
Situada na foz do rio Quaraí, a Ilha Brasileira é vista como uma reserva biológica de importância estratégica. O Tratado de 1851, um marco nas relações entre Brasil e Uruguai, estabeleceu as fronteiras entre os países, atribuindo ao Brasil as ilhas na foz do rio Quaraí, incluindo essa pequena ilha. Contudo, a contestação uruguaia em 1930 levantou dúvidas sobre a interpretação geográfica do tratado, especialmente quanto à localização exata da ilha.
O Uruguai, em sua contestação, alega que a Ilha Brasileira não está na confluência dos rios, conforme descrito no tratado de 1851. Apesar das questões levantadas e do diálogo diplomático contínuo entre os países, o governo brasileiro mantém uma postura relativamente indiferente sobre o assunto, o que tem sido alvo de críticas das autoridades uruguaias. No entanto, não há registros de conflitos armados ou aumentos de tensão relacionados a essa disputa territorial.
Hoje, a Ilha Brasileira permanece desabitada desde 2011, após a morte de seu único morador. Nos mapas oficiais do Uruguai, desde 1974, a ilha é considerada território contestado, refletindo a persistência dessa questão ao longo das décadas. Enquanto isso, o Povoado de Tomás Albornoz continua sua rotina tranquila, com serviços essenciais fornecidos pelo Uruguai, como telefonia, internet e atendimento médico.
Essa disputa territorial entre Brasil e Uruguai, embora não tenha gerado confrontos diretos, destaca as complexidades das relações internacionais na América do Sul e a importância do diálogo constante para a resolução de controvérsias diplomáticas. Assim, a convivência pacífica dos habitantes locais é um exemplo de como, mesmo em meio a disputas políticas, a harmonia e o cotidiano podem prevalecer.
Informações TBN

Foto: reprodução/WPLG Local 10/Facebook
Uma jovem de 14 anos está sendo acusada de espancar a avó de 79 anos até a morte. Segundo as investigações, o crime ocorreu após o pai da adolescente confiscar seu celular. O incidente foi registrado em 23 de maio, na Flórida (EUA).
De acordo com o relato do pai, a adolescente estava “agindo mal” e, por isso, ele decidiu retirar o celular dela. A mídia local informou que a suspeita, Sofia Koval, foi vista orando em um tribunal na última quarta-feira (29), momentos antes de enfrentar o juiz pela primeira vez. A vítima, identificada como Yevheniia Koval, estava cuidando da neta quando foi brutalmente atacada. O corpo foi encontrado pelo filho, Vladimir Kova, pai da adolescente.
Segundo os investigadores, Sofia foi detida depois que um médico legista determinou que a morte foi um homicídio. Vladimir informou às autoridades que a filha havia se mudado recentemente da Ucrânia para os EUA e estava “agindo mal”, o que o levou a confiscar o celular dela como medida disciplinar. A jovem alegou ao pai que a avó a havia arranhado e que ela agiu em legítima defesa.
Atualmente, o juiz ordenou que Sofia fosse mantida em detenção segura até sua próxima audiência no tribunal, prevista para 12 de junho.
Informações TBN

Anteriormente, a falta de acesso à internet era um problema para os indígenas marubos que vivem no Vale do Javari, no oeste do estado do Amazonas. No entanto, com a chegada da Starlink, empresa de Elon Musk, em 2022, o acesso à rede mundial tornou-se um problema ainda maior: muitos membros da comunidade estão viciados em pornografia e redes sociais.
Os marubos habitam o Vale do Javari, uma terra indígena demarcada pelo governo federal em 2001. Com cerca de dois mil membros, eles subsistem por meio da caça, pesca e agricultura. Seu estilo de vida foi preservado por séculos, uma vez que vivem em uma área remota e tiveram pouco contato com estranhos. Algumas aldeias podem levar até uma semana de viagem no interior da floresta amazônica para serem alcançadas.
Os marubos falam sua própria língua, o marubo, e praticam rituais religiosos que incluem o consumo de ayahuasca, uma planta com propriedades alucinógenas.
Com a chegada da Starlink ao Brasil, em 2022, diversos locais remotos na Amazônia passaram a receber sinal de internet. Na região onde os marubos vivem, o sinal só chegou em abril deste ano. Agora, com a internet, eles perceberam que podem chamar ajuda emergencial de maneira rápida, algo que antes levava dias. No entanto, o lado negativo da conectividade também se manifestou: o fácil acesso a conteúdo pornográfico levou alguns membros a compartilhar imagens obscenas e vídeos explícitos em chats em grupo.
Alfredo Marubo, um membro do grupo, revelou ao New York Times que essa súbita exposição à pornografia desencadeou comportamentos sexuais preocupantes entre os jovens habitantes locais. Enoque Marubo, uma das lideranças do grupo, relatou que o cotidiano mudou drasticamente no último mês, com os membros demonstrando menos interesse em trabalhar. “Mudou tanto a rotina que foi prejudicial. Na aldeia, se você não caça, pesca e planta, você não come”, disse ele.
Outra liderança, TamaSay Marubo, observou que a chegada da internet afetou principalmente os jovens: “Quando a internet chegou, todos ficaram felizes, mas agora as coisas pioraram. Os jovens ficaram preguiçosos e estão adotando os costumes dos brancos”. Além do vício em pornografia, os marubos também relatam que muitos membros passam a maior parte do dia nas redes sociais, especialmente no Instagram.
Com informações de R7/ND+

Nesta quarta-feira (5), as empresas compradoras de grãos, entre outros setores, estão fora do mercado após o anúncio da Medida Provisória 1.227, publicada pelo Governo Federal na terça-feira (4). Essa MP propõe restringir o uso de créditos tributários do PIS/Cofins para abatimento de outros impostos e elimina o ressarcimento em dinheiro do crédito presumido.
Para o setor produtivo, essa é mais uma má notícia. Os representantes da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) em Brasília já estão se mobilizando para tentar derrubar a MP. Produtores sentem-se desassistidos, enquanto empresas enfrentam desestímulo e preferem se afastar dos negócios até obterem mais detalhes.
As principais dúvidas giram em torno do impacto desse aumento de tributação na aquisição de insumos e equipamentos. O presidente da frente, deputado Pedro Lupion (PP-PR), expressa “preocupação gigantesca” para o agronegócio brasileiro e destaca a “senha arrecadatória” do governo Lula.
Embora as informações ainda sejam preliminares, já é possível afirmar que o ônus recairá sobre os produtores, uma vez que as exportadoras, que atualmente são isentas de PIS/Cofins na saída, não poderão mais aproveitar esse crédito. Isso aumentará a carga tributária das empresas e impactará diretamente os produtores.
O diretor da Agrosoya, Mario Mariano, observa que a maioria das empresas aguarda respostas e pareceres de seus departamentos fiscais e jurídicos. A perda parcial do imposto PIS/Cofins na cadeia produtiva afetará os preços oferecidos aos produtores, desde insumos até o produto final.
Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, considera esse cenário negativo para os produtores. A impossibilidade de compensar o PIS/Cofins nos tributos levará a pagamentos menores aos produtores, enquanto o governo busca recursos.
Além do setor de grãos, o de café e carnes também se manifestaram, repudiando a medida do Governo Federal. O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) destaca a inconstitucionalidade da restrição ao crédito presumido para o café nas exportações, indo contra a exoneração prevista na Constituição Republicana.
*Terra Brasil Notícias
Foto: Alexandre Aroeira

Em preparação para o Dia dos Namorados e os tradicionais festejos juninos, o comércio de Feira de Santana terá horário de funcionamento especial durante o mês de junho. A medida, oficializada pelo Decreto Municipal nº 13.405 publicado nesta quinta-feira (6), visa atender à demanda dos consumidores e fortalecer a economia local.
Confira os horários de funcionamento:
Sexta-feira, 07 de junho: até às 20h
Sábado, 08 de junho: até às 18h
Domingo, 09 de junho: até às 13h
Segunda a sexta-feira, 10 a 14 de junho: até às 20h
Sábado, 15 de junho: até às 17h
Domingo, 16 de junho: até às 13h
Segunda a sexta-feira, 17 a 21 de junho: até às 20h
Sábado, 22 de junho: até às 17h
Domingo, 23 de junho: até às 14h
O decreto não interfere no pagamento de horas extras e outros adicionais previstos em lei para os trabalhadores do comércio. A medida é resultado de um acordo entre o Sindicato do Comércio e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Feira de Santana.
A expectativa é que o horário especial de funcionamento do comércio incentive as compras e promova a geração de renda na cidade, beneficiando tanto os consumidores quanto os lojistas.
Para mais informações sobre o Decreto Municipal nº 13.405, consulte o Diário Oficial Eletrônico do Município de Feira de Santana.
*Secom/PMFS

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou o primeiro caso da Febre Oropouche em Feira de Santana. Trata-se de um homem de 43 anos, residente na zona urbana do município e com histórico de viagens para a cidade de Amélia Rodrigues.
O paciente apresentou sintomas como febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor nas costas e dor nos olhos. Ele foi atendido no Ambulatório de Infectologia, onde realizou a coleta de sangue e recebeu orientações da equipe de saúde.
A amostra foi encaminhada para o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen) que confirmou o resultado positivo para a doença. Durante o período de infecção, o paciente evoluiu sem nenhuma complicação.
É importante ressaltar que após a confirmação dos primeiros casos de Oropouche na Bahia, a Vigilância Epidemiológica de Feira solicitou, ainda no mês de fevereiro, que fosse realizado o diagnóstico diferencial para esse agravo em todos os casos notificados como suspeitos de dengue, mas que tiveram o resultado negativo. A iniciativa, motivada pela similaridade dos sintomas, tem como objetivo rastrear os possíveis casos a fim de adotar medidas que sejam eficazes.
A transmissão da doença ocorre, principalmente, por mosquitos. Dessa forma, é essencial a adoção de hábitos que não contribuam para criadouros, a exemplo de evitar água parada e folhas acumuladas, fazer uso de roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelentes nas partes expostas.
A SMS orienta que os pacientes que apresentarem sinais como febre, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia procurem as unidades de saúde para serem atendidos e obterem instruções para aliviar os sinais que podem ser manifestados durante a infecção.
*Secom/PMFS

Após uma temporada atípica de incêndios intensos em novembro passado, o Pantanal volta a estar sob alerta. De janeiro até o início de junho de 2024, os focos de incêndio no bioma aumentaram 974% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esses dados são provenientes do Programa de Monitoramento de Queimadas (BDQueimadas) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A plataforma, atualizada diariamente, revela que até esta terça-feira (4), o Pantanal registrou 978 focos de incêndio, enquanto em 2023, o número era de apenas 91.
O acumulado deste ano é o segundo maior dos últimos 15 anos, ficando atrás apenas de 2020, quando foram contabilizados 2.135 focos. Naquele ano, cerca de 30% do bioma foi consumido pelas chamas.
A analista de conservação do WWF Brasil, Cyntia Santos, explica que o clima quente durante a maior parte do dia no Pantanal, aliado à falta de chuvas desde o final do ano passado, contribui para uma situação preocupante.
“O alerta é enorme, especialmente devido à quantidade significativa de focos. O Pantanal está extremamente seco, e as altas temperaturas diurnas aumentam o risco de incêndios se não forem controlados”, afirma Santos.
Os dados oficiais, também monitorados por entidades ambientalistas, são essenciais para o planejamento de ações de combate ao fogo e para as estratégias das brigadas voluntárias treinadas, que atuam nas áreas mais afetadas nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Entre os municípios mais impactados estão Aquidauana, Miranda, Corumbá e Porto Murtinho (MS), além de Poconé, Barão de Melgaço, Cáceres e Itiquira (MT). As áreas fronteiriças com a Bolívia também enfrentam ameaças.
Em algumas regiões, como a Serra do Amolar, os incêndios têm ocorrido de forma intensa, levando parceiros e instituições locais a acionar o governo para auxiliar no combate às chamas.
Apesar do aumento, Cyntia Santos ressalta que a situação atual ainda não se compara ao registrado no final do ano passado. A estiagem e a onda de calor de novembro levaram os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a decretarem situação de emergência após mais de 2.000 focos de incêndio em menos de duas semanas.
“A ameaça está tão grande quanto no ano passado. A seca intensa e a escassez de água disponível no território indicam um risco ainda maior de incêndios de grande extensão”, enfatiza a analista.
O Serviço Geológico Brasileiro reportou que o rio Paraguai, principal da região, apresenta os menores níveis históricos. A estação de medição em Porto Murtinho (MS) registrou uma altura abaixo de 250 cm desde o início do ano, enquanto o normal costuma ser entre 250 e 550 cm nesse período.
Além desses desafios naturais, a ação humana também contribui para o agravamento da situação, incluindo o desmatamento, que torna o solo mais vulnerável, e os incêndios, muitas vezes causados acidentalmente ou intencionalmente.
Informações TBN

Uma mulher indígena invadiu nesta quarta-feira (5) o palco em que Luciano Huck e dois dos principais executivos da Globo faziam uma apresentação sobre a produção de conteúdo da emissora na Rio2C –maior evento de economia criativa do país, que acontece até domingo no Rio de Janeiro.
Com cocar e uma espécie de manto feito de palha, ela agradeceu a Huck por ter lhe ajudado. “Oito anos atrás eu fui demitida grávida, e você e sua mulher [Angélica] mandaram um quarto pra minha filha. E pouco depois eu fui posta para fora da casa e perdi meu esposo, assassinado”, contou.
Em seguida, a mulher fez um apelo por mais visibilidade para os povos indígenas na programação da maior rede de TV do país.
A indígena não se identificou ao microfone, mas é possível ver em seu crachá que ela se chama Bekoy Tupinambá. Na internet, também se apresenta como Jennyffer Bransfor Tupinambá, sócia da agência BND Digital e “ciberativista no enfrentamento ao abuso e exploração sexual infantil”. Nervosa, ela fez um discurso um tanto desconexo na Rio2C.
“Vocês falaram de muitos aqui, e eu fiquei torcendo para que falassem de nós, povos indígenas. Porque eu tenho a primeira agência de marketing digital social formada por mulheres indígenas, mas o meu convite eu tive que correr atrás, porque ninguém sabe da minha história”, iniciou.
“Mas não é a minha história, é a história de 1% que são os indígenas hoje. Nós somos os donos dessa terra, mas nós não queremos invadir nem tomar terra de ninguém”, disse a mulher, que se identificou apenas como pertencente ao povo tupinambá de Olivença, distrito de Ilhéus, no sul da Bahia.
“Então, Luciano, eu vim aqui te agradecer. Mas aquela mulher desesperada, que foi demitida grávida, que não sabia o que fazer, era uma mulher indígena, povo tupinambá de Olivença, o último povo a ser reconhecido, e hoje está trazendo o primeiro artefato repatriado indígena, que é o manto tupinambá”, continuou, referindo-se à peça que estava em museu da Dinamarca.
“O meu povo merece respeito. Não é porque a gente não tenha o estereótipo do indígena do norte, que nós do Nordeste, do segundo Estado que tem mais indígenas nesse país, não merecemos o olhar da Globo, não merecemos o olhar de Luciano Huck. E aí eu pergunto: Luciano, o povo tupinambá de Olivença te pergunta: o que você tem a favor da gente? Você pode nos ajudar nessa causa? A gente precisa de você”, concluiu.
Huck ouviu toda a fala da mulher e disse que quem havia lhe entregado o microfone é “quem toca a TV Globo hoje”. “Então sua voz será sempre ouvida. Em nome da TV Globo, os povos indígenas originais são e sempre serão respeitados, ouvidos e terão suas vozes reconhecidas”, falou o apresentador.
Apesar do susto, Amauri Soares também tirou a invasão de palco de letra: “Eu acho que tudo o que a gente falar e fizer é pouco perto da enorme reparação que nós temos como sociedade em relação ao seu povo. Eu queria te dizer que a gente tem muito orgulho de estarmos há dois anos produzindo, parando toda nossa programação uma noite do ano, para exibir o Falas da Terra, que é um conteúdo totalmente criado e produzido por indígenas”, acrescentou.
“Por causa do Falas da Terra, nós conseguimos ter contato com criadores de televisão indígenas , que hoje estão contribuindo e produzindo outros conteúdos pra gente. E, desses filmes que a gente vai entregar todo mês, um está sendo escrito por um autor indígena. Terá uma visão indígena do Brasil de hoje. Nós estamos abertos, estamos interessados, queremos andar juntos com você”, afirmou o executivo.
No evento da Rio2C, a Globo mostrou números de sua produção e destacou as coberturas que vai fazer das Olimpíadas de Paris e das eleições municipais no Brasil. Também exibiu um vídeo sobre Mania de Você, próxima novela das nove, e anunciou novos projetos e temporadas de programas e séries já existentes.
Segundo Amauri Soares, a Globo e suas afiliadas vão realizar 150 debates com candidatos a prefeito neste ano. A emissora desenvolve atualmente 15 novos projetos de humor, como antecipou o Notícias da TV, e está produzindo um longa-metragem e um documentário por mês.
Ele também falou da grandiosidade da produção e da audiência da Globo. “Uma semana de novela das nove tem mais consumo de horas que as três séries mais vistas no streaming no mundo inteiro durante um ano”, lembrou.
De acordo com Manuel Belmar, diretor financeiro da Globo e desde fevereiro também à frende do Globoplay, 80% do conteúdo exibido pela Globo é nacional. Na plataforma de streaming, essa proporção é de 75%. Diferentemente dos últimos anos, contudo, o Globoplay não anunciou nenhuma produção nova.
Informações Notícias da TV UOL