
O grupo Raízes Feministas emitiu uma nota em que critica a deputada transexual Erika Hilton (Psol-SP) que tentou “lacrar” ao fazer comentários sobre a aparência da também deputada Julia Zanatta (PL-SC) durante uma sessão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da última quarta-feira, 5.
Um vídeo que passou a circular nas redes sociais mostra a hora que Erika Hilton diz que Julia Zanatta “não tem respeito”. Na sequência, emenda novos ataques: “Você é ridícula. Você é feia. Ultrapassada”.
As ofensas foram proferidas depois que Julia Zanatta questionou a ministra da Mulher, Cida Gonçalves, sobre qual era o “conceito” de mulher adotado pela pasta —que decidiu não definir o gênero, mas considerar que “trans” são mulheres.
“Expressar julgamentos sobre a aparência das mulheres, tentar ridiculizar e dizer que uma mulher precisa ‘se cuidar’ (quase mandando uma mulher voltar pra cozinha) e ter ao fundo, uma plateia de mulheres submissas a um macho misógino aplaudindo, essa é a cara da atual esquerda hoje”, afirmou o grupo feminista.
A página destacou que mulheres como as que aplaudiram os xingamentos querem “acreditar que por estar do lado desses sujeitos terão alguma consideração, que serão respeitadas.”
“Mas quando um macho fala isso de uma mulher, você pode ter certeza que você não estará impune. Só não chegou a sua vez”, finalizou.
Pelo seu perfil oficial no Twitter/X, a deputada Julia Zanatta se pronunciou sobre os xingamentos recebidos de Erika Hilton na sessão da Câmara dos Deputados. Afirmou que “cafona mesmo é não se amar do jeito que Deus nos fez.”
“Falei que o transativismo violentava mulheres”, explicou a parlamentar. “Porque estávamos recebendo uma ministra da mulher que não define o que é mulher. Pois bem. A deputada do cabelo bonito começou a dizer que sou feia e bla bla bla e mandou eu hidratar meu cabelo.”
Zanatta disse que “essa pessoa não se olha no espelho” ao proferir tais ofensas. “O que mais me impressiona são as mulheres ali ao lado de risadinha e tal. Logo mais serão elas. Quando tentarem falar a verdade ou enxergar a realidade será tarde demais”, analisou.
Em outras duas publicações, a deputada pelo Partido Liberal também ironizou Erika Hilton, que usa lace em vez de seu cabelo natural. “Eu posso hidratar o meu cabelo, mas…Vou comprar uma peruca! Pronto!”
Informações Revista Oeste

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou sigilo da delação premiada do ex-policial militar do Rio de JaneiroRonnie Lessa, apontado como o atirador responsável pelas mortes da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes em março de 2018.
Segundo o ministro explicou na decisão, “diante de inúmeras publicações jornalísticas com informações e trechos incompletos dos vídeos relativos às declarações prestadas por Ronnie Lessa em sede de acordo de colaboração premiada, torno públicos os Anexos 1 e 2 do referido acordo, bem como os vídeos a eles relacionados, conforme concordância da Polícia Federal que apontou não existir mais necessidade do sigilo para as investigações”.
Em trechos isolados anteriormente divulgados, Lessa contou que o acordo fechado com os irmãos Brazão valia cerca de US$ 10 milhões.
Segundo Lessa, Domingos, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ), deputado federal, ofereceram um loteamento no bairro de Jacarepaguá, na zona oeste carioca, em troca da morte da vereadora.
“Não é uma empreitada para você chegar ali, matar uma pessoa e ganhar um dinheirinho. Não”, disse Lessa aos policiais. O vídeo da delação premiada do ex-policial militar foi revelado pelo Fantástico no fim de maio.
Ronnie Lessa contou em delação premiada que Chiquinho e Domingos Brazão são os mandantes da morte de Marielle Franco. Ainda de acordo com o ex-policial, os irmãos Brazão teriam oferecido para ele e para Edmilson da Silva de Oliveira, o Macalé, um loteamento clandestino na zona oeste do Rio, que valeria milhões de reais no futuro.
“Era muito dinheiro envolvido. Na época ele falou em R$ 100 milhões, que realmente, as contas batem. R$ 100 milhões o lucro dos dois loteamentos. São 500 lotes de cada lado”, enfatizou Lessa.
“Ninguém recebe uma proposta de US$ 10 milhões simplesmente pra matar uma pessoa. Uma coisa assim impactante”, completou.
Atualmente, Ronnie Lessa está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Segundo a PF, ele teria efetuado os disparos que mataram Marielle e Anderson, em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Moraes, no entanto, atendeu a pedido da defesa e autorizou a transferência do colaborador ao Complexo Penitenciário de Tremembé/SP, “observadas as regras de segurança do estabelecimento prisional, mediante monitoramento das comunicações verbais ou escritas do preso com qualquer pessoa estranha à unidade”, disse.
Domingos e Chiquinho, apontados por Lessa como autores intelectuais do crime, também estão presos. Chiquinho, que é deputado federal, enfrenta um processo de cassação na Câmara dos Deputados e pode perder o mandato.
Lessa também citou o ex-chefe de Polícia Civil Rivaldo Barbosa como suposto responsável pelo planejamento da morte de Marielle Franco.
Informações Metrópoles

Reprodução: Agência Brasil
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, enviará uma lista com pedidos de extradição de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro que se refugiaram na Argentina.
Há preocupação quanto à reação do governo de Javier Milei, ultradireitista e opositor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Existe o risco de que a Argentina aceite os pedidos de asilo político dos fugitivos.
Segundo o g1, um assessor direto de Lula afirmou que o processo será um teste para a relação entre Brasil e Argentina, já que o país vizinho pode optar por seguir os caminhos jurídicos internacionais ou tomar uma decisão política.
“Vamos listar todos os condenados que possivelmente estejam na Argentina e encaminhar os pedidos de extradição, tudo em articulação com o Ministério de Relações Exteriores e Supremo Tribunal Federal”, disse Andrei Passos ao blog de Valdo Cruz, do g1.
O diretor da PF também solicitará à comunidade de polícias das Américas que os nomes dos fugitivos sejam incluídos na “rede Anfast de capturas da Ameripol”.
Os pedidos serão encaminhados na próxima semana. Uma lista inicial indica que 65 envolvidos nos atos de 8 de janeiro foram ilegalmente para a Argentina.
Na quinta-feira (6), a Polícia Federal deflagrou uma operação visando 208 pessoas envolvidas na tentativa de golpe de 8 de janeiro. Durante a operação, 49 fugitivos foram capturados, conforme informado pela corporação. Além disso, a PF está em busca de outros 159 indivíduos alvo de mandados de prisão emitidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A ação representa uma nova etapa da Operação Lesa Pátria, que desde o ano passado investiga a invasão dos prédios dos Três Poderes em Brasília.
Informações TBN
(excepcionalmente)
com Frei Jorge Rocha
Tema: Dar e Dá

O mês de junho chegou e com ele não só as tradicionais festas juninas e irresistíveis comidas típicas, como também um grande motivo para comprar no comércio de Feira de Santana: a campanha Super Prêmios. Promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), será lançada neste sábado (8), durante a programação de abertura do Arraiá do Comércio, às 18h, na Praça Bernardino Bahia.
Com um Volkswagen Polo, duas motos Yamaha Factor 150 e cinco vales-compra no valor de R$ 1 mil, para sorteio, a Super Prêmios terá início agora e segue até o dia 15 de julho. Para concorrer aos prêmios, o consumidor terá direito a um cupom, a cada R$ 100,00 em compra. A novidade este ano é que será um cupom eletrônico gerado na hora da compra, através de um QR Code ou do aplicativo da campanha.
“A Super Prêmios tem uma grande importância nesse período, que inclui Dia dos Namorados e festas juninas. Naturalmente já temos uma movimentação forte no comércio da cidade e quando trazemos uma campanha com prêmios atrativos como esses, fortalecemos ainda mais o comércio. Isso deixa evidente para o consumidor, que ele tem muitos motivos para comprar em comércio completo, barato e que pode premiá-lo”, afirma Juscelino Brito, presidente da CDL.
Segundo o presidente, não só a economia de Feira de Santana ganha com a ação, mas também das cidades circunvizinhas, que têm a oportunidade de se abastecer aqui e oferecer produtos de valores acessíveis aos seus consumidores. “Tenho certeza que essa campanha vai ser muito grande e teremos um dos melhores São João no nosso comércio nesses últimos anos”, finaliza.
A Super Prêmios conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (Acefs), Sindicato do Comércio (Sincomfs) e Governo da Bahia.

O deputado estadual Pablo Roberto (PSDB) apresentou, nesta quinta-feira (6), um Projeto de Indicação sugerindo ao governador Jeronimo Rodrigues (PT) a construção de unidades de saúde de referência em doenças raras na Bahia, em cada um dos territórios de identidade do estado.
De acordo com a justificativa do deputado, que se baseou em dados do Ministério da Saúde, “estima-se que existam, ao menos, 5 mil diferentes tipos de doenças classificadas como raras na atualidade, cujas causas podem estar associadas a fatores genéticos, ambientais, infecciosos, imunológicos, entre tantos outros fatores”.
“Compõem este grupo de doenças as anomalias congênitas, os erros inatos do metabolismo, os erros inatos da imunidade, as deficiências intelectuais, entre outras doenças, e a maioria possui algum tipo de componente genético. Algumas das doenças raras têm ocorrência restrita a grupos familiares ou indivíduos”, citou o parlamentar baiano.
Pablo Roberto mencionou ainda que a Bahia, atualmente, não possui unidades de saúde com foco no atendimento a essas demandas. “É imprescindível, portanto, que seja realizado o mapeamento da incidência de doenças raras no estado e, em seguida, promova-se a implantação de centros para atendê-las, especialmente em grandes centros, como a capital baiana e Feira de Santana, expandindo-se posteriormente a todos os territórios de identidade”, declarou.
Por fim, Pablo reforçou que a proposta visa garantir que os cidadãos baianos tenham acesso a diagnósticos e tratamentos adequados para doenças raras, “melhorando a qualidade de vida das pessoas afetadas por essas condições”.

Após emparedar a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, com perguntas sobre o conceito da palavra “mulher” nesta quinta-feira (6), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu uma jornalista que ironizou suas falas e disse que ele “não é homem”.
Por meio do X, a apresentadora da TV Fórum e editora do site Socialista Morena, Cynara Menezes, declarou que, visto que o parlamentar “se acha no direito de dizer quem é ou não mulher”, então ela pode dizer que “ele não é homem”.
O congressista respondeu a comunicadora da seguinte maneira:
– Podem dizer que eu não sou homem, mas eu posso provar. Podem dizer que mulher trans é mulher, mas não podem provar. Simples assim – escreveu.
Nikolas também printou a resposta de um internauta, que afirmou na postagem de Cynara: “Mas ele é ele”. A frase em questão faz referência a um episódio recente envolvendo o deputado e a parlamentar transexual Erika Hilton (PSOL-SP).
Nesta quarta (5), durante sessão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, Hilton teceu comentários ofensivos à aparência da deputada Júlia Zanatta (PL-SC).
– Você é ridícula. Você é feia. Ultrapassada. Vai hidratar esse cabelo. Vai se cuidar, pelo amor de Deus – declarou.
Enquanto as mulheres em volta comemoraram e Zanatta se calou, Nikolas Ferreira fez a defesa:
– Pelo menos ela é ela – disparou.
*Pleno.News
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O grupo “Fighters For Free North Korea” (Lutadores pela Coreia do Norte Livre), da Coreia do Sul, realizou uma ação ousada ao enviar balões carregados com dinheiro, panfletos políticos e pen drives contendo músicas k-pop e doramas, como “Winter Sonata”, para a Coreia do Norte. Essa iniciativa ocorreu na madrugada desta quinta-feira, 6, em resposta a Pyongyang.
Na semana anterior, a Coreia do Norte havia lançado 3.500 balões contendo 15 toneladas de lixo em direção à Coreia do Sul, provocando tensões e levando Seul a suspender seu pacto militar com o Norte. Como resultado, houve a retomada de atividades militares próximas à fronteira.
O método de enviar balões não é novo e remonta à Guerra Fria, quando ambos os países utilizavam essa estratégia para influenciar um ao outro. Naquela época, milhões de panfletos foram disseminados tanto na Coreia do Sul quanto na Coreia do Norte.
Park Sang-Hak, líder do grupo “Fighters For Free North Korea”, exibiu panfletos com imagens do ditador Kim Jong-Un e sua irmã, Kim Yo-Jong, acompanhados da mensagem: “O inimigo do povo, Kim Jong-Un, enviou sujeira e lixo para os cidadãos da República da Coreia, mas nós, desertores, enviamos verdade e amor aos nossos compatriotas norte-coreanos”.
Recentemente, dez balões foram lançados da cidade fronteiriça de Pocheon, carregando 200 mil panfletos, 5.000 pen drives com vídeos de k-pop e dramas coreanos, além de 2.000 notas de um dólar. O governo sul-coreano afirmou que estava monitorando o envio de panfletos sobre a fronteira, embora a prática seja amparada por uma decisão judicial que considera a proibição inconstitucional.
Em 2020, Pyongyang demoliu um escritório intercoreano em Kaeson, na fronteira, devido aos balões. Seul proibiu a prática, mas essa medida foi posteriormente revertida por um tribunal superior.
O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, reafirmou seu compromisso com a paz através da força, visando transformar o Norte e restaurar a liberdade e os direitos humanos. As provocações cessaram após Seul ameaçar transmitir propaganda política e música k-pop ao longo da fronteira, uma prática suspensa há seis anos.
Apesar das tensões, o grupo “Fighters For Free North Korea” declarou que continuará enviando panfletos até que Kim Jong-un se desculpe, embora essa possibilidade seja improvável. Segundo a organização, “Kim Jong-un infligiu o pior insulto e humilhação a 50 milhões de pessoas do nosso povo”.
Informações TBN

A taxa de fecundidade no Japão, que já havia registrado uma queda significativa ao longo de muitos anos, atingiu um novo mínimo histórico. O governo está intensificando esforços para incentivar os jovens a casar e formar famílias, inclusive lançando seu próprio aplicativo de encontros.
No ano passado, a nação com uma população de 123,9 milhões de habitantes registrou apenas 727.277 nascimentos, de acordo com dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar. A taxa de fecundidade, que representa o número total de nascimentos que uma mulher tem durante sua vida, caiu de 1,26 para 1,20.
Para manter uma população estável, é necessário um índice de fertilidade de 2,1. Qualquer valor acima disso resulta em expansão populacional, como ocorre na Índia e em muitos países africanos.
No entanto, no Japão, a taxa de fecundidade permaneceu bem abaixo desse limiar estável de 2,1 por meio século, de acordo com especialistas. Pela primeira vez desde a crise global do petróleo em 1973, que levou as economias à recessão, o número de crianças por mulher caiu abaixo desse nível.
Nos últimos anos, essa tendência de declínio se acentuou, com o número de mortes superando o de nascimentos, resultando na diminuição da população total. Isso tem implicações de longo prazo para a força de trabalho, a economia, o sistema de seguridade social e o tecido social do Japão.
Em 2023, o país registrou 1,57 milhão de mortes, mais que o dobro do número de nascimentos.
Além disso, os japoneses enfrentam desafios no âmbito matrimonial: o número de casamentos diminuiu em 30.000 no ano passado em comparação com 2022, enquanto os divórcios aumentaram.
Os especialistas preveem que esse declínio continuará por várias décadas e é, em certa medida, irreversível devido à estrutura demográfica do país. Mesmo que o Japão aumentasse sua taxa de fertilidade amanhã, a população continuaria a diminuir até que a proporção desequilibrada entre jovens e adultos mais velhos se estabilizasse.
O governo está tomando medidas para mitigar o impacto, incluindo a expansão de instalações de cuidados infantis, subsídios habitacionais para pais e, em algumas cidades, até mesmo incentivos financeiros para casais terem filhos.
Em Tóquio, as autoridades locais estão experimentando uma nova abordagem: o lançamento de um aplicativo de encontros gerenciado pelo governo, atualmente em fase de testes e com previsão de operação completa ainda este ano.
O site do aplicativo incentiva os usuários a considerá-lo como o “primeiro passo” para encontrar parceiros. O sistema de combinação utiliza inteligência artificial fornecida pelo Governo Metropolitano de Tóquio. Os usuários fazem um “teste de diagnóstico de valores” e podem inserir características desejadas em um futuro parceiro.
O bilionário Elon Musk também comentou sobre o aplicativo no antigo Twitter, afirmando: “Estou feliz que o governo do Japão reconheça a importância desse assunto. Se não forem tomadas medidas radicais, o Japão (e muitos outros países) desaparecerão!”.
Especialistas, no entanto, acreditam que esse cenário é improvável. Espera-se que a taxa de fertilidade se estabilize em algum momento, e o Japão, embora possa passar por mudanças significativas, não simplesmente desaparecerá.
Informações TBN

Os danos causados pela tragédia de enchentes no Rio Grande do Sul ultrapassam centenas de milhões de reais.
Perdas humanas não têm preço, mas os danos materiais também são impactantes. Além de residências e estabelecimentos comerciais, o número de veículos atingidos é difícil de calcular. Segundo estimativa da Bright Consulting, o contingente pode ser superior a 200 mil.
Desses, nem todos contam com cobertura de seguro para acidentes naturais e os respectivos donos não deverão ser indenizados.
Há dois tipos de categoria de seguro: completo/total e parcial.
Segundo Samuel Saucedo, corretor de seguros, “o total possui entre suas principais coberturas as seguintes: roubo, furto, colisão, queda de árvores, muros e enchentes e alagamentos”.
Embora possa haver diferenças entre as apólices de cobertura completa, os principais termos costumam ser esses – lembre-se de verificar o que diz o seu contrato.
As diferenças são mais amplas em relação aos seguros parciais. A pedido do UOL Carros, Samuel dividiu a categoria em três tipos principais.
1 – Tem o seguro que cobre tão somente o roubo e/ou furto. Este não indeniza nem colisão, tampouco enchentes ou alagamentos. Então, quem contrata esse tipo de apólice não receberá a indenização.
2 – Existe o seguro que cobre incêndio e colisão e aí tem que ver se, dentro da cobertura de colisão que essa seguradora está oferecendo, ela inclui alagamento e enchente. Se a resposta for negativa, e o cliente não contratou essa proteção adicional, ele também não receberá sua indenização.
3 – Tem, ainda, os seguros que cobrem o roubo, furto e colisão, incluindo enchente e alagamento, mas aí a cobertura para esses riscos é somente se houver a perda total do veículo. Nesse caso, o cliente somente será indenizado se os dados superarem 75% do preço médio do veículo na Tabela Fipe, caracterizando a perda total. Portanto, se a enchente ou o alagamento causar danos inferiores aos 75% da Tabela Fipe, o proprietário não será ressarcido.

As diferenças de preços entre os tipos de apólices podem ser enormes, embora não seja possível cravar com exatidão.
“Essa diferença não dá para determinar um valor, porque depende muito de fatores como bônus, tempo de seguro (desconto de renovação) e perfil do cliente, afirma o especialista.
“Mas com certeza, quando se trata de um seguro novo, eu vejo que muitas vezes o chamado seguro total ou completo custa o dobro de valor e, muitas vezes, até mais do que isso”, calcula.
A despeito de ser uma diferença grande, há casos em que vale a pena passar para uma categoria com cobertura mais abrangente.
“Para quem já tem mesmo o seguro parcial há muito tempo, muitas vezes vale a pena passar para o seguro total porque a diferença acaba ficando entre 30% e 50% maior. Aí, vale o esforço”, recomenda Samuel.
A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) informa que “historicamente, o Estado do Rio Grande do Sul possui uma cultura de seguro acima da média do Brasil – a entidade diz ter “certeza de que as empresas do setor não estão medindo esforços no apoio necessário para seus clientes neste momento”.
Somente considerando o seguro auto, foram 8.216 registros de sinistro até agora, referentes a indenizações que superam os R$ 557 milhões no estado gaúcho.
Informações UOL