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Sindicatos protestam contra reforma trabalhista histórica

Presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Flickr
Presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Flickr

A Argentina amanheceu paralisada nesta quinta-feira, 19, devido a uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT). O movimento ocorre no momento em que a Câmara dos Deputados inicia a discussão da reforma trabalhista enviada pelo governo de Javier Milei. A paralisação provocou o cancelamento em massa de voos internacionais e domésticos, afetando diretamente as rotas que ligam o país ao Brasil. As companhias Latam, Gol e Aerolíneas Argentinas confirmaram a suspensão de operações em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário.

Em resposta à mobilização, o Ministério da Segurança adotou uma postura incomum ao determinar “medidas de segurança” para os profissionais de imprensa. O governo recomendou que jornalistas evitem o posicionamento entre manifestantes e forças policiais, estabelecendo “zonas exclusivas” para os meios de comunicação em ruas laterais ao Congresso. O comunicado adverte para situações de risco e afirma que as forças de segurança agirão diante de qualquer ato de violência, logo que os protestos da semana passada terminaram em confrontos e dezenas de detidos.

Mudanças estruturais na legislação trabalhista da Argentina

O projeto de lei defendido por Javier Milei representa a maior alteração nas normas laborais da Argentina desde os anos 1970. O texto busca flexibilizar contratos, ampliar o período de experiência para até seis meses e reduzir custos de indenização por demissão. Para viabilizar a aprovação na Câmara — o Senado já deu o aval na semana passada —, o governo retirou pontos polêmicos, como a permissão para pagamento de salários em moeda estrangeira ou carteiras digitais.

A reforma atinge diretamente o poder dos sindicatos ao classificar setores como saúde, transporte e segurança como serviços essenciais, exigindo a manutenção de 50% a 75% da prestação de serviço durante greves. Outro ponto central é o combate à informalidade, que atinge 40% dos trabalhadores argentinos. A proposta elimina multas por falta de registro, criando mecanismos para a regularização de vínculos, enquanto formaliza os trabalhadores de plataformas digitais como independentes com seguro de proteção.

Informações Revista Oeste


Depoimento do banqueiro já mudou de data duas vezes

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil Money

Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a antecipação do depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a próxima segunda-feira (23), às 16h, no Senado Federal. O anúncio foi feito nesta quarta (18), nas redes sociais do senador.

Inicialmente previsto para o dia 5 deste mês, o depoimento havia sido adiado para a próxima quinta (26), em razão de um problema de saúde alegado pela defesa de Vorcaro. Desta vez, a oitiva foi antecipada, segundo o parlamentar, para garantir “prioridade absoluta aos trabalhos” da CPMI, que apura supostas irregularidades envolvendo empréstimos consignados e prejuízos a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Quando anunciou o adiamento, Viana afirmou, em entrevista coletiva, que pode determinar a condução coercitiva caso Vorcaro não compareça.

– Agiremos como a Constituição nos garante. Isso foi conversado com o ministro Dias Toffoli, do STF, que ele terá de vir à CPMI. Isso está acertado. Ele virá por boa vontade. Se não vier, usarei da minha autoridade como presidente da comissão para trazê-lo aqui – declarou o senador na ocasião.

No comunicado desta quarta (18), Viana reiterou que o foco da CPMI é a investigação de irregularidades envolvendo empréstimos consignados e os prejuízos causados aos beneficiários.

– O nosso compromisso é com o Brasil. É com as viúvas, órfãos e aposentados do nosso país que foram lesados justamente por quem mais deveria defendê-los – afirmou.

O senador também disse que a comissão atuará “com firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”.

*AE


Decisão cita ausência de nexo causal em acusações que iam de ‘rachadinhas’ a genocídio

Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar a representação que solicitava a abertura de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus familiares por supostos crimes cometidos durante a pandemia de Covid-19 e por uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo o órgão, não há elementos mínimos nem comprovação documental que justifiquem a apuração.

De acordo com a decisão, a notícia de fato foi fundamentada em informações genéricas e inespecíficas, sem a apresentação de provas ou de fatos concretos. O despacho foi assinado pela procuradora da República Luciana Furtado de Moraes, do Núcleo Criminal da Procuradoria da República em Minas Gerais.

A representação atribuía a Bolsonaro e a familiares crimes como genocídio durante a pandemia de Covid-19, envolvimento com milícias, tráfico de drogas, corrupção, prática de “rachadinhas”, envenenamento de autoridades, perseguição política, uso indevido da Abin e atentados à ordem democrática.

Na decisão, o MPF afirmou que os conteúdos citados no pedido têm natureza jornalística ou opinativa e não possuem valor probatório, além de não especificarem fatos concretos a serem investigados. O órgão também destacou que as informações apresentadas são genéricas e baseadas em relatos pessoais e avaliações subjetivas.

“Tais passagens, contudo, não estabelecem nexo causal identificável com condutas atribuídas a agentes públicos federais, tampouco apresentam elementos que indiquem verossimilhança ou que permitam qualquer providência investigativa por parte do MPF”, afirmou a procuradora.

O MPF informou ainda que o autor da representação tem prazo de dez dias para recorrer da decisão. O processo tramita sob sigilo, a pedido do denunciante.

Informações Bahia.ba


Mesmo fora da relatoria, magistrado permanece apto a votar em recursos e decisões colegiadas

toffoli master
O ministro Dias Toffoli, durante sessão plenária no STF – 12/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master, mas sua saída do processo não é definitiva. Por integrar a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o magistrado poderá participar de eventuais julgamentos e análises de recursos relacionados ao caso, logo que o colegiado for acionado. De acordo com informações publicadas pela CNN, a permanência de Toffoli como julgador é juridicamente possível, porque não houve uma declaração formal de suspeição ou impedimento.

A decisão de entregar a relatoria ocorreu durante uma reunião com os demais ministros da Corte, na qual o tribunal emitiu uma nota de apoio ao colega. O movimento de Toffoli visou a “amenizar as críticas” e “acalmar os ânimos” em Brasília, sem que o magistrado admitisse nenhum conflito de interesse. Como o novo relator, André Mendonça, também faz parte da 2ª Turma, os processos do Banco Master naturalmente tramitarão sob o escrutínio dos cinco ministros que compõem o grupo.

A competência das turmas e o silêncio sobre a suspeição

No rito atual do STF, a competência para julgar inquéritos e ações penais cabe prioritariamente às turmas, e não ao plenário completo. Por esse motivo, Toffoli mantém o poder de voto em decisões que podem definir o futuro de Daniel Vorcaro e demais investigados na Operação Compliance Zero. 

Uma nota oficial divulgada pelo STF reforçou que Dias Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República enquanto esteve no comando do caso. O tribunal sustentou que “não é caso de cabimento para a arguição de suspeição”, tratando o afastamento da relatoria apenas como uma conveniência institucional para o “bom andamento dos processos”. Essa blindagem jurídica permite que o magistrado retome o protagonismo no caso logo que os recursos cheguem à pauta de votação da 2ª Turma.

Pressão política e desdobramentos no Congresso

A possibilidade de Toffoli seguir como julgador mantém a temperatura elevada no Congresso Nacional. Parlamentares da oposição argumentam que o simples afastamento da relatoria é insuficiente diante das mensagens interceptadas pela PF que mencionam transações financeiras ligadas a empresas da família do ministro. Para a ala que defende o impeachment do magistrado, a participação dele em qualquer julgamento do Banco Master fere o princípio da imparcialidade.

Enquanto André Mendonça assume a gestão dos autos e a autorização de novas diligências, o tribunal tenta sinalizar normalidade institucional. Entretanto, o caso Master permanece como um ponto de desgaste para a imagem da Corte.

Informações Revista Oeste


PGR entendeu que não há provas suficientes para embasar a denúncia

© Lula Marques/ EBC

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) o arquivamento de um inquérito aberto para investigar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.

A investigação foi aberta em junho do ano passado após Zambelli afirmar durante uma entrevista que, após ter fugido do Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao governo do presidente Donald Trump.

Ela também declarou que pretendia adotar o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a “prática de condutas ilícitas”. A apuração foi aberta antes de Zambelli ser presa na Itália. 

Na decisão, o ministro acolheu pedido de arquivamento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR entendeu que não há provas suficientes para embasar uma denúncia contra a ex-deputada.

“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu o ministro.

Fuga

Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil.

A decisão final sobre o processo de extradição será tomada durante uma audiência que será realizada pela Justiça italiana nas próximas semanas.


Enredo homenageou o mestre de bateria Ciça

© Tata Barreto/Riotur

A Unidos da Viradouro é a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. O resultado foi anunciado nesta quarta-feira (18), depois da apuração dos votos do Grupo Especial que ocorreu na Cidade do Samba, no bairro da Gamboa, região central da cidade.

O título veio depois de um total de 270 pontos. A vice-campeã foi a Beija-Flor, com 269,9 pontos, ao lado da Vila Isabel, com a mesma pontuação. Mais três agremiações completam o pódio: Salgueiro (269,7 pontos), Imperatriz (269,4) e Mangueira (269,2). Todas elas participam do Desfile das Campeãs no próximo sábado (21), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

A Viradouro levou para o Sambódromo o enredo Para cima, Ciça!, que celebra os 70 anos de Moacyr da Silva Pinto, o mais longevo mestre de bateria de uma escola de samba em atividade.

Durante o desfile, o mestre homenageado participou da comissão de frente e do último carro alegórico, regendo os ritmistas. Além da Viradouro, Ciça já regeu as baterias da Unidos da Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e Estácio de Sá, onde começou em 1988.

O mestre, reconhecido pelas bem ensaiadas paradinhas das baterias, liderou a percussão em dois dos três carnavais vencidos pela Viradouro (2020 e 2024) e em um desfile ganho pela Estácio de Sá (1992).

Este é o quarto título da Viradouro no Carnaval do Rio de Janeiro. O último troféu da escola havia sido em 2024. Na lista de maiores campeãs, a Portela permanece na liderança com 22 títulos, seguida de Mangueira (20), Beija-Flor de Nilópolis (15), Salgueiro, Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense (9).

A Acadêmicos de Niterói foi a rebaixada deste ano para a Série Ouro com 264,6 pontos. A escola trouxe o enredo Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil.

A agremiação que ocupará a vaga da Acadêmicos de Niterói será conhecida na quinta-feira (19), quando sai o resultado oficial da apuração de votos da Série Ouro.

Fonte: agência Brasil


A certificação valoriza os esforços e as práticas exitosas das secretarias de educação que se destacam na promoção de uma alfabetização de qualidade

A Prefeitura Municipal de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), celebra com entusiasmo a conquista do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização / Categoria Bronze, reconhecimento promovido pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) do Ministério da Educação (MEC). A certificação valoriza os esforços e as práticas exitosas das secretarias de educação que se destacam na promoção de uma alfabetização de qualidade para as crianças brasileiras.  

Instituído em 2023, o CNCA visa assegurar que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, por meio da articulação de políticas públicas, formações pedagógicas e gestão integrada entre União, estados, municípios e Distrito Federal. O Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização é concedido em três categorias: bronze, prata e ouro, de acordo com critérios de avaliação que incluem colaboração intergestores, formação continuada de professores, implementação de políticas de alfabetização e utilização de materiais didáticos de apoio.  

A obtenção do Selo Bronze representa o resultado de um trabalho sólido e dedicado da equipe pedagógica da Seduc, que atuou com foco na efetivação de práticas inovadoras e no acompanhamento contínuo da aprendizagem dos estudantes. Desde a preparação da documentação para a inscrição até a implementação das ações junto às escolas da rede municipal, cada etapa foi marcada pelo compromisso com a alfabetização na idade certa.

Para o secretário de Educação, Pablo Roberto, o Selo Bronze é um marco para Feira de Santana. “Ele reconhece o trabalho incansável da nossa equipe pedagógica, o empenho dos gestores escolares, dos professores e de todos os profissionais da Seduc que acreditam na educação como ferramenta de transformação social. Essa conquista reforça que estamos no caminho certo para garantir que nossas crianças aprendam a ler e escrever com qualidade desde os primeiros anos”, afirmou. 

A articuladora do CNCA no município, Sammara Chaves, ressalta a importância do reconhecimento para consolidar a alfabetização como prioridade na agenda educacional. “Essa conquista reflete o compromisso de todos os envolvidos, desde a gestão às salas de aula. Cada ponto conquistado no processo de avaliação representa semanas de trabalho, formação, planejamento e escuta ativa das necessidades das nossas escolas. Estamos muito orgulhosos, mas também motivados a avançar ainda mais em 2026 em busca do Selo Ouro”, comenta Samara. 

Com o reconhecimento conquistado em 2025, Feira de Santana já se prepara para a próxima edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, com o objetivo claro de alcançar a Categoria Ouro em 2026. Para isso, a Seduc seguirá fortalecendo as formações continuadas, ampliando as práticas pedagógicas bem-sucedidas e incentivando a cooperação entre gestores, coordenadores, professores e toda a comunidade escolar.

Com informações da Secretária Municipal de Comunicação Social ( SECOM).


Oportunidades contemplam diversos níveis de escolaridade e setores da economia local; atendimento na unidade segue em ritmo normal.

Mesmo com o expediente administrativo da Prefeitura de Feira de Santana concentrado no turno vespertino nesta quarta-feira (18), a Casa do Trabalhador iniciou o dia em ritmo acelerado, disponibilizando 54 vagas de emprego. A iniciativa da Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC) garante que o serviço de intermediação de mão de obra não sofra interrupções, priorizando o cidadão que busca inserção imediata no mercado formal.

As oportunidades do dia abrangem setores estratégicos, com destaque para a construção civil e indústria, que ofertam vagas para pintor de obras (12), pedreiro (9) e soldador industrial (7). O setor de serviços e comércio também apresenta demanda para funções como promotor de vendas (4), supervisor de vendas (4), instalador fotovoltaico (4), agente de portaria (3) e motorista entregador (3). Há ainda postos para design gráfico (2), balconista (2), além de vagas para auxiliar de limpeza (1) e vendedor interno (1), cozinheiro em geral (1) e cozinheiro em serviços domésticos (1).

A secretária Márcia Ferreira, ressalta o compromisso com a empregabilidade. “Nosso trabalho de conectar o trabalhador às empresas parceiras é contínuo e prioritário. A equipe técnica permanece mobilizada desde as primeiras horas para garantir que essas 54 chances de emprego cheguem a quem mais precisa e que o atendimento não pare”, destaca.

Inclusão e empregabilidade

O painel de vagas também mantém o foco na inclusão social e no fortalecimento da mão de obra feminina através do programa Empregabilidade da Mulher, com vagas para cozinheira e vendedora. A gestão municipal também mantém a reserva de postos para Pessoas com Deficiência (PCD), a exemplo da função de empacotador à mão, reforçando as políticas de assistência e inserção produtiva.

Atendimento

Os candidatos interessados devem comparecer à sede da Casa do Trabalhador, localizada na Rua Desembargador Felinto Bastos, nº 527A (antiga Rua de Aurora), no Centro. O horário de funcionamento é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Para a realização do cadastro e encaminhamento, é necessário apresentar RG, CPF, Carteira de Trabalho (física ou digital) e currículo atualizado. Mais informações podem ser obtidas através dos telefones (75) 3614-2551 ou 3614-2550.


O novo ano chegou e, com ele, aquele ritual conhecido por milhões de brasileiros: conferir o contracheque, calcular se o dinheiro vai render até o fim do mês, reorganizar o orçamento doméstico. Para aposentados e pensionistas, essa revisão ganha contornos ainda mais delicados quando os números insistem em não fechar. Há quem note um pequeno aumento — tímido, mas presente. Há quem espere em vão por uma mudança que não virá. Entre uns e outros, ergue-se uma divisão invisível, mas determinante: a paridade de remuneração.

De acordo com o advogado especialista em direito previdenciário e mestre em direito econômico e desenvolvimento do Azi e Torres Associados, Victor Campelo, “o sistema previdenciário dos servidores públicos estaduais da Bahia opera sob duas lógicas distintas, e compreender essa diferença é essencial para que o aposentado saiba exatamente o que esperar do seu benefício em 2026. Não se trata de privilégio ou arbitrariedade, mas de regimes jurídicos diferentes que geram efeitos práticos bastante concretos no bolso de cada um”.

Essa divisão entre categorias reflete-se diretamente no reajuste — ou na ausência dele. E aqui reside uma peculiaridade que merece ser compreendida pelo leitor comum, pois explica, em grande parte, por que alguns aposentados veem seus proventos subirem automaticamente enquanto outros permanecem estagnados.

“Existem, basicamente, duas categorias de aposentados estaduais: aqueles sem paridade de remuneração e aqueles com paridade. Para os primeiros, o reajuste é automático e segue as mesmas regras aplicadas aos beneficiários do INSS. O artigo 54 da Lei Estadual nº 14.250/2023 é claro ao determinar que ‘os benefícios de aposentadoria e pensão serão reajustados nos termos estabelecidos para o Regime Geral de Previdência Social’. Isso significa que, em 2026, esses aposentados terão aumento de 3,9%, conforme o INPC — o mesmo índice que regula os benefícios federais”, explica o especialista.

Ainda assim, mesmo com a garantia legal de reajuste, há uma questão delicada que precisa ser mencionada: o INPC de 2024 ficou em 3,9%, enquanto a inflação oficial (IPCA) alcançou 4,26%. Na prática, isso representa uma perda real de 0,36 ponto percentual no poder de compra. Ou seja, o reajuste existe, mas não compensa integralmente a alta dos preços.

“Para quem tem paridade de remuneração, a situação é diferente. A Constituição Federal assegura que esses aposentados só recebem reajuste quando houver aumento concedido aos servidores em atividade. Não há automaticidade. Tudo depende de negociação entre governo e categorias, de aprovação na Assembleia Legislativa, de sanção do governador. Nos últimos anos, a Bahia concedeu reajustes pontuais: 4% em 2024 e, em setembro de 2025, aumentos escalonados em cerca de 10% para 55 categorias específicas, beneficiando cerca de 45 mil servidores”, continua Dr. Victor.

A ausência de previsibilidade é, talvez, o elemento mais angustiante para esse grupo. Diferentemente de quem tem reajuste automático pelo INPC, o aposentado com paridade pode passar anos sem aumento — como ocorreu entre 2015 e 2022 —, vendo a inflação corroer silenciosamente seus proventos.

“Quando não há lei estadual concedendo reajuste aos servidores da ativa, os aposentados com paridade ficam com os salários congelados. E isso não é uma falha do sistema: é exatamente como o sistema foi desenhado. A paridade vincula o aposentado à sorte da sua categoria. Se há negociação bem-sucedida, ele se beneficia. Se não há, ele espera. E enquanto espera, paga mais caro pelo arroz, pelo remédio, pela conta de luz”, afirma.

Ainda segundo o advogado, “o cidadão que abre o extrato bancário em fevereiro e não enxerga aumento algum, que recalcula o orçamento pela terceira vez no mês, que se pergunta por que o vizinho teve reajuste e ele não, talvez não saiba que por trás dessa diferença existem normas — normas constitucionais, leis estaduais, reformas de previdência. Há lógicas jurídicas que separam quem tem garantia automática de quem depende de lei futura. E é justamente essa falta de clareza que gera insegurança, frustração e, muitas vezes, a sensação de abandono”.

Enquanto isso, os 21,9 milhões de brasileiros que recebem o piso previdenciário (um salário mínimo) tiveram reajuste de 6,79%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621 — um ganho real acima da inflação. O contraste é evidente: quem ganha menos foi mais protegido; quem ganha acima do mínimo federal teve perda real; quem depende de paridade estadual vive na incerteza.

“Conhecer esses mecanismos é o primeiro passo para transformá-los. A informação qualificada permite que o servidor aposentado se organize, que cobre seus direitos com propriedade, que participe ativamente das discussões sobre política previdenciária. Cada avanço conquistado — seja no âmbito federal, com o salário mínimo valorizado, seja no estadual, com reajustes negociados categoria por categoria — representa um tijolo a mais na construção de um sistema previdenciário verdadeiramente justo. O caminho é longo, mas não impossível. A aposentadoria pode — e deve — significar descanso merecido, segurança financeira e dignidade plena”, conclui Dr. Victor Campelo.

Foto: Caio Lírio


Ainda é muito comum na sociedade brasileira ver as famílias minimizando as dores e sentimentos de uma criança. Um exemplo clássico disso é quando uma criança é questionada porque está chorando por besteira e quando é verbalizado para ela, que ela tem que engolir o choro.

As crianças que cresceram na desordem familiar e que foram exigidas a tomar atitudes adultas de forma prematura, crescem sem entender as suas emoções e achando que podem lidar com tudo sozinha, para não atrapalhar ninguém.

Hoje é muito comum vermos muitos adultos achando que precisam dar conta de tudo sozinhos. O indivíduo vive num processo de autocobrança, e dentro desse processo não se permite ser acolhido por ninguém e muitas vezes adoece.

De acordo com a psicóloga Bianca Reis: “quando a sua criança interior está ferida é comum o adulto entrar num processo de autocobrança, muito desafiador, adoecedor e sem conseguir impor limites a si mesmo”.

A criança interior nada mais é, que uma parte do nosso inconsciente, onde estão algumas experiências e comportamentos da nossa infância, além das emoções que foram reprimidas. A autocobrança, por sua vez, é a pressão que um indivíduo coloca sobre ele mesmo, na busca de atingir determinadas metas e objetivos de forma perfeita e conforme as expectativas que ele mesmo estabelece.

O adulto que vive nesse processo de autocobrança, não se permite errar, ser acolhido, chorar, fraquejar, quer sempre estar em evidência de uma figura forte, que não precisa de acolhimento ou ajuda de ninguém. Esse adulto transborda a figura de sua criança interior, que na infância precisou ter atitudes e obrigações adultas de maneira prematura, e se desenvolveu acreditando que é sua obrigação organizar a instabilidade do ambiente em que vive.

Ainda segundo a psicóloga Bianca Reis, “muitas vezes, a porta de entrada para uma autocobrança tão exacerbada na fase adulta, começa justamente na infância, quando não é ensinado para a criança de maneira firme, porém afetuosa o que é certo e errado, e sobre suas emoções e as emoções dos outros. Quando a criança não é acolhida, e suas dores e sentimentos além de não serem respeitados, são minimizados”.

Com informações da assessoria de comunicação.