
O Bahia inicia 2026 consolidado como o oitavo elenco mais valioso do futebol brasileiro e o clube mais caro de todo o Nordeste. O levantamento da plataforma TransferRoom, divulgado em janeiro, atribui ao plantel tricolor o valor de 119,3 milhões de euros, o equivalente a R$ 750,23 milhões, resultado de uma temporada 2025 que combinou desempenho esportivo, vendas recordes e valorização individual de peças-chave.
A cifra posiciona o Esquadrão de Aço entre os dez primeiros do país, à frente de Santos, Red Bull Bragantino, Atlético-MG, Grêmio e São Paulo. Para um clube que há pouco mais de três anos aderiu ao modelo de SAF sob gestão do City Football Group, o salto patrimonial traduz uma estratégia clara de identificação de talentos, performance esportiva e revenda lucrativa.
Monitoramento do mercado e os agentes que acompanham as movimentações
O valor de mercado de um elenco não interessa apenas a dirigentes e torcedores. Hoje, diferentes atores do ecossistema do futebol monitoram oscilações de preço, janelas de transferência e cláusulas contratuais como parte de operações de inteligência de mercado. Fundos de investimento, plataformas de dados e até mesmo as bets autorizadas acompanham o mercado da bola de perto, utilizando variações nos elencos e perfis de jogadores para calibrar suas análises. Lembre-se: Saiba quando apostar e quando parar.
No caso do Bahia, a exposição continental via Libertadores e a presença de atletas convocados ampliam esse radar externo, tornando o clube um dos mais observados fora do eixo Rio-São Paulo.
Como a inteligência de dados impacta avaliações
Plataformas como TransferRoom e Transfermarkt cruzam informações de desempenho, idade, posição e duração de contrato para gerar estimativas. Esses dados orientam não só negociações entre clubes, mas também a precificação de ativos por parte de agentes externos ao futebol que dependem de informação confiável para suas operações.
Onde o Bahia se encaixa no ranking nacional?
O top 8 do levantamento da TransferRoom para 2026 evidencia a concentração financeira no topo da pirâmide:
Palmeiras (R$ 1,682 bilhão)
Botafogo (R$ 1,244 bilhão)
Flamengo (R$ 1,225 bilhão)
Cruzeiro (R$ 913,42 milhões)
Vasco (R$ 864,68 milhões)
Corinthians (R$ 790,16 milhões)
Fluminense (R$ 759,1 milhões)
Ainda assim, a distância para o sétimo colocado, o Fluminense, é de apenas R$ 8,87 milhões, o que torna uma boa janela de reforços suficiente para reordenar posições. As últimas movimentações do Bahia no mercado indicam que o clube segue ativo na busca por peças que possam elevar tanto o nível técnico quanto o patrimônio do elenco.
Segundo dados do Transfermarkt, o valor de mercado do plantel saltou de €108,50 milhões em setembro de 2025 para €111,05 milhões ao fim da temporada, um crescimento de aproximadamente 2,3% em três meses, mesmo após a saída de Lucho Rodríguez.
Vendas recordes e valorização interna
A venda de Lucho Rodríguez ao Neom SC, da Arábia Saudita, por 22 milhões de euros (R$ 139,3 milhões) em setembro de 2025 foi o grande marco financeiro do ano. A transação representou mais do que o dobro do investimento feito na contratação do atacante uruguaio em 2024 e entrou no top 10 das maiores vendas do futebol brasileiro naquela temporada.
O Bahia ainda reteve 25% dos direitos econômicos do jogador, garantindo participação em negociações futuras. Esse modelo de revenda, típico do City Football Group, vem se repetindo: comprar jovens com potencial de valorização, desenvolver em campo e negociar com margem de lucro.
Ativos de maior valor no elenco atual
Atualmente, Jean Lucas lidera a lista dos jogadores mais caros do Bahia, avaliado em 12 milhões de euros (R$ 77,6 milhões). Logo atrás aparecem Erick Pulga, Luciano Juba e Santiago Ramos Mingo, cada um cotado em torno de 11 milhões de euros.
Os três últimos figuraram entre os 20 jogadores mais valorizados do Brasil em 2025, com crescimento conjunto superior a R$ 150 milhões, segundo levantamento do mercado nacional publicado no fim do ano passado. Pulga, por exemplo, foi comprado do Ceará por R$ 18,8 milhões e já teve proposta recusada de R$ 51 milhões poucos meses depois.
Os planos para 2026
O Bahia disputará quatro competições nesta temporada: Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil e Campeonato Baiano. A participação continental, pelo segundo ano consecutivo, é fator direto de valorização, pois amplia a vitrine dos atletas.
Os indicadores a serem monitorados incluem minutos jogados por atletas sub-23, convocações para seleções nacionais e eventuais cláusulas de bônus atreladas a metas esportivas. A combinação entre governança profissional, desenvolvimento de jovens talentos e gestão financeira disciplinada definirá se o valor de mercado do Bahia continuará em trajetória ascendente ao longo de 2026.
Informações Bahia.ba

O hit “Vampirinha”, interpretado por Ivete Sangalo, foi a música escolhida pelo público na votação do Troféu Bahia Folia 2026, da TV Bahia. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (18).
Com a vitória, Ivete se torna heptacampeã da premiação. A artista já havia conquistado o título em 2002 (Festa), 2009 (Cadê Dalila), 2020 (O Mundo Vai), 2021 (Tá Solteira, Mas Não Tá Sozinha), 2024 (Macetando) e 2025 (O Verão Bateu em Minha Porta).
Composição de Ivete Sangalo, Samir Trindade, Luciano Chaves e JnrBeats, “Vampirinha” conquistou 51,27% dos votos na disputa.
A segunda colocada foi “Panamera”, de Tony Salles, com 13,25%. Em terceiro lugar ficou “O Baiano Tem o Molho”, de O Kannalha, com 12,02%. Já “Plugin da Bagaceira”, de Claudia Leitte, terminou na quarta posição, com 9,05%.
Informações Bahia.ba

A Receita Federal negou, nesta terça-feira, 17, ter havido acesso a dados fiscais sigilosos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de familiares. No mesmo dia, pela manhã, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia citado uma “apuração de possível vazamento indevido” que envolve informações fiscais de ministros, do PGR e de parentes.
A Receita afirmou, porém, que a menção do STF não significa que todos os citados sofreram acesso irregular. Segundo o órgão, os nomes foram incluídos na verificação dos registros.
Além disso, o Fisco declarou que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal”. O órgão citou inquérito aberto pela Corte em 12 de janeiro para apurar eventual vazamento de dados bancários de ministros e parentes que envolve a Receita e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
“O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa”, informou o órgão. “A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF. Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal.”
O esclarecimento ocorre no contexto de operação da Polícia Federal (PF) que investiga vazamento de dados sigilosos por consultas indevidas em bases da Receita. Por determinação do STF e a pedido da PGR, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia.
Não houve prisões. Em vez disso, a Justiça impôs medidas cautelares, como afastamento de função pública, tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país.
O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou a operação depois de representação da PGR. O inquérito avalia medidas adicionais, como perícia em computadores usados nas consultas e eventual quebra de sigilo telemático.
Informações Revista Oeste

A Igreja Católica iniciou nesta quarta-feira (18) o período da Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Em Feira de Santana, as celebrações começaram logo cedo na Catedral Metropolitana de Senhora Sant’Ana, onde a primeira missa foi realizada às 7h, reunindo fiéis para o rito da imposição das cinzas.
A data abre um ciclo de 40 dias voltado à oração, penitência e reflexão. Durante a homilia, o padre Paulo Tarso, pároco do Santuário, explicou o significado espiritual desse período para os cristãos.

“A quaresma é um tempo muito forte para a Igreja porque é exatamente esse tempo de preparação para a grande celebração do cristianismo, que é a ressurreição do Senhor. São quarenta dias de penitência, de oração, de silêncio”.
Ao refletir sobre o Evangelho do dia, o sacerdote recordou o momento em que Jesus enfrentou tentações no deserto.
“O texto vai dizer que Jesus foi impelido para o deserto e lá ele foi tentado pelo mal, mas venceu todas as investidas. Nesse tempo de quaresma também seremos tentados, serão muitas as investidas, mas nós iremos vencer. Vencer o mal, vencer a morte, a violência, a guerra. Como Cristo, seremos vencedores”.
Um dos pontos centrais da celebração foi a imposição das cinzas na cabeça ou na testa dos fiéis. Durante o gesto, são pronunciadas as frases: “Tu és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”, reforçando o sentido de conversão e renovação espiritual.
De acordo com o padre Paulo, o simbolismo das cinzas está ligado à humildade e à brevidade da vida. Ele também destacou que o período convida os fiéis a rever atitudes e buscar mudanças concretas no dia a dia.
“A cinza fala da nossa condição, da humildade e da fragilidade. A vida é efêmera. Do pó viemos e ao pó retornaremos. Precisamos viver bem, viver a caridade, o amor, construir um mundo melhor. É uma chamada à mudança de vida, a perceber a fugacidade da vida e o que estamos construindo de bom para a sociedade”.
Além das missas na Catedral, outras igrejas da cidade também realizam celebrações ao longo do dia. No Santuário Senhor dos Passos, as missas estão marcadas para as 12h e 19h30.
No Santuário de Santo Antônio dos Frades Capuchinhos, a celebração acontece às 19h. Já no Santuário Senhor do Bonfim, no bairro Cruzeiro, a missa será às 19h30.
À noite, às 19h, a programação na Catedral contará ainda com o lançamento da Campanha da Fraternidade na Arquidiocese de Feira de Santana. A celebração será presidida por Dom Itamar Vian, arcebispo emérito metropolitano.
*com informações do De Olho na Cidade
Foto: Isabel Bonfim

Um policial militar de 33 anos morreu na madrugada desta quarta-feira (18) após um grave acidente de moto na BA-522, na altura da localidade de Caroba, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador.
Jovictor Oliveira Santos morava em Feira de Santana e estava retornando do serviço de Carnaval na cidade de São Sebastião do Passé quando acabou colidindo com um animal que estava solto na pista.
Com o impacto, o policial ficou gravemente ferido. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas, prestaram os primeiros socorros no local e encaminharam a vítima para o Hospital Ouro Negro, mas ele não resistiu.
As guias para perícia e remoção do corpo foram expedidas. As circunstâncias do acidente serão investigadas.
O velório acontece nesta quarta-feira (18), na Pax Bahia, na Avenida Centenário, em Feira de Santana. O sepultamento está previsto para quinta-feira, às 9h.

A Operação Carnaval 2026 nas rodovias que cortam Feira de Santana terminou com um balanço preocupante. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve aumento no número de acidentes, inclusive graves, e o registro de duas mortes — situação diferente do Carnaval de 2025, quando não houve óbitos na região.
O balanço foi apresentado pela inspetora Livia Marcelino, que classificou o feriado deste ano como mais violento nas estradas federais que passam pelo município.
Segundo ela, além do crescimento no número de sinistros, dois casos terminaram em morte. Um deles foi registrado em Teofilândia, na BR-116, após uma colisão entre uma motocicleta e uma carreta. O outro aconteceu nas proximidades do posto da PRF de Feira de Santana, cerca de um quilômetro após a unidade, no sentido sul da rodovia.
Neste último caso, uma mulher de 66 anos morreu após ser atropelada enquanto atravessava a pista.
Reforço no policiamento
Apesar do aumento nos acidentes fora do anel viário, a PRF destacou que houve reforço no policiamento durante o período carnavalesco, principalmente no Anel de Contorno de Feira de Santana.
De acordo com a inspetora, foi mobilizado um dos maiores efetivos dos últimos anos, com motopoliciamento diário e viaturas atuando constantemente. Em alguns momentos, três equipes estavam simultaneamente nas ruas, além dos motociclistas responsáveis pelo patrulhamento do anel.
A corporação avalia que a presença ostensiva contribuiu para manter o anel viário com menos ocorrências graves.
Fiscalização intensificada
Durante a operação, a PRF registrou números expressivos:
• 590 autos de infração emitidos;
• 1.099 pessoas fiscalizadas;
• 765 testes de etilômetro realizados;
• 313 registros de radar;
• Dois veículos com sinais de adulteração identificados;
• Um mandado de prisão em aberto cumprido.
A inspetora reforçou que, além da fiscalização, a redução de acidentes depende da responsabilidade de motoristas e pedestres. Segundo ela, o respeito às leis de trânsito é fundamental para evitar novas tragédias nas estradas.

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) divulgou nota em que afirmou ver com “preocupação” as medidas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra servidores suspeitos de vazamento de dados fiscais de parentes de integrantes da Corte.
Segundo a Unafisco, as investigações ainda são “preliminares” pela própria Receita Federal e, por isso, é preciso respeitar o devido processo legal e da presunção da inocência.
– A Unafisco Nacional manifesta preocupação com a adoção de medidas cautelares gravosas contra Auditor-Fiscal em contexto ainda classificado como análise preliminar pela própria Receita Federal – diz a nota.
A entidade diz ainda que “defende que eventuais irregularidades sejam rigorosamente apuradas, mas sempre com observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade das medidas adotadas” e que a “aplicação de sanções cautelares extremas exige fundamentação robusta e lastro probatório consistente”.
O órgão lembra que já houve caso anterior em que houve punições a servidores que depois se mostraram inocentes das acusações.
– Em 2019, também utilizando o Inquérito das Fake News, o ministro Alexandre de Moraes afastou dois auditores fiscais acusados de vazamento de informações fiscais de parentes de ministros do STF. Posteriormente a acusação mostrou-se sem nenhum lastro probatório, tendo sido os dois auditores fiscais reintegrados – disseram.
SOBRE O CASO
Na manhã desta terça, a Receita Federal informou que detectou violação de informações de autoridades protegidas por sigilo no curso da investigação.
A Receita não especificou oficialmente se os dados vazados pertencem a ministros do Supremo e seus parentes. Contudo, diversos veículos de imprensa apuraram que houve quebra de sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, além do filho de um outro ministro da Corte.
O Supremo informou que “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”.
A Corte divulgou os nomes de quatro servidores públicos, da “própria Receita ou cedidos por outros órgãos”, suspeitos de acessarem ilegalmente as informações: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.
Os investigados foram afastados das funções e tiveram os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados. Eles estão proibidos de saírem das cidades onde residem e obrigados ao recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. Os suspeitos tiveram os passaportes retidos e estão proibidos de deixar o país e de ingressar nas dependências do Serpro – empresa pública de tecnologia – e da Receita.
Para a Unafisco, os servidores não podem ser transformados em “bodes expiatórios” para conflitos institucionais.
– Os auditores fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito. A Receita Federal é órgão de Estado e seus servidores não podem ser submetidos a exposição pública ou constrangimentos institucionais antes da conclusão das apurações – completa.
*AE
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Após dominar grandes premiações do Carnaval, o cantor Tony Salles reafirmou a sua vitória de uma forma inesquecível nesta terça-feira (17). O artista, que conquistou os troféus de Melhor Coreografia (TV Band) e Melhor Música (Macaco Gordo), surpreendeu os foliões do bloco “As Muquiranas” ao trocar o topo do trio elétrico pelo calor da “pipoca” em pleno circuito.
A desempenho de Tony Salles já estava sob os holofotes antes mesmo do desfile começar. O cantor foi o destaque, garantindo os prêmios mais cobiçados da folia baiana. Além das vitórias na Band e no selo Macaco Gordo, como os marcos da temporada.
No auge da alegria e em jeito de agradecimento, Tony realizou uma manobra que parou a avenida. Iniciando o percurso sobre a estrutura do caminhão, o artista desceu para o nível do solo, cantando cercado pelos milhares de foliões que acompanhavam o bloco.
Fonte: Bahia notícias
Ação integrada entre Deic e do DPT resulta no cumprimento de mandado de prisão preventiva no circuito Osmar

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), com apoio da Coordenação de Inteligência do Departamento de Polícia Técnica (DPT), cumpriu, na segunda-feira (16), um mandado de prisão preventiva contra uma mulher de 24 anos, no Circuito Osmar.
A diligência foi desencadeada a partir do compartilhamento de informações entre as equipes investigativas e de inteligência, que possibilitaram a identificação, localização e captura da suspeita. As investigações apotaram que a mulher é reincidente na prática de extorsão contra turistas, utilizando a oferta de pinturas corporais para constranger vítimas ao pagamento de valores elevados.
A investigada já havia sido presa em flagrante em agosto de 2025 pelo mesmo crime. Na ocasião, a prisão foi convertida em medidas cautelares diversas, incluindo recolhimento domiciliar noturno e monitoração eletrônica. Mesmo utilizando tornozeleira, ela foi novamente identificada em fevereiro deste ano circulando em circuitos carnavalescos, inclusive durante o período de restrição judicial, descumprindo determinação que a proibia de frequentar os locais da festa.
A reiteração delitiva e o descumprimento das cautelares fundamentaram a expedição do mandado de prisão preventiva. Este é o oitavo mandado de prisão preventiva cumprido no mês de fevereiro contra investigados que atuam como “pintores tribais” nos circuitos carnavalescos de Salvador.
Marcela Correia / Ascom PCBA
Especialistas reforçam vigilância global e destacam impacto do vírus no sistema nervoso central

O aumento recente de casos do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, reacende a atenção de autoridades de saúde em todo o mundo. Embora o vírus ainda não tenha sido detectado no Brasil e o risco de introdução ao país seja considerado baixo, o agente viral continua sob monitoramento rigoroso, em especial por sua capacidade de atingir o sistema nervoso central e provocar condições neurológicas graves.
O Nipah é um vírus zoonótico identificado pela primeira vez em 1998 na Malásia e classificado como um dos patógenos prioritários pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele é transmitido principalmente por morcegos frugívoros do gênero Pteropus e pode provocar uma doença sistêmica com quadros respiratórios e inflamação aguda do cérebro (encefalite), que pode evoluir para convulsões, coma e morte em uma proporção significativa de casos.
No cenário brasileiro, o Ministério da Saúde informa que, apesar da gravidade potencial da doença, não há qualquer indicação de risco iminente para a população. O país mantém vigilância epidemiológica contínua e protocolos de resposta a agentes altamente patogênicos em colaboração com instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Risco considerado baixo, mas vigilância ativa permanece
Segundo avaliação da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil, o risco de uma pandemia desencadeada pelo vírus Nipah é considerado baixo no momento, especialmente porque até o momento não foram confirmados casos fora do Sudeste Asiático. Além disso, a principal espécie de morcego que atua como reservatório natural do vírus não habita o território brasileiro, reduzindo a probabilidade de transmissão local.
Em nota divulgada recentemente, a pasta enfatizou: “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais.”
Especialistas alertam para atenção global
Para a neurocirurgiã Dra. Camila Moura , o fato de o vírus Nipah provocar inflamação severa no cérebro representa um aspecto que merece atenção, mesmo em um cenário sem casos no Brasil:
“Embora não tenhamos registro de Nipah aqui, é fundamental que a comunidade médica e os serviços de saúde estejam preparados para reconhecer precocemente sinais neurológicos graves associados a vírus emergentes. A encefalite causada pelo Nipah pode evoluir rapidamente para convulsões e comprometimento neurológico severo. Isso é um alerta para que nossos protocolos clínicos considerem agentes raros, mas potencialmente devastadores”, afirma Dra. Camila.
A neurocirurgiã ressalta ainda a importância de integrar o monitoramento clínico com as equipes de infectologia e vigilância epidemiológica:
“O impacto de um agente neurotropo não se restringe à fase aguda da doença. As complicações neurológicas podem deixar sequelas duradouras, que exigem abordagem multidisciplinar e planejamento de longo prazo em serviços de saúde”, acrescenta.
Conectividade global e preparação clínica
Países monitoram o Nipah há anos, sobretudo em regiões onde as condições ecológicas favorecem a interação entre humanos e os reservatórios animais. A transmissão entre pessoas pode, em certos contextos, ocorrer por meio de contato direto ou exposições em ambientes de cuidados de saúde, o que torna essencial que medidas de prevenção e proteção de trabalhadores de saúde sejam mantidas em níveis elevados.
No Brasil, a experiência com outras zoonoses e emergências de saúde pública reforça que a vigilância e os planos de resposta devem estar integrados com as redes de atenção clínica e serviços especializados, incluindo aqueles voltados à neurologia e neurocirurgia.
Sobre o vírus Nipah
O vírus Nipah é um henipavírus da família Paramyxoviridae e pode causar infecção com sintomas iniciais semelhantes aos de uma gripe forte, como febre alta, dor de cabeça e dores musculares, mas que podem evoluir rapidamente para alterações neurológicas graves. A ausência de vacina e tratamentos específicos torna a detecção precoce e o manejo clínico de suporte ainda mais cruciais. 
Contato para imprensa:
Assessoria de Comunicação – Viver Mais Comunicação