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Já nos embates com Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, o petista lidera, com 47%, 48% e 48%

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Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Montagem da Revista Oeste, a partir de imagens de Ricardo Stuckert e Jefferson Rudy/Agência Senado

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

Uma pesquisa do Instituto Nexus em parceria com o Banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, 29, aponta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as intenções de voto para a Presidência em 2026, com 38% no levantamento espontâneo, contra 27% de Flávio Bolsonaro (PL). Nos cenários estimulados, Lula mantém 42%, enquanto Flávio chega a 35%. Para o segundo turno, Lula aparece com 47% contra 44% de Flávio, com margem de erro de 2 pontos.

Conteúdo gerado automaticamente com o uso de Inteligência Artificial. Veja nossa Política de IA.

Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Nexus em conjunto com o Banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, 29, revela o cenário atual de intenções de voto para a Presidência da República em 2026. Os dados mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nas simulações de primeiro turno, com vantagem mínima de 7 pontos porcentuais sobre Flávio Bolsonaro (PL).

No levantamento espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula soma 38%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27%. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, Ronaldo Caiado (PSD) com 2% e Romeu Zema (Novo) com 1%. Outros nomes somam 3%, votos brancos, nulos ou nenhum chegam a 6%, e os que não souberam ou não responderam equivalem a 20%.

Nos cenários estimulados, em que são apresentados nomes dos pré-candidatos, Lula mantém a liderança. No primeiro cenário, Lula alcança 42%, Flávio Bolsonaro tem 34%, Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos com 4% e Romeu Zema com 3%. Joaquim Barbosa (DC), Augusto Cury (Avante), Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada. Indecisos e votos brancos ou nulos somam 8%.

No segundo cenário estimulado, Lula mantém os 42%, Flávio Bolsonaro cresce para 35%, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 5%. Romeu Zema registra 3% e Joaquim Barbosa obtém 2%. Brancos, nulos ou nenhum chegam a 5%, enquanto não sabe ou não respondeu totalizam 3%.

Pesquisa BTG Pactual e Instituto Nexus | Foto: Divulgação
Pesquisa BTG Pactual e Instituto Nexus | Foto: Divulgação

Projeções para o segundo turno mostram disputa acirrada

Para o segundo turno, a pesquisa simulou quatro confrontos com Lula. Contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 47% perante 44% do adversário, diferença que se encontra dentro da margem de erro de 2 pontos porcentuais. Nos embates com Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, Lula lidera, com 47%, 48% e 48%, respectivamente, enquanto os adversários alcançam 39%, 38% e 36%. Nos três casos, a soma de brancos, nulos e indecisos varia entre 12% e 15%.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 26 e 28 de junho de 2026, e foi encomendado pelo Banco BTG Pactual. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos porcentuais. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08521/2026.

Informações Revista Oeste


Senador exaltou crescimento da direita no continente durante a abertura da Conferência de Presidentes da América Latina

Flávio Bolsonaro e Javier Milei | Foto: Reprodução/Redes sociais
Flávio Bolsonaro e Javier Milei | Foto: Reprodução/Redes sociais

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou em Buenos Aires, neste domingo, 28, que o Brasil poderá se aproximar mais da Argentina a partir de 2027, caso vença as eleições presidenciais em 2026. Sua fala ocorreu na Conferência de Presidentes da América Latina e refletiu otimismo com a ascensão de candidatos de direita na região, citando exemplos recentes no Peru e na Colômbia.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo, 28, em Buenos Aires, que o Brasil “voltará a ser mais irmão da Argentina” a partir de 2027, caso vença as eleições para a Presidência da República em 2026. 

A declaração ocorreu durante a abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, organizada pela Fundação dos Aliados de Israel e pelos Amigos Americanos dos Acordos de Abraão.

Em sua fala, Flávio destacou seu otimismo em relação ao cenário eleitoral deste ano. Ele citou avanços de candidatos de direita na América do Sul, como visto recentemente nas eleições do Peru e da Colômbia. Para o senador, o continente passa por uma “onda azul”, em referência ao crescimento da direita na região.

Flávio comenta planos para acordos diplomáticos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado 

O senador também afirmou o desejo de retornar à Argentina em 2027 para confirmar a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac, juntamente com o presidente Javier Milei e, possivelmente, com o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Os Acordos de Isaac são uma iniciativa diplomática impulsionada pelo presidente argentino e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ela tem o objetivo de aproximar os israelenses dos países latino-americanos.

No evento, Flávio teceu elogios ao presidente Javier Milei. “O presidente Milei tem razão”, disse. “O socialismo é um modelo empobrecedor, e vou confessar um sentimento muito honesto. Nós brasileiros, olhamos esse mapa (de países governados pela direita) hoje com um pouco de inveja.”

Com as recentes vitórias eleitorais na Colômbia e no Peru, sete das 12 nações da América do Sul passaram a ser administradas por líderes de direita ou centro-direita. O número representa aproximadamente 58% da população do continente.

Informações Revista Oeste


Canal alega que já adotava medidas

Casimiro Miguel Foto: reprodução/CazéTV

A CazéTV afirmou, neste sábado (27) que já vinha colocando em prática as mudanças recomendadas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que emitiu liminar suspendendo testemunhais de bets no canal do YouTube durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.

– Reforçamos que toda a publicidade veiculada pela CazéTV observa a legislação brasileira, as diretrizes do Conar e é realizada exclusivamente com operadoras licenciadas e autorizadas pelo Ministério da Fazenda – disse a CazéTV, em nota.

O Conar abriu processos através de queixas de consumidores para analisar as propagandas de KTO, Betnacional e Bet365 nas transmissões da emissora da LiveMode, a única a ter todos os jogos da Copa 2026.

A mudança na abordagem da CazéTV com relação à publicidade de bets veio após diversas críticas de consumidores, que chegaram até influenciadores e foi até o âmbito político, com parlamentares se posicionando em suas redes sociais. O Ministério da Justiça chegou a abrir uma investigação para averiguar suposta “publicidade abusiva”.

– O relator deferiu medida liminar ontem (26/6), recomendando a sustação da divulgação dos anúncios objetos das respectivas representações, considerando a presença de uma combinação de elementos indicativos de infração aos referidos princípios, além dos potenciais impactos da divulgação. Embora as ofertas objeto dos anúncios em análise já tenham expirado, versando sobre jogos em transmissões ao vivo, a recomendação indica associação possivelmente irregular, constituindo relevante baliza até a apreciação de mérito da matéria. Após oportunidade de manifestação das partes, o caso será levado para análise de mérito pelo Conselho de Ética – diz o Conar, em comunicado.

ENTENDA O CASO
A interação e “call to action” de membros das transmissões com os patrocinadores é algo comum na CazéTV, que envolve as marcas nos discursos de outras empresas com as quais tem parceria, como do ramo de alimentos ou bebidas alcóolicas.

O ofício que cita a abertura da averiguação é assinado pelo diretor substituto do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Daniel Amaral Nunes Carnaúba. Ele cita registros audiovisuais nos quais se verifica a veiculação de ações publicitárias relacionadas a apostas de quota fixa, realizadas nas bets.

A pasta cita três episódios para justificar a abertura do procedimento de averiguação. Todos, segundo o ministério, vão além da mera veiculação de propaganda e apontam abuso na divulgação com mensagens que estimulam os espectadores a fazer apostas estimulados por promessas de maiores ganhos.

Na partida entre Argentina e Áustria, na última segunda-feira (22), houve a divulgação de odds (valor do multiplicador de recompensa em caso de acerto de aposta) majoradas de R$ 3 para R$ 4. Comentaristas da CazéTV destacaram que a Betnacional ofereceria ao apostador uma “segunda chance”, “reforçando a atratividade da oferta e incentivando a adesão imediata à promoção anunciada”, indica o ofício.

Durante pausa de hidratação na partida entre Inglaterra e Gana, na terça (23), o ofício destaca a publicidade da Betnacional em que narrador Galvão Bueno incentiva os espectadores a “colocar a paixão em jogo”, pedindo que acessem o site da operadora ou entrem via QR Code na tela. Na ação, ele também divulga uma oportunidade promocional exclusiva relacionada à partida.

O terceiro episódio relatado na manifestação ocorreu no jogo entre Uruguai e Cabo Verde, no domingo (21), com incentivo para espectadores apostarem usando a plataforma KTO.

EXCLUSIVIDADE DA CAZÉTV
Na Copa do Mundo de 2026, a CazéTV é o único veículo que transmite todos os 104 jogos com exclusividade, enquanto a Globo detém os direitos de 57 partidas, e o SBT – em parceria com a N Sports – terá mostrado 32 confrontos ao fim do Mundial.

A exclusividade de jogos e protagonismo da CazéTV tem despertado um embate nas redes sociais, seja por usuários, como até dos próprios envolvidos. A Globo chegou a lançar uma campanha incentivando as pessoas a comprarem antena digital para ver a Copa, se apoiando no “gritar gol antes”, já que a tecnologia do streaming faz com que a transmissão no YouTube tenha delay de alguns segundos, se comparada à antena.

Casimiro Miguel, rosto da CazéTV e sócio da LiveMode – empresa dona do canal – rebateu dizendo:

– Tem gente que vai sintonizar a antena e não vai achar o jogo, hein?

VEJA NA ÍNTEGRA OS COMUNICADOS DE CONAR E CAZÉTV

Nota do Conar
O CONAR abriu no final da tarde de quinta-feira (25/6) três representações, a partir de queixa de consumidor, para analisar ações de merchandising em transmissões dos jogos da Copa do Mundo exibidas no canal CazéTV, para as anunciantes KTO, Betnacional e Bet365, com ofertas de modalidades específicas de apostas, vocalizadas por apresentadores e comentaristas. As representações questionam principalmente se o teor dos anúncios levaria a erro sobre a informação essencial da oferta, da possibilidade e probabilidade de ganho, podendo infringir o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP) e a legislação em vigor.

Conforme referido pelo relator das representações, o CONAR estabeleceu, em dezembro de 2023, capítulo específico de regras para a publicidade de apostas, o Anexo “X” do CBAP, reconhecendo o caráter da atividade, de impacto junto ao consumidor e sujeita a restrições, devendo os anúncios do segmento manterem-se centrados nos princípios de:

– transparência (clareza e ostensividade do caráter comercial).

– apresentação verdadeira da oferta (abstendo-se de induzir a erro sobre a possibilidade de ganho).

– responsabilidade social (abstendo-se de estímulo ao exagero, comportamento irresponsável ou pressão para apostar).

– informação sobre a restrição e o impacto da atividade (frases obrigatórias).

– proteção de públicos vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes.

O relator deferiu medida liminar ontem (26/6), recomendando a sustação da divulgação dos anúncios objetos das respectivas representações, considerando a presença de uma combinação de elementos indicativos de infração aos referidos princípios, além dos potenciais impactos da divulgação. Embora as ofertas objeto dos anúncios em análise já tenham expirado, versando sobre jogos em transmissões ao vivo, a recomendação indica associação possivelmente irregular, constituindo relevante baliza até a apreciação de mérito da matéria. Após oportunidade de manifestação das partes, o caso será levado para análise de mérito pelo Conselho de Ética.

Nota da CazéTV
A direção do CONAR

As mudanças implementadas pela CazéTV nos últimos dias na forma como realiza ativações de marcas de apostas já vão ao encontro dos pontos destacados pelo CONAR.

Recebemos a manifestação com tranquilidade e responderemos ao órgão dentro do prazo estabelecido, detalhando as medidas que já adotamos.

Acreditamos que o mercado de apostas esportivas no Brasil ainda está em processo de amadurecimento e que esse debate contribui para a evolução das práticas do setor. Foi com esse espírito que decidimos adotar um novo padrão para ativações desse segmento.

Reforçamos que toda a publicidade veiculada pela CazéTV observa a legislação brasileira, as diretrizes do CONAR e é realizada exclusivamente com operadoras licenciadas e autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

*AE


Impulsionamentos ocorreram no período em que vieram à tona ligações celulares entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master

O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Foto: Reprodução/X
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Foto: Reprodução/X

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

Entre maio e junho, sete perfis anônimos no Facebook e Instagram, com menos de 400 seguidores, gastaram mais de R$ 1 milhão em anúncios críticos ao senador Flávio Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas. A análise do jornal O Globo revelou que as páginas usaram estratégias semelhantes para contornar algoritmos, sugerindo coordenação centralizada, ao impulsionar centenas de postagens com valores menores.

Conteúdo gerado automaticamente com o uso de Inteligência Artificial. Veja nossa Política de IA.

Entre maio e junho, sete perfis anônimos no Facebook e Instagram, cada um com menos de 400 seguidores, gastaram mais de R$ 1 milhão em anúncios críticos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. A informação é do jornal O Globo. 

Os impulsionamentos ocorreram no período em que vieram à tona ligações celulares entre Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e quando pesquisas mostravam que o senador se aproximava do presidente Lula nas intenções de voto.

A análise do jornal identificou que as páginas empregavam estratégias idênticas para contornar as restrições dos algoritmos, sugerindo coordenação centralizada.

Em vez de concentrar grandes valores em poucas publicações, cada página optou por impulsionar centenas de postagens com quantias menores, de modo a aumentar a permanência do conteúdo na plataforma caso parte fosse removida.

As legendas genéricas, como “A discussão aumentou e trouxe novas interpretações. Compartilhe sua opinião!”, dificultavam a identificação automática de conteúdo político.

Crescimento rápido e indícios de coordenação

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Imagem mostra aplicativos Instagram, Facebook e WhatsApp em tela de celular | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Três dessas páginas, criadas em maio, impulsionaram mais de mil publicações antes de serem retiradas do ar. Na sequência, outras quatro surgiram em junho e mantiveram a campanha contra Flávio e outros políticos da direita. 

Apenas neste mês, esses perfis já desembolsaram R$ 247 mil, sendo R$ 135 mil entre os dias 17 e 23 de junho, ficando atrás apenas do governo federal no valor impulsionado, segundo dados da Meta.

Entre os nomes utilizados pelas páginas, estão Radar do Planalto, Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo, que se apresentavam como veículos independentes. Apesar do baixo número de seguidores, os gastos se destacam: Radar do Planalto, com 388 seguidores, investiu R$ 373 mil em anúncios; Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo, juntos, somaram mais de R$ 500 mil. 

Todas registraram informações na Meta nos dias 22 e 23 de abril, têm ligação com sites em espanhol e utilizam telefones com DDD 41, do Paraná. Os sites, criados de forma sequencial na Hostinger, reforçam a hipótese de atuação coordenada.

Alcance dos anúncios e remoção das páginas

Um dos anúncios veiculados entre 2 e 8 de maio atingiu de 300 mil a 350 mil impressões, concentradas em São Paulo (53%) e Minas Gerais (46%). O vídeo, com a frase “O mais b@ndido dos Bolsonaros”, abordava o caso da rachadinha e trazia o narrador afirmando: “Flávio Bolsonaro diz que é contra o crime organizado, mas montou um esquema de desvio de dinheiro com milicianos. Ele diz que quer classificar o CV como organização terrorista, mas está cheio de amigos vinculados com a facção. Esse é Flávio, o mais bandido dos Bolsonaros”, declarou o vídeo.

Segundo a Meta, as regras para anúncios de temas sociais e políticos estão disponíveis on-line. A empresa reforçou compromisso com um ambiente digital saudável, aplicando suas políticas, promovendo transparência e colaborando com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Informações Revista Oeste


Montante representa 25,6% do total investido pelo governo em campanhas do Palácio do Planalto desde 2023

governo lula e grupo globo
O então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece sorridente ao conceder entrevista ao Jornal Nacional — Rio de Janeiro, agosto de 2022 | Foto: Reprodução/X/@LulaOficial

Entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026, o Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade estatal, representando 25,6% do total de R$ 954,5 milhões investidos pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal durante esse período. O levantamento, que considera apenas contratos diretos da Secom, mostra que o Grupo Globo é o maior beneficiário, recebendo 118% a mais que o segundo colocado, o Grupo Record, com R$ 122 milhões. Em 2026, até a data mencionada, foram alocados R$ 178 milhões em mídia.

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Entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026, o Grupo Globo recebeu quase R$ 270 milhões do governo Lula via Secretaria de Comunicação (Secom).

Conforme levantamento do site Poder360, divulgado neste domingo, 28, o montante representa pouco mais de 25% do total investido pelo Executivo em campanhas publicitárias do Planalto nesse período.

Elas ocorreram em diferentes mídias, como TV, internet, streaming, revistas e jornais.

O levantamento considera apenas os contratos firmados diretamente pela Secom do palácio.

Ele não inclui despesas de empresas estatais, sociedades de economia mista ou de outros ministérios, cujos valores não são divulgados integralmente desde 2017.

Para efeito de comparação, de 2000 a 2016, a divulgação completa dos gastos indicava que o Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade federal, sem atualização pela inflação.

Distribuição dos recursos e liderança do Grupo Globo

Dentre as empresas de mídia, o Grupo Globo é o maior beneficiário da desoneração
Dentre as empresas de mídia, o Grupo Globo é o maior beneficiário | Foto: Divulgação/Globo

No total, a Secom alocou R$ 954,5 milhões em publicidade desde o início do terceiro mandato do petista.

Somente em 2026, até 15 de junho, foram R$ 178 milhões em mídia.

Os gastos anuais ficaram assim distribuídos: R$ 175,9 milhões em 2023, R$ 234,9 milhões em 2024, R$ 365,7 milhões em 2025 e R$ 178 milhões em 2026, até a data mencionada.

O Grupo Globo recebeu ao menos o dobro do que foi encaminhado a outros grupos de comunicação para campanhas do Planalto.

O valor destinado ao conglomerado da família Marinho é 118% superior ao repassado à Record, que recebeu R$ 122 milhões e ocupa o segundo lugar entre os maiores beneficiários.

Na sequência, a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, aparece com R$ 86 milhões.

Entre os veículos mapeados, há desde emissoras de TV até jornais, revistas e portais. O UOL, que pertence ao Grupo Folha, aparece na sexta colocação, com R$ 7,3 milhões.

Os dados mostram que as emissoras de televisão dominam as primeiras posições no volume de recursos destinados.

Informações Revista Oeste


A jornalista Renata Varandas, apresentadora do Poder em Foco no SBT News, recebeu valores milionários da Ambipar. A multinacional possui contratos de quase R$ 500 milhões com o governo Lula e é ligada a investigações de corrupção envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

Renata Varandas também é sócia de um escritório de lobby em Brasília e namorada do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ela já havia sido demitida anteriormente da TV Record por misturar jornalismo com interesses financeiros.

De acordo com fontes da PF, Andrei estaria adotando o mesmo procedimento que Alexandre de Moraes adotou com a esposa, Viviane Barci, por meio de um contrato no valor de R$ 129 milhões em serviços advocatícios para o Master. Valor considerado bem acima da média.

A jornalista exibia a Ambipar como vínculo em seu Instagram. O nome da empresa foi retirado da biografia pública da rede social após o início das apurações sobre o caso. A reportagem foi veiculada pela Gazeta do Paraná.

O SBT News não informou ao público nenhum dos vínculos profissionais ou pessoais mantidos pela apresentadora do programa político.

Em 2024, a Ambipar assinou cinco contratos com o governo que somam R$ 480,9 milhões para serviços em terras indígenas. Três desses contratos foram realizados sem licitação. A PF, chefiada pelo namorado de Renata, atua na segurança dessas mesmas regiões operadas pela empresa.

O maior contrato da Ambipar, de R$ 269,7 milhões com a Funai, ocorreu em dezembro de 2024. A empresa assumiu o serviço após a primeira colocada na licitação ser desclassificada. Na mesma época, em 21 de dezembro, Renata estreou o programa semanal no SBT News.

Oito meses antes do contrato com a Funai, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, participou de um evento em Londres com Daniel Vorcaro. O encontro custou 640 mil dólares (cerca de R$ 3,2 milhões à época) e foi pago por Vorcaro. O Banco Master é investigado por manipular ações da Ambipar.

Em outubro de 2025, a Ambipar pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 10,5 bilhões. A empresa estava tecnicamente insolvente enquanto recebia recursos públicos e mantinha contratos ativos com o governo federal, três deles obtidos por meio de dispensa de licitação.

A Ambipar é investigada pela CVM por suposta manipulação de ações em conjunto com o Banco Master. Segundo relatório técnico, o grupo atuou de forma coordenada para inflar as cotações da empresa, que registraram uma alta de 863% entre junho e agosto de 2024.

O ministro do STF André Mendonça, novo relator do caso Master, restringiu o acesso do diretor-geral da PF às investigações do inquérito. A decisão proíbe que delegados compartilhem dados sigilosos com Andrei Rodrigues, em meio à desconfiança entre o tribunal e a PF.

A restrição ocorreu após o diretor da PF entregar um relatório com menções ao ministro Dias Toffoli, encontradas no celular de Vorcaro. Toffoli era o antigo relator, mas se afastou após revelações de que sua empresa vendeu parte de um resort para um fundo do Banco Master.

*Pleno.News
Foto: Divulgação/TV Record


Os festejos de São Pedro seguem levando animação, cultura e oportunidades de renda para os distritos de Feira de Santana. Durante os primeiros dias de programação, milhares de pessoas passaram pelos circuitos montados em Humildes e Bonfim de Feira, acompanhando apresentações musicais e manifestações típicas do período junino.

Em Humildes, a festa começou com uma programação diversificada, reunindo artistas locais e nomes consagrados da música nordestina. O público compareceu em peso para prestigiar os shows e celebrar uma das tradições mais importantes do calendário cultural da região.

No distrito de Bonfim de Feira, a movimentação também foi intensa. Moradores e visitantes lotaram o espaço da festa para acompanhar apresentações que misturaram forró, arrocha e outros ritmos populares, mantendo o clima de confraternização característico dos festejos juninos.

Além da programação cultural, o evento tem gerado impactos positivos para a economia local. Ambulantes, barraqueiros e comerciantes registram aumento nas vendas durante o período, aproveitando o fluxo de visitantes para reforçar a renda familiar.

A programação continua neste domingo com novas atrações em Humildes e Bonfim de Feira. Nos próximos dias, o São Pedro chega aos distritos de Jaíba e Morrinhos, ampliando a celebração e mantendo viva a tradição junina em diversas comunidades da zona rural do município.

Atrações deste domingo (29)

Humildes

  • João Almeida
  • Xamego da Thay
  • Raça Negra
  • Buscapé e Arreio de Ouro

Bonfim de Feira

  • Beth Morena
  • Forrozão do Capitão
  • Tayrone
  • Colher de Pau

Os festejos integram a programação do Arraiá de Feira 2026, que neste ano reúne artistas locais, regionais e nacionais em vários distritos do município.


Relatório enviado ao STF sustenta que senador atribuiu falsamente crimes ao presidente em publicação nas redes sociais

Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: empate técnico | Foto: Montagem sobre redes sociais
Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: empate técnico | Foto: Montagem sobre redes sociais

A Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), que dará continuidade à tramitação do caso.

De acordo com a investigação, uma publicação feita por Flávio Bolsonaro no X, em 3 de janeiro de 2026, atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.

O senador Flávio Bolsonaro: audiência nos EUA | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

No documento encaminhado ao Supremo, a PF conclui que a conduta do senador se enquadra no crime de calúnia previsto no Código Penal e encerra a fase de investigação.

Caso teve início por decisão de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito em abril deste ano. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal e contou com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na avaliação da PGR, a publicação apresenta indícios de falsa imputação de crimes ao presidente da República.

Na postagem, Flávio Bolsonaro compartilhou uma imagem de Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhada da frase “será delatado”. Para a Polícia Federal, o conteúdo leva o leitor a relacionar Lula aos crimes listados na sequência da publicação. Entre eles tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.

Com o encerramento do inquérito, Alexandre de Moraes deverá encaminhar o relatório à Procuradoria-Geral da República. O órgão decidirá se pede novas diligências, arquiva o caso ou apresenta denúncia ao STF.

Informações Revista Oeste


País foi assolado por outros dois terremotos registrados na quarta

Terremotos do dia 24 de junho causaram grande destruição Foto: EFE/ Ronald Peña R

Um novo terremoto atingiu a Venezuela nesta sexta-feira (26), dois dias após os fortes tremores que devastaram diversas regiões do país. O novo abalo foi de menor intensidade, mas voltou a ser sentido por moradores de várias cidades.

Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o terremoto teve magnitude 4,9. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitude 4,7 e informou que o tremor ocorreu às 18h16, com epicentro a 54 quilômetros de El Limón, no estado de Aragua, e profundidade de 10 quilômetros.

Moradores de Caracas e Maracay relataram ter sentido o abalo. Nas redes sociais, também houve relatos de tremores nos estados de Carabobo, Aragua, Miranda, La Guaira e no Distrito Capital.

O novo terremoto ocorreu dois dias depois dos sismos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na quarta-feira (24), que provocaram destruição em várias cidades venezuelanas.

De acordo com o balanço mais recente divulgado nesta sexta-feira pela administração federal e transmitido pela emissora estatal VTV, o número de mortos em decorrência dos terremotos subiu para 920. Equipes de resgate continuam trabalhando em áreas onde ainda há edifícios desabados e pessoas desaparecidas.

Informações Pleno News


Desde a chegada dos primeiros judeus à colônia holandesa de New Amsterdam (atual Nova York) em 1654, a relação se mantém forte

Judeus Estados Unidos Israel
População de judeus nos Estados Unidos é quase igual à de Israel | Foto: Nancy Siesel/ZUMA Press Wire/Reuters

A relação entre Israel e Estados Unidos, embora marcada por momentos de divergências, como a crítica de Donald Trump à política israelense em relação ao Hezbollah e ao Irã, é historicamente forte e se perpetua desde a chegada dos primeiros judeus à América em 1654. Organizações como a AIPAC desempenham um papel crucial na defesa dos interesses israelenses no Congresso dos EUA, apoiando candidatos alinhados à manutenção dessa aliança, presente na própria sociedade norte-americana como um todo.

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A aliança entre Israel e Estados Unidos vai muito além dos governos. A relação do governo de Donald Trump com o do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu passa por um momento de turbulência. Esta situação pode parecer surpreendente, em função da comoção com que Trump foi recebido no Knesset, em Jerusalém, depois do acordo que libertou todos os reféns em 2025. Naqueles dias, os elogios mútuos prevaleceram. Isso perdurou por alguns meses, até que Trump passasse a criticar Israel em relação à política contra o Hezbollah e às negociações envolvendo o Irã.

Distanciamentos deste tipo não são novidade. Até nos tempos do judeu Henry Kissinger, que foi secretário de Estado no governo de Richard Nixon (1969–1974), a primeira-ministra Golda Meir teve dificuldades em obter de Washington o apoio que desejava durante a Guerra do Yom Kipur (1973).

Depois, na invasão do Líbano, em 1982, foi a vez de o governo de Ronald Reagan se indispor com o de Menachem Begin (1977-1983), cujo ministro da Defesa era o linha-dura Ariel Sharon. Na década de 1990, o presidente George H. W. Bush pressionou o governo de Yitzhak Shamir (1986–1992) em razão da expansão de assentamentos. Em 2015, Benjamin Netanyahu discursou no Congresso dos EUA contra o acordo nuclear negociado pelo presidente Barack Obama com o Irã, num episódio que evidenciou as diferenças entre os dois governos.

Mas enquanto políticos debatem nos gabinetes, o dia a dia nos dois países realçam uma relação forte que se perpetua. Isso desde a chegada dos primeiros judeus à colônia holandesa de New Amsterdam (atual Nova York) em 1654, vindos de Recife, depois que Portugal tomou o controle da Holanda naquela região do país. Um dos que chegaram antes foi Asser Levy já em agosto de 1654, antes ou junto do grupo mais conhecido de 23 judeus vindos de Recife.

Levy foi o precursor da inserção judaica na sociedade norte-americana, ao lutar por direitos civis numa colônia que inicialmente impunha restrições aos judeus. O governador Peter Stuyvesant tentou impedir a permanência deles, mas a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais obrigou a aceitação, ainda que sob limitações e impostos adicionais.

A atuação de Levy se destacou pela defesa legal do grupo. Ele entrou com petições contra medidas discriminatórias, como a obrigação de pagar taxa militar sem direito de servir na milícia. Em 1655, ele contestou essa regra e conseguiu, depois de recurso às autoridades superiores da Companhia na Holanda, o direito de ser tratado como os demais cidadãos em serviço de guarda.

A partir de então, a comunidade judaica foi se integrando, a ponto de, em 1906, ser criado o American Jewish Committee (AJC). Esta se tornou uma das mais tradicionais organizações de direitos civis e de defesa dos interesses da comunidade judaica nos EUA. Já faz parte, inclusive, da rotina norte-americana, atuando em pautas mais amplas de direitos civis, liberdade religiosa, combate ao discurso de ódio e cooperação internacional.

Do ponto de vista político, o principal representante de Israel nos EUA passou a ser o American Zionist Committee for Public Affairs (AIPAC), fundada em 1963. Trata-se de um comitê para defender os interesses de Israel junto ao Congresso e ao governo dos EUA.

Nas eleições norte-americanas de 2024, por exemplo, a AIPAC apoiou formalmente 361 candidatos à Câmara dos Representantes e ao Senado. Destes, 326 foram eleitos. Na prática, mais de nove em cada dez candidatos endossados pela organização conquistaram mandato.

O alcance desse apoio chega a democratas e republicanos. Em cada ciclo eleitoral, entre 320 e 360 parlamentares recebem contribuições da entidade ou de estruturas ligadas a ela. Considerando que a Câmara dos Representantes possui 435 integrantes e o Senado possui 100, trata-se de uma presença que alcança uma parcela significativa do Congresso dos Estados Unidos.

Para as eleições de meio de mandato de 2026, grupos pró-Israel iniciaram a disputa com mais de US$ 100 milhões destinados a campanhas políticas, por meio do United Democracy Project, braço independente voltado à disputa eleitoral. O objetivo é apoiar candidatos alinhados à manutenção da relação entre Washington e Jerusalém e financiar campanhas contra adversários políticos considerados críticos a essa parceria.

A atuação também inclui o relacionamento direto com congressistas. Desde o final de 2023, o braço educacional da organização financiou viagens a Israel para pelo menos 26 deputados democratas e 52 republicanos. As delegações participam de encontros com autoridades, visitas a instalações militares e apresentações sobre segurança, política regional e cooperação estratégica.

A influência da relação entre os dois países também aparece em decisões concretas do Congresso. Em 2016, durante o governo Obama, EUA e Israel assinaram um memorando de entendimento que prevê US$ 38 bilhões em assistência militar ao longo de dez anos. Trata-se do maior compromisso de ajuda militar já firmado pelos EUA com outro país.

Parte desses recursos ajuda a financiar programas conjuntos de defesa. Um dos casos mais conhecidos é o Iron Dome, sistema de interceptação de foguetes utilizado por Israel. Ao longo dos anos, democratas e republicanos aprovaram sucessivos pacotes de financiamento para o programa, inclusive em momentos de forte polarização política interna nos EUA.

A cooperação também envolve inteligência, defesa antimísseis, tecnologia militar, segurança cibernética e desenvolvimento de equipamentos utilizados pelos dois países. Enquanto presidentes norte-americanos e primeiros-ministros israelenses discutem estratégias para guerras, negociações diplomáticas ou questões regionais, essas áreas continuam operando por meio de acordos, programas e estruturas já estabelecidas.

O trabalho do AIPAC aumentou desde o início da guerra contra o Hamas em outubro de 2023. Foi quando a AIPAC criou um super Political Action Committee (PAC), o United Democracy Project (UDP), que investiu somas recordes para apoiar seus adversários nas eleições primárias democratas de 2024.

Um super PAC arrecada e gasta valores ilimitados em campanhas independentes — como anúncios de TV, rádio, internet e mala direta — desde que não coordene essas ações com a campanha oficial do candidato. Ao contrário do PAC, só não pode doar dinheiro diretamente aos candidatos.

“As redes sociais e campanhas de propaganda bem financiadas espalharam falsidades em grande quantidade”, diz a Oeste o ex-oficial da Marinha dos EUA, Alan Slabodkin, 72 anos. “Dá a impressão, muitas vezes, que estamos vivendo em um país diferente daquele de poucos anos atrás, especialmente depois de 7 de outubro.”

Em função desta atuação, candidaturas verdadeiramente hostis a Israel, beirando o antissemitismo, foram derrotadas. Uma delas foi a de Jamaal Bowman, que buscava a reeleição para a Câmara dos Representantes dos EUA. Ele representava um distrito de Nova York e tornou-se um dos principais críticos da política israelense em Gaza. Nas primárias democratas de 2024, enfrentou o então executivo do condado de Westchester, George Latimer.

A disputa entrou para a história como a eleição primária para a Câmara dos Representantes mais cara já realizada nos EUA. Grupos ligados à AIPAC gastaram aproximadamente US$ 15 milhões em apoio a Latimer, que derrotou Bowman por algo em torno de 59% a 41%.

Poucas semanas depois, Cori Bush enfrentou situação semelhante no Missouri. Também integrante do grupo conhecido como The Squad, Bush defendia um cessar-fogo em Gaza e criticava a condução da guerra por Israel. O UDP investiu aproximadamente US$ 8,5 milhões em apoio ao promotor Wesley Bell, que derrotou Bush nas primárias democratas. Foi a segunda grande vitória eleitoral da AIPAC contra integrantes da ala hostil a Israel naquele ciclo eleitoral.

“Em alguns círculos, o apoio à guerra contra Israel passou a ser apresentado como apoio aos direitos de povos oprimidos”, acrescenta Slabodkin. “Tornou-se uma espécie de efeito manada tanto em partes da esquerda quanto da direita radical, e o nível de ignorância e incompreensão pode ser surpreendente. Muitas pessoas mal conseguem localizar Israel no mapa, quanto mais entender os múltiplos atores envolvidos no conflito.”

A AIPAC é financiada principalmente por doações privadas de cidadãos norte-americanos, incluindo empresários, investidores, profissionais liberais e outros apoiadores da relação entre EUA e Israel. Como organização de lobby, ela não recebe recursos do governo de Israel.

Judeus de Israel e dos Estados Unidos

Vale lembrar que, nos EUA, o conceito de lobby é diferente em relação ao Brasil. O lobby norte-americano é considerado uma forma legítima de participação política e está protegido, em grande medida, pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante aos cidadãos o direito de solicitar ações do governo e defender seus interesses.

Desta maneira, cidadãos norte-americanos, a maioria bilionária, se sentiram livres para realizar doações para a AIPAC. Entre eles, estão:

Bernie Marcus (1929–2024) – norte-americano. Cofundador da Home Depot. Foi um dos grandes financiadores de causas pró-Israel e de grupos políticos nos Estados Unidos, incluindo doações ao United Democracy Project.

Paul Singer – 81 anos, norte-americano. Gestor de fundos de investimento e fundador da Elliott Investment Management. Entre os principais doadores de organizações pró-Israel e de campanhas políticas nos EUA.

Jan Koum – 50 anos, norte-americano naturalizado (nascido na Ucrânia, então União Soviética). Cofundador do WhatsApp e um dos grandes financiadores individuais do United Democracy Project no ciclo eleitoral de 2024.

Michael Leffell – 75 anos, norte-americano. Investidor e filantropo, com atuação em organizações judaicas e iniciativas pró-Israel.

Joshua Harris – 61 anos, norte-americano. Investidor bilionário, cofundador da Apollo Global Management, com doações registradas a comitês políticos e causas ligadas ao UDP.

Já os críticos argumentam que o volume de recursos arrecadado pelo UDP e por outros comitês ligados à AIPAC lhes confere influência desproporcional sobre eleições, especialmente nas primárias para a Câmara dos Representantes. No entanto, a AIPAC não é única nesse aspecto. Nos EUA, diversos setores mantêm organizações de lobby e super PACs altamente financiados — como sindicatos, associações empresariais, grupos ambientais e entidades ligadas a diferentes causas políticas.

Iniciativas como esta, e a de entidades como o AJC, fortalecem a relação entre os dois países. A população judaica nos EUA é de 7,5 milhões, quase igual à de Israel. Esta relação institucional faz da população judaica, e dos representantes de Israel, uma parte da sociedade norte-americana. Imune, o máximo possível, a qualquer rusga entre governos. O objetivo, pelo menos, é esse: unir o God Bless America (Deus Salve a América) com o Am Israel Chai (O Povo de Israel Vive).

Informações Revista Oeste