
No cenário político brasileiro, a recente nomeação de Macaé Evaristo como ministra dos Direitos Humanos e Cidadania tem gerado debates acalorados. O deputado Leonardo Siqueira (Novo-SP) protocolou uma ação na Justiça para contestar a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra responde a um processo judicial que levanta questões sérias sobre sua idoneidade para ocupar o cargo.
Paralelamente, o deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP) encaminhou indagações ao Ministério dos Direitos Humanos, solicitando esclarecimentos sobre a nova ministra. Ambos os deputados defendem que a ocupação do cargo de ministra por Evaristo, enquanto há processos de improbidade administrativa não esclarecidos, é inaceitável.
Leonardo Siqueira subiu o tom ao entrar na Justiça para anular a nomeação de Macaé Evaristo como ministra dos Direitos Humanos e Cidadania. Em sua ação, protocolada no dia 11 de setembro de 2024, o deputado alega que a indicação fere princípios constitucionais fundamentais, como moralidade, impessoalidade e probidade administrativa.
Siqueira destacou que Macaé Evaristo responde a uma acusação de superfaturamento na compra de uniformes escolares em 2011, quando era secretária de Educação de Belo Horizonte. Esse processo, que tramita na Justiça de Minas Gerais, envolve um prejuízo estimado em R$ 6,5 milhões devido a práticas administrativas irregulares.
A questão da improbidade administrativa e seu impacto nas nomeações de cargos públicos são temas sempre delicados. Quando figuras públicas nomeadas para cargos de destaque estão envolvidas em processos desse tipo, a confiança da população nas instituições é posta à prova. No caso de Macaé Evaristo, o debate se torna ainda mais relevante por se tratar de um cargo ligado diretamente à promoção dos direitos humanos e cidadania.
A ação de Leonardo Siqueira, protocolada na Justiça Federal de São Paulo, busca justamente preservar a integridade e confiabilidade do serviço público, exigindo que apenas pessoas com um passado administrativo irrepreensível assumam tais responsabilidades.
Guto Zacarias também chamou atenção ao protocolar um pedido de informações ao Ministério dos Direitos Humanos. Ele requisitou detalhes sobre o andamento dos processos de improbidade administrativa e inquéritos civis que envolvem Macaé Evaristo. Para Zacarias, a posse de uma ministra com pendências judiciais representa um risco para a moralidade pública.
“Não podemos aceitar que a Esplanada dos Ministérios tenha uma liderança cuja reputação é duvidosa antes mesmo de assumir o cargo”, declarou Zacarias. “O Brasil não aguenta mais escândalos do governo federal.”
As acusações contra Macaé Evaristo remontam a 2011, quando era secretária de Educação em Belo Horizonte. Naquele ano, a aquisição de kits de uniformes escolares teria sido realizada a preços inflacionados, gerando um prejuízo de R$ 6,5 milhões ao estado, conforme estimativas do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Essas irregularidades foram identificadas durante a gestão do então prefeito Márcio Lacerda. O processo ainda está em curso, mas suscita questionamentos sobre a lisura da nomeação de Evaristo para um cargo tão crucial no governo federal.
Informações TBN


Informações UOL
O republicano Donald Trump e a democrata Kamala Harris se enfrentaram em um dos debates mais esperados da história política dos EUA

Donald Trump e Kamala Harris fizeram, nesta terça-feira (10/9), um dos debates presidenciais mais esperados da história dos Estados Unidos. Republicano e democrata estiveram frente a frente em um momento determinante da corrida pela Casa Branca. O debate foi promovido pela rede ABC News, na Filadélfia, Pensilvânia.
Ambos os candidatos começaram o debate mirando os votos da classe média. A democrata prometeu conceder desconto anual de US$ 50 mil por ano para essa faixa da população e acusou o oponente de cortar impostos para bilionários.
Trump rebateu dizendo que a economia está um “desastre”. “Temos uma economia em péssimo estado porque a inflação arrasa o país. Temos uma inflação jamais vista”, disse, em alusão à gestão do presidente democrata Joe Biden.
Na sequência, Kamala afirmou que Trump não tem planos econômicos definidos.
“Donald Trump não tem planos para você. As propostas dele são diminuir impostos para os mais ricos. O plano de Donald Trump vai explodir o déficit do país, vai aumentar a crise de empregos, vai nos levar para uma situação econômica pior que da Grande Recessão. Eu tenho um plano para o país, Donald Trump não”, disparou.
Como resposta, Trump chamou Kamala de marxista, citando o pai da democrata, que era um professor de economia, e afirmou que “ela não tem um plano, ela copiou o plano de Joe Biden”.
Aborto foi o segundo tema do debate. O republicano defendeu a decisão da Suprema Corte do país que designou aos estados o poder de decisão, afirmando que é direito de cada uma das pessoas dessas localidades decidirem se querem ou não realizar o aborto.
Kamala Harris afirmou que, se Trump fosse eleito, ele iria assinar uma lei que baniria o direito de aborto para todas as mulheres e em qualquer situação. A democrata também relembrou casos de mulheres estupradas e com gravidez de risco que não podem abortar em determinados estados.
Enquanto Kamala Harris mirou nas falhas de Donald Trump ao longo da administração, o republicano afirmou que os imigrantes são um perigo para os Estados Unidos e que estão comendo animais de estimação.
“Muitas cidades não querem falar das invasões de imigrantes. Em Springfield, os imigrantes estão comendo cachorros e gatos”, disse Trump.
Trump reafirmou que os imigrantes são criminosos que cometem crimes violentos e destroem a economia do país.
“Eles permitem que criminosos entrem no país. Ele permite que pessoas da Venezuela entrem nos EUA para matar os cidadãos. Os crimes na Venezuela estão diminuindo, porque eles estão mandando os criminosos para ela receber. Os imigrantes estão destruindo a economia e as indústrias do país”, disse o ex-presidente.
Em resposta irônica sobre as acusações, Kamala disse que “chega a ser engraçado uma pessoa condenada, que responde por crimes fiscais e crimes sexuais, falar sobre aumento de crimes nos EUA”.
A vice-presidente destacou que Trump teve a oportunidade de ajudar a aprovar a lei que aumentaria o orçamento para defesa nas fronteiras, mas ele operou com parlamentares para que a lei não passasse no Congresso.
Trump foi questionado se manteria o programa conhecido como “Obama Care”, que facilita o acesso à saúde para as pessoas mais pobres. O ex-presidente tentou dar fim à iniciativa quando esteve na Casa Branca.
Ele explicou que, se tiver algo para melhorar, vai fazer, mas não iria retirar o “Obama Care” de imediato. Indagado se teria um plano para a questão, respondeu: “Tenho conceitos, mas ainda não sou presidente”.
Outro tema do debate foi a invasão do Congresso dos EUA por apoiadores do ex-presidente Donald Trump em 2020.
Donald Trump negou a participação, dizendo que não incentivou a invasão e que não era responsabilidade dele impedir a violência.
“Isso nunca aconteceria se Nancy Pelosi [presidente do Congresso à época] e a prefeita de Washington tivessem a capacidade de conter as invasões. Eu não era responsável pelas seguranças”, disse Trump.
Como resposta, Kamala Harris afirmou que Trump não só incentivou os seus apoiadores a invadirem como também não fez nada para interromper os ataques violentos.
“O que o presidente da época fez? Disse que eram pessoas boas que estavam lá. Nós não vamos voltar a isso. Trump já disse que, se o resultado dessas eleições não forem o que ele quer, ele vai agir da mesma forma novamente”, disse a vice presidente.
Enquanto Kamala fez questão de defender que está ao lado de Israel, mas que é importante pensar nas vidas perdidas na Faixa de Gaza, Trump afirmou que a democrata odeia Israel.
“Agora, Israel tem o direito de se defender, e como faz isso importa. Muitos palestinos inocentes foram mortos, crianças, mães. O que sabemos é que essa guerra deve acabar. Também entendendo que devemos traçar um curso para uma solução de dois estados, e nessa solução deve haver segurança para o povo israelense e Israel, e uma medida igual para os palestinos”.
Trump afirmou que Biden não teve capacidade de acabar com as guerras e pontuou que esses conflitos irão culminar em uma terceira guerra mundial.
“Se eu fosse presidente, isso nunca teria começado. Se eu fosse presidente, a Rússia nunca, nunca, eu conheço Putin muito bem. Ele nunca teria começado. Não havia ameaça disso também. Quero que a guerra pare. Quero salvar vidas que estão sendo inutilmente perdidas. Pessoas sendo mortas aos milhões. São os milhões. É muito pior do que os números que você está recebendo, que são números falsos”, afirmou Trump.
Sobre Israel, o ex-presidente adicionou: “Sempre darei a Israel a capacidade de se defender, em particular, no que se refere ao Irã, e qualquer ameaça que o Irã e seus representantes representem a Israel”.
Trump afirmou que os democratas não são respeitados pelo presidente russo, Vladmir Putin. A vice-presidente respondeu ironicamente. “O senhor gosta de homens fortes, em vez de se importar com a democracia.”
Sobre o Afeganistão, Kamala Harris defendeu a retirada das tropas realizadas por Joe Biden, durante a qual um ataque terrorista matou 13 soldados.
Trump afirmou que durante sua gestão negociou uma retirada pacífica, e que o resultado trágico da retirada era o exemplo da incompetência da administração Biden-Harris.
Os mediadores perguntaram a Trump sobre o comentário que ele fez questionando a identidade racial de Kamala. “Eu não me importo com o que ela diz ser, ela pode escolher qual cor é. O que eu falei foi sobre algo que eu tinha lido. Ela disse que era indiana”, respondeu o ex-presidente.
A vice-presidente ressaltou que acha tal debate uma “tragédia” que promove a segregação.
Informações Metrópoles

A Polícia Penal do Distrito Federal descobriu, no último domingo, 8, atos preparatórios e um plano de fuga de detentos de uma ala de segurança máxima da Penitenciária da Papuda. Os presidiários que pretendiam escapar do presídio são de alta periculosidade e estão encarcerados em uma ala de segurança máxima. A fuga estava programada para a terça-feira 10.
Os detentos arrancaram pedaços de concreto que isolam os corredores. Eles quebraram estruturas de cimento que dão acesso ao telhado da Papuda e disfarçaram o espaço com pedaços de colchão.
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), a descoberta do plano de fuga se deu quando um dos agentes penitenciários detectou os danos na estrutura de cimento e em uma área onde os detentos recebem o banho de sol.
“Durante a revista das celas no domingo, um dos agentes detectou danos significativos na estrutura da cela e no solarium (área onde os custodiados recebem banho de sol), que estavam disfarçados com pedaços de colchão”, afirmou a Seape em nota.
A pasta afirmou ainda que as estruturas da cela e do solarium são apenas dois dos obstáculos que “ajudam a prevenir fugas” na Penitenciária da Papuda.
A cela onde os presidiários estavam encarcerados foi isolada para perícia e os envolvidos no plano de fuga foram conduzidos a uma delegacia para o registro de boletim de ocorrência. A Seape-DF não informou o nome dos detentos.
Segundo a CNN, a tentativa de fuga foi organizada por detentos ligados à facção criminosa Comboio do Cão, que atua no Distrito Federal.
Em fevereiro deste ano, dois presos da Penitenciária Federal de Mossoró — Deibson Nascimento e Rogério Mendonça — conseguiram fugir do presídio de segurança máxima, um feito inédito até aquela ocasião.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado
Carol Barcellos e Cléber Machado estão entre os alvos da emissora para a sua equipe esportiva de 2025

A Record já tem corrido atrás de profissionais para poder fazer uma boa cobertura do Campeonato Brasileiro. A emissora fechou com a Liga Forte União e exibirá 38 jogos de Corinthians, Vasco, Fluminense e Cruzeiro entre outros clubes em 2025.
O acordo vale até 2027 e permitirá que o canal de Edir Macedo quebre o monopólio da Globo depois de 30 anos. Para complementar a novidade, a empresa avalia contratar Cléber Machado e Carol Barcellos para trabalharem em projetos esportivos que devem fazer parte de sua grade de programação.
De acordo com o Notícias da TV, a Record planeja a criação de um novo programa, mas ainda não sabe se exibirá a nova atração aos sábados ou domingos, ou se o projeto será diário.
É discutido também o formato do programa, se será mesa-redonda ou revista eletrônica. Internamente, profissionais avaliam que os programas jornalísticos da casa já poderiam dar conta do assunto, mas a cobertura esportiva do Brasileirão faz parte do acordo com a LFU.

Caso consiga contratar Carol Barcellos, será o primeiro trabalho da jornalista desde sua saída da Globo, onde trabalhou por 20 anos. Ela deixou a líder de audiência em agosto, alguns meses depois de se tornar alvo de uma polêmica ao anunciar namoro com o repórter Marcelo Courrege. Ela foi madrinha de casamento do também funcionário da Globo com Renata Heilborn, de quem era amiga. Cléber Machado, por sua vez, é funcionário do SBT há um ano, onde já participou de algumas partidas como narrador.
Além da Record, a Live Mode, que negocia os acordos da Liga Forte União, também assinou com a CazéTV, YouTube e Prime Video para a transmissão de jogos do Campeonato Brasileiro. A Globo fechou com a Libra, que possui times como Flamengo, São Paulo e Palmeiras, e exibirá as partidas em que esses times forem os mandantes.
Informações Revista Oeste

O promotor João Carlos de Camargo Maia, do Ministério Público de São Paulo, expressou frustração ao reconhecer a prescrição de um processo contra Guilherme Boulos (Psol), hoje candidato à Prefeitura de São Paulo, por dano ao patrimônio público. A apuração é do jornal Folha de S.Paulo.
O documento, datado de 5 de outubro de 2022, marca o fim de uma ação que se estendeu por anos.
“Melancolicamente se trabalhou pela confecção da Justiça, mas o criminoso conseguiu fugir por manobra jurídica, de modo muito semelhante a outro personagem mais famoso que pretende ser o mandatário maior”, escreveu o promotor. “Muito triste e lamentável esta constatação.”
Maia afirmou que a prescrição foi alcançada por meio de estratégias jurídicas sofisticadas, incluindo “alto investimento em escritórios, chicanas jurídicas, fuga de oficiais de Justiça, recursos mirabolantes, habeas corpus“.
Boulos, por outro lado, afirma que o caso revela a ineficiência da Justiça, na qual foi o mais prejudicado ao ser processado por anos sem conhecimento. “Guilherme Boulos nunca foi condenado a cumprir sentença e jamais fugiu da Justiça”, diz um trecho da resposta enviada à Folha pela campanha do candidato.
“No processo em questão, ele apenas foi notificado em 22 de abril de 2019, devido a uma sucessão de erros do promotor responsável, que indicou endereços incorretos para efetuar a intimação, sem verificar os documentos que já estavam juntados aos autos”, diz ainda a nota.

O processo teve origem na prisão de Boulos em 22 de janeiro de 2012, durante a reintegração de posse do terreno Pinheirinho, em São José dos Campos (SP).
Na ocasião, ele foi acusado de atirar pedras em uma viatura da Guarda Municipal e incitar famílias desalojadas a danificarem um ginásio de esportes onde ocorriam atendimentos oferecidos pelo município.
Boulos foi solto depois do pagamento de uma fiança de R$ 700 e negou em depoimento ter causado danos ou incentivado terceiros a fazê-lo. Ele alegou que foi agredido por guardas.
A desocupação do Pinheirinho chegou à campanha do psolista na semana passada, com uma versão de Boulos sobre a participação dele no episódio. Em vídeo, ele diz ter ficado por um tempo na delegacia e que o processo foi extinto.
Isso de fato aconteceu, mas passou por um longo caminho.
Conforme processo ao qual a Folha teve acesso, a Promotoria denunciou Boulos em 27 de maio de 2013, ação aceita pela Justiça em junho do mesmo ano. Ele foi acusado de crime de dano qualificado ao patrimônio público, com pena máxima prevista de três anos de detenção.
Em 2 de setembro de 2012, a Justiça já havia mandado citar Boulos. No endereço fornecido por ele à polícia, em janeiro daquele ano, em Osasco, ninguém foi encontrado.
Ele foi acusado de crime de dano qualificado ao patrimônio público, com pena máxima prevista de três anos de detenção. No entanto, a Justiça encontrou dificuldades para citá-lo. Em setembro de 2012, uma tentativa de citação no endereço fornecido por Boulos em Osasco não teve sucesso.
Em 2014, o Ministério Público solicitou ao Centro de Apoio à Execução (Caex) ajuda para localizar Boulos. O órgão indicou um endereço na Rua Cayowaa, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. Em outubro do mesmo ano, o oficial de Justiça registrou que foi ao endereço e deixou seu número de telefone, mas não obteve retorno.
A Promotoria solicitou, então, que a Justiça tentasse encontrar Boulos em alguma das unidades da Faculdade de Mauá. Entre fevereiro e março de 2015, os três endereços da instituição (São Paulo, São Bernardo do Campo e Mauá) foram visitados por oficiais de Justiça, mas Boulos não foi localizado.
Em razão disso, a Promotoria requereu citação do réu por edital (Diário Oficial) e suspensão de prazo de prescrição (oito anos). Em março de 2015, a Justiça determinou a publicação do edital. Em novembro, sem manifestação de Boulos, o processo foi suspenso, assim como o “curso da prescrição”.
A Promotoria continuou tentando. Solicitou a órgãos oficiais, como a Justiça Eleitoral, e quatro endereços foram citados ao longo do tempo: rua Cândido Espinheira (Perdizes), Cardeal Arcoverde (Pinheiros), Bernardo Joaquim Moraes (Taboão da Serra) e rua Dolores Coelho (Jardim Faria Lima).
Apenas em 22 de abril de 2019, cerca de seis anos depois da denúncia, Boulos foi encontrado.
No mês seguinte, segundo a Folha, a defesa dele argumentou que não havia no processo provas da participação no crime, que não houve individualização de conduta e que não havia comprovação da materialidade, afirmando que a perícia não confirmou os danos causados.
Também alegou falha na localização do réu e, por isso, não teriam sido esgotados todos os meios para localizá-lo, obrigando, assim, a anulação da citação por edital.
Como prova disso, os advogados de Boulos afirmaram que, nesse intervalo, ele chegou a ser processado e teria sido citado facilmente.
A publicação apurou ainda que, ao longo de sua atuação como uma das lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Boulos já foi mencionado como “investigado” ou “indiciado” em ao menos oito inquéritos policiais.
Os casos estão relacionados a danos ao patrimônio público durante manifestações, esbulho possessório (invasão de propriedade) e resistência à prisão durante reintegração de posse. Não há registro de condenação.
Em junho de 2022, o Tribunal de Justiça concordou com o argumento de não esgotamento de meios para localizar o réu e mandou anular a citação por edital, o que mexeu no prazo de prescrição.
O promotor Maia respondeu assim à decisão: “Dificílimo qualificar o adjetivo para nomear o sentimento e a sensação que destes autos exalam”.
Procurado pela Folha, o promotor não quis se manifestar.
Com a anulação da citação por edital, a Justiça reconheceu a prescrição do caso. Em outubro de 2021, decidiu pela extinção de punibilidade. No mesmo mês, a defesa solicitou a devolução do dinheiro pago como fiança.
Em abril deste ano, a Justiça determinou o pagamento a Boulos de R$ 1.459,60.
A campanha de Boulos disse à Folha que o candidato foi até São José dos Campos, a 90 km da capital, para apoiar a população sem-teto “durante a maior e mais violenta reintegração de posse que se tem notícia no estado de São Paulo”.
“Ele não foi acusado de ser autor de qualquer dano patrimonial, mas de ser responsável por atos supostamente praticados por terceiros –o que nunca foi comprovado”, diz o comunicado. “O caso está arquivado. No mesmo episódio, Boulos sofreu diversas agressões que nunca foram apuradas pelas autoridades”.
A nota também diz que, ao longo desse período, o hoje candidato “se tornou uma pessoa pública de grande projeção, inclusive com colunas em veículos da imprensa, e nunca se negou a responder à Justiça”.
Informações TBN

Nesta quarta-feira, dia 11 de setembro, docentes das Universidades Estaduais Baianas paralisarão as suas atividades em todo território baiano com um ato unificado em Salvador. A concentração da manifestação será no Campus I da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, no Cabula, a partir das 6h30.
Aprovada nas assembleias das universidades, a paralisação é parte da luta da categoria por um plano de recomposição salarial, uma das pautas que está em discussão com o governo do estado. A negociação sobre o reajuste já se encontra no quarto ciclo de discussão e, durante a paralisação, a partir das 15h, ocorrerá uma nova reunião do Fórum das Associações Docentes (FAD) com o governo na Secretaria de Educação (SEC). Já está também previsto no calendário de mobilização do movimento docente a realização de assembleias no dia 16 de setembro para a discussão sobre deflagração de greve.
Desde o mês de abril, as Associações Docentes tentam negociar com o governo um plano de recomposição salarial. O governo só cedeu à mesa de negociação após a decisão das assembleias docentes pelo indicativo de greve, aprovado em junho. A proposta de reajuste salarial do movimento docente é de três reajustes de 5,5%, nos meses de janeiro/2025, janeiro/2026 e dezembro/2026, respectivamente, totalizando 17,42% em dois anos (2025 e 2026), com respeito à data-base em janeiro.
A proposição dos professores é fruto das discussões em assembleias e considera as previsões de inflação para 2024 e 2025 do Boletim Focus, correspondendo a um ganho real, acima de inflação, de 4,1% ao ano, com respeito a data-base de janeiro. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), docentes das universidades estaduais acumulam uma perda salarial de 35% desde 2015.
As últimas rodadas de assembleias foram marcadas pelo rechaço da categoria a todas as propostas de reajuste do governo por considerá-las insuficientes. A nova atualização da proposta do governo para o movimento docente consistiu em três parcelas de reajuste salarial de 5,7%, nos meses de janeiro/2025, janeiro/2026 e dezembro/2026, respectivamente, como acordo salarial para os anos de 2025, 2026 e 2027, o que significa um ganho real de apenas 1,15% ao ano. Isso soma, de acordo com os cálculos do movimento docente, ganho real somente de 3,5% em três anos, caso as inflações de 2024, 2025 e 2026 fiquem na referência do atual teto da meta inflacionária do Banco Central. Ainda de acordo com os cálculos do movimento docente, se a inflação dos anos de 2024 a 2026 ficar dentro das previsões do último Boletim Focus, a nova proposta representa apenas 5,2% de ganho real entre 2025 e 2027, ou seja, 1,7% ao ano de ganho real.
“O nosso histórico é de muitas perdas e, na disposição de negociar, já flexibilizamos e muito a nossa proposta de índice de reajuste salarial, principalmente se considerarmos todo o cenário e números levantados pelo DIESSE. Mas o que está sendo imposto pelo governo à nossa categoria são condicionantes que nos desrespeitam e desvalorizam.” explicou Marcelo Lins, presidente da Adusc e Coordenador do Fórum das Associações Docentes das Universidades Estaduais da Bahia.
Vai ter greve?
A avaliação das diretorias das Associações Docentes é que ter greve ou não depende do governador. “Com as propostas colocadas em mesa até agora o que está posto é que o governador está nos empurrando para a greve. Queremos uma proposta razoável. Esperamos avançar no dia 11 de setembro, mas as nossas assembleias já debaterão no dia 16 de setembro a pauta da deflagração da greve. As assembleias que definirão os próximos passos acontecerão no mesmo dia em todas as universidades estaduais baianas”, reafirmou Lins.
Confira as informações de local e horário das rodadas de assembleias docentes que discutirão a deflagração da greve na próxima segunda-feira, dia 16 de setembro.
UEFS: Auditório 2 (Módulo 1) às 16h45
UNEB: Auditório da ADUNEB – Campus Salvador às 16h40
UESC: CÉU (Térreo do Pav. Adonias Filho) às 9h
UESB: Auditório da ADUSB – Campus Vitória da Conquista às 16h30

Um incêndio de grande proporção destruiu vários comércios, a maioria deles restaurantes, na noite de terça-feira (10), na Segunda Praia, em Morro de São Paulo, destino turístico da cidade de Cairu, no baixo sul da Bahia. Ninguém ficou ferido.
Segundo a Prefeitura de Cairu, equipes do Corpo de Bombeiros controlaram as chamas durante a madrugada desta quarta-feira (11), e as causas do incêndio estão em investigação.
A prefeitura informou que os moradores e comerciantes avaliam os prejuízos. A gestão municipal informou que presta apoio e promete reforçar a segurança para garantir a rápida retomada das atividades turísticas na região.
G1

Três pessoas morreram após uma batida entre uma van que transportava pacientes e uma carreta na manhã desta quarta-feira (11), na BR-324, em trecho da cidade de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador.
O motorista da van transportava 15 pacientes da cidade de Mutuípe, no Vale de Jiquiriçá, que fazem tratamento de saúde na capital baiana. Não há informações de quantas pessoas estavam na carreta.
Os pacientes deixaram Mutuípe por volta das 1h40 e o acidente aconteceu a cerca de 200 metros do pedágio de Simões Filho, às 4h30. Faltavam cerca de 50 km para chegar no destino final.
Enquanto era atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), o motorista da van informou que o acidente aconteceu após ele tentar desviar de um carro, que em alta velocidade, fazia uma ultrapassagem.
“Quando eu puxei para a direita, o carro passou direto e eu bati na lateral da carreta”, contou.
Por causa do acidente, um engarrafamento de mais de 1 km foi formado na rodovia, no sentido Salvador.
No dia 2 de setembro, quatro pessoas morreram e 16 ficaram feridas após o motorista de um ônibus perder o controle da direção e o veículo cair em uma ribanceira na BR-324, em trecho de São Sebastião do Passé, também na região metropolitana da capital baiana.
O ônibus transportava pacientes que fariam tratamento de saúde em Salvador. As vítimas saíram da cidade de Canarana, no norte do estado.
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Vítimas saíram de Mutuípe — Foto: Reprodução/TV Bahia
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Acidente aconteceu na BR-324, em trecho de Candeias — Foto: Reprodução/TV Bahia
Fonte: G1

Após o sucesso da sua primeira palestra, “Uma Fórmula para o Sucesso: Uma História, Uma Vida”, o professor e empresário Jodilton Souza está de volta ao Cajueiro Convenções para mais um evento que promete inspirar e impactar profundamente. A primeira palestra, realizada em março de 2023, foi um marco, lotando o centro de convenções com estudantes, profissionais e empresários, e abordando temas vitais como sucesso, disciplina, fé e organização financeira.
Agora, no dia 2 de outubro, Jodilton Souza retorna com sua nova palestra, “Construindo um Legado: O Sucesso para Além do Lucro”. Durante o evento, o professor anunciará uma novidade aguardada por muitos, fruto de pedidos recorrentes feitos ao longo dos anos. Nesta nova palestra, Jodilton Souza explorará como criar um legado duradouro e significativo, abordando o sucesso além das métricas tradicionais de lucro. O evento promete trazer novas perspectivas e insights valiosos sobre como alcançar um impacto real na vida das pessoas, deixando uma história, um legado.
Os interessados em participar podem garantir sua inscrição pelo Sympla ou diretamente nas unidades UNEF, UNIFAN, Colégio Nobre, HTO e União Médica. Para realizar a troca da inscrição por uma pulseira de acesso ao evento, é necessário entregar 2 kg de alimentos e apresentar o QR code, nas mesmas unidades mencionadas.
A primeira palestra foi marcada pela presença calorosa de toda a família do professor, refletindo a importância da união e do apoio familiar em sua jornada profissional. Esta nova palestra também promete ser um evento emocionante e enriquecedor, oferecendo aos participantes a oportunidade de se aprofundar no conceito de sucesso que transcende o lucro imediato.
Não perca a chance de se inspirar com mais uma apresentação memorável de Jodilton Souza, um dos maiores empresários da Bahia. Inscreva-se já e prepare-se para descobrir como construir um legado de sucesso que vai além das expectativas tradicionais.
Jodilton Oliveira Souza é CEO e presidente do Grupo Nobre, liderando instituições educacionais de destaque, como o Colégio Nobre, UNEF, UNIFAN e Maple Bear. Além da atuação na educação, é sócio majoritário da União Médica, onde ocupa o cargo de presidente do conselho administrativo. Também é CEO da rede Vida Nobre de Saúde, a maior do interior baiano, que conta com 5 hospitais, 7 clínicas e 2 laboratórios. No agronegócio, lidera a Agropecuária Serra Azul (ASA), especializada na seleção de Nelore e produção de gado de corte. No setor de entretenimento, está à frente do Cajueiro Convenções, Olimpo Eventos e do Estádio Professor Jodilton Souza, conhecido como Arena Cajueiro.