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Voluntários podem ter benefícios como folgas no trabalho, horas complementares em cursos universitários e vantagem em concurso público

Justiça Eleitoral procura brasileiros para o serviço de mesário; saiba como participar

Baianos com mais de 18 anos de idade e em situação regular com a Justiça Eleitoral que desejarem atuar de forma voluntária como mesários nas eleições deste ano podem se inscrever  pelo Portal do Mesário no site do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).  Após análise da inscrição, o eleitor será convocado para treinamento e atuação.

O que faz um mesário
A mesa receptora de votos é composta por um presidente, dois mesários, dois secretários e um suplente. No domingo de eleição, essa equipe é responsável por identificar eleitores, operar a urna eletrônica, registrar ocorrências, garantir o sigilo do voto, abrir e encerrar a votação, entre outras tarefas.

Como fazer parte da mesa receptora
Para se inscrever, basta o Portal do Mesário no site do TRE, pelo aplicativo e-Título ou comparecer presencialmente no cartório eleitoral. A ficha de inscrição será analisada pelo cartório eleitoral para verificar se existe vaga na sua seção eleitoral, no mesmo local, ou ainda em um local de votação próximo.

Benefícios
Quem trabalha nas eleições pode adquirir os seguintes benefícios:

os dias trabalhados podem contar como horas complementares em cursos universitários;
em caso de empate em concurso público, pode ter vantagem para o desempate (se estiver previsto no edital);
no dia da eleição, recebe auxílio-alimentação no valor de R$ 65 por turno trabalhado;
tem direito a dois dias de folga por cada dia trabalhado e ao concluir o treinamento, sem perder o salário.

Informações Metro1


A análise aponta que quase todo esse dinheiro circulou apenas entre empresas e pessoas associadas ao grupo do ex-banqueiro e do Banco Master

Banco Master | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Fachada da sede do Banco Master, na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo; instituição foi liquidada pelo Banco Central | Foto: Reprodução/Redes sociais

Transações financeiras envolvendo a Multipar, empresa ligada à família de Daniel Vorcaro, movimentaram mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A análise aponta que quase todo esse dinheiro circulou apenas entre empresas e pessoas associadas ao grupo do ex-banqueiro e do Banco Master, o que sugere uma possível tentativa de ocultação patrimonial, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com os dados, cerca de 93% do valor movimentado pela Multipar foi destinado ou proveniente de companhias, holdings e fundos de investimento conectados à família Vorcaro ou ao Banco Master.

Entre os destinatários, destaca-se o próprio banco, que recebeu R$ 5,8 milhões da holding.

Operações entre empresas do grupo chamam atenção do Coaf

No período analisado, a Multipar realizou aproximadamente 10 mil operações financeiras com mais de 30 empresas relacionadas ao grupo. O relatório do Coaf cita expressamente movimentos entre empresas do mesmo grupo econômico, o que pode indicar uso de contas como canal de passagem para recursos.

Entre as empresas envolvidas está o fundo GFS, administrado pela Reag, gestora responsável por fundos suspeitos de inflar artificialmente ativos do Banco Master. O GFS recebeu R$ 47 milhões da Multipar e repassou R$ 15 milhões à holding.

O documento também destaca a relação da Multipar com a Hebron Participações, principal parceira financeira e também uma holding não financeira, com Henrique Vorcaro e outra holdingcomo sócios. A Hebron transferiu R$ 419,2 milhões para a Multipar em mais de mil transações e recebeu R$ 104,3 milhões de volta em 352 operações.

Estrutura societária e suspeitas sobre ativos ambientais

Outro nome recorrente nas investigações é a Alliance Participações, envolvida em um suposto esquema de venda de ativos ambientais inflacionados. A Alliance comprou uma fazenda no Amazonas, fez projeto de estoques de carbono e vendeu papéis com valores elevados para a Global Carbon e Golden Green, usadas para aumentar o patrimônio de fundos geridos pela Reag.

O padrão de repasse entre Multipar e Alliance Participações repete o modelo de circulação de recursos entre empresas do mesmo grupo. A Multipar transferiu R$ 51,4 milhões para a Alliance, que devolveu R$ 27,1 milhões. Ambas têm o mesmo quadro societário e atuam no mesmo segmento.

Segundo o relatório, a Multipar também fez transferências milionárias para contas de membros da família Vorcaro. Henrique Vorcaro recebeu R$ 14,7 milhões, devolvendo R$ 1,4 milhão; Natália Vorcaro recebeu R$ 6,4 milhões e repassou R$ 1,9 milhão. A mãe de Daniel, Aline Vorcaro, também aparece nas operações, direta ou indiretamente.

O advogado Eugênio Pacelli, em nome de Henrique Vorcaro, afirmou que “todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são devidamente contabilizadas, lícitas e transparentes”. Pacelli também criticou a divulgação de trechos de documentos sigilosos, dizendo que “é inaceitável e causa indignação a divulgação seletiva de trechos de documentos sigilosos, prática que distorce o contexto, compromete a lisura dos fatos, afronta diretamente princípios éticos e legais e representa uma verdadeira ameaça ao processo legal”.

Informações Revista Oeste


Cole Allen, professor da Califórnia, é apontado como o atirador

O FBI investiga o ataque e o suspeito, Cole Allen, de 31 anos, será formalmente acusado em tribunal federal na segunda-feira 27 | Foto: Divulgação - Estados Unidos - Donald Trump
O FBI investiga o ataque e o suspeito, Cole Allen, de 31 anos, será formalmente acusado em tribunal federal na segunda-feira 27 | Foto: Divulgação

Falhas graves no esquema de segurança marcaram o jantar de gala do presidente Donald Trump, realizado na noite de ontem, no Hotel Hilton, em Washington D.C.

Além de Trump, participavam do evento o vice dele, J. D. Vance, a primeira-dama Melania e outras autoridades do primeiro escalão.

Todos precisaram sair às pressas, depois de disparos terem sido efetuados próximo dali. 

FBI, que investiga o ataque, revelou o nome do atirador: Cole Allen, professor de 31 anos. Amanhã, um tribunal federal vai acusá-lo formalmente.

Conforme as investigações, Allen mora na Califórnia, mas estava hospedado no Hilton. No momento da abordagem, ele portava uma espingarda, uma pistola e facas. Os agentes, porém, conseguiram impedir que ele entrasse no local exato da cerimônia.

Durante a ação, Allen atingiu um segurança, que passa bem, em virtude de um colete a prova de balas.

A CBS News noticiou que Allen confessou a intenção de balear membros do governo Trump.

Ele responderá por uso de arma de fogo em crime violento e agressão a agente federal com arma perigosa, informou a procuradora Jeanine Pirro.

Durante a madrugada, o FBI realizou buscas em uma residência ligada a Allen e, por enquanto, considera que ele seja “lobo solitário”.

Reação das autoridades a atentado contra Trump

Em pronunciamento na Casa Branca, Trump descreveu o ocorrido como “um momento traumático” e destacou a ação rápida dos agentes.

“Era um barulho muito alto e estava muito de longe”, declarou o presidente. “Melania percebeu rapidamente que havia algo errado. (…) Quero agradecer, claro, à primeira-dama. Foi um momento traumático também para ela, muitas coisas acontecendo ali em cima, muito rapidamente no palco, mas o tempo de reação foi muito bom.”

Trump declarou não ter certeza se o ataque teve motivação política, mas acredita que era o alvo, ao lembrar que sofreu duas tentativas de assassinato em dois anos. “Ser presidente é uma profissão perigosa”, disse.

O evento anual de correspondentes, que reuniu centenas de convidados, foi adiado por até 30 dias.

Informações Revista Oeste


Ministro entra no lugar de Cármen Lúcia

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 12 de maio a posse do ministro Nunes Marques no cargo de presidente da corte eleitoral.

Nunes Marques vai assumir o comando do TSE após o fim do mandato da atual presidente, ministra Cármen Lúcia, que completará período de dois anos à frente do tribunal.

A escolha do presidente do tribunal ocorre por antiguidade entre os ministros que também compõem o Supremo Tribunal Federal (STF). O vice-presidente será o ministro André Mendonça. 

Perfil

Natural de Teresina, Nunes Marques tem 53 anos de idade e foi indicado ao Supremo, em 2020, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro Celso de Mello. 

Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília. 

Foi advogado por cerca de 15 anos e juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.

Composição

O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos.

Agência Brasil


Estudo internacional reacende debate sobre diagnóstico precoce de um dos tumores mais letais

Um exame de sangue em fase de pesquisa inicial pode mudar o rumo de um dos cânceres mais silenciosos e agressivos da atualidade. Cientistas internacionais desenvolveram um painel com quatro biomarcadores capazes de identificar o câncer de pâncreas ainda em estágios iniciais — momento em que as chances de tratamento são significativamente maiores.

No Brasil, o câncer de pâncreas ainda figura entre os mais desafiadores. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que a taxa de sobrevida em cinco anos é baixa — gira em torno de 10%. Isso ocorre, sobretudo, porque a maioria dos casos é diagnosticada tardiamente.

Para a oncologista do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), Pamela Almeida, o principal obstáculo ainda está no diagnóstico tardio. “O câncer de pâncreas costuma evoluir de forma silenciosa. Quando conseguimos diagnosticar cedo, ampliamos de forma significativa as possibilidades de tratamento curativo”, afirma.

Detecção precoce – O novo teste combina quatro marcadores sanguíneos: dois já conhecidos — CA19-9 e trombospondina 2 (THBS2) — e outros dois identificados recentemente pelos pesquisadores: ANPEP e PIGR. Juntos, eles demonstraram alta capacidade de distinguir pacientes com câncer de pâncreas de pessoas saudáveis ou com doenças benignas.

Em resultados iniciais, o painel alcançou cerca de 91,9% de acerto na identificação geral da doença e 87,5% nos casos em estágio inicial, com baixa taxa de falsos positivos — um avanço relevante diante da ausência de métodos eficazes de rastreamento.

Limitações atuais – Os marcadores tradicionais, como o CA19-9, já são utilizados na prática clínica, mas apresentam limitações. Eles podem estar elevados em condições benignas e não são produzidos por todos os pacientes.

Segundo Pamela Almeida, a combinação de biomarcadores representa um salto importante. “Nenhum marcador isolado consegue oferecer segurança suficiente para rastreamento. A associação entre eles aumenta a precisão e pode ajudar a identificar tumores em fases mais iniciais”, explica.

Impacto clínico – A dificuldade no diagnóstico também está ligada à ausência de sintomas específicos nas fases iniciais. Quando surgem, sinais como perda de peso, dor abdominal e icterícia geralmente indicam doença mais avançada.

Dados do INCA mostram que, embora não esteja entre os cânceres mais incidentes, o de pâncreas apresenta alta letalidade. Fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, histórico familiar e doenças como a pancreatite crônica.

Olhar para o futuro – Apesar dos resultados promissores, o exame ainda está em fase de validação. “São achados muito relevantes, mas ainda precisamos de estudos maiores antes de incorporar esse teste à prática clínica”, pondera Pamela Almeida.

Na última semana, a comunidade científica tomou conhecimento dos dados de fase III de um novo fármaco, o Daraxonrasibe, que bloqueia a via RAS e dobra as chances de sobrevida em segunda linha. “Como 90% dos cânceres de pâncreas possuem essa mutação, é um grande avanço para nós, oncologistas gastrointestinais”, pontua a oncologista.

Ela destaca que o foco até a conclusão da pesquisa  deve seguir na vigilância de grupos de risco. “Ainda não temos rastreamento populacional, mas podemos avançar muito com acompanhamento direcionado e diagnóstico mais atento”, conclui.

Assessoria de Imprensa:


O X Encontro Baiano de Estatística (Ebest 2026) abriu, nesta sexta-feira (24/04), inscrições para participantes no site oficial ebest.sei.ba.gov.br. Também foi iniciada a submissão de artigos para a sessão de pôsteres. Nesta edição comemorativa de dez anos, o evento traz como tema “Modelando o Presente, Prevendo o Futuro: Explicação, Predição e Inteligência Artificial na Estatística e Ciência de Dados”. 

O Ebest 2026 será realizado nos dias 8, 9 e 10 de junho. A programação inclui dois minicursos on-line, nos dias 8 e 9, e uma plenária presencial no dia 10, com palestras, mesa-redonda e sessão de pôsteres.

As atividades presenciais acontecerão no auditório do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da UFBA, no Campus de Ondina, em Salvador (BA), com transmissão ao vivo pelo canal SEI Bahia no YouTube.

Promovido pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do IME e da Pró-Reitoria de Extensão, o encontro conta ainda com a parceria do Conselho Regional de Estatística da 5ª Região (Conre 5).

O evento vai debater o uso de modelos estatísticos e da inteligência artificial na produção de conhecimento, na tomada de decisão e no desenvolvimento tecnológico.

Pesquisadores, professores, estudantes, profissionais e interessados nas áreas de Estatística, Ciência de Dados, Matemática, Computação e Inteligência Artificial já podem se inscrever e submeter trabalhos.

Mais informações sobre programação, inscrições e normas para submissão de artigos estão disponíveis no site do evento.


Honraria foi concedida pelo CNPq

A bióloga Maria Teresa Fernandez Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é a vencedora deste ano do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, maior premiação da ciência brasileira. 

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), que concede a honraria em parceria com a Marinha do Brasil.

Criado em 1981, o Prêmio Almirante Álvaro Alberto é atribuído anualmente ao pesquisador que tenha se destacado pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor. 

A cerimônia de entrega será no dia 7 de maio, no Rio de Janeiro, quando Maria Teresa receberá um diploma, uma medalha e um prêmio de R$ 200 mil em dinheiro. 

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Pesquisa

Maria Teresa desenvolve pesquisas sobre a Amazônia há quase 50 anos. Atualmente, é docente dos Programas de Pós-Graduação em Ecologia e Botânica do Inpa, e lidera o grupo de pesquisa Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas (Maua)

O desejo de trabalhar com pesquisas na região amazônica, de acordo com a bióloga, surgiu logo que começou o curso de Biologia, a muitos quilômetros de distância, na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo. 

“Naquela época era basicamente um sonho”, lembra a pesquisadora. 

Mas o sonho começou a se tornar realidade a partir de uma especialização, já no Inpa. 

“Quando eu comecei, me foi oferecido um trabalho em ambientes de terra firme. E eu não estava muito satisfeita com isso, porque eu sempre gostei de água. Então eu fiz uma primeira viagem para o Rio Negro. Nesse momento, eu decidi que era nos rios que eu iria trabalhar”, disse.

Maria Teresa também se formou mestra e doutora no Inpa, e passou a atuar como pesquisadora efetiva em 1988. Mas ao longo de sua carreira também lecionou como professora convidada em muitas outras universidades e instituições de pesquisa.

A pesquisadora ainda participou de diversas iniciativas de cooperação científica internacional em prol da região, como o Conselho Científico Internacional do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia e a parceria Brasil–Alemanha Inpa/MCTI-Sociedade Max-Planck. 

Em âmbito nacional já integrou o Conselho Nacional de Zonas Úmidas do Ministério do Meio Ambiente o Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.

Seu principal objeto de estudo, no momento, são os efeitos da variação nos níveis de água, durante as cheias e vazantes dos rios. 

“A água sobe e desce ao longo do ano e transforma os sistemas de uma maneira única e gerando adaptações de organismos e também influenciando todas as cadeias alimentares e os estoques de carbono da região de uma maneira única”, explica.

Mas também pesquisa as mudanças ocorridas por ações humanas, como na construção de barragens. 

“O que a gente tem encontrado é que, em 30 anos após a Hidrelétrica de Balbina, em mais de 125 quilômetros de áreas, as florestas vêm morrendo gradualmente, em função da falta de regularidade no suprimento de água, porque esse suprimento passa a responder à demanda energética”, explica em referência à usina construída no Rio Uatumã, no Amazonas. 

A pesquisadora reforça a importância dos cursos d’água da região para o país, e alerta para uma corrida “contra o tempo” e contra ações humanas “deletérias”, que estão aprofundando a degradação desses ambientes e favorecendo as mudanças climáticas.

“Apenas os grandes rios como Amazonas, Solimões e Rio Negro, que são o que nós chamamos um conjunto de várzeas e igapós, cobrem 750 mil km quadrados. Isso é quase três vezes o estado de São Paulo. Os pequenos cursos d’água, que aqui são chamados igarapés, perfazem mais de 1 milhão de km quadrados”, explica Maria Teresa. 

“A sociedade brasileira, de uma maneira geral, depende de todo o balanço hídrico da região amazônica. Os corpos d’água e a floresta formam um conjunto que bombeia a água para os sistemas da terra e essa água se transforma em rios voadores que vão para o Sul, Sudeste”, disse.

“As pesquisas acabam sendo fundamentais para que a gente possa tanto designar áreas de preservação, quanto entender a fragilidade e a necessidade de preservar esses sistemas da maneira como eles normalmente funcionam”, defende. 

Com informações da agência Brasil.


Cantores tinham sido liberados da prisão por determinação do STJ

© MC Poze do Rodo/Instagram

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva dos envolvidos na Operação Narcofluxo, entre eles os cantores MC Ryam SP e MC Poze do Rodo e o influenciador Rafael Souza Oliveira por suspeita de participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro

O pedido da nova prisão, aceito pela Justiça nesta quinta-feira (23), foi feito pela Polícia Federal (PF) após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) LINK 1 conceder habeas corpus aos investigados, também na quinta-feira. 

Segundo a PF, novos elementos que indicariam risco de continuidade das atividades criminosas e possível interferência nas investigações foram encontrados nas investigações. 

As prisões temporárias, decretadas no dia 15, foram agora convertidas em preventivas, que não tem prazo definido de duração.

A investigação da PF aponta que o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas e uso de empresas de fachada. 

As defesas ainda não se manifestaram oficialmente.

* Com informações da TV Brasil


Decisão para deixar prisão domiciliar cabe a Alexandre de Moraes

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta sexta-feira (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para deixar a prisão domiciliar e fazer uma cirurgia no ombro.

O parecer atende pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que deu prazo de cinco dias para o procurador opinar sobre a questão.

“A Procuradoria-Geral da República não se opõe aos pedidos formulados por Jair Messias Bolsonaro, sem prejuízo da adoção das medidas de cautela reputadas necessárias”, opinou Gonet. 

De acordo com a defesa de Bolsonaro, o ex-presidente precisa passar por um procedimento cirúrgico para tratar uma lesão no manguito rotador do ombro direito. 

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista. 

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha.

Com informações da agência Brasil.


Paolo Zampolli disse que mulheres do Brasil “fazem confusão com tudo”

© REUTERS/Jonathan Ernst/Proibido reprodução

O Ministério das Mulheres repudiou as declarações do assessor especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, contra as mulheres brasileiras. Segundo a pasta, as afirmações reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres do país, em afronta à dignidade e ao respeito.

Recentemente, em entrevista à emissora italiana RAI, Zampolli disse que “as mulheres brasileiras fazem confusão com todo mundo”, e se refere a elas como “raça maldita”. “São programadas para fazer isso”, declarou o representante especial dos Estados Unidos para parcerias globais.

“Misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o Ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão”, diz a nota divulgada pela pasta, comandada pela ministra Márcia Lopes.  

Segundo o comunicado, o governo do Brasil reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia.

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, também publicou em suas redes sociais um repúdio à fala de Zampolli. Segundo Janja, ele é acusado por sua ex-mulher, a modelo brasileira Amanda Ungaro, de violência doméstica e abuso sexual e psicológico.

“As mulheres brasileiras, com muita força e coragem, rompem, diariamente, ciclos de violência e de silenciamento. Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’, não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, disse a primeira-dama. 

Com informações da agência Brasil.