Segundo ele, economia está em bom momento de atração de investimentos

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Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não deverão ter impactos imediatos na macroeconomia brasileira, disse, nesta segunda-feira (2), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

Ele ponderou, no entanto, que é difícil prever o desenrolar do conflito e que a pasta está analisando “com cautela” a questão.
“A escala do conflito vai determinar muita coisa. A economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento. Mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas, a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar”, disse na Universidade de São Paulo, antes de ministrar uma aula magna aos estudantes da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da instituição.
“Vamos acompanhar com cautela para eventualmente estarmos preparados para uma piora do ambiente econômico que nesse momento é difícil prever que vai acontecer”, acrescentou.
Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã disse que o país fechou o estreito de Ormuz para a passagens de navios e que as embarcações que tentarem passar pelo local serão incendiadas. O local é uma rota fundamental para o transporte mundial de petróleo.
Com informações da Agência Brasil.
No quarto trimestre, o resultado ficou estável com variação de 0,1%

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A economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o terceiro trimestre. Com esse desempenho, o ano de 2025 fechou com expansão de 2,3%. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,7 trilhões, no ano passado. Já o PIB per capita ─ valor do PIB dividido pela população do país ─ alcançou R$ 59.687, crescimento real (descontada a inflação) de 1,9% na comparação com 2024.
Tanto o PIB corrente quanto o per capita estão no maior patamar já calculado pela série histórica do IBGE, iniciada em 1996.
Veja o comportamento da economia brasileira nos últimos cinco anos com crescimento:
O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).
Em uma avaliação pela perspectiva da produção, os dados mostram que todas as atividades apresentaram expansão, com destaque para a agropecuária.
O crescimento da agropecuária é explicado, principalmente, pelo aumento na produção e ganhos na produtividade de várias culturas, como o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025.
Na indústria, o destaque foi a extração de petróleo e gás, que colaborou para que o valor adicionado das indústrias extrativas fechasse o ano com alta de 8,6%.
A construção ficou estável, com variação positiva de 0,5%.
O setor de serviços mostrou aquecimento, segundo o IBGE, com crescimento em todas as atividades: informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%), outras atividades de serviços (2,0%), atividades imobiliárias (2,0%), comércio (1,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
O desempenho da agropecuária teve peso de 32,8% do crescimento do PIB em 2025.
As quatro atividades que mais contribuíram para a expansão da economia, agropecuária, indústria extrativa, outras atividades de serviço, e informação e comunicação, somaram 72% do crescimento do PIB do ano passado.
Pelo lado do consumo, o segmento consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, empurrado pela melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda.
Apesar de estar no campo positivo, o desempenho representa desaceleração em relação ao crescimento de 2024, quando o segmento avançou 5,1%.
A explicação para perda de ritmo, segundo o IBGE, está principalmente na política monetária contracionista, ou seja, patamar alto de juros.
O consumo do governo cresceu 2,1% em 2025.
A Formação Bruta de Capital Fixo, isto é, o volume de investimentos, cresceu 2,9% em 2025. O desempenho foi puxado pelo aumento da importação de bens de capital (máquinas e equipamentos) e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da construção.
A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
A variação de 0,1% no quarto trimestre em comparação com o terceiro trimestre revela que, pela ótima do consumo, os serviços e a agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%.
Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1%, enquanto o das famílias ficou estável (0%). A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,5%.
“O PIB ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
O aperto monetário que fez o PIB desacelerar em 2025 se refere à alta taxa de juros. Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais.
A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025.
A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.
O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.
Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida.
É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
Com informações da Agência Brasil.

O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Pedro Maia, apresentou nesta segunda-feira (2) as diretrizes da Nota Técnica que norteará os gastos públicos com o São João em 2026. Em um movimento inédito que une o MP, os Tribunais de Contas (TCE e TCM) e a União dos Municípios da Bahia (UPB), o órgão estabeleceu um limitador indicativo de R$ 700 mil para a contratação de atrações artísticas.
De acordo com Maia, a medida não é uma imposição arbitrária, mas uma resposta a um estudo aprofundado que detectou distorções graves nos valores cobrados. “É uma noite de entendimento e avanço na direção da proteção do erário. O gasto público terá regramento e ineditismo, fruto de um estudo que contou com a participação de unidades federativas de todo o Nordeste”, afirmou o Procurador-Geral.
O Ministério Público esclarece que o valor de R$ 700 mil funciona como um sinal de alerta. Atrações que custarem acima deste patamar — que representa o topo de 99% dos contratos realizados no estado — colocarão o município sob lupa imediata dos órgãos de controle.
Pedro Maia explica que a fiscalização se baseará em duas “molduras” fundamentais: variação do artista: onde não será aceita uma variação expressiva e sem justificativa entre o que o artista cobrou na média do ano (maio a julho de 2025) e o valor pedido para 2026; e o gasto total do município, que pondera que o valor total investido pela prefeitura na festa deste ano não deve ultrapassar o montante do ano passado, corrigido apenas pelo IPCA.
“Não pode haver uma variação expressiva sem justificação de um artista em relação à média do que ele cobrou ao longo do ano. O objetivo é evitar que os valores destoem absurdamente do que foi realizado nos anos anteriores”, pontuou Maia.
Ao finalizar, Pedro Maia celebrou o consenso alcançado entre os órgãos de fiscalização e os gestores. “Estamos satisfeitos com o que fazemos. É um avanço na proteção do gasto público dos municípios, do Estado e da União, inclusive no que diz respeito às emendas parlamentares destinadas a essas contratações”, concluiu.
Informações Bahia.ba

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã deu inicio a especulações e a uma escalada das cotações internacionais do petróleo. No Brasil aumenta a pressão sobre o aumento das tarifas dos combustíveis e com isso poderá haver atraso no ciclo da queda da taxa de juros. Especialistas afirmam que não haverá risco de desabastecimento no país.
Nesta segunda-feira, 2, o barril do petróleo chegou a US$ 80. Foi o maior patamar atingido desde janeiro de 2025.
A Petrobras ainda não se manifestou sobre o assunto. Os novos patamares de preços no mercado internacional costumam alinhar as decisões por reajustes, especialmente em momentos delicados como o atual.
A exportação da commodity é o principal na receita da estatal brasileira. Com isso, o mercado reagiu positivamente em relação aos ativos da empresa. As ações preferenciais fecharam o primeiro pregão na B3, Bolsa de Valores do Brasil, com alta de 4,63%, sendo cotadas a R$ 44,71.
Analistas brasileiros e internacionais afirmam que um eventual fechamento do Estreito de Hormuz, que é controlado pelo Irã, por um período mais longo ou pela intensidade do conflito será o sinalizador do impacto sobre os preços, informa o jornal Folha de S.Paulo. A maior parte desse volume se destina a consumidores como a China e a Índia, os grandes asiáticos, responsáveis pelo consumo de um quinto da produção mundial de petróleo.
Marcus D’elia, sócio da Leggio Consultoria, diz que “por enquanto, espera-se muita volatilidade nas cotações internacionais, mas o preço do barril deve ser contido pela sobra de óleo no mundo, resultado do crescimento baixo da demanda menor que o da oferta”.
Na opinião de D’elia, “um conflito de até dez dias manteria o barril entre US$ 80 e US$ 100, mas de forma temporária, já que os principais clientes do Oriente Médio têm estoques suficientes para substituir 100 a 200 dias de importação.”
Analistas do Scotiabank ressaltaram que “esse cenário tem impactos macroeconômicos conflitantes para o país.”
“Por um lado, amplia as receitas com a exportação de petróleo e, consequentemente, valoriza o real”, afirmou a Scotiabank. “Preços de energia estruturalmente mais altos são altamente inflacionários e quase certamente dificultariam o ciclo iminente de cortes de juros recentemente sinalizado pelo Banco Central.”
O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis, Sérgio Araújo, afirma que “o Brasil não depende do Estreito de Hormuz para garantir o abastecimento de combustíveis”. De acordo com ele, “o país depende de diesel importado, mas a maior parte vem dos Estados Unidos e da Rússia”.
“Não vejo nenhum risco para o suprimento”, prossegue Araújo. “Há uma pressão maior sobre a Petrobras porque as defasagens estão muito elevadas.”
A Petrobras afirma, em nota, que seus fluxos de importação “são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”. “A Petrobras reforça que não há risco de interrupção das importações e exportações no momento.”
Informações Revista Oeste

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) incluiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na equipe de defesa que o representa no Supremo Tribunal Federal (STF). A formalização ocorreu por meio de documento protocolado pelo advogado Paulo Amador, responsável pela condução do caso.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo que apura uma suposta tentativa de golpe. A ação penal tramita na Suprema Corte e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Flávio é formado em direito e possui inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme consulta ao cadastro nacional da entidade. Antes de ser incluído oficialmente como advogado na ação, o senador já tinha autorização para realizar visitas permanentes ao pai, nos mesmos moldes concedidos aos demais integrantes da defesa.
No início do ano, Bolsonaro também incorporou à equipe o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida. A ampliação do time jurídico ocorre em meio ao cumprimento da pena imposta pela Corte.
Além da atuação na defesa, Flávio é apontado como pré-candidato ao Palácio do Planalto por decisão do próprio Bolsonaro, movimento que reforça seu protagonismo no grupo político do ex-presidente.
Procurado, o senador confirmou, por meio de nota, que passa a integrar formalmente a defesa do pai no processo em curso no STF.
Informações Revista Oeste

com César Oliveira
tema: Guerra EUAxIRÃ

O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira (2) ter realizado um ataque contra o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A informação foi divulgada pela agência de notícias AFP.
De acordo com a agência, a Guarda Revolucionária iraniana declarou ter lançado uma nova leva de mísseis com dois alvos principais: o gabinete de Netanyahu e o quartel-general do comandante da Força Aérea de Israel.
Até a última atualização desta reportagem, o governo israelense ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a alegação iraniana nem confirmado eventuais danos ou vítimas decorrentes do suposto ataque.
O episódio ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, após confrontos recentes envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos, que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
*Pleno.News
Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN / POOL

O prefeito José Ronaldo de Carvalho assinou, nesta segunda-feira (02), os novos contratos das agências de publicidade e propaganda responsáveis pela conta institucional e de utilidade pública da Prefeitura de Feira de Santana. A formalização contou com a presença do secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas, e da secretária de Administração, Sandra Peggy.
Com a medida, atuam junto ao Governo Municipal as agências Mercado de Propaganda e Marketing, Cidade Propaganda, Ativa Propaganda, Arte Capital e S.G. Propag.
O contrato contempla atividades integradas como estudos, planejamento estratégico, conceituação, criação de campanhas, execução interna, intermediação e supervisão de serviços externos, além da distribuição de publicidade nos veículos de comunicação e demais meios de divulgação.
A iniciativa tem como finalidade fortalecer a divulgação das ações da administração municipal, ampliar o alcance das campanhas educativas, informar a população sobre serviços públicos e garantir maior transparência das atividades desenvolvidas pelo governo.
*Secom

As fortes chuvas que atingem o interior da Bahia desde a última semana continuam provocando alagamentos, destruição de vias, suspensão de aulas e decretos de situação de emergência em diferentes municípios.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, nível máximo de severidade, para 392 municípios baianos devido ao acumulado expressivo de precipitação. O aviso de grande perigo começou às 10h33 de 28 de fevereiro e segue válido até às 23h59 desta segunda-feira (2), com previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora ou volumes acima de 100 milímetros por dia, cenário que eleva o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos.
Confira a situação por localidade:
*Metro1 com informações do g1 Bahia, TV Bahia, TV Oeste e TV Subaé
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, nível máximo de severidade, para 392 municípios da Bahia devido ao acumulado expressivo de chuvas. O aviso de grande perigo começou às 10h33 de 28 de fevereiro e permanece válido até as 23h59 desta segunda-feira (2).
A previsão indica chuva superior a 60 milímetros por hora ou volumes acima de 100 milímetros por dia. O cenário eleva o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas, sobretudo em áreas consideradas vulneráveis.
Entre as orientações estão desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observar sinais de movimentação em encostas, permanecer em local abrigado e proteger pertences com sacos plásticos em caso de inundação.
Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193. As autoridades recomendam acompanhar os boletins oficiais e evitar áreas de risco durante o período do alerta.
Informações Metro1