
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) indica um cenário de forte polarização em simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ambos aparecem empatados pela primeira vez nas simulações do instituto.
No principal confronto testado, Flávio aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%, configurando empate dentro da margem de erro. Em relação ao levantamento anterior, o petista recuou três pontos percentuais, enquanto o senador subiu 1,4 ponto.
A pesquisa também testou Lula contra outros nomes da direita e do centro-direita. Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o petista registra 47,3%, ante 45,4% do adversário. Em disputa com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula tem 47,5%, enquanto ela soma 44,7%.
Em cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, frente a 41,7% do mineiro. Já contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 45,7%, ante 37,6% do goiano.
Contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), Lula tem 45,5%, enquanto o paranaense registra 39%. Em disputa com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), o petista soma 45,2%, ante 24,5% do tucano.
Lula, porém, aparece numericamente atrás contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse confronto, Tarcísio registra 47,1%, enquanto o presidente tem 45,9%. O levantamento mostra ainda que Lula é rejeitado por 48,2% dos eleitores. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46,4%, e Jair Bolsonaro, de 44,2%.
Questionados sobre qual resultado eleitoral geraria mais temor, 47,5% dos entrevistados afirmaram que a reeleição de Lula causaria mais medo do que a vitória de Flávio Bolsonaro. Outros 44,9% disseram que a vitória do senador seria mais preocupante do que a permanência do petista no Palácio do Planalto. Para 7,1%, ambos os desfechos geram preocupação equivalente.
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.
*AE
: Andressa Anholete/Agência Senado // Ricardo Stuckert/PR

A revista britânica The Economist afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro está envolvido em um “enorme escândalo”. O texto publicado nesta terça-feira (24) relata a investigação das fraudes financeiras do Banco Master e o envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro com os ministros da Corte.
– Mesmo defendendo a democracia, o tribunal tem se mostrado mais intransigente, por vezes interpretando críticas a seus membros como um ataque à própria democracia – afirma a revista.
A publicação destaca as ligações de dois membros do STF com o Master: os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
– Os problemas começaram desde o início – afirma a revista.
Toffoli, que foi designado inicialmente para ser o relator da investigação do banco no Supremo, viajou de jatinho particular com o advogado Augusto Arruda Botelho, que presta serviços a membros do banco.
A revista destaca também a participação do ministro em negócios com o banqueiro. Toffoli é sócio anônimo da Maridt, que é dirigida por dois irmãos dele e tinha participação em dois resorts da rede Tayayá.
A empresa vendeu sua fatia no negócio de hospedagem no Paraná a fundo de investimento que tinham como acionista Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. Quando as conexões vieram à tona, Toffoli deixou a relatoria do inquérito que apura as irregularidades do Master no STF.
O texto da The Economist cita ainda que a mulher de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, teve seu escritório de advocacia contratado para prestar serviços ao Banco Master. O acordo previa pagamentos mensais de cerca de R$ 3,6 milhões por 36 meses, totalizando até R$ 129 milhões ao longo de três anos.
O Supremo abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades e vazamentos de dados da Receita Federal de ministros da Corte e de seus familiares. O STF afirmou em nota que a investigação foi iniciada como um desdobramento do inquérito das fake news, do qual Moraes é relator.
– Alguns membros do tribunal parecem acreditar que têm um problema, pelo menos com a percepção pública – diz o texto.
A revista afirma que isso é importante porque candidatos de direita podem ampliar sua presença no Congresso Nacional nesta eleição, e que parte deles usa como bandeira a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Para tentar melhorar a imagem da instituição, o presidente do Supremo, Edson Fachin, propôs a adoção de um código de conduta para os membros do tribunal. Em entrevista ao Estadão, o ministro afirmou que é uma “medida de defesa” da Corte.
– Os senhores Toffoli e Moraes reagiram imediatamente. Ambos afirmam nunca terem julgado um caso com conflito de interesses e que a adoção de um código de ética é desnecessária. Independentemente de suas crenças, seus inimigos no Congresso estão de olho – afirma a The Economist, em referência a declarações dos ministros em sessão da Corte.
*AE

Os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO), Junio Amaral (PL-MG), Marcel van Hattem (Novo-RS), Luiz Lima (Novo-RJ), Gilson Marques (Novo-SC), Adriana Ventura (Novo-SP), Ricardo Salles (Novo-SP), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Delegado Palumbo (MDB-SP) apresentaram sete projetos para sustar os efeitos da Resolução Gecex nº 852, que elevou o Imposto de Importação de cerca de mil produtos.
Entre os novos bens taxados, estão smartphones, bens de capital, equipamentos de informática e telecomunicações.
“O Congresso Nacional não pode se omitir diante de um ato infralegal que amplia significativamente a tributação e produz impactos econômicos relevantes sem o devido debate legislativo”, traz o projeto do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
O parlamentar explicou que a elevação tarifária compromete a produtividade, desestimula a inovação e reduz a inserção do país nas cadeias globais de valor. Além disso, deve gerar efeitos inflacionários indiretos ao encarecer bens de consumo e equipamentos utilizados na produção.
Na rede social X, Nikolas escreveu que “o governo decidiu aumentar o imposto de quase mil produtos enquanto o brasileiro luta para pagar a conta no fim do mês”.
“Qual o resultado óbvio disso?”, questionou. “Aumento no valor dos produtos que você consome. Por isso, já apresentei um Projeto de Decreto Legislativo para sustar essa resolução. Se querem debater aumento de imposto, que façam às claras, no Parlamento, e não por canetada.”

O governo brasileiro aumentou, no início deste mês, a alíquota do imposto de importação incidente sobre mais de mil itens estrangeiros, incluindo smartphones, bens de capital e equipamentos de informática. A medida elevou a taxação dessas compras em até 7,2 pontos percentuais, atingindo diretamente máquinas essenciais para a produção industrial e dispositivos de telecomunicação.
Enquanto o Ministério da Fazenda defende a iniciativa para preservar a soberania tecnológica do país, o setor de importação critica o impacto imediato na competitividade das empresas e o efeito inflacionário para o consumidor final.
Em nota técnica, a Fazenda informou que as importações de bens de capital e informática acumularam crescimento de 33,4% desde 2022. O governo argumenta que a presença de produtos estrangeiros no consumo nacional ultrapassou os 45% em dezembro passado, nível que, segundo o ministério, ameaça colapsar elos da cadeia produtiva brasileira e provocar uma regressão tecnológica de difícil reversão.
Informações Revista Oeste

Uma confusão em Retirolândia, cidade localizada a 285 quilômetros de Salvador, quase terminou em tragédia após um homem ser baleado na cidade. Segundo informações, um homem, que não teve a identidade revelada, foi enforcado e baleado por moradores da cidade após divulgar fotos íntimas da ex-namorada.
Conforme a polícia, os agressores seriam parentes da ex-companheira da vítima. A Polícia Militar foi acionada no fim da manhã para apartar a briga na região da estrada para os Barreiros, região central da cidade. Ao chegarem ao local, foram informados que a vítima teria sido enforcada e baleada, e fugindo do local na sequência.
Ao ser achado pelos PMs, em uma área de pasto, ele foi levado para o hospital da cidade, onde foi internado para tratar dos ferimentos. Ele foi transfeirdo para Feira de Santana, onde está internado no Hospital Clériston Andrade, mas não há informações sobre o estado de saúde dele. Em nota, a PM afirmou que os agressores ainda não foram localizados.
“Na manhã de terça-feira (24), militares do 16ºBPM foram acionados para verificar uma ocorrência de disparo de arma de fogo em Retirolândia. No local, um homem havia sido baleado, sendo socorrido a uma unidade de saúde. Rondas foram realizadas em busca dos supostos agressores, sem êxito”, disse o comunicado.
Conforme revelado por testemunhas, dois sobrinhos da mulher teriam participado das agressões, sendo um deles responsável por enforcar a vítima e o outro responsável pelo tiro com uma espingarda artesanal.
Informações Bahia.ba

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (25) o julgamento dos acusados de assassinar a ex-vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em 2018. O segundo dia de julgamento é destinado aos votos dos ministros que integram o colegiado.
O primeiro a ler o seu voto foi o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, ele apresentou as questões preliminares apresentadas pelas defesas e destacou a motivação política do crime.
“Eu já, desde logo, afasto as preliminares de incompetência do STF, de inépcia da inicial, de inexistência de justa causa, também afasto a preliminar em relação à nulidade da colaboração premiada”, disse Moraes.
“Se juntou a questão política com misoginia, com racismo, com discriminação. Marielle era uma mulher preta, pobre, que estava peitando os interesses de milicianos. Qual o recado mais forte que poderia ser feito? E na cabeça misógina de executores, quem iria ligar pra isso?”, emendou.
O ministro ainda chamou a atenção para o fato de os acusados não esperarem ser responsabilizados.
“O assassinato de Marielle tem que ser compreendido não só como atentado a parlamentar, mas um crime na ideia de dominação do crime organizado, e também de violência de gênero de interromper mulher que ousou ir de encontro aos interesses de milicianos homens, brancos e ricos. O recado a ser dado era esse […] Numa cabeça de 50, 100 anos atrás, vamos executá-la e não terá repercussão. Eles não esperavam tamanha repercussão. E a partir disso uma série de execuções”, avaliou.
Moraes disse ainda que destacou que há fartas provas de que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e Robson Fonseca formaram uma organização criminosa voltada para a prática de atividades criminosas.
“Não só manter a finalidade de enriquecimento ilícito com a lavagem, mas também para afastar a oposição política e garantir afastando a oposição política de Marielle Franco, garantir a perpetuação do seu reduto eleitoral mediante o uso de força atuação violência assassinatos”, disse.
“Dentro desse contexto, Domingos e João Francisco Brazão foram os mandantes do duplo homicídio e da tentativa de homicídio contra as vítimas”, emendou Moraes.
Após o voto de Moraes, votam os ministros Cristiano Zanin, Carmen Lúcia e o presidente da Turma, Flávio Dino.
Informações Bahia.ba

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o texto do Projeto de Lei (PL) Antifacção, que deve ser votado no plenário nesta terça-feira, 24, é resultado de um acordo técnico entre o governo federal, o deputado-relator Guilherme Derrite (PP-SP) e parlamentares depois das alterações feitas pelo Senado.
“O acordo se dá quando há atendimento de pleitos”, afirmou Motta. “Foi isso que o governo trouxe, por meio do ministro da Justiça [Wellington César Lima e Silva], e o relator está acolhendo essas mudanças. Por isso o acordo foi estabelecido.”
A proposta já havia sido aprovada pela Câmara no ano passado, mas retornou para nova análise com modificações feitas pelo relator do PL Antifacção no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE) — procedimento padrão no processo legislativo quando há mudanças no mérito do texto.
O presidente da Câmara ressaltou que, depois tramitação nas duas Casas, não há espaço para inclusão de novos pontos, apenas ajustes entre os textos aprovados.
“O texto, levando em consideração o que foi aprovado no Senado, tem margem de manobra menor”, explicou Motta. “Não se pode trazer novidades, mas sim adequações entre o que foi aprovado na Câmara e no Senado.”

De acordo com ele, as alterações foram discutidas tecnicamente com Derrite, a equipe do Ministério da Justiça e a Secretaria-Geral da mesa diretora da Câmara. A intenção, segundo Motta, é “garantir que as mudanças estivessem dentro do regimento e atendessem politicamente ao que foi trazido pelo governo”.
Motta também destacou que o projeto busca consolidar uma resposta institucional ao avanço do crime organizado no país.
“O que defendemos desde o início foi uma condução eminentemente técnica de um tema que é prioridade para a sociedade brasileira”, disse Motta. “Depois de uma longa discussão na Câmara e no Senado, foi possível chegar a um entendimento com a equipe técnica do governo. Isso permite que o projeto seja votado sem as amplas divergências que tivemos anteriormente.”
O presidente da Câmara classificou o projeto como um “esforço do governo e do relator para colocar a segurança pública e o enfrentamento às facções criminosas como uma questão de Estado, e não de um lado ou de outro da política”.
Motta ainda destacou que o projeto prevê endurecimento de penas e atualização do marco legal, “para que possamos ter uma lei que funcione e permita o avanço no combate ao crime organizado”.
Informações Revista Oeste

A 5ª Unidade de Processamento Judicial das Varas Cíveis de Goiânia condenou a empresa Casa de Carnes Frigorífico Goiás Ltda ao pagamento de R$ 130 mil por danos morais coletivos e descumprimento de decisão judicial. A sentença reconheceu prática discriminatória contra consumidores em razão de convicção político-partidária.
Em setembro de 2025, o estabelecimento exibiu cartaz com a frase: “Petista aqui não é bem-vindo”. No mesmo mês, reforçou a mensagem em redes sociais ao publicar: “Não atendemos petista”.
O Ministério Público de Goiás (MPGO) acionou a Justiça e obteve decisão liminar determinando a retirada do conteúdo. Mesmo assim, no dia 30 de setembro, o frigorífico divulgou nova peça publicitária com os dizeres: “Bandido aqui não é bem-vindo, e nem quem vota em bandido” e “Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não”, acompanhada da hashtag“semmimimi”.
O MPGO voltou a informar à Justiça o descumprimento da ordem. Segundo a ação, a empresa manteve publicações relacionadas às campanhas anteriores, incluindo vídeo do proprietário comentando a expressão “petista não é bem-vindo”. Para o órgão, a conduta evidenciou intenção de manter a prática discriminatória.
OEm novembro de 2025, o frigorífico publicou nova propaganda com teor semelhante, incluindo a frase: “Camarão GG: maior que cérebro de petista”.
Na sentença, o juiz Cristian Battaglia de Medeiros afirmou que as mensagens criaram distinção entre consumidores com base em critério político-partidário, extrapolando o campo da opinião para ingressar na esfera da discriminação vedada pelo ordenamento jurídico. O magistrado destacou que a decisão não restringe manifestação pessoal de opinião política, mas impede o uso de elemento discriminatório em publicidade comercial.
“Importante registrar que não se trata de restringir o direito do empresário de manifestar suas opiniões políticas em âmbito pessoal, o qual possui liberdade para tanto (em seu perfil nas redes sociais)”, afirmou o juiz na sentença. “Mas [a intenção foi a] de coibir a utilização de elemento discriminatório em publicidade comercial, já que a prática viola princípios fundamentais do ordenamento jurídico e da ordem econômica.”
Do valor fixado, R$ 100 mil correspondem ao descumprimento de decisões judiciais. Os outros R$ 30 mil referem-se ao dano moral coletivo.
Informações Revista Oeste
Reprodução assistida amplia possibilidades

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A gestação tardia deixou de ser exceção e passou a integrar o cenário reprodutivo brasileiro. Cada vez mais mulheres optam por engravidar após os 35 anos, movimento diretamente ligado a mudanças sociais, profissionais e culturais — e que tem na reprodução assistida uma importante aliada.
Dados do IBGE mostram que, nas últimas décadas, houve crescimento consistente no número de mulheres que têm o primeiro filho após os 30 anos. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a fertilidade feminina sofre redução progressiva com a idade, especialmente após os 35, o que impacta o tamanho da família desejada.
Mudança de prioridades – Para a especialista em reprodução humana, Wendy Delmondes, coordenadora da unidade de Reprodução Humana do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), esse fenômeno está diretamente ligado às transformações no papel da mulher na sociedade.
“As mulheres entraram no mercado de trabalho, conquistaram educação, autonomia e passaram a priorizar outras realizações, inclusive materiais. Em muitos casos, há uma mudança de propósito de vida, que afasta a procriação e aproxima da autorrealização”, afirma.
A médica acrescenta que também houve redução da pressão social por famílias numerosas, o que contribuiu para o adiamento da maternidade.
Limite biológico – O adiamento, porém, traz consequências. A fertilidade feminina é limitada biologicamente e não acompanha o ritmo das transformações sociais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a chance de gravidez natural cai de forma mais acentuada após os 35 anos, enquanto aumentam os riscos obstétricos.
“O que vemos com frequência são mulheres com mais idade que se arrependem de não terem tido filhos ou de não terem formado a família do tamanho que desejavam, justamente por causa do limite imposto pela idade biológica”, explica a Drª Wendy.
Reprodução assistida em alta – Nesse contexto, a reprodução assistida ganha protagonismo. Técnicas como fertilização in vitro (FIV) e congelamento de óvulos têm ampliado as possibilidades reprodutivas, inclusive como estratégia preventiva.
“Antes dos 35 anos, congelar óvulos quando eles ainda são bons pode ampliar muito as opções reprodutivas para o futuro”, destaca a especialista.
A tendência é global. Em países como a Dinamarca, referência em políticas de saúde reprodutiva, cerca de 12% dos nascimentos já eram decorrentes da medicina reprodutiva em 2020, segundo dados oficiais europeus.
Nova dinâmica familiar – A médica observa que esse cenário pode estar associado a uma nova etapa da revolução de gênero, com maior participação masculina no cuidado do lar e dos filhos.
“Os homens começam a contribuir mais com o trabalho dentro de casa, fortalecendo as famílias e promovendo maior igualdade nos papéis familiares. Essa redefinição pode influenciar positivamente a decisão de ter filhos”, avalia.
Legado e escolhas – Apesar do avanço tecnológico, os especialistas reforçam que a reprodução assistida não elimina completamente os efeitos do tempo sobre a fertilidade. Por isso, informação e planejamento são considerados fundamentais.
Além dos aspectos biológicos, Wendy Delmondes chama atenção para a dimensão afetiva e social da maternidade. “Precisamos fortalecer os valores familiares e reconhecer as alegrias proporcionadas pelos filhos. Eles têm um papel importante na transmissão do nosso legado moral”, conclui.
Com informações da assessoria de Comunicação,
Março Azul alerta para diagnóstico precoce e papel da cirurgia robótica

Foto: divulgação
Tradicionalmente associado a pessoas acima dos 50 anos, o câncer colorretal tem apresentado crescimento preocupante entre adultos jovens, acendendo um alerta na comunidade médica durante o Março Azul, mês dedicado à conscientização sobre a doença. Mudanças no estilo de vida, alimentação inadequada, sedentarismo e atraso no diagnóstico estão entre os fatores que ajudam a explicar esse novo perfil epidemiológico.
Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o câncer colorretal é o terceiro tipo mais incidente no país, com estimativa de cerca de 45 mil novos casos por ano no Brasil. Estudos recentes do próprio INCA mostram aumento progressivo da incidência em pessoas com menos de 50 anos, faixa etária que, até pouco tempo, não fazia parte do rastreamento de rotina.
Para o coloproctologista Ramon Mendes, coordenador do Núcleo de Coloproctologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), o cenário exige atenção redobrada. “Estamos diagnosticando câncer colorretal em pacientes cada vez mais jovens, muitas vezes em estágios avançados, porque os sintomas iniciais são confundidos com problemas benignos, como hemorroidas ou alterações intestinais funcionais”, explica.
Especialista em cirurgias colorretais minimamente invasivas e robóticas, Ramon Mendes destaca que sinais como sangramento nas fezes, dor abdominal persistente, perda de peso inexplicada e alteração do hábito intestinal não devem ser ignorados, independentemente da idade. “A ideia de que jovem não tem câncer precisa ser definitivamente abandonada”, reforça.
Com o avanço tecnológico, a cirurgia robótica tem se tornado uma aliada importante no tratamento do câncer colorretal, inclusive em pacientes jovens, que tendem a exigir abordagens menos invasivas e com recuperação mais rápida. “A robótica oferece visão tridimensional ampliada, maior precisão nos movimentos e melhor preservação de nervos e estruturas anatômicas, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente no pós-operatório”, afirma o especialista.
Pioneiro da cirurgia robótica na Bahia e fundador do Instituto Ramon Mendes, o médico ressalta que a técnica é especialmente vantajosa em tumores localizados em regiões complexas, como o reto. “Conseguimos remover o câncer com segurança oncológica e, ao mesmo tempo, reduzir complicações como disfunções urinárias, sexuais e intestinais”, pontua.
Segundo dados da Strattner, empresa responsável pela difusão da cirurgia robótica no país, o Brasil já ultrapassou a marca de 100 sistemas robóticos instalados, com crescimento contínuo dos procedimentos em coloproctologia. A plataforma robótica tem ampliado o acesso a cirurgias mais precisas, com menor sangramento, menos dor e menor tempo de internação hospitalar.
Esse avanço acompanha uma tendência internacional de adoção da robótica como padrão em centros especializados no tratamento do câncer colorretal, especialmente em casos que exigem alta complexidade técnica.
Apesar dos benefícios da tecnologia, Ramon Mendes — que foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia para o biênio 2029/2030 — reforça que o principal desafio continua sendo o diagnóstico precoce. “A cirurgia robótica é uma grande aliada, mas ela não substitui o rastreamento adequado. Quanto mais cedo o câncer é identificado, maiores são as chances de cura, independentemente da técnica utilizada”, ressalta.
No contexto do Março Azul, a recomendação dos especialistas é clara: pessoas com histórico familiar da doença, sintomas persistentes ou fatores de risco devem procurar avaliação médica, mesmo antes dos 50 anos. “Informação salva vidas. E hoje, além de diagnosticar mais cedo, temos tecnologia para tratar melhor”, conclui o coloproctologista.
Com informações da assessoria de Comunicação.

Nesta terça-feira (24), integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado afirmaram que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, poderá comparecer ao Senado com o apoio da Polícia Federal (PF). De acordo com os senadores do colegiado, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disponibilizou a estrutura da corporação para o transporte do banqueiro.
– A absoluta transparência nesse caso é o grande antídoto que a sociedade brasileira quer e é nesse sentido que nós saímos da conversa com o ministro André Mendonça muito confiantes, porque sentimos uma decisão por parte do ministro de estabelecer toda a transparência possível, que não prejudique o andamento das investigações – afirmou o senador Eduardo Braga.
O depoimento de Vorcado estava marcado para esta terça, mas acabou sendo adiado. Ele pode ser ouvido pela comissão na próxima semana.
– O Ministro André Mendonça colocou à disposição toda a infraestrutura, com absoluta discussão e com todo o respeito, inclusive com o uso da estrutura até para o transporte do advogado de defesa para que a comissão pudesse fazer a audiência com o senhor Vorcaro – explicou Renan Calheiros ao deixar o STF.
*Pleno.News
Foto: YouTube/CNN Brasil Economia