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AGENDA DE JOSÉ RONALDO
06 DE SETEMBRO (SEXTA-FEIRA)

Pela manhã:
8h – Reunião com apoiadores
8h30 – Reunião com apoiadores
9h – Visita no distrito de Maria Quitéria
10h – Reunião no Campo Limpo com José Carneiro
10h30 às 15h – Gravação de Programa Eleitoral

Pela tarde:
15h15 – Vista empresa com candidato Albino Brandão e Pablo Roberto
17h – Entrevistas com jornalistas no UniportalFsa (sites: Portal M9, Café com Notícia, Ronda Geral Bahia, Quembahia e Política In Rosa) / João Mascarenhas

Pela noite:
18h44 – Caminhada na Queimadinha
21h30 – Visita Igreja no bairro Campo Limpo

Assessoria de Comunicação


Na tarde desta quarta-feira, 4 de setembro, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) deu um importante passo na assistência aos pacientes que passaram pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com a inauguração do Ambulatório de Cuidados Pós-Intensivos. A nova unidade será responsável por oferecer atendimento especializado e multiprofissional aos pacientes que enfrentam dificuldades físicas, psíquicas e cognitivas após a alta da UTI.

Segundo o médico intensivista Dr. Lúcio Couto, o ambulatório tem como objetivo principal acompanhar esses pacientes em sua recuperação, muitas vezes complexa, após longos períodos de internação. “Os doentes que passaram por internações prolongadas na UTI, sobretudo aqueles que necessitam de ventilação mecânica e medicações de suporte à vida, enfrentam grandes desafios após a alta. Eles superam a etapa crítica da doença, mas saem da UTI com novas demandas, como limitações físicas, cognitivas e emocionais”, explica Dr. Couto.
Ele enfatiza que o ambulatório visa oferecer uma assistência holística e coordenada, assegurando que o paciente receba o cuidado necessário para enfrentar essas novas condições.

Com uma equipe multiprofissional composta por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, enfermeiros e fonoaudiólogos, o novo ambulatório buscará entender as necessidades específicas de cada paciente. O fisioterapeuta neurofuncional Vinícius Oliveira destaca a relevância desse acompanhamento contínuo: “Antes, dávamos alta da UTI sem um contato direto posterior com o paciente. Agora, o ambulatório nos permitirá monitorar como ele está se adaptando à sociedade, meses ou anos após a alta, e intervir quando necessário para garantir sua reabilitação plena.”

Na opinião de Daniela Cunha, enfermeira intensivista e especialista em síndrome pós-cuidados intensivos. O ambulatório representa um marco no atendimento de pacientes em Feira de Santana e região. “Com este novo serviço estamos preenchendo uma lacuna importante entre a alta hospitalar e o retorno à vida cotidiana, minimizando danos na qualidade de vida desses pacientes, com atenção especial aos domínios físico, cognitivo, psíquico e social afetados. O HGCA reafirma seu compromisso com a saúde pública, oferecendo um cuidado continuado e humanizado aos pacientes que superaram graves enfermidades”, concluiu Daniela.

Fonte: ASCOM/HGCA


O primeiro Hospital Municipal de Feira de Santana, que é prioridade do próximo prefeito Zé Neto, caso seja eleito, contará com 140 leitos, exames e cirurgias. O compromisso foi assumido nesta quarta-feira (4) pelo prefeiturável da coligação Pra Fazer o Futuro Acontecer, durante caminhada nos bairros Mangabeira e Feira V.

“Diferente do atual grupo político que governa essa cidade e que só agora, às vésperas da eleição começou a construir um Hospital Dia com apenas 10 leitos, o que não resolve o problema que eles mesmos criaram ao longo desses 24 anos que vêm se perpetuando no poder, nós vamos construir, em parceria com nosso governador Jerônimo e nosso presidente Lula, o primeiro Hospital Municipal com 140 leitos, exames e cirurgias. Além disso, vamos melhorar a urgência e emergência, com a modernização das UPAs municipais que já existem e mais duas 24 horas que vamos criar, fortalecendo a atenção básica. Porque uma das coisas que nosso time preza é o compromisso com a verdade e a saúde da população”, garantiu.

Ao lado do deputado estadual Robinson Almeida (PT), secretário de desenvolvimento econômico Angelo Almeida (PSB), do coordenador da campanha, Felipe Freitas, de lideranças, centenas de militantes e apoiadores, Zé Neto cumprimentou os moradores de porta em porta, que expressam a insatisfação com a atual administração municipal e o sentimento de mudança.

“Em pleno século XXI, você vai no posto de saúde pra marcar um exame e leva três, quatros dias para conseguir e olhe lá. É recorrente. Ninguém aguenta mais isso“, reclamou o aposentado Edson Santa Bárbara, de 73 anos, que mora no Feira V há mais de quatro décadas.

Nesta quinta-feira (5), o próximo prefeito de Feira, Zé Neto, visitará os moradores dos conjuntos Feira VII e Fraternidade, na zona sul da cidade.


Alerta de gatilho: este texto traz relatos de abuso sexual

“Os policiais salvaram a minha vida”, disse nesta quinta-feira (5) em um tribunal Gisèle Pelicot, que foi dopada pelo marido por 10 anos para ser estuprada por dezenas de homens contatados online na França.

A vítima de 71 anos começou seu depoimento no tribunal criminal de Avignon, no sul de França, no quarto dia deste grande julgamento contra 51 homens, incluindo seu marido, por estupro qualificado entre 2011 e 2020.

Este caso, que horrorizou a França, foi revelado por acaso quando seu marido Dominique Pelicot, de 71 anos, foi preso em 2020 filmando por baixo das saias de clientes de um shopping center.

Os investigadores encontraram em seu computador e em pen drives milhares de fotos e vídeos da vítima, visivelmente inconsciente, enquanto dezenas de estranhos a estupravam.

“Meu mundo está desabando, tudo está desabando, tudo que construí durante 50 anos”, disse Gisèle Pelicot, lembrando o momento em que a polícia lhe mostrou algumas fotos no dia 2 de novembro de 2020.

Na imagem, “estou inerte, na minha cama e estão me estuprando. São cenas bárbaras”, relatou aos cinco magistrados sobre os estupros organizados pelo pai de seus filhos.

Nesse dia, a vítima se recusou a ver as filmagens encontradas pelos investigadores dos cerca de 200 estupros sofridos, primeiro na região de Paris e depois em Mazan, no sul de França, até 2020.

“Me tratam como uma boneca de pano (…). Eu me pergunto como aguentei”, disse ela, que acrescentou que foi “sacrificada no altar do vício”.

“O corpo está quente, não frio, mas estou morta na minha cama.”

‘Falo por todas estas mulheres’

Alguns acusados alegam que não sabiam que o marido administrava comprimidos para dormir e que pensavam que se tratava de um casal libertino, algo que a vítima negou no início do seu depoimento.

“Nunca pratiquei (…) troca de parceiros. Gostaria de deixar claro”, disse a mulher, que reafirmou pouco depois ao ser questionada pelo presidente do tribunal, Roger Arata: “Nunca fui cúmplice” nem “fingi que estava dormindo”.

Dos restantes homens que a estupraram, ela só reconhece um, que foi à sua casa para falar sobre ciclismo com o marido. “Às vezes eu o encontrava na padaria e o cumprimentava. Não passava pela minha cabeça que ele me estuprou”, explicou.

Os réus podem pegar até 20 anos de prisão neste julgamento que deve durar até 20 de dezembro. Na próxima semana está marcado o primeiro interrogatório de seu marido, com quem está em processo de divórcio.

“Será explicado, será justificado, se houver justificativa, porque é imperdoável”, declarou à AFP sua advogada Béatrice Zavarro, indicando que seu cliente, que acompanhou de cabeça baixa o depoimento da sua mulher, “desmaiou” durante o intervalo.

Dirigindo-se ao acusado, admitiu ter “um sentimento de repulsa”. “Assumam a responsabilidade pelas suas ações pelo menos uma vez na vida”, exortou-os durante a sua declaração determinada no Palácio da Justiça de Avignon.

Gisèle Pelicot queria fazer deste julgamento um exemplo do uso de medicamentos nos estupros e, no início do processo, rejeitou que fosse realizado a portas fechadas como solicitado pelo Ministério Público e parte da defesa.

“Falo por todas estas mulheres que estão drogadas e não sabem disso, em nome de todas estas mulheres que talvez nunca o saibam (…), para que mais mulheres não tenham que sofrer submissão química”, sublinhou.

Embora sua família inicialmente tivesse solicitado que seu sobrenome não fosse publicado, o que foi prontamente respeitado pela AFP e outros meios de comunicação, seus advogados autorizaram nesta quinta-feira (5), porque “mais do que nunca [seus filhos] estão orgulhosos de sua mãe”.

Informações UOL


Com Frei Jorge Rocha

Tema: Dicas de português – II parte

Confira:


© Rosinei Coutinho/SCO/STF

Na tarde desta quinta-feira (05), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um recurso da Starlink contra o bloqueio de suas contas bancárias. Este bloqueio foi resultado de uma decisão após a empresa X, do mesmo grupo econômico, não cumprir ordens judiciais.

A decisão de bloqueio foi tomada porque a X falhou em limitar perfis conforme solicitado pela Corte, não pagou multas por descumprimento de decisões e não designou um representante legal no Brasil. Agora, a PGR terá a responsabilidade de emitir um parecer sobre o caso, antes de Zanin tomar uma decisão definitiva.

Por que a Starlink está sendo bloqueada?

A Starlink é parte do mesmo grupo econômico da empresa X, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a aplicar a restrição. Ambas as empresas estão sob escrutínio devido a atividades relacionadas que não cumpriram as ordens da Suprema Corte.

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Entre as principais razões para a aplicação do bloqueio estão:

  • Falha na limitação de perfis conforme ordenado pelo STF
  • Não pagamento de multas por descumprimento de decisões judiciais
  • Ausência de um representante legal no Brasil

Quais são os argumentos da Starlink?

A Starlink contesta a decisão do ministro Zanin, alegando que a restrição foi imposta sem assegurar o direito ao contraditório e à ampla defesa. A empresa argumenta que a medida é desproporcional e pode causar danos irreparáveis, incluindo dificuldades no pagamento de tributos, salários e outras obrigações financeiras.

Os principais pontos levantados pela Starlink são:

  1. Imposição da restrição sem direito ao contraditório
  2. Danos financeiros irreparáveis
  3. A solicitação para reconsiderar a decisão ou submeter o caso ao colegiado

Após o parecer da PGR, o ministro Cristiano Zanin deve analisar o recurso apresentado pela Starlink. Existe a possibilidade de que Zanin leve o caso à Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, em plenário virtual. Este procedimento pode ser decisivo para o futuro financeiro da Starlink no Brasil.

Este caso é um marco significativo para avaliar o cumprimento das ordens judiciais pelas empresas tecnológicas, especialmente aquelas com grande influência econômica. A decisão a ser tomada pode também afetar outras empresas do mesmo setor, estabelecendo precedentes importantes.

Se a decisão de Zanin estiver em favor da Starlink, pode resultar no desbloqueio das contas da empresa, permitindo que ela retome suas atividades financeiras normais. Contudo, um parecer contrário pode reafirmar o bloqueio, impondo mais desafios à empresa.

Informações TBN


A pesquisa contratada pelo Bahia Notícias junto à empresa Séculus Análise e Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (05) aponta que o candidato Zé Neto (PT) tem a maior rejeição entre os que disputam a eleição para prefeito em Feira de Santana.


Quando perguntados sobre “quem eles não votariam de jeito nenhum”, 37,33% dos entrevistados responderam o nome do candidato Zé Neto e 20,67% apontaram Zé Ronaldo. 13,83% citaram Carlos Medeiros. 15,67% responderam que não votariam em “nenhum” candidato e 12,50% não souberam responder.  


A pesquisa ouviu 600 eleitores entre os dias 02 e 03 de setembro de 2024 e tem margem de erro de 4% para mais ou para menos e 95% de intervalo de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob n.°- BA-08694/2024.

*O Protagonista FSA


Foto: Reprodução / Acorda Cidade

O ex-prefeito e candidato à prefeitura de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), abriu uma vantagem de 26% para o segundo candidato, Zé Neto (PT), na corrida eleitoral e desponta como favorito a uma vitória já no primeiro turno. É o que indica o levantamento contratado pelo Bahia Notícias junto à empresa Séculus Análise e Pesquisa.

A pesquisa ouviu 600 eleitores entre os dias 02 e 03 de setembro de 2024 e tem margem de erro de 4% para mais ou para menos e 95% de intervalo de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob n.°- BA-08694/2024.

CENÁRIOS ELEITORAIS

Em entrevista espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, o ex-prefeito Zé Ronaldo aparece em 46,83% das respostas. O principal candidato da oposição, Zé Neto (PT), aparece com 24,67%. Carlos Medeiros aparece em 0,33% e outros 7,67% dos eleitores responderam “nenhum” e 20,50% não souberam ou não opinaram.  

Em cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos, Zé Ronaldo lidera com 51,00% das intenções de voto, garantindo margem para uma vitória em 1º turno, contra 28,00% de Zé Neto. 1,33% dos feirenses afirmaram que votariam em Carlos Medeiros. 13,33% dos eleitores não votariam em nenhum e 6,33% não opinaram.

Com relação aos índices de rejeição, quando perguntados sobre “quem eles não votariam de jeito nenhum”, 37,33% dos entrevistados responderam o nome do candidato Zé Neto e 20,67% apontaram Zé Ronaldo. 13,83% citaram Carlos Medeiros. 15,67% responderam que não votariam em “nenhum” candidato e 12,50% não souberam responder.

Quando perguntados sobre o candidato que deve ganhar a eleição, independente das intenções de voto, 51,33% dos eleitores responderam o nome do candidato do União Brasil e outros 25,00% responderam Zé Neto. Medeiros aparece com 1,83%. 21,83% dos cidadãos não souberam responder.

*Bahia Notícias


Vereador Senival Moura (PT), aliado próximo de Boulos, é investigado por morte de ex-braço direito e negócios de empresa de ônibus com o PCC

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São Paulo – Novos depoimentos colhidos pelo Departamento de Homicídios (DHPP) da Polícia Civil paulista reforçam a “ingerência” do vereador Senival Moura (PT) sobre a Transunião, empresa de ônibus que opera linhas na zona leste de São Paulo investigada por suposto elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O parlamentar petista (de camisa azul ao lado de Boulos na foto em destaque) é investigado por suposto envolvimento no assassinato de um ex-diretor da empresa que seria, segundo investigadores, seu testa de ferro no comando da companhia.

Candidato à reeleição a uma cadeira na Câmara Municipal paulistana, o vereador é apoiador assíduo da campanha do deputado Guilherme Boulos (PSol) à Prefeitura da capital e tem sido um de seus cabos eleitorais em bairros da zona leste paulistana.

Em sabatinas, debates e comícios de rua, Boulos tem prometido “passar a limpo” contratos de ônibus da cidade em razão da infiltração do PCC nas empresas – o psolista tem utilizado as investigações da polícia e do Ministério Público (MPSP) sobre os contratos para atacar o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

“O dinheiro público da prefeitura, nosso dinheiro, está indo para lavar dinheiro para o crime via empresa de ônibus”, disse Boulos há 10 dias, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, referindo-se à investigação envolvendo outra empresa de ônibus, a Transwolff, que é ligada ao presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União), e acusada de lavagem de dinheiro para o PCC.

Questionado sobre possível envolvimento de aliados políticos no esquema, Boulos disse que “não há”. “Hoje quem está denunciado são pessoas ligadas ao atual prefeito”, completou.

Depoimentos tomados em março de 2024 e obtidos pelo Metrópoles reforçam a “ingerência” de Senival sobre a empresa de ônibus, mesmo em um período no qual ele não fazia parte de seus quadros. Trocas de e-mails internos apreendidos pela Polícia Civil também contêm menções ao vereador e até mesmo a seus “carros”.

À reportagem a campanha de Boulos declarou que não tem conhecimento dos “desdobramentos das investigações em curso” e disse que o vereador não exerce função na campanha. O Metrópolesprocurou Senival, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

Traição e assassinato

Os documentos fazem parte da investigação da morte de Adauto Soares Jorge, executado a tiros em março de 2020, em um estabelecimento comercial no distrito de Lajeado, no extremo leste de São Paulo. Ele era diretor estatutário da Transunião. As suspeitas sobre Senival chegaram à polícia após o depoimento de uma testemunha protegida.

O colaborador contou que, desde os anos 1970, Senival tinha envolvimento com o transporte clandestino e que, a partir de sua entrada na política, passou a arrecadar verbas de campanha com o crime organizado. Segundo a testemunha, o vereador usava “laranjas” para comandar a cooperativa de ônibus, e Adauto seria um deles.

A testemunha afirma que, em 2020, o PCC passou a dominar os quadros da Transunião, e Adauto teria desagradado a facção por privilegiar pagamentos a antigos perueiros irregulares e financiar a campanha de Senival com o caixa da empresa. Isso fez o crime organizado jurar o vereador e seu então braço direito de morte.

Os novos depoimentos não implicam Senival no assassinato, mas reforçam seu elo com a Transunião à época em que ele não fazia parte de seus quadros formalmente. Para os investigadores, os testemunhos mostram que o vereador tinha influência sobre a gestão da empresa por meio de terceiros.

“Ingerência”

Uma das testemunhas foi Reinaldo Knot Rola, que esteve nos quadros da Transunião até 2021, um ano depois do assassinato de Adauto. Ele relatou que possuía cinco ônibus ligados à empresa e disse que Adauto exercia a “função” do presidente da Transunião. Após a morte de Adauto, afirmou ele à polícia, essa tarefa passou para Lourival de França Monário, que é investigado por ser uma espécie de preposto do PCC no comando da empresa.

Questionado sobre a influência do vereador na Transunião, Reinaldo Rola afirmou que, “desde os tempos da cooperativa, Senival Moura exercia ingerência na cooperativa e continuou com tal ingerência, mesmo após a transformação em empresa, pelo menos até pouco antes da morte de Adauto, quando houve a troca de comando da empresa”.

Outro depoimento colhido pelo DHPP é de Adriano Guimarães da Costa, que tem três ônibus “trabalhando para a Transunião”. Ele disse acreditar que Senival exercia a atividade de “presidente” da empresa e que Adauto era seu braço financeiro. Afirmou não saber nada relevante sobre a morte do ex-diretor. Também questionado sobre a influência do vereador petista, pontuou que “desde os tempos de cooperativa Senival Moura exercia ingerência na cooperativa e continuou com tal ingerência mesmo após a transformação em empresa”, que ocorreu em 2015.

“A pedido do Senival”

Documentos da investigação mostram referências a Senival que reforçam o elo com o vereador, que não integrava formalmente os quadros da empresa. Em um dos e-mails, por exemplo, uma funcionária de RH afirma: “Estou reenviando as planilhas, pois é 36643 teve seu desconto isento a pedido do Senival. Sendo assim, tirei ele das planilhas”. A mensagem enviada a outro funcionário é datada de 31 de maio de 2019.

Em outro e-mail, com o tema “Carros do Senival”, um funcionário diz a outro: “Este é o relatório de carros do Senival referente à semana 13”. Esses diálogos foram encontrados em computadores apreendidos na operação policial deflagrada em 2022 para investigar o caso do assassinato do ex-braço direito do vereador petista.

Mesada ao PCC

Na mesma investigação, policiais encontraram indícios de que a Transunião estava pagando uma mensalidade de pelo menos R$ 70 mil ao PCC em diálogos extraídos do celular de Adauto, conforme foi revelado pelo Estadão e confirmado pelo Metrópoles.

Nessas mensagens, também há referências a ordens e diálogos com Senival. Em uma delas, de outubro de 2017, o então braço direito de Senival conversava com Leonel Moreira Martins, um conhecido membro do PCC que participou de roubos a bancos e de uma das maiores fugas de presos do Brasil, quando 83 detentos escaparam por meio de um túnel de uma penitenciária estadual.

Nesse diálogo, Leonel cobra R$ 5 mil de Adauto e explica que tudo estaria acertado com o “presidente”. Segundo a polícia, ele “notadamente se referiu a Senival Pereira de Moura, o qual figurava como o real controlador da empresa Transunião”.

Pelo teor dos diálogos, dizem os investigadores, Senival era apelidado de “velho” ou de “vereador” nessas conversas. Em uma delas, de agosto de 2019, também para cobrar valores, Leonel diz a Adauto já ter conversado com o “velho”.

“Leonel é mais explícito, ao determinar que Adauto deposite ‘53.500’ (cinquenta e três mil e quinhentos reais), dizendo logo em seguida, às 09h51, já ter conversado com o ‘vereador’, em uma clara referência a Senival Pereira de Moura”, diz a Polícia Civil.

Esses diálogos corroboram a narrativa da testemunha protegida segundo a qual a empresa passou a ser cobrada pelo PCC, em uma relação que tensionou até a suposta traição de Senival e a morte de Adauto.

Como mostrou o Metrópoles, em abril deste ano, esta não é a única investigação que apura o elo entre a Transunião e o PCC. A empresa, segundo a Polícia Civil, tem sua diretoria investigada por suspeita de participar da lavagem de dinheiro de familiares de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC. Eles negam envolvimento com o crime organizado.

Quase duas décadas de mandato

Senival Moura é vereador há 17 anos, atualmente preside a bancada do PT na Câmara Municipal e integra uma ala petista de vereadores que é considerada “governista” tanto por adversários quanto dentro do próprio partido. Esse grupo tem o costume de votar junto com a base de Ricardo Nunes em temas sensíveis, como a aprovação da revisão do Plano Diretor, no ano passado.

Inicialmente, Senival era contrário ao apoio do partido à candidatura de Boulos e defendia que o PT lançasse um nome próprio à Prefeitura. Incumbido de tentar garantir a Boulos votos em Guaianases, seu reduto eleitoral, assim como em outros bairros da zona leste da cidade, o vereador abraçou a campanha do psolista de vez este ano.

Em nota enviada ao Metrópoles, a assessoria de Boulos disse que Senival não exerce “função” dentro da campanha.

“O vereador não exerce função na campanha. Também não temos conhecimento dos desdobramentos das investigações em curso. De todo modo, reiteramos o nosso compromisso de combater a infiltração do crime organizado na atual gestão municipal, passando a limpo todos os contratos da Prefeitura com empresas de ônibus”, diz a nota.

O vereador tem sido figura presente nas agendas de Boulos na zona leste desde a pré-campanha. Em 18 de agosto, após o início oficial da campanha, Senival esteve ao lado do candidato do PSol na Vila Prudente. Os dois circularam juntos pelo bairro, e o psolista fez um aceno ao vereador durante discurso em um campo de futebol do Veneza Independente, equipe formada em um Clube da Comunidade (CDC).

“Esse campo aqui no CDC, que eu sei que teve apoio do Senival e apoio do Jilmar [Tatto] (…) é o modelo e padrão do CDC que eu quero em toda a cidade de São Paulo”, declarou Boulos no evento.

Mesmo quando não vai a algumas agendas na zona leste, Senival se faz presente por meio de apoiadores ou com aparatos de campanha. Na quinta passada (29/8), por exemplo, um carro de som com o seu nome e número de urna acompanhava uma caminhada de Boulos em Cidade Tiradentes. Do alto do trio elétrico, o psolista agradeceu a presença da equipe do vereador.

Informações Metrópoles


Influenciadora foi presa na quarta-feira (4), após uma operação contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais

Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora e advogada, Deolane Bezerra, passará por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (5). Ela foi presa em uma operação deflagrada pela Polícia Civil contra uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. 

A apreensão da viúva de MC Kevin aconteceu no bairro da Boa Viagem, em Recife, na quarta (4), e será analisada pela Justiça de Pernambuco. Além dela, sua mãe Solange Bezerra também foi presa na ação. 

Deolane passou a noite de ontem na Colônia Penal Feminina do Recife. Ele ficou inicialmente em uma cela reservada por questões de segurança, de acordo com informações do Splash/Uol. 

“Por se tratar de um caso de repercussão, a unidade prisional tomou as medidas cabíveis de segurança a fim de resguardar a integridade física da pessoa privada de liberdade, mantendo-a em cela reservada”, disse a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (SEAP/PE).

Neste mesmo dia, a defesa de Deolane Bezerra pediu a substituição da prisão preventiva por “medidas cautelares menos gravosas”. “Considerando a ausência de periculosidade concreta e a possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas, a prisão preventiva de Deolane Bezerra Santos mostra-se desproporcional e desnecessária”, argumentando ainda que a prisão “causa danos irreparáveis à sua imagem, reputação e ao exercício de sua profissão”.

Em depoimento à polícia, Deolane Bezerra disse que a sua renda mensal é de R$ 1,5 milhão, juntando suas atividades de advogada, empresária e influenciadora. Ela também negou qualquer tipo de envolvimento com lavagem de dinheiro. Na oportunidade, ela ainda afirmou que não é sócia de empresas e que sua relação com a Esportes da Sorte, empresa investigada, é na realização de publicidade.

Informações Bahia.ba