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Foto: Divulgação

A Fundação Hospitalar de Feira de Santana, autarquia da Prefeitura Municipal, iniciou nesta segunda-feira (25) o cadastramento para a realização de cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O processo de inscrição estará disponível de 25 a 27 de novembro, das 7h às 15h, no Ambulatório de Saúde da Mulher Dra. Tânia Mota, localizado na Rua Caitité, 550, no bairro Jardim Cruzeiro. 

Em apenas duas horas, 177 fichas foram registradas, atendendo a uma demanda reprimida de pacientes com obesidade no município. As cirurgias serão realizadas no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, administrado pela autarquia municipal.

Maria Aparecida Mota Gomes, 56 anos, pesando 164 kg, percorreu uma longa distância, vindo do bairro George Américo até o Ambulatório de Saúde da Mulher, e não escondeu a felicidade ao completar o cadastramento para a cirurgia bariátrica. “Sou conhecida como a ‘gordinha da flor’, mas a minha dificuldade de mobilidade é muito grande. Andar, pegar o ônibus, tudo é muito difícil. Já passei por momentos muito difíceis, mas nunca perdi a esperança de que esse dia chegaria. Agradeço muito pela oportunidade”, disse emocionada.

Fábia da Cruz Inácio, 45 anos, com 135 kg e residente na Lagoa Salgada, bairro Santa Mônica, também se surpreendeu com a agilidade do atendimento. “Me preparei para um atendimento mais demorado, mas em menos de uma hora já estava indo para casa. Já fui avaliada pela nutricionista, fizemos as medições do meu IMC, e agora estou me preparando para seguir a dieta e ser indicada para a cirurgia. Amei o atendimento”, comentou Fábia, satisfeita com a rapidez do processo.

Entre as 177 mulheres que se cadastraram no primeiro dia, estava Jucileide Gonzaga Santana, 35 anos, com 135 kg. Mãe de dois filhos, ela sofre de várias comorbidades relacionadas ao sobrepeso, como problemas circulatórios e gordura no fígado. “Há dois anos tento conseguir a cirurgia em Salvador, mas não fui chamada até agora. O custo e a distância eram muito altos. Agora, poder fazer a cirurgia aqui, na minha cidade, é tudo o que eu esperava”, disse Jucileide, visivelmente aliviada.

O prefeito Colbert Filho destacou o investimento de R$ 500 milhões, oriundos de emenda parlamentar, para a realização das cirurgias bariátricas. “O objetivo é beneficiar o maior número possível de mulheres com obesidade mórbida aptas para a cirurgia”, afirmou. Ele também ressaltou a qualificação da equipe médica, que possui vasta experiência na realização de procedimentos bariátricos em outras cidades e estados.

“Para realizar a cirurgia, as candidatas precisam passar por algumas etapas e atender a critérios específicos, como ter IMC superior a 35 kg/m², ter mais de 18 anos e residir em Feira de Santana”, explicou o prefeito. “Nosso objetivo é atender todas as mulheres elegíveis, mas alguns fatores de saúde podem impedir a realização da cirurgia. No entanto, para aquelas que não atenderem aos critérios, ofereceremos outros tipos de cuidados e acompanhamento médico”, completou.

De acordo com Gilberte Lucas, diretora-presidente da Fundação Hospitalar, os pacientes devem apresentar documentos como comprovante de endereço, identidade com foto, CPF e Cartão SUS. “Nossa equipe está pronta para atendê-las. Antes de realizar a cirurgia, as pacientes precisarão passar por um programa disciplinar pré-operatório, que envolve psicólogo, nutricionista, assistente social, fisioterapeuta e enfermeiras, além de uma triagem médica para avaliar o IMC”, informou Gilberte.


Modelo questiona mais uma vez o rapper Kt Gomez por ter ficado com Ananda, cantora do grupo Melanina Carioca

Imagem colorida de mulher em bar, poando para a foto sorrindo e com blusa cintilante - Metrópoles

Ana Paula Minerato foi acusada de racismo contra a cantora Ananda, do grupo Melanina Carioca. Em um áudio, conversando com o rapper KT Gomez, ela se refere à artista como “neguinha” e “empregada do cabelo duro”. Agora, um novo áudio com mais ofensas foi revelado.

Ana Paula Minerato, expulsa da escola de samba Gaviões da Fiel e desligada da Band pelas falas racistas, discute com o rapper a respeito de Ananda. “Ela lavava bem a louça?”, pergunta a modelo.

O rapper responde: “Ana, eu acho que você está a fim de brigar e está vindo tomando tempo. Eu não fui nem na academia e nem vou aí”, explicou KT. Os áudios foram revelados no A Tarde é Sua!.

A modelo, entretanto, não desiste e continua provocando o rapper e ofendendo Ananda. “Você foi o que? Você foi lá comer ela aonde? Onde que você comeu ela? No hotel dela com Melanina Carioca? Você foi lá? Ela e quem mais? Aí ela te mostrou vídeo dando pros caras também para os negão lá do Melanina Carioca? Como é que foi, como é que foi?”, insiste Ana Paula no áudio. Ouça!

O primeiro áudio racista de Ana Paula Minerato

Áudios que circulam nas redes sociais, atribuídos à ex-A Fazenda, apontam que ela teria cometido racismo contra a cantora Ananda. “Você gosta de mina do cabelo duro? De neguinha? O pai ou a mãe veio da África?”, teria questionado Ana Paula Minerato em uma conversa com o rapper KT. Ainda não se sabe a veracidade da gravação de voz.

Por meio de suas redes sociais, Ananda compartilhou o áudio atribuído a Ana Paula e garantiu que vai tomar providências contra a ex-musa da Gaviões da Fiel. “Tu vai ver o que tu arrumou para tu. Tu sabe que aí tu meteu um tópico muito delicado e agora o buraco vai ser mais embaixo”, disparou.

“Amiga, com todo respeito, tu se acha tão bonita assim pra desmerecer a beleza de outras pessoas que são diferentes de você? Um pouco pretensiosa, não acha? Mas eu vou falar sobre isso amanhã”, finalizou a cantora.

Gaviões da Fiel desliga Ana Paula Minerato

A escola de samba paulista Gaviões da Fiel desligou Ana Paula da agremiação após a divulgação do áudio. Em nota, a agremiação diz que “a decisão foi tomada após a divulgação de condutas incompatíveis com os valores e princípios que defendemos, incluindo manifestações de cunho racista”.

O comunicado ainda reforça que o combate ao racismo “é uma luta permanente da Gaviões da Fiel, que se posiciona de forma intransigente contra qualquer atitude discriminatória”.

Informações Metrópoles


O café da manhã será servido às 6h e incluirá frutas, cereais e doces

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Sean “Diddy” Combs, que está preso no Centro Metropolitano de Detenção do Brooklyn desde 16 de setembro, não deixará de celebrar o Dia de Ação de Graças. De acordo com a revista “People”, o rapper contará com um menu de feriado com ingredientes tradicionais.

O café da manhã será servido às 6h e incluirá frutas, cereais e doces. O almoço, que será oferecido às 11h, terá pratos típicos de Ação de Graças, como purê de batata, vegetais mistos, molho de cranberry, pãezinhos e peru assado ou tofu picante. Para a sobremesa, haverá tortas variadas.

O jantar será mais simples, com sanduíches de manteiga de amendoim e geleia, batatas fritas, pão integral e frutas, servido após a contagem de cabeças, por volta das 16h.

Apesar do menu festivo, o advogado de Diddy, Marc Agnifilo, revelou ao Page Six que “a comida é provavelmente a parte mais difícil” do tempo do rapper na prisão. Diddy se declarou inocente das acusações de conspiração para extorsão, tráfico sexual, fraude e transporte para prostituição. O julgamento do rapper está marcado para 5 de maio de 2025.

Informações Bahia.ba


Mensagens inéditas da Operação Eureka mostram detalhes do tráfico

PCC é umas das principais facções crimonosas do país | Foto: Reprodução/Twitter/X
PCC é umas das principais facções crimonosas do país | Foto: Reprodução/Twitter/X

O Primeiro Comando da Capital (PCC) recebeu armas da ‘Ndrangheta, uma das máfias da Calábria. Em troca, enviou toneladas de cocaína do Brasil para a Europa. É o que mostram mensagens inéditas da Operação Eureka, a maior investigação sobre os negócios mundiais da máfia italiana.

As quase 3 mil páginas da investigação italiana, às quais o jornal Estado de S. Paulo teve acesso, trazem detalhes de crimes cometidos nos dois países revelados por meio da delação premiada do mafioso Vincenzo Pasquino. 

Ele foi preso no Brasil em 2021, ao lado do chefão da ‘Ndrangheta, Rocco Morabito, considerado o principal agente da negociação para fornecer armas para o PCC em troca de cocaína. 

PCC traficou armas e cocaína junto à máfia italiana
Trecho da investigação italiana com a foto enviada pelos traficantes de armas para os mafiosos da ‘Ndrangheta | Foto: Reprodução/Estadão

É raro um chefe ‘Ndrangheta delatar, diz a reportagem. A organização é fundada nos vínculos familiares dos clãs mafiosos, o que a manteve por décadas imune às tentativas do Estado italiano de romper a lei do silêncio, a omertà, em torno de suas atividades.

A partir da delação, um grupo especial de procuradores brasileiros e italianos foi criado para analisar as provas obtidas. 

O esquema do negócio entre a máfia e o PCC

Uma das suspeitas dos promotores brasileiros é de que as armas seriam usadas pelo PCC para o plano de resgate de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos líderes da facção, que está preso em Brasília.

Além de Morabito, as investigações implicam os mafiosos italianos Francesco Gligora e Pietro Fotiana venda de armas para o PCC. Eles agiram em conjunto com paquistaneses para entregar o carregamento de fuzis Kalashnikov a “uma organização criminosa paramilitar brasileira”. Os italianos foram intermediários do negócio. 

As principais provas da promotoria vieram de mensagens criptografadas decifradas pela polícia italiana. Ela obteve as provas com a polícia francesa, que por sua vez sequestrou o material no servidor do sistema de mensagens Sky ECC, usado uma série de organizações criminosas ao redor do mundo.

Em 29 de outubro, o escândalo da Sky ECC levou à condenação de 116 dos 125 acusados de operar uma rede de tráfico de drogas no Porto de Antuérpia, na Bélgica. Além de traficar drogas e armas para as Américas, Europa e Austrália, eles mantinham contatos com grupos chineses para movimentar recursos e lavar dinheiro.

Foi na Bélgica que os investigadores acharam as provas de que o PCC negociava um carregamento de 400 fuzis AK-47 do Paquistão por meio de Morabito. Segundo as investigações italianas, a ligação de Morabito com o país se dava por meio do italiano Pietro Fotia, que mantinha relações com a máfia dos Bálcãs e traficantes de armas paquistaneses. Esse elo ajudava a retirar a cocaína no Porto de Gioia Tauro, na Calábria, sul da Itália.

A negociação pelo sistema Sky Ecc ocorreu entre janeiro de 2021 e março de 2021, a partir de mensagens enviadas de Gênova e Áfrico, na Itália, e do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os dados da procuradoria de Calabria sobre a negociação param em 8 de março, quando o sistema Sky ECC foi derrubado pela polícia francesa. 

Uma das suspeitas do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, é que as armas serviriam para o plano de resgate de Marcola. Os italianos teriam se encontrado para tanto com Marcos Roberto Almeida, o Tuta, então um dos principais líderes da facção em liberdade. 

PCC recebeu treinamento da guerrilha paraguaia
Trecho do relatório sobre o plano de sequestro do, então juiz, Sérgio Moro que detalha o treinamento de integrantes do PCC por integrantes da guerrilha paraguaia | Foto: Reprodução/Estadão

Na época, o PCC arregimentava paramilitares e mercenários para invadir a penitenciária federal onde Marcola estava detido. O grupo seria treinado no Paraguai, onde, desde 2014, segundo o Gaeco, o PCC estabeleceu aliança com uma guerrilha paraguaia, denominada Exército do Povo Paraguaio (EPP). Trata-se de grupo armado que se declara marxista-leninista e que foi responsável por sequestros e atentados contra autoridades naquele país. 

Bandidos do Paquistão e da Albânia tiveram participação na logística do tráfico

Além de Fotia, responsável pelos contatos no Paquistão, Morabito recebia ajuda de Francesco Gligora, que cuidava da relação com os brasileiros que receberiam as armas. Gligora, diz a reportagem do Estadão, tinha receio de se encontrar com os traficantes brasileiros, a quem considerava “pessoas perigosas”. Ele permaneceu no Brasil até 21 de março, quando viajou para a Suíça e, depois, para Malta.

Delator do PCC Antônio Vinicius Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos
Delator do PCC Antônio Vinicius Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos | Foto: Reprodução/Internet

A procuradoria depois localizou Fotia na região de Gênova, onde teria se encontrado com os paquistaneses. Com a delação de Pasquino, procuradores italianos e brasileiros esperam descobrir a identidade dos brasileiros que receberam as armas e qual o destino final dos fuzis.

Os carregamentos de cocaína que eles enviavam para a Itália não eram nunca inferiores a 50 quilos. Em outubro de 2019, um dos carregamentos enviados, com 200 quilos, foi apreendido pela polícia fazendária italiana. Vinha de Itapoá (SC). Outros 450 quilos foram apreendidos pela Receita Federal no Porto de Paranaguá (PR).

A sequência de apreensões despertou a desconfiança dos mafiosos, que passaram a exigir completo segredo sobre a próxima carga. Um carregamento de 181 quilos de cocaína foi escondido em um contêiner com frango congelado, mas acabou também apreendido pela Receita Federal e pela Polícia Federal.

Por fim, os investigadores registraram ainda um carregamento de 660 quilos enviado por Morabito à Itália com ajuda de albaneses. Um grupo deles era muito próximo de Pasquino em São Paulo. Eles tiveram seus passos seguidos pelo Departamento de Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil paulista. 

Mafioso teve vida de luxo em São Paulo antes da extradição

Já Pasquino veio para o Brasil em 2017, para trabalhar com o envio de drogas para a Itália. Primeiro viveu no Paraná e se mudou para a capital paulista em 2019. Ele foi morar no Tatuapé, na zona leste. É ali que boa parte da cúpula do PCC comprou dezenas de imóveis e levava vida de luxo. 

Mafioso italiano morou no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, local onde parte da cúpula do PCC levava vida de luxo
Mafioso italiano morou no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, local onde parte da cúpula do PCC levava vida de luxo | Foto: Reprodução/Quinto Andar

Era também onde morava Antonio Vinicius Gritzbach, empresário que delatou esquemas do PCC e foi assassinado em 8 de novembro no Aeroporto de Guarulhos.

Pasquino foi extraditado para a Itália em março. Ele era um dos responsáveis pela logística do tráfico internacional. Em 2021, foi preso em um flat em João Pessoa, junto de outro suspeito de integrar a máfia. Foi extraditado somente neste ano. Promete ainda entregar às autoridades o mapa das principais rotas internacionais da droga e seus contatos com narcotraficantes turcos e operadores chineses ligados à lavagem de dinheiro.

Informações Revista Oeste


Empresa anunciou boicote à carne bovina produzida pelo bloco

Carrefour atua tem lojas em dois países do Mercosul | Carrefour/Divulgação

Ao anunciar a paralisação das vendas da carne do Mercosul nas lojas francesas, o Carrefour corre o risco de ofender um mercado imprescindível seus acionistas. A companhia fatura cerca de R$ 400 milhões por dia no bloco, conforme mostram seus relatórios oficiais.

No Mercosul, o Carrefour atua basicamente em dois países: Brasil e Argentina, onde a empresa faturou € 18 bilhões (por volta de R$ 110 bilhões) com as operações de janeiro a setembro de 2024.

A cifra supera o desempenho da rede varejista no mesmo período em nações como Espanha (€ 8,5 bilhões), Bélgica (€ 3,5 bilhões) e Itália. O bloco abriga o mercado com o segundo maior faturamento da rede varejista no planeta — o Brasil, com € 15,5 bilhões de receita nos nove primeiros meses de 2024. O caixa brasileiro perde apenas para o francês (€ 31 bilhões), país-sede da companhia.

Além disso, a receita com as operações argentinas do grupo (€ 2,7 bilhões) superam as da Romênia (€ 2,3 bilhões) e da Polônia (€ 1,7 bilhões), colocando o país como o sexto maior mercado da companhia no mundo.

Mercosul e as marcas do Carrefour

No Mercosul, o Carrefour opera outras duas marcas, além das lojas com o mesmo nome. A lista inclui Atacadão e Sam’s Club, que atuam no mercado brasileiro.

A subsidiária do grupo no Brasil opera com capital aberto no mercado de ações. O controle acionário é da matriz francesa, que detém 67,4% das cotas. O segundo maior acionista é o Grupo Península (7,3%), controlado pelos herdeiros do empresário Abílio Diniz.

Informações Revista Oeste


Às vésperas de eleições, o país europeu enfrenta desafios econômicos significativos; confira análise

Fachada do Reichstag — o Parlamento da Alemanha
Fachada do Reichstag — o Parlamento alemão | Foto: Flickr/Marcio Cabral

O Ministério das Finanças de Baden-Württemberg, Estado ao sul da Alemanha, tornou-se um ponto central das preocupações econômicas do país. Os alemães enfrentam um cenário de possível desindustrialização, enquanto se aproximam de uma eleição crucial para o chanceler Olaf Scholz.

O ministro Danyal Bayaz alerta para o fato de que a Alemanha desperdiçou os “dividendos da globalização” e “falhou em investir adequadamente no setor público durante anos de juros baixos”.

Agora, o país enfrenta crescente pressão energética, intensificada pela invasão russa da Ucrânia, além da concorrência chinesa e tarifas ameaçadoras dos EUA. Tudo isso colocaria seu modelo econômico em risco, segundo o jornal The Economist, do Reino Unido.

Alemanha enfrenta desafios na adaptação tecnológica

A indústria alemã, especialmente as empresas Mittelstand, focou em inovações incrementais e, por isso, permaneceu despreparada para grandes avanços tecnológicos | Ilustração: Reprodução/Shutterstock

Bayaz lamenta a dificuldade da Alemanha em se adaptar às novas tecnologias, apesar de sua forte base em pesquisa e engenharia. A última grande startup de sucesso foi a SAP, criada em 1972. O país tem 60 vezes a população da Estônia, mas possui apenas 15 vezes mais “unicórnios” (startup de alto valor de mercado) do que os estonianos. Essa situação não é novidade.

A indústria alemã, especialmente as empresas Mittelstand, focou em inovações incrementais e, por isso, permaneceu despreparada para grandes avanços tecnológicos, como a transição para veículos elétricos. 

Relações confortáveis entre empresas, bancos e políticos criaram uma complacência resistente a reformas necessárias, e a adesão a regras fiscais rigorosas resultou em infraestrutura deficiente, como pontes enferrujadas e trens atrasados. A análise é também do jornal The Economist

Impacto dos custos de energia

Energia
Os altos custos de energia, ampliados pela necessidade de abandonar o gás russo, são um problema persistente para as empresasdo país | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Os altos custos de energia, ampliados pela necessidade de abandonar o gás russo, são um problema persistente para as empresas em um país onde a manufatura ainda representa 20% do valor agregado bruto — quase o dobro do valor na França. A produção industrial tem caído desde 2018, especialmente em setores energointensivos, como a siderurgia.

O desemprego no país aumenta, embora a partir de uma base baixa, e a maior montadora da Europa, a Volkswagen, considera fechar uma fábrica pela primeira vez em seus 87 anos de história. A ação poderia resultar na perda de até 30 mil empregos. 

Carteiras de pedidos encolhem, enquanto investimentos planejados são adiados ou deslocados para o exterior. O fato é visto na Thyssenkrupp, cuja liderança afirma que o país está “em plena desindustrialização”.

Setores afetados e desafios demográficos da Alemanha

Outros setores, como o varejo, também sentem o impacto. Depois da invasão russa, Raoul Rossmann, de uma cadeia de farmácias, buscou formas de reduzir custos de energia. 

A falta de trabalhadores qualificados, agravada pelo envelhecimento populacional, é um desafio crescente, juntamente com camadas de burocracia pesada, muitas vezes atribuídas a regulamentos da União Europeia (UE), que custam à economia cerca de € 146 bilhões por ano, segundo o Instituto Ifo.

A relação comercial com a China mudou drasticamente. Nas décadas de 2000 e 2010, a Alemanha estava bem posicionada para suprir a demanda chinesa por carros e produtos químicos. Contudo, a China se tornou o maior exportador de carros, numa direta competição com a indústria alemã. 

As exportações para a China diminuíram, enquanto os EUA surgiram para preencher parte dessa lacuna. Entretanto, tarifas norte-americanas iminentes podem afetar o PIB em até 1 ponto porcentual, segundo o Bundesbank.

Dilemas nas relações comerciais com a China

Bandeira da República Popular da China
Bandeira da República Popular da China | Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons

Dentro da Alemanha, há divisões sobre como gerenciar as relações com a China. Algumas empresas do Mittelstand apoiam a política de “redução de riscos”, enquanto montadoras e conglomerados, como a Basf, continuam com investimento pesado no país asiático.

A Volkswagen e a BMW planejam novos investimentos na produção chinesa, e o lobby automotivo ajudou a Alemanha a se opor às tarifas da UE sobre importações de automóveis chineses.

No governo alemão, há tensões entre diplomatas e espiões que desejam punir a China por apoiar a Rússia com restrições comerciais. Em contrapartida, setores temem que tais medidas sejam prejudiciais para uma Alemanha de baixo crescimento. 

A história da desindustrialização é complexa. A perda de empregos na manufatura reduz a produtividade, já em declínio, mas o valor agregado bruto na manufatura se manteve. Isso sugere que alguns fabricantes alemães produzem itens mais valiosos, apesar de uma produção menor.

Contexto político da Alemanha

Alemanha
Chanceler alemão, Olaf Scholz | Foto: Reprodução/Flickr

Essas mudanças ocorrem em um momento político crucial. A Alemanha realizará eleições em fevereiro, depois do colapso da coalizão de três partidos. Friedrich Merz pode liderar a próxima coalizão, com possíveis reformas econômicas em vista. 

Reformas no freio da dívida são vistas como fundamentais para impulsionar investimentos e crescimento de longo prazo. No entanto, qualquer alteração constitucional requer uma maioria de dois terços no Parlamento, o que pode ser complicado por possíveis bloqueios legislativos.

Thorsten Benner, do Instituto de Política Pública Global de Berlim, observa que a Alemanha passou do “otimismo fácil”, dos anos de Angela Merkel, para uma “armadilha de melancolia”, em que política disfuncional, limitações fiscais e desconfiança pública se reforçam.

Ele espera que o próximo governo possa agir como um “disjuntor” e trazer mudanças significativas.

Informações Revista Oeste


O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania informou nesta segunda-feira (25) que os deputados estaduais Victor Azevedo e Raimundinho da JR manifestaram vontade de deixar a sigla e disputar as eleições de 2026 por outra agremiação partidária. Roma comentou, em entrevista à Rádio A Tarde FM, que o PL realiza um processo interno de ajustamento de conduta de seus filiados com e sem mandato às bandeiras e diretrizes partidárias.

“Internamente, no partido, estamos buscando exatamente fazer um alinhamento do PL à nossa estrutura programática e lembrar, especialmente para aqueles que têm mandato no partido, respeitando cada um no exercício de seus mandatos, a estrutura do nosso partido. Nós recebemos uma formalização do comandante Rangel, manifestando esse incômodo do partido”, comentou Roma, que também citou o processo disciplinar contra o deputado estadual Diego Castro.

O dirigente partidário explicou: “Por um espectro, ficamos levantando bandeiras contra impostos, nos colocando antagonicamente ao PT. Por outro lado tem deputados que foram legitimamente eleitos, tenho boa relação pessoal com ambos, tanto Victor Azevedo quanto Raimundo da JR, sendo que os dois definiram estar alinhados com o PT. Isso gera um desconforto no partido. Os dois já manifestaram o desejo de sair do partido. Eles foram notificados pelo partido”.

Sobre Diego Castro, João Roma explicou que o processo disciplinar ocorre por outro motivo. “Houve notificação do ponto de vista disciplinar. Questão da fidelidade partidária, pois definimos que onde tivéssemos candidatos do partido, não podemos pedir votação para outro candidato. Estávamos apoiando Otoniel, em Barreiras, e tanto Diego Castro quanto a Raíssa Soares foram pedir votos para candidato de outro partido”, explicou João Roma.


Marisa e o marido, Dylan, e as três filhas, Charlotte, Collins e Kendall, ainda no hospital
Marisa e o marido, Dylan, e as três filhas, Charlotte, Collins e Kendall, ainda no hospital Imagem: Arquivo pessoal

A americana Marisa Christie, de 30 anos, deu à luz trigêmeas enquanto estava clinicamente morta e não tem lembranças do parto.

O que aconteceu

A jovem mãe de Tomball, no estado do Texas, teve uma parada cardíaca no meio da cesariana.Ao acordar, o marido contou a ela que o parto havia acontecido e as crianças passavam bem. “Eu fiquei totalmente apavorada. Como eu não me lembraria de ter meus bebês?”, questionou ao site do programa Today, da rede americana NBC.

Marisa passou uma semana desacordada e quase não sobreviveu. O que a mãe não sabia é que ela havia sofrido uma embolia de fluido amniótico, uma complicação rara, mas que costuma ser fatal. Emergência aconteceu quando a médica separou a placenta do útero, logo após a retirada dos bebês. Ela parou de respirar.

Médicos fizeram manobras de ressuscitação enquanto Marisa tinha hemorragia. Enquanto o anestesista Ricardo Mora, do hospital texano Memorial Hermann The Woodlands Medical Center, tentava manter seu coração batendo, a especialista em medicina fetal Amber Samuel tentava fechar seu útero para impedir que o sangramento progredisse. Ela ainda recebeu transfusões.

Marisa Christie durante a gravidez das trigêmeas
Marisa Christie durante a gravidez das trigêmeas Imagem: Arquivo pessoal

Pulmões e coração artificial. O cirurgião torácico e cardiovascular Stephen Maniscalco foi chamado para colocar Marisa em uma máquina de ECMO — que substitui o funcionamento do coração e dos pulmões enquanto o corpo se recupera. Uma hora depois de seu coração ter parado, era a ECMO que circulava seu sangue.

“Clinicamente morta”. Ao veículo, o anestesista contou que Marisa “essencialmente perdeu o que consideramos todo o volume do seu sangue. Nós substituímos todo o sangue dela. Então, por 45 minutos, ela estava clinicamente morta”. No entanto, já na UTI, ela começou a sangrar novamente e os médicos levaram a mãe de volta à mesa de cirurgia.

Útero teve que ser retirado. Os médicos não queriam ter que submeter Marisa a uma cirurgia grande, especialmente com a hemorragia fora de controle, mas a única forma com que conseguiram parar o sangramento foi tirando o órgão.

Gravidez já havia tido complicação. Marisa recebeu injeções de hormônios para engravidar e acabou à espera de trigêmeas. Durante exames, médicos encontraram um quarto bebê que não sobreviveu — mas estava “roubando” sangue de uma das irmãs com que dividia o saco amniótico. Ela teve que passar por um procedimento para a remoção do falecido, porque o “fluxo inferior de sangue colocou muito estresse no coração do [outro] bebê”.

A delicada recuperação

Marisa permaneceu na UTI sedada e ainda na ECMO por uma semana. Os médicos a visitavam na esperança de ver sinais de melhora, pois temiam que houvesse dano cerebral após tantas dificuldades de circulação do sangue. “Eu precisava que ela vivesse para criar os filhos. Então era algo pessoal pra mim”, se emocionou o anestesista ao “Today”.

Marisa e Dylan com as trigêmeas e o filho mais velho, de quatro anos
Marisa e Dylan com as trigêmeas e o filho mais velho, de quatro anos Imagem: Arquivo pessoal

“Sonho”. Durante este período, a equipe do hospital colocava as bebês sobre o seu peito para que as filhas e a mãe pudessem ter contato. Marisa lembra desta parte de sua internação, mas ela acreditava ser um sonho. Aos poucos, ela começou a exibir para os médicos sinais de que pudesse estar ouvindo as pessoas à sua volta.

De volta à vida. Marisa foi retirada da ECMO e acordou ainda confusa. Aos poucos, ela percebeu que o parto tinha acontecido e a experiência de seus “sonhos” era real. “A dor que senti, pensei que não tinha jeito de que aquilo não fosse real. Foi o primeiro pensamento coerente que lembro de ter”.

Mãe não sentia ligação com as filhas após o parto traumático. “Eu lembro de pensar ‘não conheço estes bebês’. É muito estranho. Parecia que elas não eram reais, que não eram minhas. Elas tinham mais de uma semana de vida quando as conheci… Demorou um pouco para ter esta conexão com elas.”

Filhas reconheciam a mãe. Enfermeiros colocavam cobertores de bebês sobre a pele da mãe quando ela estava na UTI e depois enrolavam as trigêmeas neles, para que elas pudessem saber qual era o cheiro da mãe. “Elas sabiam que eu era a mãe delas. Elas respondiam a mim quando eu falava em vez de [reagir] a outras pessoas.”

Marisa e filhas tiveram período de ajuste. A mãe voltou para casa e ficou uma semana em repouso devido aos seus ferimentos após o parto antes que a primeira das bebês recebesse alta — as trigêmeas seguiram no hospital para ganharem peso. Aos poucos, a família foi inteiramente reunida e a mãe pode recuperar as forças para cuidar delas.

O que é embolia amniótica

Quadro raro de complicação no parto. Considerada rara, a embolia amniótica é uma complicação que ocorre com uma a cada 100 mil gestantes quando o líquido amniótico, que nutre o bebê no interior da placenta, entra na corrente sanguínea da mãe. 

Quando o líquido amniótico vai para a corrente sanguínea, não é apenas uma gota: ele vai em abundância. Ao chegar a algum vaso pequeno, ele obstrui a circulação.

Dois problemas ao mesmo tempo. A complicação é muito agressiva, com coágulos se formando em alguns locais e hemorragias acontecendo em outros. Isso afeta o funcionamento de coração e pulmões.

Quadro não dá nenhum sinal prévio. De repente, a mulher pode ter uma parada cardiorrespiratória: o coração para, ela começa a ter falta de ar. Mesmo ao colocar oxigênio, a paciente pode não respirar, porque os pulmões estão cheios de líquido.

Teoricamente, a embolia pode acontecer em qualquer momento da gravidez, mas é mais comum no trabalho de parto. O útero é grande, tem a circulação sanguínea e o líquido está lá, parado. Mas, no trabalho de parto isso é mexido e pode ser forçado, aumentando o risco.

Em uma cesárea, o corte da cirurgia pode abrir um vaso sanguíneo. Por isso, existe a chance de algum elemento estranho, como o líquido amniótico, entrar na corrente sanguínea.

Fatores de risco. Embora não dê para prever uma embolia durante a gestação, alguns fatores representam um risco maior para desenvolver o problema. Engordar mais de 15 kg durante a gravidez, hipertensão, diabetes gestacional e polidrâmnio, que é a quantidade aumentada de líquido amniótico, são alguns deles.

Fonte: Élvio Floresti Junior, ginecologista e obstetra formado pela Universidade Federal de São Paulo.

Informações UOL


Carina FIV do Kado é nova vaca brasileira a atingir recorde mundial — Foto: Casa Branca Agropastoril

Carina FIV do Kado é nova vaca brasileira a atingir recorde mundial — Foto: Casa Branca Agropastoril 

🐄 O Brasil tem outra recordista mundial no mundo dos bovinos. 

Carina FIV do Kado, nascida em Piracicaba (SP), se tornou a vaca mais cara do mundo ao atingir uma valorização recorde de R$ 24 milhões no Leilão Cataratas Collection, em Foz do Iguaçu (PR), no dia 22 de novembro. 

Carina desbancou a Viatina-19, uma outra vaca brasileira que entrou para o livro dos recordes em 2023, após ser avaliada em R$ 21 milhões. 

Carina e Viatina são da raça Nelore, responsável pela maior parte do gado de corte (voltado para a produção de carne) no Brasil. 

A nova recordista, conhecida por sua beleza racial, é filha do touro Kayak TE Mafra com a vaca Dama 5 FIV HRO, e tem 3 anos de idade. 

“Por trás desse marco histórico está o criador José Ricardo Benato, da Fazenda Pé da Serra, em Piracicaba, onde ela nasceu. […] Ele conseguiu produzir um animal que é referência não apenas no Brasil, mas no mundo”, disse a Fazenda Pé de Serra, em suas redes sociais. 

Para a empresa, o recorde da Carina FIV do Kado deve aumentar o valor da matriz Dama 5 FIV HRO, por ela ter transmitido “as características genéticas que fizeram de Carina um sucesso”. 

Após o leilão, Carina passou a fazer parte de quatro grandes criatórios: a Casa Branca Agropastoril, RS Agropecuária, RFA Agropecuária e Syagri Agropecuária. 

Viatina-19 FIV Mara Móveis, vaca nelore goiana avaliada em R$ 21 milhões, entrou para o livro dos recordes em 2023, como a vaca mais cara do mundo. Em 22 de novembro, Carina ultrapassou o seu valor. — Foto: Divulgação/Casa Branca Agropastoril

Viatina-19 FIV Mara Móveis, vaca nelore goiana avaliada em R$ 21 milhões, entrou para o livro dos recordes em 2023, como a vaca mais cara do mundo. Em 22 de novembro, Carina ultrapassou o seu valor. — Foto: Divulgação/Casa Branca Agropastoril 

Informações G1


Esquerdista Yamandú Orsi é eleito presidente do Uruguai — Foto: Santiago Mazzarovich / AFP

Esquerdista Yamandú Orsi é eleito presidente do Uruguai — Foto: Santiago Mazzarovich / AFP 

Eleito neste domingo (24) com 49,3% dos votos, o esquerdista Yamandú Orsi, da Frente Ampla, será o próximo presidente do Uruguai. Seu adversário, o conservador Álvaro Delgado, foi derrotado com 46,4% dos votos. 

Aos 57 anos, Orsi já foi professor de história e ex-governador do departamento (espécie de Estado) de Canelones, o segundo maior do Uruguai. 

Oposição ao governo atual (presidido por Luis Lacalle Pou), o próximo presidente uruguaio teve sua campanha eleitoral apoiada pelo ex-presidente José Mujica. Aliás, ele é considerado uma espécie de pupilo político de Mujica. 

Entre suas promessas políticas durante a campanha eleitoral, Orsi tocou em temas como causa ambiental, apoio aos pequenos produtores e inclusão social.

Em mais de um momento, ele também falou em fazer uma política baseada no diálogo e prometeu, caso eleito, não fazer mudanças radicais no país. 

Assim como Mujica, Orsi diz que não irá morar na Palácio Estévez, a casa tradicional dos chefes de Estado do país. Em entrevistas, o esquerdista expressou preferência pela vida no campo e um estilo de vida sem luxo. 

Lula parabeniza Yamandú Orsi

Antes mesmo do resultado oficial anunciar Orsi como presidente eleito, Lula (PT) se baseou nas projeções que apontavam a vitória do esquerdista para parabenizá-lo. 

“Quero congratular o povo uruguaio pela realização de eleições democráticas e pacíficas e, em especial, o presidente eleito Yamandú Orsi, a Frente Ampla e meu amigo Pepe Mujica pela vitória no pleito de hoje”, escreveu Lula no X (antigo Twitter). “Essa é uma vitória de toda a América Latina e do Caribe. Brasil e Uruguai seguirão trabalhando juntos no Mercosul e em outros fóruns pelo desenvolvimento justo e sustentável, pela paz e em prol da integração regional.”

Informações G1