O órgão instaurou um inquérito para apurar um possível ato de racismo religioso cometido pela artista

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) concedeu 15 dias para que a cantora Claudia Leitte se manifestasse sobre a troca do nome de um orixá em uma música, durante as últimas apresentações que tem realizado em diversos estados.
O órgão instaurou um inquérito para apurar um possível ato de racismo religioso cometido pela artista. A audiência pública está agendada para o dia 27 de janeiro, às 14h, no auditório da sede do órgão, no bairro de Nazaré, em Salvador.
A portaria, assinada e publicada pela promotora Lívia Sant’Anna Vaz, também estabeleceu que os autores da música “Caranguejo” serão ouvidos pelo órgão estadual.
Em coletiva de imprensa realizada antes da apresentação da cantora no Festival Virada Salvador, a artista afirmou que “racismo é uma pauta para ser discutida com muita seriedade, não de forma tão superficial”. Durante o show, ela não cantou a música.
Informações Metro 1
O ministro também destacou o papel das plataformas digitais nos ataques de 8 de janeiro, afirmando que contribuíram para a disseminação de discursos de ódio e práticas golpistas

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, declarou nesta quarta-feira (8) que as redes sociais devem respeitar a legislação brasileira para continuar operando no país. A fala ocorreu durante uma cerimônia em alusão aos dois anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na sede do Supremo Tribunal Federal.
“Aqui no Brasil, a nossa Justiça Eleitoral e o nosso STF, ambos já demonstraram que aqui é uma terra que tem lei. As redes sociais não são terra sem lei. No Brasil, [as redes sociais] só continuarão a operar se respeitarem a legislação brasileira. Independentemente de bravatas de dirigentes irresponsáveis das big techs”, afirmou Moraes.
O ministro também destacou o papel das plataformas digitais nos ataques de 8 de janeiro, afirmando que contribuíram para a disseminação de discursos de ódio e práticas golpistas. Ele reforçou que o STF não permitirá o uso das redes para fins antidemocráticos:
“Pelo mundo não podemos falar, mas, no Brasil, eu tenho absoluta certeza e convicção que o Supremo Tribunal Federal não vai permitir que as big techs, as redes sociais continuem sendo instrumentalizadas dolosa ou culposamente, ou, ainda, somente visando o lucro, para discursos de ódio, nazismo, fascismos, racismo, misoginia, homofobia e discursos antidemocráticos”, declarou.
Moraes relembrou a suspensão temporária da rede X, de Elon Musk, em agosto de 2024, devido ao descumprimento de determinações judiciais, ressaltando que a plataforma só voltou a operar no Brasil em outubro, após se adequar às normas.
A declaração ocorre no contexto da recente decisão da Meta, dona do Facebook e Instagram, de substituir programas de verificação de fatos por um sistema de “notas de comunidade”, similar ao adotado pela rede X.
Informações Metro1

A oposição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva fala em “uso político” da manifestação de 8 de janeiro de 2023 por parte da base governista. A ala conservadora também analisa o esvaziamento do protesto popular desta quarta-feira, 8, como um retrato do “desgaste político” da gestão petista.
Oeste acompanhou o ato político de Lula durante toda a manhã e início da tarde. Cerca de 1 mil pessoas estiveram presentes na manifestação em prol da “democracia”, convocada pelo governo na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Imagens mostram a baixa adesão da população — e quem esteve presente precisou lidar com a chuva no local.

A deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) afirma que o petista “transformou os atos de 8 de janeiro em sua principal pauta” política de governo, ao passo que “os problemas reais do Brasil são deixados de lado”.
“E o povo deu a resposta: não se mobiliza para discursos repetidos e sem conexão com a realidade. Quem precisa de um governo que só olha para trás?”, analisa a parlamentar.
O ex-ministro da Secretaria de Comunicação no governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, sinaliza que o uso político do 8 de janeiro de 2023 visa a esconder o “alinhamento com terroristas, a inflação galopante e um vazio decepcionante para um povo aguerrido e lutador”. Ele também relembrou a morte do preso político Clezão, no Complexo Penitenciário da Papuda.
Para o deputado Rodrigo Valadares (União-SE), a ausência da população em um ato político convocado pelo Palácio do Planalto é um “sinal claro de que a estratégia do governo está desgastada”.
“Se nem os próprios apoiadores do governo acreditam mais nesse teatro, por que o restante do Brasil deveria?”, indagou. “A verdade é que o povo quer soluções, não espetáculos. E o governo Lula falha miseravelmente em oferecer ambas.”

Já o deputado Sanderson (PL-RS) destacou que a baixa adesão simboliza o distanciamento entre o governo e a sociedade. “Os brasileiros estão preocupados em pagar as contas e enfrentar o caos nas ruas, enquanto o governo segue em sua bolha ideológica”, fala.
“O esvaziamento do evento é um reflexo claro de um país cansado de ineficiência e de discursos vazios. Precisamos virar essa página da história e isso só acontecerá após aprovarmos a anistia”, acrescenta o parlamentar.
Também a Oeste, o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirma que o governo de Lula visa a “explorar o 8 de janeiro como ferramenta de perseguição política”. “Mas nem a militância comprou mais essa tentativa”, sinaliza.
“Fizeram de tudo para inflar um ato que acabou vazio, assim como as promessas de campanha de Lula”, diz. “O Brasil precisa virar a página e isso só virá com a anistia. Infelizmente, Lula insiste em tentar remoer esse episódio para desviar a atenção de sua incapacidade de governar.”
O deputado Ricardo Salles (Novo-SP) usou as redes sociais para prestar solidariedade aos presos e familiares dos manifestantes do 8 de janeiro de 2023. O parlamentar alerta que deve ocorrer uma punição “na exata medida”, mas não “manipuladas para caracterizar um pretenso golpe que nunca ocorreu”.
“O devido processo legal não vem sendo observado, tampouco o contraditório e a ampla defesa, resultando em processos surreais e penas totalmente absurdas”, analisa. “A Justiça, que deveria ser a guardiã dessas garantias está atuando com revanchismo e espírito de vingança, e isso não é justiça, é perseguição. Triste momento vive o Brasil.”
A deputada Carla Zambelli (PL-SP) sinaliza que ocorre uma tentativa de “mudar a história do Brasil através de narrativas ideológicas, seja através de jornais, filmes ou noticiários”. Assim como Wajngarten, citou o caso de Clezão.
“Clezão nos faz lembrar diariamente que temos a obrigação de garantir que ele seja retratado nos futuros livros de história pelo que ele realmente foi: um pai de família que lutava pelo seu país”, afirma.
Informações Revista Oeste

Faleceu na terça-feira (7), aos 67 anos, Frei Rutivalter Alves de Brito, que foi superintendente da Fundação Santo Antônio dos Frades Capuchinhos entre 1995 e 2001. Ele estava internado no Hospital Santa Isabel, em Salvador, devido a complicações de um câncer.
O corpo será velado nesta quarta-feira (8) no Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Salvador. Na quinta-feira (9), será levado para Sapeaçu, onde será sepultado às 16h.
Natural de Canarana, Frei Rutivalter ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em 1985 e foi ordenado presbítero em 1988. Atuou como pároco em diversas localidades, incluindo Feira de Santana e Jaguaquara.
*De Olho Na Cidade

A vacinação contra a Covid-19 para crianças a partir dos seis meses até 11 anos, 11 meses e 29 dias será retomada nesta quarta-feira (8), após o recebimento de mil doses do imunizante XBB na tarde desta terça-feira (7).
Para crianças entre seis meses e quatro anos, são recomendadas duas doses, com intervalo de quatro semanas entre a primeira e a segunda. Já para crianças a partir de cinco anos, é indicada apenas uma dose.
No caso de crianças imunocomprometidas — aquelas com o sistema imunológico enfraquecido — são aplicadas três doses. A segunda dose deve ser administrada quatro semanas após a primeira, e a terceira, oito semanas depois da segunda.
Para garantir a imunização, os pais ou responsáveis devem levar as crianças às unidades de saúde, apresentando documento de identificação ou certidão de nascimento, caderneta de vacinação e cartão SUS. É importante lembrar que a aplicação de vacinas em menores de 18 anos só ocorre na presença de um adulto responsável.
Os imunizantes estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs), conhecidas como postos de saúde, distribuídas tanto na sede quanto na zona rural do município.

A Secretaria Municipal da Educação anuncia o início das matrículas para novos alunos da rede municipal. Após a confirmação das matrículas para os estudantes que já fazem parte da rede, realizada entre os dias 02 e 16 de dezembro, agora é a vez dos novos alunos garantirem sua vaga nas escolas municipais. O período para matrícula será de 14 a 20 de janeiro.
Os pais ou responsáveis que desejam matricular seus filhos devem apresentar os seguintes documentos, tanto em original quanto em cópia:
– Histórico Escolar original (para estudantes do Ensino Fundamental);
– Certidão de registro civil ou cédula de identidade;
– Cadastro Pessoa Física (CPF);
– 01 foto 3×4 recente do estudante;
– Para o estudante beneficiário do Programa Bolsa Família, cartão em nome do pai, mãe ou responsável legal;
– Comprovante de residência atualizado;
– Cartão de vacinação atualizado;
– Termo de autorização de uso de imagem para ações exclusivamente realizadas pela Unidade Escolar e/ou Secretaria Municipal de Educação;
– Questionário de levantamento de necessidades específicas para crianças/estudantes.
O secretário da Educação, Pablo Roberto, afirma que o município irá iniciar as aulas com um compromisso firme em melhorar a cada dia a qualidade do ensino. Ele acredita na educação como pilar fundamental para o desenvolvimento social e econômico da cidade, e reafirma seu empenho em implementar ações que promovam uma educação de excelência para todos os estudantes.
“As matrículas são uma oportunidade valiosa para garantir um futuro promissor aos nossos jovens. A Secretaria Municipal da Educação está pronta para acolher novos alunos e proporcionar um ambiente educativo que favoreça o aprendizado e o crescimento intelectual e pessoal”, afirma o secretário.
A cidade conta com uma ampla rede educacional composta por 210 escolas municipais, incluindo 47 instituições de Educação Infantil, 48 escolas para o Ensino Fundamental (Anos Iniciais – 1º ao 5º ano), 12 escolas para o Fundamental II (Anos Finais – 6º ao 9º ano) e 103 instituições com segmentos mistos (do Grupo 3 ao EJA).

Se masturbar é saudável e natural. Porém, e não se masturbar: é sinal de problema? A resposta mais simples é “não”. Mas você já se perguntou o motivo de não curtir?
“Eu nunca tentei me masturbar. Tenho a impressão de que não vai ter graça alguma, pois sou eu fazendo. Já tentei enquanto tomava banho, mas não vejo graça no prazer sozinha”, conta a publicitária Raquel, 28 anos, que prefere não revelar o sobrenome. “Fico com tesão se penso em algumas coisas, mas aí me dá vontade de ver meu namorado e transar. Gostamos muito de experimentar coisas novas e gozo sem problema na transa”, conta.
A projetista Tânia, de 25, conta que nunca sentiu necessidade de se masturbar. “Uma vez, por chamada de vídeo, eu já gozei me masturbando para o meu atual namorado. A gente estava conversando e ele pediu para eu me tocar. Eu fiz e, ao ver ele tendo prazer, fiquei excitada. Gozei, mas não teve graça”, conta ela. “Não é tão gostoso quanto quando ele faz. É como tentar ter cócegas sozinha”.
Assim como Raquel e Tânia, há outras mulheres que nunca se masturbaram ou, se o fizeram, não sentem o mesmo prazer do sexo. As razões são variadas, como achar que a maneira correta de ter prazer é com o parceiro e acreditar que é o outro é quem deve proporcionar essa experiência. Baixa autoestima e insatisfações com o corpo também podem fazer com que muitas de nós evitamos nos tocar.
Se masturbar também é compreender que para ter prazer na relação sexual é preciso certa dose de egoísmo, quer dizer, se colocar em primeiro lugar e controlar os movimentos em benefício próprio. Portanto, o ato é um desafio para quem tende a pensar mais no parceiro, em como ele está se sentindo e de que forma consegue agradá-lo mais. Preferir dar a receber é um obstáculo.
A masturbação sozinha, contudo, tem um papel importante na sexualidade individual e do casal. Ao fazer isso, aprende-se muito sobre o próprio corpo, reações e estímulos sexuais que funcionam. Você consegue se satisfazer sozinha, sem ter que passar pelo ritual de preliminares e envolvimento com o outro – pode gozar, virar para o lado e dormir. De quebra, se torna apta a guiar lindamente o parceiro na hora da transa. A masturbação, portanto, é uma forma de se empoderar sexualmente.
Ainda somos criadas em uma cultura que superestimula a sexualidade masculina e reprime a feminina, com frases para meninas pequenas como ‘tira a mão daí, é feio, é sujo’ ou ‘fecha as pernas’. Crescemos com uma visão negativa das nossas partes íntimas e também da sexualidade. Como consequência, algumas de nós sentem que são pervertidas por se tocar — o que pode bloquear o prazer, já que o cérebro tende a nos proteger do que consideramos negativo.
Se, na hora da masturbação, pensamos em algo que não é erótico e ainda é negativo, fica difícil sentir algo. Sexo e prazer são sensações, afinal.
Se você chegou até aqui, talvez esteja interessada em transformar a sua relação com a masturbação. Por isso, conversamos com especialistas que sugerem algumas abordagens. Vem ver!
Experimente deitar na cama ou se acomodar em outro lugar confortável, tirar a calcinha e colocar um espelho em frente à vagina. Descubra onde fica cada parte: pequenos lábios, grandes lábios, clitóris, prepúcio, entrada da vagina e ânus. Passe a mão e sinta a espessura e sensibilidade de cada região.
O seu grande aliado será o clitóris, uma protuberância mais sensível devido a mais de 8 mil terminações nervosas. Faça movimentos circulares em torno dele. Ao tocá-lo diretamente vá devagar, se apertar muito pode se incomodar. Experimente toques, intensidades e velocidades diferentes. Você pode usar os dedos para penetrar a vagina ao mesmo tempo que toca o clitóris. E também provar o toque indireto, por cima da calcinha. Pode roçar em um travesseiro ou usar vibradores ou sugadores.
É um momento para você se sentir bem e não vulnerável. Por isso, se ficar mais confortável de roupa, só com a calça abaixada ou vestida com lingerie nova e provocante, mande ver. Também pode ser embaixo da coberta, no escuro ou com uma iluminação baixa. Com o tempo, a tendência é que você se sinta cada vez mais confortável nessa situação, mas não há razão para pressa.
Se você não mora sozinha, pode ser difícil encontrar total privacidade para se tocar. No entanto, ela é importante, porque é muito difícil relaxar e se desligar do externo quando se está pensando que alguém pode abrir a porta a qualquer momento. Na impossibilidade de fazer isso no quarto, com uma música relaxante de fundo, experimente no banheiro, antes ou depois de tomar banho.
O pensamento é muito importante no prazer, por isso, se esforce para se concentrar em fantasias eróticas que aumentarão a sua excitação. Tente lembrar de algum momento em que sentiu tesão, de uma transa gostosa, de um conto erótico que leu ou até mesmo de um pornô que assistiu.
Se tocar um pouco e parar, geralmente, não adianta. O desejo e a excitação aumentam conforme você dedica um tempo ao toque, não só alguns segundos ou minutos. E aqui a prática também leva a perfeição. Somente você poderá saber qual é a melhor maneira, o melhor toque e o melhor lugar para estimular. Esse conhecimento, contudo, virá com a prática contínua.
Seu par pode ser cúmplice nessa jornada de autoconhecimento, tanto incentivando você a se tocar, como te masturbando na hora da transa para que perceba onde sente prazer. Alguns também gostam de ver a parceira se tocar e pode colocar a própria mão sobre a delas e guiá-las até que se sintam
Fontes: Edson Lago, psicólogo; Marcia Oliveira, fisioterapeuta sexual; e Paula Napolitano, psicóloga clínica e terapeuta sexual
Informações Universa UOL

Nos últimos anos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se tornou uma espécie de “delegado” na Corte – e, ao que parece, tomou gosto pela função, sob o consentimento de seus pares. É o que afirma o jornal O Estado de S. Paulo em editorial desta quarta-feira, 8.
Para a publicação, o que já era perceptível à luz da atitude e de certas decisões monocráticas de Moraes pôde ser atestado por números.
De acordo com um levantamento feito pelo próprio Estadão, com base em dados do portal Corte Aberta, no fim do ano passado, 21 dos 37 inquéritos criminais em andamento no STF estão concentrados no gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Para dar a dimensão dessa anomalia, o segundo ministro com mais investigações criminais sob sua relatoria, Luiz Fux, conduz apenas três inquéritos.
“Sob quaisquer pontos de vista, isso não pode ser considerado normal, a começar pelo elevado número de investigações criminais sob a responsabilidade de uma Corte que, em tese, deveria se ocupar precipuamente da guarda da Constituição”, diz o jornal.
O Estadão destaca ainda que, entre esses 37 inquéritos em curso, não estão contabilizados os que tramitam na forma de “petições”, como a que investiga a formação dos acampamentos da oposição em frente dos quartéis do Exército, nem os que correm sob sigilo, como é o caso, por exemplo, do interminável e abrangente inquérito das fake news.
“Vale dizer, o número de investigações conduzidas pelo ‘delegado’ Moraes é ainda maior do que o apurado por este jornal”, afirma a publicação.
É certo que a Constituição confere ao STF o poder de processar e julgar ações penais que envolvam réus com foro especial por prerrogativa de função, o chamado “foro privilegiado”. “Porém, o entendimento do colegiado sobre o alcance desse dispositivo constitucional tem a firmeza de um prego na areia”, opina o Estadão.
“A depender das conveniências políticas de ocasião, para dizer o mínimo, os ministros mudam com impressionante rapidez e sem-cerimônia ímpar a própria jurisprudência da Corte para, na prática, escolher quem vão julgar a partir de critérios bem menos transparentes do que os fixados pela Lei Maior, o que ora aumenta, ora diminui os casos criminais em tramitação no STF”, acrescenta. “Não é assim que funciona o sistema de Justiça em um Estado Democrático de Direito.”
Ademais, o jornal indaga o porquê de tantos inquéritos policiais estarem sob a relatoria de Alexandre de Moraes. “O que, em tese, o tornaria mais apto do que seus pares para presidir essas investigações?”, pergunta. “A rigor, nada, a não ser, talvez, sua propensão para atuar mais como um chefe de polícia do que como ministro de Corte Suprema, no melhor cenário, ou a tibieza de seus pares para frear esse acúmulo de poder, no pior.”
Para agravar um quadro anômalo por si só, diz o Estadão, não se pode desconsiderar que a alta concentração de inquéritos no gabinete de Moraes se deve, entre outras razões, a “uma compreensão elástica do instituto da prevenção”.

“Diz-se ‘prevento’ o juiz que primeiro decidiu em determinado processo, de modo que todos os outros casos ligados de alguma forma ao caso original devem ser submetidos à apreciação desse mesmo magistrado”, afirma o texto. “A prevenção é, pois, uma salvaguarda do sistema de Justiça contra decisões discrepantes sobre questões que estejam relacionadas.”
“Mas será mesmo que todos os 21 inquéritos relatados por Moraes chegaram até ele por estarem direta ou indiretamente ligados?”, pergunta. “Não parece ser o caso, afinal são múltiplas as investigações policiais em andamento, quando a prevenção, a rigor, pressupõe que sejam unificadas.”
Para o Estadão, tudo isso já seria espantoso se essa miríade de inquéritos relatados por Moraes tivesse objetos bem definidos e prazos razoáveis. “Em muitos casos, não há nem uma coisa, nem outra”, diz o jornal. “E quanto mais essa aberração institucional perdurar, mais profunda será a fissura entre o STF e sua legitimidade perante parcela cada vez mais expressiva da sociedade brasileira.”
Informações Revista Oeste

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 7, que “o inferno vai se instalar no Oriente Médio” se o grupo terrorista Hamas não libertar os reféns que mantém na Faixa de Gaza. Ele disse que isso deve ocorrer antes de sua posse, marcada para o dia 20 de janeiro. O republicano deu a declaração durante coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, na Flórida.
“Não será bom para o Hamas e não será bom, francamente, para ninguém”, disse Trump. “O inferno vai explodir. Isso é exatamente o que eu quis dizer. Se os reféns não forem libertados até eu assumir o cargo, haverá um inferno. Eles precisam ser liberados agora.”
Mais de cem reféns seguem em poder do Hamas em Gaza, depois de os ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram 1,2 mil mortos. O investidor Steve Witkoff, escolhido por Trump para ser o enviado especial ao Oriente Médio, afirmou que as negociações para libertá-los estão avançando.
Na mesma entrevista, Witkoff disse que a expectativa é anunciar o acordo antes da posse. “Estamos realmente esperançosos de que teremos boas notícias para o presidente.”

Ainda na coletiva de imprensa, Trump defendeu maior controle dos EUA sobre o Canal do Panamá e a Groenlândia.
“O Canal do Panamá é vital para a nossa segurança econômica e a construção se deu para nossos militares”, disse o presidente eleito ao responder uma pergunta sobre descartar medidas militares ou econômicas para assumir as áreas. “Ele está sendo abusado pela China.”
Trump destacou que ambas as regiões são estratégicas para os interesses econômicos e militares norte-americanos. Ele sugeriu uma possível guinada na política externa nos próximos meses.
Informações Revista Oeste

Hans Kluge, diretor regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que o escritório da entidade na China mantém contato direto com as autoridades de saúde locais.
O objetivo é acompanhar os casos de metapneumovírus (Hmpv) registrados no país. Conforme relatório divulgado pela OMS, os índices e a gravidade das ocorrências permanecem inferiores aos do ano passado. Apesar disso, o vírus tem se destacado como uma das preocupações do inverno chinês.
Kluge destacou a relevância de uma comunicação clara e ágil sobre temas de saúde pública. Ele enfatizou que, em um mundo altamente interconectado, preparar-se para emergências sanitárias e reagir de forma eficiente é essencial. Além disso, ressaltou a necessidade de buscar informações em fontes confiáveis. Essa medida ajuda a enfrentar o problema da desinformação.
Especialistas explicam que o Hmpv não se trata de uma “nova ameaça”. Esse vírus comum circula globalmente há mais de 60 anos e provoca sintomas respiratórios leves. Em casos mais graves, pode evoluir para quadros como pneumonia. Atualmente, ainda não há tratamentos específicos ou vacinas desenvolvidas contra o Hmpv.
Segundo o jornal The New York Times, autoridades chinesas reconheceram o crescimento nos casos de metapneumovírus. No entanto, asseguraram que a situação não representa um motivo de grande preocupação. Diferente do coronavírus, que gerou a pandemia de covid-19, o Hmpv é amplamente conhecido pela ciência.
No caso da covid-19, o surgimento de um patógeno inédito fez com que a população global enfrentasse um vírus sem nenhuma resposta imunológica prévia. Esse fato agravou o impacto da doença.
Informações Revista Oeste