O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) fez um breve, mas exaltado discurso em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nessa quinta-feira (14). Em evento com sindicalistas, ele encerrou sua fala bradando “viva Lula”.
“A luta sindical deu ao Brasil o maior líder popular deste país. Lula! Lula! Viva Lula! Viva os trabalhadores do Brasil!”, disse Alckmin, já rouco e aos gritos.
O ex-governador, que integrou o PSDB por 33 anos e já foi adversário de Lula, foi bem recebido pelos sindicalistas, chegando a ser chamado por alguns de “companheiro”.
Quem for transitar pelas avenidas de São Paulonesta sexta-feira de feriado prolongadoencontrará problemas. A Rodovia dos Bandeirantes será interditada das 8h às 15h pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv), no sentido interior, trecho entre São Paulo e Santa Bárbara D’Oeste, para uma evento de motociclistas que terá a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). O ‘Acelera para Cristo‘ repete a motociatade 12 de junho do ano passado que reuniu 1,3 milhão de motos em apoio ao presidente. A estimativa dos organizadores é que, neste ano, mais de 2 milhões de motociclistas compareçam ao evento. A interdição nas vias começa no km 13, junto à Marginal Tietê, e se estenderá até o km 134, no entroncamento com a Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304). A CCR AutoBan, concessionária que administra a Rodovia, informa que o tráfego será permitido, no sentido interior, apenas pela Via Anhanguera (SP-330). Painéis de mensagem variáveis estarão instalados no Sistema Anhanguera-Bandeirantes para orientar os motoristas a utilizarem a SP-330 nos deslocamentos. Confira abaixo os fechamentos de todos os acessos que a Polícia Militar fará:
Rodoanel Mário Covas (SP 21), no km 24, Via Anhanguera (SP-330), no km 48, Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (SP-300), no km 62, Rodovia Magalhães Teixeira (SP-083) – anel viário de Campinas, no km 84, Rodovia Santos Dumont (SP-75), no km 87, Rodovia Adalberto Panzan (SPI 103/330), no km 95, Rodovia Jornalista Francisco Aguirra Proença (SP-101), no km 103 e Estrada municipal SMR-40, no km 114.
Acelera Para Cristo 2
O evento Acelera Para Cristo desta sexta-feira, 15, terá uma infraestrutura maior do que a do ano passado com direito a palco, som, iluminação, banheiros químicos, ambulâncias, guinchos, engradamentos de seguranças, camarins e bandas. O evento está previsto para começar as 10h (horário de Brasília) e é necessário pagar R$ 10 para participar. Além de Bolsonaro, estão confirmados os pastores Jonas Vilar, Cláudio Duarte e Silas Malafaia. O DJ Ale Carooso também estará presente para fazer a música dos presentes.
Em parceria com a CAAB – Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia, a OAB Subseção Feira de Santana vai iniciar, nesta sexta (15), o cadastro para a campanha de vacinação contra a gripe influenza. A campanha é válida para advogados e advogadas titulares.
Para tanto é preciso que os advogados e advogadas realizem um cadastro no site da CAAB (www.caab.org.br) para receberem a vacina na sua Subseção. A campanha segue até o dia 18 de abril.
Veículo processou agência de checagem após ter dois de seus conteúdos marcados como falsos
Juiz classificou atitude da agência Aos Fatos contra a revista Oeste como censura Foto: Unsplash
A agência de checagem Aos Fatos foi condenada pelo juiz Marcelo Oliveira, da 41ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, a indenizar a revista Oestepor marcar dois conteúdos do veículo como falsos. As marcações foram feitas em uma matéria de julho de 2020 sobre a Floresta Amazônica e em um conteúdo de março de 2021 sobre a pandemia de Covid em uma cidade mineira.
A primeira matéria, intitulada “Imagem da Nasa prova que a Floresta Amazônica não está em chamas”, trazia imagens da agência espacial norte-americana que mostravam os focos de fogo ativos na vegetação do mundo. No texto, o veículo sustentava que os incêndios registrados no Brasil perderiam para os da Argentina e não se comparariam com os da Bacia do Congo, por exemplo.
Já em março de 2021, o veículo publicou uma reportagem sobre a pandemia de Covid-19 na cidade mineira de São Lourenço. Na época, enquanto o país sofria com a doença, a Oesteapontou que o município de 46 mil habitantes completava a terceira semana sem registrar mortes. O prefeito da cidade, Walter José Lessa (PTB), teria, segundo a revista, apostado no tratamento precoce.
Nos dois casos, a agência de checagem teria inserido em suas verificações sobre o conteúdo a sinalização de notícia falsa. No Facebook, por exemplo, uma tarja sobre a foto que ilustra as postagens de todos aqueles que compartilham os textos vinha com o alerta: “Informação falsa — Checada por verificadores de fatos independentes”.
JUIZ APONTA CENSURA DA AGÊNCIA Na sentença em que condenou a agência de checagem, o juiz Marcelo Oliveira ressaltou que “seria impossível deixar de constatar” que a agência de checagem operaria “com a indisfarçável intenção de censurar as demais fornecedoras de conteúdo”, no caso em questão, a revista Oeste.
– A censura pelos indivíduos — incluídas as pessoas jurídicas — à liberdade de expressão, de manifestação ou de opinião, sob qualquer aspecto ou pretexto, não é condizente nem compatível com qualquer dos princípios norteadores da sociedade democrática vislumbrada pelo constituinte de 1988 – destacou.
Em outro ponto, o magistrado ainda destacou que a atitude da agência de checagem flertaria “com o totalitarismo” e que as sinalizações dos conteúdos como falsos “tiveram a finalidade explícita de impingir a pecha de falsidade às notícias divulgadas” pela Oeste, agravadas pelo fato de a agência de checagem não ter possibilitado ao site “qualquer chance de defesa”.
– A prática da empresa requerida de categorizar as outras empresas jornalísticas como propagadoras de “fake news” é materialmente inconstitucional – ressaltou.
O juiz ainda classificou como “grave” o fato de a agência “ter lançado essas acusações contra outra empresa concorrente do mesmo ramo do jornalismo”. Ao justificar a aplicação de indenização por danos materiais, o juiz lembrou que ficou caracterizada a “queda substantiva no número de assinaturas, o que culminou na redução de faturamento mensal”.
Além do pagamento de indenização pelos danos materiais, que serão calculados por meio de uma média das perdas de faturamento da revista, em razão da sinalização do conteúdo como falso, o juiz ordenou que a agência Aos Fatos exclua qualquer menção de que os conteúdos elencados no processo seriam “falsos, mentirosos ou que constituem as chamadas fake news”.
Na decisão, o magistrado também determinou que a agência pague uma indenização de R$ 50 mil por danos morais ao veículo. Para determinar a punição, o juiz considerou que, com “a repercussão nacional que as reportagens tiveram”, foi “inegável que a autora teve abalada a sua reputação na sociedade”.
Países avaliam possibilidade de ingressar na aliança militar liderada pelos EUA
O presidente russo Vladimir Putin e o ex-primeiro-ministro Dmitry Medvedev Foto: EFE/Yuri Kochetkov
Um dos aliados mais próximos do presidente russo, Vladimir Putin, alertou a Otan nesta quinta-feira (14), que, se a Suécia e a Finlândia aderirem à aliança militar liderada pelos Estados Unidos, a Rússia terá que reforçar suas defesas na região, inclusive com a implantação de armas nucleares no Mar Báltico.
A ameaça veio um dia depois que as autoridades finlandesas sugeriram que o país poderia solicitar a adesão à aliança militar de 30 membros dentro de semanas, e a Suécia ponderava fazer um movimento semelhante. Tanto Helsinque quanto Estocolmo são oficialmente não alinhados militarmente, mas estão reconsiderando seu status à luz da invasão da Ucrânia pela Rússia – provocando crescentes alertas da Rússia.
Dmitri Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse que, se a Suécia e a Finlândia aderirem à Otan, a Rússia terá que fortalecer suas forças terrestres, navais e aéreas no Mar Báltico.
Medvedev também levantou explicitamente a ameaça nuclear ao dizer que não se pode mais falar de um Báltico “livre de armas nucleares” – onde a Rússia tem seu enclave de Kaliningrado entre a Polônia e a Lituânia.
– Não se pode mais falar de nenhum status livre de armas nucleares para o Báltico. O equilíbrio deve ser restaurado. Até hoje, a Rússia não tomou tais medidas e não iria. Tome nota que não fomos nós que propusemos isso – disse Medvedev, que foi presidente de 2008 a 2012.
A Lituânia disse que as ameaças da Rússia não eram novidade e que Moscou havia implantado armas nucleares em Kaliningrado muito antes da guerra na Ucrânia.
CONSEQUÊNCIAS DA GUERRA A possível adesão da Finlândia e da Suécia à aliança militar fundada em 1949 para fornecer segurança coletiva ocidental contra a União Soviética seria uma das maiores consequências estratégicas europeias da guerra na Ucrânia.
O ataque da Rússia levou a uma mudança acentuada no sentimento público sobre a adesão à Otan na Finlândia e na Suécia. Medvedev, sem citar evidências, atribuiu a mudança aos “esforços de propagandistas locais”.
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse a repórteres em Bruxelas, na semana passada, que os dois países atendem aos padrões da Otan para “controle político, democrático e civil sobre as instituições de segurança e as forças armadas”.
Se a Finlândia se juntar à Otan, a fronteira terrestre da Rússia com os membros da aliança mais do que duplicaria.
A Finlândia conquistou a independência da Rússia em 1917 e travou duas guerras contra ela durante a Segunda Guerra Mundial, durante a qual perdeu algum território para Moscou. A Finlândia anunciou um exercício militar na Finlândia Ocidental com a participação de forças do Reino Unido, Estados Unidos, Letônia e Estônia.
A Suécia não luta uma guerra há 200 anos e a política externa do pós-guerra se concentrou em apoiar a democracia internacionalmente, o diálogo multilateral e o desarmamento nuclear.
KALININGRADO Kaliningrado é de particular importância no teatro do norte da Europa. O anterior porto prussiano de Koenigsberg, capital da Prússia Oriental, fica a menos de 1.400 quilômetros de Londres e Paris e a 500 quilômetros de Berlim. A Rússia disse em 2018 que havia implantado mísseis Iskander em Kaliningrado, que foi capturado pelo Exército Vermelho em abril de 1945 e cedido à União Soviética na conferência de Potsdam.
O Iskander, conhecido como SS-26 Stone pela Otan, é um sistema de mísseis balísticos táticos de curto alcance que pode transportar ogivas convencionais e nucleares. Seu alcance oficial é de 500 quilômetros, mas algumas fontes militares ocidentais suspeitam que seu alcance possa ser muito maior.
– Nenhuma pessoa sã quer preços mais altos e impostos mais altos, tensões crescentes ao longo das fronteiras, Iskanders, hipersônicos e navios com armas nucleares literalmente a pouca distância de sua própria casa. Vamos torcer para que o bom senso de nossos vizinhos do norte vença – completou Medvedev.
O ministro da Defesa da Lituânia, Arvydas Anusauskas, disse que a Rússia havia implantado armas nucleares em Kaliningrado antes mesmo da guerra.
– As armas nucleares sempre foram mantidas em Kaliningrado, a comunidade internacional, os países da região estão perfeitamente cientes disso. Eles usam isso como uma ameaça – disse Anusauskas, segundo o BNS.
A invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro matou milhares de pessoas, deslocou milhões e aumentou o medo de um confronto mais amplo entre a Rússia e os Estados Unidos – de longe as duas maiores potências nucleares do mundo.
24.fev.2021 – O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão; para ele, repercussão de compra de remédio tipicamente usado para tratar disfunção erétil é ‘coisa de tabloide sensacionalista’ Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
O vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos) minimizou a autorização de compra de 35 mil comprimidos de sildenafila, nome genérico do Viagra, pelas Forças Armadas. O remédio é usado tipicamente para tratar disfunção erétil.
Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, ele disse que a repercussão do caso é “coisa de tabloide sensacionalista” e que a aquisição abasteceria as farmácias das Forças Armadas.
“Nós temos farmácias. A farmácia vende medicamentos. E o medicamento é comprado com recursos do fundo. Então, tem o velhinho aqui [aponta para si próprio]. Eu não posso usar o meu Viagra, pô? O que são 35 mil comprimidos de Viagra para 110 mil velhinhos que tem? Não é nada”, afirmou ele, que é pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Na última segunda-feira, o deputado Elias Vaz (PSB-GO) pediu explicações ao Ministério da Defesa sobre a autorização de compra de 35 mil comprimidos do composto para as Forças Armadas. Os pregões foram descobertos no portal da Transparência e no painel de preços do governo.
Em resposta ao UOL, o Exército e a Marinha disseram que os remédios são para tratar hipertensão arterial pulmonar, doença rara que acomete mais mulheres que homens.
De acordo com Veronica Amado, pneumologista coordenadora da Comissão de Circulação Pulmonar da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), a dosagem de 25 mg como a do Viagra, não é a prevista na literatura para tratar a condição.
‘Não é nada’
O presidente Jair Bolsonaro (PL) também diminuiu a importância da compra, e negou que o composto será usado para disfunção erétil.
“Com todo respeito, não é nada. Quantidade… O efetivo das três forças, obviamente… Muito mais usado pelos inativos e pensionistas”, disse ele durante café da manhã no Palácio da Alvorada com pastores e líderes evangélicos.
O governante também criticou a imprensa e comparou a polêmica do Viagra com a repercussão dos R$ 20,2 milhões pagos em 2020 para compra de leite condensado pelo governo federal. O caso veio a público em 2021 em reportagem do site Metrópoles. À época, o UOL analisou dados do Painel de Compras, uma das ferramentas de transparência da União, e verificou que houve uma redução de quase R$ 11 milhões em relação ao montante pago no ano anterior.
Bolsonaro declarou considerar que “apanha todo dia de uma imprensa que tem muita má-fé e que é ignorante também nos assuntos”. Na visão dele, os veículos de comunicação não buscaram informações sobre as necessidades que justificariam a compra do Viagra.
“[A imprensa] não procura saber por que comprou aí os seus 50 mil comprimidos de Viagra. Mas faz parte. Como no ano passado apanhamos muito também, eu apanhei, por ter gasto alguns milhões com leite condensado.”
O deputado federal Luciano Bivar (União Brasil-PE) foi anunciado como pré-candidato do partido à Presidência da República. A indicação do nome foi aprovada por unanimidade.
“A Comissão Executiva Nacional Instituidora do União Brasil aprovou na manhã desta quinta-feira, 14 de abril, por unanimidade, a indicação do presidente nacional do partido, deputado Luciano Bivar, como pré-candidato à presidência da República”, divulgou a sigla em nota assinada por toda a sua cúpula.
Além disso, a direção do partido reafirmou no documento que vai continuar se reunindo com os “demais partidos que compartilham os mesmos ideais e projetos em busca de um nome de consenso”.
O União Brasil – resultado da fusão do DEM e do PSL – é o partido com maior fundo eleitoral na disputa deste ano, com orçamento na ordem R$ 770 milhões. A legenda também possui um dos maiores tempos de TV para propaganda partidária. A sigla está negociando com o PSDB, MDB e Cidadania uma candidatura única à Presidência da República, cujo projeto deve ser anunciado no dia 18 de maio.
O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (14) uma nova ferramenta para os usuários. A novidade permite agregar diferentes grupos em um espaço compartilhado, podendo enviar conteúdo para milhares de pessoas ao mesmo tempo.
A novidade deve chegar ao Brasil só no ano que vem. A ideia é impedir que o recurso seja usado para divulgar notícias falsas na campanha eleitoral de 2022. Em fevereiro, o grupo Metha, que administra o WhasApp, fechou um acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater a desinformação durante as eleições. Na ocasião, o CEO da empresa, Will Carhcart, se comprometeu a não implementar nenhuma mudança significativa de produto no Brasil antes das eleições.
O aplicativo também vai dar mais poder para os administradores, que poderão enviar avisos a todos os participantes da comunidade e controlar quais grupos e usuários podem ser adicionados.
Foto: Agência O Globo/Extra/Thiago Freitas // Reprodução
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou um recurso do ator José de Abreu e manteve a condenação aplicada contra o artista para que ele indenize o Hospital Albert Einstein por danos morais. A indenização foi motivada por declarações de Abreu de que o hospital teria apoiado uma suposta trama criada em torno da facada contra o presidente Jair Bolsonaro.
A tal trama foi publicada por Abreu no Twitter no dia 2 de janeiro de 2019. Na ocasião, o ator afirmou: “Teremos um governo repressor, cuja eleição foi decidida numa facada elaborada pelo Mossad [serviço secreto israelense], com apoio do Hospital Albert Einstein, comprovada pela vinda do PM israelense, o matador e corrupto Bibi [Benjamin Netanyahu]”.
Na ação movida pelo Albert Einstein contra Abreu, no Tribunal de Justiça de São Paulo, o hospital alegou que teve sua reputação atingida em razão de postagem ofensiva publicada pelo ator no Twitter. O ator foi condenado em primeira instância a indenizar o hospital por danos morais e teve recursos negados em segunda instância.
Ao acionar o Supremo, a defesa de Abreu alegou que uma das decisões de segunda instância, que negou um dos recursos do ator, teria violado uma decisão da Suprema Corte. O relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, discordou da alegação e negou o recurso apresentado pelo artista ao STF.
A decisão de Barroso foi submetida então, entre os dias 1° e 8 de abril deste ano, aos demais membros da primeira turma da Suprema Corte (Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Rosa Weber, Cármen Lúcia). Na ocasião, os ministros negaram, por unanimidade, o que era sustentado pela defesa.