
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com recurso na última quinta-feira, 16, no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que barrou sua viagem para participar da posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
A defesa sugere dois caminhos: que o ministro reconsidere a própria decisão ou que envie o pedido para julgamento colegiado no plenário do STF. O recurso foi apresentado horas depois da decisão de Moraes. Bolsonaro corre contra o tempo. A posse de Trump será na próxima segunda-feira, 20, em Washington.
O ex-presidente está com o passaporte retido desde 8 de fevereiro de 2024, quando foi alvo da Operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal, por suspeita de envolvimento em um suposto plano de golpe depois das eleições de 2022. Bolsonaro foi indiciado no caso.
A apreensão do passaporte é uma medida cautelar para evitar a fuga do investigado durante o inquérito e o processo. Bolsonaro já afirmou, em entrevistas, que se sente “perseguido” pela Justiça e que não descarta o refúgio em uma embaixada.
Os criminalistas Paulo Amador da Cunha Bueno e Celso Sanches Vilardi, que coordenam a defesa do ex-presidente, argumentam que o passaporte dele está retido há um ano, mesmo sem denúncia formal. “O tempo mostra-se excessivo, em especial quando tratamos de medidas graves e, principalmente, porque sequer há uma acusação posta”, criticam.
Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito do alegado golpe, mas cabe ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, redigir a denúncia, o que deve ocorrer ainda neste semestre.

A defesa também afirma que o ex-presidente “já demonstrou, concreta e objetivamente, sua intenção de permanecer no Brasil” e cita como exemplo viagem à Argentina para a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023.
Segundo os advogados, a decisão de Moraes que impediu a viagem de Bolsonaro para a posse de Trump está “concentrada em meras conjecturas”.
“As cautelares impostas ao Peticionário (Bolsonaro) têm sido integralmente cumpridas e respeitadas. E, portanto, nada indica que a pontual devolução do passaporte, por período delimitado e justificado, possa colocar em risco essa realidade. Sendo certo que, em seu retorno, o passaporte será prontamente devolvido a esse E. Supremo Tribunal Federal”, diz um trecho do recurso.
Os advogados ainda rebatem os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou contra a viagem. Em sua manifestação, Gonet afirmou que o passaporte do ex-presidente foi retido por “motivos de ordem pública” e que a viagem, por sua vez, não atende ao interesse público. Para Gonet, indicado à PGR por sugestão de Moraes, “Bolsonaro quer participar do evento para “satisfazer interesse privado”.
A defesa afirma, por sua vez, que Bolsonaro foi convidado na condição de ex-presidente e “político atuante”.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado

Um helicóptero com quatro pessoas a bordo caiu na cidade de Caieiras, na Região Metropolitana São Paulo, na noite desta quinta-feira, 16. Os destroços da aeronave foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta sexta-feira, 17, em uma área de mata. O piloto foi resgatado com vida.
Informações do Corpo de Bombeiros indicam que o helicóptero saiu da base e por volta de 20h34 e perdeu o sinal de GPS.
A aeronave decolou do bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, e tinha como destino a cidade de Americana, na região de Campinas. Chovia no momento da decolagem.
A queda do helicóptero ocorreu no Morro do Tico-Tico, perto do Conjunto Habitacional Nosso Teto, em Caieiras. Quatro equipes de bombeiros e a Defesa Civil atuam na região. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde dos outros passageiros.
Em entrevista à CNN, a capitã do Comando Viário da Polícia Militar de São Paulo Natália Giovanini informou que, além do piloto, uma criança de aproximadamente 12 anos também foi encontrada com vida e está sendo retirada dos escombros.
“Por volta do quilômetro 30 da Rodovia dos Bandeirantes foi identificada a aeronave no solo”, afirmou.
“A partir desse momento, a gente tinha duas opções: ou a gente mandaria equipes com o nosso guincho elétrico para infiltrar nossos tripulantes operacionais para tentar buscar mais pessoas, […] ou, como foi o caso agora, […] a gente mandou dois helicópteros de resgate com UTI avançada e médicos para tirar essas vítimas”, acrescentou Natália.
A capitã informou ainda que equipes militares estão em solo em buscas de mais pessoas.
Informações Revista Oeste

Durval Luz e Nino Balla, dois dos compositores da música Caranguejo (Cata Caranguejo), anunciaram que vão processar a cantora Claudia Leitte por intolerância religiosa e pela falta de autorização na troca da letra. Sempre que canta a canção em seus shows, a artista, que professa a fé evangélica, substitui a frase “saudando a rainha Iemanjá” por “só louvo meu Rei Yeshua”, que significa Jesus, em hebraico.
Em entrevista ao portal LeoDias, Durval afirmou que ele e Nino já enviaram todos os documentos para o seu advogado e estão aguardando o fim do recesso Judiciário. A ação será movida na Justiça da Bahia.
– Fizemos a Caranguejo na época do Babado Novo, lá no começo, fizemos a música em Campina Grande [Paraíba], a ideia do refrão inclusive é minha, gravamos nos primeiros discos. É um sucesso eterno. (…) Fiquei meio sem entender [quando Claudia Leitte mudou o trecho da música]. (…) Na época, não teve a mesma repercussão, até por que nem se tinha tanta informação como hoje. (…) Ela não falou nada, nem conversa, nada mesmo, autorização, nada nem formalizado no papel – declarou.
Apesar de ter decidido processar Claudia Leitte, Durval afirma ser evangélico e batizado. Para ele, no entanto, não há como desassociar o axé das religiões de matriz africana.
– Eu sou batizado, evangélico, mas não tenho nenhum preconceito ou intolerância religiosa, até por que a música cita Iemanjá. Além disso, por eu ser tocador de axé, ser nascido na Bahia, não tenho como desassociar as letras e outras coisas. Eu sou preto, sou neto de escravos, readquirido pela Lei do Ventre Livre, que antecedeu a Lei Áurea, eu sou parte disso, não posso me desassociar deste debate por conta da minha religião, seja evangélica, católica, tanto que eu fiz canções com outras temáticas que colocam Iemanjá – finalizou.
Informações Pleno News

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve votar o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza na sexta-feira (17), segundo informações da CNN. A reunião estava marcada para esta quinta-feira (16), mas foi adiada. Netanyahu afirmou que o Hamas exigiu “concessões de última hora”. Também disse que o governo não ratificaria o acordo até que o grupo recuasse nas exigências. O Hamas negou ter alterado a tratativa.
Israel e Hamas chegaram ao acordo na quarta-feira (15) para um cessar-fogo na guerra que dura mais de 1 ano e 3 meses. A negociação foi mediada por Egito, Estados Unidos e Qatar. A previsão é de que a medida seja implementada em 3 fases a partir de 19 de janeiro, segundo o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani.
O Hamas confirmou o acordo e pediu que os moradores da Faixa de Gaza não se desloquem até o início oficial do pacto. A ONU e diversas instituições humanitárias alertaram para uma situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza, com falta de alimentos, medicamentos e disseminação de doenças.
Informações Metro1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu a inexistência de provas no processo de Jean dos Santos, morador de rua de 28 anos preso por causa do 8 de janeiro. O mendigo acabou absolvido pelo juiz do STF, na quarta-feira 15, depois de reportagem de Oeste revelar a situação do rapaz.
“Da análise da presente ação penal, inexiste qualquer elemento probatório que possa, sem dúvida razoável, comprovar o elemento subjetivo do tipo (dolo) para a prática dos crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República”, admitiu o juiz do STF, na decisão. “O estado de dúvida obstaculiza o juízo condenatório, devendo-se sempre ressaltar o papel do processo penal como instrumento de salvaguarda das liberdades individuais, conforme bem sublinhou o ministro Celso de Mello.”
O posicionamento de Moraes veio depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir parecer favorável pela absolvição do jovem.

No parecer, a Procuradoria reconheceu a inexistência de provas no processo. “Não obstante à natureza multitudinária das infrações penais imputadas, o motivo preponderante do réu de comparecer momentaneamente ao acampamento para se alimentar, reforçado por seu contexto de vulnerabilidade social e pela inexistência de provas em contrário, impede a configuração do concurso de pessoas”, observou a PGR.
De acordo com a Procuradoria, “as circunstâncias não comprovaram que o denunciado tenha se aliado subjetivamente à multidão criminosa e somado seus esforços aos dos demais sujeitos, com a finalidade de consumar as figuras típicas imputadas e, efetivamente, concorrer para sua prática”.
Informações Revista Oeste

O ex-presidente Jair Bolsonaro expressou insatisfação com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que negou seu pedido para viajar aos Estados Unidos. Bolsonaro desejava participar da posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, marcada para a próxima segunda-feira, 20.
Em suas redes sociais, o ex-presidente classificou, nesta quinta-feira, 16, a decisão como uma “grave decepção”.
“As justificativas apresentadas para esta decisão carecem de qualquer fundamento legal ou lógico”, escreveu o gabinete do ex-presidente na sua conta oficial. “Ele compareceu à posse do Presidente Javier Milei na Argentina em dezembro de 2023 com permissão de Alexandre de Moraes e retornou ao Brasil como prometido, provando mais uma vez que não representa risco de fuga.”
Mais cedo, em entrevista ao programa Faroeste à Brasileira, da Revista Oeste (confira abaixo), Bolsonaro confirmou que sua mulher, Michelle Bolsonaro, comparecerá ao evento em seu lugar.
Desde que a Polícia Federal (PF) apreendeu seu passaporte, há quase um ano, o político afirmou cumprir rigorosamente todas as ordens judiciais.

O passaporte de Bolsonaro foi confiscado pela PF em fevereiro, em meio a investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, num caso em que estriam envolvidos o ex-presidente, aliados e militares próximos.
Em novembro, o órgão policial indiciou formalmente Bolsonaro e outras 39 pessoas. No momento, o caso está sob análise da Procuradoria-geral da República, que deve decidir até fevereiro se os investigados serão denunciados, ou não, ao STF.
Bolsonaro argumentou que, embora tenha recebido permissão para comparecer à posse do presidente argentino Javier Milei em dezembro, o sistema jurídico continua a “esticar os limites da lógica jurídica” para restringir seus direitos. Ele destacou que a decisão de impedir sua participação na posse de Trump afeta sua imagem e prejudica a posição do Brasil no cenário internacional.
O ex-presidente reafirmou seu compromisso em recorrer da decisão e continuar a ”luta pela defesa da democracia e dos direitos dos brasileiros”.
“Declaração do Gabinete do Presidente Jair Bolsonaro
A decisão de hoje de Alexandre de Moraes de negar o pedido do Presidente Jair Bolsonaro para comparecer à histórica posse do Presidente Donald Trump é uma grave decepção — não apenas para o Presidente Bolsonaro, mas para os milhões de brasileiros que ele representa e para a duradoura amizade entre o Brasil e os Estados Unidos.
O convite do Presidente Trump a Bolsonaro simboliza os profundos laços entre duas das maiores democracias das Américas. A decisão de impedir Bolsonaro de participar deste evento tão importante diminui a posição do Brasil no cenário global e envia uma mensagem preocupante sobre o estado da democracia e da justiça em nosso país.
Essa decisão é mais um exemplo do contínuo uso de “lawfare” (ativismo judicial) contra Bolsonaro — o uso sistemático da justiça para neutralizá-lo como adversário político nos tribunais, para não enfrentá-lo nas urnas. Essas ações não têm a ver com justiça ou com a prevenção de risco de fuga. Elas têm a ver com medo: medo da popularidade de Bolsonaro, que lidera as pesquisas para as eleições de 2026; medo de seu amplo apoio entre brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país; e medo do que ele representa.
As justificativas apresentadas para esta decisão carecem de qualquer fundamento legal ou lógico. Bolsonaro cumpriu todas as ordens judiciais desde que seu passaporte foi confiscado há quase um ano. Ele compareceu à posse do Presidente Javier Milei na Argentina em dezembro de 2023 com permissão de Alexandre de Moraes e retornou ao Brasil como prometido, provando mais uma vez que não representa risco de fuga. Apesar disso, continua-se a esticar os limites da lógica jurídica para restringir seus direitos, negando a milhões de brasileiros a chance de ver seu principal candidato à presidência representado internacionalmente.
O governo Lula claramente aprendeu com os erros nos Estados Unidos, onde o sistema de justiça foi instrumentalizado para ganhos políticos: mas lá eles não agiram rápido o suficiente para destruir seu oponente político, Donald Trump, e ele superou esse ativismo judicial. Eu também superarei.
Esta decisão também representa uma oportunidade perdida de fortalecer a relação entre os Estados Unidos e o Brasil em um momento crítico. O Presidente Trump enfatizou a unidade global contra o “lawfare” e governos instrumentalizados para atacar opositores políticos, convidando líderes de todo o mundo para sua posse. Impedir Bolsonaro de comparecer enfraquece os laços diplomáticos e econômicos entre nossos países e afasta ainda mais o Brasil de um alinhamento com o mundo livre.
Isso não é sobre um homem ou uma decisão; não é sobre direita ou esquerda, é sobre o futuro da democracia no Brasil. Se o sistema de justiça pode tirar os direitos de um ex-presidente que representa milhões de brasileiros, ele pode fazer o mesmo com qualquer um. O povo brasileiro merece algo melhor do que decisões que minam os próprios princípios de justiça e democracia que se pretende defender.
A luta pela democracia, liberdade e pelo direito do povo brasileiro de escolher seus líderes continuará. “Lawfare” não prevalecerá.”
Informações Revista Oeste
A Juazeirense será a primeira equipe baiana a entrar em campo

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgou a tabela das três primeiras rodadas dos jogos de Bahia, Juazeirense e Vitória na Copa do Nordeste.
O primeiro jogo será próxima terça-feira (21), com o atual campeão em campo. O Fortaleza enfrenta o Moto Club, às 20h, no Presidente Vargas. No mesmo dia, mas às 21h, o CSA estreia diante do Confiança, no Rei Pelé.
A Juazeirense será a primeira equipe baiana a entrar em campo. O Cancão de Fogo vai enfrentar o América-RN na quarta-feira (22), às 19h, na Casa de Apostas Arena das Dunas, em Natal.
Vitória será o segundo time baiano a entrar em campo. Na quarta, 22, o Leão vai até o Rei Pelé enfrentar o CRB, às 21h30. O Bahia, por sua vez, fará sua estreia na quinta-feira (23), às 20h, contra o algoz Sampaio Corrêa, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
Confira abaixo a tabela dos times baianos:
BAHIA
1ª Rodada: Bahia x Sampaio Corrêa, 23/01, às 20h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador.
2ª Rodada: Juazeirense x Bahia, 05/02, às 19h, no Adauto Moraes, em Juazeiro.
3ª Rodada: Bahia x América-RN, 11/02, às 21h30, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador.
VITÓRIA
1ª Rodada: CRB x Vitória, 22/01, às 21h30, no Rei Pelé, em Maceió.
2ª Rodada: Vitória x Sousa, 04/02, às 21h30, no Barradão, em Salvador.
3ª Rodada: Vitória x Ferroviário, 12/02, às 19h, no Barradão, em Salvador.
JUAZEIRENSE
1ª Rodada: América-RN x Juazeirense, 22/01, às 19h, na Casa de Apostas Arena das Dunas, em Natal.
2ª Rodada: Juazeirense x Bahia, 05/02, às 19h, no Adauto Moraes, em Juazeiro.
3ª Rodada: Náutico x Juazeirense, 12/02, às 21h30, nos Aflitos, em Recife.
Transmissão
Como novidade, a edição de 2025 do Nordestão vai contar com as transmissão de todos os jogos pelo Premiere, da TV Globo, para canal fechado, e na TV Aberta, a detentora dos direitos de transmissão seguirá com o SBT Nordeste (em Salvador, a TV Aratu), com um jogo por rodada. A ESPN e o Nosso Futebol deixaram a grande de transmissão da CBF.
Informações Bahia.ba

O presidente do PL Bahia, João Roma, reafirmou a sua pré-candidatura ao governo da Bahia em 2026, durante o ato ecumênico da Lavagem do Bonfim, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na manhã desta quinta (16). “Com a bênção do Senhor do Bonfim, reiteramos nosso nome na disputa”.
O ex-ministro da Cidadania anunciou que pretende iniciar uma agenda pelo estado depois do Carnaval. “Vamos começar essas programações e o meu intuito é andar pelo interior, conversar com as pessoas e apresentar um projeto que nos tire desse atraso e faça a Bahia avançar”.
Roma não descartou composições em 2026. Ressaltou, no entanto, que isso não impede a sua movimentação até lá, como não também a de outros possíveis aliados. Com relação à candidatura do ex-prefeito ACM Neto ao governo, João Roma a considera legítima, assim como a sua própria.
O presidente do PL Bahia revelou já ter tido um encontro com ACM Neto no mês passado. “Conversamos sobre o futuro da Bahia e do Brasil. No fim do encontro, tanto eu quanto ele decidimos manter as nossas pré-candidaturas, cada um legitimamente defendendo suas bandeiras e seus propósitos”.
João Roma admitiu ser fundamental fazer um esforço e juntar todas as forças possíveis para que seja virada a página desse período do PT que não conseguiu melhorar a vida dos baianos. Para ele, 2025, será um ano preparatório. “Será fundamental que a gente converse com o povo da Bahia para que, clareando o cenário no Brasil, a gente possa justamente ver como é possível aglutinar as forças”.
Fonte: Ascom

Parlamentares de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva comemoraram a revogação da norma instrutiva da Receita Federal. A medida permitia o monitoramento de transações via Pix acima de R$ 5 mil no país.
A deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP), vice-líder da oposição em 2025, afirmou que a revogação do monitoramento do Pix ocorreu mediante a “força do povo”.
“Os brasileiros se uniram, independente do viés ideológico, e demonstraram sua indignação com a medida”, afirmou. “Seguiremos atentos e combativos contra as maldades desse governo.”
Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) declarou que “Lula e sua turma sentiram a força do povo brasileiro”. “O seu desgoverno vem causando um prejuízo alto para à população, mas conseguimos evitar mais um ato perverso”, acrescentou.
Sanderson (PL-RS) também comemorou a revogação da norma. “A mobilização dos brasileiros em levar a verdade e a informação para todos os cantos do país, além de explicar na prática as consequências negativas para os mais pobres e mais humildes, foi fundamental”, destacou.
Pelas redes sociais, Marcel van Hattem analisou que o governo Lula “só voltou atrás do monitoramento do Pix por ter sido exposto nas redes sociais”.
“Não fosse o Insta, Face, X, Whats, teríamos que engolir a Globo com seus ‘entenda por que isso é bom’. Deu pra entender por que querem tanto censurar a informação na internet?”, refletiu o parlamentar.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou a revogação da norma nesta quarta-feira, 15. Ele argumentou que a decisão ocorreu porque o conteúdo se tornou “infelizmente e tristemente, uma arma na mão desses criminosos e inescrupulosos”.
“Infelizmente, essas pessoas sem escrúpulos, sem escrúpulo nenhum, com vista a um ganho político, prejudicaram as pessoas mais humildes do país, inclusive abrir margem para crimes serem cometidos em cima dessa mentira”, disse. “Por conta dessa continuidade do dano, dessa manipulação desse ato da Receita, eu decidi revogar esse ato num primeiro momento, e essa revogação se dá por dois motivos.”
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu responsabilizar os políticos “inescrupulosos” pela decisão do governo Lula. O integrante do alto escalão disse que foram feitos discursos com supostas “fake news” sobre o assunto.
Haddad declarou que “esses inescrupulosos, inclusive senador da República e deputado federal, agiram contra o Estado brasileiro”. “Essas pessoas vão ter que responder pelo que fizeram”, afirmou.
Ainda segundo Haddad, a suspensão da norma da Receita Federal também ocorreu para “não dar força aos mentirosos, que podem fazer conturbar a aprovação da Medida Provisória” no Congresso.
“Essa instrução normativa sai de cena para que os deputados possam se debruçar sobre o que é relevante, que é a proteção do sigilo e da gratuidade do uso do piso”, declarou. “É só a ampliação, o reforço daquilo que já está na legislação, tornando mais claro que esses princípios estão resguardados pela Medida Provisória.”
Informações Revista Oeste

A Azul e a Gol informaram, por meio de fato relevante, que a Abra e a Azul assinaram, na última quarta-feira, 15, um memorando de entendimentos (MoU) não vinculante com o objetivo de explorar uma combinação de negócios das duas companhias aéreas no Brasil. Se a parceria vier a se confirmar, as duas companhias teriam cerca de 60% do mercado da aviação no país.
A Abra Group Limited é a maior credora e principal investidora da Gol e da Avianca Group International Limited, uma das principais companhias aéreas da Colômbia, do Equador e da América Central.
Segundo a Gol, o acordo representa uma fase inicial de um processo de negociação entre a Abra e a Azul para explorar a viabilidade de uma possível transação.
A companhia diz que isso não tem impacto na estratégia, na condução dos negócios nem nas operações rotineiras da Gol e que continua focada em concluir as etapas restantes dos seus procedimentos do Chapter 11, com o objetivo de emergir de seu processo de reestruturação como uma companhia independente e capitalizada.
“A Gol destaca que o MoU anunciado na presente data representa uma fase inicial de um processo de negociação entre a Abra e a Azul para explorar a viabilidade de uma possível transação. O acordo não tem impacto na estratégia, na condução dos negócios ou nas operações rotineiras da GOL. A Companhia continua focada em concluir as etapas restantes dos seus procedimentos do Chapter 11 em andamento, com o objetivo de emergir de seu processo de reestruturação como uma companhia independente e capitalizada”, diz o fato relevante da Gol.
Conforme o comunicado, a transação estaria sujeita à consumação do plano de reorganização da Gol, além de outras condições e aprovações. Caso a transação seja consumada, é esperado que as duas companhias mantenham suas marcas e seus certificados operacionais de forma independente.
“A Abra e a Azul também concordaram no MoU com um princípio comercial de que qualquer combinação resultará em uma alavancagem líquida da entidade combinada que será pelo menos comparável à alavancagem líquida da Gol imediatamente antes do fechamento da potencial transação”, diz o documento.
A Azul, em comunicado, afirma ainda que o MoU descreve os entendimentos das partes sobre a governança da entidade resultante da operação e reforça o interesse das empresas em continuar as negociações em relação à proposta de troca de ações e outras condições.
Se a transação for implementada, a Azul e a Gol vão manter seus certificados operacionais segregados sob uma única entidade resultante listada. A fusão poderia gerar acordo entre outras companhias áreas para oferecer mais oportunidades e produtos aos clientes e obter ganhos de eficiência.

O fechamento da operação está sujeito à concordância entre a Abra e a Azul quanto aos termos econômicos da operação, à conclusão satisfatória da due diligence, à celebração de acordos definitivos, à obtenção de aprovações corporativas e regulatórias (inclusive da autoridade antitruste brasileira), ao cumprimento das condições habituais e ao recebimento, pela Abra, da devida contraprestação correspondente.
Se a fusão da Gol com a Azul for aprovada, as duas empresas terão mais de 60% do mercado brasileiro. Hoje, as três maiores empresas de aviação do país — Latam, Azul e Gol — detêm 98,9% do transporte doméstico de passageiros.
Em 2024, Azul e Gol transportaram 57,4 milhões de passageiros para destinos brasileiros. Isso representa 61,4% do total. A Latam transportou 35 milhões (37,5%).
Com relação à frota, as duas companhias têm, juntas, 327 aviões. Em caso de fusão, as empresas ficariam no topo do ranking de maior frota. A Latam tem 163 aeronaves.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado