
O Tesouro Nacional projeta que a dívida pública brasileira deve alcançar 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim de 2026, em manutenção do crescimento contínuo registrado ao longo do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O patamar estimado se aproxima do recorde registrado no auge da pandemia da covid-19, em outubro de 2020, quando o endividamento atingiu 87,7% do PIB.
O Tesouro revela que, caso a previsão se confirme, a dívida terá aumentado 10,8 pontos porcentuais em relação a dezembro de 2022, quando era de 71,7% do PIB, ao final do governo Jair Bolsonaro. Assim, o endividamento nacional voltará ao maior nível desde abril de 2021, quando alcançou 82,6% do PIB, de acordo com a série histórica do Banco Central, iniciada em 2008.
Os dados constam na 7ª Edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, publicada na última sexta-feira, 7. Em setembro, o Banco Central informou que a dívida do setor público consolidado estava em 78,1% do PIB, o que corresponde a R$ 9,75 trilhões. Esse conceito abrange todas as obrigações financeiras de União, Estados, Distrito Federal, municípios e estatais, sem duplicidade de registros.
O endividamento elevado pressiona a taxa de juros, o que impacta negativamente o custo do crédito para empresas e consumidores, dificultando o crescimento econômico. Em 2020, a dívida subiu rapidamente diante dos gastos emergenciais de R$ 524 bilhões com auxílio à população e despesas de saúde para enfrentar a pandemia.
Se considerado o método adotado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que inclui títulos públicos em posse do Banco Central, o endividamento brasileiro alcança 90,5% do PIB, segundo dados de setembro. O Banco Central explicou que sua metodologia, aplicada desde 2008, “reflete as características institucionais brasileiras”, conforme nota oficial.
O FMI recomendou em agosto do ano passado que o Brasil adote seu padrão de cálculo, o que elevaria a dívida projetada para o final de 2026 para cerca de 95% do PIB. No cenário internacional, o Brasil já exibe dívida próxima à dos países da Zona do Euro, superando a maioria das nações latino-americanas e emergentes, mas ainda abaixo dos níveis dos países desenvolvidos.

Entre os fatores que contribuem para o aumento da dívida, destacam-se a ampliação dos gastos públicos, como a aprovação da PEC da Transição, que elevou o limite de despesas em cerca de R$ 170 bilhões anuais, e o reajuste real do salário mínimo, limitado a 2,5% acima da inflação. O governo também restabeleceu pisos vinculados à receita para saúde e educação e pagou precatórios atrasados, o que injetou R$ 92,3 bilhões na economia entre o fim de 2023 e o início de 2024.
Outros fatores incluem a retomada dos reajustes a servidores públicos, com negociações que envolvem cerca de cem categorias, e despesas com juros da dívida, que somaram R$ 985 bilhões em 12 meses até setembro, conforme o Banco Central. No relatório, o Tesouro Nacional avalia que a redução duradoura da relação dívida/PIB depende da continuidade de reformas estruturais, além de maior expansão do PIB, especialmente com medidas que promovam a consolidação fiscal e contenção de despesas obrigatórias permanentes.
Com o objetivo de conter o avanço da dívida, o governo implantou, em 2023, o chamado arcabouço fiscal, que limita o crescimento das despesas a 70% da elevação da arrecadação e fixa o teto de aumento real dos gastos em 2,5% ao ano. O mecanismo busca frear o endividamento futuro. Entretanto, sem cortes expressivos de despesas, a sustentabilidade dessas regras pode ser comprometida nos próximos anos.
Informações Revista Oeste

A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira, 10, a falência da Oi, encerrando o processo de recuperação judicial iniciado em 2016 e que simbolizou a derrocada da antiga “supertele” brasileira. A decisão foi assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio.
A magistrada determinou a conversão da recuperação em falência, citando que “a Oi é tecnicamente falida” e que não há mais expectativa de equilíbrio entre ativos e passivos. Segundo o despacho, a liquidação dos bens deve ocorrer de forma ordenada, com o objetivo de maximizar recursos para o pagamento de credores e garantir a continuidade provisória dos serviços.
A juíza manteve o funcionamento temporário da companhia até que outras empresas assumam a operação. O escritório Preserva-Ação, que já atuava como interventor, será o responsável pela administração da Oi neste período. Os demais administradores judiciais, Wald e K2, foram dispensados.

A decisão foi tomada depois da própria empresa e o interventor reconhecerem a insolvência e a incapacidade de cumprir o plano de recuperação. A Oi acumulava mais de R$ 15 bilhões em dívidas na segunda recuperação judicial. Em 2016, o valor chegava a R$ 65 bilhões.
A companhia tentou flexibilizar prazos com credores e abrir novo processo de proteção judicial nos Estados Unidos, mas as propostas não avançaram. “Não há mínima viabilidade financeira no cumprimento das obrigações devidas pela Oi”, afirmou Chevrand.
A Justiça autorizou a convocação de uma assembleia de credores para formar o comitê responsável pela liquidação. Todas as ações e execuções contra a empresa ficam suspensas até nova deliberação.
Informações Revista Oeste

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Feira de Santana (Sindesp) realizou, nesta segunda-feira (10), um atendimento com optometrista, iniciativa que tem como objetivo promover o cuidado com a saúde visual dos servidores filiados.
Ao todo, 24 pessoas foram atendidas durante a ação, que aconteceu na sede do sindicato. O serviço incluiu avaliação visual e orientações sobre a necessidade de atualização das lentes corretivas, contribuindo para o bem-estar e a qualidade de vida dos participantes.
Uma das beneficiadas foi a servidora aposentada Miralva, que destacou a importância do atendimento. “Há três anos eu não fazia a revisão do grau dos meus óculos. Foi uma ótima oportunidade, e o atendimento foi excelente”, contou.
O servidor Luiz Antônio também elogiou a iniciativa, ressaltando a atenção e o acolhimento recebidos. “Nem sempre conseguimos tempo para cuidar da visão. Esse tipo de ação facilita e mostra que o sindicato realmente se preocupa com a gente”, afirmou.
A optometrista Maria Andrade, responsável pelos atendimentos, explicou que a avaliação regular é fundamental para evitar problemas visuais e prevenir doenças oculares. “Muitos servidores passam boa parte do tempo em frente a telas ou lendo documentos. A revisão periódica é essencial para manter a saúde dos olhos e garantir mais conforto nas atividades diárias”, orientou.
A presidente do Sindesp, Lorena Moura, destacou que o sindicato vem ampliando as ações voltadas ao cuidado com a saúde dos filiados. “Nosso compromisso vai além das lutas trabalhistas. Queremos cuidar também do bem-estar físico e emocional dos nossos servidores, oferecendo serviços que melhorem sua qualidade de vida”, afirmou.
O Sindesp informa que novas ações de saúde estão previstas para os próximos meses, incluindo atendimentos em outras áreas e campanhas preventivas.

O tema da redação do Enem 2025 surpreendeu muita gente e trouxe uma discussão urgente para o centro do debate nacional: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.”
O assunto não poderia ser mais atual. O Brasil está envelhecendo — e, ao mesmo tempo, precisa repensar como enxerga, acolhe e valoriza seus idosos. Neste ano, o Enem registrou um aumento expressivo no número de participantes com mais de 60 anos: 17.192 inscritos, o que representa 191% a mais que em 2022.
Mas o que esse dado revela sobre as transformações sociais que estamos vivendo? Como a educação, a comunicação e a ciência podem contribuir para um envelhecimento mais ativo, digno e conectado aos novos tempos?
Para refletir sobre essas questões, o Rotativo News recebe hoje Jotta Junior, especialista em Neurocomunicação e cofundador do canal Longidade, que vai nos ajudar a entender o que está por trás desse movimento e o que ele diz sobre o futuro da longevidade no Brasil.
Uma doença crônica, a “epidemia invisível” do diabetes, é o tema de audiência pública que será realizada no dia 11 de novembro pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). A reunião será às 10 horas, na Sala das Comissões, e atende requerimento do deputado José de Arimateia (Republicanos).
De acordo com o requerimento do parlamentar, o objetivo da reunião é discutir os desafios enfrentados pelas pessoas com diabetes, os caminhos para garantir o acesso a tratamentos adequados e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
A audiência reunirá especialistas da área médica, representantes de associações de pacientes, gestores públicos e entidades da sociedade civil, com o propósito de propor medidas de prevenção, diagnóstico precoce e ampliação do acesso à saúde.
“Trata-se de uma epidemia silenciosa, que avança sem chamar atenção, mas compromete a vida e a saúde de milhares de pessoas. Precisamos trazer o tema para o centro do debate público e cobrar políticas mais eficazes de enfrentamento”, destacou Arimateia.
A Audiência Pública também marcará o Mês Mundial do Diabetes, celebrado em novembro, e pretende mobilizar a sociedade para a importância da alimentação saudável, da prática regular de atividades físicas e do acompanhamento médico.
A diabetes é uma das principais doenças crônicas do país, e atinge mais de 16 milhões de pessoas, cerca de 7% de nossa população. Seu acompanhamento pode ser feito nas unidades básicas de saúde, em todo o território nacional, de maneira gratuita. O Sistema Único de Saúde (SUS) também fornece materiais para medição e controle da doença, capaz de complicar a condição de pacientes para diversas outras doenças, como demências e doenças metabólicas. A própria diabetes é uma doença com risco de complicações metabólicas e circulatórias, podendo levar à morte se não for devidamente tratada.
Audiência Pública “Diabetes – epidemia invisível”
Quando: 11/11/25 às 10h, na Sala das Comissões – ALBA.
Realização: deputado José de Arimateia (Republicanos)

A menos de um ano das eleições de 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue como o principal nome da oposição e aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas simulações de primeiro e segundo turno divulgadas nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Gerp.
Mesmo impedido de disputar o pleito por decisões judiciais, Bolsonaro teria 37% das intenções de voto, contra 36% de Lula no primeiro turno. Em eventual segundo turno, o ex-presidente venceria o petista por 47% a 42%, consolidando a vantagem.
A pesquisa também testou outros nomes do campo da direita. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece como principal opção do grupo, com 30% das intenções de voto contra 35% de Lula em disputa direta. No segundo turno, Michelle teria 47% e Lula 44%.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por sua vez, aparece com 21%, enquanto Lula teria 33%. Em confronto direto, Tarcísio aparece com 44%, contra 43% do petista.
Questionados sobre qual seria o nome preferido como sucessor de Bolsonaro, 30% dos eleitores do líder conservador defenderam que ele indique Michelle, 24% preferem Tarcísio, 7% citam Eduardo Bolsonaro (PL) e 4% apontam Flávio Bolsonaro (PL). Um quarto dos apoiadores (25%) afirma que o capitão não deveria indicar nenhum dos nomes apresentados.
O levantamento do Instituto Gerp ouviu 2 mil eleitores em todo o país entre os dias 1° e 5 de novembro de 2025, com margem de erro de 2,24 pontos percentuais e nível de confiança de 95,55%.
*Pleno.News
Foto: EFE/Sebastiao Moreira

A Polícia Federal (PF) identificou cinco pessoas com mandado de prisão em aberto atuando na COP30, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas que começou oficialmente nesta segunda-feira (10), em Belém (PA). A informação foi confirmada pela corporação em nota divulgada à imprensa.
Segundo a PF, os foragidos foram localizados durante a execução do plano de segurança montado para o evento. No total, mais de 25 mil pessoas entre prestadores de serviço, fornecedores e outros profissionais envolvidos nas preparações da COP foram averiguadas. Destas, 725 apresentavam algum tipo de registro negativo, enquanto cinco apresentaram mandados em aberto.
Os dados foram encaminhados à coordenação da conferência, responsável pela adoção das medidas cabíveis. Por conta da conferência, o governo federal decretou, na semana passada, Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em Belém.
*Pleno.News
Foto: Aline Massuca/COP30

Com estrutura totalmente reformada e modernizada, o antigo prédio da Escola Municipal Antônio Eloy da Costa, na Avenida Riachuelo, no bairro Baraúnas, passa a funcionar como Escola Municipal Coriolano Carvalho. A transferência das atividades escolares foi acompanhada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, na manhã desta segunda-feira (10), que reafirmou o compromisso de continuar investindo em melhorias nas estruturas das escolas da rede pública municipal.
A transferência da Escola Municipal Coriolano Carvalho da Rua Humaitá, ao lado da Feira Livre do bairro Sobradinho, para o bairro Baraúnas, conforme ressalta o prefeito José Ronaldo, vai possibilitar a reconstrução desse prédio escolar. “Praticamente vamos construir um prédio novo, com instalações mais modernas”, revelou, ao observar que as antigas instalações já não apresentavam condições para a escola continuar funcionando.
O vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, destacou os investimentos que o Governo Municipal vem promovendo desde o início do ano, reformando, recuperando, modernizando e construindo novas unidades escolares. “Somente neste prédio da antiga Escola Municipal Antônio Eloy, o Governo Municipal investiu cerca de R$ 500 mil em sua recuperação e modernização”, revelou.
As novas instalações da Escola Municipal Coriolano Carvalho possuem área para estacionamento, ampla área de lazer, varanda, baterias de sanitários masculino e feminino, auditório com ar-condicionado, copa, cozinha, sete salas de aula com ventilador, diretoria e coordenação.
*Secom
Foto: Jorge Magalhães

Feira de Santana amanheceu colorida de rosa e azul neste domingo (9), durante a realização da 3ª Caminhada do Amor, promovida pela Santa Casa de Misericórdia. O evento, que reuniu centenas de participantes, teve concentração no Shopping Avenida e seguiu pela Avenida Nóide Cerqueira, unindo duas importantes campanhas de prevenção: o Outubro Rosa, contra o câncer de mama, e o Novembro Azul, de combate ao câncer de próstata.
O prefeito José Ronaldo participou da caminhada, ao lado de representantes da área da saúde, servidores municipais e da comunidade.
“A Caminhada do Amor é uma iniciativa que une solidariedade, fé e cuidado com a vida. É bonito ver tanta gente mobilizada em torno da saúde, da prevenção e da solidariedade. Eventos como este mostram o quanto Feira de Santana tem um povo participativo e consciente da importância de cuidar de si e do próximo”, destacou.
O secretário de Saúde, Rodrigo Matos, ressaltou a importância da ação como ferramenta de conscientização e incentivo à prática de atividade física.
“A caminhada é uma forma de unir pessoas e reforçar a mensagem da prevenção. Caminhar faz bem à saúde física e mental, e é uma das melhores formas de combater a obesidade, reduzir inflamações e prevenir diversos tipos de câncer. Além disso, Feira conta com espaços adequados e bem cuidados para a prática regular de exercícios”, pontuou.
A embaixadora desta edição, Zaíne Oliveira, falou sobre a emoção de participar do evento e sobre o impacto da iniciativa.
“É muito importante falar sobre prevenção e levar informação à população. A informação salva vidas. A Caminhada do Amor traz essa mensagem de forma leve e alegre, mostrando que cuidar da saúde pode ser também um ato de união e amor ao próximo”, afirmou.
Organizada pela Santa Casa de Misericórdia, mantenedora do Hospital Dom Pedro de Alcântara e da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), a Caminhada do Amor tem se consolidado como uma das maiores ações de mobilização pela saúde na Bahia.
Durante o percurso, os participantes contaram com apresentações musicais, momentos de oração e confraternização. Além disso, o evento arrecadou alimentos não perecíveis destinados à Associação de Proteção à Pessoa com Câncer (AAPC) e à Associação de Apoio aos Pacientes do SUS (AAPSUS).
*Secom
Foto: Apolo Rocha

O governo do Estado apresentou, em reunião com representantes sindicais e associações do funcionalismo público, uma proposta de atualização na contribuição do Planserv. A proposta busca garantir equilíbrio financeiro e preservar a cobertura assistencial, entretanto a reestruturação tem causado um temor entre os servidores.
O encontro foi conduzido pelo Secretaria de Relações Institucionais, Adolfo Loyola, que afirmou que os reajustes vão ampliar a cobertura, além de garantira a sustentabilidade do plano. “O Planserv é um patrimônio do servidor público e deve ser fortalecido de forma coletiva. O Governo está aberto à escuta e comprometido em garantir um modelo justo, sólido e sustentável”, disse o secretário.
A proposta apresentada, segundo informou o governo estadual, tem base na justiça contributiva. “O modelo reafirma o princípio da solidariedade e assegura a continuidade da assistência, sem alteração na cobertura, nos direitos dos beneficiários ou na rede credenciada”, disse em nota.
Conforme afirmou o coordenador-geral do Planserv, Luiz Perez, haveria um aumento das mensalidades dos beneficiários. De acordo com o que afirmou, a medida é essencial para o equilíbrio das contas que, em 2024, fechou no vermelho, com um rombo de R$ 198 milhões, como apontou Portal da Transparência da Bahia. Apesar de afirmar que o reajuste é necessário, detalhes sobre a proposta não foram revelados.
Informações Bahia.ba