
Um grupo com aproximadamente 200 turistas ficaram ilhados no Morro Dois Irmãos, no Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (20), por conta de um tiroteio ocorrido durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro para prender chefes do Comando Vermelho que atuam na Bahia.
A operação foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e das Polícias Civis da Bahia e do Rio de Janeiro para prender lideranças de uma organização criminosa do sul da Bahia que estavam escondidas na região.
O grupo havia subido a trilha ainda de madrugada para acompanhar o nascer do sol. No entanto, eles foram surpreendidos com a troca de tiros e não conseguiram descer por conta dos disparos. A descida só foi liberada após autorização de agentes de segurança que atuavam no local.
Durante a operação, Núbia Santos Oliveira foi presa. Ela é apontada como uma da principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho. Núbia é esposa da Wallas Souza Soares, conhecido como ‘Patola’, um dos líderes da facção junto com Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como ‘Dada’. Ela é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio.
Informações Bahia.ba

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) defenderam, em 2022, a ideia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite a ação do Partido dos Trabalhadores (PT) que tenta impor restrições aos acordos de colaboração premiada. O caso ficou sem movimentação por anos no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, e passou a ser analisado apenas agora, em meio às investigações relacionadas ao Banco Master.
Informações da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, mostram que o caso voltou ao debate em meio a negociações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela PGR com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master.
O PT questionou o uso do instrumento e pediu à Corte a fixação de parâmetros mais claros para sua aplicação em investigações e processos criminais. Segundo o partido, não se deve recorrer ao “abuso estatal na decretação de prisões preventivas injustificadas” para “ensejar colaborações forçadas”.
Na época, o então advogado-geral da União, Bruno Bianco, classificou os pedidos como “implausíveis”. Segundo ele, uma decisão favorável poderia gerar “insegurança jurídica”, impondo aos demais tribunais do país entendimentos que nem sequer foram inequivocamente fixados” pela Corte.
“Eventuais ilegalidades e abusos verificados nesses processos podem ser normalmente arguidos pelas vias próprias, inclusive perante essa Suprema Corte, quando for o caso”, avaliou Bianco.
Na mesma linha, o ex-procurador-geral Augusto Aras afirmou, em parecer, que não cabe ao STF “antecipar, na via do controle abstrato de constitucionalidade, juízo sobre todas as hipóteses de aplicação da lei” que trata dos acordos de delação premiada.
Desde então, o processo aguarda inclusão em pauta. O presidente do STF, Edson Fachin, responsável por definir os julgamentos presenciais, revelou que não há previsão para analisar o caso.
Conforme a coluna de Malu Gaspar, parte dos magistrados avalia que o julgamento pode interferir nas investigações em andamento e ampliar o desgaste da Corte em ano eleitoral.
A PF investiga circunstâncias relacionadas à prisão de Vorcaro, realizada em novembro de 2025. A detenção ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, quando o empresário embarcava para o exterior. Mensagens do ex-banqueiro indicam tentativa de contato com Moraes no dia da prisão. O ministro nega qualquer comunicação.
No mesmo episódio, advogados do Master protocolaram pedido contra possíveis medidas cautelares. Entre os signatários estava Bruno Bianco, que já atuava na iniciativa privada.
Informações Revista Oeste

Os analistas de mercado que participam do Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), projetam alta da taxa de juros em 2026 e 2027. Os dados constam do boletim divulgado nesta segunda-feira, 20.
Além disso, pela sexta semana consecutiva, os analistas estimam alta da inflação para 2026.
Segundo a projeção do Focus, a Selic, taxa básica de juros da economia, deve fechar este ano a 13%, ante a projeção de 12,5% na semana anterior. Para 2027, a projeção é de 11%, ante a estimativa de 10,5% há sete dias.
Já em relação à inflação, a projeção desta semana é que o IPCA feche o ano em 4,8%, ante 4,71% estimado na semana anterior.
Também há perspectiva de alta da inflação para 2027. O índice deve fechar o ano que vem em 3,99%, ante 3,91% na semana passada.
O Relatório Focus também mostra uma perspectiva de alta do crescimento da economia em 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,86%, ante a projeção de 1,85% na semana anterior. Para 2027, foi mantida a projeção de crescimento de 1,8%.
Já o dólar deve fechar o ano em R$ 5,30, projeção mais baixa do que há sete dias, de R$ 5,37.

Divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, o Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.
O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.
Informações Revista Oeste
Estado contabiliza 2.671 casos da doença

© Tony Winston/Agência Brasília
O estado de Goiás decretou, nesta semana, situação de emergência de saúde pública em razão do avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Em dados divulgados até o início da tarde deste domingo (19), pelo menos 42% dos casos estão relacionados a bebês (até dois anos de idade).
Segundo os números do painel, nessa faixa etária são 1.139 casos do total de 2.671 registrados.
Outra faixa etária que requer atenção especial é de pessoas acima de 60 anos de idade, com 482 casos (18% do total).
Ao todo, já foram registradas 115 mortes no estado em vista da SRAG. Quando a Secretaria de Saúde decretou emergência, na quinta-feira (16), eram 2.560 casos. A medida estadual, estipulada em 180 dias, demandou, por exemplo, a instalação de um centro de operações para o monitoramento e a gestão da situação.
Segundo o painel, 148 casos estariam relacionados à circulação do vírus da Influenza e 1.080 relacionados a outros vírus. Há alerta em relação à circulação da variante K do Influenza.
Outras ações do governo local foram a aquisição especial de insumos e materiais e contratação de serviços estritamente necessários ao atendimento da situação com dispensa de licitação.
“Nesse período, a administração pública estadual deverá providenciar o regular processo de licitação”.
O decreto ainda autoriza a contratação de pessoal por tempo determinado, com a finalidade de combate à epidemia.
“Tramitarão em regime de urgência e prioridade, em todos os órgãos e entidades da administração pública estadual, os processos referentes a assuntos vinculados ao decreto”.
Vizinho a Goiás, o Distrito Federal também monitora a situação. No entanto, a Secretaria de Saúde local informou que a variante K da Influenza já é predominante na América do Sul neste ano.
“Mas, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos nem de perda de eficácia das vacinas disponíveis”, escreveu o secretário de Saúde Juracy Cavalcante.
De acordo com informações da vigilância epidemiológica, até agora, foram registrados 67 casos de SRAG por influenza, incluindo um óbito.
“Apesar do cenário de 2026 sugerir, até o momento, a ocorrência dentro do padrão sazonal esperado de influenza, a dinâmica reforça a importância do monitoramento contínuo diante da possibilidade de aumento de casos nas próximas semanas. Seguimos com monitoramento permanente, e a população pode permanecer tranquila, mantendo a vacinação em dia”, disse o secretário do DF.
Nesta semana, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) havia divulgado, em boletim, que havia aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos em quatro das cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste).
“A análise aponta que o crescimento das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal fator de elevação dos casos nessa faixa etária”.
Esses casos que afetam bebês, segundo o boletim, aumentaram em todo o Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal), Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), e em estados do Norte.
Outra informação do boletim é que os casos graves por covid-19 seguem em baixa no Brasil.
O Ministério da Saúde mantém campanha nacional de vacinação contra a influenza em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, mais suscetíveis a desenvolver quadros graves.
A vacina contra a covid-19 deve ser tomada por todos os bebês, aos 6 meses de idade.
Reforços periódicos são recomendados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e comorbidade ou imunosuprimidas e outros grupos vulneráveis.
No ano passado, o Ministério da Saúde passou a oferecer também a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, com o objetivo de proteger os bebês pequenos, principais alvos do vírus, que causa a bronquiolite.
Agência Brasil

Foto: Reprodução / Pixabay
O uso da inteligência artificial generativa já mostra um impacto negativo na empregabilidade e na renda de jovens brasileiros mais propensos a trabalhar em profissões nas quais o uso da tecnologia é maior.
É o que mostram dados de estudo conduzido pelo pesquisador Daniel Duque, do FGV Ibre, a partir de dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.
Os números revelam que brasileiros de 18 a 29 anos mais expostos a profissões nas quais o uso de IA é maior têm uma chance de emprego quase 5% menor do que tinham em um cenário pré-inteligência artificial.
Para chegar aos resultados, o estudo analisou grupos de trabalhadores de perfis semelhantes entre 2022, logo antes do lançamento do ChatGPT, e 2025, com a diferença de que uma parte estava em profissões mais expostas à IA, como serviços de informação e financeiros, e outra parte não. O levantamento concluiu que, após o surgimento da IA, os trabalhadores mais expostos começaram a perder mais empregos que os demais.
A renda desses trabalhadores mais expostos também foi quase 7% menor. Isso acontece, segundo o levantamento, porque a IA é excelente em executar as chamadas tarefas de entrada, como funções administrativas, de apoio e de serviços básicos, que costumam ser o primeiro passo na carreira de um recém-formado.
“Os empregos de entrada no mercado de trabalho, que a IA consegue fazer melhor e [de modo] mais barato, são os mais substituíveis”, afirma Duque.
O trabalho aponta para um impacto muito pequeno da exposição à IA sobre a empregabilidade das demais faixas etárias. “O trabalhador mais velho, em geral, tem como função tomar decisões, não fazer os trabalhos mais básicos e burocráticos. E tomar decisões não é algo que se vê, ainda, na IA”, diz o pesquisador.
Sobre a queda da renda, a avaliação de Duque é que a tecnologia está reduzindo o valor das tarefas mais padronizadas, ou seja, exatamente aquelas que são a porta de entrada para muitas carreiras administrativas.
O pesquisador afirma que os números devem ser vistos com cautela, já que a janela de dados disponíveis ainda é curta e os dados sobre as profissões mais expostas à IA são preliminares. “Mas sem dúvida é um pouco assustador já ver um impacto tão forte da IA sobre a empregabilidade”, afirma o pesquisador. “Com o tempo, todos os tipos de trabalho, alguns mais do que outros, serão afetados.”
O estudo de Duque aprofunda um levantamento feito pelos pesquisadores Fernando de Holanda Barbosa Filho, Janaína Feijó e Paulo Peruchetti, do FGV Ibre, que, com base em uma metodologia da OIT (Organização Internacional do Trabalho), concluiu que quase 30 milhões de trabalhadores no Brasil estavam em ocupações com algum grau de exposição à IA generativa no terceiro trimestre do ano passado. Isso é equivalente a 29,6% da população ocupada.
Desse total, cerca de 5,2 milhões estavam no nível mais elevado de exposição, em especial os mais jovens, mais escolarizados, na região Sudeste e trabalhando no setor de serviços, com destaque para informação e comunicação e serviços financeiros.
O economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, diz que a inteligência artificial está automatizando “rotinas mais repetitivas” e exercidas em “posições iniciais” no mercado de trabalho.
“Não é algo exclusivo do Brasil. Já vinha sendo observado principalmente no mercado de trabalho americano.”
Pesquisa feita pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostra que trabalhadores em início de carreira (entre 22 e 25 anos) em ocupações altamente expostas à IA, como desenvolvedores de software e representantes de atendimento ao cliente, sofreram declínios substanciais no emprego.A ocupação de jovens desenvolvedores de software, por exemplo, caiu quase 20% do final de 2022 até setembro de 2025. O levantamento mostra que, enquanto o emprego total na economia continuou a crescer de forma robusta, o crescimento para trabalhadores jovens estagnou desde o final de 2022.
Imaizumi é autor de um estudo que, em maio de 2025, estimou o número de profissionais brasileiros expostos à IA sob diferentes níveis.
Ao atualizar os dados para uma média do ano passado, ele calcula que 30,5% da população ocupada com trabalho no país possa ser afetada de alguma forma pela inteligência artificial e que uma parcela de 5,3% esteja sujeita a uma exposição maior, com alto risco de ter todas as suas tarefas automatizadas.
Nesse grupo mais ameaçado, há grande presença de vagas no setor público, que contam com proteção maior do que na iniciativa privada, pondera Imaizumi.
“Enxergo hoje um potencial muito grande de eficiência para o setor público. Como essas posições geralmente são mais protegidas, com pessoas concursadas, a gente pode ver uma migração de tarefas.”
Para Duque, é difícil saber quais serão as consequências do impacto negativo da IA sobre o trabalho do grupo.
“Se os jovens já começam no mercado de trabalho com maiores dificuldades, isso tem consequências imprevisíveis”, diz. “Eles já chegam com salários baixos e acumulam menos experiência do que no passado. Quando substituírem a antiga geração, muito provavelmente terão produtividade menor e menos poupança.”
Fonte: Bahia Notícias
Jovem planejou emboscada contra vítima, de 17 anos

© Arquivo Agência Brasil
A Justiça do Rio determinou a internação do adolescente que participou de estupro coletivo ocorrido em um apartamento de Copacabana em março deste ano. Na decisão, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude da Capital, considerou a gravidade da conduta e a violência empregada, com base no entendimento de que o jovem planejou uma emboscada contra a vítima, de 17 anos, com quem mantinha um relacionamento afetivo.

O adolescente foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses. Na sentença, a juíza escreveu “que a gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema, visando à ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública”. Mais quatro homens adultos também são investigados pela participação no crime.
Um dos pontos centrais da sentença foi a valorização do depoimento da vítima. A juíza ressaltou que, em crimes de natureza sexual, que geralmente ocorrem de forma clandestina e sem a presença de testemunhas, a palavra da vítima tem especial relevância e credibilidade. No caso em questão, o relato da jovem foi considerado coerente, detalhado e corroborado por exames de corpo de delito que comprovaram agressões físicas, como socos e chutes desferidos pelo grupo, inclusive pelo próprio adolescente.
Para fundamentar a decisão, a magistrada aplicou o Protocolo para Julgamento sob Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O protocolo estabelece que magistrados analisem casos de violência contra mulheres reconhecendo a desigualdade histórica e as relações de poder envolvidas. A sentença destacou que a alta valorização do depoimento da mulher não gera desequilíbrio no processo, mas, sim, garante a igualdade material, uma vez que vítimas de violência sexual frequentemente enfrentam dificuldades para provar a falta de consentimento.
Com a finalidade de manter o bem-estar da jovem, o Judiciário adotou uma medida para evitar que ela sofresse o trauma de repetir sua história várias vezes em juízo. Foi realizado um único depoimento especial, fruto de uma cooperação entre a Vara da Infância e Juventude e a Vara Criminal – onde tramita o processo contra os adultos envolvidos. Essa oitiva única garantiu que a vítima falasse sobre o ocorrido apenas uma vez para ambos os processos, evitando a sua revitimização e respeitando o direito de crianças e adolescentes vítimas de violência de serem ouvidas de forma protetiva.
Com informações da Agência Brasil.
Lei foi sancionada pelo governador em exercício, Ricardo Couto

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Rio de Janeiro passa a contar, a partir de agora, com a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso contra Mulheres no Transporte Coletivo de Passageiros. É o que prevê lei sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e publicada nesta sexta-feira (17) no Diário Oficial. A iniciativa amplia o conjunto de medidas de proteção às mulheres fluminenses adotadas pelo Executivo.

A nova política aplica-se, exclusivamente, aos condutores de transporte coletivo de passageiros, transporte por aplicativo e táxi. Inclui ações como protocolos de atuação para condutores e demais profissionais do transporte coletivo de passageiros diante de situações de violência contra mulheres no interior dos veículos, priorizando a assistência à vítima e o acionamento imediato das autoridades policiais.
A deputada Lilian Behring (PCdoB), autora do projeto, destacou que a iniciativa nasce da necessidade de enfrentar uma realidade ainda presente no cotidiano de muitas mulheres.
“Essa lei nasce da escuta de mulheres que sentem medo ao usar o transporte público. Não é aceitável que um espaço de deslocamento se transforme em um ambiente de violência e insegurança”.
Entre as medidas previstas está a possibilidade de capacitação dos profissionais do setor para que saibam identificar situações de risco e agir de forma adequada, contribuindo para a proteção das passageiras.
“Nosso objetivo é orientar e preparar esses profissionais para que saibam como agir. Muitas vezes, uma atitude rápida pode interromper uma situação de violência e garantir proteção à vítima”, explicou Lilian.
A lei também determina que o Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (Detro) disponibilize um canal de orientação e encaminhamento de denúncias às autoridades.
Para a parlamentar, a medida fortalece a rede de proteção e amplia o acesso das mulheres a mecanismos de denúncia.
“Criar um canal dentro do próprio sistema de transporte é facilitar o caminho para que essas mulheres sejam ouvidas e acolhidas. É transformar estrutura em proteção real”, acrescentou.
Com informações da Agência Brasil.
Clube não usará mais a camisa do astro no basquete

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O Flamengo anunciou que não vai mais utilizar a camisa 14 na equipe de basquete de forma definitiva. A ação é uma homenagem ao ídolo Oscar, que morreu nesta sexta-feira (17). O astro jogou pelo rubro-negro entre 1999 e 2003.

A aposentadoria definitiva da camisa foi uma decisão do Conselho Diretor do Flamengo por humanidade.
“Ídolo eterno, Oscar marcou época com o Manto Sagrado entre 1999 e 2003, deixando um legado que transcende as quadras e seguirá inspirando gerações, diz nota oficial do clube.
Acrescenta que o atleta é patrimônio do esporte do Flamengo, do Brasil e do mundo. “Sua história ajudou a moldar o basquete como o conhecemos hoje e seguirá como referência eterna de excelência, talento e paixão”.
Porém, as lembranças do ídolo que fez história no basquete, não ficarão restritas à modalidade. Na rodada deste domingo (19) do Campeonato Brasileiro de Futebol, quando o Flamengo enfrenta o Bahia, Arrascaeta usará a camisa 14 para homenagear o ídolo do basquete brasileiro.
Com informações da Agência Brasil.
Em discurso, presidente diz que países precisam ouvir anseios do povo

© Ricardo Stuckert / PR
Dias após enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para reduzir a jornada e acabar com escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender as mudanças neste sábado (18). Ele discursou no Fórum Democracia Sempre, realizado em Barcelona, na Espanha. Segundo ele, os mais pobres também têm o direito de se beneficiar do aumento da produtividade no trabalho. 

“No Brasil, nós estamos discutindo o fim da jornada 6×1. Porque me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale para o rico. Para o pobre, não vale nada, ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa”, observou.
Diante de outros líderes latino-americanos e de representantes europeus, Lula afirmou que é preciso garantir progresso social para que a democracia não caia em descrédito com a população.
“A democracia está perdendo credibilidade porque, muitas vezes, ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, ponderou.
Segundo o texto do governo federal enviado ao Congresso Nacional, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso. A proposta tem amplo apoio popular, mas enfrenta resistência de setores empresariais.
O Fórum Democracia Sempre é uma iniciativa lançada em 2024 envolvendo os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. Em Barcelona, o evento, organizado pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também conta com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile Gabriel Boric. No encontro, o presidente brasileiro também fez um duro discurso contra as guerras em curso e em defesa do fortalecimento do multilateralismo.
Com informações da Agência Brasil.

Ana Paula Matos Crédito: Adam Vidal/Secom
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, oficializou sua saída do PDT e anunciou sua filiação ao União Brasil. A mudança ocorre em meio ao reposicionamento do PDT no cenário político baiano, especialmente após o afastamento da sigla do grupo de oposição liderado pelo pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto.
De acordo com a vice-prefeita, o movimento foi previamente alinhado com as direções nacional e estadual do partido, durante reunião realizada em Brasília. O encontro contou com a presença do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e do dirigente estadual, Félix Mendonça. Segundo Ana Paula, todo o processo foi conduzido com respeito, transparência e diálogo. Ela estava no PDT desde 2020.
Em nota, a gestora agradeceu ao PDT pela trajetória construída ao longo dos últimos anos. “Sou grata ao partido pela confiança, pelo espaço de diálogo e pelas experiências que contribuíram para minha caminhada política. Fui indicada pelo partido a ser candidata a vice-presidente da República e, por duas vezes, vice-prefeita de Salvador. Tenho carinho e respeito por Carlos Lupi, Félix Mendonça e todos os amigos e amigas do PDT. Me reuni primeiramente com Félix em Salvador, e em seguida fomos à Brasília conversar com Lupi, tudo foi feito com muito diálogo”, afirmou.
Ana Paula destacou ainda que a decisão está diretamente ligada ao grupo político do qual faz parte na Bahia. “Tenho lado na gestão política do estado, que é o lado de ACM Neto, que revolucionou Salvador quando foi prefeito e que, junto com Bruno Reis, me deu a oportunidade de mostrar meu trabalho. Estarei contribuindo com muita dedicação na construção da pré-campanha de ACM Neto ao governo do estado”, declarou.
Correio da Bahia