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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, falaram sobre Mercosul e União Europeia Imagem: Ricardo Stuckert/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu concluir o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul até a metade de 2023.

O que o Brasil ganha com acordo?

O tratado pode aumentar o PIB do Brasil em US$ 87,5 bilhões (R$ 450 bilhões) nos próximos 15 anos, com esse número podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a redução de barreiras não tarifárias, segundo estudo do governo federal.

O governo ainda prevê um aumento de US$ 113 bilhões em investimentos no Brasil, e US$ 100 bilhões em ganhos das exportações brasileiras para a UE até 2035.

Ele prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com um mercado de 780 milhões de pessoas e que representaria cerca de 20% do PIB mundial e mais de 30% das exportações globais.

Qual o obstáculo para fechar?

O tratado está em negociação entre os dois blocos desde 1999 e foi assinado em junho de 2019, no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro.

Setores agrícolas e industriais podem dificultar a ratificação do texto ainda neste semestre. A conclusão da parceria depende da aceitação dos termos pelos parlamentos de todos os países envolvidos e do bloco europeu.

Os reflexos da política ambiental do ex-presidente Bolsonaro bloquearam as negociações. Holanda, Áustria e a região da Valônia, na Bélgica, votaram contra a ratificação, com temores de que o tratado poderia ter impactos negativos no meio ambiente. Governos de França, Irlanda e Luxemburgo também mostraram resistência.

Outra questão é o ponto do acordo que trata das compras governamentais, prevendo que fornecedores de bens e serviços possam participar de licitações em qualquer país do tratado, sendo tratadas como empresas domésticas.

O que dizem os especialistas?

A grande questão que vem sendo levantada pelo lado europeu é o compromisso do Brasil e dos países sul-americanos com a manutenção dos bons padrões ambientais, de economia verde. Essas são as grandes questões sobre a mesa, que precisam ser discutidas até que se chegue a um bom termo entre as partes
Dawisson Belém Lopes, professor de relações internacionais da UFMG.

No caso da Europa, desde commodities até carnes, esses produtores perderiam para os sul-americanos. Já do lado contrário, haveria resistência na indústria automotiva argentina quanto à abertura do setor.
Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior.

O Mercosul tem um enorme potencial de exportar gás da Argentina e hidrogênio verde para Europa. Esse acordo facilitaria muito, com tarifas, investimentos. Tem também a parte dos alimentos, com a Europa tendo uma garantia muito maior de segurança alimentar
Welber Barral.

Informações UOL

UM GOVERNO DE MÁS NOTÍCIAS
5 de Fevereiro de 2023

Foto: Montagem Revista Oeste/Wikimedia Commons/SCO/STF

A maior parte da esquerda brasileira, que se comporta cada vez mais como se as últimas eleições para presidente da República tivessem sido a conquista de Havana pelas tropas de Fidel Castro, continua convencida, pelos atos que pratica, de que a “ditadura do proletariado” já começou no Brasil. O presidente Lula, naturalmente, é o condutor dessa marcha da insensatez. É duvidoso que controle de fato o que estão fazendo em seu governo, ou que saiba direito o que está sendo feito, ou até quem foi nomeado para isso ou aquilo, mas está se achando o grande comandante mundial das lutas pela vitória do “socialismo” sobre a face da Terra. Imagina que é o Che Guevara do século 21, ou pelo menos o Nicolás Maduro do Brasil — ou, quem sabe, um novo Perón, com Evita e tudo. Na sua esteira, com as mesmas agressões ao Brasil do trabalho, da produção e das liberdades, vêm os ministros e a multidão de sócios-proprietários que invadiu o seu governo e começa a construir ali um caos digno de Dilma Rousseff.

Ignoram que praticamente metade dos eleitores que foram votar no segundo turno, pelos números do próprio TSE, preferiu o seu adversário — e, por seu simples peso aritmético, teriam de ser levados em conta em qualquer projeto minimamente responsável de governo.

Estão certos de que ganharam uma daquelas eleições cubanas em que o governo leva 99% dos votos e que, por isso, podem fazer o que bem entendem com o país, com 215 milhões de brasileiros e, sobretudo, com o dinheiro do Tesouro Nacional.Será que vai ser assim mesmo, e tão fácil? Quer dizer: Lula faz uns discursos para criar a “moeda sul-americana”, o ministro da Justiça amontoa projetos, medidas provisórias e decretos-lei destinados à repressão política, o Senado reelege um presidente disposto a executar as instruções do Palácio do Planalto, as autoridades falam em todes e todes, e o Brasil vira socialista? A conferir, em futuro próximo — mas com apenas um mês de governo a revolução de Lula, do PT e da esquerda nacional começa a descobrir que a vida tem problemas.

O primeiro deles foi uma espécie de bomba de hidrogênio nas ambições mais agressivas de se suprimir a oposição do Congresso Nacional. O ministro Alexandre Moraes, numa decisão que oferece o primeiro grande sinal de paz para a política brasileira nos últimos quatro anos, negou o destrutivo pedido de suspender a posse de 11 deputados da oposição — exigência de um grupo de advogados que está no coração da candidatura de Lula e ocupa postos-chave dentro do seu governo.

Foi, possivelmente, a decisão mais acertada de um ministro do Supremo Tribunal Federal desde que a vida pública nacional entrou em parafuso com a eleição de Jair Bolsonaro para presidente do Brasil. O ministro Moraes deu um aviso claro, vigoroso e essencial para a segurança dos parlamentares da oposição: seus mandatos, conferidos pelo eleitor brasileiro, estão garantidos pelo STF — e não dependem, como pretendem os radicais de esquerda, de aprovação do governo para serem exercidos.

A decisão desmonta, simplesmente, o pior ataque já feito pelo lulopetismo contra a liberdade parlamentar no Brasil — as últimas cassações de mandato por motivo político foram no Ato 5, durante a “ditadura militar” que Lula e o PT, pelo que têm feito, tanto gostariam de ressuscitar no Brasil. Foi um choque elétrico. “Daqui vocês não podem passar”, informou Moraes.

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, que já havia desapontado a esquerda com a decisão de devolver o acesso às redes sociais do deputado Nikolas Ferreira, do PL — o mais votado nas últimas eleições, com quase 1,5 milhão de votos —, é um problema em aberto. Com 54 anos de idade e a vida pela frente, Moraes é um homem-chave no presente e no futuro da política brasileira.

Vale, sozinho, pelos dez outros ministros do STF somados — com a exceção, talvez, de Gilmar Mendes, que também exerce influência decisiva no compasso do tribunal. Foi ele, disparado, a força que resolveu as coisas na liquidação de Bolsonaro e do bolsonarismo como força política no Brasil. Reduziu o ex-presidente a picadinho de alcatra.

Só falta agora o último passo, que é tornar o homem inelegível — algo que talvez nem seja mais necessário. (Há gente que ainda tem medo de que Bolsonaro receba outros 60 milhões de votos daqui a quatro anos, mas sua conta, na vida real da política, já parece fechada.) A questão, para Lula e o seu sistema, é que uma hora qualquer, mais cedo ou mais tarde, o processo de desmanche de Bolsonaro vai acabar. E daí — o que o ministro Moraes vai fazer de lá para a frente, e durante os próximos quatro anos?

O pior momento, num mês com momentos ruins quase diários, foi esse súbito caminhão de ira que resolveu despejar em cima do impeachment de Dilma RousseffÉ claro que ele continua tendo a seu cargo o inquérito criminal que funciona, hoje, como a principal lei do Brasil, além, naturalmente, de todos os inquéritos derivados dali — e sem o arquivamento do processo todo a paz política e a segurança jurídica não voltam ao país. Mas não haverá, na linha de tiro de Moraes, a figura que tem sido o inimigo número 1, 2, 3, 4 e 5 de Lula e das forças que o apoiam. Não é a mesma coisa. Daqui para a frente, sem Bolsonaro, o ministro Moraes muda de natureza para Lula.

A pergunta-chave é: seus planos vão ou não vão continuar andando juntos? Não está claro se os dois querem as mesmas coisas, e nem se o ministro está interessado em dividir o governo com o presidente. Não se sabe se ele pretende entrar em parceria com os extremistas que controlam hoje as decisões de Lula; no caso da agressão aos deputados, Moraes ficou contra eles e do lado da liberdade. Há outras coisas que não se sabe. O que se sabe é que as âncoras políticas do ministro, até o momento, têm sido o ex-presidente Michel Temer e o vice-presidente Geraldo Alckmin; isso não é o PT.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Outro problema, para Lula, é a descoberta de que também ele, Sua Santidade, pode meter o pé na jaca. O pior momento, num mês com momentos ruins quase diários, foi esse súbito caminhão de ira que resolveu despejar em cima do impeachment de Dilma Rousseff. Foi um desastre. Ninguém ficou a favor; ao contrário, o presidente levou até dois editoriais indignados no lombo, um de O Estado de S. Paulo e outro de O Globo — já tinha levado um terceiro, da Folha de S.Paulo, contra a neurastenia repressiva do governo. Para que isso? Lula fez uma acusação alucinada: sem que ninguém tivesse lhe perguntado nada, disse que Dilma foi expulsa do governo por “um golpe de Estado”. Repetiu o disparate e, para coroar, se referiu ao “golpista Michel Temer” — tudo isso em viagem ao exterior e para plateias estrangeiras. É uma mentira primitiva, insultuosa e mal-intencionada. Dilma foi destituída por um procedimento absolutamente legal de impeachment, pelos votos de 61 senadores e 367 deputados, num processo que durou nove meses inteiros, foi supervisionado passo a passo pelo STF e no qual teve o mais amplo direito de defesa. Onde está o golpe? Estaria Lula anunciando que, se houver um processo de impeachment contra ele, também será “golpe”? E se estiver — o que adianta isso?

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Foi uma ofensa grosseira ao Congresso, ao STF e à verdade mais elementar dos fatos; se ele não fosse Lula, seria punido histericamente pelas duas polícias de combate à “desinformação” que já foram criadas em seu governo. Foi, também, uma agressão sem pé nem cabeça contra o ex-presidente Michel Temer. A questão, aí, parece ser um velho e aparentemente incurável defeito de fabricação de Lula — sua incapacidade de controlar o próprio despeito. Temer fez, possivelmente, o melhor governo que o Brasil já teve no período da pós-democratização, se for considerado o país em ruínas que recebeu da era Lula-Dilma e o país que entregou ao seu sucessor — mesmo levando-se em conta o extraordinário sucesso de Fernando Henrique na eliminação da inflação e os evidentes êxitos econômicos de Jair Bolsonaro. O governo Temer só teve um problema: durou pouco, porque seu mandato constitucional foi curto. Tudo isso, muito simplesmente, é insuportável para Lula, o presidente das “heranças malditas” e imaginárias — um caso exemplar de problema que não contém a semente de uma solução, mas apenas a semente de um outro problema, e problema para ele mesmo.

O fato é que, depois de um mês no governo, Lula e o seu sistema não conseguiram gerar uma única boa notícia — nem para eles próprios. O único projeto de obra pública que Lula anunciou é na Argentina — e para a duvidosa construção de um gasoduto conhecido pelo nome de “Vaca Muerta”, para se ter uma ideia de onde estão querendo amarrar o burro do BNDES. A principal notícia no mundo dos negócios é a monumental fraude contábil das Lojas Americanas, em cujo comando figura o empresário Jorge Paulo Lemann, estrela entre os bilionários de esquerda do Brasil e grande destaque na ala dos apoiadores capitalistas do presidente. Os juros continuam em 13,75% ao ano, como resultado das expectativas ruins em relação à inflação. O mercado, a cada dia, mostra que não confia nem na competência e nem nas intenções da equipe econômica — e Lula, em vez de olhar para os problemas reais que provocam essa desconfiança, fica bravo com o mercado. O Ministério da Agricultura, peça-chave para a área mais produtiva da economia brasileira, está sendo substituído por um “Ministério do Desenvolvimento Agrário”. Os números do seu governo, inevitavelmente, vão começar a cair no noticiário e na vida real das pessoas — e não poderão ser suprimidos com discursos sobre a “herança maldita” de Bolsonaro, a guerra na Ucrânia e o “genocídio” dos ianomâmis. O presidente, queira ou não queira, vai ter de conviver com a realidade.

*Créditos: Revista Oeste


Foto: Divulgação/Sesab

O Aeroporto de Salvador recebeu, neste sábado (4), a chegada de 300 mil novas doses do imunizante Pfizer Baby, voltado para o combate da Covid-19 em crianças na faixa etária entre 6 meses até 5 anos de idade.As vacinas chegaram por volta das 9h30 e, logo em seguida, começaram a ser distribuídas pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Para realizar a divisão, o órgão teve como base o critério populacional.

As aplicações das vacinas para crianças de até 5 anos estavam suspensas, após o lote anterior da Pfizer Baby, de 70 mil doses, ter acabado.

*Metro1


Foto: Divulgação

Com o objetivo de reforçar a importância da realização do exame de mamografia, principal meio de prevenção do câncer de mama, foi instituído por Lei no país, o Dia Nacional da Mamografia, celebrado anualmente em 5 de fevereiro.

Com a redução de mais de dois milhões de exames observada entre 2020 e 2021, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a data ganha ainda mais relevância, já que busca conscientizar e chamar a atenção da população para a importância do exame na detecção de alterações nas mamas.

A mamografia é um exame simples, e tem como propósito rastrear o câncer de mama por meio da identificação de nódulos nos seios, antes mesmo de serem palpáveis. Além de ser o segundo tipo mais comum entre as mulheres, estima-se que em 2023, o câncer de mama apresente mais de 73 mil novos casos, de acordo com o Inca.

“A mamografia é o único exame cuja aplicação em programas de rastreamento apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade por câncer de mama. Ele é essencial pois pode identificar nódulos em estágio inicial, quando ainda não são perceptíveis ao tato, proporcionando o diagnóstico precoce, valioso para o processo de cura da doença”, alerta Juan Carlos, diretor Técnico do Hospital Bom Pastor, em Guajará-Mirim (RO).

Pertencente à entidade filantrópica Pró-Saúde, uma das maiores no ramo da gestão hospitalar do país, o Bom Pastor atua como referência em obstetrícia, pediatria, ginecologia, clínica médica e cirúrgica para Guajará-Mirim, Nova Mamoré, mais de 50 aldeias indígenas da região Norte do país, além da cidade de Guayaramerin, na Bolívia.

*Acorda Cidade


Foto: Divulgação/Polícia Militar

Guarnições da Operação Gêmeos, e rápida resposta, desarticularam quadrilha especializada em roubos a coletivos, apreenderam um simulacro de arma de fogo, 31 celulares, nove relógios, 10 carteiras, correntes, bolsas e pertences das vítimas que tinham acabado de serem roubadas e recuperaram um carro utilizado pelos três homens e uma mulher, que foram detidos na BR 324, na noite de sexta-feira (3).Após receberem informações de que havia integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a ônibus cometendo diversos assaltos na região de São Sebastião do Passé e Amélia Rodrigues, e que estavam fugindo sentido Salvador, os militares deslocaram e intensificaram o policiamento na extensão BR.

De posse das características, as guarnições iniciaram diligências a fim de localizar os indivíduos, quando visualizaram o veículo. Ao perceberem a aproximação da guarnição, os quatro suspeitos tentaram fugir, mas foram alcançados e, após a abordagem foram detidos.

Os indivíduos e todo o material apreendido foram conduzidos Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (Gerc), onde a ocorrência foi apresentada.“A ação rápida e exitosa dos policiais da Operação Gêmeos resultou na prisão dos criminosos e recuperação dos pertences das vítimas. A unidade, especializada em coibir roubo a coletivos, segue atuando para reduzir ainda mais esses delitos na capital baiana” destaca major Valnei Azevedo, comandante da unidade.

*Acorda Cidade


Foto: Reprodução

Agência Brasil – Em um jogo eletrizante no segundo tempo, Bahia e Ferroviário ficaram no 2 a 2 na noite deste sábado (4) na Fonte Nova. Todos os gols saíram na etapa complementar. Com o resultado, o Esquadrão de Aço conquistou seu primeiro ponto na Copa do Nordeste e está na sexta colocação do Grupo B, enquanto o Ferrão chegou a 4 pontos e ocupa a segunda posição do Grupo A.

A primeira boa chegada foi do Bahia. No primeiro minuto de jogo, Ricardo Goulart completou, de cabeça, a cobrança de escanteio. Douglas Dias fez boa defesa. O primeiro gol do time da casa só não saiu aos 24 minutos por um milagre do goleiro. Biel encontrou Kayky dentro da grande área, ele chutou cruzado de perna direita e a bola explodiu na trave. No rebote, Everaldo soltou a bomba e obrigou Douglas Dias a fazer grande defesa.

Dez minutos depois o Esquadrão de Aço perdeu nova oportunidade. Contra-ataque puxado por Ricardo Goulart que passou para Kayky. O camisa 37 entrou sozinho, mas finalizou no travessão, desperdiçando a última grande chance da primeira etapa.O Ferroviário voltou melhor no segundo tempo. Organizado, pressionou o Bahia nos minutos iniciais e deu trabalho à defesa do time da casa. Quando o Tricolor tentou partir para cima, sofreu um contra-ataque de almanaque. Éder Lima avançou pelo meio, driblou dois marcadores e deu lindo passe para Deysinho na direita. O camisa 7 encontrou Erick Pulga sozinho na pequena área, que só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes do Bahia. Um golaço do Ferrão na Fonte Nova, aos nove minutos.

Atrás no placar, o técnico Renato Paiva fez duas substituições: tirou Kayky e Diego Rosa para as entradas de Daniel e Lucas Mugni. O empate veio logo depois. Falta pela direita de ataque que Mugni, em sua primeira participação, cobrou com maestria, de perna esquerda. A bola ainda tocou no pé da trave esquerda do goleiro Douglas Dias antes de entrar. Tudo igual na Fonte Nova.O Bahia teve a chance da virada aos 20 minutos. Daniel aproveitou rebote dentro da área e cruzou para Everaldo, que subiu sozinho entre os zagueiros do Ferroviário, mas cabeceou para fora. A pressão aumentou. Três minutos depois, Daniel apareceu pela direita e cruzou na medida para Ricardo Goulart, que desviou e obrigou Douglas Dias a fazer grande defesa.

Aos 31 minutos, Douglas Dias apareceu novamente para salvar o time visitante. Em novo chute de fora da área de Lucas Mugni, o goleiro espalmou para o meio da área. No rebote, Daniel arrematou de primeira, e Douglas Dias se esticou todo para salvar mais uma vez o Ferroviário.

Aos 38 minutos não deu mais para segurar. Biel invadiu a área do Ferroviário, cortou para tentar o drible em cima de Éder Lima e caiu após o choque. O árbitro assinalou pênalti, muito contestado pelo Ferroviário. Everaldo foi para a cobrança e não desperdiçou: 2 a 1 para o Bahia na Fonte Nova.Após a virada, o Bahia ainda teve duas chances claras de ampliar, uma com Biel cara a cara com Douglas Dias e outra com Ricardo Goulart já sem goleiro. O castigo veio aos 46 do segundo tempo. Erick Pulga recebeu passe após tabela e finalizou com categoria no canto esquerdo de Marcos Felipe para deixar tudo igual.Na próxima rodada, o Ferroviário enfrenta o CSA, na terça-feira (14), às 19h30, no Rei Pelé. Já o Bahia recebe o Fortaleza, no mesmo dia, às 21h30, na Fonte Nova.


Foto: Divulgação/Netflix

Por mais isolada que uma terra seja de todas as outras, literal ou metaforicamente, delimitada por um território quase inalcançável e orgulhosa de sua mentalidade progressista, arrojada, encarnação de um pensamento democrático que defende, sem o cinismo da periferia do mundo, que os indivíduos podem mesmo ser o que desejarem, sempre resta um pequeno detalhe fora da ordem, uma inadequação qualquer que fomenta um sem fim de distúrbios. Em “O Lobo Viking”, o norueguês Stig Svendsen repisa uma ideia algo batida do repertório do terror a fim de saltar para o caráter eminentemente prosaico de seu filme, sem deixar que o vínculo entre esses dois extremos de seu trabalho se esgarce. Svendsen mantém o espectador sempre no fio da navalha, equilibrando-se de um lado para o outro, sem saber direito o que esperar da história, que também flerta com um thriller formulaico, protocolar, resolvido um tanto depressa. A ambivalência do roteiro, do diretor e Espen Aukan, desorienta à primeira vista, mas conforme a história avança, fica mesmo claro que este é um filme sobre o homem e suas inconsistências e debilidades.

Após a explicação sobre a origem do mal na Noruega — lírica e aterradora, como convém a quase tudo quanto respeita à cultura escandinava —, Svendsen joga luz sobre o cotidiano de uma família comum. Thale Berg, a garota-problema vivida por Elli Rhiannon Müller Osbourne, vai morar com a mãe em Nybø depois que o pai morre subitamente. Liv, a heroína interpretada por Liv Mjönes, tenta se adaptar à convivência com a filha, pouco mais que uma hóspede indesejada e também cheia de outras prioridades, feito qualquer adolescente, e entre o trabalho como policial na naquela cidadezinha meio esquecida dos rincões do norte do mundo, na vastidão de bosques profundos e noites intermináveis, e o novo posto que é forçada a assumir, tenta ter uma vida marital minimamente satisfatória com Arthur, de Vidar Magnussen, que não sabe muito bem que papel desempenha na relação das duas.

“O Lobo Viking” desembarca da crônica de costumes muito calculadamente, jamais abandonando-a de todo. Thale comunica ao padrasto que vai sair, cruza com a mãe no quintal e segue para uma festa nas imediações da praia, próximo à floresta. Trond Tønder realça o sublime e o tétrico das paisagens nórdicas, valendo-se da luminosidade ora evanescente, ora quase baça de Nybø na intenção de contribuir com a atmosfera de mistério cada vez mais decisiva para que se vislumbre o que espera a antimocinha de Osbourne e os outros jovens com quem passa a sair, entre eles, Jonas, papel de Sjur Vatne Brean, por quem vai se apaixonando para sua própria surpresa. Essa sua primeira interação com a turma da nova cidade presta-se a um legítimo batismo de sangue devido à aparição de uma criatura bestial, que encerra o grande mistério que esclarece boa parte das circunstâncias nem tão enigmáticas assim dispostas ao longo de pouco mais de hora e meia de um suspense psicológico que se mistura ao terror sem prejuízo da sutileza.

Invocando elementos das mitologias escandinava e celta, expostos com refrescante originalidade no excelente “Os Banshees de Inisherin” (2022), de Martin McDonagh, Svendsen furta-se ao banal e lembra que mesmo um país rico e espantosamente civilizado precisa ter medo de alguma coisa. “O Lobo Viking” avisa, com muita cautela, que uma vez que o demônio se instala, há que se aprender a dominá-lo. Por bem ou por o mal.


Filme: O Lobo Viking
Direção: Stig Svendsen
Ano: 2022
Gêneros: Suspense/Terror
Nota: 8/10


Bolsonaro reajustou cachê de R$ 45 mil para R$ 3 mil; PT quer valores bem maiores

Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Cultura pretende publicar um decreto no dia 15 de fevereiro com o intuito de fazer algumas alterações nas decisões do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no âmbito da cultura. Ele havia reduzido a verba destinada para a Lei Rouanet, criada com a finalidade de incentivar a disseminação de cultura no país, mas que no entendimento do ex-mandatário, teve sua finalidade desviada.

Em Brasília, ventilam informações que Lula (PT) estaria pensando em fazer uma cerimônia para apresentar o novo decreto e as ações do Ministério da Cultura.

A expectativa é que seja anunciado um aumento no cachê dos artistas, que foi reajustado por Bolsonaro de R$ 45 mil para R$ 3 mil. O presidente petista também fala em aumentar o teto de captação dos projetos, invertendo a política fiscal de austeridade da gestão anterior para um perfil pródigo, defendido por Lula.

Informações Pleno News


Abono salarial PIS/Pasep de até R$ 1.302 já pode ser consultado
Foto: Reprodução.

A consulta para saber quem tem direito, qual o valor e as datas de pagamento do abono salarial PIS/Pasep, ano-base 2021, pode ser feita a partir deste domingo (5). Para isso, é preciso acessar o portal gov.br e ou a Carteira de Trabalho Digital. O pagamento do benefício começa no dia 15 de fevereiro.

A liberação do dinheiro é feita de acordo com o mês de nascimento dos trabalhadores. Os primeiros a receber serão os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro (veja calendário abaixo). Os valores variam de R$ 108,50 a R$ 1.302, dependendo da quantidade de meses trabalhados em 2021.

Terão direito 22,9 milhões de pessoas que trabalharam com carteira assinada em 2021. Desse total, 20,4 milhões da iniciativa privada receberão o PIS (Programa de Integração Social), pago pela Caixa. Outros 2,5 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), que recebem pelo Banco do Brasil.

Como consultar

A consulta pode ser feita ainda pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou plataforma de serviços no portal gov.br. Para ter acesso às informações do abono salarial na Carteira de Trabalho Digital, será necessário que o trabalhador atualize o aplicativo e posteriormente acesse a aba “Benefícios” e “Abono salarial”, para verificar valor, dia e banco de recebimento.

Informações adicionais poderão ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo email: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos uf pela sigla do estado de domicílio do trabalhador).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2021. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 108,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.302.

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).

Confira abaixo as datas de pagamento

PIS

Nascidos em janeiro – 15 de fevereiro
Nascidos em fevereiro – 15 de fevereiro
Nascidos em março – 15 de março
Nascidos em abril  – 15 de março
Nascidos em maio – 17 de abril
Nascidos em junho – 17 de abril
Nascidos em julho – 15 de maio
Nascidos em agosto – 15 de maio
Nascidos em setembro – 15 de junho
Nascidos em outubro – 15 de junho
Nascidos em novembro – 17 de julho
Nascidos em dezembro – 17 de julho

Pasep

Final de inscrição 0 – 15 de fevereiro
Final de inscrição 1 – 15 de março
Finais de inscrição 2 e 3 – 17 de abril
Finais de inscrição 4 e 5 – 15 de maio
Finais de inscrição 6 e 7 – 15 de junho
Finais de inscrição 8 e 9 – 17 de julho

Como é feito o pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta-corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente pelo banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser realizado com o Cartão do Cidadão e a senha, em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre via crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode efetuar a transferência via TED para conta de sua titularidade via terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante a apresentação de um documento oficial de identidade.

O que é o abono salarial PIS/Pasep

É um benefício anual no valor máximo de um salário mínimo. Neste ano, o valor varia de R$ 108,50 a R$ 1.302, conforme a quantidade de meses trabalhados. Poderá sacar a quantia máxima quem trabalhou os 12 meses de 2020.

Quem tem direito ao abono?

• É preciso estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;

• Ter trabalhado formalmente (com carteira assinada) no mínimo 30 dias em 2021;

• Ter recebido até dois salários mínimos;

• Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no esocial, conforme a categoria da empresa.

Quem não tem direito

• Empregado doméstico;

• Trabalhadores rurais empregados por pessoa física;

• Trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;

• Trabalhadores empregados por pessoa física equiparada à jurídica.

Créditos: R7.


Lula recua sobre IR e deve limitar isenção a 2 salários mínimos
Foto: Adriano Machado/O Antagonista.

Lula avalia editar uma Medida Provisória para elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos ainda neste ano.

Segundo o Valor, a medida poderia ser adotada em conjunto com o aumento do salário mínimo para R$ 1.320.

Dessa forma, a faixa de isenção passaria de R$ 1.903 para R$ 2.640.

A elevação da taxa de isenção de IR foi discutida na quinta-feira (2), durante reunião do presidente com os ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Luiz Marinho, do Trabalho.

Na campanha, Lula prometeu isentar os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil.

Créditos: O Antagonista.