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Mendonça Filho apresenta projeto para suspender decreto que criou o órgão

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

O deputado federal José Mendonça Filho (União Brasil-PE) apresentou um projeto para suspender o Decreto Presidencial que criou a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia. Estabelecido por meio de uma das primeiras canetadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o órgão responde à Advocacia Geral da União (AGU).

“A Procuradoria de ‘Defesa da Democracia’ é, na verdade, uma ‘polícia de opinião’”, disse Mendonça Filho em uma postagem no Twitter. “Para impedir esse absurdo, apresentei o projeto de Decreto Legislativo para sustar o Decreto Presidencial que criou a estrutura na AGU para regular opiniões e a liberdade de expressão.”

Mendonça filho disse ainda que Lula extrapolou seu poder ao dispor sobre um tema de competência do Ministério Público e do Judiciário. “Não é papel da AGU dizer o que é verdade ou não na manifestação de qualquer cidadão”, explicou.

Lula anunciou o novo órgão na primeira semana de mandato. A estrutura aparece em um Decreto Presidencial publicado no começo de janeiro. O jornalista J.R. Guzzo definiu com maestria a criação do petista.

“O governo Lula criou, já nestes seus primeiros dias de atuação, um serviço oficial de repressão à discordância política — algo que o Brasil nunca teve antes em toda a sua história, mesmo nas ditaduras mais evidentes”, escreveu. “É isso, e apenas isso, embora digam que é outra coisa.”

Informações Revista Oeste


Saiba por que cada vez mais russos escolhem a Argentina para ter filhos e viver

Foto: REUTERS/Agustin Marcarian.

“Aqui tem muitos russos”, conta, em inglês, Sviatoslav um russo de 28 anos que mora na Argentina e prefere não revelar o sobrenome. Ele chegou com sua família em novembro para ter o segundo filho no país e eles ainda não falam espanhol.

Eles fazem parte dos casais russos que decidem viver e e ter filhos na Argentina, fenômeno que vem crescendo desde o início de 2022. E têm muitos motivos para escolher a Argentina como local para se distanciar de seu país, onde a invasão da Ucrânia e a guerra em curso desde fevereiro do ano passado criaram um estado de incerteza e isolamento internacional.

O país sul-americano é um dos que não exigem visto para viajantes russos, e onde, além da qualidade da medicina, eles também podem residir legalmente apenas tendo um filho nascido lá, e dois anos depois se tornarem cidadãos.

“Começamos a perceber o aumento gradual desde o início de 2022, muito gradual no início com uma projeção, um crescimento quase exponencial no final do ano”, diz o Dr. Guido Manrique, chefe de Obstetrícia do Hospital Finochietto, uma das clínicas privadas mais escolhidas por mães russas para ter seus filhos.

Embora não existam estatísticas oficiais disponíveis, apenas na clínica Finochietto os números são expressivos: no início de 2022, eles tiveram apenas um ou dois nascimentos por mês. Mas em dezembro, de um total de 180 partos, 50 foram para mães russas.

A maioria das mulheres russas que vêm para dar à luz não fala espanhol e muitas vão a consultas médicas e partos com tradutores que integram a equipe médica, aponta o hospital.

“Em alguns casos, quando o paciente não traz tradutor, às vezes com o inglês é possível porque é o idioma mais universal. Muitos têm um bom conhecimento, mas há alguns pacientes que têm um conhecimento mais limitado e nesses casos recorremos a aplicativos de celular, com os quais se consegue uma comunicação aceitável, digamos assim”, explica o Dr. Manrique.

Por que a Argentina?

“É porque é um país onde o visto não é exigido. É um país muito livre”, diz Hanna Shaforostova, uma refugiada ucraniana de 28 anos que chegou ao país há oito anos e que, há alguns meses, ajuda mães russas que querem se estabelecer no país.

“Nunca pensei que moraria na América Latina. É muito, muito longe da Rússia“, diz Sviatoslav, que trabalha remotamente para uma empresa francesa e é casado com Vera.

Eles moravam em Moscou, têm dois filhos e estavam construindo sua casa lá. Mas pouco antes da chegada do último filho, Daniel, decidiram vir para a Argentina para que ele nascesse neste país latino-americano.

“Eu acho que é como outra vida. Eu não sabia o que iria acontecer na Rússia no próximo ano ou nos próximos cinco anos. Coisas realmente terríveis estão acontecendo na Ucrânia e outras na Rússia. Então, não tenho certeza se será um bom país para se viver nos próximos dez anos ou algo assim”, explica enquanto caminha com os filhos por um parque no bairro de Palermo.

“As pessoas são muito mais abertas aqui”, diz ele, acrescentando: “Era raro ver pessoas praticando esportes ou ioga nos parques. Não temos isso em Moscou”.

Casa Rosada, em Buenos Aires / 13/09/2021. REUTERS/Agustin Marcarian

Documentos, bom tratamento e custos

Existem várias razões pelas quais os russos acham a Argentina atrativa: é um dos poucos países onde atualmente podem entrar sem visto e solicitar residência legal, o que lhes permitirá tornar-se cidadãos argentinos após dois anos de residência.

O passaporte argentino também permite a entrada em mais de 170 países sem visto, muitos dos quais atualmente fechados para russos devido a sanções relacionadas à guerra na Ucrânia.

Além disso, para quem quer ser pai ou mãe, há outros motivos: seus filhos são automaticamente argentinos só porque nasceram no país e destacam a alta qualidade do atendimento médico para gestantes, que é muito mais barato do que em outros países, ou mesmo gratuita nos hospitais públicos.

“Lembremo-nos de que não é o mais comum uma mãe no terceiro trimestre de gravidez deixar o seu lugar, a sua família, o seu negócio, os seus pertences, a sua zona de conforto para ir para outro país dar à luz. Então, para nós, da obstetrícia é um boom, é uma coisa nova”, sustenta Manrique.

“Uma mulher que deu à luz na Rússia nunca mais vai querer ter um filho na Rússia, por quê? Porque eles os tratam muito mal, eles dizem para você não gritar, deitar, não andar, eles não dão condições para um bom parto e aqui elas têm tudo para ter um bom parto”, diz Shaforostova, que diz que na Ucrânia não é um tratamento muito diferente.

Ela, que se casou na Argentina e tem dois filhos, recebe a cada dia mais perguntas de russas que querem ter filhos na Argentina e se estabelecer no país: entre 40 ou 50 por dia. “Recebo ligações e mensagens o dia todo. Recebo muitas perguntas”, diz.

A economia também pesa: a vida em geral na Argentina é mais barata que na Rússia, principalmente para quem ganha em rublos ou dólares, e as agências que ajudam as mulheres russas a se estabelecerem no país afirmam que um parto em uma clínica privada Argentina é muito mais barato do que em outros países da região.

“O hospital era muito bom. Muito melhor e muito mais barato que na Rússia”, diz Sviatoslav. A mulher, Vera, deu à luz um filho em Moscou e outro em Buenos Aires e mostra as fotos da comida que lhe foi entregue nos dois lugares: a da clínica de Buenos Aires é bem mais farta e parece um prato de restaurante.

Vista do Monumento à Bandeira em Rosário, Argentina / 08/07/2021. REUTERS/Agustin Marcarian

A não discriminação é outro dos pontos que os russos destacam na Argentina: “É um país muito amigo dos imigrantes”, diz Sviatoslav.

“Nunca sofremos discriminação. É um negócio espetacular. Os russos que chegam ficam surpresos com a forma como são tratados aqui”, acrescenta Shaforostova.

A liberdade é outro ponto que, dizem, pesa. E muito.

“Muita gente disse: ‘E por que os russos não saem às ruas para dizer que são contra a guerra?’ Não podem. Conheço casos em que a polícia estava entrando nos apartamentos. Não se pode falar mal de Putin”, afirma Shaforostova categoricamente.

Víctor Feshchenko, que chegou a Buenos Aires no final de dezembro, confirma isso. “Não sou ativista, mas participei de algumas passeatas. Mas em dois grandes protestos, a polícia foi à casa dos meus pais e me alertou para não ir a essas manifestações”.

Por isso nem todo mundo vem para ter filhos ou porque é fácil obter um passaporte argentino.

“Não estávamos pensando em ter um filho para nos legalizar na Argentina ou receber a nacionalidade argentina. Não, só queremos um filho e o queremos onde estamos. Como é a Argentina, possivelmente vamos ter um filho aqui”, afirma ela com um espanhol bastante claro, aprendido nos anos de universidade em Moscou.

Fugindo da guerra

Feshchenko e Lisa originalmente moravam em Moscou. Mas quando a guerra começou, eles decidiram deixar a Rússia e finalmente chegaram a Buenos Aires em dezembro.

“Quando a guerra começou, dissemos a nós mesmos que não poderíamos estar no país que começou o conflito e que mata nossos vizinhos. Morrem as pessoas do país de quem gostamos muito e onde passamos dias de nossas vidas e decidimos que não queríamos ajudar a economia da Rússia com nossos impostos”, diz.

Por isso, primeiro foram para a Geórgia, país vizinho para o qual não precisavam de visto. Mas vendo que a guerra continuava, começaram a procurar outras opções: não queriam estar num país próximo da Rússia porque os consideram instáveis e a Europa, devido às sanções impostas, está fechada aos russos.

“E é por isso que decidimos procurar algo na América Latina e nossos amigos vieram para a Argentina em julho para trabalhar. Eles trabalham remotamente para a Rússia. E eles nos disseram que a Argentina é um bom país e está tudo bem aqui, exceto na economia”, explica Feshchenko.

Casa de câmbio argentina em Buenos Aires, 11 de julho de 2022
Casa de câmbio argentina em Buenos Aires, 11 de julho de 2022 / Tomas Cuesta/Getty Images

Embora trabalhem remotamente para a Rússia, o que lhes garante um bom salário para os padrões argentinos, é difícil juntar dinheiro.

“Os problemas da economia argentina, combinados com problemas de sanções contra a Rússia, são um coquetel muito sério”, diz ele rindo.

Devido às restrições cambiais argentinas, o uso de cartão de crédito é desvantajoso para estrangeiros. É conveniente para eles trocar seus dólares no mercado informal ou receber cheques, que são liquidados a uma taxa semelhante.

“Enviamos o dinheiro da Rússia para a Geórgia, onde temos nossos cartões. Da Geórgia mandamos para outros países europeus ou para os Estados Unidos a nossos amigos ou parentes e eles nos mandam de seus países para a Argentina”, explica.

Sviatoslav também usa criptomoedas. “Para trazer o dinheiro para cá há duas maneiras: se você tiver uma carteira de criptomoedas ou se tiver algum amigo que mora em outro país e pode trazer o dinheiro ou usar a Western Union”.

Apesar das complicações, a mudança os ajuda. “Os preços são baixos se compararmos com Moscou e é por isso que podemos viver bem aqui com nossos salários. Não como os milionários, mas podemos viver bem”, diz Feshchenko.

Aos poucos, os russos recém-chegados vão se adaptando à vida na Argentina e, principalmente, aprendendo o idioma, um de seus principais desafios. Mas também estão formando sua comunidade: só em um grupo do Telegram são mais de 3.700 pessoas que compartilham suas dúvidas e experiências no país.

“Cresceu muito”, diz Shaforostova, e antecipa: “Em fevereiro vai explodir porque vai vir muito mais gente. Já estão me ligando para vir em fevereiro. É muita gente”.

Créditos: CNN Brasil.


Foto de tênis pode decidir futuro de Daniel Alves; Entenda

Foto: Reprodução.

Um par de tênis brancos, captado pelas câmeras do circuito interno da discoteca Sutton, de Barcelona, tornou-se fundamental no caso Daniel Alves. O lateral-direito é acusado de agressão sexual por uma mulher de 23 anos. Ele está preso provisoriamente desde 20 de janeiro.

O par de tênis é importante porque seria a prova de que o brasileiro estava na porta do banheiro da área VIP em que a denunciante afirma que foi estuprada e agredida por ele.

A mulher que acusa Daniel Alves disse em depoimento à Justiça que foi chamada por ele para o local, sem saber que se tratava de um lavabo.

A defesa do jogador alega, em recurso apresentado na segunda-feira, que ele entrou no banheiro 1min36s antes da mulher, e que ela foi até o local por vontade própria. O UOL teve acesso ao documento em que o advogado Cristóbal Martell também diz que foi a denunciante que abriu e fechou a porta do banheiro. “As imagens falam por si só. Foi assim”, escreve Martell.

Por que o vídeo pode mudar o caso

A imagem seria suficiente, segundo uma fonte ouvida pelo UOL, para desmentir o depoimento de Daniel Alves e as alegações do recurso. No documento, a defesa afirma que “a denunciante vai até a porta e entra sem que Daniel Alves indique o caminho ou abra a porta”. No vídeo, segundo a mesma fonte, é possível ver o par de tênis ao lado da entrada do banheiro.

Segundo o jornal espanhol La Vanguardia, a defesa do brasileiro alega que o par de tênis pertence a outro cliente e está refletido por um espelho. Na semana que vem, será feita uma perícia do vídeo, na tentativa de identificar se eles seriam de Daniel Alves ou fruto de uma ilusão de ótica pelo reflexo.

De acordo com as imagens, Daniel Alves e a denunciante ficaram 16 minutos no banheiro da discoteca. Por questões de privacidade, não há câmeras no interior do local.

O que disse quem acusa Daniel Alves

A mulher de 23 de anos disse em seus depoimentos -à polícia e à juíza- que não sabia que o local onde entrou com o jogador era um banheiro. Ela afirmou que, ao perceber que se tratava de um banheiro, tentou sair, mas foi impedida por ele.

Em seus depoimentos à Justiça na sexta-feira (3), uma amiga e uma prima da denunciante, que estavam com ela no dia 31 de dezembro na discoteca, também disseram que não sabiam que a área VIP tinha um banheiro privado.

Uma delas afirmou em seu depoimento que pensou tratar-se de um fumódromo. A outra disse que, quando precisou ir ao banheiro, saiu da área VIP e foi ao lavabo de uma das pistas da discoteca.

Créditos: UOL.


Hong Kong vai distribuir 500 mil passagens aéreas gratuitas para atrair turistas; Saiba como funciona o sorteio
Foto: Reprodução

O governo de Hong Kong anunciou planos para distribuir 500 mil passagens aéreas gratuitas como parte dos esforços para reviver sua indústria do turismo e atrair visitantes de volta à cidade.

A iniciativa “Hello Hong Kong” foi lançada na quinta-feira (2), mas está em andamento há mais de dois anos.

As passagens serão distribuídas entre as três companhias aéreas da cidade – Cathay Pacific, HK Express e Hongkong Airlines. Os 500 mil tickets custaram à cidade cerca de US$ 254,8 milhões no total.

Como funciona o sorteio

Os turistas que desejam viajar para Hong Kong podem visitar a página inicial do World of Winners a partir de 1º de março para inserir seus nomes na loteria de passagens aéreas.

Os ingressos serão distribuídos em três etapas: a partir de 1º de março para pessoas do Sudeste Asiático, de 1º de abril para pessoas que vivem na China continental e de 1º de maio para residentes no resto do mundo.

A população local também podem entrar em ação. A partir de 1º de julho, algumas passagens aéreas serão distribuídas aos habitantes de Hong Kong ansiosos por uma chance de compensar o tempo de viagem perdido.

Quem já esteve em Hong Kong antes encontrará uma cidade diferente daquela de que se lembra.

Algumas atrações locais amadas, como o restaurante flutuante Jumbo Kingdom, fecharam permanentemente. Outros, como o famoso Peak Tram, passaram por uma reformulação durante a pandemia.

Trazendo viagens de volta

Hong Kong foi lenta e cautelosa em sua abordagem à pandemia de Covid-19.

A cidade começou a cancelar eventos presenciais em janeiro de 2020, quando os primeiros casos de pacientes com sintomas de uma nova doença semelhante à gripe foram relatados em Wuhan, na China.

Viajar para dentro e fora de Hong Kong foi desafiador e caro durante a pandemia. Quarentenas rígidas, que chegaram a 21 dias de isolamento, e requisitos para vários testes de diagnóstico molecular (PCR) mantiveram a maioria dos viajantes distantes.

Essas quarentenas eram oferecidas em hotéis e pagas pelos viajantes. Aqueles que testaram positivo para o vírus na chegada foram enviados para instalações do governo. A entrada na cidade era restrita aos residentes de Hong Kong.

Um grupo do Facebook com mais de 30 mil membros ajudou os habitantes de Hong Kong a apoiar uns aos outros durante o período desafiador, com alguns membros compartilhando entregas de comida, dando conselhos sobre como lidar com a solidão e trocando dicas de exercícios.

Antes da pandemia, Hong Kong recebia 56 milhões de visitantes em um ano típico. Em 2022, esse número caiu para cerca de 100 mil.

E não eram apenas os turistas estrangeiros que se afastavam. O centro financeiro experimentou sua maior queda populacional desde 1961, caindo 1,6%.

Quando o executivo-chefe da cidade, John Lee, anunciou em setembro de 2022 que as quarentenas terminariam, alguns temeram que pudesse ser tarde demais.

Créditos: CNN Brasil.


Preço médio da gasolina volta a subir no Brasil

Foto: Reprodução.

O preço médio da gasolina subiu 3% nos postos do país, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) publicados na sexta-feira 3. Na média nacional, o litro do combustível é vendido a R$ 5,12.

Na última semana, a gasolina passou a ser vendida por R$ 3,31 por litro, da refinaria às distribuidoras, depois do anúncio da Petrobras em aumentar R$ 0,23 no preço de origem.

Ainda segundo relatório da ANP, o estado com valor mais alto é o Ceará, onde o combustível é vendido a R$ 5,61. Por outro lado, o combustível no Amapá é o mais barato: R$ 4,79 por litro.

Segundo a esteira do aumento, o Etanol Hidratado subiu 1% nas bombas, ficando em R$ 3,89 o litro. Com variação entre R$ 3,55 e R$ 5,24, o combustível compete com a gasolina na categoria flex.

diesel S10, mais comum no país devido ao menor teor de enxofre, permaneceu estável com variação passando de R$ 6,38 para R$ 6,39.

O gás liquefeito de petróleo (GNV), ou gás de cozinha, também teve aumento tímido de 0,2%. fechando a semana em R$ 108,20 no levantamento nacional.

Créditos: Revista Oeste.


Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

A versão do senador Marcos do Val (Podemos-ES) sobre o suposto plano golpista encabeçado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro envolve o ministro, do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O senador capixaba afirma que consultou Moraes previamente se deveria conversar com Bolsonaro e disse ter sido incentivado pelo ministro.

– “Vai porque informações são importantes”. E assim eu fui – relatou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (2).

Como o ministro é o relator do inquérito que investiga os protestos do dia 8 de janeiro, se comprovada, a conversa poderia indicar que Moraes orientou a busca de provas contra o presidente e reforçar a tese dos aliados de Bolsonaro de que o ministro o persegue.

Assim como ocorreu na Lava Jato, isso poderia dar margem para a nulidade do processo.

O senador não apresentou nenhuma prova de sua declaração. A assessoria do Supremo disse que o ministro não iria comentar o assunto.

Em conversas reservadas, Moraes afirmou que não teria sentido ele orientar um aliado do ex-presidente a falar com Bolsonaro

A versão de Moraes dada a interlocutores é que ele recebeu Marcos do Val no Salão Branco do Supremo, uma área reservada aos ministros atrás do plenário, e que ouviu um relato de um plano para grampeá-lo. O pedido para que o senador gravasse o ministro ilegalmente teria partido do ex-deputado Daniel Silveira.

– Na quinta-feira, antes de ir à reunião com ele [Bolsonaro], eu fui ao STF, conversei com ministro Alexandre de Moraes, porque o processo todo referente ao Daniel [Silveira] é com ele, e perguntei: “Ministro, o senhor acha que eu devo ir ou não devo ir?”. Aí o ministro disse: “Vai porque informações são importantes”. E assim eu fui – relatou do Val.

Depois do efetivo encontro com Bolsonaro e Silveira, o senador escreveu ao ministro novamente por WhatsApp e agendou um segundo encontro pessoal, na tarde de 13 de dezembro, no STF. O objetivo era, segundo do Val, relatar toda a conversa a Moraes sobre o plano bolsonarista.

– Ele ficou impressionado – contou.

O senador também confirmou que ele e Moraes se conhecem de longa data, da época em que prestou treinamentos a policiais em São Paulo. O ministro do STF era então secretário de Segurança Pública no governo Geraldo Alckmin (2015-2016). Segundo o parlamentar, eles não têm intimidade, mas sempre mantiveram contato por causa do vínculo profissional.

Para o senador, o acesso ao ministro teria sido o motivo de Bolsonaro e Silveira lhe procurarem com a proposta.

Questionado pelo Estadão se estava afirmando que o ministro lhe dera orientações e eximindo Bolsonaro, do Val negou. Ele também disse que tem experiência na área de inteligência e que acreditava que poderia ter sido gravado por Silveira ou pelo Gabinete de Segurança Institucional de Bolsonaro.

– Só fiz o que tinha que fazer como senador da República. Essa foi a melhor atitude, a mais segura – apontou.

Créditos: Pleno News.


Foto: Raul Rodrigues/GOVBA

O ano letivo 2023 começa na próxima segunda-feira (6) na rede estadual de ensino. Até o momento, mais de 660 mil estudantes já foram matriculados nas 1.108 unidades escolares.

A aula inaugural será realizada pela primeira vez no interior do Estado e com as presenças do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária da Educação do Estado, Adélia Pinheiro, que darão as boas-vindas à comunidade escolar e entregarão o novo Colégio Estadual de Tempo Integral de Amélia Rodrigues, em Amélia Rodrigues. A aula inaugural será transmitida pelo canal Youtube.com/EducacaoBahia1.

O novo Colégio Estadual de Tempo Integral de Amélia Rodrigues recebeu investimentos de R$ 25,4 milhões em obras e equipamentos, com capacidade para atender 1.160 estudantes. A unidade tem 24 salas, seis laboratórios, sendo eles: Química e Física; Ciências Biológicas;Outras Palavras; Dança; Multifuncional e Informática.A nova estrutura também conta com biblioteca; auditório com capacidade para 181 lugares; refeitório com capacidade para 200 lugares; piscina semiolímpica; vestiários; quadra poliesportiva coberta; campo de futebol society com pista de atletismo; guarita; reservatório de água; subestação; paisagismo e 25 sanitários.

Além do Colégio Estadual de Tempo Integral de Amélia Rodrigues, mais sete novas escolas serão abertas, nesta segunda-feira, nos municípios de Itabuna, Tucano, Presidente Dutra, Iraquara, Jaguaripe, Jaguarari e Serrolândia. As entregas oficiais destas unidades serão realizadas ao longo do mês, pelo governador. As escolas novas fazem parte dos investimentos de mais de R$ 5 bilhões que estão sendo aplicados na construção de novas escolas e dos Complexos Poliesportivos Educacionais, além da modernização das estruturas existentes.Aula inaugural – A aula inaugural será às 8h. De acordo com a programação, será entoado o Hino ao Dois de Julho e os apresentadores Mainha e Junior, personagens interpretados pelos atores Sulivã Bispo e Thiago Almasy, conduzirão a atividade. A professora Bárbara Karine ministrará uma aula com o tema “Descolonização” e o professor Matheus Buente falará sobre a “Independência da Bahia”, tema norteador do ano letivo, por conta dos 200 anos da Independência da Bahia. O encerramento será com a Banda Afrocidade.

Matrícula aberta – Mesmo com o início das aulas, a matrícula na rede estadual de ensino continua aberta. Para tanto, é preciso que o estudante, mães, pais ou responsável se dirijam a uma escola estadual. Veja a documentação necessária: via original do histórico escolar; vias originais e cópias legíveis da Carteira de Identidade (RG) ou Certidão de Registro Civil, do Cadastro de Pessoal Física (CPF), comprovante de residência (água, luz, telefone fixo ou móvel, gás encanado, Internet, contrato de aluguel, IPTU, cartão de crédito ou TV por assinatura) e da carteira de vacinação devidamente atualizada; cópia legível do RG e do CPF da própria mãe do estudante e ou do responsável legal.Busca ativa – Em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a SEC realiza o programa Busca Ativa na Bahia. Trata-se de uma estratégia para sensibilizar a sociedade local, especialmente as comunidades mais vulneráveis, possibilitando que toda criança e adolescente tenham acesso à educação.

*Bahia.ba


Foto: André Carvalho/Bahia Notícias

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) planeja a elaboração de um projeto para a construção de um “trem regional” interligando os dois maiores municípios da Bahia – Salvador e Feira de Santana – à Chapada Diamantina, na região central do estado. A ideia da ferrovia já constava no programa de governo do petista, divulgado no período eleitoral, mas foi reforçada nesta quarta-feira (1º) durante entrevista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Questionado pelo Bahia Notícias, parceiro do Acorda Cidade, sobre o tema, Jerônimo afirmou que ainda não levou a ideia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porque é um projeto de interesse exclusivamente estadual e ainda não foi realizado um estudo de viabilidade técnica e econômica nesse sentido.

“Nós colocamos lá [no plano de governo] a elaboração de um projeto, para ver essa possibilidade. O Nordeste ofereceu três propostas a Lula e os estados, mais três. A região Nordeste ofereceu uma com água – transposição do Rio São Francisco, cisternas, etc. –, uma outra com linhas de transmissão – porque a gente produz energia eólica e solar, mas não tem como exportar por linhas de transmissão – e uma terceira, de mobilidade, com rodovias e ferrovias”, disse Jerônimo.

Em Brasília, durante reunião com Lula, Jerônimo pediu a duplicação de rodovias federais que atravessam a Bahia, a conclusão da Ferrovia Integração Oeste-Leste (Fiol), apoio do governo federal para a construção da Ponte Salvador-Itaparica e a implantação de um projeto nacional de Segurança Pública.Segundo Jerônimo, o trem regional não esteve entre as prioridades listadas para Lula, mas a ideia da ferrovia permanece como um objetivo de sua gestão.

“Quando chegou na parte de cada estado, essa parte [o trem regional entre Salvador, Feira e a Chapada] não interessava a todos os estados. Interessa só à Bahia. E ela não tem um projeto definitivo. A gente tem que elaborar esse projeto”, explicou o governador.

*Acorda Cidade


Foto: Sotero Filho

Moradores do bairro Nova Esperança, em Feira de Santana, realizaram na manhã deste sábado (04) uma manifestação na para reiterar o pedido de um viaduto na região em que está acontecendo obras do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) para que os moradores não fiquem isolados.

Para interditar a pista, eles colocaram materiais plásticos, pedras e pneus. O morador Edilson do Vale, destacou que se não for possível a instalação de um viaduto os moradores recomendam também um redutor de velocidade.

“Estamos aqui mais uma vez nessa manifestação pacífica em prol do nosso viaduto, pode até não ser um viaduto, mas uma passagem de nível, um redutor de velocidade, porque nós não aceitamos ficar isolados assim como aconteceu no bairro Viveiros.” Disse.

Ainda de acordo com Edilson, os moradores temem que a Câmara Municipal não aprove o projeto de construção do viaduto.

“Nós temos a promessa do nosso prefeito Colbert Martins da Silva de que irá fazer, mas a gente sabe que política é complicado porque neste momento a Câmara Municipal não passa confiança para nós de que esse projeto será aprovado.” Contou.

*Com informações do repórter Sotero Filho


Foto: Jaime Olmedo/ Netflix

O apocalipse vem como se em ondas, arrastando os homens para o centro de eventos sobre os quais não tem nenhum controle, dominado por circunstâncias que tomam-lhe anos até que se esclareçam. O recorte que “Infiesto” faz de uma catástrofe do nosso tempo, um misto de incúria, negligência, desmazelo e horror, presta-se a alicerce de uma espiral de mistérios, indóceis à vontade de quem se esmera por desvendá-los. A partir de março de 2020, a humanidade passou a ter de acarar o resultado diabolicamente palpável de décadas de degradação ambiental, constituída de uma convivência promíscua e desrespeitosa entre seres humanos e o meio que os acolhe, transformada num genuíno caos à medida que se foram avultando a inépcia e o descaso com que se conduziu o problema. Patxi Amezcua, o diretor deste thriller policial ousado e definido por reviravoltas surpreendentes, equipara esse cenário de incertezas e atrocidades ao que conta, durante pouco mais de hora e meia, acerca do que se reveste da aura de um mero plano para encobrir intentos ainda mais hediondos.

A pandemia de covid-19 foi ainda mais devastadora em Infiesto, uma cidadezinha pacata nas Astúrias, norte da Espanha, segundo o texto do diretor-roteirista, que se aproveita do cenário bucólico — metamorfoseado numa espécie de vilarejo medieval sombrio e envolto por uma bruma de morte graças à fotografia plena de elementos em verdes-oliva e amarelo queimado — para despistar as atenções do público e confundi-lo um pouco mais a cada cena. Os acontecimentos do filme de Amezcua e o modo como os destrincha assemelham-se muito a “Marshland” (2014), de Alberto Rodríguez, sem licença para deambulações retóricas e investindo maciçamente na violência conforme fica mais claro que alguma coisa de muito obscuro se passa nos limites do povoado. A Espanha foi um dos países que acusaram com maior veemência o golpe da peste, e na esteira de um isolamento nefasto, de consequências para a integridade mental ainda desconhecidas, tem início a série de desaparecimentos e sequestros, mormente de mulheres jovens, que afronta Samuel García, o inspetor-chefe vivido por Isak Ferriz e tanto mais Castro, sua adjunta, de Iria del Río.

García e Castro estão sempre a uma cabeça da identidade do facínora responsável por todo o calvário em que Infiesto tem se perdido. Se por um lado essa incapacidade de resolver um caso aparentemente sem maiores consequências depõe contra a dedicação dos aguerridos policiais interpretados por Ferriz e Del Río, por outro é precisamente o jogo de gato e rato proposto por Amezcua o que mantém a história quente mesmo em momentos em que parecia fadada ao tédio, à espreita nas sequências em que os dois se enfurnam em salas enevoadas para deliberar sobre os próximos movimentos. Na virada do clímax para o desfecho, ao cabo dos seis primeiros dias do confinamento obrigatório a que Infiesto e a Espanha como um todo foram compelidos a se sujeitar, o diretor começa a tirar os travos dos olhos da plateia ao elencar suas escolhas metafísicas, tão delirantes quanto sofisticadas, para a avalanche de tragédias que soterrara aquele éden degenerado, aludindo a um estranho ritual da mitologia celta praticado pelos druidas, os sábios desse povo milenar e desconhecido, no equinócio de primavera. O sacrifício de seres humanos em clamor de novos tempos de serenidade é a mentira mais cínica dos falsos profetas de ontem e de hoje.


Filme: Infiesto
Direção: Patxi Amezcua
Ano: 2023
Gêneros: Suspense/Drama/Policial
Nota: 8/10

Informações Revista Bula