
Ministro chefe da Casa Civil do governo de Luiz Inácio Lula Silva (PT), Rui Costa (PT) liberou a ida de três militares a Orlando, nos Estados Unidos, para atuar na segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um evento previsto para esta terça-feira (31).
Segundo o UOL, o suboficial da Marinha Ricardo dos Santos, o segundo tenente Osmar Crivelatti e o militar Estácio Leite viajaram no final de semana. Conforme publicado no Diário Oficial da União, eles vão “prestar assessoria de segurança” no “YesBrazil USA” e permanecem no país até 16 de fevereiro.
Os três seguranças integram o grupo de assessores a que Bolsonaro tem direito como ex-presidente.
Informações Bahia.ba

Até domingo (29.jan.2023), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou 595 projetos culturais aprovados pela Lei Rouanet (Lei 8.313/1991), somando R$ 608 milhões para a sua execução. A lei permite que empresas e cidadãos que apoiem ações culturais deduzam parte do Imposto de Renda e destinem o valor às propostas.
Entre os projetos aprovados, há iniciativas voltadas para nas áreas de música, teatro, literatura, eventos e restauração de museus e patrimônios tombados. No entanto, as propostas publicadas no DOU (Diário Oficial da União) não serão totalmente executadas em 2023. Este ano servirá, principalmente, para a captação do dinheiro por meio da lei.
Leia no infográfico quantos projetos são de cada área:

Em entrevista ao Poder360, o secretário de Fomento e Economia da Cultura, Henilton Menezes, diz que nem todos os projetos foram aprovados pelo governo Lula: “Alguns já estavam com a análise pronta, outros estavam na metade e outros a gente fez a análise. Foram quase 5.000”.
Um dos projetos aprovados que recebeu divulgação significativa na imprensa são 2 musicais da atriz Claudia Raia, que irão captar R$ 5 milhões. A proposta foi criticada nas redes sociais por nomes ligados ao bolsonarismo, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, e a atriz Regina Duarte.
No entanto, o projeto envolvendo 2 musicais de Claudia Raia é apenas 1 de quase 600 iniciativas aprovadas. O Poder360 compilou de maneira meticulosa todos os 595 projetos. Há outros espetáculos, exposições em homenagem a artistas, festivais, revitalizações e feiras agropecuárias. Eis alguns destaques:

Poder360
Eleições para a presidência do Senado acontecerão nesta quarta-feira (1º). Disputam o cargo o atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Podemos-CE).
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Veja quais partidos apoiam Rodrigo Pacheco no Senado e quais estão com Rogério Marinho — Foto: Reprodução/GloboNews
Às vésperas da eleição que escolherá o novo presidente do Senado, a disputa para o cargo está acirrada entre dois principais candidatos: o atual presidente e candidato à reeleição, Rodrigo Pacheco(PSD-MG), e o senador Rogério Marinho (PL-RN). O primeiro possui o maior número de votos, mas o apoio ao candidato do PL vem crescendo nos últimos dias.
O pleito acontece nesta quarta-feira (1º). Para vencer, o candidato precisa de, pelo menos, 41 votos favoráveis. Se ninguém atingir esse número, a votação vai para o segundo turno. Também disputa o cargo o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).
Pacheco possui o apoio de senadores da base de apoio do governo Lula e de partidos de centro, enquanto Rogério Marinho, ex-ministro e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, deverá contar com os votos da oposição.
O PT (9) e PDT (3), que somam 12 congressistas, já confirmaram estar do lado do presidente do Senado. Também são da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso e, por isso, formam aliança com Pacheco: MDB (10), PSB (2), Rede (1) e Cidadania (1). Com isso, os aliados do candidato à reeleição somam entre 50 e 55 votos.
Por outro lado, o PL (13), o PP (6) e o Republicanos (4) formaram um bloco para apoiar Marinho. Os três juntos concentram 23 votos.
Praticamente todos os membros do PP declararam voto em Marinho e estão trabalhando para eleger o ex-ministro de Jair Bolsonaro. Cacique do PP, que também integrou o governo Bolsonaro, Ciro Nogueira (PI), afirmou no sábado que a vitória de Marinho “está encaminhada”.
O líder do PL, Carlos Portinho (RJ), disse que vai pedir à bancada que revele o voto, estratégia para angariar apoio dos indecisos na hora da votação. Portinho está confiante e disse que Marinho “tem votos para ganhar”.
O candidato do PL também pode receber votos de parlamentares que, em tese, votariam em Pacheco. Isso, pois, a votação para presidente do Senado é secreta, em cédula de papel, e o senador não é obrigado a revelar seu voto, o que pode gerar muitas traições mesmo dentro de bancadas.
As principais apostas de Marinho são votos de bancadas divididas como as do União Brasil (10), Podemos (5) e PSDB (3). Dentro do União Brasil, Marinho deve levar ao menos quatro votos.
Neste sábado (28), a bancada do PSD, partido de Pacheco se tornou a maior do Senado, com 14 senadores, devido à filiação de Mara Gabrilli (SP), que saiu do PSDB.
O posto antes era ocupado pelo PL de Marinho, partido que elegeu mais senadores e que agora é a segunda maior bancada, formada por 13 parlamentares.
No entanto, apesar de liderar em número de senadores, o PSD ainda não divulgou apoio público a Pacheco, que não é consenso entre todos os colegas de legenda.
Nesta sexta-feira (27), a bancada se reuniu, mas não referendou publicamente o nome do mineiro. Uma parte do PSD quer que o partido assuma mais cargos e está descontente com a influência de Davi Alcolumbre (União-AP) na gestão de Pacheco.
Declararam apoio à reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG):
Declararam apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN):
Ainda não se posicionaram:
Informações G1

A Justiça decidiu manter preso por tempo indeterminado o suspeito de estuprar e matar a estudante de jornalismo Janaina da Silva Bezerra, 21, da UFPI (Universidade Federal do Piauí). O caso ocorreu durante uma calourada na faculdade, em Teresina, entre sexta-feira (27) e sábado (28).
O suspeito, Thiago Mayson Barbosa, 29, é estudante do mestrado em matemática da UFPI. Preso ontem em flagrante, ele foi ouvido em audiência de custódia neste domingo.
Um laudo do IML (Instituto de Medicina Legal) do Piauí apontou indícios de violência sexual contra Janaina. O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Francisco Baretta, afirmou que houve estupro.
A causa da morte foi “trauma raquimedular [lesão na medula] por ação contundente”. A lesão pode ter sido causada por pancada, que teria torcido ou traumatizado a coluna vertebral, conforme a médica legista.
Uma das possibilidades investigadas é a ação das mãos no pescoço da vítima “com intuito de matar ou fazer asfixia, queda, luta”.

A Justiça acatou pedido do Ministério Público para converter a prisão em flagrante em preventiva, quando o suspeito fica detido por tempo indeterminado.
A vítima passou as últimas horas de vida com o custodiado, chegou ao Hospital do Bairro Primavera sem vida e com suspeita de violência, apresentando lesões no rosto e nos olhos e sangue nas partes íntimas, sendo levada pelo próprio custodiado [à unidade de saúde]. (…) Há provas suficientes da materialidade e, ainda, fortes indícios da autoria do fato.
Haydée Lima de Castelo Branco, juíza, em decisão durante audiência de custódia
“Em que pese o autuado não possuir antecedentes criminais, não se pode olvidar que os delitos são de especial gravidade concreta, inclusive, perpetrados com violência física contra a vítima na condição de sexo feminino”, concluiu.
A defesa do suspeito pediu sua liberdade provisória, alegando colaboração com a polícia. O UOL não conseguiu falar com o representante legal do mestrando, que não foi identificada nos autos.
Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou que conhecia a vítima e que eles teriam “ficado” em outras ocasiões. Na calourada da UFPI, ainda de acordo com o depoimento do suspeito, ele teria convidado a jovem para ir a um corredor e, em seguida, teriam ido a uma das salas de aula onde “praticaram sexo consensual e que, após a prática sexual, a vítima teria ficado desacordada”.
Ele alega que permaneceu ao lado da vítima durante a madrugada e solicitou socorro à segurança da universidade pela manhã. A vítima foi conduzida ao Hospital da Primavera, onde foi constatada sua morte.
Segundo o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), o inquérito policial será concluído em até dez dias.
A UFPI lamentou o fato e informou que o evento não tinha autorização para ocorrer. A universidade disse que o reitor determinou a instauração de um processo administrativo para a apuração dos fatos.
A universidade afirmou ainda que “desaprova quaisquer eventos que coloquem em risco a comunidade acadêmica e preza pela segurança e bem-estar de estudantes”. Nota oficial afirma ainda que “todas as providências para colaborar com as investigações das autoridades policiais, como o isolamento da referida área do campus e boletim de ocorrência foram adotadas pela UFPI”.
A universidade explicou que está levantando todas as imagens de câmeras de segurança para a investigação e comunicou que repudia a “violência cometida contra a aluna”. Segundo a UFPI, o ato violento “também agride cada uma das mulheres que integram a comunidade ufpiana”.
As atividades acadêmicas e administrativas no campus de Teresina foram suspensas nesta segunda-feira (30).
Informações UOL

Mudanças no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) podem deixar os remédios mais caros a partir de fevereiro. Além de alteração na base de cálculo do imposto em São Paulo, outros 12 estados aumentaram as alíquotas sobre medicamentos para 19% a 22% (veja tabela abaixo).
As associações da indústria e dos laboratórios já se mobilizaram e mandaram ofícios aos estados para tentar reverter ou suspender essas medidas.
Além do impacto do ICMS, em abril também está previsto reajuste de 10 mil medicamentos que são regulamentados uma vez por ano. Quem define os valores é o CMED (Comitê Técnico-Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), que é o órgão interministerial responsável pela regulação do mercado de medicamentos, e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exerce o papel de secretária-executiva.
Outros estados
Nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins, o aumento das alíquotas estão previstos para vigorar entre março e abril.
O presidente executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos), Nelson Mussolini, afirmou que já enviou ofício aos 12 estados. “O Sindusfarma vem fazendo gestões junto aos estados, para tentar reverter este aumento do ICMS, um absurdo tributário, repito, que, por força de lei, é repassado automaticamente para o consumido”, afirma Mussolini.
R7

No Três anos depois da eclosão do surto da covid-19, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anuncia que a crise continua sendo uma emergência global e que não está no momento de declarar o fim da pandemia.
Eliminar o vírus passou a ser “altamente improvável”, diz a entidade, embora a crise esteja em um momento de “transição”.
Na última sexta-feira (27), alguns dos principais especialistas do mundo se reuniram para avaliar se a crise poderia ser declarada como encerrada. Em três anos, o FMI estima que a emergência gerou perdas de US$ 13 trilhões.
Nesta segunda-feira, depois de avaliar a resposta dos especialistas, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyeus, indicou que “concorda com o conselho oferecido pelo Comitê de Emergência a respeito da pandemia em curso e determina que o evento continua a constituir uma emergência de saúde pública de preocupação internacional”.
Para os especialistas, a covid-19 está “provavelmente em um ponto de transição”. Mas essa situação exigirá que governos “naveguem cuidadosamente para mitigar as potenciais consequências negativas”.
Em seu discurso diante do comitê, Tedros indicou que a semana marca o terceiro aniversário da determinação da covid-19 como uma emergência.
Enquanto o mundo está em melhor posição do que estava durante o pico da transmissão da ômicron um ano atrás, mais de 170 mil mortes relacionadas à covid-19 foram relatadas globalmente nas últimas oito semanas.”
Tedros Ghebreyeus, diretor-geral da OMS
Além disso, a vigilância e o sequenciamento genético diminuíram globalmente, tornando mais difícil rastrear variantes conhecidas e detectar novas variantes.
“Os sistemas de saúde estão atualmente lutando contra a covid-19 e cuidando de pacientes com influenza e vírus respiratório, escassez de mão de obra de saúde e trabalhadores da saúde fatigados”, insistiu.
A resposta ao vírus continua sendo, na sua opinião, minada em muitos países que são “incapazes de fornecer ferramentas para as populações mais necessitadas, pessoas idosas e trabalhadores da saúde”.
Na avaliação da OMS, a pandemia continua sendo caracterizada como uma emergência de “risco global elevado”, sobrecarregando alguns sistemas de saúde já em dificuldade.
“A secretaria da OMS expressou preocupação com a contínua evolução do vírus no contexto da circulação descontrolada do SRA-CoV-2 e a diminuição substancial dos relatórios dos Estados-Membros sobre dados relacionados à morbidade, mortalidade, hospitalização e sequenciamento da covid-19”, diz.
Diante da situação, a OMS pede aos países para:
A lista de recomendações ainda inclui:
1. Manter a dinâmica para que a vacinação da covid-19 alcance 100% de cobertura de grupos de alta prioridade.
2. Os governos devem planejar a integração da vacinação da covid-19 em parte dos programas de imunização do ciclo de vida.
3. Coletar de forma regular dados e os relatórios sobre a cobertura vacinal.
4. Melhorar a comunicação dos dados de vigilância do SARS-CoV-2 à OMS.
5. Recomenda-se aos governo vigilância de doenças infecciosas respiratórias
6, Os governos devem melhorar o acesso às vacinas, diagnósticos e terapêuticas da covid-19
7. Os governos devem considerar como fortalecer a prontidão do país para responder a surtos, incluindo atenção à capacidade da força de trabalho de saúde, prevenção e controle de infecções e financiamento para a preparação e resposta a patógenos respiratórios e não respiratórios.
8. Combater a desinformação e implementar efetivamente medidas sociais.
9. Continuar a ajustar quaisquer medidas remanescentes relacionadas a viagens internacionais, com base na avaliação de risco, e não exigir prova de vacinação contra a covid-19 como um pré-requisito para viagens internacionais.
10. Continuar a apoiar a pesquisa para melhorar as vacinas que reduzem a transmissão
O comitê foi informado de que, globalmente, 13,1 bilhões de doses de vacinas covid-19 foram administradas, com 89% dos trabalhadores da saúde e 81% dos adultos mais velhos (mais de 60 anos) tendo completado a série primária.
Na avaliação dos especialistas, outra preocupação vem da constatação de que com o número de mortes continua elevado em comparação com outras doenças infecciosas respiratórias. A isso se soma a “insuficiente adoção de vacinas em países de baixa e média renda, bem como nos grupos de maior risco em todo o mundo”.
Há um reconhecimento entre os especialistas de que, depois de três anos, há uma “fadiga pandêmica” e a redução da percepção pública de risco levaram a uma redução drástica do uso de medidas sociais e de saúde pública, tais como máscaras e distanciamento social.
“A hesitação na vacinação e a contínua disseminação de desinformação continuam a ser obstáculos extras para a implementação de intervenções cruciais de saúde pública”, alerta a OMS.
Ponto de transição
Na avaliação da agência, a covid-19 “continua sendo uma doença infecciosa perigosa com a capacidade de causar danos substanciais à saúde e aos sistemas de saúde”. Mas a percepção é de que ela pode “estar se aproximando de um ponto de inflexão”.
“Atingir níveis mais altos de imunidade da população globalmente, seja através de infecção e/ou vacinação, pode limitar o impacto do SRA-CoV-2 na morbidade e mortalidade, mas há poucas dúvidas de que este vírus permanecerá um patógeno permanentemente estabelecido em humanos e animais por um futuro previsível”, disse.
Para a OMS, uma ação de saúde pública a longo prazo é “criticamente necessária”.
“Embora a eliminação deste vírus de reservatórios humanos e animais seja altamente improvável, a mitigação de seu impacto devastador sobre a morbidade e mortalidade é alcançável e deve continuar a ser uma meta prioritária”, insistiu.
Informações UOL

Foto: Reprodução/Twitter.
Deputado na Assembleia Nacional da Venezuela, Romel Guzamana afirmou em postagem em uma rede social que indígenas da etnia yanomami com sinais de desnutrição no Brasil são refugiados da fome no país vizinho que cruzaram a fronteira.
A versão, pendente de confirmação, vem sendo difundida por opositores do regime do ditador Nicolás Maduro.
“Denuncio a grave desnutrição de nossos irmãos indígenas yanomamis do estado Bolivar. Cruzaram ao Brasil em busca de comida, outra violação aos direitos humanos indígenas por culpa do regime de Maduro”, escreveu ele, que é do partido Vontade Popular, o mesmo do líder oposicionista Juan Guaidó. Na postagem, ele incluiu a foto de uma idosa yanomami que morreu por desnutrição no último domingo (22).
Indígena da etnia baniva, Guzamana é um dos representantes da região amazônica na Assembleia e também integra o Parlamento Amazônico.
Ao Painel, ele disse que os yanomamis venezuelanos têm relações de parentesco com indígenas brasileiros.
“Os índios não têm fronteiras. Na Venezuela não têm sustento, alimentos, remédios. Muitos vieram ao Brasil em busca da sobrevivência”, diz ele, que afirma ter obtido relatos de indígenas na região amazônica para difundir esta versão.
Créditos: Folha de S. Paulo.

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles.
O Palácio do Planalto nomeou um antigo funcionário do Instituto Lula citado na Operação Lava Jato como diretor de Gestão Interna do gabinete pessoal do presidente Lula.
Paulo Cangussu André foi nomeado para o cargo na terça-feira (24/1), em portaria assinada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. No posto, o servidor receberá salário bruto mensal de R$ 13,6 mil.
Paulo André foi alvo de busca e apreensão durante a 24ª fase da Lava Jato, em 2016, mesma etapa em que Lula foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
A busca e apreensão foi realizada pela Polícia Federal nos endereços em que Paulo André trabalhava para o Instituto Lula. Ele era investigado por ter trocado e-mails com Dante Fernandes, um diretor da OAS, em janeiro de 2014.
No e-mail, o funcionário tratava do pagamento de uma palestra de Lula antes mesmo da formalização do contrato da empreiteira com a empresa responsável por gerir os eventos do petista.
A suspeita da Lava Jato era de que as palestras pagas ao então ex-presidente a partir de 2011 via essa empresa e os valores doados ao Instituto Lula pudessem ter ocultado propina desviada da Petrobras.
Embora tenha sido citado e alvo de busca e apreensão pela Lava Jato, Paulo André não chegou a ser condenado pela Justiça no âmbito da operação.
Créditos: Metrópoles.
Ferramenta de inteligência artificial pode facilitar plágios e cópias sem reflexão. Por outro lado, é capaz de poupar tempo, resumir assuntos estudados e revisar o que foi aprendido em aula.
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Uso do ChatGPT na educação tem vantagens e desvantagens; saiba quais — Foto: g1
O ChatGPT, novo sistema de inteligência artificial, está sendo tratado como “vilão” por escolas no exterior: nos Estados Unidos e na Europa, colégios bloquearam o acesso ao robô, temendo que os alunos trapaceiem nas provas e passem a apenas copiar e colar os textos escritos automaticamente pela ferramenta.
Mas, afinal, vale a pena comprar essa briga nas salas de aula? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, lutar contra o robozinho é perda de tempo.
“Não vai adiantar proibir, é o cenário para o futuro. Primeiro, precisamos conhecer o ChatGPT e entender que ele não é um oráculo: tem limitações e pontos positivos. A partir disso, vamos adaptar a forma de ensinar e de avaliar [as turmas]”, explica Diogo Cortiz, professor de tecnologia da PUC-SP.
Para quem ainda não sabe como funciona o ChatGPT, aqui vai uma explicação simplificada: a partir de um vasto material disponível na internet, o site (por enquanto, gratuito) responde a qualquer pergunta que o usuário digitar (desde “o que é Revolução Gloriosa?” até “Deus existe?”). Mas, atenção: o próprio sistema admite que tem limitações e que pode fornecer dados imprecisos, incompletos e desatualizados.
Abaixo, conheça as vantagens e desvantagens de usar essa ferramenta na educação:
Se, ao fazer um trabalho da faculdade, o estudante copiar e colar um trecho da Wikipedia, softwares antiplágio identificarão exatamente o parágrafo transcrito.
Mas esse “flagra” não acontece com o ChatGPT, porque o robozinho é mais esperto. Ele usa uma infinidade de textos disponíveis na internet para redigir uma resposta “com as próprias palavras”, sem, em geral, citar as fontes. Ou seja: o risco de trabalhos acadêmicos serem plagiados aumenta.
Na FGV Direito Rio, por exemplo, o professor Luca Ili deixará de testar os conhecimentos dos alunos por meio de redações.
“O ChatGPT faria o texto em 5 minutos. Vou passar a pedir que [as turmas] respondam as perguntas oralmente ou façam apresentações em sala de aula”, conta.
Não é só uma questão de nota. Se a maioria dos alunos só tirar notas boas “artificialmente”, por meio do robô, os professores não conseguirão detectar as dificuldades que precisam ser sanadas ao longo do semestre.
💡 Possível solução: repensar a forma de avaliar os estudantes (trocar as provas no computador por formulação de projetos ou apresentações orais).
Se o estudante fizer ao ChatGPT qualquer questão que envolva opiniões, receberá uma resposta rasa. Sim, o robô é bem “ensaboado”.
“A tecnologia ainda não conseguiu replicar a inteligência humana. Em conteúdos que vão além do factual e que exijam a própria versão de algo, [a ferramenta] vai até responder, mas de forma básica e pouco convincente”, explica o professor Ili.
⬇ Veja abaixo um exemplo do que ele escreveria sobre aborto. Se o aluno apenas copiar a resposta, perderá a oportunidade de desenvolver o pensamento crítico.
Exemplo de dúvida sobre aborto no ChatGPT — Foto: Reprodução
💡 Possível solução: estimular os alunos a usarem o ChatGPT apenas como um ponto de partida para a discussão, em vez de limitarem-se às respostas rasas dele.
Martin Oyanguren, vice-presidente do Educacional (ecossistema de tecnologia e inovação), afirma que o ChatGPT “pode fornecer respostas incompletas ou incorretas, especialmente se as perguntas forem mal formuladas ou se as informações na base de conhecimento estiverem desatualizadas”.
O próprio robô tem “consciência” de suas limitações: no painel principal, há um aviso de que os dados podem estar errados ou ultrapassados (especialmente se o assunto for recente, de 2021 até agora).
“Será importantíssimo por parte do professor e do aluno garantir a curadoria do conteúdo”, diz Oyanguren.
Olhe só um exemplo de resposta incompleta: o ChatGPT não menciona o nome de Santos Dumont na discussão (polêmica) de quem inventou o avião. Ele é categórico ao afirmar que foram os irmãos Wright. ⬇
Resposta do ChatGPT sobre a invenção do avião não menciona Santos Dumont — Foto: Reprodução
💡 Possível solução: Propor debates em grupo e “correções” a partir de respostas dadas pelo ChatGPT.
Se o aluno parar de se esforçar para solucionar problemas e deixar de pesquisar novas fontes de informação, não exercitará sua criatividade.
Carlos Neves, professor do curso de sistemas de informações da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), conta que fez uma brincadeira: pediu para o ChatGPT criar um roteiro de propaganda de cerveja.
“O sistema criou algo genérico, que tiraria um 3 ou 4 na nota. Mas dá para o aluno usar aquilo como ponto de partida, se não souber por onde começar”, diz.
💡 Possível solução: Professores explicarem que a ferramenta é útil para dar ideias iniciais, mas não para criar um material inédito.
O ChatGPT pode ser interessante para que o aluno e os professores interajam de forma diferente com o conteúdo ensinado.
“Serve como um suporte. Por exemplo: para testar os próprios conhecimentos, você consegue pedir para a ferramenta gerar perguntas sobre um assunto. É um treino personalizado muito bacana”, diz Neves, da ESPM.
Exemplo de perguntas geradas pelo ChatGPT — Foto: Reprodução
Oyanguren dá outro exemplo: o sistema é útil para “gerar tutoriais interativos que permitem aos alunos aprenderem de forma mais independente”.
Henrique Braga, coordenador do ensino médio do Sistema Anglo, explica que o ChatGPT pode ser uma oportunidade para os estudantes exercitarem a capacidade de raciocínio analítico.
“Se o aluno estiver diante de uma questão proposta pelo professor ou extraída de um vestibular/concurso público, pode ser interessante elaborar [primeiramente] sua própria resposta e, depois, comparar com a oferecida pelo robô”, diz.
“Qual ficou mais adequada? É possível melhorar? Esse tipo de reflexão na construção de conhecimento estimula o desenvolvimento de habilidades complexas, como análise e avaliação.”
O ChatGPT pode ajudar alunos e professores a pouparem o tempo que gastariam com tarefas repetitivas e mecânicas, para que se dediquem a trabalhos mais criativos, explica Luca Ili, da FGV.
O mecanismo de conversação do robozinho também é um bom apoio para treinar idiomas estrangeiros:
ChatGPT escreve em idiomas estrangeiros — Foto: Reprodução
O aluno pode usar o ChatGPT de forma desonesta ou pouco crítica? Sim, há esses riscos. Mas não será a primeira vez que uma nova tecnologia terá um “lado ruim”.
“A existência de um robô que traz prontas todas as respostas gera ótimas oportunidades para exercitar uma relação ética com as tecnologias digitais na escola”, afirma Henrique Braga.
A competência 5 da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — documento com o que deve ser ensinado nas escolas — diz que, ao terminar a educação básica, o estudante precisa saber “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais”.
Informações G1
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Fachada do Congresso Nacional — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A Câmara dos Deputados e o Senado retomam oficialmente os trabalhos a partir da próxima quarta-feira (1º) com 27 medidas provisórias (MPs) editadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pendentes de votação.
Medidas provisórias têm força de lei assim que publicadas no “Diário Oficial da União”, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar leis em definitivo. Se não forem votadas no prazo, perdem validade automaticamente.
Entre as MPs que devem ser analisadas pelo Congresso, estão:

Congresso retoma trabalhos com 27 MPs aguardando votação
Desde que uma emenda constitucional mudou as regras de tramitação de MPs, em 2001, foram editadas 1.160 medidas provisórias.
Em 2008, quando exercia o segundo mandato de presidente da República, Lula disse ser “humanamente impossível” governar sem MP.
Na época, Lula argumentou que, embora as discussões políticas no Congresso Nacional sejam necessárias, “o tempo e a agilidade que as coisas costumam acontecer muitas vezes é mais rápido do que o tempo das discussões”.
Desde que assumiu o terceiro mandato como presidente, em 1º de janeiro deste ano, Lula já editou sete medidas provisórias – as outras 20 pendentes foram editadas por Bolsonaro.
Veja algumas das medidas provisórias pendentes de análise do Congresso
| Número da MP | Conteúdo | Presidente que editou |
| MP 1.155 | Garante os R$ 600 do Bolsa Família | Lula |
| MP 1.156 | Extingue a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) | Lula |
| MP 1.157 | Reduz Pis-Cofins sobre diesel, biodiesel, gás liquefeito, álcool, querosene de aviação, gás natural veicular e gasolina | Lula |
| MP 1.158 | Devolve o Coaf ao Ministério da Fazenda | Lula |
| MP 1.142 | Autoriza o Ministério da Saúde a prorrogar 3.478 contratos de trabalho temporário em hospitais federais no Rio de Janeiro | Bolsonaro |
| MP 1.143 | Define em R$ 1.302 o valor do salário mínimo em 2023 | Bolsonaro |
| MP 1.144 | Abre crédito extra de R$ 7,5 bilhões para benefícios previdenciários e compensações previdenciárias | Bolsonaro |
| MP 1.147 | Zera a incidência de PIS-Cofins sobre receitas de empresas que fazem transporte aéreo regular de passageiros | Bolsonaro |
No jargão político, uma MP “caduca” quando perde validade por não ter sido votada pelo Congresso.
A expectativa é que, das 27 MPs pendentes de análise, duas devem “caducar”: a MP 1.136 (altera as regras do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a MP 1.141 (contratação de pessoal para o Censo Demográfico).
Durante a posse do novo presidente do CNPq, a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, disse ter negociado com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para que a MP não seja votada.
Assim, a MP, que deveria ser votada até o próximo domingo (5), pode não deve ser discutida e acabar caducando.
Já a medida provisória sobre a contratação de pessoal para o Censo Demográfico não deve ser votada porque o levantamento do IBGE estará próximo do fim quando a MP estiver prestes a perder validade.
Na última quarta-feira (25), o IBGE informou que os resultados devem ser divulgados em abril, e a MP tem prazo justamente até 30 de abril.
Informações G1