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Cem adultos que se identificam como transgêneros também são acompanhados pelo Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas. Pessoas trans podem passar por intervenções médicas como bloqueio da puberdade, hormonização e cirurgia de redesignação sexual.

Jovens trans falam sobre transição de gênero — Foto: Reprodução/Divulgação/Juan Silva/g1 Design

Jovens trans falam sobre transição de gênero — Foto: Reprodução/Divulgação/Juan Silva/g1 Design 

Atualmente, 380 pessoas de todo o Brasil identificadas como trans fazem transição de gênero gratuitamente no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Desse total, são 100 crianças de 4 a 12 anos de idade, 180 são adolescentes de 13 a 17 anos e 100 são adultos a partir dos 18 anos. 

Para lembrar o Dia da Visibilidade Trans, que ocorre neste domingo (29), o g1 conversou com transgêneros que estão em busca ou conseguiram passar por processos como o bloqueio da puberdade, a hormonização cruzada e a cirurgia de redesignação sexual. Médicos especializados no assunto também foram ouvidos. 

Jovens trans contam como estão sendo suas transições — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Juan Silva/g1 Design 

Gustavo Queiroga, 8 anos

'Percebi que o Gustavo era uma criança trans quando ele tinha 2 anos', diz mãe

‘Percebi que o Gustavo era uma criança trans quando ele tinha 2 anos’, diz mãe 

“Eu me sentia muito inseguro. Eu sentia que não tinha pessoas confiáveis, mas eu tinha minha mãe, minha família”, disse ao g1 Gustavo Queiroga, de 8 anos.

Ele faz acompanhamento no Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual (Amtigos) do HC da USP. “Um dia, eu ia conseguir o que eu queria. E eu consegui.” 

O menino trans, que biologicamente nasceu com características físicas femininas, mora com a mãe e a família na capital paulista. 

“Eu percebi que o Gustavo era uma criança trans quando ele tinha 2 anos de idade. Ele sempre rejeitava tudo que era feminino”, falou Jaciana Batista Leandro de Lima, chefe de cozinha e assistente de cabeleireiro de 35 anos. 

A procura pelo atendimento na rede pública de saúde é tão grande que o Amtigos foi obrigado a suspender as triagens em novembro de 2022, por não conseguir atender a demanda. 

Existe a possibilidade de que elas voltem a ser realizadas a partir de fevereiro deste ano. Enquanto isso, 160 famílias que têm crianças e adolescentes que se identificam como transgêneros estão na fila de espera da triagem, que é feita por uma equipe multidisciplinar de especialistas. 

Além dos filhos, a família também é acompanhada durante o processo de transição. 

O Amtigos foi criado em 2010 para atender gratuitamente adultos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

O Ministério da Saúde também disponibiliza gratuitamente para pessoas trans o Processo Transexualizador em 12 locais habilitados pela pasta do governo federal. Veja abaixo onde ficam

O Amtigos deixou de atender adultos em 2015, quando notou que eles tinham outros equipamentos públicos e até particulares de saúde para recorrer. E também por notar uma busca maior de responsáveis por crianças e adolescentes trans pelo serviço em São Paulo. 

Os maiores de idade que ainda são atendidos no Amtigos são remanescentes das primeiras turmas ou eram menores quando entraram no programa de transição. 

131 pessoas trans foram mortas no Brasil em 2022

131 pessoas trans foram mortas no Brasil em 2022 

Pela lei brasileira, a operação para adequação sexual só pode ser realizada em adultos acima dos 18 anos. Esta é a última etapa do processo de transição ou acompanhamento. 

Em homens trans, além da retirada dos seios e útero, a genitália feminina pode ser modificada para se aproximar a um órgão sexual masculino. Nas mulheres trans, existe a possibilidade de se retirar o pênis e transformá-lo numa espécie de vagina. 

Antes da cirurgia, no entanto, há a hormonização, que consiste na utilização de hormônio do sexo oposto no paciente. Injeções são aplicadas regularmente em adolescentes a partir dos 16 anos, seguindo recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM)

Por exemplo, pessoas que nasceram com o sexo biológico masculino, mas depois se identificam como garotas trans, recebem o estrogênio. Este hormônio feminino irá causar mudanças corporais desejadas, entre elas o aumento das mamas. 

Em uma situação inversa: quem nasceu com a genitália feminina, mas se vê como um garoto trans, receberá a testosterona. O hormônio masculino levará ao aparecimento de barba, por exemplo. 

As crianças e os adolescentes atendidos na USP podem receber um bloqueador hormonal para não entrarem na puberdade e desenvolverem características físicas com as quais não se identificam. Nos garotos trans, o bloqueio impedirá a menstruação e o crescimento das mamas. Nas meninas trans, os pelos do rosto deixarão de crescer, e a voz não engrossará. 

A aplicação do bloqueio varia entre cada paciente, mas pode acontecer entre 9 a 13 anos em crianças com características biológicas femininas e de 10 a 14 anos naquelas que têm o fenótipo masculino. 

“Atualmente temos disponível no Brasil uma injeção para fazer o bloqueio hormonal assim que a criança for entrar na puberdade”, disse ao g1 a endocrinologista pediátrica Leandra Steinmetz, do Instituto da Criança e do Adolescente do HC da USP.

Instituto de Psiquiatria da USP onde 380 pessoas trans são acompanhadas no processo de transição de gênero — Foto: Divulgação/HCFMUSP 

Stefan Vicenzo da Cruz, 25 anos

'Eu não me encaixava na caixinha que era posta sobre mim', diz Stefan Vicenzo, homem trans

‘Eu não me encaixava na caixinha que era posta sobre mim’, diz Stefan Vicenzo, homem trans 

O promotor de vendas Stefan Vicenzo Barreto Soares da Cruz tem 25 anos e é um homem trans. Ele contou ao g1 que fez toda a sua transição no Hospital das Clínicas da USP, mas pela rede particular de saúde. 

“Eu tive que fazer pelo particular porque na rede pública demorava muito, tinha muita burocracia”, falou Stefan, que passou pela cirurgia de mastectomia, para retirada das mamas. Ele ainda tem vontade de retirar o útero. Mas não decidiu se fará a redesignação sexual. 

Segundo especialistas, não é preciso se submeter ao processo de transição para ser considerada uma pessoa transgênera. Isso vale tanto para homens quanto mulheres trans. 

Sofia Albuquerck e Mayla Phoebe, 21 anos

Sofia Albuquerck, mulher trans, conta como foi o seu processo de redesignação sexual

Sofia Albuquerck, mulher trans, conta como foi o seu processo de redesignação sexual 

As irmãs gêmeas Sofia Albuquerck e Mayla Phoebepagaram para ter o corpo adequado ao gênero com o qual se identificam: o feminino. Elas tinham nascido biologicamente com o sexo masculino. 

Dois anos antes, quando tinham 19 anos, elas saíram de Minas Gerais para serem operadas numa clínica particular em Blumenau, Santa Catarina. As duas passaram por cirurgia de redesignação sexual. Antes, já haviam colocado implantes de silicone nos seios. 

“A partir dos meus 8 anos para cima, até os 14, eu começava a não entender mais o meu órgão genital. Isso deu uma disforia tão grande, tão grande, nessa época, que eu não entendia ao certo. Então até [fui] pesquisar e entender mais e começar minha transição”, disse Sofia ao g1

Atualmente ela namora um rapaz e estuda engenharia civil em Franca, interior paulista. 

"Quando era adolescente, eu já tinha repúdio com meu órgão genital", diz mulher trans

“Quando era adolescente, eu já tinha repúdio com meu órgão genital”, diz mulher trans 

“Quando eu era adolescente eu já tinha repúdio, eu tinha disforia tão grande com meu órgão genital, porque eu tinha dificuldade para tomar banho, porque eu sentia pavor em ver”, falou Mayla, que mora na Argentina, onde estuda medicina. 

“A gente [ela e a irmã] sempre esteve junta. O maior presente que Deus deu em ‘mi vida’ foi alma de ser gêmea.”

A respeito da cirurgia de readequação, o médico José Carlos Martins Júnior, da Transgender Center Brazil e que operou as gêmeas, explicou que nem sempre ela é necessária. 

“A mulher trans, ela não tem indicação de cirurgia. Ela é uma mulher trans pelo simples fato de se entender como tal. Quando a cirurgia entra? Quando há o diagnóstico da chamada ‘disforia de gênero’. A disforia de gênero não é uma doença, mas ela é um mal-estar.” 

Cirurgião explica quando há indicação para cirurgia em mulheres trans

Cirurgião explica quando há indicação para cirurgia em mulheres trans 

“O termo transgênero é um termo guarda-chuva e se refere a qualquer variedade de gênero, sejam transexuais, travestis, gênero não binário, agênero, gênero fluído”, disse ao g1 o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Amtigos. 

Segundo o especialista, no caso dos transgêneros, existe uma hipótese científica de que essa identidade de gênero se manifeste no cérebro na formação do bebê, ainda na fase intrauterina, depois do desenvolvimento dos órgãos sexuais. 

Em outras palavras, de acordo com Saadeh, isso quer dizer que alguém que nasce com a genitália feminina não necessariamente terá um cérebro feminino. E vice-versa. 

“Aliás, é importante falar que a questão trans, a transexualidade ou qualquer variabilidade de gênero não é considerada uma doença”, disse o psiquiatra.

Dia da Visibilidade Trans: Alexandre Saadeh fala sobre o AMTIGOS

Dia da Visibilidade Trans: Alexandre Saadeh fala sobre o AMTIGOS 

Em 2018, a Organização Mundial de Saúde (OMS)retirou a transexualidade da lista de transtornos mentais da Classificação Internacional de Doenças (CID) e passou a ser considerada uma “condição”. Apesar disso ela continua no CID, mas numa categoria chamada de “saúde sexual”. 

Oficialmente, a transexualidade é citada com o termo “incongruência de gênero” na CID-11, e descrita como “uma incongruência marcada e persistente entre o gênero que um indivíduo experimenta e o sexo ao qual ele foi designado”. 

Essa inadequação vivenciada por transgêneros pode provocar o que especialistas chamam de “disforia de gênero“, que é quando uma pessoa não se sente confortável com as características masculinas ou femininas de seu corpo. 

“É importante o diagnóstico no sentido de viabilizar e legalizar uma intervenção médica que se faça necessária. Desde hormonização até cirurgia”, falou Saadeh. 

Callebe Ferreira Marques, 14 anos

Garoto trans fala sobre apoio da mãe e mudança após se assumir: ‘sou muito orgulhoso’

Garoto trans fala sobre apoio da mãe e mudança após se assumir: ‘sou muito orgulhoso’ 

Callebe Ferreira Marques, de 14 anos, não fez nenhum bloqueio hormonal, mas espera começar a tomar hormônios masculinos a partir dos 16 anos. O estudante também pretende fazer a cirurgia para a retirada dos seios depois dos 18 anos. 

“Parece que eu saí de uma prisão, um casulo”, disse o menino, que mora com a mãe na Zona Sul de São Paulo, ao falar sobre o que mudou desde que assumiu sua transexualidade.


Informações G1


Bolsonaro quebra o silêncio sobre os indígenas Yanomami e traz à tona relatório de CPI de 2005

Foto: Isac Nobrega/PR.

Nos últimos dias, a esquerda vem atacando o ex-presidente Jair Bolsonaro com acusações graves e pesadas sobre os indígenas Yanomami. Alguns ataques citam até um suposto “genocídio” com responsabilidade de Bolsonaro.

Até o momento o ex-presidente se manteve em silêncio. Porém, agora há pouco, em suas redes sociais, Bolsonaro decidiu que era a hora de finalmente se manifestar. Bolsonaro escreveu: “A verdade Yanomami: nunca um Governo dispensou tanta atenção e meios aos indígenas como Jair Bolsonaro.”

Junto com a frase, ele anexou uma imagem forte de um relatório de uma CPI destinada a investigar as
causas, as consequências e os responsáveis pela morte de crianças indígenas por subnutrição que ocorreu entre 2005 e 2007. 

Para sacramentar a resposta, Bolsonaro expôs todo o relatório da CPI, como mais 200 páginas.
Para acessar, é só clicar no link abaixo:

https://www.flaviobolsonaro.net/relatorioindigenas

Créditos: A Trombeta.


Lula põe sigilo de 5 anos na lista de convidados da festa da posse
Foto: Ricardo Stuckert.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou a lista de convidados para o coquetel no Palácio do Itamaraty, em 1º de janeiro, em sigilo por 5 anos. Cerca de 3.500 pessoas foram convidadas para a festa na noite da posse presidencial.

O argumento do Ministério de Relações Exteriores é que as informações têm “caráter reservado”. A justificativa foi dada em resposta a um pedido de acesso à informação da revista Veja.

Na resposta, a pasta cita artigo da LAI (Lei de Acesso à Informação) que determina a classificação de informações que possam “prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais” do país.

O ministério também menciona trecho do decreto nº 7.724 de 2012, que regulamentou a lei, segundo o qual informações pessoais “relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem” devem ter acesso restrito.

Os gastos da festa, por outro lado, são dados públicos. Em resposta a um pedido de acesso à informação do jornal O Globo, a Secretaria-Geral da Presidência informou que a posse custou R$ 627,9 mil. O montante não distingue o coquetel de toda a cerimônia, mas exclui os gastos com o “Festival do Futuro”.

Poder360 questionou a Secom (Secretaria de Comunicação Social) sobre o sigilo de 5 anos à lista de convidados, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

Eis a íntegra da resposta do Itamaraty à Veja:

“Em diversos países do mundo, as cerimônias de Posse Presidencial são, tradicionalmente, ocasiões em que as nações amigas prestam homenagem ao país anfitrião, mediante envio de representantes oficiais. Às autoridades estrangeiras, juntam-se as mais altas autoridades nacionais e personalidades da vida pública local, para participar dos atos oficiais e das festividades correlatas.

“No Brasil, a Posse Presidencial é regulamentada pelo decreto nº 70.274, de 9 de março de 1972. Trata-se do maior evento regular de natureza protocolar e diplomática no país. O mencionado decreto prevê, inclusive, que ‘o Presidente da República recepcionará, no Palácio do Itamaraty, as Missões Especiais estrangeiras e altas autoridades da República.’

“Conforme amplamente veiculado, no evento deste ano verificou-se a visita do maior número de delegações estrangeiras desde os Jogos Olímpicos de 2016. Foram ao todo 73 comitivas estrangeiras, além de quase 80 representantes do Corpo Diplomático em Brasília.

“Os gastos com a recepção oferecida pelo Senhor Presidente da República em 1º de janeiro de 2023, no Palácio Itamaraty, para a qual cerca de 3.500 pessoas foram convidadas, podem ser encontrados nas seguintes páginas: https://portaldatransparencia.gov.br/contratos/ ; http://comprasnet.gov.br/ ; e https://www.gov.br/compras/pt-br/agente-publico

“A lista de convidados para o evento em apreço tem caráter reservado, sob amparo da lei 12.527 (inciso II, art. 23 e parágrafo 2º, art. 24) e do decreto 7.724 (art. 55), que regulamenta a aludida lei. Ademais, nos termos do art. 13 do mesmo decreto 7.724, não serão atendidos pedidos de informação que sejam desarrazoados, isto é, que se caracterizem pela desconformidade com os interesses públicos do Estado em prol da sociedade.”

Créditos: Poder 360.


Especialistas afirmam que moeda comum seria risco para o Brasil e só traria benefícios para a Argentina
Foto: @alferdez/Twitter.

O anúncio da possível criação de uma moeda comum entre Argentina e Brasil despertou uma série de questões em relação a como o projeto funcionaria e se ele substituiria o real e o peso. Questionados sobre o assunto, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o líder argentino, Alberto Fernández, que se encontraram nesta semana para participar da 7ª cúpula da Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac), realizada na Argentina, declararam que não têm muitas informações sobre o assunto. 

“Não sabemos como funcionaria a moeda comum entre a Argentina e o Brasil, mas sabemos o que acontece com as economias nacionais tendo a necessidade de funcionar com moedas estrangeiras, e sabemos como isso é nocivo”, disse Fernández. 

Lula, por sua vez, chegou a dizer que se soubesse sobre o projeto, seria ministro da Fazenda e não presidente, porém, também ressaltou a necessidade de acabar com a dependência do dólar. 

A moeda comum gerou controvérsias sobre a necessidade de sua criação, inclusive dentro da própria equipe econômica do governo brasileiro, que não chegou a um consenso sobre a viabilidade da medida. Em entrevista ao site Poder 360, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a intensão da moeda é “driblar a dificuldade” dos argentinos com importações de produtos brasileiros, mas ressaltou que ela não irá substituir nem o peso nem o real. 

Em entrevista ao Portal Jovem Pan, a internacionalista pós-graduada em direito internacional Bárbara Paz enfatizou um ponto importante que tem sido confundido: a diferença entre moeda comum e moeda única. “Moeda única é a oficial no território dos países, caso isso acontecesse, acabariam as moedas de cada país, assim como acontece com o euro. A comum é uma unidade monetária para fazer negócios e negociações e não é utilizada nos territórios”, explica. “No caso de Brasil e Argentina seria moeda comum, mas ainda existiria o real e o peso”, acrescenta. 

Alberto Pfeifer, coordenador geral do DIS, grupo de análise de estratégia internacional da USP, falou sobre a complexidade do assunto. “A ideia de uma moeda única é ter uma moeda comum para todo tipo de transação, é como o euro na Europa. O que se fala para fazer aqui no Mercosul é algo inconcebível no presente momento, porque para ter uma moeda única comum entre vários estados soberanos, a gente tem que abrir mão da soberania”, explica o especialista, ressaltando que uma moeda é um atributo da soberania. 

“Nunca houve sucesso por falta de garantia dos bancos centrais, que preferem trabalhar com o dólar como moeda de referência”. 
Bárbara fala que o que muda dos dias de hoje para 15 anos atrás é que hoje a ideia está sendo trabalhada com mais ‘pé no chão’.  “Em 2008 já se falava em moeda única, mas era mais utópica, agora está com ideia de moeda comum, específica para transações comerciais”. 
Para o especialista em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) Amâncio Jorge de Oliveira, não tem muita diferença. “Esse projeto vem sendo falado desde Fernando Henrique Cardoso, mas com mais dificuldade hoje, porque a disparidade macroeconômica é maior agora. Só pegar o processo europeu para entender a dificuldade de convergência”, diz. “Se não for feito com o devido preparo, diria que nessas condições não tem nada de vantajosos e é ilusionário”, conclui.  

Os especialistas não veem com bons olhos a criação de uma moeda comum, pelo menos não agora. “Não traria benefícios para o Brasil, mas sim para Argentina. Para nós, seria mais um risco. Caso seja adotada essa moeda, o real seria o lacro da moeda e teríamos que absorver riscos atrelados a ela”, diz Bárbara, que considera esse projeto desnecessário porque já existe o dólar, além de não ser possível pensar em um projeto igual ao da União Europeia porque o cenário brasileiro é diferente, marcado por uma instabilidade política grande com muitos impeachments, golpes e histórico de ditadura. 

Créditos: Portal Grande Ponto/Com informações da Jovem Pan News.


"O governo não pode deixar as padarias falirem", diz o padeiro francês Éric Kayser, que tem buscado otimizar o consumo de energia - Divulgação
‘O governo não pode deixar as padarias falirem’, diz o padeiro francês Éric Kayser, que tem buscado otimizar o consumo de energia Imagem: Divulgação

O padeiro Eddy Mariel, 50, dono de uma pequena padaria familiar no nono distrito de Paris, passou a chegar ao trabalho mais cedo, às 3h da manhã, para dar tempo de preparar seus pães e croissants no horário em que a tarifa de eletricidade é mais barata. Assim como os cerca de 33 mil padeiros na França, Mariel vem sofrendo o impacto duplo da explosão dos preços dos ingredientes (manteiga, farinha e ovos) e da energia, que aumentou consideravelmente após o início da guerra na Ucrânia.

A baguete francesa se tornou patrimônio imaterial da Unesco, em novembro, mas a alegria com a notícia durou pouco para os padeiros do país. Alguns tiveram de encerrar suas atividades nas últimas semanas. A crise chegou a tal proporção que muitos desses profissionais decidiram ir às ruas na segunda-feira (23) para protestar contra a alta dos preços.

Recentemente, o governo francês anunciou algumas ajudas ao setor — propôs o adiamento do pagamento de impostos e de contribuições sociais das padarias, e uma tarifa máxima acertada com os fornecedores de eletricidade, nesse caso válida apenas para pequenas padarias com até 10 funcionários e com faturamento anual inferior a 2 milhões de euros.

A padaria de Mariel se encaixa nesse perfil e poderá se beneficiar dessa tarifa máxima permitida, de até 280 euros o kWh em 2023. Com a redução, ele conta que irá economizar 800 euros por ano. Mesmo assim, sua conta de energia totalizará 4.200 euros em 2023, o triplo do que costumava pagar anualmente até outubro do ano passado. Entre matéria-prima e energia, seus custos subiram 65%, afirma.

“Todo nosso dinheiro disponível em caixa virou fumaça. Não temos mais nada guardado para uma eventualidade”, diz. Na padaria fundada em 1979 por seu pai, já falecido, trabalham também sua mãe e sua irmã. Mariel começa a trabalhar de madrugada e passa o dia todo no local, ajudando também nas vendas, que não vão tão bem. As dificuldades, diz ele, já começaram na pandemia de covid-19.

A fim de reduzir o impacto de seus custos maiores, Mariel precisou aumentar os preços — em geral, dez centavos de euro. A baguete “tradição”, feita com uma farinha especial, subiu quase 10%, passando para 1,30 euro. Mesmo com as ajudas do governo, ele sente que pesa uma ameaça sobre o seu negócio. “Não estamos serenos.”

Padeiro Brahim Ayeb, em Paris - Daniela Fernandes/UOL - Daniela Fernandes/UOL
‘Os preços da manteiga e do leite dobraram. Os dos ovos triplicaram. Nossa profissão está ameaçada’, diz AyebImagem: Daniela Fernandes/UOL

Sobreviventes

Brahim Ayeb, proprietário de uma pequena padaria que leva seu sobrenome na movimentada rua do Faubourg Saint-Denis, no décimo distrito de Paris, também anda com menos clientes. “As pessoas compram apenas o necessário”, ressalta. Ele também teve de aumentar os preços: o croissant subiu 10 centavos e, os doces, de 20 a 30 centavos. “Não conseguimos fazer de outra forma. Os preços da manteiga e do leite dobraram. Os dos ovos triplicaram. Nossa profissão está ameaçada.”

O contrato de eletricidade negociado por Ayeb no início de 2021 é válido até o final de 2023. “Resta saber qual será a tarifa cobrada quando o contrato for renovado. É uma preocupação”, afirma.

A manifestação de padeiros organizada pelo Coletivo para a Sobrevivência das Padarias e das Profissões Artesanais visa estender a tarifa máxima de eletricidade garantida pelo governo a todas as empresas do setor, independentemente do tamanho.

“Apesar das ajudas do governo para pagar as contas de energia e outros benefícios anunciados, isso não impedirá que nossas faturas dobrem, tripliquem ou até quintupliquem. Algumas empresas já fecharam e não podemos aceitar isso”, declarou à imprensa francesa o padeiro Frédéric Roy, da cidade de Nice, que criou a associação que organiza a passeata.

Padeiro Eddy Mariel, em Paris - Daniela Fernandes/UOL - Daniela Fernandes/UOL
Mariel conta que, com a alta dos preços de matéria-prima e de energia, seus custos subiram 65%Imagem: Daniela Fernandes/UOL

Entretanto, a profissão está dividida. O presidente da Confederação Nacional das Padarias Francesas, Dominique Anract, não participará da manifestação e não acha o protesto necessário. Ele acredita que, por enquanto, o setor tem sido ouvido pelo Estado.

Alguns têm mais meios para enfrentar a alta dos preços. É o caso do renomado padeiro francês Éric Kayser, que possui 300 pontos de venda, incluindo alguns no exterior. Ele utiliza a inteligência artificial para fazer cálculos para otimizar o consumo de energia. “Paramos o forno quando o cozimento termina e acendemos depois. É como um carro que ligamos só quando vamos usar”, diz ao TAB.

“Também temos mais cuidado com a utilização da farinha para evitar desperdícios e calculamos melhor a produção para evitar sobras de pães”, acrescenta. Por enquanto, seus contratos de energia também foram firmados antes da explosão das tarifas. “Veremos o que vai ocorrer quando formos renegociá-los.”

Os preços de seus produtos subiram pouco mais de 10%. A baguete “tradição” passou de 1,15 para 1,30 euro, e o croissant, de 1,20 para 1,35 euro. Ele também espera que o setor receba ajudas. “O governo não pode deixar as padarias falirem.”

Na França, a profissão de padeiro é considerada simbólica. Em muitos vilarejos, uma padaria que fecha representa uma perda considerável para os habitantes. Para muitos, é como um serviço público, como uma agência dos correios ou uma estação de trem, que deixa de existir na localidade. Na atual crise das padarias, se não tiver pão, que dirá brioche.

Informações TAB UOL


Gabriel Menino celebra gol do Palmeiras contra o Flamengo na Supercopa do Brasil - Mateus Bonomi/AGIF
Gabriel Menino celebra gol do Palmeiras contra o Flamengo na Supercopa do Brasil Imagem: Mateus Bonomi/AGIF

O Palmeiras venceu o Flamengo por 4 a 3 na final da Supercopa do Brasil, disputada entre os vencedores do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. O duelo deste domingo, no Mané Garrincha, teve emoção a todo momento, clima quente e polêmicas de arbitragem. Raphael Veiga e Gabriel Menino, duas vezes cada, marcaram para o Verdão. Os gols do Rubro-Negro foram de Gabigol (2) e Pedro.

O Flamengo só esteve na frente quando fez o primeiro gol. O Palmeiras virou e depois desempatou duas vezes. O título rendeu premiação de R$ 10 milhões e, principalmente, momentos de paz para o Verdão que começou a temporada com questionamentos e cobrança da torcida por reforços.

  • Gabigol abriu o placar, de pênalti, após Arrascaeta roubar a bola de Zé Rafael e ser derrubado na área. Os palmeirenses reclamaram de falta do uruguaio.
  • Ainda no primeiro tempo, o Palmeiras virou com Raphael Veiga e um golaço de Gabriel Menino de fora da área.
  • Logo aos cinco minutos do segundo tempo, Gabigol recebeu assistência de Everton Ribeiro e encobriu Weverton para empatar.
  • Aos 12 da etapa final, Raphael Veiga converteu pênalti cometido por Everton Ribeiro após chapéu de Endrick na área.
  • Logo depois, aos 16 minutos, Ayrton Lucas cruzou e Pedro fez um golaço de calcanhar.
  • O Palmeiras teve força para desempatar novamente. Aos 28 minutos do segundo tempo, Gabriel Menino recebeu de Raphael Veiga na área e fez seu segundo gol na final.
  • Gabigol e Raphael Veiga mostraram mais uma vez o protagonismo pelos seus times. Gabriel chegou a 14 gols em 14 finais pelo Flamengo. Veiga fez 11 gols em 17 decisões.
  • A final foi marcada por homenagens para Pelé. As filhas Flavia e Kely estiveram em Brasília para mostrar taças conquistadas pelo Rei.
  • A final em Brasília teve renda de mais de R$ 11 milhões, para um público de 56.095.

Curiosidade: O meio-campista Gabriel Menino, herói improvável da final, ocupa a posição de Danilo, negociado com o Nottingham Forest (ING). A torcida do Palmeiras cobra da presidente Leila reforços para essa e outras posições.

Jogo eletrizante

A final da Supercopa do Brasil foi alucinante. Mesmo em começo de pré-temporada, Flamengo e Palmeiras fizeram um jogo intenso, brigado e com chances claras a todo momento.

O clima começou quente antes mesmo da bola rolar. Na entrevista pré-jogo, o técnico Abel Ferreira chamou o Mané de Garrincha de “segunda casa” do Flamengo e contestou a escolha da CBF para a decisão.

  • Com a bola rolando, o próprio Abel ficou na frente da bola em um lateral que Arrascaeta foi cobrar e levou cartão amarelo. Nos minutos finais, ele foi expulso depois de chutar um microfone.
  • O português foi alvo do banco de reservas do Flamengo e esteve inquieto durante todo o tempo.
  • Gabigol, ao abrir o placar de pênalti, tirou a camisa e mostrou para a torcida do Palmeiras.
  • Quando Raphael Veiga empatou, o meia do Verdão comemorou na frente dos flamenguistas e deu uma voadora na bandeirinha de escanteio.
  • No segundo tempo, Weverton e Gabigol se estranharam e trocaram empurrões. O árbitro Wilton Pereira Sampaio tentou a todo tempo acalmar os ânimos, mas precisou dar cinco cartões para os jogadores.

Normalmente com atuações regulares, David Luiz e Zé Rafael destoaram. Ambos cometeram erros individuais em gols dos rivais e tiveram mais erros que o comum. Zé cometeu o pênalti e ainda vacilou na marcação de Everton Ribeiro no segundo gol do Flamengo. David errou na interceptação do primeiro gol do Palmeiras e teve muita dificuldade com Dudu, Rony e Endrick.

Na metade final do segundo tempo e com 3 a 3 no placar, Abel Ferreira tentou dar mais equilíbrio ao Palmeiras com a entrada de Mayke no lugar de Endrick. Lateral-direito de origem, Mayke entrou na ponta pela direita e Rony virou o centroavante.

Mesmo sem Endrick, o Palmeiras encontrou espaço na defesa do Flamengo e fez o gol do título. Gabriel Menino, volante que entrou na área do rival a todo tempo, fez seu segundo gol na decisão e foi o herói improvável. Mayke, quase na linha do gol, ficou perto do goleiro Santos e estaria impedido. O VAR não recomendou a checagem.

Nos minutos finais, o ritmo caiu e o Palmeiras conseguiu defender a vantagem. O Flamengo insistiu, mas finalmente a defesa levou a melhor em algum momento dessa decisão cheia de gols.

No fim das contas, o questionado Palmeiras venceu o Flamengo para voltar a ter paz e diminuir a cobrança da torcida por reforços, que culminou até em pichações no Allianz Parque. Já o Rubro-Negro ganhou uma dor de cabeça antes da disputa do Mundial de Clubes em fevereiro.

Lances importantes

1×0. Aos 22 minutos, Zé Rafael perdeu a bola para Arrascaeta e cometeu pênalti contestado pelos palmeirenses por suposta falta do uruguaio na origem do lance. Gabigol converteu com categoria e abriu o placar para o Flamengo.

1×1. Aos 37 minutos, Endrick chutou fraco e David Luiz rebateu mal antes de Raphael Veiga acertar finalização colocada, de direita, no cantinho.

Virada. Aos 49 minutos, Gabriel Menino acertou um lindo chute de fora da área, com a canhota, quase na forquilha de Santos.

De novo ele. Aos 6 minutos do segundo tempo, Gabigol recebeu assistência perfeita de Everton Ribeiro e encobriu Weverton. 2 a 2.

De novo ele (2). Aos 11 minutos do segundo tempo, Everton Ribeiro tocou com o braço na área numa tentativa de chapéu do Endrick. Raphael Veiga converteu o pênalti e fez o segundo dele na final.

3 a 3. Aos 16 minutos do segundo tempo, Ayrton Lucas driblou Gustavo Gómez e cruzou para Pedro fazer um golaço de calcanhar.

De novo ele (3). Aos 28 minutos do segundo tempo, Raphael Veiga recebeu de Dudu e cruzou para Rony. A bola passou após desvio de Léo Pereira e caiu no pé de Gabriel Menino. Outra vez de canhota, o volante chutou mascado e a bola entrou. 4 a 3 para o Palmeiras.

Colunistas

Juca Kfouri: “Sou um cara feliz por ter visto outra Supercopa inesquecível”
Milton Neves: Num jogaço disputado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Verdão foi melhor que o Flamengo
Menon: Os dois times mandaram um recado claro aos outros 18 clubes da Série A
Vitor Guedes: Espetáculo entre os dois melhores e mais ricos times do país vencido por quem tem, disparado, o melhor treinador

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3 x 4 PALMEIRAS

Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 28 de janeiro de 2023 (sábado)
Horário: 16h30
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Bruno Raphael Pires (Fifa-GO)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Público e renda: 56.095/R$ 11.592.774,70
Cartões amarelos: David Luiz, Everton Ribeiro, Gabigol, Pedro e Marinho (Flamengo) e Abel Ferreira e Gabriel Menino (Palmeiras)
Cartão vermelho: Abel Ferreira (Palmeiras)

GOLS:
Flamengo: 
Gabigol, aos 23 minutos do primeiro tempo e cinco minutos do segundo tempo. Pedro, aos 16 minutos do segundo tempo.
Palmeiras: Raphael Veiga e Gabriel Menino, aos 37 e 49 minutos do primeiro tempo; Raphael Veiga e Gabriel Menino, aos 11 e 28 minutos do segundo tempo.

FLAMENGO: Santos, Varela (Matheuzinho), David Luiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Matheus França); Thiago Maia, Gerson (Vidal), Everton Ribeiro e Arrascaeta (Everton Cebolinha); Gabigol e Pedro. Técnico: Vítor Pereira

PALMEIRAS: Weverton, Marcos Rocha, Murilo, Gustavo Gómez e Piquerez; Gabriel Menino (Jailson), Zé Rafael (Luan) e Raphael Veiga; Rony, (Rafael Navarro), Dudu (Breno Lopes) e Endrick (Mayke). Técnico: Abel Ferreira

Informações UOL


Orçamento bilionário da Cultura e retomada de shows incentivam compra de aeronaves por artistas
Foto: Reprodução

Com a retomada de shows, pós- pandemia, e incremento do orçamento da Cultura para este ano, o mercado de aeronaves está aquecido, principalmente com a venda de modelos que oferecem autonomia e baixo custo operacional. O modelo preferido pelos artistas é o Citation CJ, em especial o CJ1 e CJ2.

“Estas aeronaves garantem autonomia para os deslocamentos e conforto para descansar entre as apresentações ”, afirma o CEO da VKN Aviation, Alexandre Macedo. Outros modelos que fazem a cabeça dos cantores são o Hawker 400 e o King Air B200.  O preço das aeronaves varia de US$ 2 a 6 milhões, dependendo do ano de fabricação.

Com o mercado aquecido, estas aeronaves têm de ser buscadas fora do País. Para a importação, o prazo vai de 40 a 60 dias.  

A VKN disponibiliza consultoria de vendas de porta a porta, facilitando a operação para o cliente, e conta com busca internacional para a localização de aeronaves à venda.  “Trabalhamos com exclusividade nas vendas para conseguir o modelo adequado para o comprador. Temos a ajuda dos nossos consultores internacionais, para encontrar as aeronaves que nossos clientes precisam”, afirma o CEO da VKN Aviation, Alexandre Macedo. No último ano, os modelos comercializados vieram da Alemanha, México, Panamá, Suíça e, claro, Estados Unidos.

“A vantagem de se ter uma aeronave própria inclui a certeza de que ela passará por rigorosas inspeções e será de responsabilidade do proprietário a escolha de pilotos e tripulação, o que garante a segurança, o planejamento do voo e o trajeto mais desejável. Além disso, com a agenda intensa, o artista sabe que tem o deslocamento à disposição a qualquer momento que precisar”, afirma Macedo.  

Créditos: R7.


Foto:Divulgação

Polícia realiza cerco para procurar suspeitos de homicídio contra indígenas na Bahia

O suspeito de matar os indígenas Nawir Brito de Jesus, 16 anos, e Samuel Cristiano do Amor Divino, de 21, em Itabela, no extremo sul da Bahia, foi identificado pela polícia, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) divulgadas neste sábado (28).

O homem, que está com prisão decretada, presta serviço de segurança privada na região. Ele é procurado por equipes da Força Integrada (FI) de Combate a Crimes Comuns envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria da Segurança Pública.


Foto: Divulgação Polícia Militar

Trinta criminosos ligados ao tráfico de drogas e a mortes violentas foram localizados, até a noite de sexta-feira (27), na cidade de Feira de Santana, no ano de 2023, durante ampliação das ações ostensivas. Armas usadas pelos criminosos também foram encontradas.Dois homens suspeitos foram encontrados com armas, no bairro Campo, por equipes da Rondesp Leste.

Na primeira captura, um suspeito foi preso em flagrante com uma pistola calibre 40, carregador, munições, celular e pouco mais de R$ 400.

Minutos depois, outro traficante foi localizado. Ele estava com 10 tabletes de crack, cocaína, quatro quilos da mesma droga em pó, 263 porções de ecstasy, porções de cocaína menores, um revólver, calibre 22, duas balanças, cartuchos e anotações sobre o tráfico de entorpecentes.

O último flagrante aconteceu com equipes da 65ª CIPM, no bairro de Feira IX. Um revólver calibre 32, porções de maconha, crack e cocaína prontas para a comercialização, além de uma moto foram apreendidas. O criminoso que guaradava os materiais atacou os militares com disparos de arma de fogo. No confronto ele acabou atingido e não resistiu.

Os materiais e os presos foram apresentados na Central de Flagrantes do bairro Sobradinho.


Foto: Divulgação/Polícia Militar

Policiais militares da 1ª CIPM, durante cumprimento da Operação Força Tática, localizaram e desarticularam um laboratório de drogas na noite de sexta-feira (27), em Pernambués, Salvador.

Os militares realizavam a intensificação de patrulhamento no bairro, quando receberam denúncias de que haviam pessoas gritando por socorro em uma casa, nas imediações, localizada na rua dos bioquímicos. Ao chegarem, os pms flagraram dois indivíduos em atitude suspeita que, ao avistarem a chegada das guarnições, fugiram pelo fundo do imóvel.

Durante a busca no local, os militares encontraram 43 tabletes de crack, 16 tabletes de cocaína, 15 tabletes e sete sacos grandes com maconha, embalagens, vasilhames e panelas, maquinários e utensílios para o preparo e acondicionamento de drogas, além de uma balança de precisão, sendo constatado que, no local, funcionava um laboratório para a produção e distribuição de entorpecentes.