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Luciano Gomes, autor de "Faraó" - Reprodução Facebook
Luciano Gomes, autor de “Faraó” Imagem: Reprodução Facebook

Duas das músicas que não sairão da sua boca nos próximos dias nasceram da imaginação do Luciano Gomes.

Entre tantas outras, são dele “Swing da Cor” e “Faraó (Divindade do Egito)”. A primeira ganhou o país na voz de Daniela Mercury, a segunda ficou conhecida com Margareth Menezes, hoje Ministra de Estado da Cultura. Uma, o Brasil inteiro conhece pelas batidas do tambor bem no comecinho. A outra, por ser a aula de história que muitas de nós não teve.

“Nunca na minha vida imaginei que o Egito fosse um país africano”, revela Luciano, hoje com 56 anos. Quando fez a letra não passava dos 20. “Porque eu não tive esse conhecimento na escola, nunca explicaram. Lá eu aprendi três coisas: Lei Áurea, Princesa Isabel e sobre navios negreiros. Só. Tudo que eu sei sobre ser um homem negro aprendi nos blocos afro”. Foi ali e na pesquisa para escrever Faraó que as peças foram se encaixando, ele explica.

“Não só para mim, viu? Muita gente ainda não sabe dessa informação hoje em dia, descobre com a música”. Por isso, diz, respeita tanto os blocos quanto o trabalho que fazem. São verdadeiras aulas no meio da rua.

Funciona assim: todo Carnaval, os blocos afro se decidem por um tema, no de 1987 o Olodum escolheu falar do Egito. Quem cuida da composição recebe uma apostila com informações sobre aquele assunto, foi o caso de Luciano, que já fazia parte da ala de compositores. É a partir desse material que, geralmente, nascem as músicas. Geralmente, porque não foi bem assim nesse caso.

“Quando me entregaram a pesquisa, eu senti falta de saber mais. Fui para a biblioteca e achei um livro velho, bem velho mesmo, que era até preto e branco. Apareceu do nada no meio das coisas. Ali estava a história dos faraós. Daí comecei a criar em cima disso”, detalhou. A letra nasceu em uma semana e estourou no Carnaval. “Eu não fiz aquela letra, ela quem me escolheu”.

Nascido no Bonfim, Luciano tinha 10 anos quando rumou para o centro histórico de Salvador com Dona Dalva, sua mãe. Foi morar no coração dos blocos afro, do agito cultural da época. O destino quando tem que acontecer, acontece mesmo. Quando assistiu a um desses blocos com o olhar curioso que só as crianças têm, nunca mais esqueceu. Aquela mistura de sons, de cores. Aquele jeito de as pessoas cantarem e estarem pelas ruas entrou com tudo em seus sentidos. Daí não teve como, ele precisou começar a batucar no que encontrasse pela frente.

“A gente nem instrumento tinha, era tudo na lata de manteiga mesmo. Pedia na padaria, os caras davam. Aí usava um pedaço de cabo de vassoura para bater”, relembra. Foi num desses shows distraídos aos 10 anos que Luciano foi percebido por um diretor do bloco “Barroquinha Zero Hora. Foi assim que ele virou cantor. Cantor?

“Esse diretor pediu para a minha mãe para eu ir a um ensaio, disse que eu tocava direitinho e ela só aceitou, mas foi junto. Primeira vez com instrumento de verdade, dei o meu recado, né. Aí ele quis que eu cantasse, me viu nas rodas do Pelourinho fazendo isso. Eu sempre fui muito gaiato”, disse dando uma gargalhada. Na época Luciano até cantou, mas não o que pediram.

“Eu voltei para casa dizendo para mim mesmo: eu não vou cantar aquela música lá não, eu vou cantar uma minha. Ai eu escrevi uma letra e levei. O pessoal gostou, rapaz. Depois esse diretor veio falar comigo: eu vou ver como é que faz para negociar com juizado de menores para você sair com a gente”. Outra boa risada dessa lembrança.

Pronto, essa é uma das maneiras de contar como a vida musical de Luciano começou: sendo percebido por alguém, com alguém que acreditasse nele. A partir daí se ligou a vários blocos, construiu uma carreira de compositor e cantor. Até ser escolhido por “Faraó” para trazê-la ao mundo. Dói em Luciano, ele reforça a todo momento, que tudo tenha ficado tão mais difícil para pessoas que se parecem com ele.

“Falta oportunidade para a garotada da periferia mostrar o seu talento, como aconteceu comigo lá atrás. A coisa está tão elaborada para o lado do profissionalismo, que quem vem da favela não tem como apresentar uma letra para alguém não”, se indigna.

“Hoje você tem que levar a música pronta num pen drive, tem gente pedindo até partitura. Como é que o jovem da favela, que na maioria das vezes nem um celular tem, como é que ele vai conseguir mostrar o seu talento assim?”.

Há 38 anos Luciano mantém o Samba Nativo, que hoje acontece em Cajazeiras. Uma banda sim, mas mais que isso: um lugar para que talentos possam ter uma chance no mundo da música, no mundo da arte. Carlinhos Brown e Timbalada tem músicos saídos do grupo, para dar um exemplo.

Ele que sempre foi um devoto da rua, que contou várias vezes durante a conversa que não gosta desse negócio de ensaio fechado. Que acha que a arte que faz sentir, e sentido, é aquela que abraça o povo, contou que anda feliz e desconfiado com o futuro. Feliz em como “Faraó” lhe deu uma chance de não morrer. E desconfiado dos seus 65 anos, acha que alguma coisa vai acontecer. Não sabe de onde vem, sempre achou isso.

“Quando eu chegar mais ou menos nessa faixa aí”, começou Luciano, “se eu não estiver mais aqui, quero simplesmente fechar os olhos pensando: ‘meu nome ficou eternizado’. Só isso, só o nome. Mesmo que o Carnaval não exista mais, eu espero que as pessoas ainda estejam cantando Faraó pelas ruas”.

Informações UOL


Foto: Ricardo Matsukawa/ UOL

O segundo dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi ficou marcado por sambas-enredo que homenagearam a cultura africana e nordestina.

A Mocidade Alegre e a Império de Casa Verde levaram a África para a avenida com propostas diferentes: a primeira contou a história do samurai negro Yasuke, enquanto a segunda exaltou os ritmos africanos e suas influências no Brasil. Ambas as escolas impressionaram pelas fantasias e carros alegóricos elaborados e “diferentões”.

Já a Mancha Verde, assim como a Dragões da Real, trouxe a temática do Nordeste, contando a história do xaxado com a presença da filha única de Lampião, Expedita Ferreira da Silva, de 90 anos.

As fantasias da Mocidade chamaram atenção na avenida. A rainha de bateria Aline de Oliveira usou uma máscara de dragão que abria e fechava sozinha. A coreografia dos integrantes da bateria também surpreendeu o público.

A Casa Verde optou por falar da riqueza cultural da África em vez de abordar o sofrimento da escravidão. A escola falou da herança dos ritmos africanos para a música brasileira, como o baile charme de Madureira, no Rio de Janeiro, e os bailes funk paulistanos.

Mancha Verde empolgou com desfile colorido e exuberante, trazendo uma representação vibrante do sertão em tons de verde, laranja e azul. O samba-enredo ganhou uma sanfona e toques de xote.

Terceiro Milênio, Acadêmicos do Tucuruvi, Águia de Ouro e Dragões da Real

A Terceiro Milênio, primeira a desfilar, superou um perrengue e homenageou a comédia, desde os bobos da corte até os atuais humoristas brasileiros, que também cruzaram a avenida. Marcelo Adnet, assim como um dos carros alegóricos da escola, homenageou Paulo Gustavo no desfile.

A Acadêmicos do Tucuruvi usou a obra e a história de Bezerra da Silva para falar do povo brasileiro, com muitas referências à periferia, aos trabalhadores, à malandragem e aos “Silvas” do Brasil.

A Águia de Ouro levou diferentes “céus” para a avenida com um desfile lúdico e cheio de cor. O final do desfile foi o que empolgou mais a arquibancada: uma homenagem aos “bambas” do samba que já partiram e hoje estão no “templo da saudade”.

João Pessoa foi o tema escolhido pela Dragões da Real, que encerrou os desfiles mostrando a cultura pessoense por meio do artesanato, da culinária e outros aspectos.


Fotos: Ricardo Matsukawa/ UOL

Informações UOL


Tati Minerato é uma das musas do Carnaval e apontou as diferenças entre a folia do Rio e a de São Paulo - Divulgação

Tati Minerato é uma rainha de bateria experiente. Depois de anos na Gaviões da Fiel, em São Paulo, ela vem pelo segundo ano no Rio, a frente da bateria da Porto da Pedra.

Em conversa exclusiva com o UOL, Tati fala da diferença em desfilar no Rio e em SP, e alfineta a capital paulista.

“Sou uma rainha bastante experiente, veterana na avenida. Tenho propriedade para falar desse assunto. A diferença de Rio e SP, eu sempre digo. Em SP é organizado, mas falta o temperinho do carioca. Aquela pimentinha que só o carioca tem. Aqui é mais quente e mais emocionante. Senti mais emoção atravessando a Sapucaí.”

A rainha de bateria avisa que sua fantasia ultracavada, banhada a ouro e com 30 mil cristais, custou o valor de um carro popular.

“A minha fantasia é a mais linda de todas que eu já usei. Ela é banhada a ouro e cravejada de zircônias coloridas. Em torno de 30 mil cristais cravejados. E ela está bem pesada, exigiu que eu treinasse bastante na academia”.

“A fantasia custou mais ou menos o mesmo valor de um carro popular” ( 70 mil)

“É ultracavada, muito ousada e pequenininha. Por conta disso tive que fechar a boca para ficar bem trincadinha do jeito que gosto”

Informações UOL


Humorista está na capital baiana para a folia.

Dani Calabresa foi furtada durante Carnaval de Salvador

Dani Calabresa foi furtada durante Carnaval de Salvador 

A humorista e apresentadora Dani Calabresa teve o celular furtado durante o Carnaval de Salvador na sexta-feira (17). Calabresa publicou um recado avisando que utilizaria as redes sociais de Richard Neuman, o marido da humorista, para publicar detalhes do carnaval. 

Apesar da informação, ela não detalhou como ocorreu o furto. 

Dani Calabresa é furtada no Carnaval de Salvador — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Dani Calabresa é furtada no Carnaval de Salvador — Foto: Reprodução/ Redes Sociais 

Nas redes sociais do marido, Calabresa postou vídeos dançando o clássico ”Faraó”, e usando um óculos neon escrito ”Ai, papai”. (veja no vídeo no início da matéria)

A humorista curtiu a festa no trio puxado por Anitta. Apesar do acontecimento, disse que não se deixou abalar e ainda foi flagrada fazendo quadradinho. 

”É isso, eu estou abaladíssima, mas também estou muito feliz. Fui furtada, mas é carnaval!”, declarou Dani em clima de descontração. 

Neste sábado (18), Dani postou um vídeo pronta para curtir mais um dia de folia. Com um look repleto de paetê de cores diversas, ela disse que continuará utilizando as redes do marido, até adquirir um novo celular.

Informações G1


De acordo com a vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, os russos são ‘bárbaros e desumanos’ 

Kamala e Biden, o presidente dos EUA, são críticos de Putin | Foto: Divulgação/Casa Branca

O governo dos Estados Unidos concluiu que a Rússia cometeu “crimes contra a humanidade” durante o conflito contra a Ucrânia, afirmou a vice-presidente, Kamala Harris, neste sábado, 18. A democrata considerou a Rússia como um país “enfraquecido”.

“No caso das ações da Rússia na Ucrânia, examinamos as evidências, conhecemos os padrões legais e não há dúvida: são crimes contra a humanidade”, disse Kamala, na Conferência de Segurança de Munique. “E digo a todos aqueles que perpetraram esses crimes, e aos seus superiores que são cúmplices desses crimes, vocês serão responsabilizados.” Os líderes ocidentais estão reunidos em Munique para avaliar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, considerado o pior desde a Segunda Guerra Mundial.

Kamala avaliou as ações da Rússia como “bárbaras e desumanas”, principalmente o massacre contra civis em Bucha. Além disso, condenou o atentado de 9 de março a uma maternidade de Mariupol, que matou três pessoas, incluindo uma criança; e a agressão sexual de uma criança de 4 anos de idade por um soldado russo que foi identificado por um relatório da ONU.

“Se Putin acha que pode nos esperar, ele está muito enganado”, disse a vice-presidente dos EUA. “O tempo não está do lado dele.”

Informações Revista Oeste


Ministro Ricardo Lewandowski durante sessão da 2ª turma do STF.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o trancamento e encerramento de três ações da extinta Lava Jato e da Operação Zelotes contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As investigações, que estavam suspensas, diziam respeito a doações da empreiteira Odebrecht ao Instituto Lula, à compra do terreno do instituto e a supostas irregularidades na compra de caças suecos para a Aeronáutica durante o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff.

As duas primeiras investigações estavam suspensas desde setembro de 2021 por ordem do STF. A apuração sobre um suposto tráfico de influência de Lula na aquisição dos caças F-39 Gripen havia sido suspensa em março do ano passado. As ações, que tramitavam na Justiça Federal em Brasília, foram encerradas.

Na decisão, Lewandowski indicou que as provas apresentadas nas ações são ilegais. Segundo ele não há cabimento para que os processos continuem a tramitar. No texto, ele classificou as provas de “eivadas de vícios insanáveis e claramente desprovidas de lastro probatório mínimo”.

A interrupção definitiva das investigações havia sido pedida pela defesa de Lula no processo de anulação das provas que constavam do acordo de leniência entre a Odebrecht e força-tarefa dos procuradores da Lava Jato no Ministério Público Federal. Os pedidos foram feitos com base em material apreendido pela Operação Spoofing da Polícia Federal, que prendeu um grupo de hackers que invadiram celulares de juízes e de procuradores da Lava Jato.

”Examinado com verticalidade o mosaico fático-jurídico pormenorizadamente descrito acima, não concebo a existência de denúncias temerárias, sem o mínimo de elementos probatórios hígidos [salutares], e, ainda, sabidamente desprovidas de correlação legítima entre elas e fase pré-processual. Trata-se, em verdade, de imputações calcadas em provas contaminadas, que foram produzidas, custodiadas e utilizadas de forma ilícita e ilegítima, o que evidencia a ausência de justa causa para o seu prosseguimento”, escreveu Lewandowski na decisão.

Informações Agência Brasil


Ministério da Saúde informa que 108 mil brasileiros são HIV positivo e não sabem

Foto: Getty Images.

O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (17) uma campanha nos meios de comunicação sobre a importância da prevenção da transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante o carnaval, chamando a atenção para a grande quantidade de pessoas que ainda não têm o diagnóstico da doença. Segundo a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, 108 mil pessoas no Brasil têm HIV positivo e não sabem. “Isso é muito grave”, disse.

O anúncio da campanha publicitária, primeira realizada pelo Ministério da Saúde na nova gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi feito ontem. “Essas pessoas são jovens, elas estão no carnaval. O primeiro passo para a prevenção é termos o diagnóstico. Precisamos que nossos jovens saibam da preocupação e dificuldade do tratamento”, reforçou a secretária.

Importância do preservativoEthel reforçou ainda a importância de toda relação sexual ser feita de maneira protegida. “Precisamos que nossos jovens compreendam que é preciso se divertir e é preciso se proteger. É preciso usar preservativo.”

Chefe do Departamento de HIV/Aids e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Dráurio Barreira garantiu que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem “farta e suficiente” distribuição, em pontos em todo o país, de preservativos internos e externos, garantindo que haja prevenção em todo tipo de relação sexual.

Créditos: Diário de Pernambuco.


STF decidiu pela manutenção da apreensão de armas e suspensão do porte da parlamentar

Carla Zambelli Foto: Repdrodução/YouTube Carla Zambelli

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) comentou por meio de nota a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a decisão que suspendeu seu porte de arma. A parlamentar se declarou surpresa por seu pedido de revisão de foro não ter sido aceito pela Corte.

– Gostaria de manifestar minha surpresa pelo não acolhimento do pedido, tendo em vista que os fatos se deram em momento de lazer com meu filho e amigos e não decorreram em absoluto do meu exercício parlamentar – iniciou.

A parlamentar defende que o episódio em que perseguiu armada um homem nas ruas de São Paulo não possuiu relação com seu mandato, e citou o voto d ministro Kassio Nunes Marques, que foi contra à maioria do Supremo.

– Constata-se assim, sem margem a dúvida, que tais fatos ocorreram quando a Agravante saia de um restaurante no final de semana, no contexto de uma hostilização sofrida, conforme descrição contida na denúncia, não havendo qualquer relação de causalidade entre o crime a ela imputado e o exercício de sua atividade funcional – proferiu o ministro.

Após algumas contestações, Zambelli diz que acatará a decisão da Corte.

– Por fim, apesar das divergências de entendimento havidas entre mim e o Tribunal, cabe-me o respeito à decisão e o esgotamento dos recursos aplicáveis para contestação de seus fundamentos – finalizou.

O julgamento terminou nessa sexta-feira (17), com placar de nove votos a dois pela manutenção da sentença. Apenas os ministros Nunes Marques e André Mendonça divergiram dos demais ministros.

Leia a nota de Carla Zambelli na íntegra:

Sobre a decisão do STF que julgou improcedente o recurso que interpus para deslocar a competência de processamento do feito para a Justiça Comum, mantendo-se como foro competente com dois votos divergentes, dos Ministros Nunes Marques e André Mendonça, gostaria de manifestar minha surpresa pelo não acolhimento do pedido, tendo em vista que os fatos se deram em momento de lazer com meu filho e amigos e não decorreram em absoluto do meu exercício parlamentar.

Para entender meu pedido de revisão de foro, considero de suma importância a leitura da parte inicial do voto do Ministro Nunes Marques, destacando a Ação Penal 973, que restringiu a competência do STF para casos que não possuem relação direta com o mandato, tese inclusive que é uma bandeira defendida por mim enquanto parlamentar.

Fica claro já nos primeiros parágrafos da manifestação do togado, que a constatação mais lógica após a descrição do caso, é de que a discussão não possui relação com meu mandato. Diz o Ministro: “Constata-se assim, sem margem a dúvida, que tais fatos ocorreram quando a Agravante saia de um restaurante no final de semana, no contexto de uma hostilização sofrida, conforme descrição contida na denúncia, não havendo qualquer relação de causalidade entre o crime a ela imputado e o exercício de sua atividade funcional”

Nunes Marques também destacou a fala do ex-decano da Corte, Ministro Celso de Mello no julgamento da AP 470, advogando uma intepretação mais restritiva da prerrogativa de foro, quando afirmou: “a prerrogativa de foro merece nova discussão, para efeito de uma solução de “jure constituendo”, unicamente a cargo do Congresso Nacional, ou, até mesmo, uma abordagem mais restritiva pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em ordem a somente reconhecer a prerrogativa de foro em relação aos delitos praticados “in officio” ou “propter officium”, e que guardem íntima conexão com o desempenho da atividade funcional”

Em referência ao meu caso em concreto, cumpre ressaltar outro trecho do voto do Ministro Nunes Marques, que considero autoexplicativo: “Houve discussão entre um particular e a Agravante sobre o resultado das eleições? Sim. Mas discussões dessa natureza ocorreram em todo o País, além de serem comuns nos mais variados ambientes, não possuindo tal circunstância aptidão, para atrair a competência deste Supremo Tribunal Federal para processar e julgar o presente feito”.

No mais, ainda no voto do referido Ministro, fica claro que a interpretação da maioria dos ministros sobre o meu caso vai contra a jurisprudência da própria Corte, citando a Questão de Ordem 937, em que o STF declinou a competência e enviou a ação envolvendo um parlamentar para a primeira instância, e que ora constituía objeto do meu pleito.

Por fim, apesar das divergências de entendimento havidas entre mim e o Tribunal, cabe-me o respeito à decisão e o esgotamento dos recursos aplicáveis para contestação de seus fundamentos.

Informações Pleno News


URGENTE: Ministro da Saúde do governo Bolsonaro desmente ministro da CGU do governo Lula: “Bolsonaro não tomou vacina”

Foto: Roque de Sá/Agência Senado.

O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste sábado, 18, que o ex-presidente Jair Bolsonaro não tomou vacina contra a covid-19. Na sexta-feira 17, o ministro Vinícius Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU), afirmou que consta do cartão de Bolsonaro um registro de vacina contra a covid.

Segundo ofício da CGU ao Ministério da Saúde, o registro é de 19 de julho de 2021, da vacina Janssen, no bairro Perus, em São Paulo.

Queiroga disse à CNN que Bolsonaro não tomou a vacina e que o registro no cartão pode ter sido feito por um hacker. “Bolsonaro jamais diria que não tomou vacina tendo tomado. Jamais faria isso. O Bolsonaro tomar vacina escondido, isso não existe. Na minha opinião, um hacker entrou lá e incluiu essa informação”, declarou o ex-ministro.

Segundo ele, em dezembro, o Ministério da Saúde identificou uma possível violação no cartão de vacina de Bolsonaro e informou à CGU. Na época, o então controlador-geral da União, Wagner Rosário, abriu investigação. A apuração começou em 30 de dezembro.

Queiroga também afirmou que na data da suposta vacina, Bolsonaro já estava em Brasília, depois de ter passado alguns dias internado na capital paulista devido a uma obstrução intestinal. “No dia [da suposta vacinação, 19 de julho de 2021], ele já estava em Brasília. Não tinha como o presidente ter tomado a vacina”, afirmou o ex-ministro.

Desde a semana passada, a CGU vinha dando indícios de que baixaria o sigilo no cartão de vacinação de Bolsonaro e permitiria que o Ministério da Saúde divulgasse os dados a quem os solicitasse por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mesmo com entendimento pretérito de dados relativos à vida privada são sigilosos. Agora, porém, recuou e anunciou a investigação sobre a possível fraude.

Créditos: Revista Oeste.


Os estudantes da Rede Municipal de Educação estão oficialmente de férias. O ano letivo, referente ao período de 2022, foi encerrado nesta sexta-feira (17) em cumprimento ao calendário de reposição de atividades e à resolução do Conselho Municipal de Educação nº 17/2022. O retorno das aulas está previsto para o dia 29 de março.Segundo o calendário escolar para 2023, a semana pedagógica para o planejamento das atividades letivas vai ocorrer entre 24 e 28 de março – após o período de férias dos docentes será de 22 de fevereiro a 23 de março.

Já as aulas começam no dia 29 de março e seguem até dezembro [29]. Neste período, o cronograma prevê 26 dias não letivos, considerando feriados, pontos facultativos, atividades complementares na unidade escolar e recessos (junino, natalino e ano novo).

MATRÍCULAS

Para ingressar em uma das 207 escolas municipais, basta comparecer a uma unidade de ensino até 24 de fevereiro com os seguintes documentos: histórico escolar (original); original e cópia da certidão de registro civil ou da cédula de identidade; CPF; 1 foto 3×4 recente do estudante; cópia e original do cartão de vacinação atualizado – incluindo o comprovante de vacinação da Covid-19 (de acordo com a idade); e comprovante de residência atualizado.

Os beneficiários do programa Bolsa Família precisam apresentar também a cópia do cartão em nome do pai, mãe ou responsável legal – com o respectivo original.

Caso o responsável ou estudante maior de 18 anos não encontre vaga na escola desejada, será encaminhado para a unidade mais próxima.

*Secom PMFS