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Foto: Itailuan dos Anjos/Ascom Detran-BA

Agentes do Detran-BA iniciaram desde quinta-feira (16), em Salvador, a Operação Lei Seca, como forma de prevenção de acidentes. Na programação também há blitz diárias para averiguação das condições de circulação dos veículos e documentação atualizada.Segundo o Detran, o trabalho acontece em parceria com a Polícia Militar.“Fiscalização é bem-vinda para coibir a violência no trânsito, na maioria das vezes, gerada pelo álcool. Parar alguns minutos na barreira que tem finalidade de proteção é válido”, pontua o motorista por aplicativo, Agnaldo Matos.

O diretor de Habilitação e coordenador de fiscalização do Departamento, Coronel André Borges, destacou que a ação é indispensável. “A tranquilidade do Carnaval depende de cada um adotar atos responsáveis, mesmo durante a folia. Caso decida consumir bebida alcoólica, não dirija. Seguir a regra, vale, no mínimo, uma vida”, declarou.

A operação segue até terça-feira (21), último dia oficial da festa.


Reunião aconteceu nesta quinta-feira 

Nesta quinta-feira (16), o Secretário Municipal de Transportes e Trânsito, Saulo Figueiredo, recebeu em seu gabinete representantes do Sindicato dos Mototaxistas de Feira de Santana. A reunião aconteceu após a categoria realizar uma manifestação em frente à Prefeitura, onde reivindicaram sinalização horizontal e vertical para os pontos de parada, convocação para padronização dos classificados no 3º chamamento público e mais fiscalização para coibir o transporte clandestino de passageiros em motocicletas.

De acordo com o secretário, durante a reunião, os representantes da categoria apresentaram uma série de reivindicações, incluindo a sinalização de alguns pontos, que ficará a cargo da SMT (Superintendência Municipal de Trânsito). O encontro contou com a participação de diretores do sindicato e do Superintendente de Trânsito, Cleudson Almeida.

Em relação à questão da fiscalização, Saulo Figueiredo informou que será marcado um novo encontro com a Divisão de Fiscalização na próxima semana, a fim de otimizar a fiscalização que tem sido realizada em operações conjuntas entre a SMTT, SMT e Polícia Militar.

Além disso, os mototaxistas também fizeram pleitos em relação às autorizações para a prestação do serviço. Conforme o secretário, um dos pleitos é em relação ao terceiro chamamento público, em que solicitaram que a questão de padronização das motocicletas fosse otimizada. “Vamos fazer uma publicação para que se inicie logo no dia 27 de fevereiro”, afirmou Saulo Figueiredo.


A chegada do Carnaval acende o alerta para o risco de contaminação pelo vírus HIV que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas. No intuito de garantir a segurança dos feirenses que vão curtir a festa, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza a Profilaxia Pós- Exposição (PEP). 

A PEP é uma medida de prevenção de urgência que deve ser utilizada em situação de risco à infecção pelo HIV. Ela faz parte das estratégias de prevenção combinada que tem por objetivo aumentar as formas de intervenção a fim de atender as necessidades individuais de cada pessoa, bem como inserir o método preventivo no cotidiano de quem possui vida sexual ativa.

A coordenadora do Centro Municipal de Referência em IST/HIV/AIDS, Vanessa Sampaio, explica que o método não descarta o uso da camisinha e deve ser iniciado em até 72 horas após a relação sexual que provocou o risco. 

“Essa forma de prevenção é disponibilizada para qualquer pessoa que foi exposta ao risco e não só para quem foi vítima de agressão sexual ou de acidente ocupacional. O método está disponível também para aqueles que tiveram uma relação consentida, mas na hora H esqueceram de usar a camisinha ou ela estourou e surgiu a preocupação”, salientou.

Na rede municipal, o serviço é ofertado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Queimadinha e Mangabeira com funcionamento 24h e no Centro Municipal de Referência em IST/HIV/AIDS que fica localizado na rua Professor Geminiano Costa, Centro, com funcionamento de segunda a sexta-feira.

Para quem ainda vai embarcar na folia, a distribuição gratuita de preservativos segue disponível nas unidades de saúde vinculadas à Prefeitura de Feira. Para receber a camisinha, basta a pessoa interessada solicitar na recepção. Em menos de trinta minutos também é possível realizar o teste rápido que permite o diagnóstico das Infecções Sexualmente Transmissíveis.


Madeleine McCann desapareceu em Portugal em 2007, quando tinha 3 anos - Reprodução
Madeleine McCann desapareceu em Portugal em 2007, quando tinha 3 anos Imagem: Reprodução

Uma jovem de 21 anos está usando as redes sociais para dizer que é Madeleine McCann, menina que desapareceu em Portugal, em 2007, quando tinha 3 anos. Em uma página no Instagram, a garota, que se apresenta como Julia Faustyna, publica montagens e “evidências” que a fizeram acreditar na possibilidade.

A mulher diz precisar de um teste de DNA e reclama que investigadores da polícia do Reino Unido e da Polônia a ignoram. Ela também pede que a ajudem a chegar até Kate e Gerry McCann, pais de Madeleine.

Mais de 15 anos depois, este ainda é um dos casos de desaparecimentos mais comentados. No ano passado, o principal suspeito foi processado por cinco crimes sexuais, que não têm relação com a história da menina britânica.

Investigadores alemães, porém, suspeitam que Christian Brueckner matou Madeleine após sequestrá-la de um apartamento de férias na Praia da Luz, informou o Ministério Público de Braunschweig, em comunicado à imprensa. O homem foi declarado oficialmente suspeito no caso no ano passado, mas é investigado por autoridades alemãs há dois anos.

A conta ‘iammadeleinemccann’ (eu sou Madeleine McCann) apareceu na terça-feira (14) e já tem mais de 87 mil seguidores e 34 publicações. Depois, reações aos vídeos dela viralizaram no TikTok.

Em um dos posts, ela diz que não consegue se lembrar da maior parte de sua infância por sofrer de “amnésia pós-traumática”. No entanto, garante ter recordações de férias em um país quente com apartamentos brancos e onde viu “tartarugas bebês”.

“Acho que posso ser a Madeleine. Estou em contato com uma pessoa da fundação polonesa de pessoas desaparecidas. Provavelmente farei teste de DNA, mas depende da decisão da polícia”, escreveu em um longo texto em seu Facebook.

A jovem afirma nas redes sociais que vive em Breslávia, na Polônia.

Julia diz também que foi vítima de um pedófilo alemão. Segundo ela, o tema é evitado na família porque esse homem “ainda mora com minha avó (mãe da minha mãe, ele é o segundo marido dela)” na Polônia e parte dos familiares têm contato diário com ele.

Ainda conforme o relato, este homem esteve preso um tempo e estaria “envolvido em prejudicar outras crianças”. Outro elemento citado pela jovem é que o seu abusador tem um nome parecido com o de um dos homens envolvidos no desaparecimento de Madeleine.

Semelhanças

Julia faz comparações nas quais aponta possíveis traços iguais entre ela e Madeleine, como uma marca no olho, verrugas no mesmo lugar, e até orelhas semelhantes e covinhas na bochecha.

Em outras montagens, a jovem faz comparações com a mãe e pai de Madeleine, Kate e Gerry.

“Eu tenho um defeito no olho, no mesmo olho, o tipo de defeito que Madeleine tinha. Exceto que, no meu caso, está cada vez mais desbotado a cada ano”, disse.

Nos comentários, porém, muitos disseram não acreditar que Julia seja mesmo Madeleine, e apontaram que as duas não se parecem: “as pálpebras são completamente diferentes”, escreveu uma pessoa. Outros defenderam que a jovem precisa de “ajuda e suporte” mesmo se não for a britânica desaparecida.

Informações UOL


Governo Lula já prepara narrativa para defender Dino em CPI do 8 de janeiro e vai tentar incriminar General Heleno

Em Matéria da revista Istoé, fica implícito que governo tentará jogar a culpa do 8 de janeiro no exonerado General Heleno e vai tentar livrar o ministro da Justiça Flávio Dino.
Na matéria o norte é da narrativa é que o General Augusto Heleno foi um dos mentores intelectuais dos ataques do 8 de janeiro, desmontou a estrutura de segurança que permitiria garantir a integridade da Presidência e era a grande referência militar para os grupos extremistas.
A matéria continua e relata que o general deixou no final de dezembro a chefia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que controlava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Será investigado porque desmontou o GSI para que o órgão ficasse totalmente inerte no dia 8. Tirou militares de posições importantes do órgão e da Abin para deixá-los sem reação. “Heleno foi de uma conivência abissal”, diz um ministro do Supremo, segundo a Istoé.
Porém, em momento algum cita que a responsabilidade desses postos estava já com o governo Lula e que todos os setores de inteligência avisaram que poderia haver esse vandalismo, mesmo assim o staff de Lula nao reagiu.
Na visão de um deputado Federal que assinou o pedido da CPI do 8 de janeiro, ficará escancarado que o governo Lula foi omisso e o verdadeiro culpado por deixar desguarnecido os pontos atacados e sede dos poderes, empurrar a responsabilidade para o General Heleno que já estava afastado das responsabilidades há 8 dias e tentar de alguma forma livrar o atual ministro da Justiça da guilhotina no congresso é a estratégia governamental.

Informações TBN


Urgente: Petrobras é alvo de ação criminal nos EUA por esquema de propinas nos governos Dilma e Temer

Dois comerciantes de combustíveis, um americano e outro brasileiro, são acusados de pagamento de propina e lavagem de dinheiro cometidos entre 2010 e 2018

O Departamento de Justiça dos EUA divulgou nesta sexta-feira (17) que indiciou duas pessoas, dentre elas um brasileiro, por crimes de corrupção envolvendo a Petrobras.

Os indiciados são os comerciantes de combustíveis Glenn Oztemel, americano, e Eduardo Innecco, ítalo-brasileiro.

Eles são alvos de quatro acusações por pagamento de propina e de três por lavagem de dinheiro.

Entre 2010 e 2018, Oztemel e Innecco teriam subornado autoridades da Petrobras para que a estatal mantivesse negócios com duas empresas de comércio de combustíveis sediadas em Connecticut.

O Antagonista 


Ex-deputado estadual foi alvo do Ministério Público do Rio de Janeiro por suposto esquema na contratação de funcionários

Aliados sorriem para foto


Reprodução/Twitter/@AndreCeciliano

Ex-presidente Lula e o vice em sua chapa, Geraldo Alckmin, posam para foto com André Ceciliano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou nesta sexta-feira, 17, o ex-deputado estadual André Ceciliano (PT-RJ) para o cargo de secretário Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais. A nomeação foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU), em despacho assinado pelo ministro Alexandre Padilha. Com a nomeação, Ceciliano será responsável por dialogar e estimular a integração com Estados, Distrito Federal e os municípios. O ex-deputado estadual foi presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) até o ano passado, quando concorreu como candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Senado Federal e ficou em 5º lugar, com 986.676 votos. Em 2020, André Ceciliano foi investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de envolvimento no escândalo das “rachadinhas” na Alerj, esquema que envolvia a contratação de funcionários fantasmas ou a prática de que servidores devolvessem parte dos salários aos parlamentares.

O ex-deputado chegou a ser investigado por suposta movimentação de R$ 49 milhões em seu gabinete, mas foi considerado inocente pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em fevereiro de 2021, que atribui a um ex-funcionário a movimentação atípica. Com a nomeação por Lula, André Ceciliano fez uma declaração nas redes sociais a respeito da investigação sobre a prática de rachadinhas. O secretário afirma que o assunto foi “devidamente concluído e arquivado” após o MP-RJ constatar que “não houve qualquer transferência de recursos ou valores de funcionários do meu antigo gabinete para minhas contas pessoais, de meus familiares ou mesmo entre os próprios servidores”. “Cabe lembrar também que, à época, abri meus sigilos bancários e fiscais e em nenhum momento tentei impedir ou suspender a investigação”, concluiu.

Informações TBN


A estudante Alicia Dudy Muller Veiga, 25, vai voltar a frequentar as aulas do curso de medicina na USP no fim deste mês. Ela confessou o desvio de R$ 937 mil da comissão de formatura.

Alicia tinha trancado o curso no dia 24 de janeiro, após a repercussão do caso. Ela está no quinto ano do curso e reativará a matrícula para retornar à faculdade no dia 27 de fevereiro, informou seu advogado Sérgio Ricardo Stocco.

A diretoria da faculdade convocou uma reunião com a turma para informar sobre o retorno de Alicia nesta manhã. Questionada, a USP informou que o trancamento ou reativação de matrícula “é uma decisão exclusiva de qualquer aluno da instituição.”

Alunos ouvidos pela reportagem relataram que o clima é de revolta com o retorno. Reclamam que a faculdade não abriu uma sindicância para apurar o caso. A USP diz que a condução da investigação da fraude cabe às autoridades competentes na esfera criminal.

A estudante foi convidada por professores para voltar devido ao seu trabalho de pesquisa, diz sua defesa. Alicia ajudava médicos já formados em fase de especialização, conforme mostrou reportagem do UOL. O médico que estava muito atarefado com o plantão entregava a ela, considerada “fora da curva”, parte da pesquisa, como coleta de material para doutorado.

Alicia deverá ter contato com pacientes quando retornar à faculdade. Nos últimos dois anos do curso, os estudantes têm aulas mescladas com atividades práticas.

O advogado diz que Alicia teme a reação dos colegas em seu retorno.

Estou elaborando um documento para enviar a USP informando que, enquanto ela estiver nas dependências da universidade, a responsabilidade sobre ela é deles e da polícia do campus.”
Advogado Sérgio Ricardo Stocco

Os colegas de turma afirmam que Alicia está recebendo “tratamento privilegiado” após o episódio. Ela recebe atendimento psicológico e psiquiátrico, fato confirmado por seu advogado.

Os alunos alegam que a opção não foi oferecida para aqueles que sofreram com o golpe financeiro arquitetado por ela. A faculdade diz fornecer apoio e orientação a todos os alunos.

Ministério Público discordou de pedido de prisão. O promotor não concordou com o crime atribuído pela polícia à estudante. O inquérito foi devolvido ao 16º Departamento de Polícia e, desde então, o caso não teve desdobramentos, diz o advogado.

O MP acredita que Alicia se enquadra no artigo 171 do Código Penal, que consiste na prática de golpes. Neste caso, a pena varia de um a cinco anos de prisão.

Já a polícia considerou que a estudante cometeu nove vezes o crime de apropriação indébita. Com pena prevista de um a quatro anos por cada crime, ela poderia ser condenada a até 36 anos de prisão.

O advogado protestou contra o pedido de prisão preventiva. Ele afirmou na ocasião que a medida só poderia ser solicitada em caso “excepcional”.

Informações UOL


Robinho, jogador de futebol condenado a nove anos de prisão na Itália por estupro coletivo - Thomás Santos/AGIF
Robinho, jogador de futebol condenado a nove anos de prisão na Itália por estupro coletivo Imagem: Thomás Santos/AGIF

O governo italiano pediu ao Brasil que execute a pena do ex-jogador Robinho e de seu amigo Ricardo Falco, condenados em última instância a nove anos de prisão por terem estuprado em grupo uma jovem de 23 anos na noite do aniversário da mulher, em janeiro de 2013. Na época, o ex-atacante jogava no Milan.

Os pedidos foram assinados por Carlo Nordio, ministro da Justiça italiano em 24 de janeiro e mandados ao governo brasileiro através de canais diplomáticos no dia 31. A reportagem de UOL teve acesso com exclusividade aos despachos:

No caso do ex-atacante, o ministro italiano solicita “que o caso seja submetido a competente autoridade judiciária brasileira para que autorize, conforme a lei brasileira, a execução da pena de nove anos de reclusão infligida a Robson de Souza pela sentença do Tribunal de Milão em data de 23 de novembro de 2017, que tornou-se definitiva em 19 de janeiro de 2013”.

No documento, o governo italiano ainda explica que o pedido de extradição de Robinho, encaminhado ao Brasil em 29 de setembro de 2022, foi negado porque o artigo 5 da Constituição brasileira proíbe a extradição dos nacionais.

O texto diz que “constatado que o próprio Ministério brasileiro manifesta a possibilidade de formular um pedido de execução no Brasil da pena infligida na Itália ao nacional Robson de Souza, a Procuradoria da República junto ao Tribunal de Milão, pediu que seja dado andamento ao processo previsto no Tratado de Extradição entre Itália e Brasil, à luz da lei da Migração n. 13.445/2017 e que considerado portanto que a referida execução pode ser solicitada ao abrigo do artigo 6, parágrafo 1 do Tratado de Extradição entre a Itália e o Brasil”.

UOL entrou em contato por aplicativo de mensagens com Robinho e seu advogado. O ex-jogador respondeu dizendo: “Não tenho ciência de nada nesse sentido”. Seu advogado ainda não se manifestou. A matéria será atualizada caso o faça.

Três pedidos de cumprimento de prisão no Brasil

Foi o próprio governo brasileiro a sugerir à Itália a possibilidade de pedir a transferência da pena quando negou, em fevereiro do ano passado, a extradição do coronel uruguaio-brasileiro Pedro Antonio Mato Narbondo. Na negativa enviada ao governo italiano, o Ministério da Justiça brasileiro indicava que a Itália poderia solicitar a transferência de execução de pena nos termos da lei da Migração.

O pedido para que o coronel cumpra sua pena de prisão no Brasil foi encaminhado em dezembro do ano passado. Narbondo foi condenado em última instância pela Justiça italiana a prisão perpétua em julho de 2021 por homicídio voluntário multiagravado e desaparecimento forçado de opositores políticos da ditadura do Uruguai. No caso, o coronel teria a pena reduzida a 40 anos, visto que a Constituição brasileira não admite pena de morte nem prisão perpétua.

Ministro Flavio Dino

Dias antes de o governo italiano enviar o despacho ao Brasil, Flávio Dino, ministro da Justiça, já havia deixado claro que existia a possibilidade de Robinho ir para a prisão no país. Em 18 de janeiro, durante uma entrevista à Bandnews, o ministro afirmou que o ex-jogador Robinho poderia cumprir a pena no Brasil.

“A própria Constituição brasileira proíbe a extradição de brasileiros natos, e agora, em tese, pode haver o cumprimento de pena (no Brasil), mas é algo a ser examinado posteriormente quando isso efetivamente tramitar”, disse o ministro que também afirmou que na sua “visão, quaisquer que sejam eles, devem ser punidos”.

Entenda o caso

O caso aconteceu em Milão, na boate Sio Cafe, durante a madrugada de 22 de janeiro de 2013. A vítima é uma mulher albanesa que, na época, comemorava seu aniversário de 23 anos. Além de Robinho e Ricardo Falco, outros quatro brasileiros foram denunciados por terem participado do ato.

Como já haviam deixado a Itália no decorrer das investigações, eles não foram avisados da conclusão das investigações e, por isso, não foram processados. O caso contra esses quatro brasileiros está suspenso, mas pode ser reaberto a qualquer momento.

Robinho admitiu ter mantido relação sexual com a vítima, mas negou as acusações de violência sexual, quando foi interrogado, em 2014. Em entrevista ao UOL em outubro de 2020, o jogador afirmou que não abusou sexualmente da mulher.

Informações UOL


Ex-ministro da Saúde de Jair Bolsonaro é investigado no Exército por, sendo general na época, ter participado de evento político ao lado do ex-presidente. Em 2021, a Força colocou o processo sob sigilo centenário.

Foto: Isac Nóbrega/PR 

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a retirada do sigilo de 100 anos sobre o processo no Exército que investiga o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. A CGU também deu 10 dias para que as informações do caso sejam liberadas. 

A investigação apura a conduta de Pazuello em um episódio de maio de 2021. Pazuello era ministro do governo Jair Bolsonaro e participou, ao lado do ex-presidente, de um ato político no Rio de Janeiro. 

Na época, Pazuello era general da ativa do Exército. Em tese, pelas regras do Exército, militares da ativa não podem participar de evento político. 

Na época, o Exército afirmou que agiu conforme a Lei de Acesso à Informação (LAI) ao impor sigilo de 100 anos ao caso Pazuello. 

“A documentação solicitada é de acesso restrito aos agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que ela se referir”, afirmou a Força na época. 

Com a decisão da CGU de retirar o sigilo do Exército, aqueles que pediram a informação sobre o processo de Pazuello pela Lei de Acesso já foram informados que o dado deve estar disponível em dez dias.

Informações G1