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Conhecida pela forte presença das religiões de matriz africana em sua formação cultural e histórica, a Bahia ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros com maior proporção de adeptos do candomblé e da umbanda. De acordo com o Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1% da população baiana com mais de 10 anos se identifica com essas religiões.

O estado fica atrás do Rio Grande do Sul, que lidera o ranking com 3,19%, além do Rio de Janeiro, com 2,58%, e de São Paulo, com 1,47%.

Na outra ponta, o Tocantins aparece como o estado com menor proporção de praticantes. Nenhum estado da Região Norte alcançou ao menos 0,5% da população vinculada ao candomblé ou à umbanda. Em todo o país, os adeptos dessas religiões representam cerca de 1% da população.

O estudo também revelou que os praticantes de religiões de matriz africana estão entre os grupos com maior nível de escolaridade. Cerca de 25,5% possuem ensino superior completo, ficando atrás apenas dos espíritas, que lideram nesse recorte com 48%.

Entre aqueles que ainda estão em processo de formação universitária, os seguidores de candomblé e umbanda aparecem em primeiro lugar proporcionalmente, com 39,9%. O grupo também ocupa a segunda posição entre pessoas que não concluíram o ensino médio, com 14,7%.

No perfil étnico-racial, 42,9% dos praticantes se autodeclaram brancos, enquanto 33,2% são pardos e 23,2% pretos. Somando pretos e pardos, 56,6% dos adeptos são negros. Já amarelos e indígenas representam menos de 0,3%.

Na Bahia, o catolicismo segue como a religião predominante, reunindo 57% da população. Em seguida aparecem os evangélicos, que representam mais de 23% dos baianos.

*Metro1
Foto: Agência Brasil


Ministro colocou homossexualidade na mesma comparação de alguém que rouba dinheiro público

Zema e Gilmar Mendes Fotos: Dirceu Aurélio/Imprensa MG // Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou nesta quinta-feira (23) a possibilidade de que se façam “bonecos de Zema como homossexual” ao reclamar de críticas do governador ao STF e indagou se isso não seria “ofensivo”. Na mesma fala, Gilmar também citou a possibilidade de uma representação que colocasse Zema como alguém que rouba dinheiro público.

– Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? – indagou Gilmar Mendes, em entrevista ao portal Metrópoles.

Após a repercussão negativa da fala, Gilmar Mendes afirmou ter errado ao citar homossexualidade como acusação injuriosa e pediu desculpas. Na mesma entrevista, o decano questionou se a produção de sátiras sobre autoridades e instituições ultrapassa limites aceitáveis.

Em resposta, Zema afirmou, em publicação na rede social X, que “esse sujeito [Gilmar Mendes] extrapola cada vez mais os limites” e “se comporta como um intocável”. Em vídeo, ele também questionou o fato de Gilmar citar homossexuais e ladrões no mesmo contexto.

– Gilmar, estou achando isso uma vergonha. Você pode mandar fazer um boneco meu de homossexual, de ladrão ou do que bem entender. Pode me satirizar à vontade. O que você não pode fazer é comparar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa chamar alguém de homossexual ou de ladrão? Aí você mostrou o seu mais puro preconceito para o Brasil – disse.

Zema também interagiu com uma imagem gerada por inteligência artificial que circulou nas redes, na qual aparece segurando uma bandeira LGBTQIA+ e uma placa com a frase “Zema com orgulho”. O político respondeu à publicação com um emoji de risada. Após a repercussão negativa das declarações, Gilmar Mendes voltou a se manifestar, admitiu o erro na citação à homossexualidade e pediu desculpas.

– Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo – disse Gilmar em seu perfil no X.

A troca de farpas entre os dois começou quando o ex-governador compartilhou um vídeo retratando uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado. Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no Resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.

O vídeo é uma sátira ao fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Na última segunda (20), Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação de Zema por compartilhar em suas redes sociais o vídeo debochando dos ministros da Corte. Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.

*AE


Regime afirma que processos fora do alcance da norma poderão ser analisados por novos programas ligados à reforma penal

FILE PHOTO: FILE PHOTO: Venezuela's Vice-President and Oil Minister Delcy Rodriguez addresses the media in Caracas
Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela | Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

A ditadora da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira, 23, o encerramento da Lei de Anistia, que previa a libertação de centenas de presos políticos. A declaração ocorreu durante evento oficial no Palácio de Miraflores, na capital, Caracas. No entanto, organizações governamentais que atuam no país afirmam que há pelo menos 473 presos políticos no país.

Segundo Rodríguez, os casos que ficaram fora do alcance da norma poderão ser analisados por outros mecanismos. Ela citou o Programa de Convivência Democrática e Paz e a Comissão Nacional para a Reforma da Justiça Penal como alternativas para encaminhar essas situações.

“Esta Lei de Anistia chega ao fim”, disse a líder chavista. “Para aqueles que não estavam contemplados ou, melhor dizendo, estavam expressamente excluídos na Lei de Anistia, há outros espaços onde podem ser encaminhados.” 

A norma entrou em vigor em fevereiro, depois de aprovação da Assembleia Nacional. O texto previa beneficiar dissidentes processados ou condenados ao longo de 27 anos de repressão política. 

O regime anunciou a medida depois da captura do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos

ONGs e oposição criticam alcance limitado da Lei de Anistia 

A Lei de Anistia resultou na libertação de apenas 186 de presos políticos na Venezuela, segundo a ONG Foro Penal. Outros cerca de 600 presos foram libertados de outras maneiras desde 8 de janeiro. A lei excluiu militares e opositores supostamente envolvidos em revoltas armadas contra o Estado, o que levou a críticas de inúmeras ONGs de direitos humanos. 

Entidades como a Foro Penal revelaram que a aplicação da norma se restringiu a momentos específicos de crise política desde 2002. Com isso, diversos casos registrados ao longo dos anos ficaram fora do benefício.

O ex-deputado Juan Pablo Guanipa, por exemplo, criticou o modelo e afirmou que a lei não abrangia todos os dissidentes. Ele declarou, em entrevista, que a medida não tinha alcance suficiente e não atendia plenamente às demandas da oposição.

De acordo com o deputado chavista Jorge Arreaza, mais de 8 mil pessoas teriam recuperado a liberdade desde a entrada em vigor da lei. Segundo ele, o número inclui detidos e indivíduos submetidos a medidas cautelares. 

https://youtube.com/watch?v=9mkzmoVLWuQ%3Ffeature%3Doembed

Entretanto, dados da Foro Penal contestam os números apresentados por Arreaza e indicam um cenário semelhante ao descrito por Guanipa. A entidade informou que houve 768 libertações desde janeiro de 2026, sendo apenas parte delas vinculada diretamente à anistia. 

Informações Revista Oeste


Primeiro-ministro de Israel adiou divulgação do relatório médico em dois meses para evitar propaganda do regime iraniano

Benjamon Netanyahu Israel Irã
Netanyahu explicou que os médicos encontraram uma mancha de menos de um centímetro durante exames de rotina | Foto: PMO /Facebook 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira, 24, que enfrentou um tumor maligno na próstata. O premiê publicou seu relatório médico anual com dois meses de atraso. Ele segurou os dados para impedir que o governo do Irã usasse a notícia como arma de propaganda no auge dos conflitos militares.

Netanyahu explicou que os médicos encontraram uma mancha de menos de um centímetro durante exames de rotina. O tumor estava no início e não se espalhou para outros órgãos. O líder israelense optou por um tratamento direto para remover o problema imediatamente em vez de apenas observar a evolução da doença.

Recuperação e rotina

O tratamento terminou com sucesso e não restam vestígios do câncer. Netanyahu afirmou que sua condição física atual é excelente e que continuou trabalhando normalmente durante as sessões médicas no Hospital Hadassah, em Jerusalém. Ele relatou que aproveitou o tempo dos procedimentos curtos para ler livros.

A vigilância médica sobre a saúde do premiê aumentou depois de uma cirurgia feita há um ano e meio. Naquela época, Netanyahu operou um crescimento benigno na próstata. Desde então, ele passa por monitoramento constante, o que permitiu a descoberta rápida da lesão maligna.

Mensagem à nação

O primeiro-ministro aproveitou o anúncio para pedir que os cidadãos israelenses cuidem da própria saúde. Ele reforçou a importância de realizar exames preventivos e seguir as orientações dos especialistas. Netanyahu disse que prefere encarar perigos logo que aparecem, tanto na vida pessoal quanto na política nacional.

O comunicado termina com uma mensagem religiosa e de apoio aos feridos na guerra. O premiê desejou um bom descanso de sábado aos judeus e afirmou que superou mais este desafio. O relatório oficial confirma que Netanyahu está apto para exercer todas as funções do cargo sem restrições.

Informações Revista Oeste


Segundo informações da assessoria do Palácio do Planalto, petista deve receber alta ainda nesta sexta-feira, 24

Segundo opositores, soberania nacional é pretexto de Lula da Silva para contestar vigilância dos EUA | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado, nesta sexta-feira, 24, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para realizar dois procedimentos médicos. Segundo informações da assessoria do Palácio do Planalto, ele deve receber alta ainda na mesma data.

Lula, que chegou na capital paulista na noite desta quinta-feira, 23, passa por uma cauterização de uma lesão chamada queratose na cabeça e por uma infiltração no punho direito para tratar uma tendinite no polegar. Ambos os procedimentos, acompanhados pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, são considerados simples e estão previstos para serem feitos pela manhã.

Procedimentos e recuperação de Lula

Lula
Frequentemente, Lula usa chapéu na cabeça, região de um dos procedimentos | Foto: Reprodução/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil 

A equipe do presidente informou que não houve necessidade de preparo prévio e nem haverá exigência de repouso especial depois dos procedimentos. A agenda do chefe do Executivo permanece reduzida durante esta sexta-feira, 24.

Não há definição sobre quando Lula retornará a Brasília; a possibilidade é que isso aconteça no domingo 26, ou na segunda-feira 27. 

A cauterização tem como alvo uma queratose, alteração comum na camada superficial da pele que pode apresentar aspecto escamoso ou verrucoso.

Tipos e riscos das queratoses

Exemplo de queratose moderada
Exemplo de queratose moderada | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Entre as variações da condição, a queratose actínica costuma surgir em áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, colo e dorso das mãos.

Indivíduos de pele clara, com cabelos loiros ou avermelhados e olhos claros apresentam maior risco para o desenvolvimento de queratoses actínicas. Elas geralmente se manifestam como manchas avermelhadas ou marrons e textura áspera.

A queratose seborreica, por sua vez, é benigna e apresenta formato circular ou irregular, cor castanha a escura e superfície verrucosa. Aparece mais frequentemente na face e tronco, frequentemente relacionada à genética.

Já a queratose folicular provoca pequenas manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, principalmente em braços, pernas, nádegas e bochechas. Ela torna a pele áspera e seca, com tendência a melhora natural ao longo dos anos.

A queratose pilar pode aparecer em qualquer idade, com predomínio na infância. Os sintomas incluem pequenas elevações indolores na face externa dos braços, coxas, bochechas ou nádegas, pele seca e áspera, piora em períodos de baixa umidade e sensação de “lixa” ao toque.

Informações Revista Oeste


Corte ainda não definiu sobre mandato-tampão no estado

© Thiago Lontra/ALERJ

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), pediu nesta quinta-feira (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para exercer interinamente o governo do estado até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual. 

Ruas foi eleito, na semana passada, para comandar a Casa após o ex-deputado Rodrigo Bacellar (União) ter sido cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na mesma decisão que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade até 2030.

O novo presidente disse ao Supremo que deve assumir o comando do estado interinamente por estar na linha sucessória, conforme determina a Constituição fluminense.

Dessa forma, segundo o parlamentar, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, que exerce interinamente o cargo de governador do estado, não pode continuar no cargo. 

“Se permanência do presidente do Tribunal de Justiça no exercício da chefia do Executivo se legitimava, em caráter subsidiário, enquanto inexistente ou inviável a investidura do primeiro sucessor constitucional, a recomposição válida da presidência da Assembleia Legislativa faz cessar a causa impeditiva que autorizava o afastamento prático da linha sucessória prevista no art. 141 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro”, argumentou Ruas.

O pedido para o presidente da Alerj assumir o cargo de governador foi enviado ao ministro Luiz Fux, relator de uma das ações que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão serão de forma direta (voto popular) ou indireta (votos dos deputados da Alerj).

Encontro

No início desta noite, Ruas se reuniu com o ministro Cristiano Zanin, relator de outra ação que trata das eleições no Rio. Na saída da reunião, o presidente da Alerj preferiu não dar declarações à imprensa.

Segundo o deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ), que participou do encontro, o ministro sinalizou que pretende aguardar a decisão final da Corte sobre o mandato-tampão para decidir quem vai assumir o comando do estado. 

“Foi uma conversa institucional. O processo está com o ministro Flávio Dino, aguardando a publicação do acórdão”, afirmou. 

No dia 9 de abril, o STF suspendeu o julgamento sobre as eleições no Rio após um pedido de vista de Dino.

O ministro disse que pretende devolver o processo para julgamento depois da publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade. 

Entenda 

A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado ficou desfalcada. 

No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE. Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.

Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. Ele poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril.

A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. Com a renúncia, o ex-governador poderia ter influência na eleição indireta de um aliado para o governo interino. O pleito direto poderia favorecer Eduardo Paes, do PSD, pré-candidato ao governo do Rio. 

O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado não tem vice-governador. 

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o ex- deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo.

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado. 

Fonte: Agência Brasil


Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal da Fazenda de Salvador publicou, no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (22), a Portaria nº 34/2026, que estabelece mudanças para tornar mais ágil a análise de processos tributários.

A principal novidade é a criação de um mecanismo que permite o julgamento conjunto de casos semelhantes em tramitação no Conselho Municipal de Tributos de Salvador. Na prática, quando houver pelo menos três processos do mesmo contribuinte tratando da mesma questão, eles poderão ser decididos a partir de um único julgamento.

Com a adoção do chamado “processo paradigma”, os demais casos semelhantes ficam temporariamente suspensos até a definição de uma decisão principal, que passa a servir como referência obrigatória. A medida evita decisões divergentes e garante maior uniformidade e transparência.

Após a fixação da tese, os demais processos são concluídos de forma simplificada, com menos etapas e maior rapidez. Em alguns casos, inclusive, os recursos poderão ser analisados de forma resumida, reduzindo o tempo de tramitação.

Segundo a secretária da Fazenda, Giovanna Victer, a iniciativa representa um avanço na gestão fiscal. “A inovação busca dar mais eficiência e coerência aos processos, inspirada em mecanismos já consolidados no Judiciário, como o julgamento de demandas repetitivas”, afirmou.

De acordo com o Conselho Municipal de Tributos, a expectativa é que cerca de 300 processos sejam beneficiados já no primeiro ano, com redução média de até seis meses no tempo de julgamento. Além de acelerar a tramitação, a medida também aumenta a segurança jurídica, ao garantir maior previsibilidade nas decisões.

Fonte: Bahia Notícias


Medida foi adotada após decisão judicial

© PMSP/Divulgação

A policial militar Yasmin Ferreira foi suspensa de sua função pública por decisão judicial. A agente atirou e matou a Thawanna Salmázio, no dia 3 de abril.

Com a decisão, a agente de segurança não poderá portar arma de fogo, manter contato com testemunhas e parentes da vítima, nem deixar a comarca sem autorização judicial prévia. Ela deverá ainda ficar recolhida em seu domicílio das 22h às 5h. 

As informações foram confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo e também pelo Ministério Público estadual. 

Segundo a decisão do magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, existem provas de materialidade e suficientes indícios de autoria da conduta criminosa.

“Os elementos informativos até então produzidos revelam quadro que extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal, evidenciando, em juízo de cognição sumária, conduta marcada por impulsividade, descontrole emocional e absoluta desproporcionalidade”, disse na sentença.

Entenda o caso

Na noite do dia 3 de abril, a policial Yasmin Ferreira e outro agente circulavam com a viatura pelas ruas do bairro Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista.

Segundo informações do companheiro da vítima, ele e Thawanna andavam na rua. O homem se desequilibrou e bateu com o braço no retrovisor da viatura policial, que parou para averiguar a situação. Houve um princípio de confusão e os agentes policiais afirmaram que tiveram de usar força para deter o casal. A policial Yasmin Ferreira desceu da viatura e, após discutir com Thawanna, alvejou-a. A vítima morreu menos de uma hora depois. 

Na ocasião, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a vítima foi levada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. 

Em nota, a secretaria disse que todas as circunstâncias do caso estão sendo investigadas “com prioridade” pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento das corregedorias das instituições envolvidas.

No último dia 8, o Ministério Público de São Paulo anunciou que vai investigar a morte de Thawanna da Silva Salmázio.

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo também pediu a apuração da morte.

Fonte: agência Brasil


Projeto prevê que aumento de arrecadação compense corte de impostos

© Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo federal enviou nesta quinta-feira (23) ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de arrecadação com receitas do petróleo. A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta.

Pouco antes das 16h, o Ministério da Fazenda tinha anunciado que a medida envolveria novos cortes diretos de impostos. No entanto, o ministro Dario Durigan corrigiu a informação.

“Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e, sim, de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, declarou o ministro, em referência aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis.

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Proposta

A proposta prevê que receitas extraordinárias provenientes do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, sejam usadas para compensar reduções de impostos sobre combustíveis.

Poderiam ser abatidas as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

A proposta inicial prevê duração do regime enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Assim que for constatado aumento de receitas, o presidente da República poderá editar um decreto com desonerações de combustíveis.

As reduções de tributos valeriam por dois meses, com revisões após o fim do período.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, isso permitirá a manutenção da neutralidade fiscal, sem impacto para as contas públicas.

“Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, afirmou Moretti.

De acordo com o ministro, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, por um período de dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.

Articulação

A articulação política para a efetivação da medida envolve o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara.

Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstraram apoio à proposta.

Medidas recentes

Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis. Entre elas, a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios que chegaram a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e a R$ 1,12 por litro para o nacional.

Segundo a Petrobras, os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do valor final ao consumidor, no cálculo que considera um preço médio de R$ 6,77 o litro.

Atualmente, o diesel e o biodiesel estão com PIS e Cofins zerado. A gasolina e o etanol, no entanto, continuam com a mesma tributação de antes do início da guerra.


Países que sediam evento enfrentam surtos ativos da doença

© Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença.

A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença.

“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.

Vai viajar para a Copa? 

O documento reforça recomendações de vacinação contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil, considerando que os países-sede apresentam elevado número de casos, com surtos ainda ativos.

“A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações no documento.

Painel da Copa do Mundo de 2026 em Los Angeles REUTERS/David Swanson/Direitos reservados

“Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, completou a nota.

Orientações para o viajante

Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento a esses passos:

  • Atualize sua caderneta: verifique se você tomou as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).
  • Antecedência: o imunizante deve ser tomado pelo menos 15 dias antes do embarque, para que o corpo crie a proteção necessária.
  • Vigilância no retorno: ao voltar ao Brasil, caso apresente febre e manchas vermelhas pelo corpo, procure imediatamente um serviço de saúde e informe sobre sua viagem.

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Copa do Mundo

A Copa do Mundo 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos sediados em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A estimativa é que milhões de pessoas participem, incluindo grande número de viajantes internacionais provenientes de diferentes regiões do mundo.

“Eventos de massa internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis”, destacou o ministério no documento.

Sarampo nas Américas

O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

O ministério alerta que o sarampo permanece com ampla distribuição global, com persistência de surtos em todos os continentes. “Em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”.

“Esse cenário é agravado pela existência de bolsões de indivíduos suscetíveis, resultantes da hesitação vacinal e de falhas na cobertura vacinal em diversas regiões.”

Na região das Américas, o documento aponta um aumento expressivo na incidência da doença, com milhares de casos de sarampo, sobretudo nos países-sede da Copa.

Em 2025, a epidemia de sarampo no Canadá causou 5.062 casos, causando a perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a área como de circulação endêmica.

Situação semelhante foi observada no México, que passou de sete casos, em 2024, para 6.152, em 2025, e 1.190 casos, em janeiro de 2026, conforme dados preliminares.

Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos apenas em janeiro de 2026.

Os três países se encontram com surtos ativos de sarampo, quando há transmissão contínua do vírus ocorrendo nesse momento. O cenário de agravamento culminou na perda do status da região das Américas como zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025.

Brasil livre do sarampo

Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.

Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.

 “Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal”, destacou o ministério.

Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas.

“O cenário epidemiológico atual reforça a vulnerabilidade do Brasil frente à reintrodução do vírus. A combinação de surtos ativos em países vizinhos, fluxo contínuo de viajantes, brasileiros não vacinados e a confirmação de casos importados faz com que o risco de casos e surtos de sarampo seja alto.”

Vacinas de poliomelite, sarampo; caxumba e rubéola produzidas por Bio-Manguinhos/Fiocruz, exibidas no 9º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Fernando Frazão/Agência Brasil

Vacinação

A nota reforça que a vacinação constitui a principal medida de prevenção e controle da doença. A proteção é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Dados da pasta mostram que, no Brasil, a cobertura da 1ª dose (D1) atingiu 92,66% em 2025, aproximando-se da meta preconizada de 95% em nível nacional. A homogeneidade (indicador da qualidade da cobertura em diferentes localidades) chegou a 64,56%, sendo que 3.596 municípios atingiram a meta de 95%.

Já a cobertura da 2ª dose (D2) atingiu 78,02%, com uma homogeneidade de 35,24%, e 1.963 municípios atingiram a meta de 95%.

“Esses resultados evidenciam que ainda há pessoas não vacinadas contra o sarampo no Brasil. Assim, o risco de reintrodução do vírus aumenta com o retorno de viajantes brasileiros infectados ou com a chegada de viajantes estrangeiros infectados, levando a uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo”, ressaltou o documento.

Para viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, conforme esquema detalhado a seguir:

  • Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: realizar a dose zero da vacina, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil para a produção de anticorpos.
  • Crianças de 12 meses a adultos de 29 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal completo, de 2 doses, o ideal é que a 1ª dose seja realizada, no mínimo, 45 dias antes da viagem, a fim de ter tempo hábil para receber a 2ª dose (30 dias após a 1ª dose) e período adequado para a produção de anticorpos (aproximadamente 15 dias).
  • Adultos de 30 a 59 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal com uma dose da vacina, é necessário iniciar o esquema, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil de soroconversão.

“Em situações em que a vacina não foi administrada no período ideal, ainda assim é recomendável que o viajante receba pelo menos uma dose antes de viajar, até mesmo no dia do embarque”, destacou o ministério.

Risco real

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o risco de reintrodução da doença no Brasil é real.

“Justamente no momento em que nós recuperamos o status de zona livre do sarampo, estamos vivenciando um grande surto nas Américas, principalmente na América do Norte. Mas também há casos na Bolívia, na Argentina e no Paraguai”.

“Obviamente que o deslocamento frequente de pessoas faz com que o risco de reintrodução da doença seja real”, disse. “A chance de alguém entrar com sarampo aqui é grande”, completou.

Para Kfouri, o Brasil precisa manter sua população vacinada, o que funciona como uma barreira para a transmissão do vírus, além de realizar uma vigilância bastante ativa para a detecção precoce de casos.

“Casos importados vão acontecer. Em 2025, tivemos 35. Mas esses casos não se traduziram em uma cadeia de doença. Portanto, a gente só teve esses casos. Não temos transmissão mantida entre nós”.

O vice-presidente da Sbim ressaltou a importância de capacitação de todos os profissionais de saúde, não só para o reconhecimento precoce da doença, mas para ações imediatas de isolamento, bloqueio e coleta de exames.

“Que neste momento de aglomeração, que a gente tenha um cuidado ainda maior. Viajar com a vacinação em dia, e estar alerta para os que voltam de lá com sintomas”, disse.

Fonte: Agência Brasil