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A prisão foi nesta quarta-feira, 1º, na Noruega

Greta Thunberg é retirada por policiais da frente da porta do Ministério das Finanças da Noruega | Foto: Reprodução/Twitter

A ativista sueca Greta Thunberg foi presa nesta quarta-feira, 1º, em Oslo, na Noruega, ao participar de um protesto contra a instalação de turbinas eólicas na região de Fosen, em áreas pertencentes a uma tribo indígena chamada Sami. É a segunda prisão da ativista por participar de obstruções em protestos ambientais.

Nesta quarta-feira, ela e outros ativistas foram detidos por bloquear uma das portas do Ministério das Finanças norueguês. A expectativa é de que ela seja liberada em breve, informou a imprensa internacional.

Um vídeo do momento da prisão foi compartilhado nas redes sociais.

https://twitter.com/Faktantarkast10/status/1630873497420324870?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1630873497420324870%7Ctwgr%5E84021cea27963464d695f07d4e4f1cc5a5b0244c%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fmundo%2Fgreta-thunberg-e-presa-novamente-em-protesto%2F

Ativistas indígenas e ambientalistas pedem ao governo norueguês a remoção das turbinas eólicas da região. Em 2021, a Suprema Corte da Noruega decidiu que os dois parques eólicos construídos na área, no centro da Noruega, violaram os direitos do povo originário.

As turbinas, no entanto, permanecem em operação mais de 16 meses depois da decisão judicial. Por isso, nos últimos dias, manifestantes decidiram bloquear o acesso a vários prédios do governo em Oslo em protesto.

Os Sami habitam a região há milhares de anos, informou a imprensa. Segundo a Unesco, a população é de aproximadamente 80 indígenas, que vivem principalmente no norte da Noruega, da Finlândia, da Rússia e da Suécia.

Em 17 de janeiro, Greta foi detida durante manifestação contra a demolição de uma vila na Alemanha para a reativação de uma mina de carvão. O governo alemão pretende reativar a mineração na região para compensar a crise de energia causada pela guerra na Ucrânia.

Informações Revista Oeste


O empresário e presidente da varejista Havan, Luciano Hang, ao lado do presidente Jair Bolsonaro - Reprodução/Facebook
O empresário e presidente da varejista Havan, Luciano Hang, ao lado do presidente Jair Bolsonaro Imagem: Reprodução/Facebook

Luciano Hang, das Lojas Havan, investiu mais de R$ 27 milhões em projetos autorizados a captar recursos por meio da Lei Rouanet. Ao todo, a empresa fez 350 doações expressivas ao longo dos últimos anos.

Uma delas foi para o musical “Silvio Santos Vem Aí”, que vai contar a trajetória de Silvio Santos. A Havan desembolsou R$ 300 mil para a montagem teatral, que já captou quase R$ 5 milhões por meio da iniciativa privada.

Os projetos apoiados por Hang vão de documentário sobre os bastidores da campanha ao governo de Santa Catarina, de 2003, a um festival sertanejo na cidade de São Lourenço do Oeste, também no mesmo estado.

A reportagem de Splash separou outros dez projetos que receberam os maiores investimentos do empresário. Juntos, eles somam mais de R$ 3 milhões.

Documentário “O Dia da Virada”. A produção, que vai reconstruir o último dia antes da eleição para o governo de Santa Catarina, em 2003, foi contemplada com R$ 120 mil.

Restauro da Igreja Espírito Santo – Paróquia Luterana de Blumenau. O projeto, que prevê a recuperação e conservação da igreja construída em 1877, recebeu R$ 500 mil da empresa.

Manutenção do Instituto HAHAHA. Hang investiu R$ 200 mil na execução de ações artísticas híbridas realizadas pelo instituto. O projeto, que é de 2020, tinha por objetivo a garantia de acesso à Cultura durante a pandemia.

Projeto OMUNGA NA AMAZÔNIA. A ação, que visa oferecer ações educativo-culturais para professores e alunos da rede pública de Joinville (SC), foi contemplada com R$ 200 mil das Lojas Havan.

Instituto Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. O empresário investiu R$ 300 mil no plano anual de atividades da instituição de 2020.

Musical “Bem Sertanejo”. A terceira temporada da montagem recebeu R$ 250 mil. O musical aborda a história da música caipira da origem até os dias de hoje.

Mostra cultural e étnica na cidade de Esteio (RS). O evento, que “busca valorizar as diversas expressões artísticas e culturais”, recebeu R$ 300 mil da empresa.

Amostras culturais e Étnicas nas cidades de Três Palmeiras, Salgado Filho, Frederico Westphalen e Erechim, no Rio Grande do Sul, e em Pinhalzinho, Santa Catarina. A Havan investiu R$ 291 mil no projeto.

Festas regionais para promover o turismo no Paraná. Um projeto que tinha por objetivo a realização da 29ª Festa da Tainha, da 4ª Festa Nacional e da 37ª Festa do Pescador foi contemplado com R$ 250 mil.

Festival Sertanejo em SC e PR. O evento de resgate da música raiz recebeu da empresa R$ 294 mil.

Shows de Natal em cinco cidades do sul. As apresentações gratuitas, segundo o projeto, foram realizadas nas cidades de Lages (SC), Maringa (PR), Biguacu (SC), Balneário Camboriú (SC) e São José dos Pinhais (PR). A ação captou R$ 300 mil com as lojas de Hang.

Procurada por Splash para comentar a importância da lei para a empresa, a assessoria das Lojas Havan não retornou até o momento. Se o fizer, o texto será atualizado.

Luciano Hang x Jair Bolsonaro

Luciano Hang - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
O empresário e presidente da varejista Havan, Luciano Hang, é apoiador do presidente Jair Bolsonaro.Imagem: Reprodução/Instagram

Em 2022, Luciano Hang defendeu o uso da Lei Rouanet em uma série de publicações no Twitter. Vale lembrar que parte do dinheiro investido pelo empresário é abatida do Imposto de Renda das Lojas Havan.

O empresário, no entanto, é um dos maiores apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que em janeiro voltou a criticar a Lei de Incentivo à Cultura. O político afirmou que “já recomeçou a festa da Lei Rouanet” após a eleição de Lula (PT), conforme noticiou a Folha de S.Paulo.

O que é a Lei Rouanet?

Criada em 1991, no governo Fernando Collor, a Lei Rouanet concede incentivos fiscais a pessoas físicas e empresas privadas patrocinadoras de produtos ou serviços na área da cultura.

A aprovação no Ministério da Cultura, no entanto, não garante a captação nem a execução do projeto, que ficam a cargo dos proponentes.

A captação é feita por renúncia fiscal. Ou seja, é uma reorganização de imposto, que seria pago aos cofres públicos, mas é direcionado a produções artísticas.

Informações Splash UOL


Três empresas ganharam a licitação para fornecerem os trios elétricos e carros de apoio na Micareta 2023

Micareta de Feira: definidas as empresas que vão fornecer trios elétricos para a festa com valor de R$ 1,5 milhão

Estão definidas as empresas que vão fornecer os trios elétricos e carros de apoio para a Micareta de Feira de Santana 2023, que acontece entre os dias 20 e 23 de abril. O resultado da Licitação foi divulgado nesta quarta-feira (1/03), com valor de quase R$ 1,5 milhão.

De acordo com publicação no Diário Oficial do Município, através do Pregão Eletrônico 61-2022-PE, foram definidas as empresa para locação de Trio Elétrico tipo A, Trio Elétrico tipo B, Mini Trio Toco e Carro de Apoio para a Micareta de Feira e demais eventos coordenados pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

As empresas vencedoras e os respectivos valores são: COMENDADOR PRODUÇÕES E PROMOÇÕES ARTÍSTICAS LTDA, com valor de R$ 559.496,00 para os LOTES II,III,IV E IX; LIGHT PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA com o valor de R$ 216.000,00 para o LOTE V; REALCE PRODUÇÕES E EVENTOS EIRELI com o valor de R$ 717.999,96 para os LOTE VI,VII,VIII e X.

Informações O Protagonista


Gasolina foi reonerada em R$ 0,47 por litro, e o etanol em R$ 0,02 por litro. Anúncio foi feito na terça-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Ministério da Fazenda detalha volta da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis

O governo anunciou no fim da tarde da terça-feira (28) a volta parcial de impostos federais para a gasolina e o etanol. A reoneração, implementada por meio de medida provisória, já vale a partir desta quarta-feira (1º). 

A volta é parcial porque os impostos não estão sendo retomados no valor integral que tinham anteriormente. 

Veja abaixo perguntas e respostas sobre a medida e quanto deve ficar o preço para o consumidor. 

De quanto é o aumento de imposto?

Para a gasolina, o aumento é de R$ 0,47 por litro. 

No caso do álcool, de R$ 0,02 por litro. 

Quanto isso deve representar para o consumidor final?

Segundo cálculos realizados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço da gasolina nos postos deve subir cerca de R$ 0,25 por litro. 

Isso porque, apesar de uma elevação de R$ 0,47 nos impostos federais, a Petrobras anunciou uma redução no valor do combustível vendido às distribuidoras. Essa redução é de R$ 0,13. 

A conta que a Abicom faz leva em conta ainda que a gasolina vendida ao consumidor tem 27% de etanol. 

Quais impostos foram retomados? 

O governo voltou a aplicar a cobrança do PIS e da Cofins, que não eram cobrados desde maio de 2022. 

Naquela ocasião, o governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro, suspendeu a aplicação dos impostos até o fim de dezembro de 2022, com o objetivo de baixar os preços dos combustíveis. 

Por que os impostos estão sendo retomados? 

O governo do presidente Lula assinou em janeiro uma medida provisória prorrogando a desoneração dos combustíveis. No caso da gasolina e do álcool, essa prorrogação valia até esta quarta (1º). 

Com isso, se o governo não editasse a medida provisória, os valores seriam retomados integralmente. 

Por que o governo optou pela reoneração parcial? 

A reoneração parcial foi uma solução de meio termo encontrada entre a ala política e a ala econômica do governo. 

A ala política não queria o impacto de aumento de preços de combustíveis para o consumidor. A ala econômica entende que o governo não pode abrir mão por mais tempo da arrecadação proveniente dos impostos sobre gasolina e etanol. 

De quanto seria o aumento se a reoneração fosse completa? 

Nesse caso, a gasolina subiria R$ 0,69 por litro. 

O etanol subiria R$ 0,24 por litro. 

Como o governo pretende complementar a arrecadação, já que a retomada foi parcial?

Para preservar a arrecadação, já que a reoneração dos impostos foi parcial, o governo vai criar um imposto sobre exportação de petróleo cru. A alíquota será de 9,2%. 

A expectativa é que o novo imposto arrecade R$ 6,7 bilhões nos quatro meses em que ficar em vigor. Ele incide sobre empresas exportadoras de petróleo bruto do país, entre elas, a Petrobras. 

Algum combustível ainda está isento dos impostos federais?

O governo informou que o gás natural veicular (GVN) e o querosene de aviação civil, combustíveis que também estavam previstos para serem reonerados a partir de 1º de março, permanecerão desonerados. 

Quais foram os argumentos do ministro para a reoneração?

Haddad afirmou que a reoneração dos combustíveis tem um “objetivo muito claro” de “recompor o orçamento público”. A equipe econômica quer passar uma imagem de responsabilidade fiscal. 

O ministro argumentou que a desoneração, aplicada pelo governo anterior, foi uma medida eleitoreira, que só foi estendida pelo presidente Lula porque a reoneração poderia inflar os atos golpistas de janeiro. 

Haddad disse ainda esperar que, diante da reoneração, que fortalece as contas públicas, o Banco Central baixe os juros. 

“Medidas têm foco na queda das taxas de juros no Brasil”, afirmou Haddad. “Esperamos que Copom reaja como previsto nas atas do Banco Central”, completou.

Informações G1


Monitor da Violência: Bahia lidera ranking de mortes violentas no Brasil pelo 4º ano consecutivo — Foto: Arquivo / g1

Monitor da Violência: Bahia lidera ranking de mortes violentas no Brasil pelo 4º ano consecutivo — Foto: Arquivo / g1 

A Bahia foi o estado que mais registrou mortes violentas em 2022, em todo o Brasil, pelo 4º ano seguido. Os dados fazem parte do Monitor da Violência, índice nacional de homicídios criado pelo g1, com base em informações oficiais dos 26 estados e o Distrito Federal. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (1º). 

Escalada das mortes violentas na Bahia

Dados registrados mensalmente no estado em 2022

Fonte: Polícia Civil

Ao todo foram contabilizadas 5.124 mortes violentas no estado baiano no último ano, levando em consideração feminicídios (quando as vítimas são mortas na condição de mulheres), homicídios dolosos (quando o assassinato é intencional), latrocínios (quando a vítima é assassinada para que o roubo seja concluído) e lesões corporais seguidas de morte

Os dados apontam uma média de 427 assassinatos por mês. Todas as 5.124 mortes violentas na Bahia representam uma fatia de 12,5% de todos os casos no Brasil: 41.069. Se comparado com 2021, quando 5.099 mortes violentas foram registradas em solo baiano, o aumento foi de 0,5%. 

Veja a escala de taxa de assassinatos por 100 mil habitantes por estado — Foto: Luisa Rivas/g1

Veja a escala de taxa de assassinatos por 100 mil habitantes por estado — Foto: Luisa Rivas/g1 

Ao analisar a quantidade de habitantes do estado no mesmo ano, um total de 14.985.284 pessoas, a Bahia contabilizou 34,2 mortes violentas por cada grupo de 100 mil habitantes. Também é possível observar que a cada 2.923 pessoas na Bahia, uma foi assassinada. 

No dia 24 de fevereiro, o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgou um relatório que contabilizou 8.006 civis foram mortos em um ano de guerra na Ucrânia: uma morte a cada 5.469 pessoas, levando em consideração que o país tem 43,79 milhões de habitantes. 

A violência que atinge as mulheres

Feminicídios na Bahia

Dados correspondem a 2022

Fonte: Polícia Civil

O mês com menos feminicídios registrados foi março de 2022, quando três mulheres foram assassinadas no contexto de violência doméstica, na Bahia. Uma dessas vítimas, Edilena de Jesus Dantas, foi morta aos 40 anos, pelo ex-companheiro, na cidade de Ilhéus. 

O nome deste homem não foi divulgado pela Polícia Civil por causa da Lei de Abuso de Autoridade. Além de matar Edilena a tiros, ele também tentou assassinar a então atual companheira, uma jovem de 29 anos. Detido pela população, ele quase foi linchado e autuado em flagrante. 

Vítima foi identificada como Greice Kelly, de 25 anos — Foto: Arquivo Pessoal 

Agosto, outubro e dezembro foram os meses com maior contabilização de feminicídios. Um dos crimes, inclusive, foi cometido por um agente da Segurança Pública: um policial militar. Greice Kelly Rocha Soares foi morta com tamanha brutalidade, que além de oito tiros também foi esfaqueada. 

A jovem de 25 anos estava no salão de beleza onde trabalhava havia menos de dois meses. Ela tentava recomeçar a vida depois de ter sido esfaqueada pelo mesmo policial militar, com quem teve um relacionamento abusivo. O nome dele, que acabou preso em flagrante, nunca foi divulgado, nem mesmo pela corporação. 

Outras faces dos assassinatos

Homicídios dolosos e lesões corporais seguidas de morte

Dados registrados em 2022

Fonte: Polícia Civil

A maioria das vítimas de homicídios dolosos são jovens adultos negros. O envolvimento direto (por atuação) ou indireto (por morar em localidades onde há atuação) com o tráfico de drogas é a principal motivação destes assassinatos. 

Assim foi morto Gabriel Afonso da Silva, de 25 anos, na cidade de Serra do Ramalho, na região oeste da Bahia, em agosto de 2022 – o mês em que menos homicídios dolosos foram registrados no estado. A casa que ele morava havia três meses foi invadida por homens armados, que o executaram. 

Adolescente é morto a tiros em centro de cidade na Bahia — Foto: TV Subaé 

Na época do crime, a Polícia Civil informou que o local funcionava como ponto de tráfico de drogas, já que foram encontradas anotações de vendas de entorpecentes. Algumas mortes, como a do adolescente Jheovane Neiva Afonso, não tiveram a motivação divulgada. 

Ele foi morto no centro de Santo Antônio de Jesus, Recôncavo Baiano, enquanto comia um lanche com a mãe, em dezembro do último ano. O crime que matou Jheovane foi intencional: dois homens em uma moto pararam na Praça Pirajá e dispararam contra ele. As autorias ainda são investigadas. 

Raí Jesus da Silva tinha 18 anos e foi morto a tiros no extremo sul da Bahia — Foto: Arquivo Pessoal 

Várias vítimas foram mortas enquanto se divertiam. O jovem Raí Jesus da Silva, de 18 anos, por exemplo, foi morto com diversos tiros em uma festa na cidade de Itamaraju, no extremo sul da Bahia, em julho de 2022. O motivo: esbarrou na namorada do autor dos disparos. 

Os amigos Elber Santos da Conceição, de 21 anos, e Gabriel Santos Cruz, 19, foram assassinados com vários tiros em outubro do mesmo ano, enquanto saíam de um bar em Salvador, no bairro do Rio Vermelho – conhecido pela boemia. Sete homens cometeram o crime e fugiram em dois carros. 

Um mês antes, em setembro, um jovem de 20 anos foi morto a tiros no distrito de Aratuba, em Vera Cruz. David Santos da Silva foi retirado de casa à força, enquanto estava com o filho no colo – outra vítima da violência. Com 1 ano e 3 meses, o bebê também foi baleado, mas resistiu aos ferimentos. 

O assassinato para roubar

Latrocínios na Bahia

Dados correspondem a 2022

Fonte: Polícia Civil

Em 2022, 84 pessoas foram assassinadas para que os criminosos pudessem roubar os pertences delas – o classificado latrocínio. Um dos crimes que chocou a Bahia e teve repercussão nacional foi o cometido contra a adolescente Cristal Rodrigues Pacheco, de 15 anos, em Salvador, no mês de agosto. 

A vítima caminhava em direção à escola, com a mãe e a irmã de 12 anos, quando as três foram abordadas por duas mulheres, que anunciaram um assalto. A vítima foi baleada e morreu ainda no local, em frente à Praça da Aclamação. 

Cristal Rodrigues Pacheco foi morta aos 15 anos, em um assalto no Centro de Salvador — Foto: g1/Arquivo pessoal 

A dupla que cometeu o crime foi presa. A mãe de uma das acusadas, inclusive, foi quem denunciou a própria filha à polícia. Em depoimento, elas alegaram que o disparo havia sido “sem querer”. Outra vítima de latrocínio foi o investigador da Polícia Civil, Marcelo Ribeiro Falcão. 

Morto aos 51 anos, no mês de julho, em Feira de Santana, ele teve o celular e uma arma roubados durante o crime. No caso de Marcelo, a violência gerou ainda mais violência: os suspeitos foram mortos em confronto com a polícia no mesmo dia. 

Violência a nível de Brasil

Monitor da Violência: Assassinatos caem 1% no Brasil em 2022

Monitor da Violência: Assassinatos caem 1% no Brasil em 2022 

Além da Bahia, outros três estados brasileiros registraram mais de três mil mortes no último ano: Pernambuco (3.420), também no Nordeste, São Paulo (3.316) e Rio de Janeiro (3.141), ambos no Sudeste brasileiro. 

Os estados de Roraima (183), Acre (216) e Amapá (226), todos na região Norte, tiveram menores quantidades de registros. 

Monitor da Violência acompanha as mortes mês a mês — Foto: g1 

Informações G1


Foto: Reprodução G1

g1 reuniu imagens que mostram o antes e depois da trilha que virou área de mergulho, no rio Olho D’água, após forte temporal em Jardim (MS). Antes da cheia, os turistas faziam o percurso caminhando. Com o temporal, o passeio só pôde ser realizado por meio de mergulho. Assista ao vídeo acima.

De um dia para o outro, a mata ciliar do rio, em Jardim, ficou completamente submersa, formando uma trilha subaquática. A cheia durou dois dias.

Compare, nas fotos abaixo, como era e como ficou a trilha após o temporal:

Foto 1: Fernando Peres/Reprodução
Foto 2: Recanto Ecológico Rio da Prata-Mateus Alexandre/ Reprodução

Trilha submersa

Depois de fortes chuvas em uma das regiões mais turística de Mato Grosso do Sul, uma cena rara foi registrada no rio do Olho D’água, em Jardim (MS). Uma trilha ficou completamente submersa pelas águas cristalinas e o fotógrafo Mateus Alexandre chegou a “andar” debaixo d’água. Assista ao vídeo acima.

Toda área ficou submersa e mesmo com tanta chuva, a água continuou transparente.

Foto: Recanto Ecológico Rio da Prata-Mateus Alexandre/ Reprodução

O que antes recebia turistas andando por cima do deck, ficou inteiramente submerso e o fotógrafo Mateus Alexandre pôde fazer o registro fantástico, dentro da água, no Recanto Ecológico Rio da Prata. Veja o registro acima.

Mateus ficou extasiado com a situação. Um dia antes do fenômeno, o fotógrafo passou pelo mesmo local, andando sobre o deck que separa o rio da terra firma. No outro dia, o cenário foi completamente diferente, a trilha estava submersa.

“Atuo no Recanto Ecológico Rio da Prata há 1 ano e seis meses. No último fim de semana tive a oportunidade de contemplar um acontecimento único: a trilha submersa. Fiquei extasiado ao constatar que, de um dia antes ela estava seca e visitantes caminhavam por ela. E com as chuvas ela se transformou em um cenário extraordinário e a sua beleza permanecia a mesma! Foi incrível!”, comenta o fotógrafo Mateus Alexandre, que faz parte da equipe de fotografia do Grupo Rio da Prata.

*G1


Foto: Divulgação/MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu três propriedades produtivas na Bahia. Quase 1,6 mil militantes tomaram o terreno, que pertence à empresa Suzano, na madrugada de segunda-feira 27. O grupo protesta contra o crescimento da monocultura de eucalipto no sul baiano.

As áreas invadidas ficam próximas das cidades de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas. De acordo com o MST, empresários estão utilizando defensivos agrícolas nas áreas cultivadas da região — o que prejudicaria os camponeses e provocaria um êxodo rural.

Em nota, a Suzano afirmou que as invasões violam o direito de propriedade privada. A empresa comunicou ainda que os sem-terra estão sujeitos à adoção de medidas judiciais.

“A companhia reitera que cumpre integralmente as legislações ambientais e trabalhistas aplicáveis às áreas em que mantém atividades, tendo como premissas em suas operações o desenvolvimento sustentável e a geração de valor e renda”, informou a Suzano.

A empresa gera aproximadamente 7 mil empregos diretos, mais 20 mil postos de trabalho indiretos. Fundada em 1924, é uma das maiores produtoras de celulose e papel do mundo. Apenas no terceiro bimestre de 2022, por exemplo, a companhia lucrou R$ 5,44 bilhões. As vendas de celulose no período totalizaram cerca de 3 milhões de toneladas.

*Terra Brasil Notícias


Foto: Reprodução/GloboNews

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (28), afastar do cargo o juiz federal Marcelo Bretas, por suposto desvio de conduta na análise de processos. O CNJ também instaurou procedimento para investigar o juiz.

Bretas atuou na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Em nota divulgada após a decisão do CNJ, ele afirmou que “sempre atuou na forma da lei para a realização da Justiça. E que não pode comentar a decisão do CNJ pois a ela não teve acesso, uma vez que foi tomada em sessão sigilosa”.

A decisão do CNJ, por 12 votos a 3, levou em conta a conduta de Bretas como juiz criminal, segundo integrantes do CNJ. No conselho, havia três procedimentos abertos sobre o juiz.

O primeiro item era uma reclamação disciplinar ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que questionou acordo de colaboração premiada celebrado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a OAB, o juiz e o Ministério Público negociaram penas, orientaram advogados e combinaram estratégias.

O segundo é uma reclamação feita pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. O prefeito alega que o juiz atuou para prejudicá-lo na disputa eleitoral para o governo do estado em 2018.

À época, Bretas chamou para uma audiência Alexandre Pinto, ex-secretário municipal de Obras do Rio. Pinto acusou o prefeito do Rio de participar em um esquema de propinas no plano de infraestrutura das Olimpíadas de 2016.

O terceiro processo é uma reclamação disciplinar instaurada pelo corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão. O CNJ encontrou dados em computadores corporativos do magistrado que dão indícios de supostas “deficiências graves dos serviços judiciais e auxiliares, das serventias e dos órgãos prestadores de serviços notariais e de registros”.

Próximos passos

Agora que o processo administrativo foi aberto para investigar a conduta de Bretas, o CNJ vai designar um conselheiro para ser o relator.

Ele vai ser responsável por ouvir o investigado e as testemunhas. Por fim, o relator apresenta um voto no plenário do CNJ.

Dependendo do voto do relator, e se ele foi acompanhado pelos demais conselheiros, Bretas pode até ser punido com a aposentadoria compulsória (quando ele sai do cargo, mas mantém o salário).

*G1


Foto: Reprodução G1

O vereador Sandro Fantinel (Patriota), de Caxias do Sul, na Serra do RS, fez um comentário xenofóbico ao usar a tribuna nesta terça-feira (28) e questionar a repercussão do caso de trabalhadores resgatados em situação de escravidão nas vinícolas da cidade vizinha de Bento Gonçalves. De acordo com o deputado estadual Leonel Radde (PT), um Boletim de Ocorrência contra a fala foi registrado.

g1 RS tentou contato com o vereador, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Mais de 200 pessoas foram resgatadas de um alojamento em Bento Gonçalves onde eram submetidas a trabalho análogo à escravidão durante a colheita da uva para as vinícolas. Os trabalhadores foram contratados pela Fênix Serviços Administrativos e Apoio à Gestão de Saúde Ltda, que oferecia a mão de obra para as vinícolas Aurora, Cooperativa Garibaldi, Salton e produtores rurais da região. Eles afirmam que eram extorquidos, ameaçados, agredidos e torturados com choques elétricos e spray de pimenta.

Em seu discurso xenofóbico, o parlamentar pede que os produtores da região “não contratem mais aquela gente lá de cima”, se referindo a trabalhadores vindos da Bahia. A maioria dos trabalhadores contratados para a colheita da uva veio daquele estado. Fantinel sugere que se dê preferência a empregados vindos da Argentina, que, segundo ele, seriam “limpos, trabalhadores e corretos”.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), dos 207 empregados resgatados do alojamento em Bento Gonçalves, 194 voltaram para a Bahia, quatro ficaram no RS e nove eram gaúchos de Rio Grande, Montenegro, Marau e Carazinho, que voltaram para suas cidades.

Repercussão

O deputado estadual Leonel Radde (PT) disse que foi registrado um Boletim de Ocorrência contra o vereador. “Acabamos de registrar um novo Boletim de Ocorrência contra a fala racista do vereador de Caxias do Sul/RS, Sandro Fantinel, que declarou que ‘baianos são sujos e sabem apenas tocar tambor e dançar'”. O deputado ainda disse que “o Rio Grande do Sul e o Brasil não são lugares para racistas, escravocratas!”

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) também se manifestou no Twitter sobre a fala do vereador. “Eu repudio veementemente a apologia à escravidão e não permitirei que tratem nenhum nordestino ou baiano com preconceito ou rancor.”

“É desumano, vergonhoso e inadmissível ver que há brasileiros capazes de defender a crueldade humana. Determinei, portanto, a adoção de medidas cabíveis para que o vereador seja responsabilizado pela sua fala”, afirmou o governador.

As declarações do vereador também provocaram respostas de seus colegas de Câmara em Caxias do Sul. Lucas Caregnato (PT) disse que as palavras usadas foram de “cunho xenofóbico, preconceituoso e discriminatório”. Rafael Bueno (PDT) pediu que a Câmara emita uma nota “pedindo desculpas, porque a gente não comunga com qualquer prática de intolerância, seja com imigrantes ou trabalhadores que procuram nossa região para sobreviver”.

Ao g1 RS, o presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, José Pascual Dambrós (PSB), afirmou que Fantinel “tem responsabilidade de responder por sua fala”, que, segundo ele, não reflete o pensamento da cidade ou da Câmara. Contudo, não quis se comprometer com uma ação contra o colega. Segundo ele, uma medida contra o vereador só deve ser tomada caso haja representação no Conselho de Ética da casa.

“A fala de um vereador não representa a cidade. O que representa a cidade é a hospitalidade e a harmonia com que recebemos gente de fora do país e do estado. Mais da metade dos vereadores veio de fora da cidade, precisamos respeitar todo o povo, inclusive temos muita gente de outros municípios, de outras regiões e até de outros países trabalhando na cidade”, avalia.

*G1


Foto: Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

Cerca de 1.700 famílias do Movimento Sem Terra na Bahia ocuparam quatro latifúndios no sul do estado na madrugada desta segunda-feira (27). Entre as terras reivindicadas, estão três áreas de monocultivo de eucalipto, da empresa Suzano Papel e Celulose, localizados nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas. Também foi tomada a Fazenda Limoeiro, abandonada há 15 anos na cidade de Jacobina.

Segundo o MST, além do pedido de reforma agrária, o ato denuncia o avanço da monocultura de eucalipto na região, além do uso de agrotóxicos pela empresa. A organização defende que a conduta da Suzano prejudica as poucas áreas cultivadas pelas famílias camponesas, além de provocar o êxodo rural e uma crise hídrica nos municípios.

O movimento criticou ainda a grande concentração de terras por fazendeiros e empresas do agronegócio na Bahia. Conforme o MST, a prática contribui diretamente para o aumento indiscriminado dos índices de desigualdades sociais, além de causar impactos ambientais irreversíveis, provocando um descontrole ambiental com chuvas torrenciais, enchentes, deslizamentos de terra, secas prolongadas e incêndios devastadores.

A Suzano é a maior produtora global de celulose de eucalipto e uma das 10 maiores de celulose de mercado, além de líder mundial no mercado de papel.
*Metro1