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Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (18) é celebrado o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O movimento possibilitou o surgimento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs), nos quais os pacientes em sofrimento psíquico deixaram de ser excluídos do convívio em sociedade e passaram a receber tratamento humanizado, com foco no respeito, integração e dignidade.

Segundo a coordenadora da Rede Municipal de Saúde Mental, Regicelia Silva, o movimento é necessário para desmistificar ideias baseadas em preconceitos. “O principal objetivo é desfazer o isolamento social do paciente, em que ele é tratado como louco, como alguém que não está apto para conviver em sociedade ou para ter uma vida comum”, destacou.

Para a coordenadora, o CAPS, criado em 2002 pelo Ministério da Saúde, em substituição aos hospitais psiquiátricos, é um símbolo da luta antimanicomial. “Nas unidades CAPSs, a gente cuida da pessoa como um todo, não entramos apenas com a parte dos remédios. Temos uma equipe multidisciplinar para fazer com que esse indivíduo melhore psiquicamente, mentalmente e fisicamente e possa retomar a sua vida à normalidade”, explicou.

Em Feira, os CAPSs prestam suporte especializado a mais de 42 mil pessoas que apresentam diferentes transtornos mentais, como ansiedade, depressão e de comportamento pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas).

O atendimento é realizado por uma equipe formada por diversos profissionais, entre eles psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, psiquiatras, educador físico, psicopedagoga, enfermeiros e musicoterapeuta.

SECOM


Fotos: Milena Brandão

Com o objetivo de definir ações que intensifiquem ainda mais a segurança no ambiente escolar, a Secretaria Municipal de Educação (SEDUC) se reuniu com autoridades da Segurança Pública (Polícias Militar e Civil), do Ministério Público (MP/BA) e da Secretaria de Prevenção a Violência (SEPREV). O público-alvo foram os gestores das unidades escolares.

Entre as estratégias estabelecidas criou-se o “Fluxo Infracional’’ que passa a orientar os procedimentos das direções das escolas na identificação de atos infracionais cometidos por um estudante, seja portando arma branca ou de fogo, simulacros, objetos perfurocortantes ou substâncias similares à droga. Os procedimentos variam de acordo com a faixa etária. 

Nos casos que envolvam menores de 12 anos o Conselho Tutelar será acionado, e aqueles acima da idade estabelecida a orientação é acionar a Polícia Militar a fim de ser conduzido à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI). 

“O fluxo infracional vai nos ajudar a atuar corretamente por meio de recomendações específicas, faixa etária e respeitando o que está na legislação. Vamos continuar promovendo ações preventivas com reuniões entre profissionais da SEDUC, da SEDESO [Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social] e do Conselho Tutelar”, explica Anaci Paim, secretária de Educação. 

Ainda, segunda a gestora, o objetivo é promover cada vez mais a ‘Cultura da Paz’ no ambiente escolar. A SEDUC também reforçará as medidas de proteção nos ambientes escolares, a exemplo do controle e identificação no acesso, reforço nas grades e cercas elétricas, vistoria antes de os estudantes acessarem as salas, ampliação do número de câmeras de videomonitoramento e treinamento dos agentes de portaria.

Atualmente 1.648 câmeras estão espalhadas cobrindo os circuitos externos e internos nas 209 escolas da Educação Pública Municipal. O monitoramento atinge cerca de 60 mil pessoas que compõem a comunidade escolar.

GUARDA MUNICIPAL

A Guarda Municipal de Feira de Santana tem intensificado as rondas nas escolas desde o início do ano letivo. As guarnições vão até as escolas periodicamente 
para conversar e orientar diretores, professores e estudantes, além de atender as unidades quando há ocorrências. 

A central da Guarda funciona 24h e as equipes podem ser acionadas pelo número 153.

SECOM


Foto: Divulgação

Na manhã desta quinta-feira, 18 de maio, a área externa da UPA Estadual de Feira de Santana, administrada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) foi palco de uma importante ação alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. O evento organizado pelo Grupo de Trabalho Humanizado (GTH/UPA) teve como objetivo conscientizar e alertar a equipe assistencial da UPA sobre a importância desse tema tão delicado. A palestra foi ministrada pela Dra. Veronica Moreira Miranda, Assistente Social e Advogada especializada na área.

Maria Izabel Rocha, coordenadora do Serviço Social da UPA, expressou a confiança desse tipo de iniciativa. Ela enfatizou que, “embora a UPA não seja uma porta aberta para casos de abuso, quando a equipe identifica uma criança vítima deste tipo de situação é acolhida imediatamente e toda a rede de proteção é acionada, incluindo o conselho tutelar e a delegacia da criança e do adolescente”.  Ela enfatizou que o evento veio para conscientizar e alertar toda a equipe sobre esse tema tão importante, e que o serviço social desempenha um papel fundamental no suporte aos casos identificados.

Por sua vez, Carlos Lopes, assistente social da unidade,  destacou a responsabilidade do serviço social em obter conhecimentos abrangentes, tanto no âmbito do acolhimento emocional e assistencial às vítimas, quanto no aspecto jurídico. “O evento realizado hoje contribuiu para compartilhar esse conhecimento com as demais equipes da unidade, permitindo que todos estivessem preparados para abordar de forma correta os casos de abuso e exploração sexual e garantir os direitos das crianças e adolescentes vítimas”, afirmou Carlos.
Ainda de acordo com a opinião de Izabel, a palestra da Dra. Veronica Moreira Miranda trouxe informações valiosas sobre a identificação dos sinais de abuso e exploração, os procedimentos a serem adotados, o apoio psicossocial às vítimas e suas famílias, bem como o encaminhamento adequado para a justiça. A conscientização e capacitação dos profissionais de saúde são essenciais para combater esse grave problema social. “Através do envolvimento de toda a equipe e da conscientização sobre o tema, espera-se que os casos sejam identificados precocemente e que medidas efetivas de proteção e amparo sejam tomadas em benefício das vítimas”, concluiu.

*Fonte: ASCOM/UPA ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA*


Corte vai retomar, na próxima semana, análise de ação penal contra o ex-senador, acusado de crimes de corrupção passiva, de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O senador Fernando Collor (Pros-AL) durante discurso no plenário do Senado — Foto:  Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Fernando Collor (Pros-AL) durante discurso no plenário do Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado 

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, nesta quinta-feira (18), para condenar o ex-senador Fernando Collor pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

A sessão foi interrompida e deve ser retomada na próxima semana. 

O plenário do STF julga uma ação penal em que Collor é acusado de receber R$ 29,9 milhões em propina por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis (entenda mais abaixo). 

O relator, ministro Edson Fachin, considerou que há provas suficientes de que os crimes ocorreram e foram praticados por Collor utilizando sua função parlamentar. As defesas dos três réus na ação penal negam as acusações. 

Até o momento, acompanham o entendimento de Fachin pela condenação por corrupção passiva e lavagem os ministros: Alexandre de Moraes, André Mendonça, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia. 

Quatro ministros (Moraes, Barroso, Fux e Cármen Lúcia) acompanharam o voto de Fachin também em relação à condenação pelo crime de organização criminosa. Neste ponto, o ministro André Mendonça considerou mais adequado enquadrar a conduta como associação criminosa, um crime diverso, previsto no Código Penal. 

O ministro Nunes Marques votou pelaabsolvição dos três réus, por considerar que não há provas suficientes para a condenação. 

Proposta de pena do relator

Os ministros avaliaram os crimes, mas não analisaram no plenário a proposta de pena apresentada pelo relator. Fachin propôs um total de 33 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, sendo: 

  • corrupção passiva: 5 anos, 4 meses
  • organização criminosa: 4 anos e 1 mês
  • lavagem de dinheiro: 24 anos, 5 meses e 10 dias

Quanto aos outros dois réus, Fachin propôs: 

  • pena 8 anos e 1 mês de reclusão para Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, com cumprimento inicial em regime fechado.
  • pena de 16 anos e 10 meses de reclusão para Luis Pereira Duarte de Amorim. O cumprimento também terá de ser inicialmente na prisão.

O relator também propôs: 

  • interdição para exercício do cargo ou função pública e multa de R$ 20 milhões por danos morais para Collor
  • perda, em favor da União, dos bens, direitos e valores que foram objeto da lavagem de dinheiro e fixa proibição de exercício de cargo ou função pública para Collor e Amorim

Na retomada do julgamento nesta quarta, o ministro Edson Fachin concluiu o voto, apontando indícios de que os crimes foram cometidos. Para o ministro, há “um conjunto expressivo de provas”. 

“O conjunto probatório produzido nestes autos e já exaustivamente analisado no decorrer deste voto é apto a dar suporte à narrativa acusatória exposta na denúncia, no sentido de que os acusados, de fato, integravam grupo organizado destinado à prática de crimes no âmbito da BR Distribuidora S/A, por meio dos quais auferiram vantagem indevida de natureza pecuniária”, argumentou. 

O ministro Alexandre de Moraes votou para condenar Collor por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O ministro ainda não se manifestou sobre a pena de 33 anos proposta pelo relator. 

“Houve a formação de uma organização criminosa, com pagamentos por meio de sofisticado esquema. A meu ver está devidamente comprovada a estruturação do grupo que pretendia a prática de crimes de corrupção”, disse. 

Na sessão desta quinta, o ministro André Mendonça divergiu em parte. O ministro concordou na existência de provas dos crimes, mas pontuou que os crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro não foram múltiplos. Também ponderou que não via a existência de uma organização criminosa, mas sim, de uma associação criminosa. 

“O caderno probatório se afigura a meu juízo suficientemente robusto e acima de dúvida razoável no sentido de autorizar o acolhimento, ainda que parcial, da tese acusatória”, afirmou. 

O ministro votou para que Collor pague R$ 13 milhões por danos morais; no caso de Ramos, indenização de R$ 5 milhões; e R$ 2 milhões para Amorim. Mendonça também não fixou inicialmente uma proposta de pena. Afirmou que aguardaria as discussões no plenário. 

O ministro Nunes Marques votou para absolver Collor e os outros réus. Segundo o ministro, os investigadores não conseguiram avançar em provas, e a acusação foi baseada apenas em delação premiada, o que não pode ser considerado para a condenação. 

“Não há como se considerar comprovada a tese acusatória de que teria havido na espécie a sustentada negociação de venda de apoio político para a indicação e manutenção de dirigentes na BR distribuidora”, disse Nunes. 

Para o ministro, “inexiste lastro probatório suficiente a amparar a conclusão de que a celebração dos quatro contratos para a construção de bases de combustíveis entre a BR distribuidora SA e a UTC engenharia SA tenham se concretizado, conforme sustentou a acusação”. 

O ministro Luís Roberto Barroso concluiu que há “provas suficientes e de diferentes procedências, que transcendem as colaborações” de delatores. 

O ministro Luiz Fux também considerou que há provas para a condenação. “Eu entendo que o conjunto dessa prova tornou extreme de dúvidas que realmente esse delito de corrupção foi praticado, o delito de lavagem foi praticado e também o delito de organização criminosa”, disse. 

A ministra Cármen Lúcia disse que provoca uma “amargura cívica” que parte dos atos denunciados pela PGR tenham ocorrido em 2012, quando o STF julgava o chamado mensalão do PT. 

“Nada disso causou qualquer temor parece a uma parte de pessoas que estavam a praticar atos denunciados e comprovados agora para fins de se verificar a extensão do que temos que resolver no Brasil. O Brasil que tem uma Constituição que expressa de maneiras clara, formal que a administração pública submete-se ao princípio da moralidade e ver este quadro é extremamente amargo ter que trabalhar com isso”, declarou a ministra. 

O caso – que é um desdobramento da Operação Lava Jato – envolve Collor e outros dois réus, os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos. O primeiro é apontado na denúncia como administrador de empresas do ex-senador; o segundo seria o operador particular do ex-parlamentar. 

Segundo a denúncia, apresentada em 2015, os pagamentos teriam sido feitos entre 2010 e 2014 em negócios envolvendo a subsidiária, que tinha à época dois diretores indicados pelo senador. 

A Corte começou a analisar o caso no último dia 10, com a apresentação do relatório de Fachin e do parecer da Procuradoria Geral da República. 

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que as irregularidades são provadas não apenas pelas informações da colaboração premiada, mas pela reunião de outros documentos. 

“As provas produzidas durante a instrução processual, consistentes em depoimentos pessoais, tabelas, relatórios financeiros, documentos apreendidos, entre outros, formam um acervo probatório coeso e coerente que, analisado em conjunto, não deixa dúvidas sobre a autoria e a materialidade dos crimes praticados”, disse.

Além da condenação a 22 anos de prisão, a PGR pediu que seja imposta multa e o pagamento de indenização de R$ 29,9 milhões por danos materiais (o valor que teria sido cobrado em propinas) – e mais R$ 29,9 milhões em danos morais, totalizando R$ 59,9 milhões (este valor ainda vai passar por atualização monetária).

Informações G1


Foto: Divulgação

Momentos de distração, confraternização, superação, novos desafios, relaxamento. Assim pode-se descrever as sensações que o artesanato desperta na vida de muitas pessoas e um grupo de Feira de Santana tem experimentado essas sensações desde a pandemia de covid-19, quando encontraram no artesanato, uma alternativa para aliviar a ansiedade.

Tudo começou quando as irmãs Charline Portugal e Patrícia Falcão, que trabalham no ramo da saúde, encontraram no artesanato uma terapia para aliviar o estresse do dia a dia. Elas começaram a fazer aulas de artesanato, mas com a chegada da pandemia do covid-19 as aulas foram suspensas. Por outro lado, os momentos de estresse aumentaram, já que elas trabalham na área de saúde.

Foi então que as irmãs resolveram continuar a fazer os artesanatos em casa. Atividade que se tornou exemplo e despertou a vontade de seguir esse caminho em muitas pessoas. A ideia foi se propagando e ganhou dimensão grande com a adesão de amigos. Assim, as irmãs decidiram montar um curso de artesanato e assim nasceu a arteterapia.

O curso que oferece aulas de costura criativa, bordado tradicional, bordado livre, pintura em tecido, crochê e biscuit, abrange pessoas de todas as idades. Para os alunos, mais que aprender uma arte nova, as aulas servem para renovar as ideias, além de estimular a criatividade e proporcionar momentos de lazer e relaxamento.


Com Frei Jorge Rocha

Tema: “Despercebido e desapercebido”

Confira:


Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal cumpriu, em conjunto com a Polícia Militar da Bahia, na manhã desta quinta-feira (18), ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão, na cidade de Feira de Santana, em um desdobramento das investigações relacionadas à apreensão de cerca de 100 kg de cocaína e substâncias adulterantes, em um caminhão no dia 25 de abril.

A investigação, que agora visa identificar outros participantes do crime, apontou para uma
pessoa que seria receptadora da droga na cidade. Foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedido pela Vara de Tóxicos e Acidentes de Veículos de Feira.


No local, foram apreendidos um aparelho celular e documentos em poder do investigado, os
quais serão submetidos a perícia com a finalidade de constatar a ocorrência do crime.

O investigado ficará custodiado no Presídio Regional de Feira de Santana à disposição da justiça
e irá responder pelo crime de tráfico de drogas, insculpido nos art. 33 e 35 c/c art. 40, V da Lei
nº 11.343/06.

*ASCOM/PF


Foto: Jorge Magalhães

Com o intuito de ampliar a vacinação e manter os casos da Covid controlados em Feira de Santana, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensifica a vacinação nesta quinta-feira (18) até sábado (20) no Mercado de Arte Popular. 

Nesta quinta a aplicação da vacina ocorre, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Na sexta-feira (19), o atendimento será realizado das 8h às 16h. 

No sábado, a vacinação ocorre no Mercado de Arte Popular e na sede da Secretaria Municipal de Saúde (av. João Durval Carneiro), das 8h às 13h.

Para receber a vacina bivalente é necessário ser maior de 18 anos, ter tomado, ao menos, duas doses da vacina monovalente contra Covid e ter intervalo de quatro meses após a última aplicação. O interessado deve apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. 

Vale lembrar que o imunizante também está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF), de segunda a sexta-feira.

*SECOM


Fotos: ACM

Crianças em sinaleiras vendendo balas. Outras que oferecem a lavagem de para-brisas nos semáforos em troca de ganhar alguns trocados, além daquelas que são encontradas nas feiras livres empurrando carrinhos de mão como serviço. Muitas diante dos olhares de adultos que as submetem ao trabalho precoce.

Nesta quinta-feira (18), Feira de Santana sediou o Fórum Estadual de Proteção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho Adolescente da Bahia (FETIPA), no teatro Margarida Ribeiro, onde estiveram presentes representantes dos municípios que compõem a microrregião Centro/Leste. O objetivo foi discutir e articular ações que assegurem a proteção e garantia dos direitos da criança e do adolescente.

“Esse é um desafio diário. Sabemos que as questões sociais e o desemprego, sobretudo no período de pós-pandemia em que houve uma desaceleração econômica, levaram ao aumento dessa demanda do trabalho infantil. Não podemos deixar passar despercebidas as crianças nos semáforos, entre outras que estão na invisibilidade. Temos que fortalecer as ações e buscar políticas públicas para combater essa prática”, observou o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Denilton Brito, ao enfatizar ainda que a exploração sexual de crianças deve ser combatida com ações frequentes.

O auditor fiscal do Trabalho e coordenador de combate ao trabalho infantil, Antônio Ferreira Neto, ressaltou que a Bahia é um dos estados que mais tem casos de trabalho infantil em diferentes modalidades, seja na zona rural, em oficinas ou nas ruas.

“Sempre há um adulto aliciando, coordenando. A gente sabe que uma criança não faz a mesma coisa cotidianamente, nem brincando. E o trabalho é uma coisa rotineira. Então, sempre tem alguém induzindo, gerenciando esse trabalho”, explica.

Ainda segundo Neto, o trabalho infantil é multifatorial. “Não é somente pela desigualdade social, a pobreza. Mas é também um fator cultural. É comum as famílias reforçarem a importância de se trabalhar de qualquer forma para não ter contato com a criminalidade, como se existissem somente dois caminhos: trabalhar ou delinquir. Tem muitas outras alternativas na vida de uma criança, de um adolescente”.

Na Bahia, segundo dados da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), no ano passado foram contabilizados 112 casos de trabalho infantil. Em 2021, o número de crianças e adolescentes identificados nessas condições chegou a 512. No ano de 2020, 356 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho infantil. Em 2019, 655 casos foram notificados na Bahia.

“Essa queda no número de denúncias aponta a crescente subnotificação de casos. O trabalho doméstico, por exemplo, fica na invisibilidade”, cita o coordenador de combate ao trabalho infantil.

FORTALECER AS AÇÕES

Entre os municípios convidados a participar do FETIPA, Amélia Rodrigues, Anguera, Tucano, Piatã, Bonito, Wagner, Rui Barbosa, Mucugê, Serrinha e Antônio Cardoso. Ao todo, formam a microrregião Centro/Leste mais de 70 municípios.

O coordenador do FETIPA Centro/Leste, Roque Morais, que também é chefe da Proteção Social Especial da Sedeso, enfatizou a importância de unir os principais atores da assistência social para combater o trabalho infantil – a exemplo de coordenadores de CRAS, CREAS e conselheiros tutelares.

“O objetivo desse fórum é formar um grupo para que possa atuar no fortalecimento acerca da responsabilidade do setor no enfrentamento e combate às atividades de trabalho envolvendo a criança e o adolescente em todas as suas formas e locais”, afirmou.

Roque Morais observou que a realização do FETIPA coincidiu com uma data também importante: o 18 de maio – Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. “O município de Feira de Santana está 100% empenhado com o envolvimento de diversos órgãos para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes”, disse.

Também participaram do encontro a secretária municipal de Educação, Anaci Bispo Paim, a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Annelise Pereira, o presidente do Conselho da Criança e Adolescente, Caique Brito, além de representantes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e PM (Polícia Militar).

SECOM


Novo Bolsa Família e contratações formais de mão de obra com menor nível de escolaridade impulsionam o comércio na Bahia

Valter Campanato / Agência Brasil

O comércio varejista baiano expandiu suas vendas em 0,7% em março de 2023 frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. No cenário nacional, na mesma base de comparação, os negócios cresceram 0,8%. Na relação a igual mês do ano anterior, a ampliação nas vendas foi de 6,1% e 3,2% para a Bahia e o Brasil, respectivamente.

No trimestre, as taxas também foram positivas em 3,6% e 2,4% tanto no âmbito estadual, como no federal. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – realizada em âmbito nacional – e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

O comportamento das vendas, em março, se deve a valores mais altos para o Novo Bolsa Família em vigor a partir de março com o pagamento de R$ 600,00 e mais R$ 150,00 por crianças de até seis anos de idade e das contrações formais de mão de obra com menor nível de escolaridade nos setores de serviços e construção civil. Esses fatores resultaram numa melhora da percepção da situação atual e das expectativas para os próximos meses.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE subiu 2,5 pontos em março, passando para 87,0. Entretanto, o cenário econômico ainda é incerto dado às altas taxas de juros, resiliência da incerteza e desaceleração do mercado de trabalho, bem como elevados níveis de endividamento e inadimplência no mercado.

Atividade

Por atividade, em março de 2023, os dados do comércio varejista do estado baiano, quando comparados aos de março de 2022, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo.
O crescimento nas vendas foi verificado nos segmentos de:

  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (44,2%);
  • Combustíveis e lubrificantes (24,4%);
  • Tecidos, vestuário e calçados (12,5%);
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,1%);
  • Móveis e eletrodomésticos (0,4%).

Os demais segmentos registraram comportamento negativo, são eles:

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,2%);
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-8,8%);
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16,9%).

No que diz respeito aos subgrupos, verificam-se que as vendas de Hipermercados e supermercados e Eletrodomésticos cresceram 5,4% e 4,6%, respectivamente. Já a de Móveis recuou em 3,0%.

Na série sem ajuste sazonal, o segmento de Combustíveis e lubrificantes, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, e Tecidos, vestuário e calçados registraram as maiores influências positivas para o setor. O comportamento do primeiro pode ser atribuído ao aumento de fluxos de veículos em circulação, a despeito da pressão dos preços, dado ao retorno das atividades escolares. O segundo tem no abrandamento dos preços praticados na atividade a sua principal explicação, já que comercializam produtos de primeira necessidade. Já o terceiro foi influenciado pela desaceleração dos preços verificados no ramo. De acordo com os dados do IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou nos meses de fevereiro e março de 2023, para o item vestuário taxas de -0,49% e -0,78%, respectivamente, em Salvador/BA.

O segmento Veículos, motos, partes e peças registrou expansão de 7,6% nas vendas em relação à igual mês do ano anterior. Nesse mês, o segmento volta a crescer, após onze meses em queda. Para a análise dos últimos 12 meses a taxa foi positiva em 19,9%.

Informações Bahia.ba