‘Acerto de contas Parte 1’ deixa franquia mais absurda e clichê do que deveria, mas Tom Cruise e Hayley Atwell garantem bons momentos. Filme estreia no Brasil na próxima quarta-feira (12).
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Inteligência artificial é a grande vilã de “Missão: Impossível – Acerto de contas Parte 1”, sétimo filme da saga (que outrora foi) de espionagem estrelada por Tom Cruise – algo que até soa muito contemporâneo, mas que nunca consegue passar do superficial e do clichê.
Tanto que o próprio roteiro, que apresenta uma entidade digital semi onisciente como o antagonista da vez, parece ter sido escrito por um ChatGPT da vida. O novo filme estreia nos cinemas brasileiros na próxima quarta-feira (12), com sessões especiais já no sábado (8) e no domingo (9)
Tudo bem, ninguém assiste às estripulias do ator de 61 anos – que mais uma vez, para variar, dispensa dublês em suas cenas – por causa de um enredo complexo.
Mas nem sempre foi assim. 24 anos depois, é fácil esquecer que a franquia cinematográfica, uma adaptação da série de mesmo nome dos anos 1960, começou como uma belíssima história de espião, intrigas e reviravoltas.
Os últimos dois filmes, “Nação secreta” (2015) e “Efeito Fallout” (2018), eram os melhores desde o primeiro exatamente por equilibrarem melhor a espionagem com a ação.
Para os fãs do gênero, é triste ver o lado descerebrado voltar à tona – mas quem prefere tiros e peripécias não tem do que reclamar.
Missão: Impossível – Acerto de contas parte 1
“Acerto de contas Parte 1” é, como o nome deixa claro, a primeira metade de uma história dividida em duas. A conclusão tem estreia prevista para junho de 2024.
Nessa metade, o espião infalível Ethan Hunt (Cruise) aceita a missão impossível de encontrar uma chave, que pode controlar ou destruir uma inteligência artificial rebelada.
Em seu caminho estão, além da própria interessada na autopreservação, os governos de todo o mundo, interessados em conseguir uma arma tão poderosa para si.
No meio do caminho, ele ainda encontra tempo para salvar a antiga namorada (Rebecca Ferguson), cruzar com um antigo inimigo (Esai Morales) e conhecer uma possível nova aliada (Hayley Atwell).
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Esai Morales e Tom Cruise em cena de ‘Missão: Impossível – Acerto de contas Parte 1’ — Foto: Divulgação
O enredo, que parece meio bobo assim na superfície, fica pior a cada novo detalhe. A vilã digital é batizada de A Entidade – e seria menos tosco se a chamassem logo de Skynet.
Afinal, com uma trama dessas, o novo episódio de “Missão: Impossível” mais parece uma introdução ao clássico “O Exterminador do Futuro” (1984) – que pelo menos soube fazê-lo com muito mais classe há quase 40 anos.
Se isso não fosse o bastante, a cena em que o conceito é apresentado é tão mal escrita que mais parece uma paródia.
Enquanto líderes militares e da inteligência americana discutem a existência desse novo e formidável inimigo em uma sala branca, o público espera pelo momento em que a câmera se afastará para revelar que tudo não passa de um filme dentro de um filme.
Infelizmente, esse momento nunca acontece. Depois disso, o roteiro do diretor Christopher McQuarrie – que repete suas funções dos últimos dois capítulos – com Erik Jendresen (“Band of brothers”) desiste de qualquer busca pelo novo ou surpresas.
Enquanto “Nação secreta” e “Efeito Fallout” se destacaram por dar a Cruise oportunidades de fazer cenas de ação absurdas dentro de histórias intrigantes, “Acerto de contas Parte 1” se contenta em fazer um pouco apenas do primeiro – e nem tanto assim também.
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Tom Cruise e Hayley Atwell em cena de ‘Missão: Impossível – Acerto de contas Parte 1’ — Foto: Divulgação
O astro pelo menos aproveita seus grandes momentos e prova que não será o tempo a pará-lo.
Seja com um salto de paraquedas em cima de uma moto no topo de uma montanha para pousar sobre um trem, ou uma luta com capangas em um beco de menos de um metro de largura em Veneza, Cruise continua imbatível.
Ao lado da novata na série Atwell (a Peggy Carter, de “Capitão América”), ele consegue revitalizar o personagem, que nunca encontrou um equilíbrio lá tão bom com a igualmente competente Ferguson (“Silo”).
Mesmo assim, seu gosto claro por cenas em que aparece correndo ou sequências exageradas também podem ser um obstáculo sem um roteiro consistente.
Suas correrias sem sentido no topo de um aeroporto com uma trilha sonora descontrolada são inexplicáveis (apesar de muito bem filmadas) e só são superadas (negativamente) pelos momentos de apuros dentro de um vagão pendurado em uma ponte.
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Henry Czerny, Rob Delaney, Indira Varma e Cary Elwes em uma das cenas mais inexplicavelmente bizarras de toda a franquia — Foto: Divulgação
A cena em si seria excelente, não tivesse sido bizarramente colocada depois da resolução de toda a trama – em que simplesmente não há qualquer risco. A não ser que você acredite que alguém vai de fato deixar Hunt morrer em algum “Parte 1” da vida.
“Parte 2” ainda pode salvar “Acerto de contas”. Basta que a Entidade tire sua máscara e revele que todo esse tempo sempre fora na verdade o personagem de Jon Voight, o primeiro vilão, com um grande plano mirabolante – ou qualquer coisa do tipo.
Sim, esta parece uma missão ainda mais impossível, mas os fãs da série ainda podem sonhar.
Informações G1

Lula ligou para Lira e agradeceu pela aprovação da reforma tributária, diz Padilha
O telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na manhã desta sexta-feira (7), mudou o clima na Câmara dos Deputados – e foi decisivo para avançar a votação da pauta econômica no Congresso.
Na ligação, além de elogiar a aprovação da reforma tributária, Lula deu sinal verde para a entrada do Centrão no governo.
Segundo um interlocutor, Lula disse ao presidente da Câmara que acolhe a ideia de consolidar o apoio dessas siglas à sua gestão.
No início da tarde, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, anunciou acordo entre Câmara e governo para votar o projeto que dá vantagem ao governo em empates no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf, onde tramitam recursos de processos da Receita Federal). O projeto foi aprovado horas depois.
Até esta quinta, e antes desse gesto de Lula, partidos como União Brasil, Republicanos e PP manifestavam forte resistência à votação do projeto, considerado prioritário pelo governo, e defendiam que o tema só fosse analisado em agosto.
Na prática, havia uma queda de braço instalada entre o Centrão e o Planalto.
Na quarta, líderes desses partidos apresentaram a Padilha novas demandas, que condicionariam a disposição das siglas de entrar no governo. A lista incluía:
Na conversa desta sexta com Lira, Lula não entrou em detalhes sobre a lista – mas sinalizou que quer, sim, esses partidos no governo.
A percepção no Planalto é de que a ampliação da base aliada no Congresso é fundamental para a governabilidade.
A partir de agora, começa uma intensa negociação nas próximas semanas para acomodar os representantes desses partidos na Esplanada.
Havia a expectativa de os deputados votarem também nesta sexta o projeto do novo arcabouço fiscal.
No entanto, em entrevista à GloboNews, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a análise da proposta, que também é prioritária para o governo, ficará para agosto, após o recesso parlamentar.
A nova regra, se aprovada, substituirá o atual teto de gastos – que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior.
O chamado “arcabouço fiscal” já foi aprovado uma vez pela Câmara. Mas, como foi alterado no Senado, precisa passar por nova análise dos deputados. A medida, se aprovada, vai liberar o governo federal a realizar mais despesas.
Informações G1
Proposta retoma chamado ‘voto qualidade’, que atribui a conselheiro indicado pelo Fisco voto de desempate. Governo espera aumentar arrecadação com a medida.

Após concluir a votação da reforma tributária, a Câmara dos Deputados aprovou nesta sexta-feira (7) um projeto que favorece o governo no caso de empates em julgamentos no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). Agora, o texto vai ao Senado.
O Carf julga disputas entre contribuintes e o Fisco. O projeto retoma o chamado “voto de qualidade” nos julgamentos do órgão, vinculado ao Ministério da Fazenda.
O mecanismo estabelece que, em casos de empate, o presidente do colegiado deve desempatar. Como o cargo é reservado a um representante da Fazenda Nacional, em tese, será beneficiado o Fisco.
O fim do chamado voto de qualidade foi aprovado em 2020 na MP do Contribuinte Legal, e passou a favorecer o contribuinte em caso de empate.
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O plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília — Foto: Zeca Ribeiro/Câmara
As mudanças nas regras são uma parte central do pacote da área econômica para conseguir contornar a previsão de déficit público neste ano, de R$ 231,5 bilhões.
Pelas contas da equipe econômica, o governo federal poderia arrecadar até R$ 50 bilhões com as alterações originalmente propostas no projeto — uma arrecadação tida como primordial em meio à nova regra fiscal, que atrela o aumento de despesas ao aumento de arrecadação.
Como o relator Beto Pereira (PSDB-MS) fez mudanças no texto que foi enviado pelo governo, que podem favorecer os contribuintes, a projeção de arrecadação deve ser alterada.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), comemorou a aprovação. “É uma votação que aponta pela justiça tributária, até porque aqueles que defendem o contribuinte nesses recursos, quando vai voto do Carf só beneficia os bilionários, não beneficia os pequenos e médios” , disse.
Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como “preocupante” a retomada do voto de qualidade.
“Aprovada em 2020, a Lei 13.988, que passou a aplicar a inaplicabilidade do voto, por parte do Fisco, no caso de desempate de julgamentos, havia sido um passo importante para se alcançar maior equilíbrio no tratamento dado aos contribuintes e ao Fisco nas discussões sobre matérias tributárias que estão no âmbito administrativo”, afirmou.
Na votação dos destaques (sugestões pontuais de alteração ao texto), os deputados rejeitaram um ponto que permitia o refinanciamento de dívidas (Refis) do contribuinte que confessasse dívidas tributárias com o Fisco, a chamada denúncia espontânea. O dispositivo permitiria um parcelamento de até 60 meses da dívida, sem o pagamento de multas, além de descontos de juros.
Pereira manteve o atual limite de alçada em 60 salários mínimos (79,2 mil), diferentemente do que o governo havia proposto no texto inicial, que previa 1.000 salários mínimos (1,32 milhão).
Limite de alçada é o valor mínimo da disputa que define a competência do Carf para julgar um processo administrativo — ou seja, é o valor a partir do qual o contribuinte pode recorrer ao conselho.
“Houve um apelo do setor produtivo, frentes parlamentares e diversas confederações, um questionamento muito grande sobre cercear um direito do contribuinte com limite de alçada de mil salários mínimos. O degrau era muito grande”, afirmou o relator.
“Isso poderia de alguma forma inviabilizar o acesso de demanda, de poder buscar uma decisão na última instância administrativa por uma limitação de alçada. Então, nós decidimos manter o limite de 60 salários mínimos para alçada ao Carf”, completou.
O relator incluiu no texto um acordo firmado entre o governo e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Segundo o que ficou acordado, quando uma empresa ou pessoa física perder uma causa no Carf devido ao voto de qualidade, a multa e os juros serão cancelados, desde que o contribuinte manifeste a intenção de pagar o valor principal em até 90 dias.
O pagamento do débito poderá ser feito em 12 parcelas mensais e sucessivas. No caso de não pagamento ou de inadimplemento de qualquer das parcelas previstas, serão retomados os juros de mora.
Para o pagamento, o texto permite o uso de créditos de prejuízo fiscal, de base de cálculo negativa de CSLL e também precatórios.
Caso não concorde com a dispensa da multa e dos juros, o contribuinte pode recorrer à Justiça sem precisar apresentar uma garantia, como é feito hoje.
Na última versão, o relator incluiu a exigência de que a medida não será concedida aos contribuintes que, nos últimos 12 meses antes da ação, não tiveram a certidão de regularidade fiscal válida por mais de três meses, emitida pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
O texto assegura ainda a sustentação oral de contribuintes nas Delegacias da Receita Federal de Julgamento (DRJs), a primeira instância do processo administrativo fiscal. Atualmente, isso não é possível.
Outro ponto é a vinculação das DRJs às súmulas de jurisprudência do Carf.
Depois de pressões da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e da Advocacia Geral da União (AGU), o relator tirou um dos pontos previstos no seu parecer que permitiria a atuação da Receita Federal em transações tributárias, ou seja, resoluções dos processos tributários em julgamento.
O projeto determina que, se contribuinte não aceitar as condições de pagamento, haverá inscrição dos crédito em dívida ativa no prazo de 90 dias – o prazo atual é de 30.
Contudo, o relator abria brechas para que a legislação incluísse, também, a cobrança dos débitos administrados pela Receita Federal ainda não inscritos em dívida ativa.
Nos últimos dias, esse ponto foi alvo de debate entre procuradores da Fazenda Nacional e auditores da Receita – categorias que se reuniram com o relator.
O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) argumenta que a inscrição em dívida ativa é uma atribuição exclusiva da PGFN e que a Receita “não tem competência constitucional para realizar acordos de transação sem a participação, chancela ou autorização de um advogado público”.
Havia a expectativa de os deputados votarem também nesta sexta o projeto do novo arcabouço fiscal.
No entanto, em entrevista à GloboNews, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a análise da proposta, que também é prioritária para o governo, ficará para agosto, após o recesso parlamentar.
A nova regra, se aprovada, substituirá o atual teto de gastos – que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior.
O projeto já foi aprovado uma vez pela Câmara. Mas, como foi alterado no Senado, precisa passar por nova análise dos deputados. A medida, se aprovada, vai liberar o governo federal a realizar mais despesas.
Informações G1

Foto: Diogo Zacarias/MF.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente, Geraldo Alckmin, fez um balanço nesta sexta-feira (7) do programa de incentivo para carros de entrada e classificou a medida como um sucesso.
A estimativa do MDIC é que tenham sido comercializadas 125 mil unidades com descontos entre R$ 2 mil e R$ 8 mil para veículos de até R$ 120 mil. Desses, 95 mil foram adquiridos por pessoas físicas.
“Em um único dia, em 30 de junho, foram 27 mil unidades. Nunca antes na história houve venda tão grande em um único dia”, disse Alckmin.
Alckmin negou, no entanto, que haverá nova destinação de recursos para estender o programa por mais tempo. O programa para incentivar a compra de automóveis populares já contou com recurso extra de R$ 300 milhões, totalizando R$ 800 milhões em créditos tributários para as montadoras.
“O programa encerra. O que continua é o programa para ônibus e caminhões”, frisou o vice-presidente.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também ressaltou que não há previsão de aumentar a desoneração destinada às aquisições de veículos.
O governo federal liberou R$ 650 milhões, dos R$ 800 milhões previstos. O volume de recursos restante será destinado à compensação da perda de arrecadação de impostos provocada pelos descontos no preço final, conforme determina a medida provisória que autorizou os créditos tributários.
Inicialmente, o programa previa um total de R$ 500 milhões na concessão de descontos ao consumidor para compra de carros de passeio, mas a procura ficou acima das expectativas da indústria automotiva e do governo federal.
Os créditos por montadora foram divididos da seguinte forma:
Também foi reservado R$ 1 bilhão para incentivar a troca de ônibus e caminhões com mais de 20 anos de rodagem. Nesta caso, o programa continua.
Para caminhões, dos R$ 700 milhões previstos pela medida, foram requisitados R$ 100 milhões pelas fábricas, até o momento. Já para ônibus, foram pedidos créditos de R$ 140 milhões — para a modalidade estão destinados R$ 300 milhões.
“O objetivo é retirar de circulação os ônibus e caminhões mais velhos, mais poluentes”, considerou Alckmin.
Créditos: CNN Brasil.

Após 63 dias de silêncio, o helicóptero Mars Ingenuity está falando novamente.
O pequeno helicóptero subiu aos céus de Marte em 26 de abril para seu 52º voo, mas perdeu contato com os controladores da missão antes de pousar, criando um blecaute de comunicações de um mês.
Em 28 de junho, o Ingenuity ligou para casa novamente, dissipando quaisquer preocupações potenciais sobre a segurança e o paradeiro do primeiro dirigível em outro planeta. No entanto, ainda falta muito tempo para que os humanos aqui na Terra confirmem que pousou com segurança.
O voo tinha como objetivo reposicionar o helicóptero e capturar imagens da superfície marciana. A equipe da missão antecipou que poderia ocorrer uma interrupção na comunicação.

Foto: Nasa.
Isso ocorre porque o helicóptero Ingenuity se comunica com o controle da missão no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena, Califórnia, retransmitindo todas as mensagens por meio do rover Perseverance.
“A parte da cratera Jezero que o rover e o helicóptero estão explorando atualmente tem muito terreno acidentado, tornando as interrupções de comunicação mais prováveis”, disse Josh Anderson, líder da equipe Ingenuity no JPL, em um comunicado.
Enquanto os dois robôs formam uma dupla dinâmica que pode investigar Marte a partir da superfície e sua atmosfera em busca de sinais de vida antiga, é difícil para eles ficarem juntos.
O Ingenuity começou como uma demonstração de tecnologia para testar se um pequeno helicóptero poderia voar em Marte.
Depois de superar todas as expectativas em cinco voos bem-sucedidos em 2021, o Ingenuity fez a transição para se tornar um explorador aéreo, voando à frente do rover Perseverance e traçando caminhos seguros e cientificamente interessantes para a exploração do rover.
Às vezes, o Ingenuity está explorando e imaginando lugares que o rover pode não alcançar por semanas.
Assim que o Perseverance atingiu o topo da colina obstrutiva, o helicóptero e o rover tiveram a chance de se comunicar e retransmitir as mensagens do Ingenuity de volta à Terra, incluindo dados capturados durante seu voo de 139 segundos em 26 de abril, que cobriu uma distância de 363 metros.
“O objetivo da equipe é manter a Ingenuity à frente da Perseverance, o que ocasionalmente significa forçar temporariamente além dos limites da comunicação”, disse Anderson.
“Estamos entusiasmados por estar de volta ao alcance das comunicações com o Ingenuity e por receber a confirmação do voo 52”.
Não é a primeira vez que a equipe da missão sofre interrupções de comunicação com o Ingenuity que duram “um tempo agonizantemente longo”, como as interrupções que ocorreram antes do voo histórico número 50 do helicóptero em abril, segundo Travis Brown, engenheiro chefe da Ingenuity no JPL.
“Isso significa que, para grande desgosto de sua equipe, ainda não terminamos de jogar esse jogo de esconde-esconde de alto risco com o pequeno helicóptero brincalhão”, escreveu Brown em um blog da Nasa.
Mas o Ingenuity conseguiu pousar em Marte, sobreviveu a noites geladas, voou no planeta pela primeira vez e fez vários voos recordes desde então. Sua jornada para explorar Marte continua.
Os engenheiros de voo já estão planejando outra excursão aérea para o helicóptero em algumas semanas, esperando que o restante do sistema do Ingenuity pareça estar em boa forma.
Os próximos voos do Ingenuity o aproximarão de uma saliência rochosa que a Nasa está ansiosa para explorar com o rover Perseverance.
Créditos: CNN.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Ao julgar o piso da enfermagem, Barroso e Mendes entenderam que esse tipo de lei pode ferir a autonomia dos entes federativos
O resultado do julgamento sobre o piso da enfermagem, aprovado pelo Congresso no ano passado, foi apresentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na noite da última segunda-feira (3/7). A decisão representa uma vitória para os profissionais de enfermagem, mas é um balde de água fria para as demais categorias que esperavam a criação de um piso salarial nacional.
Apesar de haver contestações sobre a proclamação do resultado por Luís Roberto Barroso, houve uma larga maioria de 8 votos no sentido de dizer que futuras iniciativas nessa direção “passarão a ser vistas como potencialmente incompatíveis com a Constituição”.
Os ministros afirmam que o STF sempre respeitou o poder e a liberdade do Congresso para fixar pisos salariais nacionais, mas que a possível generalização dessa prática “coloca em risco o princípio federativo e a livre-iniciativa”.
Os ministros ainda afirmam que a Constituição Federal não fala em piso nacional, e sim em piso salarial – o salário mínimo é o único que tem valor nacional unificado. “Já o piso salarial, previsto no art. 7º, V, do texto constitucional, é devido a determinada categoria econômica ou profissional e leva em consideração a extensão e a complexidade dos serviços prestados. Não há referência a ser nacional”, escrevem Barroso e Gilmar Mendes.
Para o professor Flávio de Leão Bastos Pereira, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, não se pode afirmar que todas as leis que tratam de pisos nacionais serão consideradas inconstitucionais pelo Supremo a partir de agora. “Mas há uma sinalização de que pisos nacionais impostos por lei federal que limitem a autonomia de estados, municípios e o Distrito Federal poderão ser considerados inconstitucionais”, diz o professor.
Há 156 projetos em tramitação na Câmara e no Senado para a criação de pisos salariais. O rol de profissionais que seriam beneficiados se os textos forem aprovados é extenso e inclui policiais, bombeiros, cirurgiões-dentistas, técnicos agrícolas, instrutores de artes marciais, radialistas, operadores de telemarketing, costureiras, professores, vigilantes, fonoaudiólogos, garçons, biomédicos, entre outros.
Só na área da saúde, há textos avançados para estabelecer um mínimo salarial para nutricionistas, técnicos em radiologia, biólogos, farmacêuticos e agentes de vigilância sanitária. Segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o impacto da aprovação de 21 desses projetos da área de saúde pode chegar a R$ 29 bilhões aos cofres municipais.
A Constituição prevê que os trabalhadores têm direito a pisos salariais proporcionais à extensão e à complexidade de seus trabalhos. Para as categorias, a aprovação de um piso nacional no Congresso é uma forma de garantir um valor mínimo para os profissionais sem ficar vinculado exclusivamente de negociações.
A depender do contexto, há interesse político na aprovação desses textos. No caso do piso da enfermagem, o projeto de lei foi criado quando esses profissionais estavam na linha de frente do combate à pandemia. “Nosso mandato pensou nesse projeto como uma reparação justa e histórica, como reconhecimento de uma categoria que vem almejando por dignidade há décadas”, disse o senador Fabiano Contarato (PT-ES), autor do projeto.
Críticos, no entanto, pontuam que a criação de pisos nacionais desconsidera as diferentes realidades econômicas dos estados brasileiros e pode provocar efeitos adversos tanto para os profissionais como para a população, com demissões e precarização dos serviços.
“Para o profissional que ganha menos que o piso a aprovação é uma notícia ótima. Agora, o que vem junto com isso não é muito bom. A economia vai se ajustar, pode haver demissões, substituição de profissionais mais caros por mais baratos, e repasse de custos aos consumidores”, diz o professor de economia Hélio Zylberstajn, da USP.
Na avaliação dele, o melhor caminho é a negociação coletiva, por isso defende que o Congresso deixe de lado projetos que falam de pisos nacionais e passe a discutir uma estrutura de representação sindical mais eficiente e representativa.
No caso do piso da enfermagem, o STF optou por uma saída intermediária. A Corte estabeleceu que o piso determinado pelo Congresso deverá ser pago aos servidores da União, dos estados, dos municípios e de entidades que atendam 60% de pacientes do Sistema Único de Saúde – no caso destes três últimos, o pagamento está condicionado a repasses da União.
Já para os profissionais da iniciativa privada, o pagamento deverá ser negociado coletivamente entre patrões e funcionários. Se não houver acordo após 60 dias, o valor determinado pela lei prevalecerá. Associações representantes da saúde privada devem recorrer do resultado do julgamento assim que a ata for publicada. As entidades se queixam da obrigação em aplicar a lei, caso não haja acordo.
O piso nacional da enfermagem foi estabelecido em R$ 4.750 para os profissionais de enfermagem; R$ 3.325 para os técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares e parteiras.
Informações TBN

Foto: Reprodução/YouTube/Faustão na Band
O apresentador Faustão será substituído por Zeca Camargo e Glenda Kozlowski, naBand. AFolha de S.Paulodivulgou a informação nesta sexta-feira, 7.

Fausto Silva acertou sua saída da Band depois de um ano e cinco meses da estreia de seu programa,Faustão na Band. O anúncio de sua saída ocorreu em maio.
De lá para cá, o programa passou a ter como apresentadores principais seus então coadjuvantes: João Guilherme, filho de Faustão, e Anne Lottermann, que deixou a Globo em 2021.

A partir de agosto, Zeca Camargo e Glenda Kozlowski vão apresentar um programa que substituirá oFaustão na Band, exatamente no mesmo horário que o programa é exibido, das 20h30 até as 22 horas, faixa nobre da emissora de São Paulo.
As primeiras chamadas para a atração foram gravadas na quinta-feira 6. A Band não se manifestou sobre o assunto até a publicação da reportagem daFolha.
O nome do novo programa ainda não foi definido. A previsão é que isso aconteça na próxima semana. Na próxima semana, a Band também deve apresentar o plano comercial para a venda de patrocínios e anúncios às agências de publicidade. A estreia está prevista para a segunda quinzena de agosto e pode ter exibição ao vivo.
O novo programa de Zeca Camargo e Glenda será dirigido por Ignácio Nano Iglesias, que fez os programasPesadelo na Cozinha,A LigaeCQC.A Band pretende aproveitar a estrutura que já possui dejornalismopara o novo programa. Logo depois de sua exibição, haverá a edição diária dePerrengue, batizada dePerrengue do Dia, que terá meia hora de duração.
Nesta sexta-feira, 7, a Band grava os últimos episódios deFaustão na Band, com Anne Lottermann e João Guilherme como apresentadores. O cenário começará a ser desmontado logo depois para dar lugar ao desenho do futuro programa de Zeca Camargo e Glenda. A troca de toda a estrutura está prevista para segunda-feira 10.
Informações TBN
Neste sábado (8) o Mercado de Arte Popular vai promover o Esquenta do Bando. O evento vai iniciar às 13h com o samba e pagode do grupo Sem Medo.
A diretora do Departamento de Turismo, Janaína Visitação, convida a população para participar do evento cultural. “A tarde promete muita animação para esquentar o público que vai ao Bando Anunciador. Por isso, contamos com a participação de todos”.
A iniciativa é da Prefeitura de Feira por meio do Departamento de Turismo da Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico. O evento tem apoio da Associação de Comerciantes do Mercado de Arte Popular (ArtMap).

Um total de 33 propostas de empreendimentos de habitação popular está sendo apresentado junto à Caixa Econômica Federal em Feira de Santana, visando à nova fase do programa Minha Casa, Minha Vida. A Prefeitura já realizou todos os trâmites, fornecendo as garantias necessárias para as empresas buscarem a alocação de recursos. A informação foi dada pelo prefeito Colbert Martins Filho durante uma transmissão ao vivo na manhã desta sexta-feira (07).
O prefeito ressaltou o interesse de Feira de Santana em ampliar ainda mais a oferta de habitações populares na cidade. “São terrenos das próprias empresas nos bairros Asa Branca, Conceição, Campo Limpo, Registro (final da Artemia Pires) e Papagaio. E um aspecto positivo é que são localidades mais próximas a bairros que dispõem de infraestrutura”, salientou Colbert.
O prefeito observou ainda que os investimentos beneficiarão a cidade não somente no aspecto habitacional, mas também econômico. “Teremos também uma geração muito forte de emprego e de renda. Isso movimenta o consumo, a economia, materiais de construção, com a ativação de toda uma cadeia que vai energizar a nossa economia com tantos trabalhos”, pontuou Colbert.
COMITÊ PÚBLICO
Com o objetivo de garantir uma seleção de beneficiários totalmente isenta de qualquer influência política ou pessoal, o prefeito Colbert Filho determinou a criação de um comitê público coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, responsável pelos recursos, juntamente com a Secretaria de Habitação, com a participação do Ministério Público e da sociedade civil. “A ideia é que essa seja uma iniciativa conjunta da sociedade, garantindo total transparência no processo”, declarou.
A secretária de Habitação, Cíntia Machado, enfatizou a necessidade de mais moradias populares em Feira de Santana e destacou os esforços da secretaria para agilizar todo o processo. “Os beneficiários do Minha Casa Minha Vida e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) terão isenção no pagamento, enquanto as demais pessoas que se enquadram nas faixas de pagamento pagarão parcelas de até R$ 130,00. Já existe uma procura muito grande por parte da população em relação ao novo Minha Casa Minha Vida”, destacou.
Também participaram da transmissão representantes de várias construtoras, a secretária de Habitação, Cíntia Machado; a secretária de Comunicação Social, Renata Maia; a secretária de Desenvolvimento Urbano, Kátia Perillo; o secretário de Planejamento, Carlos Brito; o secretário de Projetos Especiais, Carlos Brito; o superintendente de Operações e Manutenção, João Vianey; o chefe de Gabinete do prefeito e secretário interino de Agricultura, Fanael Ribeiro; o presidente da Agência Reguladora de Feira de Santana, Carlos Alberto Moura Pinho; e a secretária interina de Governo, Eliene Cerqueira.

Pela primeira vez desde o início da pandemia em 2020, Feira de Santana não registra morte por Covid-19 há mais de três meses. O último óbito foi notificado em 31 de março deste ano. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.
O último balanço mensal também identificou a redução de casos da doença. Em maio foram registrados 138 exames positivos, contra 73 diagnósticos no mês de junho, se comparado, representa uma diminuição de 47%.
De acordo com Carlita Correia, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, devido ao avanço da vacinação, as internações e os agravamentos, responsáveis pela Covid, estão em baixa no município.
“Acreditamos que foi possível chegar a esta fase graças ao avanço da vacinação. Por isso, é tão importante concluir o esquema vacinal. Mesmo com o controle dos casos, ainda é necessário manter os cuidados de prevenção”, destacou.
A Prefeitura de Feira segue intensificando a vacinação e a testagem contra Covid nas Unidades Básicas (UBSs) e de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira.
Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais são feitos o exame RT-PCR e o teste de antígeno. O serviço é disponibilizado gratuitamente todos os dias.