
Suspenso por três anos devido a pandemia de covid-19, o Bando Anunciador da Festa de Santana tomou as ruas do centro da cidade de Feira de Santana na manhã deste domingo, 9 de julho.
Resgatado em 2007 pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e organizado pelo Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), o Bando Anunciador é um cortejo cultural que reúne pessoas de todas as idades, gêneros e classes sociais em uma festa repleta de alegria e criatividade.

É uma tradição centenária que remonta aos primórdios do município. A cada ano, no segundo domingo de julho, milhares de pessoas se reúnem para participar dessa manifestação popular que anuncia as celebrações ao dia da padroeira da cidade, Senhora Santana, comemorado no dia 26 de julho, cujos festejos se iniciam no próximo dia 17.
O evento tem início nas primeiras horas da manhã quando os participantes percorrem as ruas da cidade. O som de marchinhas embala os passos cadenciados dos participantes, que dançam, cantam e se divertem ao longo do percurso.
As fantasias usadas pelos participantes dão um colorido especial e tornam o evento mais irreverente e democrático.
*Acorda Cidade

O técnico Renato Paiva, do Bahia, avaliou que o empate em 1 a 1 com o Cuiabá, neste sábado (8), na Arena Pantanal, foi justo. Em entrevista coletiva após a partida válida pela 16ª rodada, o português disse que, a partir das alterações na etapa inicial, o Esquadrão se portou melhor em campo.
“Nossa entrada não foi boa no jogo. Totalmente apático e ausentes. O gol que sofremos é reflexo disso. Tivemos que ir atrás, reagir. Mudamos o sistema para ser um pouco mais ofensivos em termos de pressão ao adversário. Acho que a equipe respondeu muito bem. Acabamos a partir dos 30 minutos tomar conta do jogo. Na segunda parte, entrada forte nossa até conseguirmos o gol. Depois, nos últimos 10, 15 minutos, o Cuiabá reage. Também tentamos, mas me parece que o resultado é justo”, analisou.
De acordo com o comandante, o lateral-esquerdo Chávez, autor do pênalti que originou o gol do Dourado, foi substituído porque sentiu a perna. No caso de Vitor Hugo, foi apenas para mudar o sistema.
“Tirei o Vitor não porque estava jogando mal. Tinha que tirar um zagueiro para mudar o sistema. Chávez não esteve bem da perna, coloquei Ryan porque Ryan terá que jogar contra o Grêmio”, antecipou.
Por fim, ele projetou o duelo contra o Grêmio, marcado para a próxima quarta-feira (12), às 19h, na Arena do Grêmio, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Uma vitória classifica o Bahia. Um empate leva o jogo para os pênaltis. Cauly, lesionado, segue como dúvida.
“Estamos tentando esse milagre para que Cauly consiga se recuperar. Sabemos da dificuldade que é jogar na casa do vice-líder do campeonato. Eu disse os jogadores que é uma equipe contra a qual fizemos dois jogos em que, tirando a segunda parte do jogo do campeonato, fomos superiores. Não conseguimos consumar em resultado. É corrigir esses detalhes e ir para Porto Alegre com muito respeito, mas zero medo”, destacou.
*Bahia Notícias

A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) informa que vai interditar parcialmente a pista inferior do Complexo Viário Miraldo Gomes. O tráfego será permitido somente para veículos de pequeno porte. A medida foi adotada após um caminhão prancha que transportava outro veículo colidir no pórtico de sinalização da via na manhã deste sábado (8). Não houve danos à estrutura do equipamento de mobilidade.
De acordo com o superintendente de Trânsito, Cleudson Almeida, a medida é para evitar colisões na alça superior do complexo viário durante o período que estiver sem o pórtico.
“É uma medida preventiva e temporária enquanto providencia a substituição do pórtico”, explica.
O prefeito Colbert Martins Filho, técnicos da Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA) e da SMT estiveram no local neste sábado para avaliar a situação. O superintendente da SOMA, João Vianey, informa que a substituição do equipamento de sinalização já está sendo providenciada.
“O equipamento de sinalização exige um tempo de fabricação e já estamos seguindo todos os passos necessários. Estamos também fazendo reparos no pavimento e a sinalização”, afirma.
Ainda segundo João Vianey, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local e apreendeu o veículo que causou o acidente.

Dois homens morreram por volta das 23h40 de sábado (8), após uma troca de tiros com policiais militares. Eles ainda foram socorridos para o Hospital Geral Clériston Andrade, mas chegaram sem vida.
Segundo a ocorrência policial, o confronto ocorreu em um matagal, próximo a um condomínio no bairro Tomba, em Feira de Santana. Os dois não portavam documentos pessoais e até o momento não foram identificados.
Ainda não há informações sobre como a troca de tiros foi iniciada. Os corpos foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Tentativa de Homicídio
Também no bairro Tomba, por volta de 00h20 deste domingo (09), um homem de 24 anos foi alvejado por disparo de arma de fogo.
De acordo com informações da esposa, eles estavam retornando de uma festa em uma motocicleta conduzida pela vítima, quando um veículo tipo camionete com um homem ao volante e uma mulher no banco de passageiro se aproximou da moto em que estavam e quase causa um acidente de trânsito.
A esposa relatou que a vítima ficou irritada com a situação e esbravejou com o motorista da camionete, que sacou uma pistola e efetuou dois disparos contra a vítima.
*Acorda Cidade

Com bastante atenção e cuidado, equipes da Companhia Independente de Polícia e Proteção Ambiental (Coppa) da Polícia Militar, apoiados por integrantes da Capitania dos Portos da Marinha do Brasil e dos Institutos do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e Baleia Jubarte ajudaram uma baleia de 10 metros de comprimento a retornar para o mar.
Ocorrência aconteceu na manhã deste sábado (8), em Ilha de Maré, na capital baiana.
Os PMs foram acionados por pescadores que navegavam pela ilha, nas proximidades da Refinaria Landulfo Alves, após perceber que a baleia estava próximo a costa, encalhada em um banco de areia.
*Fonte: Acorda Cidade

O PSG virou um caldeirão em chamas. A polêmica declaração de Mbappé, uma limpa no elenco promovida pelo técnico Luis Enrique e a incerteza sobre a recuperação de Neymar fervem mais uma reformulação em Paris.
Mbappé disse que “jogar no PSG não ajuda muito” para ser eleito melhor do mundo, e a declaração caiu como uma bomba no clube.Ele afirmou ainda que suas conquistas no futebol francês não são valorizadas nem no próprio país.
Ao menos seis jogadores do PSG se queixaram à diretoria do PSG, dizendo ser “um insulto” a declaração de Mbappé, segundo a RMC Sports. O dono do clube, Al-Khelaifi, também teria considerado a fala desrespeitosa.
O futuro de Mbappé é cada dia mais incerto. O jogador já teria recusado três propostas de renovação do PSG, com quem tem contrato até junho de 2024. Como não quer perder o atacante de graça, Al-Khelaifi busca opções de negócio nesta janela de transferências.
Além disso, o recém-chegado Luis Enrique quer fazer uma limpa no elenco do PSG. De acordo com o L’Equipe, o treinador espanhol colocou uma barca de 12 jogadores no mercado. Entre eles, nomes como Keylor Navas, Wijnaldum, Draxler, Icardi e Paredes.
A agitada vida pessoal de Neymar virou motivo de preocupação no PSG. As notícias que chegam do Brasil causam mal-estar nos bastidores do clube francês, segundo o colunista Thiago Arantes.
Os dirigentes do PSG temem que o excesso de holofotes sobre Neymar nas últimas semanas tenha deixado em segundo plano a recuperação da cirurgia no tornozelo direito. O brasileiro não joga desde 19 de fevereiro, quando se machucou contra o Lille.
Neymar é esperado no PSG a partir desta segunda-feira (10) para iniciar a pré-temporada, que começa oficialmente no dia 21 de julho, em amistoso contra o Le Havre. Ele tem mais dois anos de contrato, até julho de 2025, em Paris.
Informações UOL

Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que são inconstitucionais 11 pontos da Lei dos Caminhoneiros que tratam de jornada de trabalho, pausas para descanso e repouso semanal (leia mais abaixo).
A decisão teve placar de oito votos a três, vencendo a posição do relator, ministro Alexandre de Moraes. O STF, na mesma decisão, considerou constitucional a exigência de exame toxicológico de motoristas profissionais.
A Lei dos Caminhoneiros
O STF julgou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes (CNTT), que questionou a lei 13.103 de 2015.
Conhecida como Lei dos Caminhoneiros, a legislação estabeleceu regras para o exercício da profissão de motorista.
A lei foi aprovada pelo Congresso e sancionada pela então presidente Dilma Rousseff em 2015, dentro do acordo entre governo e caminhoneiros para o desbloqueio de rodovias no país.
Pontos inconstitucionais
O STF declarou que 11 pontos da Lei dos Caminhoneiros violam a Constituição. Com a decisão, esses trechos deixam de valer.
Descanso na parada obrigatória: o STF vetou o aval a dividir o período de descanso dos motoristas, bem como a coincidência do descanso com a parada obrigatória na condução do veículo. O intervalo deverá ser de 11 horas seguida dentro das 24 horas de trabalho.
Descanso: a Corte invalidou outro trecho da lei que permitia dividir o período de descanso, com mínimo de oito horas seguidas. O descanso, dentro do período de 24 horas, deve ser de no mínimo 11 horas.
Tempo de espera x jornada: o tempo de espera para carregar e descarregar o caminhão e o período para fiscalizar a mercadoria em barreiras passam a ser contados na jornada de trabalho e nas horas extras. O STF derrubou trecho da lei que excluía o tempo de espera da contagem da jornada.
Tempo de espera x trabalho efetivo: o STF declarou inconstitucional excluir o tempo de espera do que é considerado trabalho efetivo. O tempo de espera passa a ser contado no período que o motorista fica à disposição do empregador.
Pagamento tempo de espera: a lei previa que as horas do tempo de espera deveriam ser pagas na proporção de 30% do salário-hora do motorista. O tempo de espera passa a entrar na contagem da jornada de trabalho e das horas extras.
Movimentação do veículo: a Corte derrubou previsão de deixar de fora da jornada de trabalho as movimentações do caminhão feitas durante o tempo de espera.
Repouso viagens longas: nas viagens com duração superior a sete dias, o repouso semanal será de 24 horas por semana ou fração trabalhada, sem prejuízo ao repouso diário de 11 horas, somando 35 horas de descanso. O Supremo invalidou trecho da lei que permitia ao motorista usufruir esse período de repouso no retorno à empresa ou à residência.
Divisão repouso semanal: os ministros derrubaram a permissão de dividir o repouso semanal em dois períodos, sendo um mínimo de 30 horas seguidas, a serem usufruídos no retorno de uma viagem de longa duração.
Acumular descansos: o STF também barrou a previsão de acumular descansos semanais em viagens de longa distância.
Repouso com veículo em movimento: nas viagens longas em que o empregador contrata dois motoristas, o Supremo declarou inconstitucional contabilizar o tempo de descanso de um dos profissionais com o caminhão em movimento, com repouso mínimo de seis horas em alojamento ou na cabine leito com o veículo estacionado, a cada 72 horas.
Transporte de passageiros: no caso de transporte de passageiros com dois motoristas, como ônibus, a Corte derrubou a permissão ao descanso de um dos profissionais com o veículo em movimento, assegurando após 72 horas o repouso em alojamento externo ou em poltrona leito com o veículo estacionado.
Exame toxicológico validado
No mesmo julgamento, o STF declarou constitucional, ou seja, validou a exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais, prevista na Lei dos Caminhoneiros.
O procedimento permite verificar se o profissional ingeriu substâncias que reduzem sua capacidade de dirigir.
Quem tem carteiras de habilitação nas categorias C, D e E precisa fazer o teste. Esses motoristas dirigem, por exemplo, caminhões e ônibus.
A realização desse tipo de exame é prevista na norma para o trabalhador obter e renovar a Carteira Nacional de Habilitação, além das situações em que é admitido e demitido de um emprego, e a cada dois anos.
Créditos: G1.

Richard Branson, de 72 anos, é um dos empresários mais conhecidos do planeta. Ele tem sido o protagonista de manchetes por décadas devido a suas aventuras comerciais, pessoais ou pela combinação das duas. Como quando voou até os confins da atmosfera com sua própria empresa aeroespacial, ficando à frente de personagens como Jeff Bezos ou Elon Musk.
O magnata britânico venceu a corrida dos bilionários para chegar ao espaço, apesar de sua fortuna, avaliada em cerca de € 2,7 milhões pela Forbes, estar atrás da dos seus concorrentes. No Brasil, com a atual cotação do euro, o montante seria o equivalente a aproximadamente R$ 14,5 bilhões.
— Em 50 anos, acho que as pessoas ainda estarão procurando por áreas selvagens. E como o mundo infelizmente será mais construído, o grande desafio é garantir que seja semelhante ao que é agora — relatou em entrevista ao EL PAÍS sobre turismo, setor ao qual pertence a maioria de suas empresas e para o qual vê futuro e desafios.
A semente do negócio de Branson foi a gravadora Virgin Records., que fundou em 1972 e vendeu no início dos anos 1990. Mas manteve-se a marca que dá nome a um grupo com negócios diversificados, dos ginásios à telefonia, onde se destacam os ligados ao turismo. Entre outros, duas companhias aéreas, uma empresa de cruzeiros e vários hotéis.
Os resultados consolidados do grupo em 2021, os últimos que divulgou em seu site, refletem uma receita de £ 116 milhões —quase R$ 725 milhões, no câmbio atual— dos quais £ 16,3 milhões (R$ 101,8 milhões) vieram da parte hoteleira. O resultado consolidado final apresentou prejuízos de £ 10,5 milhões (R$ 65,6 milhões).
Bible prophecies are coming true!!
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— O Virgin Group é uma empresa global. Nós circulamos o mundo e tentamos resolver alguns dos grandes problemas.
Branson nunca foi um empresário discreto. A sua imagem pública está mais próxima da de uma estrela musical ou de uma personalidade política, terreno de que não se esquiva. Desde o início da guerra ucraniana, ele se encontrou duas vezes com o presidente Volodymyr Zelensky.
O último marco da Virgin. A, em 29 de junho, inaugurou as suas viagens comerciais ao espaço, embora com um voo para onde iam apenas astronautas.
— Sinto que daqui a 50 anos haverá viagens à Lua e que haverá um hotel lá, talvez um da Virgin — diz o fundador.
Ele sabe o que é estar longe da Terra, embora duvide que esta tenha sido sua aventura mais extrema.
— O espaço era um sonho e foram 25 anos tentando torná-lo realidade. Mas voar ao redor do mundo foi uma loucura, foi muito emocionante e tive muita sorte de sobreviver a isso.
Branson, que sempre faz uma pausa para pensar no que dizer a seguir, pondera ainda mais sobre sua resposta.
— Estou igualmente orgulhoso de ambos.
Créditos: O Globo.

Conhecido como o passaporte europeu “mais fácil”, o documento italiano pode ficar mais restrito. No início de junho deste ano, começou a tramitar no Parlamento da Itália um projeto que prevê o enrijecimento das regras. Apesar de não existir um dado preciso sobre o número de descendentes de italianos no Brasil, estima-se que mais de 30 milhões estejam aptos a solicitar a cidadania. Se esse é seu desejo, é preciso começar logo. Especialistas ouvidos pela Jovem Pan dividem opiniões sobre a possibilidade de aprovação do projeto do senador Roberto Menia, do partido Fratelli d’Italia, o mesmo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Caso isso aconteça, além de comprovar laços sanguíneos com algum italiano, também será preciso ter proficiência no idioma – nível B1 – e residência de um ano no país, para os descendentes de pessoas italianas além do terceiro grau. O projeto pretende reduzir a facilidade de aquisição à terceira geração, ou seja, restringir e muito a quantidade de pessoas que podem buscar esse direito. Essas são apenas três das várias medidas que podem ser alteradas na Lei de Cidadania, de 5 de fevereiro de 1992.
Nátali Lazzari, especialista em genealogia e cidadania italiana, fala que há anos existem tentativas de mudança. Hoje, dos 27 países que fazem parte da União Europeia, só a Itália tem uma normativa abrangente. “Muitos utilizam a cidadania italiana como um instrumento para conseguir entrar nos Estados Unidos e Canadá, subsidiar faculdades de filhos e entrar com mais facilidade em aeroportos. O passaporte italiano virou um instrumento”, observa a gaúcha, que mora em Vêneto e lidera a equipe Avanti Cidadania. Há 8 anos, ela também é membro do Instituto Genealógico Italiano. Ela relata que o projeto ganhou mais força depois do crescimento do partido conservador, conhecido por reprimir também o acesso de imigrantes à Itália. O grupo considerado de extrema-direita assumiu o poder em 2022, após a renúncia do premiê Mario Daghi -, e a Lei de Cidadania é de um contexto de esquerda abrangente que abraça muitos.
“Não esperávamos que fosse tão rápido que o projeto fosse apresentado dentro do governo. A orientação é contra os descendentes de italianos. Eles consideram italianos quem é neto de italiano, apenas. Não está certo nem errado, cada um tem sua opinião, mas a visão do governo agora é clara”, fala Lazzari. A especialista acredita que as chances de o projeto ser aprovado são grandes, mas não se pode prever um prazo. Se passar, não deverá afetar quem já iniciou o processo de solicitação de cidadania.
Luciana Laspro, responsável pelo Patronato Enasco em São Paulo e Presidente do MAIE- Brasile (MAIE – Movimento Associativo dos Italianos no Exterior), destaca que as mudanças são propostas para todo o mundo, e não só para brasileiros. “A motivação real por trás dessa alteração é lidar com a avalanche de processos que atualmente sobrecarrega os tribunais italianos, bem como a ineficiência dos serviços públicos italianos, como Consulados e Comunes, que não conseguem dar conta da demanda.” Ela observa que há uma certa percepção de preconceito em relação aos cidadãos italianos nascidos fora da Itália. “Isso pode ser evidenciado pelo fato de que o projeto de lei menciona casos de cidadanias concedidas a pessoas nascidas no exterior que não têm conhecimento do idioma italiano e têm poucos ou nenhum laço com o país.”
Laspro tem uma visão diferente de Lazzari. Ela não acredita que a mudança vá para frente. “Esse projeto, especificamente, não tem possibilidade de ser aprovado na redação como está. De qualquer forma, é importante lembrar que, de acordo com a legislação italiana, os descendentes nascem italianos, não se tornam italianos.” Ela ressalta que o “reconhecimento da cidadania é um procedimento administrativo (ou um processo judicial) de natureza declaratória e não constitutiva. Ele apenas verifica um status que o indivíduo já possui. Portanto, qualquer mudança na lei não afetará aqueles já nascidos”. Daniel Taddone, Conselheiro do CGIE (Conselho Geral dos Italianos no Exterior), tem o mesmo pensamento. “Tentativas de modificar a legislação italiana ocorrem anualmente, às vezes mais de uma vez por ano. Trata-se de uma matéria complexa e de difícil trânsito no Parlamento. A proposta da vez é muito mal estruturada e não tem nenhuma chance de prosseguir tramitação na forma como está escrita.”
Amanda Zanesco, aos 24 anos, está preparando o processo para solicitar cidadania italiana. O possível endurecimento das regras fez com que a família agilizasse a busca por documentos. Agora, eles pretendem fazer o processo pela via judicial, que é a forma mais rápida estando no Brasil. “Ficamos bastante preocupados com essa nova proposta de lei, ainda não sei muito profundamente sobre ela, mas seria bastante tempo de pesquisa e dinheiro jogados fora se não conseguíssemos concluir o processo”, diz. “Passamos em torno de 3 anos apenas nas pesquisas da árvore genealógica, buscando os documentos necessários, alguns deles estavam em cidades que nem existem mais, então tudo isso toma tempo. O documento mais difícil de encontrar foi exatamente o do ancestral que nos dá o direito da cidadania, pois não sabíamos ao certo a cidade em que ele havia nascido, e como as buscas eram de 1900 foi bem difícil a busca no Brasil.”
A maioria dos brasileiros com descendência italiana vive nas regiões Sul e Sudeste. São Paulo lidera o ranking, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul – onde acredita-se que 27% da população tem ascendência imigrante italiana, ou seja, um terço dos gaúchos. A Serra Gaúcha é a região que registra a maior parte deles, uma vez que os primeiros imigrantes se estabeleceram em cidades da área. A reportagem entrou em contato com a Embaixada da Itália no Brasil para mais informações sobre o projeto que tramita no Parlamento mas, até a publicação, não havia tido um retorno.
Créditos: Jovem Pan.

Foto: Igo Estrela/Metrópoles.
Vice-presidente da República e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin se reuniu, na semana passada, com representante de uma empresa interessada na legalização dos jogos de azar no Brasil.
Na terça-feira (4/7), quando estava como presidente da República interino, Alckmin recebeu Mor Weizer, CEO da Playtec, empresa israelense listada que fornece tecnologia para cassinos em Las Vegas e Macau.
O encontro foi intermediado pelo deputado federal Felipe Carreras (PE), atual líder do PSB, partido de Alckmin, e que relatou o projeto da legalização dos jogos de azar na Câmara.
Segundo relatos, o vice-presidente deixou claro ser favorável à legalização dos jogos, que ainda depende de aprovação pelo Senado e de sanção do presidente da República.
Créditos: Metrópoles.