
Foto: Reprodução/Redes sociais.
Comparação inédita mostra que, do início do governo até fevereiro, 189 militares foram retirados de cargos do Executivo Federal. Agora há 2.738 oficiais nessas posições.
As informações vêm de cruzamento feito pelo Poder360 de 242 bases de dados de funcionários públicos civis e militares em todos os meses desde janeiro de 2013. Driblam a subnotificação dos dados informados diretamente pelo governo.

No painel estatístico de pessoal o governo informa apenas 1.871 militares. Pesquisadores da área, porém, evitam usar o dado, que oculta muitos funcionários públicos. Há vários militares cedidos que não estão identificados no painel pela rubrica “requisitado militar”. Por exemplo, todos os que exercem funções no Ministério da Saúde, que teve um aumento significativo de militares durante o governo Bolsonaro, não estão contemplados.
O levantamento do Poder360 mostra no mês retrasado (o mais recente com dados disponíveis) o menor número de militares no Executivo desde fevereiro de 2018. O recorde foi em abril de 2020, durante o governo Bolsonaro, quando o Brasil chegou a 3.104 oficiais em cargos no Executivo Federal.
Ou seja, em 2 meses, o governo Lula já reverteu todo o aumento da administração passada.
O ministro da Defesa, José Múcio, disse ao Poder360 que não há uma orientação geral para que cargos sejam desocupados por militares.
A Presidência da República é hoje o órgão que mais abriga militares no Executivo Federal. Dos vinculados à Presidência, 70% estão no GSI (Gabinete de Segurança Institucional). O órgão foi o que teve a maior redução de militares desde fevereiro: 70 vagas a menos.
A Defesa, que possui muitos cargos de ocupação exclusiva por oficiais, é o 2º órgão com o maior número de militares.

No caso dos ministérios da Educação e da Saúde, os cargos hoje, em sua maioria, estão relacionados a professores ou a oficiais da área médica. Durante o período Bolsonaro, porém, houve cargos de chefia ocupados pelos oficiais.
É importante notar que os dados acima não incluem todas as empresas públicas e autarquias, que, como é notório, também foram usadas para abrigar oficiais no governo passado. Por exemplo, Bolsonaro nomeou o general Floriano Peixoto como presidente dos Correios e o general Silva e Luna para comandar Itaipu. Ambas as empresas, hoje, estão sob o comando de civis.
Houve um aumento expressivo da presença de militares no Executivo antes mesmo de Bolsonaro. Em janeiro de 2013, eram 1.957. Em 2018, mais de 2.800.
Houve nesse período aumento no número de cargos do Executivo exclusivamente destinados aos militares. Passaram de 1.539, em julho de 2013, para 1.734, em julho de 2018, mostra artigo da pesquisadora Flávia Schimidt em 2022 para o Ipea.
Os números tabulados pelo Poder360 no início deste texto seguem a metodologia desse estudo do Atlas do Estado Brasileiro do Ipea.
Para o cientista político Rodrigo Lentz, é possível que esse aumento anterior a Bolsonaro se deva a uma tentativa de acomodação do governo Dilma. Liberar cargos e atender alguns pleitos da categoria seria uma forma de aparar arestas. A ex-presidente colecionou inimizades na caserna ao instalar em 2012 a Comissão Nacional da Verdade, para apurar violações de direitos humanos durante a ditadura.
“A formação do 2º mandato da Dilma já foi realizada com o adversário derrotado questionando a validade do resultado; a crise escala durante o 1º ano e deflagra ao final, com o rompimento do PMDB com o governo e adesão ao impedimento. No 2º período – 2015/2016 há um rebaixamento na hierarquia do GSI, que deixa de ser ministério, e a iminência do impedimento”, lembra Lentz, que leciona na UnB e pesquisa o tema do Instituto Tricontinental.
Flávia Schimidt, do Ipea, diz que o que caracteriza o governo Bolsonaro, mais que o aumento no número de cargos ocupados por militares, é a natureza dos cargos e o nível hierárquico.
Seu artigo mostrou uma alta significativa na quantidade de cargos comissionados civis ocupados por oficiais. Foram de 381 posições, em 2018, para 742 em 2021. Ou seja, praticamente dobraram.
“Esses cargos são uma parcela do total, mas são os que mais atraem atenção, já que o restante dos cargos de militares no Executivo são de ocupação exclusiva de oficiais”, diz a pesquisadora.
A pesquisa de Flávia mostra também que aumentou muito o número de cargos de maior prestígio nas mãos de militares. Em 2018, 13% das funções comissionadas civis ocupadas por militares eram nos níveis DAS 5 e DAS 6 (que estão entre os mais altos na hierarquia). Em 2021, eram 21%. O número de cargos de natureza especial, no maior nível da hierarquia ocupados por militares, também explodiu. Foram de 6 em 2013 para 14 em 2021.
Ou seja, além do prestígio pelos cargos que oferecia, Bolsonaro dava aos militares de alta e média patente uma chance de dobrar o soldo que receberiam se ficassem apenas na caserna.
“O militar costuma se aposentar cedo, com 30 anos de serviço. Quando vai para um cargo desses, acaba conseguindo um incremento de renda da sua aposentadoria”, afirma a pesquisadora.
Um exemplo de como um cargo pode turbinar o rendimento de militares é o do general Ramos, que chefiou 3 ministérios na administração Bolsonaro.
Sua aposentadoria rendia, depois de deduções, R$ 24.025 líquidos. Ele somava a esse valor os R$ 22.748 que recebia por ocupar o cargo de natureza especial.
Poder 360

Nesta quinta-feira, 07, em entrevista ao jornalista Thiago Santana, do programa Rotativo News da Rádio Sociedade News FM, o psicólogo e psicanalista Dr. Carlos Kruschewsky ressaltou a importância da campanha Setembro Amarelo, que visa a prevenção e o combate ao suicídio. Durante a conversa, foram abordados temas como sinais de alerta, apoio emocional e busca de ajuda profissional.
Confira o podcast completo:
Com Frei Jorge Rocha
Tema: Expressão ‘estômago de avestruz’
Confira:

Escolas particulares da Bahia estão proibidas de cobrar taxas para a realização de provas de segunda chamada. Para que não seja necessário o pagamento do valor, o aluno deve justificar a falta por motivos de saúde, caso fortuito ou força maior. A decisão do Governo do Estado da Bahia foi divulgada no Diário Oficial desta quarta (06).
De acordo com a Lei nº 14.622, as instituições não devem impedir que os estudantes realizem provas, testes ou outras atividades avaliativas por falta de pagamento, seja prévio, estrito para tal despesa ou mesmo à mensalidade.
O colégio que descumprir a decisão deverá ressarcir o valor cobrado abusivamente. Segundo o texto, o pagamento será em dobro e com correções monetárias.

A estátua em homenagem ao jogador de futebol Daniel Alves foi vandalizada em Juazeiro, no norte da Bahia, nesta quinta-feira (7).
O atleta baiano está preso há quase oito meses em Barcelona, na Espanha, onde é réu pelo crime de agressão sexual. Apesar disso, não há detalhes se o vandalismo tem alguma relação com o crime pelo qual ele é investigado.

Daniel Alves nasceu em Juazeiro, no norte da Bahia. A estátua que o homenageia foi inaugurada na cidade em dezembro de 2020, cerca de um ano antes dele ser preso na Espanha.
A escultura fica no bairro Vaporzinho – Saldanha Marinho, no centro de Juazeiro. Em fotos divulgadas nas redes sociais, a estátua do jogador aparece com um saco plástico preto na cabeça e bastante fita adesiva.
Nas redes sociais, o irmão do atleta, Ney Alves, se pronunciou sobre o caso.
“Passando somente para lembrar que o meu irmão está aguardando o julgamento e a pergunta é: se ele provar inocência? Se ele for absorvido ? Como faremos? Deus nos abençoe e nos proteja”, escreveu.
Segundo a prefeitura da cidade, a própria população retirou o saco plástico e as fitas. Por volta das 16h30 desta quinta, a estátua já estava sem o material. O g1 pediu um posicionamento para a prefeitura e aguardo um retorno.
De acordo com a Polícia Civil, nenhum boletim de ocorrência foi registrado.
*G1

A Polícia Militar da Bahia, através do Comando do Policiamento da Região Leste (CPR-L), deflagrou a 10ª edição da Operação Aeroleste, que ocorrerá nos dias 07 e 08 de setembro. A ação visa fortalecer a prevenção criminal em Feira de Santana, nos bairros com maiores índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI).
A operação supervisionada pelo Comando Leste contará com todas modalidades de policiamento e efetivo disponíveis, ressaltando a participação do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e do Comando de Policiamento em Missões Especiais (CPME), contando com o apoio aéreo do Grupamento Aéreo da PMBA (Graer), atuando em conjunto com a Rondesp CPR-Leste.

Foto: Reprodução/Redes sociais.
Quase sem ninguém presente. O desfile do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está repercutindo nas redes sociais.
A baixa adesão popular e o traje vermelho usado por Janja, cor que não consta na bandeira do Brasil, são um dos assuntos em alta. Durante o desfile, uma cena também chamou a atenção das pessoas que assistiam a transmissão do evento: o aceno esvaziado.
Em cima do Rolls-Royce, Janja e Lula gesticularam sem visão de público, evidenciando que, na prática, estavam apenas cumprindo protocolos — já que não havia multidão de pessoas para de fato externar cumprimentos.
O aceno vazio, como já esperado, virou chacota nas redes sociais. O registro do momento tem sido compartilhado por críticos e opositores do governo Lula.
Conexão Política

Foto: Kaio Lakaio/VEJA.
Horas depois de o deputado federal André Fufuca (PP-MA) ser confirmado como o novo ministro do Esporte do governo Lula, o senador Ciro Nogueira, presidente do seu partido e ex-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, foi às redes sociais atacar o presidente pela falta de “povo” no desfile de 7 de Setembro, em Brasília. Para Ciro, “o rei está nu”.
“O 7/9 é um retrato do Lula 3: o presidente desfilou para ninguém, foi aplaudido pelos áulicos de sempre e vai dizer que foi tudo ótimo. Só um detalhe: KD O POVO NO 7/9, Lula? O rei está nu. Sem povo, só com o aplauso da companheirada de aluguel”, escreveu Nogueira nas redes sociais, compartilhando um vídeo com um comentário feito na transmissão da Jovem Pan.
“7 de Setembro sem Jair Bolsonaro é como a Fórmula 1 sem Airton Senna. Fica um vazio…”, escreveu, em mensagem enviada ao Radar.
VEJA/Radar

Foto: Anderson Scardoelli/Revista Oeste.
Um dia normal. Assim foi o 7 de Setembro deste ano na Avenida Paulista, cartão postal da cidade de São Paulo.
Em 2023, o 7 de Setembro na Avenida Paulista seguiu como um dia útil qualquer. A via nem sequer chegou a ter o tráfego totalmente interrompido para carros e ônibus. Até as 15 horas desta quinta-feira, 7, apenas uma faixa de rolamento em cada um dos sentidos havia sido reservada para ciclistas.
Nesta tarde, a reportagem de Oeste percorreu a Paulista em quase toda a sua extensão, cerca de 2,7 km, da Praça Oswaldo Cruz até o cruzamento com a Rua da Consolação. Por todo o percurso, uma constante: pouco movimento — tanto de carros e ônibus quanto de ciclistas e transeuntes.
No vão do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), nenhuma manifestação de cunho patriótico ou político-partidária, diferentemente de anos anteriores. No local, pessoas em situação de rua dividam espaço com a turma que formou fila para acompanhar as exposições em cartaz no Masp.

Barracas de pessoas em situação de rua e grupo na fila para entrar no Masp | Foto: Anderson Scardoelli/Revista Oeste
Pouco movimento também nas proximidades das três estações de metrô que cortam a Paulista — Brigadeiro, Trianon Masp e Consolação. Nos cruzamentos com a Rua Augusta e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, mais traços de dia normal, com (poucos) carros e ônibus seguindo seus trajetos.
Nenhum movimento organizado pela esquerda teve vez na Avenida Paulista neste feriado. Enquanto isso, nas proximidades de saídas da estação Trianon Masp, dois trios elétricos ecoavam os discursos de grupos que apresentaram criticas contra o atual Presidente da República. O cartaz “fora, Lula” foi, inclusive, estendido no canteiro central da via.
Nas proximidades da estação Brigadeiro do metrô, uma ocorrência policial marcou a tarde deste feriado do Dia da Independência. Um homem arrancou o colar de uma mulher. O ladrão, contudo, não se deu bem. Policiais de prontidão iniciaram a perseguição e renderam o criminoso, que, algemado, foi posto no camburão.

Policiais rendem homem que arrancou colar de mulher (de blusa laranja e de costas) | Foto: Anderson Scardoelli/Revista Oeste
A vítima, que conseguiu recuperar o colar, mas “ganhou” um arranhão no pescoço, recebeu orientação de como registrar o boletim de ocorrência. Neste 7 de Setembro, a Avenida Paulista teve mais um dia normal.
Revista Oeste

Foto: Lucyenne Landim/O TEMPO Brasília.
Ambulantes que foram à Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), para tentar vender adereços com estampas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o desfile do 7 de Setembro relataram à reportagem de O TEMPO que os resultados não foram como esperado. Houve quem chegou a ter prejuízo, como Taís Neres, que saiu de Águas Lindas (GO), distante cerca de 50 km do centro da capital federal, para vender mil chaveiros.
“A gente veio vender água e chaveirinho com o rosto do Lula e o desenho de Brasília. Quase não vendemos. Acho que vendemos uns 20 só. Trouxemos mil”, contou sobre os chaveiros, vendidos a R$ 10 cada. Ela contou que houve procura maior pelo item com a estampa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A procura maior foi pelo do Bolsonaro. Muita gente preferindo do Bolsonaro e não do Lula, mas a gente infelizmente não fez. Fizemos só do Lula. [Em um próximo evento], é trazer o do Bolsonaro, aí vende”, disse a vendedora, que foi à Esplanada fazer negócio junto a um primo.
Gabriel Henrique saiu de Novo Gama (GO), região do entorno distante cerca de 40 km do centro do DF, foi à Esplanada com um estoque de camisetas (R$ 35 cada) e bonés (R$ 35) com a estampa de Lula e bandeiras do Brasil (R$ 90), mas também não teve o lucro esperado.
“Não foi o que eu esperava, mas deu para tirar o dia. Eu acho que vendi de dez a 12 camisetas. Eu queria vender pelo menos umas 20. E deu para estourar só no final, depois que acabou, porque eu não estava vendendo nada. Mas valeu”, disse, contando ainda que também presenciou apoiadores de Bolsonaro. “Uma galera que eu ofereci [itens] do Lula ficou indignada dizendo que não gosta, mas veio pela celebração do 7 de Setembro”, afirmou.
O faturamento do dia na Esplanada foi melhor para Luís Carlos, que também estendeu no local camisetas com o rosto de Lula e bandeiras do Brasil. “Não foi o esperado, mas foi razoável. Por quem está falando que não vendeu nada, foi melhor para mim, não posso reclamar. Com certeza deu pra tirar lucro, ganhei o dia de hoje”, relatou.
O vendedor que mora em Ceilândia, a cerca de 30 km da Esplanada, contou que também foi abordado por uma mulher à procura de itens de Jair Bolsonaro. “Ela perguntou se a bandeira era do Bolsonaro, mas eu respondi que o verde e amarelo é do Brasil e que a bandeira não é partidária. Aí ela não quis e foi embora”, afirmou.
Jornal O Tempo