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Outros órgãos ainda podem aderir à nova modalidade de seleção

Foto: Divulgação/ Inep

O Concurso Público Nacional Unificado vai preencher 6.590 vagas em 20 órgãos e entidades públicas que fizeram a adesão ao processo seletivo. A publicação do edital do Concurso Nacional Unificado está prevista para até o dia 20 de dezembro, e a prova deve ocorrer entre o final de fevereiro e meados de março.

Inicialmente, o governo tinha anunciado a disponibilidade de 7.826 vagas, mas nem todos os órgãos públicos aderiram ao concurso unificado. Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, há possibilidade de outros órgãos participarem até a assinatura do termo de adesão. “Alguns órgãos ainda não entenderam totalmente o modelo e preferiram manter a realização de concurso de forma individual”, disse.

O Concurso Nacional Unificado será organizado a partir da realização de um mesmo certame em aproximadamente 180 cidades, de forma concomitante. A pedido da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), foi incluída a cidade de São Miguel da Cachoeira, no Amazonas, onde há uma grande população indígena.

A ideia do governo é que o concurso unificado se torne a principal a principal forma de fazer seleção de servidores públicos federais, e que ele seja repetido anualmente ou a cada dois anos.

A primeira etapa do concurso unificado será realizada em um único dia, dividida em dois momentos: primeiro haverá uma prova objetiva, com conteúdo comum a todos os candidatos. Depois, no mesmo dia, serão aplicadas provas dissertativas e com conteúdos específicos e de acordo com cada bloco temático.

No momento da inscrição no concurso, os candidatos deverão optar por um dos blocos das áreas de atuação governamental disponíveis. Depois dessa escolha, eles deverão indicar o cargo por ordem de preferência entre as vagas disponíveis no bloco de sua escolha.

De acordo com a ministra, os temas cobrados nas provas serão divulgados no edital, mas não haverá muita diferença em relação aos cobrados nos concursos atuais. “Todo mundo que já se prepara para concursos públicos estará preparado, podem ficar tranquilos. Não haverá mudança radical no conteúdo”, afirmou Esther Dweck.

Confira as instituições que aderiram ao Concurso e o número de vagas de cada uma delas:

. Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) – 502

. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – 742

. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – 520

. Ministério da Gestão e Inovação e transversais – 1480

. Ministério da Saúde – 220

. Ministério do Trabalho e Emprego – 900

. Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) – 30

. Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – 50

. Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) – 40

. Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – 40

. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – 35

. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – 895

. Ministério da Justiça e Segurança Pública – 100

. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – 296

. Ministério da Cultura – 50

. Advocacia-Geral da União (AGU) – 400

. Ministério da Educação – 70

. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania – 40

. Ministério dos Povos Indígenas – 30

. Ministério do Planejamento e Orçamento – 60

Informações Bahia.ba


Justiça nega reintegração de militares flagrados fazendo sexo na Academia da PM de AL

A Justiça de Alagoas negou o pedido de reintegração na Polícia Militar de Alagoas dos militares expulsos da corporação após serem flagrados fazendo sexo na Academia da PM, em Maceió. A decisão foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça nessa quinta-feira (28). 

O flagrante ocorreu em junho deste ano e a decisão da expulsão foi publicada no Boletim Geral Ostensivo (BGO) da PM no dia 13 de setembro. Os dois cadetes eram matriculados no Curso de Formação de Oficiais (CFO). 

A defesa do cabo e da soldado expulsos entrou com pedido de reintegração na Justiça de 1º grau, alegando que expulsão dos cadetes “se deu de forma manifestamente contrária às provas constantes dos autos do Processo Administrativo Disciplinar Simplificado (PADS)”. 

Ainda segundo a defesa, “os fatos discutidos no PADS constituem situação isolada na carreira dos impetrantes, de modo que, por si só, não tem a força de ensejar no licenciamento destes das fileiras da PMAL”. 

Os dois foram submetidos a um “Processo Administrativo Disciplinar Simplificado (PADS) para avaliar as condições de permanência na Corporação, e não a Conselho de Disciplina (CD)”. 

O parecer do encarregado pela apuração dos fatos foi de que o casal deveria ser apenas desligado do CFO, mas o comandante-geral da PM, Coronel Paulo Amorim, discordou do parecer e decidiu pela expulsão dos cadetes. 

Créditos: G1.


Risco fiscal se agrava e complica a promessa do governo de zerar déficit

Foto: Andressa Anholete/Bloomberg/Getty Images.

Na literatura fantástica, os elementos centrais das narrativas não possuem correspondentes na realidade e surgem a partir da imaginação fértil e sem limites de seus autores. Um dos principais representantes da vertente, o escritor britânico J.R.R. Tolkien consagrou o estilo na monumental saga O Senhor dos Anéis, que elevou à categoria de heróis os hobbits dotados de espírito puro e com pendor para a amizade. “A fantasia é escapista, esta é a sua glória”, disse Tolkien ao justificar o sucesso de seus livros. Se na ficção os devaneios são bem-vindos, na vida real eles costumam trazer problemas, uma vez que podem ser usados para falsear a verdade. No Brasil, a promessa do governo de zerar o déficit público — ou seja, não gastar mais do que arrecada — a partir de 2024 parece, até agora, mais uma obra inventada do que algo realizável. “O orçamento está no campo da literatura fantástica”, disse o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, em entrevista para o programa VEJA Mercado. “Faltam só os orcs e os elfos.” 

As ilusões permeiam o discurso do governo, mas a dura realidade é bem diferente. Há no horizonte um risco considerável de o país extrapolar suas metas fiscais, o que pode colocar em xeque o próprio crescimento econômico. O perigo se agravou nas últimas semanas com uma série de pautas que, em boa medida, levarão à explosão inevitável dos gastos públicos. A bomba-relógio está aí para quem quiser ver. No último dia 12 de setembro, o Senado aprovou por unanimidade uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que incorpora servidores de antigos territórios de Rondônia, Amapá e Roraima ao quadro da administração pública federal. O custo estimado é de 6,3 bilhões de reais por ano. 

Não foi apenas isso. Recentemente, sob a liderança de Arthur Lira, a Câmara aprovou um socorro a estados e municípios, que reclamam perda de arrecadação causada pela desoneração de combustíveis e energia feita pelo governo de Jair Bolsonaro. Foi liberado não só o ressarcimento de 27 bilhões de reais acertado com o Supremo Tribunal Federal, como também as unidades federativas poderão antecipar neste ano 10 bilhões de reais que seriam pagos em 2024. Montantes extras serão ainda destinados a fundos de participação dos estados e municípios. Também na Câmara, discute-se a ampliação do limite anual de faturamento do microempreendedor individual (MEI) e uma nova faixa de alíquota para o Simples Nacional, o que certamente provocará impactos bilionários nos cofres federais. 

Os programas de aumentos de gastos se sucedem, ao feitio dos governos petistas. Antigos pleitos dos municípios, o parcelamento de dívidas da previdência e a eliminação de cobrança de multas e juros para os valores em atraso, têm boas chances de seguir adiante. O efeito de iniciativas como essas seria desastroso. “Além da própria incerteza que o governo trouxe com seu pacote fiscal, o Congresso andou com pautas que podem ter impacto muito significativo sobre a arrecadação”, diz Jeferson Bittencourt, economista da gestora ASA Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional. Não à toa, os índices de aprovação do trabalho de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda estão em queda. 

O maior risco fiscal, de fato, tornou-se o principal motivo para o fim da lua de mel entre o mercado financeiro e Haddad. O divórcio é compreensível: a me­ra sinalização de descompromisso fiscal leva, entre outros danos, à queda de confiança, ativo indispensável para qualquer país que deseje transmitir credibilidade. É consenso entre economistas e gestores que as expectativas fiscais do governo, baseadas nas regras definidas pelo arcabouço, são quimeras. Os números mostram por que o equilíbrio das contas parece distante. Segundo a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o governo precisará de 168 bilhões de reais em receitas extraordinárias para fechar as contas no ano que vem. O obje­ti­vo está longe de ser alcançado por uma série de motivos. 

Em primeiro lugar, há pouco tempo disponível — 2024, afinal, está quase aí. Além disso, o governo depende de apoio significativo do Congresso para promover alterações constitucionais capazes de levar a novas receitas. Mas, possivelmente, esses movimentos serão objeto de questionamentos na Justiça, em disputas entre contribuintes e a União. A conclusão: o aumento da arrecadação está firmado em bases pouco sólidas. A própria Tebet reconheceu que a meta é “audaciosa”, e que talvez não se realize. “Se as principais medidas de receita não forem aprovadas, é óbvio que teremos de repensar a meta”, afirmou, em audiência no Senado. 

No âmbito interno, técnicos da equipe econômica já estão debruçados sobre a possibilidade de revisão do resultado primário. Isso deve ocorrer se as receitas não estiverem subindo até o começo do ano que vem. “É matemática: ou ajusta a meta, ou reduz despesas”, disse a VEJA uma fonte graúda do Ministério do Planejamento. Ao fim de 2024, o mercado não só prevê que o governo não alcançará o objetivo de resultado primário como fechará o ano com déficit de 0,80% do Produto Interno Bruto (PIB). “Portanto, se o déficit ficar entre 0,25% e 0,50%, seria melhor do que o esperado”, completou a fonte. 

Sinais recentes emitidos pelo governo mostram que, de fato, as projeções se ajustam ao sabor dos acontecimentos. Em março, quando o arcabouço fiscal foi apresentado, a equipe econômica falava em déficit de 0,5% do PIB em 2023. Em setembro, diante da queda da arrecadação, a estimativa foi ampliada para 1,4%. Se não houver guinada positiva nos rumos da economia — tudo indica que não haverá —, é quase certo que, no final do ano, o resultado primário será pior que o projetado no início do governo Lula. As promessas, portanto, seriam ilusórias. 

Ajustes nas projeções, ou mudanças nos métodos de cálculo, são recorrentes no Brasil. Desde 2000, quando o sistema de metas do resultado primário foi criado, em 57% das vezes ele foi alterado, segundo estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O custo político pode ser alto. “Mudar as regras do jogo no primeiro ano de vigência do arcabouço fiscal será uma sinalização ruim”, alerta Vilma Pinto, diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI). Ela prevê que o atual governo chegará ao fim, em 2026, com déficit primário de 0,4% do PIB. O resultado fiscal positivo só seria atingido, segundo seus estudos, em 2030. Mais uma vez, fica evidente que zerar as contas já no ano que vem é um sonho quase inatingível. 

A meta “audaciosa”, para usar o adjetivo escolhido por Simone Tebet, exige do governo uma capacidade de arrecadação fora de seu alcance. O governo diz que aumentará as receitas com medidas já anunciadas, como a taxação de fundos offshore e de apostas esportivas, entre outras iniciativas de baixo impacto. Somadas, tais investidas dificilmente ultrapassarão, segundo economistas, a marca de 52 bilhões de reais capturados no período de um ano — faltariam, portanto, 116 bilhões de reais para que o governo se aproprie dos 168 bilhões em receitas extraordinárias previstos por Tebet. Não só a conta não fecha como há incertezas quanto à recorrência dessas medidas. 

O passado recente também não joga a favor da equipe econômica. Em agosto, a arrecadação de impostos, contribuições e outras receitas caiu 4,1% em comparação com o mesmo período de 2022, configurando o terceiro mês consecutivo de reduções em 2023. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano a redução real foi de 0,83% comparada ao mesmo período de 2022. O resultado negativo foi em parte compensado pela alta da receita previdenciária e do imposto de renda provenientes dos rendimentos do trabalho, além da aceleração da atividade econômica. É incerto, entretanto, que a economia crescerá em ritmo suficiente para elevar a arrecadação aos patamares desejados pelo governo para cumprir sua meta. 

A estabilidade fiscal é um sonho distante da realidade brasileira. Desde 1989, os gastos federais crescem em ritmo superior ao da expansão da economia. Por isso, a carga tributária saltou de 22% para 34% nas últimas três décadas, um movimento que penaliza o desempenho das empresas e o bolso dos cidadãos. Para piorar, mesmo com impostos em alta, o endividamento do país chegou a quase 90% do PIB, e há o risco de aumentar. Se o time econômico comandado por Fernando Haddad não fizer a lição de casa, pelo lado das despesas, a chance de o cenário mudar é nula. Na economia, não existem milagres: sem equilíbrio fiscal, não se avança. Portanto, é preciso desarmar a bomba-relógio antes que seja tarde demais. 

Créditos: VEJA. 


Polarização política: 41% dos brasileiros mudariam de país se pudessem, diz Quaest

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

Uma pesquisa realizada pela Quaest aponta que 41% dos brasileiros gostariam de mudar de país por causa da polarização política. 

O levantamento “O que esperar do Brasil?”, obtido pela CNN, faz uma análise, com base em dados colhidos até junho deste ano, sobre “como a polarização divide famílias, compromete empresas e desafia o futuro do país”. 

Segundo o estudo, os brasileiros saíram das urnas após as eleições do ano passado “afetivamente polarizados” e “socialmente calcificados”. 

Houve um aumento no índice de “polarização afetiva”, que trata do afeto dos eleitores em relação aos candidatos adversários aos seus – nesse caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

A pesquisa indicou que a “distância de amor/ódio para com os candidatos aumentou muito depois de 2018”. 

“A polarização significa mais distância entre os eleitores de candidatos opostos em termos de seus valores, ideias e visões sobre política. A calcificação significa menos vontade de desertar do seu partido, como romper com o presidente do seu partido ou até votar no partido oposto. Há, portanto, menos chance de eventos novos e até dramáticos mudarem as escolhas das pessoas nas urnas”, afirma o levantamento. 

Dessa forma, o último processo eleitoral e esse processo de “enrijecimento” levaram os eleitores a se tornarem “torcedores apaixonados”, e a torcida independe da partida estar acontecendo agora ou já ter acabado. 

“Essas identidades políticas em uma sociedade altamente polarizada, por sua vez, afetarão nosso comportamento político e cotidiano”, aponta a pesquisa. 

Quaest: Conhece alguém que rompeu relações por causa de política?
  • Sim: 54%
  • Não: 45%
  • Não sabe/não responde: 1%
Quaest: Você se sente mal por ter rompido relações por causa de política?
  • Sim: 25%
  • Não: 75%
  • Não sabe/não responde: 1%

Ainda abordando o “efeito eleitoral”, o estudo afirmou, por exemplo, que 41% dos brasileiros sairiam do país caso tivessem condições. O índice em dezembro de 2021 era de 29% e, em dezembro do ano passado, 37%. 

Além disso, 35% dos brasileiros prefere assistir um canal de TV que apresente as opiniões com as quais concorda. E 32% reprovaria um casamento do filho com alguém que votou diferente. 

Um em cada quatro brasileiros mudaria o filho de escola caso o local de ensino tivesse a maioria de pais que apoiou o candidato adversário ao seu nas eleições. 

23% afirmou deixar de ouvir música de um artista que apoiou seu adversário, 19% deixa de comprar produtos de marca que apoiou seu adversário e 10% mudaria de igreja se o padre/pastor apoiou adversário. 

A pesquisa Quaest será discutida no “WW – Edição de domingo“, neste domingo (1º), às 22h, com a presença do CEO da Quaest, Felipe Nunes, a professora de Ciência Política da USP Elizabeth Balbachevsky e o professor do Instituto de Estudos Avançados da USP, José Alvaro Moisés. 

Créditos: CNN. 


Governo Lula busca embasamento do TCU para não pagar piso constitucional da saúde em 2023; ENTENDA

Foto: Reprodução/Vinícius Schmidt/Metrópoles.

O Ministério da Fazenda enviou uma consulta ao Tribunal de Contas da União (TCU) para revisar a possibilidade de não pagar o piso constitucional da Saúde em 2023. 

Após a sanção da nova regra fiscal, em 31 de agosto, foi revogado automaticamente o teto que suspendia a correção dos pisos atrelada à arrecadação do governo e os pisos da Saúde e Educação passaram a ser atrelados as receitas. 

No entanto, para este ano, apenas a Educação teria condições de financiar o valor mínimo a ser pago com o orçamento disponível. Já a Saúde pode gerar um rombo de R$ 20 bilhões nas contas do governo em 2023. 

A avaliação da equipe econômica é de que, caso o governo tenha que pagar o piso, precisaria bloquear verbas, deixando outros ministérios descobertos. 

A Fazenda argumenta ainda o princípio da anualidade orçamentária, que estabelece que as autorizações de despesa valem para um período limitado no exercício financeiro ou até o fim do exercício. 

Como o orçamento deste ano já estaria fechado, a equipe econômica avalia que seria melhor deixar o pagamento para o próximo ano, e que, de todo modo, os pisos passam a valer integralmente em janeiro de 2024. 

Além disso, o governo ainda não considera o possível pagamento do piso nas contas. Na última sexta-feira (22), os Ministérios do Planejamento e da Fazenda divulgaram o relatório de receitas e despesas para 2023 sem a previsão para este ano. 

Na ocasião, o secretário do Orçamento, Paulo Bijos, argumentou que estão aguardando posicionamento do TCU e propostas em trâmite no Congresso. Ele também disse que a peça orçamentária do próximo ano já prevê ao menos R$ 50 bilhões para a Saúde, portanto podendo honrar o piso. 

No entanto, os técnicos do TCU já haviam se posicionado contrariamente sobre a possibilidade de e mandou arquivar a ação que tramitava na corte de contas por não verem risco de “shutdown” nas contas do governo com o pagamento dos pisos. 

O processo foi protocolado na noite de quinta-feira (28), e distribuído ao ministro Augusto Nardes, que é relator do processo de “adoção das medidas necessárias a conhecer e avaliar o risco de “shutdown” com a aplicação do novo marco fiscal ainda no ano de 2023 nas pastas ministeriais da Saúde e da Educação”. 

O ministro poderá levar o assunto ao plenário de corte de contas. 

Créditos: CNN.


Quase 50 mil consumidores prejudicados em pacotes de viagens comprados para até dezembro deste ano. Pessoas que tiveram sonhos e projetos interrompidos e um grande prejuízo financeiro e que ainda não sabem, em sua maioria, se vão conseguir reaver seu investimento. Esta é a realidade de quem comprou passagens e pacotes de viagens da empresa 123milhas, plataforma de turismo que entrou em crise há mais de 30 dias, com a suspensão de pacotes e viagens promocionais da Linha Promo123 – período de setembro-dezembro/2023.

De acordo com o advogado Ramon Carneiro, especialista em Direito do Consumidor e Direito Cível, com a chegada do final do ano e o aumento da procura por pacotes de férias, é preciso tomar alguns cuidados para que a lista de consumidores prejudicados não aumente ainda mais, uma vez que as atividades permanecem e nada impede que novas emissões de passagem sejam realizadas pela 123milhas.

O quadro de incerteza gerado pela decisão unilateral da empresa 123 Milhas de cancelar esses pacotes turísticos e de viagens, bem como a possibilidade do não ressarcimento imediato de quem adquiriu produtos e serviços da 123milhas gerou no consumidor, que agora se planeja para viagens de final do ano, a necessidade de se atentar para alguns critérios ao eleger uma empresa desse ramo para a realização da compra de passagens ou pacotes completos de turismo. “Lembrando que a própria empresa estaria disponibilizado voucher, ao invés do reembolso em dinheiro”, salientou Dr. Ramon Carneiro.

O advogado chama a atenção, em especial, para a necessidade de o cliente pesquisar acerca da saúde financeira da empresa onde se realizará a compra. Uma outra orientação diz respeito à importância de “estarmos atentos para a política de cancelamento e alteração do pacote turístico, ou seja, ler e conhecer quais as implicações para cada lado”, frisou o advogado. A confiabilidade da empresa é outro aspecto essencial e que, portanto, não pode ser negligenciado. “Essa confiabilidade pode ser feita através de consultas a sites conhecidos como “reclame aqui”. São várias as empresas que oferecem bens no mercado e consumo e que são avaliadas por consumidores nesses sites”, alertou.

Por fim, é preciso verificar com o hotel ou pousada contratados se suas reservas foram efetivamente concluídas “e se eles(hotéis/pousadas) existem efetivamente, a fim de que o consumidor não caia no golpe do hotel fantasma”. Para aquelas pessoas que já se encontram no prejuízo, o advogado Ramon Carneiro aponta a busca por orientação judicial como o melhor caminho.

Por *Adriana Matos*


Foto: O Tempo Jornalismo

Os três policiais militares que foram presos durante a “Operação Sem Retorno” nesta sexta-feira (29), são suspeitos, dentre outros crimes, de matar o jovem Carlos Henrique José dos Santos, de 20 anos. O homicídio aconteceu em 29 de junho, na cidade de Camacan, no sul da Bahia.

De acordo com a mãe do jovem, Glecia José dos Santos, depois que o filho foi morto, ela disse que questinou um dos policiais envolvidos na ação, e ele teria dito que o caso ficaria impune.

“Eu disse para ele [policial] que ia buscar justiça e ele respondeu que ‘não ia pegar nada’ porque eles gostam quando a PM faz a varredura’. Ele usou a farda para matar um garoto que tinha acabado de completar 20 anos”, afirmou a mãe.

No dia 29 de junho, Carlos estava a caminho da casa da namorada para um almoço, quando foi abordado pelos PMs. Ele foi baleado e colocado na viatura. Quando Glécia conseguiu encontrar o filho, no hospital Fundação Hospitalar, ele já estava morto.

“Eu não vou dizer que estou feliz, porque felicidade seria ter meu filho, mas tive um pouco de esperança”, disse sobre a prisão dos PMs.

Na ocasião a PM de Camacan informou que “houve resistência armada” e que uma arma de fogo foi apreendida na ação. Glecia, no entanto, nega que Carlos Henrique estivesse armado.

Ela ainda afirma que um dos policiais suspeitos de envolvimento no homicídio já havia ameaçado o jovem, devido a uma tatuagem que ele tinha no peito.

Segundo a mãe, Carlos Henrique não tinha ligação com o tráfico de drogas e a tatuagem não estava associada a nenhuma facção. Ela conta que ele já teve passagem pela polícia por porte ilegal de arma, mas como pena pelo crime, cumpria medida alternativa à prisão, atuando com trabalho comunitário.

Ainda segundo Glecia, uma das ameaças que Carlos Henrique teria sofrido por parte do PM aconteceu quatro dias antes do homicídio. Ela quis registrar queixa de ameaça, mas o jovem teve medo do boletim de ocorrência piorar a relação com o PM.

“Ele [o policial] disse que na melhor hora iria tirar a vida do meu filho, e tirou”, contou.

G1


Foto: Andrews Pedra Branca

O Novo Centro de Feira de Santana recebeu novos abrigos com QR Code nesta sexta, 29. A medida da Prefeitura de Feira faz parte do cronograma de melhorias no mobiliário urbano do município.

Segundo o secretário de Transportes e Trânsito (SMTT), Sérgio Carneiro, tanto a recuperação quanto o reposicionamento dos equipamentos priorizam os locais com grande fluxo de passageiros na região comercial. Na primeira fase foram contemplados os pontos na avenida Senhor dos Passos (Carmac), na Getúlio Vargas (Receita Federal) e no Mercado de Arte.

“O Governo Municipal tem buscado proporcionar satisfação, conforto, segurança e comodidade ao usuário, trabalhadores e estudantes”, ressalta.

Além do novo layout que faz referências a pontos característicos do município, como a caixa dágua do Tomba e o Monumento Todos os Caminhos, nas cores azul e branco, harmonizar o espaço público e facilitar a identificação para o usuário, o passageiro pode ter acesso a serviços como o aplicativo SIU Mobile, nas versões IOS e Android, e acompanhar a previsão de chegada do ônibus em um painel de fundo fixado no abrigo.

O usuário ainda passar a ter na palma da mão como recarregar créditos no smartphone pelo app KIM+, serviço de revalidação, novo cartão e atendimento ao usuário Via Feira, além de informações de utilidade pública do site feiradesenatana.ba.gov.br e na rede social da SMTT.

Os assentos também foram restaurados e foi reservado espaço para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. 

“Estamos trabalhando em ritmo acelerado seguindo as orientações do prefeito Colbert Filho. O foco é levar serviço público de qualidade ao cidadão e cidadã que utilizam o transporte público em nossa cidade”.


Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias

A cada jogo que passa, o Vitória fica mais perto do acesso à Série A. Desta vez, na noite desta sexta-feira (29), o Leão superou o Tombense por 1 a 0 dentro do Barradão, pela rodada 30 da Série B.

Com o resultado, o Rubro-negro avançou aos 58 pontos e abriu quatro pontos de vantagem para o Sport, segundo colocado. A equipe volta a jogar no próximo dia 8 de outubro, fora de casa, contra o Criciúma.

Bahia Notícias


Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Em uma semana, dois homens oriundos de grupos criminosos de Salvador morreram em confronto com a polícia em Feira de Santana. No dia 22 de setembro, uma liderança do tráfico de drogas no bairro de Águas Claras, na capital baiana, de 31 anos, morreu em troca de tiros com a Polícia Civil em um condomínio localizado na Avenida Fraga Maia em Feira de Santana.

Na quinta-feira (28), por volta das 13h, na localidade de Renascer, no bairro Papagaio, Moisés Lima Santos, de 19 anos, também trocou tiros com policiais da Cipe Litoral Norte e não resistiu. De acordo com a polícia, ele era de Feira de Santana, mas integrava uma facção criminosa no bairro de Valéria, em Salvador. Com ele, foi apreendida uma pistola 9 mm.As duas situações acendem o alerta sobre a migração de criminosos de Salvador para Feira de Santana e também sobre o aumento de homicídios registrados. Até esta sexta-feira (29), já são 44 homicídios registrados no mês de setembro.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a delegada Klaudine Passos, delegada adjunta da 1ª Coordenadoria de Polícia do Interior (1ª Coorpin), comentou sobre este cenário da migração e enfatizou que as forças de segurança estão preparadas para combater a criminalidade na cidade, bem como a prática de homicídios. Segundo ela, a atuação tem sido conjunta e com planejamento de ações entre Polícia Civil e Polícia Militar e as demais instituições como a Polícia Federal e Guarda Municipal também somam esforços neste trabalho.

“A gente percebe que ultimamente no curso da operação Fauda em que morreu um PF e feriu gravemente um policial do Core no olho direito, houve uma migração do grupo de facções de Salvador para Feira de Santana e isso também vem impactando no número de homicídios. A localização geográfica de Feira de Santana acaba favorecendo que os meliantes, uma vez encurralados, migrem para outras regiões que se sintam mais confortáveis. A Secretaria de Segurança Pública, dentro do contexto do enfrentamento, promoveu a Operação Paz e a cidade recepcionou mais de 50 policiais”, disse.

A delegada reforçou também que a Polícia Civil tem todo o aparato técnico e operacional para chegar aos criminosos.

“No curso das investigações as informações chegam e a gente vai checar e, não raro, logramos êxito com o flagrante”, pontuou.

As informações são do repórter Ed Santos do Acorda Cidade