
Não é de hoje que o corpo humano atrai nossa atenção. A história da arte sempre retratou corpos e modelos sem roupa durante séculos, mas agora a novidade mesmo é apreciar obras sem estar vestido. Isso mesmo, até o último sábado (28) visitantes podiam entrar em um museu de Barcelona totalmente pelados. E olha que isso não foi festa, nem pegadinha.
As visitas guiadas foram parte de uma atividade cultural que estava sendo feita na capital catalã no Museu Arqueológico da Catalunha (MAC). Em grupos de 25 peladões podiam ver a exposição fotográfica dos bronzes de Riace, antigas obras gregas que exibem corpos atléticos nus.

“Durante a visita falamos sobre a trajetória do nudismo através da história da arte e como nós vivemos isso hoje em dia em um nível artístico e social”, explica Irene Vicente Salas, que é historiadora de arte e a guia do evento.
A inusitada proposta partiu do Clube Catalão de Naturismo e o museu topou. Durante o verão europeu, Edgard Mestre teve a ideia de fazer uma atividade voltada para quem é do clube e também abrir algumas vagas para o público em geral.
Ao estarem todos pelados, algumas pessoas começam a perceber que o normal não é ter um corpo nota 10, como aqueles que estamos acostumados a ver na mídia. O normal é ser diferente, é ter um corpo que não é um modelo estético”, acredita Mestre.
Salas também tem uma opinião parecida a respeito do culto ao corpo que existe hoje em dia em quase todas as sociedades. “Estamos acostumados a ver corpos sem roupa em fotos, quadros ou revistas, mas os nossos próprios corpos ainda são um tabu. Ao estarmos sem roupa e vermos outro corpo refletido na nossa frente, quero que esse tipo de ação nos ajude a analisar esse contraste para abrir o debate”, explica ela.
Os visitantes chegavam vestidos e entravam no museu em um horário especial, depois que o estabelecimento fecha para o público em geral. Ao chegar, o grupo ia até um local onde todos tiravam a roupa, menos o calçado, e depois disso todo mundo estava pronto para viver essa experiência um tanto quanto diferente na sala ao lado.

Ivan Vera, que é nudista e faz parte do clube, é uma das pessoas que decidiu participar do evento. “Ficar nu em um museu não é algo que se veja todos os dias. Acredito que isso quebra um pouco o costume de praticar nudismo em lugares mais comuns e por isso decidi ir”, explica o espanhol.
O público percorria a mostra que exibe em detalhe grandes fotos de corpos atléticos e perfeitos. Nas imagens é possível ver os guerreiros de Riace, duas estátuas gregas do século 5º a.C. Essas estátuas foram encontradas dentro do mar por um mergulhador em 1972. Além de belas, elas são ainda mais importantes porque são um dos poucos exemplares de bronze que restam da arte grega antiga.
A visita guiada dura uma hora e no final o debate é aberto. “Ao consumir imagens de corpos ideais, musculosos e perfeitos, de certa maneira, isso nos faz adoecer porque é muito difícil atingir esse modelo de perfeição. Por isso ações como esta podem ajudar a que essa busca incessante pelo culto ao corpo comece a diminuir e que as pessoas aceitem que todos temos corpos diferentes, que não são perfeitos e que está tudo bem também”, deseja Salas.
Ivan conta que para ele a nudez é algo natural e que não se incomoda ou se excita ao ver alguém sem roupa perto dele. “Esse tipo de visitas são superúteis para aproximar a nudez à sociedade e normalizá-la em certos lugares para criar uma reflexão sobre a percepção social da nudez e a sua presença na arte”, destaca.

Na Espanha não é difícil ver mulheres fazendo topless em praias ou em piscinas públicas mas andar sem roupa dentro de um museu tem chamado a atenção até mesmo da imprensa local que repercutiu muito o assunto.
Por conta disso, a demanda para o evento foi muito maior do que o esperado. A ideia deu tão certo que agora tem até lista de espera para as próximas visitas guiadas sem roupa.
Mestre conta que eles tinham vários lugares reservados para quem é do clube naturista, mas que muita gente de fora também quis participar. Por isso, a ideia é fazer mais eventos desse tipo no futuro, mas essas pessoas vão ter que esperar até o frio ir embora.
Em poucas semanas começa o inverno na Espanha e ficar sem roupa dentro de um lugar sem aquecimento não seria nada fácil. Os organizadores vão deixar para fazer mais atividades desse estilo a partir da primavera de 2024.
Hoje em dia alguns museus espanhóis estão mais abertos e trabalham para atrair também outro tipo de público. O Museu Nacional do Prado de Madri ganhou o prêmio Webby, em 2023, pela melhor iniciativa mundial na categoria Arte e Cultura por mostrar um conteúdo diferente no TikTok. A conta do famoso museu nessa rede social tem mais de 500 mil seguidores.
Com essas visitas guiadas sem roupa e outras mostras onde corpos nus ficam na frente de obras estáticas, alguns museus de Barcelona também estão em busca de outro tipo de público.
“Um dos nossos objetivos é romper essa percepção de que os museus são lugares só para intelectuais. Por isso estamos inovando em eventos como esse para atrair pessoas que não estão acostumadas a consumir esse tipo de ócio”, explica Mestre.
Informações UOL

O ministro da Educação (MEC), Camilo Santana, anunciou, nesta terça-feira (31), em Brasília, durante a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2022, que enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei (PL) para criação de uma agência reguladora do ensino superior público e privado, no Brasil. O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que a medida tem a concordância do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nós precisamos ter uma agência reguladora robusta para acompanhar e supervisionar, de forma mais efetiva e melhor, os nossos cursos de nível superior no país. Portanto, o presidente [Lula] está convencido disso e nós vamos encaminhar. Estamos finalizando a proposta [do PL]”, anunciou o ministro da Educação, Camilo Santana.
A previsão do ministro é que o texto seja enviado ao legislativo federal ainda em novembro, porém, Camilo Santana não prevê a aprovação do PL pelos parlamentares, em 2023, devido ao curto espaço de tempo.
O ministro do MEC defendeu a criação desta agência regulatória para ter uma estrutura mais ágil e mais eficiente de avaliação e supervisão dos cursos e de entidades educacionais de ensino superior, justificada pelo crescimento das matrículas na educação privada que, segundo o ministro, representam entre 80% e 85% do total de matrículas em cursos superiores, no país.
O ministro avaliou que apesar do empenho atual das equipes do Ministério da Educação (MEC), ainda é preciso um reforço no trabalho de supervisão das graduações. “Posso dizer que há um esforço enorme do MEC, mas acho que não é suficiente hoje. O MEC não tem perna suficiente para fazer essa supervisão da forma necessária para garantir a qualidade dos cursos.”
De acordo com o ministro, a medida faz parte de uma série de ações em estudo pelo governo federal para melhorar a qualidade do ensino superior brasileiro, como o melhor acompanhamento dos estágios supervisionados, criação de grupo de trabalho sobre novos cursos de licenciaturas, abertura de consulta pública sobre mudanças no ensino à distância (EaD), melhores condições de financiamento pelo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) aos professores interessados em cursos de licenciatura, entre outras.
Informações Bahia.ba

Nesta terça-feira (31), o diretor do FBI (polícia federal dos Estados Unidos), Christopher Wray, alertou que a sua agência detectou um maior risco de ameaças terroristas nos Estados Unidos, inspiradas pelo ataque que o Hamas fez em Israel.
Durante uma audição em um comitê do Senado, Wray afirmou que o FBI determinou que as ações do Hamas “servirão de inspiração” de uma forma que não se via “desde que o grupo Estado Islâmico lançou o seu chamado califado há alguns anos”.
Nas últimas semanas, o serviço secreto dos Estados Unidos detectou que “várias organizações terroristas” pediram ataques contra os americanos e o Ocidente.
A guerra em Israel e na Faixa de Gaza, explicou Wray, elevou “a outro nível” as ameaças de um ataque terrorista contra os americanos no seu próprio território.
– Não podemos e não devemos descartar a possibilidade de o Hamas ou outra organização terrorista aproveitar o atual conflito para levar a cabo ataques aqui no nosso próprio solo – sublinhou.
No entanto, o chefe do FBI disse que, até o momento, não há nenhuma informação que indique que o grupo islâmico palestino tenha a intenção ou a capacidade de realizar ataques dentro dos EUA.
Wray falou que a sua agência detectou que tanto o Estado Islâmico como a Al Qaeda já fizeram apelos à ação contra americanos e comunidades judaicas nos EUA e na Europa.
No dia 7 de outubro, um ataque surpresa do Hamas em Israel matou mais de 1.400 pessoas e fez 239 reféns, de acordo com os números atualizados pelo Exército israelense neste fim de semana. Em retaliação, o governo israelense lançou uma dura ofensiva contra a Faixa de Gaza com o objetivo de “destruir o Hamas”, que já matou mais de 8.500 pessoas e feriu 21.500, segundo o grupo terrorista.
*EFE

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira, 27, que o país irá desenvolver uma variante moderna da bomba nuclear B61, designada B61-13. Especialistas afirmam que o armamento, que depende ainda de aprovação do Congresso para ser produzido, tem potencial destrutivo mais de 20 vezes maior do que a bomba de Hiroshima, que matou 140 mil pessoas no Japão.
“O anúncio de hoje reflete um ambiente de segurança em mudança e ameaças crescentes de adversários potenciais”, disse o secretário adjunto de Defesa para Política Espacial, John Plumb. “Os Estados Unidos têm a responsabilidade de continuar avaliando e colocar em prática as capacidades que precisamos para dissuadir de forma crível e, se necessário, responder a ataques estratégicos, e assegurar os nossos aliados.”
De acordo com o comunicado do Pentágono, a B61-13, que é uma bomba gravitacional, é projetada para ser solta por uma aeronave e dará capacidade aos Estados Unidos para atingir alvos militares “maiores e mais difíceis”. O departamento afirmou que, embora represente “flexibilidade adicional” ao país, a produção do B61-13 não aumentará o número total de armas do arsenal nuclear, já que substituirá alguns dos B61-7 do atual arsenal nuclear.
A nova bomba — se obtiver a permissão necessária do Congresso — tenderá a uma potência de 360 kilotons, diante dos 16 que estalaram sobre Hiroshima há 78 anos.
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Bomba atômica lançada em Hiroshima, no Japão, em 1945 era conhecida como Little Boy. O armamento matou 140 mil pessoas. Foto: Naval History and Heritage Comma / via REUTERS
A Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (Ican) demonstrou preocupação com o anúncio e descreveu o projeto do novo armamento como “uma escalada irresponsável”. “Anunciar esses planos em meio a conflitos na Europa e no Oriente Médio, nos quais participam países com armas nucleares, é um ato arrogante frente aos esforços para que essas armas de destruição massivas não fossem usadas”, disse Melissa Parke, diretora-executiva da associação.
Em comunicado, os Estados Unidos afirmaram que a iniciativa segue “meses de revisão e de consideração” e que a nova arma não é uma resposta “a nenhum evento atual em específico”.
A decisão de construir o B61-13 possibilitará que o Pentágono aposente o B83-1, a última arma com capacidade de megatons no arsenal dos EUA que estava programada para ser aposentada no governo de Obama. Trump, porém, em sua gestão, defendeu que a arma ainda era necessária e deveria ser mantida, e a administração de Biden, por sua vez, tomou como missão substituir o armamento.
Alguns especialistas apontam que a construção do B61-13 parece ser muito mais um movimento político para finalmente se livrar da B83-1 do que propriamente um reforço ou uma renovação do arsenal. A manutenção da B83-1, que tem capacidade de 80 bombas de Hiroshima, tem um custo alto para os Estados Unidos, o que pode comprometer outros programas militares considerados mais importantes para o país.
Estadão/Com EFE.

Foto: Clauber Cleber Caetano / Ricardo Stuckert.
O presidente Lula fala de Jair Bolsonaro quase toda vez que está em apuros.
Não foi diferente nesta terça-feira, 31.
Acuado após a repercussão negativa de sua própria fala em relação à meta fiscal de 2024, o presidente resolveu mirar em seu antecessor para tentar tirar o foco da nova crise em seu governo.
Havia, inclusive, uma expectativa em relação à sua live semanal para o presidente explicar melhor a sua frase que derrubou os mercados: a de que a meta dificilmente será atingida no ano que vem.
O presidente, contudo, nem tocou no assunto. Aproveitou o momento e afirmou que Bolsonaro “estava preparando um golpe” que deveria ocorrer no dia da sua diplomação como vencedor das eleições.
Segundo o petista, “eles foram pegos de surpresa” porque a dada da cerimônia foi alterada de 18 para 12 de dezembro.
É uma afirmação grave. Lula, antes de dizer isso, precisa informar que provas colhidas pelas investigações tem em mãos. Até porque, isso interessa à Justiça que investiga os atos do ex-presidente.
Voltando ao governo atual, o que ainda repercute é a fala em que Lula desautorizou a principal promessa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – a de zerar o déficit da dívida pública no ano que vem.
A repercussão tem sido muito ruim para o governo, seja no mercado, seja no Congresso Nacional. E hoje uma longa reunião da gestão petista com líderes da base e ministros tratou da questão fiscal.
Mas a dúvida continua: se nem o presidente faz questão de manter a meta do ministro da Fazenda, por que os outros atores nacionais devem acreditar na mais importante promessa econômica do governo?
Haddad, diante da péssima situação, transpareceu seu descontentamento em coletiva de imprensa, gerando estranhamento e desconfiança de lideranças partidárias.
Com informações de VEJA

Tem medo de cobras, cadáveres, estátuas macabras, espantalhos, caixões e até bonecas? Estes 10 destinos oferecem estas “atrações” aos visitantes adeptos do turismo obscuro —exceto um, no Brasil, que de tão perigoso é proibido.
Conheça as histórias por trás desses locais horripilantes espalhados pelo planeta.

Localizada no pequeno vilarejo de Luková, a Igreja de São Jorge foi construída originalmente no século 14, mas passou por uma série de incêndios ao longo das décadas — o último, nos anos 1960, destruiu parte do teto durante um funeral. Por isso, a congregação dali decidiu que o local era mal-assombrado e a abandonou por mais de 40 anos.
Em 2012, contudo, um estudante de artes chamado Jakub Hadrava decidiu que ali era o endereço ideal para uma instalação que, de certa forma, conversa com a história da igreja.
Ele instalou nos bancos da capela uma série de fantasmas feitos de gesso e cobertos por lençóis, que parecem estar reunidos para uma missa. Graças à intervenção, a igreja voltou a ser visitada aos domingos à tarde por curiosos.

Veijo Rönkkönen foi um famoso artista folclórico da Finlândia e um dos seus principais legados é este jardim onde “repousam” cerca de 500 esculturas de concreto que ele recusou exibir em espaços públicos durante sua vida, já que preferia se manter recluso. Entre as obras estão uma coleção de 200 estátuas em poses diferentes de yoga.
Segundo a Condé Nast Traveler, a maioria das peças consiste em autorretratos, o que poderia assustar por si só o visitante, mas há uma seção que se destaca pelo aspecto horripilante — ela vai de uma freira macabra que se esconde atrás de arbustos a um homem encapuzado com expressão sinistra, todos com olhos afundados e sorrisos decorados com dentes humanos reais.

Oficialmente, seu nome é Ilha da Queimada Grande, mas este pedaço do estado de São Paulo ganhou o apelido graças a enorme quantidade de serpentes, mais especificamente, jararaca-ilhoas e dormideiras. A primeira é tida como uma das mais perigosas cobras do mundo; acostumada a viver em árvores, ela pode dar o bote e matar uma pessoa em até seis horas, de acordo com a Prefeitura de Itanhaém, sua vizinha.
Estima-se que haja ali cerca de dois mil espécimes só da jararaca, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Apenas os cientistas de lá e do Instituto Butantan têm autorização para desembarcar na ilha, que é desabitada por causa da presença dominante das cobras — há uma a cada 300 metros.
Apesar de ter sido descoberta em 1532 por Martim Afonso de Sousa, a ilha ganhou o nome “Queimada Grande” no século 19, graças aos esforços da Marinha do Brasil de se livrar das cobras no entorno do farol (hoje automatizado) instalado na área, lançando chamas na mata, para que não matassem o faroleiro. As enormes queimadas eram vistas entre Itanhaém e Peruíbe.

Criada no final do século 16 em Palermo, na ilha italiana da Sicília, as catacumbas serviram como uma espécie de ampliação do cemitério do monastério dos Capuchinhos, que lotou à época.
Originalmente, a proposta era apenas abrigar os corpos dos religiosos, mas a notícia de que uma mumificação natural acontecia com os corpos ali tornou o espaço popular.
Por isso, os mais abastados na região escolhiam ter o monastério como seu destino final: um símbolo de status, já que poderiam ser exibidos, para toda a eternidade, em suas melhores roupas, como em um museu. Cerca de oito mil corpos descansam hoje nas catacumbas em diferentes corredores — um abriga apenas religiosos, outro só crianças e tem até um apenas para virgens.
A “múmia mais bonita do mundo” também está ali: o corpo pertence à menina Rosalia Lombardo, que morreu aos dois anos em 1920 e impressiona visitantes até hoje por parecer estar apenas dormindo.

A pequena cidade de Sagada, nas Filipinas, com pouco mais de 10 mil habitantes, se tornou famosa internacionalmente por não enterrar seus mortos, mas suspendê-los em paredões rochosos.
O cemitério “aéreo” pode ser visto de longe, graças aos caixões coloridos se destacando em meio ao verde.
A prática é remanescente de uma tradição de milhares de anos: cada morador constrói seu próprio caixão e, ao morrer, é pendurado próximo aos seus parentes já falecidos. A maior parte dos caixões suspensos de Sagada tem séculos de idade e são únicos, já que foram customizados pelos próprios mortos, segundo a Traveler.

Reconhecida pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como Patrimônio da Humanidade, a “Isla de las Muñecas” ou Xochimilco é repleta de centenas de bonecas —ou seus pedaços— penduradas em árvores ou largadas na grama, em tornos de seus canais.
Com ares de cenário de filme de terror, o local costumava ser residência de um homem chamado Julian Santa Barrera, que começou a colecionar brinquedos após encontrar o corpo de uma menina em um dos canais, na esperança de espantar maus espíritos.
Segundo a revista Condé Nast Traveler, é possível alugar um passeio de barco e convencer o barqueiro a fazer uma parada por lá —admirando as bonecas horripilantes à distância.

É difícil determinar exatamente quando a prática de colocar cruzes nesta colina em Siauliai começou —lendas locais afirmam que o monte guarda os corpos de guerreiros do século 14 ou que monges assombram o ponto desde a Idade Média. Segundo o guia Lonely Planet, é provável que este seja um solo sagrado para populações dali anteriores aos cristãos.
No entanto, é bem documentado que, em 1831, a Colina das Cruzes se tornou um símbolo do Levante de Novembro, já que rebeldes que lutavam pela Independência da Lituânia — incorporada ao Império Russo em 1795 — e cujos corpos desapareceram em confronto teriam sido homenageados por suas famílias com cruzes.
A colina continuou representando insurreição durante a ocupação soviética — tanto que os soviéticos tentaram retirar as cruzes três vezes — mas os moradores continuaram recolocando as cruzes ali.
Hoje há mais de 100 mil cruzes na montanha, que se tornou um local de peregrinação cristã.

Minúscula, a aldeia de Nagoro vem perdendo sua população — um fenômeno comum no Japão, que já lida com outro problema por causa disso: as “casas de bruxas”. Por isso, a artesã local Tsukimi Ayano (acima) começou a criar bonecas, ou melhor, espantalhos de seus vizinhos para substituí-los assim que morriam ou se mudavam de lá.
O desejo dela de evitar a total solidão fez com que a população de bonecas superasse — e muito — a de humanos: existem hoje por lá, segundo a revista Condé Nast Traveler, 10 bonecas para cada pessoa que vive em Nagoro. Isto é, são cerca de 350 obras de Tsukimi e apenas 27 moradores, sendo que o mais jovem já tem mais de 50 anos.
Os sósias podem ser vistos em suas “ocupações” originais pela cidade: pescadores sentados à beira do rio, alunos nas salas de aula, casais de idosos em bancos nas áreas abertas. De arrepiar.

O Ossuário de Sedlec é, na verdade, uma pequena capela localizada no Cemitério de Todos os Santos em Kutná Hora, reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Sua história remonta à Idade Média. Entre o fim do século 13 e o início do 14, um abade do monastério de Sedlec trouxe solo sagrado de Jerusalém e o espalhou pelo terreno, o que tornou o cemitério incrivelmente popular — todo mundo queria ser enterrado em solo sagrado.
Com o crescimento da população local, corpos mais antigos tiveram que ser exumados para dar lugar aos mortos mais recentes. Por isso, os abades decidiram aproveitar os ossos exumados, que foram incorporados à capela pelo carpinteiro Frantisek Rint. Mais de 40 mil restos humanos se tornaram candelabros, lustres, brasões, querubins e outras estruturas da decoração.

Entre os anos de 1898 e 1930, o complexo Beelitz-Heilstätten (a cerca de 50 minutos de Berlim, de carro) funcionou como um sanatório para pacientes com tuberculose. Além disso, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), parte de sua estrutura armazenou gás mostarda e atendeu pacientes feridos por metralhadoras em combate — entre eles, o jovem Adolf Hitler, ferido na perna.
A partir de 1945 até 1989, com a queda do Muro de Berlim, o local se converteu em hospital militar soviético. Algumas alas ainda funcionam hoje como centros de reabilitação neurológica, mas boa parte do complexo está abandonado. As alas psiquiátrica e cirúrgica, especialmente, foram invadidas por vândalos e pela natureza; sua atmosfera macabra lembra episódios da série “American Horror Story” (FX).
Informações Nossa/UOL
Lucas Ramos (PSB-PE) diz que visita após feriado da Proclamação da República visa apurar ‘impactos econômicos’ de restrição de visitantes na ilha

Consta na pauta de votações da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (31), um requerimento para que os integrantes do colegiado sejam autorizados a realizar uma visita técnica a Fernando de Noronha no feriadão da Proclamação da República.
Conforme Igor Gadelha no portal Metrópoles, o pedido foi feito pelo deputado Lucas Ramos (PSB-PE), que argumenta que a visita, prevista para a quinta (16) e a sexta-feira (17), bem após o feriado de 15 de novembro, é necessária para entender a queda no fluxo do turismo na ilha, devido às restrições impostas no arquipélago recentemente.
De acordo com a coluna, Ramos afirma que os parlamentares irão apurar “os impactos econômicos ao comércio e aos serviços” da restrição de visitantes à ilha, da falta de estrutura do aeroporto para receber aviões de grande porte e das barreiras impostas à atracação de navios.
Mencionada pelo deputado, a restrição teve início em março de 2023, com o acordo de gestão compartilhada da ilha assinado entre o governo federal e o governo de Pernambuco. Pelo acordo, ficou acertado que Noronha só pode receber até 132 mil visitantes por ano, ou 11 mil turistas por mês. A medida gerou protestos de comerciantes e da rede hoteleira, que pedem que seja levada em consideração a sazonalidade.
“É para analisar este cenário, todas as suas implicações e avançar na construção de uma agenda de recuperação do desenvolvimento em Fernando de Noronha que apresentamos este requerimento de visita técnica coordenada por esta Comissão de Indústria, Comércio e Serviços”, pontua Lucas Ramos no requerimento. Ele, entretanto, não especifica quais deputados participarão da visita ou quem vai arcar com os custos.
Informações Bahia.ba

O Senado tenta avançar com um projeto de lei que torna obrigatório o pagamento de emendas parlamentares de comissão. A medida é voltada para ampliar ainda mais o controle de deputados e senadores sobre uma fatia bilionária do Orçamento. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
A proposta, apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), está na pauta desta terça-feira (31) da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).
As emendas individuais e as de bancada já são impositivas. Integrantes do Congresso defendem que as de comissão também devem passar a ser obrigatórias. Isso amarraria ainda mais o governo, por não ter como deixar de executar os repasses pedidos pelos parlamentares.
Emendas parlamentares tradicionalmente foram usadas como moeda de troca entre Planalto e o Congresso.
Na medida em que elas foram sendo transformadas em impositivas, houve um aumento da influência de deputados e senadores, que passaram a poder votar de forma independente aos desejos do Executivo. Isso traz reflexos sobre a governabilidade do presidente da República.
Após o STF (Supremo Tribunal Federal) declarar em 2022 inconstitucionais as emendas de relator, amplamente usadas no governo de Jair Bolsonaro (PL), o Congresso turbinou as emendas de comissão e colocou o relator do Orçamento deste ano, senador Marcelo Castro (MDB-PI), no comando de um colegiado que tem R$ 6,5 bilhões para emendas.
Informações Bahia.ba
Forças de Defesa do país afirmam que ‘numerosos terroristas’ foram mortos nesta segunda-feira, 30

As Forças de Defesa de Israel (FDI) seguem na luta contra o terrorismo. Pelas redes sociais, a corporação avisou que, na segunda-feira 30, atingiu cerca de 300 bases do Hamas.
De acordo com as FDI, bombardeios ocorreram contra infraestruturas sob manutenção do grupo terrorista. Entre os alvos das autoridades israelenses estiveram, por exemplo, postos de mísseis antitanque, bases para lançamentos de foguetes e túneis subterrâneos usados por criminosos.
Além disso, Israel garantiu ter sucesso ao atacar alguns dos integrantes do movimento extremista. Conforme as informações, “numerosos terroristas do Hamas foram eliminados” no decorrer do dia.
A operação ocorreu na Faixa de Gaza, território palestino que está sob controle político dos terroristas do Hamas desde 20007. Em guerra contra Israel, os criminosos seguem sob poder de mais de 200 reféns. Nesta segunda-feira, 30, por exemplo, confirmou-se a morte de uma das raptadas pelo grupo. A DJ alemã-israelense Shani Louk, de 22 anos, estava sob poder dos extremistas desde 7 de outubro. A família dela confirmou a morte.
Israel está em guerra contra o Hamas desde 7 de outubro. Na data, militantes do grupo terroristas invadiram o território israelense para sequestrar, estuprar e assassinar centenas de pessoas que estavam em um festival de música eletrônica no sul do país. A DJ Shani foi, por exemplo, um dos alvos das ações de sequestro. Em meio à ação criminosa, três brasileiros morreram: Ranani Glazer, Bruna Valeanu e Karla Stelzer Mendes.
Mesmo com brasileiros assassinados, membros da esquerda do Brasil defenderam o grupo terrorista. Em evento na Avenida Paulista, em São Paulo, os militantes do nanico PSTU anunciaram que estavam “na trincheira do Hamas”. Além disso, queimaram a bandeira de Israel e pregaram a dissolução do país judeu no Oriente Médio.
Na última semana, a diretora de finanças do PT e conselheira da Itaipu Binacional, Gleide Andrade, afirmou que Israel “não merece ser um Estado”. Posteriormente, ela tentou justificar a fala antissemita.
Informações Revista Oeste
Nessa segunda edição, debateremos sobre o direito à cidade e formas de viver a cidade, com um enfoque especial na cidade de Feira de Santana/BA!
Aqui, reuniremos quem constrói a cidade, profissionais especialistas em diversas áreas do direito, e entusiastas para discutir os desafios e oportunidades relacionados ao desenvolvimento urbano e à qualidade de vida em nossa cidade.
Data e Horário
Data: 07 de dezembro de 2023
Horário: às 18h
Local
O evento será realizado na Sede da OAB, localizado na R. Cel. Álvaro Simões, 74 – Centro, Feira de Santana – BA, 44001-104.
Link de inscrição: https://encurtador.com.br/cfhk1
