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Brasil 247 noticiou que o grupo terrorista não havia felicitado o presidente pela vitória na disputa eleitoral de 2022

lula comunista
O presidente Lula, durante cerimônia de assinatura do Projeto de Lei Programa Combustível do Futuro, no Palácio do Planalto – 14/09/2023 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

Uma checagem no Twitter/X desmentiu um texto do site de esquerda Brasil247, publicado no sábado 7, segundo o qual “é falso que o Hamas parabenizou Lula, por vitória na eleição”.

O contexto adicionado por leitores reafirma que “o Hamas parabenizou, sim, o presidente Lula pela eleição, conforme nota do site do próprio Hamas e fartamente divulgado pela mídia à época”.

Nesse fim de semana, o grupo terrorista surpreendeu Israel com um ataque, matando centenas de inocentes e raptando pessoas a esmo.

Hamas parabenizou Lula

“Trata-se de uma vitória para todos os povos oprimidos ao redor do mundo, particularmente o povo palestino, pois ele é conhecido por seu forte e contínuo apoio aos palestinos em todos os fóruns internacionais”, afirmou o Hamas, na ocasião da vitória de Lula, na disputa eleitora do ano passado. Para o ajuntamento extremista, Lula é um “lutador pela liberdade”, de acordo com o documento publicado no ano passado.

ataque terrorista Israel mortos
Registro de um dos ataques no Oriente Médio | Foto: Reprodução/Twitter/X

Em diversas declarações públicas, Lula tem acenado à Palestina. Durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, o petista disse ser “perturbador ver que persistem antigas disputas não resolvidas e que surgem ou ganham vigor novas ameaças”. Segundo o presidente, isso evidencia as dificuldades para se criar um Estado Palestino.

Informações Revista Oeste


Saiba quem são os brasileiros feridos e desaparecidos em Israel

Com os ataques contra Israel, iniciados nesse sábado (7/10), o brasileiro Rafael Zimerman ficou ferido com estilhaços de granadas durante uma festa rave. Atualmente, ele está internado no hospital Soroka. Segundo comunicado oficial do Itamaraty, Zimerman está em choque, mas passa bem. Ainda de acordo com o órgão, estão desaparecidos os brasileiros Bruna Valeanu e Ranani Glazer. 

Rafael Zimerman foi resgatado de um banker

Há uma terceira pessoa, com identidade brasileira e israelense, que também está desaparecida e foi identificada como Celeste Fishbein. Até o momento, não há informações de vítimas brasileiras. 

foto colorida de celeste fishbein judia brasileira desaparecida - Metrópoles

Celeste Fishbein: judia brasileira desaparecida após conflito

Desaparecidos

Ranani Glazer, de 24 anos, estava em uma festa rave no Sul de Israel quando o país foi alvo de bombardeio. Amigos chegaram a relatar que o jovem estava escondido em um abrigo, mas que o local teria sido invadido. Desde então, os familiares não receberam mais notícias do gaúcho. 

Montagem colorida de uma mulher e dois homens

Ranani Glazer está no mesmo evento. Ainda não há informação sobre o jovem

Em seu perfil no Instagram, Glazer chegou a postar fotos e vídeos no festival, realizado em Tel Aviv, a capital de Israel. Em nota divulgada na manhã desse sábado (7), o Itamaraty informou não ter confirmação de vítimas brasileiras no atentado. 

Segundo informações postadas pelo rapaz na internet, ele atua como soldado nas Forças de Defesa de Israel. Desesperados, amigos passaram a postar fotos do gaúcho e telefones na tentativa de obter informações sobre a localização dele. 

Bruna Valeanu estava na mesma festa rave que Ranani. No entanto, ainda não há informações de que ambos se conheciam. A jovem é natural do Rio de Janeiro e morava na cidade de Petah Tikva, próximo a Tel Aviv. 

Montagem colorida de uma mulher e dois homens

Bruna Valeanu é uma das brasileiras também desaparecidas

Brasileiro ferido

Felipe Jurek é amigo de Rafael e moram e trabalham no país. Felipe estava em Tel Aviv quando recebeu uma mensagem de Rafael falando sobre o bombardeio. Ele viajou 40 minutos em meio aos ataques para resgatar o amigo em Beer Sheva. 

“Assim que eles começaram a ouvir as explosões, encerraram a música, todo mundo começou a correr para tudo o que é lado, começaram a ouvir tiros, e aí eles correram para um bunker. Chegaram a matar um policial, tacaram granada dentro do bunker”, contou Felipe ao Jornal Nacional. 

Quando Rafael foi resgatado do bunker pela polícia, em estado de choque, ele conseguiu enviar uma foto e sua localização para o amigo. “Ele falou que viu pessoas queimando, viu pessoas levando tiro e foi feio, foi bem ruim a coisa”, relatou Felipe. 

Rafael foi transferido para um hospital na cidade de Haifa, devido a lotação dos hospitais em Beer Sheva. “Tiraram ele e mais algumas pessoas, mas não foi todo mundo que sobreviveu desse bunker”, finalizou Felipe, que encontrou o amigo muito ferido, mas consciente. 

Guerra em Israel

O Gabinete de Segurança de Israel declarou, neste domingo (8/10), estado de guerra. Segundo o governo, o conflito teria sido “imposto a Israel por um ataque terrorista e assassino de Gaza.” O ato oficializa o embate e permite a adoção de medidas militares abrangentes. 

Referindo-se aos ataques-surpresa do Hamas da véspera, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu que derrotará o grupo radical islâmico, mas alertou que a guerra “vai levar tempo”. O político conservador enfatizou que os eventos recentes foram algo “jamais visto em Israel” e jurou “vingança esmagadora por esse dia negro”. O premier garantiu que as forças militares israelenses chegarão a todos os lugares onde o Hamas possa estar se escondendo. 

Netanyahu disse considerar o grupo diretamente responsável pela segurança e pelo bem-estar dos civis e soldados que mantêm cativos, acrescentando que Israel “acertará contas com qualquer um que cause danos” a esses reféns. Segundo observadores, o sábado foi o dia mais sangrento do conflito israelo-palestino desde a guerra do Yom Kippur, há 50 anos. 

Metrópoles


DJ Alok atualiza estado de seu pai, Swarup, que está preso em Israel e estava em festa rave atacada

Foto: Reprodução/Instagram.

Juarez “Swarup” Petrillo continua preso em Israel, após os ataques terroristas por parte do Hamas. Nas redes sociais, Alok, filho do músico, utilizou os stories do Instagram para explicar que o pai está bem e que segue esperando em um bunker para voltar para casa. 

“Sobre os acontecimentos de hoje, estou consternado e ainda chocado com o ataque covarde aos milhares de inocentes com o uso de mais de 2.500 mísseis na invasão em diversos locais no sul de Israel”, condenou o DJ. 

Na sequência, Alok explicou que seu pai foi contratado para tocar em Israel. “Como muitos de vocês sabem, o meu pai estava em um desses locais invadidos e sobre a relação dele com o evento em que estava, ele não é o realizador. O meu pai foi contratado para se apresentar em um evento que licenciou os direitos de uso do nome do festival, como já aconteceu em diversos outros países”, detalhou. 

O DJ explicou que conseguiu contato com seu pai após diversas tentativas. “O produtor israelense licenciou o uso da marca e produziu o evento por conta própria, sendo o meu pai uma das atrações. Na região historicamente fazem eventos, inclusive no dia anterior houve outro festival com o mesmo perfil e no mesmo local. Todas essas informações fiquei sabendo hoje após inúmeras tentativas de contato”, declarou. 

Alok declarou que seu “pai está seguro em um bunker aguardando direcionamento para retomar ao Brasil” e destinou suas orações para o país do Oriente Médio. “Minhas orações pelos desaparecidos, pelo povo da região que é vítima dessa guerra cruel e pelos familiares que sentem dor nesse momento, muita tristeza”, completou. 

Metrópoles


O motivo por trás da birra de Janja com o ministro Rui Costa

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo.

Janja é uma primeira-dama de poucos amigos – e muitas intrigas – no governo. Além da presidente do PT Gleisi Hoffmann, de quem é próxima desde quando trabalharam juntas em na hidrelétrica de Itaipu Binacional, os mais conhecidos aliados, os ministros Márcio Macedo (Secretaria-geral) e Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação), contrastam com um personagem que tem todas as ressalvas da esposa do presidente Lula: o chefe da Casa Civil Rui Costa. 

Interlocutores do Palácio do Planalto atribuem a Costa o veto para que a primeira-dama tivesse um cargo formal no governo. O argumento de Rui Costa, endossado pelo advogado-geral da União Jorge Messias, era o de que a nomeação para um posto no Executivo poderia ser enquadrada como nepotismo. No entrevero sobre dar ou não uma pasta formal a Janja, o ministro da Justiça Flávio Dino, favorito para a indicação da vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal, ficou do lado da primeira-dama e disse que há interpretações jurídicas que permitiriam afastar a tese de nepotismo. Até hoje a primeira-dama não tem um posto oficial no governo. 

Janja também atribui ao chefe da Casa Civil um dos primeiros desgastes no terceiro mandato de Lula – o vazamento da compra de quase 400.000 reais em móveis para equipar a área íntima do Alvorada. A presença da primeira-dama em reuniões políticas provoca incômodos e desacertos entre aliados desde a campanha presidencial, quando correligionários se depararam com a esposa do petista, com notebook a tiracolo, em conversas reservadas de formação de chapas e alianças, mas ganharam tração com a projeção dela depois da vitória do marido nas urnas. 

Segundo a advogada mestre em Direito Público Maís Moreno, apesar da controvérsia que a nomeação da esposa de um político possa provocar, o STF não tem entendimento unânime sobre o tema. Uma súmula da Corte afirma categoricamente que “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”, mas, de acordo com Moreno, uma decisão relatada pelo atual presidente do STF Luís Roberto Barroso estabelece que a súmula não se aplica a cargos públicos de natureza política, o que, em tese, abre caminho para que primeiras-damas assumam projetos, programas e secretarias na área social. Em sentindo oposto, o ministro Edson Fachin já decidiu que “os cargos políticos também estão abrangidos pela Súmula Vinculante”. 

VEJA


Para o cargo, o petista deve ser mantido a subprocuradora Elizeta Ramos interinamente por tempo mais prolongado

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A indicação do novo procurador-geral da República (PGR) deve ser protocolada indefinidamente pelo presidente Lula (PT). Para o cargo, o petista deve ser mantido a subprocuradora Elizeta Ramos interinamente por tempo mais prolongado. A informação é da coluna Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com a colunista, na avaliação de ministros do núcleo central do governo, a interinidade, e a esperança de permanecer no cargo, farão com que Elizeta Ramos tenha uma atuação moderada —apesar de seu perfil, tido como conservador.

Ainda segundo a coluna, o entendimento no governo é de que o cargo de PGR é até mais importante que o de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Cabe ao chefe do Ministério Público Federal, afinal, o oferecimento de uma denúncia criminal contra o presidente da República.

Para a vaga, Lula recebeu os nomes dos subprocuradores Paulo Gonet, Antônio Carlos Bigonha, Aurélio Virgílio Veiga Rios, Carlos Frederico Santos e Luiz Augusto Lima. Ao contrário do que ocorre na disputa pelo STF, em que os candidatos são velhos conhecidos, no caso da PGR nenhum deles conquistou a confiança do petista.

Informações Bahia.ba


Empresa automobilística chinesa será lançada em Camaçari, nas instalações da antiga Ford

Foto: Feijão Almeida/GOVBA

O lançamento da fábrica automobilística chinesa, BYD, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS) acontece nesta segunda-feira (9), às 10h. O evento é considerado um marco importante para o fomento da economia baiana, que vai retomar a produção no estado Bahia, desta vez com a produção de veículos elétricos e híbridos.

O investimento massivo da BYD para a implantação dessas fábricas em Camaçari totalizará R$ 3 bilhões. A estimativa da empresa é que cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados com essa empreitada. Além disso, a automobilística chinesa compromete-se a promover treinamento e capacitação de mão de obra especializada, com foco na contratação de profissionais locais.

A cerimônia para o lançamento da pedra fundamental contará com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o fundador e CEO Global da BYD, Wang Chuanfu, e da CEO BYD Américas, Stella Li, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, além de secretários e deputados baianos.

A capacidade de atrair investimentos na Bahia é exemplificada pela BYD, mas esse desempenho positivo já é observado há algum tempo. Somente este ano, de janeiro a setembro, foram implantados 49 novos empreendimentos na Bahia, totalizando R$ 3,96 bilhões em investimentos e a criação de mais de 5 mil empregos.

A projeção para os próximos anos é a criação de 34,5 mil postos de trabalho a partir de 380 empreendimentos, com um aporte de R$ 127 bilhões na economia baiana.

Informações Bahia.ba


Criminosos do Hamas invadiram território israelense, além de realizar sequestros e lançar mísseis contra civis

ataque terrorista Israel mortos
Registro de um dos ataques no Oriente Médio | Foto: Reprodução/Twitter/X

O conflito deflagrado a partir do ataque organizado pelo grupo terrorista Hamas contra Israel já contabiliza 1,2 mil mortos, informam autoridades internacionais.

Até o início desta segunda-feira, 9, cerca de 700 pessoas foram assassinadas em Israel desde sábado 7. Muitas delas eram civis. O número de feridos, a saber, é de 2,1 mil. Na ocasião, terroristas do Hamas invadiram o território israelense em área próxima à Faixa de Gaza. Além disso, os criminosos do grupo extremista realizaram sequestros e lançaram mísseis contra o país judaico.

De acordo com as forças militares israelense, 260 corpos foram encontrados somente no local onde ocorria um festival musical — e que acabou como alvo de terroristas. Nesta segunda, o Hamas afirma que, além de ser responsável por dezenas de assassinatos, mantém mais de 100 reféns.

Com o ataque terrorista, o governo israelense declarou “estado de guerra”. Em carta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que deixará em ruínas as localidades onde os militantes do Hamas estiverem.

Alvo de ataque terrorista, Israel age contra Hamas

Carta Israel
Na carta, Netanyahu disse que as cenas de terror deste sábado não mais se repetirão | Foto: Reprodução/Facebook

O governo de Israel não ficou, contudo, parado. Diante do ataque terrorista, as forças militares do país partiram para cima do Hamas. Nesse sentido, Israel informou que a Faixa de Gaza está fechada. Além disso, as autoridades israelenses realizaram ataques contra 653 bases do grupo extremista, que conta com apoio público do Irã.

Conforme informações de agências internacionais, 493 pessoas morreram na Faixa de Gaza desde o ataque terrorista de autoria do Hamas. Ainda de acordo com a imprensa estrangeira, o número de mortos na Cisjordânia, área ao leste de Israel e que é controlada por autoridades palestinas, está em sete.

Informações Revista Oeste


Tentando angariar votos, Massa diz que incluirá Hamas em lista de terroristas e diverge do amigo de Lula

Foto: Tomas Cuesta/Pool via Reuters (01.out.23).

No segundo e último debate oficial de candidatos à presidência da Argentina antes das eleições, realizado neste domingo (8), o atual ministro da Economia e candidato, Sergio Massa, disse que incluirá o movimento palestino Hamas na lista argentina de organizações terroristas e prometeu criar um “FBI argentino” para combater a criminalidade. 

O candidato de ultradireita Javier Milei, do partido A Liberdade Avança, disse que, se chegar à presidência, não vai aderir à agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece metas globais para o desenvolvimento sustentável, que qualificou como “marxismo cultural” e “decadência”. 

O ataque do Hamas a Israel ganhou protagonismo logo na abertura dos discursos de quatro dos cinco candidatos. Milei manifestou “solidariedade com Israel e seu pleno direito de proteger seu território dos terroristas”. 

Patricia Bullrich, da coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança, que foi com uma fitinha preta simbolizando luto no terninho, sob um broche com a bandeira argentina, manifestou solidariedade “neste momento triste do ataque, do terrorismo do Hamas”. 

O candidato peronista não alinhado ao kirchnerismo Juan Schiaretti se restringiu a reiterar sua “solidariedade com o povo de Israel pelo ataque sofrido”. Já Massa, também com uma fitinha no peito, expressou “solidariedade com todas as vítimas de um ataque terrorista brutal, que hoje deixa o mundo de luto”. 

A candidata da sigla Frente da Esquerda e dos Trabalhadores, Myriam Bregman, fez a menção somente ao fim do discurso inicial, afirmando sentir dor “pelas vítimas civis”, mas ressaltando que “ocorrem em um conflito que tem como base a política do Estado de Israel de ocupação e apartheid contra o povo palestino”. 

O assunto voltou à tona quando Milei perguntou a Massa como ele avançaria na política internacional se dentro da coalizão governista “tem gente que apoia os terroristas e é amigo dos países delinquentes”. 

O ministro respondeu que há anos defende a possibilidade de julgamento na Argentina com a ausência do réu, o que permitiria que terroristas suspeitos pelos atentados terroristas contra a Embaixada de Israel e contra a Associação Mutual Israelita da Argentina, cujas explosões nos anos 1990 deixaram mais de 100 mortos em Buenos Aires, possam ser condenados. 

E afirmou que, se for presidente, incluirá o Hamas entre as organizações listadas como terroristas pelo país, que tem a maior comunidade judaica da América Latina. 

No debate deste domingo, dedicado aos temas “segurança”, “trabalho e produção”, “desenvolvimento humano, moradia e proteção do meio ambiente”, houve mais trocas de acusações do que no anterior, há uma semana. 

Aumento da criminalidade

Bullrich, que foi ministra de Segurança do ex-presidente Mauricio Macri, acusou o kirchnerismo de “defender delinquentes” e questionou a proposta de Milei de desregular o mercado legal de armas. 

“Se liberarem [o comércio de armas], vão terminar massacrando crianças nas escolas”, disse ela, que também questionou a defesa que ele fez de “gerar mecanismos de mercado” para o transplante de órgãos. 

Segundo ela, “a venda de órgãos” – que Milei nega propor – geraria “sequestros de crianças e tráfico de pessoas”. 

Bullrich manteve o discurso mão dura e disse que entrará em territórios dominados pelo tráfico de drogas “com as forças provinciais, nacionais e se for necessário, com as Forças Armadas”. 

Disse também que, se eleita, reduzirá a maioridade penal de 16 para 14 anos, ao que foi questionada por Bregman: “Gostaria que nos conte até que idade [quer baixar], até os 12, até os 10, até o Jardim da Infância?”. 

Já Massa afirmou que lutará contra a insegurança com prevenção, fazendo com que juízes “tenham que prestar contas para a sociedade” e com a criação de um FBI argentino – uma agência federal integrada pelos melhores integrantes das forças de segurança do país para atuar contra a corrupção, o narcotráfico e o tráfico de pessoas. 

Milei, por sua vez, disse que “por culpa da casta política”, o Estado falha e o país vive um “banho de sangue”. Ele pediu que os castigos sejam efetivos, e que “saia caro ser delinquente”, mediante uma reforma do sistema prisional, do código penal e do sistema judiciário do país. 

“Na Argentina liberal, quem terá medo serão os delinquentes”, garantiu. 

Casos de corrupção

Esse foi um dos diversos momentos em que Bullrich mencionou o ex-chefe de gabinete da província de Buenos Aires, o kirchnerista Martín Insaurralde, que protagonizou um escândalo pela divulgação de fotos suas passando férias em um iate de luxo em Marbella, no Mediterrâneo, ao sul da Espanha. 

As fotos vieram à luz na semana passada, dias após a publicação do índice de pobreza do primeiro semestre, que revelou que 1,2 milhão de argentinos passaram a ser pobres no último ano, e geraram indignação. O peronista acabou renunciando ao cargo. 

“Não dá para fazer uma boa segurança se os seus sócios são delinquentes”, disse a candidata do Juntos pela Mudança para Massa, que mencionou diversas denúncias de corrupção contra o kirchnerismo. 

Críticas a Massa

Quando o assunto foi trabalho e produção, o alvo foi Massa, que há um ano assumiu o ministério da Economia. 

Ele defendeu suas medidas recentes para amenizar o impacto da disparada dos preços após as eleições primárias, como a devolução do imposto sobre os produtos da cesta básica e o fim do imposto de renda para trabalhadores que ganham até R$ 25 mil mensais. 

​​“Quero perguntar para o ministro: é possível viver com 124 mil pesos [cerca de 800 reais no mercado paralelo de câmbio] por mês como vivem os aposentados?”, questionou Bregman. 

O peronista Schiaretti acusou Massa de ter levado, desde que assumiu, a inflação acumulada de 12 meses de 65% para 124% e o dólar de 250 para 800 pesos no mercado paralelo. 

Já Milei disse que Massa somente faz propostas para os trabalhadores, mas “se esquece do capital” e que por isso, 30% dos trabalhadores formais da Argentina estão abaixo da linha de pobreza. 

Bullrich, por sua vez, mencionou a disparada do dólar, o aumento da pobreza e o bloqueio do governo às importações. “A Argentina está na destruição total e profunda do seu aparato produtivo, e em vez de arrumar a emergência, você cava o poço mais fundo”, disse para o ministro. 

Massa se defendeu, afirmando que os outros candidatos parecem “paraquedistas suecos”, por esquecerem que o último governo contraiu a maior dívida da história do Fundo Monetário Internacional, com o empréstimo para Macri em 2018, de 45 bilhões de dólares, a que o candidato governista atribui os graves problemas econômicos do país. 

Em seu discurso sobre trabalho e produção, Milei criticou a emissão monetária e defendeu a “modernização do sistema trabalhista” com “redução das punições para que haja crescimento com acumulação de capital e crescimento do salário real”. 

Logo, foi acusado por Bregman de querer eliminar licenças e décimo-terceiros. “A única liberdade que o Javier Milei defende é a de te explorarem sem limites”, criticou ela. 

Como resposta, Milei disse a Bregman que socialistas não entendem de economia e ironizou a proposta da candidata de reduzir a jornada de trabalho para seus horas diárias para que haja mais contratações: “Isso é maravilhoso. 

Por que então não deixamos só em uma hora por dia? Vai ter emprego para todos. É como dizer que dá para modificar a lei da gravidade com um decreto”, respondeu, em tom jocoso. 

Neste momento, Massa disse que Milei desrespeita as mulheres, o que “mostra seu traço autoritário”. 

“Quero deixar bem claro o que o Milei está propondo: um mercado de trabalho onde as mulheres não têm possibilidade de se desenvolver, onde os mais jovens têm que ir a um mercado precário de salários, onde trabalhadores perdem direito a férias remuneradas e indenização e, principalmente, onde voltamos a um regime de escravidão”, acusou. 

Acusações e insultos

A troca de acusações continuou intensa quando os candidatos podiam fazer perguntas sem temas definidos. Bullrich acusou Milei de fazer acordos com o partido de Massa para fechar suas listas de candidaturas municipais e provinciais. 

Já Milei disse que ela pretende “lavar seu passado de montonera assassina”. Os Montoneros eram uma organização armada dos anos 1960 e 1970, vinculada à juventude peronista, da qual Bullrich era integrante. Ela nega ter apelado para a violência na época. 

Quando Massa questionou Milei por ter votado contra uma lei para diagnosticar e prevenir doenças cardíacas no primeiro ano de vida dos bebês, o ultradireitista respondeu que a saúde pública deveria funcionar para isso sem uma legislação e acusou a atual administração de ser responsável por “um desastre” pandemia. 

“Temos 130 mil mortos por culpa deste governo ‘genocida’”, acusou. 

Negacionismo climático

Perguntado por Schiaretti sobre se vai aderir à Agenda 2030 da ONU, o economista ultraliberal respondeu: “Não, porque não aderimos ao marxismo cultural, não aderimos à decadência”. E alegou que seu programa de governo tem uma “agenda energética com restrições aplicáveis na Europa”. 

Mas quando Bregman mencionou o negacionismo do candidato sobre a mudança climática, Milei disse os ciclos de aquecimento global sempre ocorreram e que “todas as políticas que culpam o ser humano” pelo fenômeno “são falsas e a única coisa que querem é arrecadar fundos para financiar socialistas preguiçosos que escrevem papers de quarta categoria”. 

Na maioria das pesquisas, Milei lidera as intenções de voto com cerca de 35%, diante de Massa, que aparece em segundo lugar, e de Patricia Bullrich, que aparenta ter menores possibilidades de disputar um eventual segundo turno. 

Para ganhar no primeiro turno, o candidato precisa obter 45% dos votos ou 40% com uma diferença de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado. 

As eleições presidenciais da Argentina acontecem em 22 de outubro. Se necessário, o segundo turno será em 19 de novembro. 

CNN Brasil


'Domo de Ferro': saiba como funciona o sistema de defesa de Israel que intercepta e destrói mísseis

Foto: REUTERS/Amir Cohen.

Centenas de foguetes foram lançados contra Israel a partir da Faixa de Gaza no sábado (7), anunciou o Hamas após um ataque-surpresa que elevou as tensões no Oriente Médio. Para minimizar os estragos, os israelenses contam com um escudo, conhecido como “Domo de Ferro”. 

De acordo com as forças militares de Israel, parte dos ataques do Hamas foi interceptado pelo Domo de Ferro, que é um sistema de defesa antimíssil. Ainda assim, vários foguetes atingiram diferentes cidades do país. 

Desenvolvimento: As pesquisas para a instalação de um sistema de defesa aérea começaram há mais de 35 anos. 

  • À época, Israel assinou um contrato com os Estados Unidos para participar de um projeto de defesa estratégica.
  • Segundo o Ministério da Defesa de Israel, em 1986 foi tomada a decisão para o desenvolvimento de um sistema que pudesse atender as necessidades de segurança do país.
  • Ferramentas de defesa foram criadas nos anos seguintes, a partir das pesquisas. No entanto, o desenvolvimento do atual “Domo de Ferro” começou em 2007.

Início das operações: Foi apenas em março de 2011 que o sistema se tornou operacional. 

  • Antes disso, o escudo passou por diversos testes, sendo aprovado.
  • Em abril de 2011, o Domo de Ferro derrubou um míssil lançado contra uma cidade do sul do país.
  • Desde então, novos testes foram feitos, com ataques interceptados.
Míssil interceptor explode foguete inimigo lançado da Faixa de Gaza contra Israel, em 8 de outubro de 2023 — Foto: REUTERS/Amir Cohen

Míssil interceptor explode foguete inimigo lançado da Faixa de Gaza contra Israel, em 8 de outubro de 2023 — Foto: REUTERS/Amir Cohen

Como funciona: Basicamente, o sistema conta com diversos instrumentos de monitoramento, como radares, que conseguem identificar ataques inimigos. 

  • Quando um ataque é identificado, a tecnologia calcula a trajetória do foguete inimigo e verifica se uma área urbana será bombardeada.
  • O sistema, então, lança um míssil interceptor que explode o artefato inimigo ainda no ar.
  • A ferramenta é móvel, podendo funcionar e ser instalada em qualquer lugar do país.
  • As baterias com os mísseis interceptores podem ser instaladas em veículos militares, por exemplo.
  • Eficiência: Segundo o Ministério da Defesa, o Domo de Ferro consegue interceptar cerca de 90% dos ataques inimigos. O sistema continua em evolução, com apoio dos Estados Unidos.
Veículo militar com sistema do "Domo de Ferro", no Aeroporto de Ben Gurion, Israel, em 2020 — Foto: Jim Garamone/Departamento de Defesa dos Estados Unidos

Veículo militar com sistema do “Domo de Ferro”, no Aeroporto de Ben Gurion, Israel, em 2020 — Foto: Jim Garamone/Departamento de Defesa dos Estados Unidos

Israel x Hamas

No sábado (7), terroristas do Hamas anunciaram que estavam iniciando uma grande operação de retomada de território. Um alto comandante do grupo chegou a dizer que mais de 5 mil foguetes tinham sido lançados contra Israel a partir da Faixa de Gaza. 

Sirenes foram ouvidas em várias partes de Israel, incluindo grandes cidades, como Tel Aviv e Jerusalém. Os ataques atingiram prédios e veículos, causando estragos em diversas regiões do país. 

Pela terra, pelo ar e pelo mar, terroristas armados do Hamas invadiram o território israelita na região sul do país. Agências internacionais relataram que esses homens atiraram contra pessoas que estavam nas ruas. 

Também há relatos de dezenas de moradores israelenses sendo levados como reféns para a Faixa de Gaza. 

Após a ofensiva, o primeiro-ministro israelense convocou uma reunião de emergência e lançou a operação “Espadas de Ferro”, prometendo uma resposta ao Hamas. 

O governo de Israel pediu para que os cidadãos sigam instruções de segurança. A recomendação é para que as pessoas fiquem próximas de espaços protegidos. 

O último balanço das autoridades indica que mais de 1.000 pessoas morreram em Israel e na Faixa de Gaza. Há milhares de pessoas feridas. Os bombardeios continuam nesta segunda-feira (9). 

Infográfico explica início do conflito em Israel — Foto: Arte/g1

G1


Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Sob uma forte chuva que atingiu a cidade catarinense neste domingo (8), o Vitória foi derrotado pelo Criciúma por 1 a 0 no Heriberto Hulse. O Leão, que vinha de três resultados positivos, teve sua sequência invicta na Série B interrompida na 31ª rodada.

O gol da partida foi marcado por Éder, ainda no primeiro tempo, após erro de Rodrigo Andrade.

Mesmo com o revés, o Rubro-Negro baiano segue na liderança da competição, com 58 pontos, quatro a mais que o Juventude (2º colocado) e cinco a mais que o Atlético-GO (5º).

O Leão volta a campo no próximo domingo (15), às 18h, para enfrentar o Guarani, no Barradão, pela 32ª rodada da Segundona.

Fonte: Bahia Notícias