
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (7) julgamento em que irá decidir se é constitucional a demissão de funcionário público, admitido por concurso público, de estatais e empresas de sociedade de economia mista. Os ministros julgam recurso apresentado por empregados do Banco do Brasil, demitidos em 1997 sem justa causa. Na ação, os ex-funcionários pedem que o banco seja condenado a reintegrar o grupo e pagar uma indenização pelos anos não trabalhados desde a demissão. O recurso foi negado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Desta forma, os proponentes recorreram ao Supremo.
O primeiro a votar foi o relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou o recurso. Para o ministro, não há necessidade de se apresentar um motivo para dispensa de funcionários de estatais e empresas de economia mista, pois essas concorrem com empresas privadas, que não são obrigadas a demitir com justa causa. “A dispensa sem justa causa, por mais que não gostemos, não é uma dispensa arbitrária. Não pode ser comparada a uma perseguição. É uma dispensa gerencial”, disse o relator.
Sustentação
Antes do voto de Moraes, os advogados dos ex-funcionários e do Banco do Brasil apresentaram seus argumentos aos ministros da Corte. Na sustentação, o advogado dos trabalhadores, Eduardo Marques, argumentou que as empresas públicas e sociedades de economia mista estão submetidas aos princípios da legalidade, moralidade e publicidade previstos no Artigo 37 da Constituição Federal, e, por isso, não podem dispensar o concursado público sem motivação.
Já a defesa do Banco do Brasil, conduzida pela advogada Grace Maria Fernandes, sustenta que a instituição exerce atividade econômica de mercado e competitiva, sendo regida pelas regras aplicadas à iniciativa privada quanto aos deveres e direitos civis, tributários, comerciais e trabalhistas. Desta forma, não há necessidade de apresentar motivação para demitir funcionários. Outra alegação é que a manutenção de tal regra lhe garante possibilidade de competir em igualdade com os bancos privados.
Após o voto do relator, o julgamento foi interrompido e terá continuidade na sessão desta quinta-feira (8). O próximo a votar é o ministro Cristiano Zanin. Se a Suprema Corte considerar constitucional a demissão imotivada de funcionário público, a decisão terá repercussão geral, ou seja, deverá ser seguida por todos os magistrados do país.
Informações Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ovacionado por uma multidão de apoiadores nesta quarta-feira (7) em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.
Bolsonaro seria ouvido na cidade, nesta terça, pela Polícia Federal (PF) no caso de possível importunação do político a uma baleia jubarte durante um passeio de jet ski na região.
A oitiva foi adiada para o dia 27 de janeiro e o local também foi alterado. O ex-presidente agora vai depor na capital paulista.
Mesmo após saber do cancelamento, Bolsonaro quis comparecer ao local onde seria recebido por apoiadores
*Terra Brasil Notícias

Por conta da lotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Queimadinha que está com todos os 14 leitos ocupados, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) orienta que a população, em situação de urgência e emergência, dê prioridade na procura de outras unidades e policlínicas.
Em Feira de Santana, 29 pessoas aguardam transferência para uma unidade hospitalar nesta quarta-feira (07). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado.
No Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, uma criança recém-nascida também aguarda na fila da Regulação Estadual por transferência.
Do total, 14 pacientes aguardam na UPA Queimadinha, sete na UPA Mangabeira e sete nas policlínicas municipais: Parque Ipê (4), Feira X (2) e Rua Nova (1).
Entre os casos que chamam a atenção está o de um homem com cirrose alcoólica que espera transferência há sete dias em uma das unidades de pronto atendimento. Nas Policlínicas, uma idosa com doença hepática está há seis dias aguardando a remoção para um local de alta complexidade a fim de receber o tratamento adequado.
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
*Secom/PMFS

Na noite desta quarta-feira (7), o Vitória ficou no 0 x 0 com o Jacobina no Estádio José Rocha (BA) e voltou para o G-4 do Campeonato Baiano. Em jogo truncado e com pouca criatividade das duas equipes, nenhum dos lados conseguiu balançar as redes. No segundo tempo, o Rubro-Negro ainda teve um pênalti desperdiçado por Alerrandro.
Com o resultado na sexta rodada, o Leão foi a 10 pontos e agora é o terceiro colocado. A equipe rubro-negra empatou a primeira no Baianão e chegou à terceira partida consecutiva sem vencer na temporada.
No sábado (10), o Vitória enfrenta o ABC pela Copa do Nordeste. A bola rola às 19h, no Barradão, pela rodada dois da competição.
*Metro1
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

O Carnaval de Salvador 2024 está com as horas contadas para começar oficialmente. Com o tema “Salvador Capital Afro”, em homenagem a cultura afro-brasileira da capital baiana, a abertura história da festa momesca acontecerá nesta quinta-feira, com a entrega da chave da cidade pelo prefeito Bruno Reis (União), ao Rei Momo. A cerimônia será realizada no Palco Salvador Capital Afro, que fica localizado em frente ao Cine Glauber Rocha.
Para esquentar a avenida e começar em grande estilo, acontecerá encontro dos trios de Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, BaianaSystem e Ilê Aiyê e será transmitida ao vivo para todo o Brasil.
Informações Bahia.ba

Foto: Divulgação/FAB
Ministro da CGU utilizou um benefício legal que permite o custeio de viagens com recursos públicos; outros ministros acompanharam o presidente Lula em deslocamento para São Paulo e prolongaram a estadia para o casamento do presidente do TCU.
Os ministros do governo Lula optaram por diversas estratégias para participar do casamento do presidente do Tribunal da União (TCU), Bruno Dantas, em São Paulo, no último sábado. Essas estratégias variaram desde o uso de jatos da Força Aérea Brasileira (FAB) em agendas correlatas, caronas no avião presidencial até o reembolso dos custos da passagem com dinheiro público.
A celebração do casamento de Dantas e da empresária Camila Camargo, CEO do Grupo Esfera, ocorreu no Centro Hípico de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, reunindo autoridades dos três poderes, empresários representativos do PIB nacional e cerca de 700 convidados. Treze ministros do governo Lula marcaram presença.
O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, custeou suas passagens com recursos públicos, utilizando uma prerrogativa introduzida na legislação pouco mais de um mês atrás, a pedido do governo Lula. Essa norma possibilita o pagamento de passagens pela União a magistrados e ministros de Estado que desejam viajar para as cidades onde residem, mesmo sem compromissos oficiais no local. Carvalho viajou para São Paulo na sexta-feira, participou da festa no sábado e retornou a Brasília no domingo. A CGU confirmou que as passagens foram custeadas com recursos públicos, e Carvalho não possuía agenda oficial no estado. Até 31 de dezembro de 2023, isso poderia ser considerado irregular. Contudo, uma brecha incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 autoriza essa prática.
Essa emenda, proposta pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP), e aprovada por deputados e senadores, permite o custeio com verba pública do “transporte entre Brasília e o local de residência de origem de membros do Poder Legislativo e ministros de Estado”. São Paulo é a residência de origem de Vinícius Marques de Carvalho.
Além de Vinícius Marques de Carvalho, estiveram presentes ministros como Geraldo Alckmin (Desenvolvimento e Indústria), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Renan Filho (Transportes), Carlos Fávaro (Agricultura), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Fernando Haddad (Fazenda), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), José Múcio (Defesa) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública).
Parte desses ministros aproveitou uma agenda conjunta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se deslocar a São Paulo no avião presidencial. Nomes como Fernando Haddad, Alexandre Padilha e Simone Tebet compartilharam a carona. Na sexta-feira, Lula participou da cerimônia em comemoração aos 132 anos do Porto de Santos e do anúncio das obras do túnel entre Santos e Guarujá.
Silvio Costa Filho também esteve presente nesses compromissos, mas sua viagem foi custeada com recursos próprios. Renan Filho participou de outros eventos no estado, tendo sua ida financiada com recursos próprios, apesar da agenda pública. O Ministério dos Transportes cobriu os custos da passagem de volta. Geraldo Alckmin não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Múcio, da Defesa, encontrava-se em Recife na sexta-feira, quando solicitou uma aeronave da FAB para viajar a São Paulo. Na capital paulista, ele participou de uma única agenda na manhã de sábado com o comandante militar do Sudeste, o general de Exército Guido Amin Naves. O encontro durou duas horas, e o ministério não esclareceu há quanto tempo a reunião estava agendada. Mais tarde, ele participou da festa de casamento ao lado da esposa, Vera Brennand.
Lewandowski requisitou outro jato do Comando da Aeronáutica para ir de Brasília a São Paulo. O recém-empossado ministro da Justiça viajou para o estado às 12h20 de sexta-feira. Naquele dia, participou de uma solenidade no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). No dia seguinte, compareceu à festa.
Para solicitar essas aeronaves, Múcio e Lewandowski alegaram questões de segurança. Um voo de FAB para São Paulo pode custar até R$ 70 mil aos cofres públicos, um valor significativamente superior às passagens de avião comercial, mesmo na classe executiva. Em contrapartida, a Aeronáutica oferece conforto e facilidades que geralmente não estão disponíveis em voos comerciais. Não é necessário enfrentar filas, sentar em poltronas apertadas ou lidar com atrasos frequentes das companhias aéreas.
Já os ministros Jorge Messias, Esther Dweck e Alexandre Silveira afirmaram que custearam suas passagens para o casamento de Bruno Dantas com recursos próprios. Carlos Fávaro não explicou à reportagem como chegou a São Paulo, mas teve compromissos no estado, conforme evidenciado por publicações em redes sociais. O uso de aviões da FAB é regulamentado por um decreto presidencial, que estabelece uma ordem de prioridade, priorizando casos de emergências médicas, razões de segurança e viagens a serviço. No caso do ministro da CGU, a regalia foi incluída na LDO de 2024. Ao apresentar a emenda, Randolfe afirmou que o objetivo era garantir a isonomia entre os Poderes, uma vez que o Legislativo já conta com esse benefício. Para o relator Danilo Forte (União Brasil-CE), a nova prerrogativa é “justa”. “Eu acho que é justo, não é imoral
com informações da Folha de SP

foto: reprodução
“É um DNA compatível com o agressor”, disse, nesta quarta (7), um dos médicos forenses que examinaram a jovem que acusa o jogador Daniel Alves de estupro no banheiro de uma boate em Barcelona, na noite de 30 de dezembro de 2022.
Alves enfrenta o terceiro e último dia de seu julgamento. A sentença deve demorar alguns dias para ser decidida. Há grande expectativa sobre seu depoimento, que deveria ter acontecido na segunda-feira, mas foi adiado por dois dias e deverá ser o último desta quarta.
Antes, foram exibidos vídeos do circuito interno da boate, mas a imprensa não pode assisti-los. Peritos forenses e uma médica do hospital que atendeu a jovem há cerca de 13 meses foram os primeiros testemunhos do dia.
Em resumo, os psicólogos disseram a jovem teve estresse pós-traumático e que Alves tinha bebido o suficiente para apresentar alguns problemas motores, mas não o suficiente para não “distinguir o bem do mal”.
Já os médicos ressaltaram que o exame da suposta vítima não revelou quaisquer ferimentos, no corpo ou na vagina, que parecesse corroborar a denúncia de uma relação sexual violenta. Mesmo assim, ressaltaram, isso não significa que não houve estupro.
Em relação ao DNA compatível ao do brasileiro, o médico informou que ele não foi obtido por meio de sêmen. “Não há restos de sêmen porque provavelmente não houve ejaculação”, disse.
Segundo o perito, a amostra poderia ser esmegma, uma secreção branca e pastosa que contém “muito mais carga genética” do que saliva. A amostra foi extraída da suposta vítima três horas depois do ocorrido.
O mesmo perito, convocado pela defesa, destacou ainda a falta de ferimentos na suposta vítima. “Ela fez um relato sobre tapas, agarramentos no pescoço… Mas não vemos nenhum ferimento assim em nenhuma parte do corpo”, afirmou o perito.
“Disse que sentia uma dor intensa ao urinar. Na minha experiência pessoal, quando ela nos conta que foi uma relação sexual dolorosa, é muito estranho que não encontremos nada. A ausência até mesmo de inchaço [na região íntima] me faz pensar que a relação sexual não foi tão traumática”, afirmou.
Mais cedo, outro médico havia falado sobre a falta de lesões vaginais, o que não significa que não tenha havido violência. “Se há ou não lesão, não podemos dizer se é consensual ou não. Não podemos fazer essa comparação”, afirmou o perito.
“Mais lesões são encontradas em relações sexuais não consensuais do que em relações sexuais consensuais. Neste caso, não encontramos ferimentos, mas não podemos afirmar que não houve agressão”.
Sobre o machucado nos joelhos da vítima, um deles disse que “estamos lidando com atrito, pode ser por queda, mas também ao esfregar em uma superfície áspera”.
A psicóloga forense que examinou a denunciante, por sua vez, afirmou que a versão dela se ajusta claramente às conversas que tiveram juntas. “Vê-se uma série de sintomas que vão ao encontro daquilo a que a pessoa se referiu no momento da entrevista. Estávamos frente a um quadro pós-traumático”, disse.
“Ela teve um rompimento, choque e impacto e muitos aspectos da vida e daquela pessoa estão desfigurados. E não tivemos nenhuma indicação de que a pessoa estivesse exagerando ou fingindo”, acrescentou a perita.
A psicóloga também destacou alguns dos critérios para determinar o nível de estresse pós-traumático. ” A jovem se sentia culpada, o que é um indicador claro do estado de vítima. Isso geralmente está associado ao estatuto de vítima. Quando ela ouvia português, ficava muito nervosa. Não tinha vontade de pensar em questões relacionadas ao seu trabalho. E estava em estado de hipervigilância, com falta de sono.”
Já as psicólogas que examinaram Alves deram duas informações relevantes. A primeira foi que “a intoxicação alcoólica nos faz pensar que existiu um efeito significativo na sua capacidade de desinibição e um ligeiro prejuízo a nível cognitivo. Há um momento no vídeo em que há dificuldade motora”.
“Ele é uma pessoa que não está habituada a essa ingestão e por isso consideramos que as suas capacidades estavam afetadas”, disseram.
Por outro lado, questionadas pela acusação, afirmaram que Alves não estava completamente confuso: “Ele conseguia distinguir o bem do mal. As suas capacidades cognitivas estavam ligeiramente afetadas, mas ele sabia o que estava acontecendo”.
Como na terça, o jogador vestiu um suéter claro de gola alta e acompanhou os testemunhos de forma séria, com as mãos entrelaçadas, sentado logo atrás da mesa onde os depoentes falavam. Chegou ao local algemado pela frente, mas as algemas foram retiradas quando ele sentou.
Nos dois primeiros dias, foram ouvidas 28 testemunhas, incluindo a mulher que o acusa, além da prima e da amiga que a acompanhavam. Falaram ainda funcionários da boate Sutton, policiais que atenderam a suposta vítimas e amigos que beberam com Alves durante aquela noite.
O último depoimento de terça foi o da mulher de Alves, a modelo espanhola Joana Sanz. “Ele chegou em casa muito bêbado, cheirando a álcool. Ele bateu no armário e caiu na cama. Não valia a pena falar com ele quando ele chegou, era melhor deixar para o dia seguinte”, disse ela.
Na Espanha, o crime de estupro tem pena máxima de 12 anos, se não houver agravantes. A acusação pede os 12 anos e a defesa, a absolvição.
Atenuantes, por sua vez, podem cortar a pena até pela metade. Há duas estratégias em andamento pela defesa. Uma delas, o “atenuante de reparação de dano causado”,foi o depósito de € 150 mil (cerca de R$ 800 mil) na Justiça, que deverá ser revertido para a jovem, caso ele seja condenado. Caso Alves seja considerado inocente, o dinheiro voltará para ele.
A outra diz respeito a alguns artigos do Código Penal que estabelecem o uso de substâncias como um atenuante. Sem especificar o tipo de crime, um artigo estabelece que pode estar isento de responsabilidade criminal “quem, no momento da prática do crime, encontre-se em estado de completa embriaguez devido ao consumo de bebidas alcoólicas (…)”.
Um segundo artigo afirma que, “quando houver apenas uma circunstância atenuante, aplicar-se-á a metade da pena prevista na lei para o crime”.
De fato, a defesa focou nessa questão ao fazer perguntas aos amigos do jogador na terça. “Foi Alves quem mais bebeu no restaurante [antes de irem à discoteca]?”, perguntou a advogada de defesa, Inés Guardiola, ao amigo Bruno Brasil, que estava presente no momento do suposto crime. “Sim”, ele respondeu.
Culpar a bebida, entretanto, pode ser vista como a quinta versão do jogador sobre aquela noite. Na primeira, o brasileiro havia afirmado que não conhecia a mulher. Depois, disse que entrou no banheiro com ela, mas nada aconteceu. Na terceira, afirmou à Justiça que houve apenas sexo oral. Na sequência, declarou que houve penetração, mas com consentimento. Agora, que o fez sob efeito de álcool.
A imprensa tem acompanhado as sessões em três salas da Audiência de Barcelona, nas quais se podia assistir ao julgamento por meio de um circuito fechado de televisão. Credenciaram-se 270 jornalistas.
Folha de SP

Em votação simbólica, o plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 7, um requerimento de urgência relacionado ao Projeto de Lei (PL) 2253/2022, que acaba com as saídas temporárias de presos em datas comemorativas, as chamadas “saidinhas”.
Votaram contra a urgência os senadores Paulo Paim (PT-RS), Jorge Kajuru (PSB-GO), Zenaide Maia (PSD-RN) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder do governo no Congresso.
Como mostrou Oeste, o PL da “saidinha” foi aprovado em votação simbólica na terça-feira 6 pela Comissão de Segurança Pública do Senado. Pelo trâmite normal, o texto seguiria para a Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovado, seria levado ao plenário.
Contudo, após a aprovação na Comissão de Segurança, o relator do texto, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), propôs um requerimento de urgência para que o projeto fosse levado diretamente ao plenário.
Agora a proposta passará por duas sessões de discussões no plenário, e, só depois, os senadores analisaram o mérito do texto. A expectativa é que o mérito seja apreciado apenas depois do feriado de Carnaval, na semana de 20 de fevereiro. Um senador membro da CCJ também deverá ser escolhido para relatar o texto em plenário.
Uma vez aprovado pelo plenário do Senado, o PL da “saidinha” retornará para a Câmara dos Deputados, pois o texto foi alterado na Casa Revisora.
As “saidinhas” são concedidas pela Justiça a presos do sistema semiaberto que já cumpriram pelo menos um sexto da pena, no caso de réu primário, e um quarto da pena, em caso de reincidência, entre outros requisitos.
Como mostrou Oeste, havia a expectativa de Flávio manter o mesmo texto que veio da Câmara em 2022. No caso, a matéria acabaria com todas as hipóteses de saída no semiaberto, até mesmo para estudo e trabalho — direito garantido há quase 40 anos pela Lei de Execuções Penais.
Contudo, de todas as emendas apresentadas pelos membros da comissão, Flávio acatou apenas a emenda do senador e ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR). Desse modo, o texto aprovado pela comissão mantém a saída temporária, mas com aplicação restrita aos presos em regime semiaberto que frequentem curso supletivo profissionalizante ou de instrução do ensino médio, ou superior.
“Nesse caso, ‘o tempo de saída será o necessário para o cumprimento das atividades discentes’”, continuou o relatório. “Além disso, propõe que esse benefício, bem como ‘o trabalho externo sem vigilância direta’, não seja concedido ao condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo ou com violência, ou grave ameaça contra pessoa.”
A legislação brasileira, atualmente, já nega a “saidinha” para condenados por crimes hediondos com resultado de morte. O texto aprovado busca aumentar essa restrição aos casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça.

A morte do sargento Roger Dias da Cunha, de 29 anos, que levou dois tiros na cabeça durante uma perseguição no bairro Aarão Reis, na zona norte de Belo Horizonte (MG), trouxe o debate sobre o fim das saidinhas à tona nos últimos dias. O projeto recebeu o nome de Lei Sargento Dias em homenagem ao agente.
O assassino de Roger da Cunha tinha 18 registros por crimes como roubo, tráfico, falsidade ideológica, receptação, ameaças e agressão. O criminoso desfrutava da saída temporária de fim de ano. Ele não teria retornado à prisão depois de ter desfrutado do benefício.
No Estado de São Paulo, somente na virada do ano, dos 34.547 presos beneficiados com a saída temporária,1.566 não retornaram aos presídios. No Rio de Janeiro, 1.785 presos saíram das penitenciárias, e 253 não retornaram.
Desses, três são chefes do Comando Vermelho, considerados criminosos de alta periculosidade: Paulo Sérgio Gomes da Silva, o “Bin Laden”, responsável pelo tráfico de drogas no Morro Santa Marta, em Botafogo; Saulo Cristiano Oliveira Dias, conhecido como “SL”, do Complexo do Chapadão; e Willian da Silva.
Informações Revista Oeste

Mesmo tendo sucesso em operações para repatriar brasileiros que moram na Faixa de Gaza, que ocorrem desde o início da guerra em Israel, o Ministério das Relações Exteriores tem passado por um entrave nos últimos meses.
Uma brasileira de 41 anos, residente de Gaza, está em contato com o Itamaraty para tentar ir embora do local com os sete filhos que teve com o palestino Said Dukhan, filho de Abd al-Fattah Dukhan. Ele é um dos fundadores do Hamas, morto em 2023.
Said, no entanto, tem se mostrado inflexível e não concede a autorização necessária para que mãe e filhos saiam da região.
Pelas leis palestinas, o pai possui total poder sobre os filhos, o que significa que as crianças só podem sair da Faixa de Gaza com autorização expressa de Said. Várias estratégias de negociação já foram utilizadas, porém, a Embaixada continua sem sinais de sucesso.
Os diplomatas do Brasil na região, que ficam baseados em Ramallah, na Cisjordânia, têm buscado diálogo com a Autoridade Palestina e enfrentam desafios devido à capacidade limitada dos líderes palestinos de influenciar a situação. Isso se dá, especialmente, pela família ter ligações indiretas com o Hamas e também residir em uma área dominada pelos terroristas.
Em paralelo, há tentativas de negociar a saída da mulher e das crianças diretamente com Said Dukhan, mas até o momento, estas também têm sido frustradas. Na última vez em que os diplomatas brasileiros tentaram estabelecer contato com Said, ele havia viajado para a China.
Enquanto os diplomatas permanecem buscando uma negociação, assim como fizeram com as outras famílias que aguardavam pela repatriação, o Itamaraty tem ajudado a brasileira e seus sete filhos com alimentos e remédios.

Em uma entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo no início do ano, a mulher, que é natural de Santa Catarina, explicou que foi para Gaza em 2005 e se casou com Said quando tinha aos 22 anos. Ela afirma que, na época, não sabia que o marido era filho de um dos fundadores do grupo terrorista.
O casal ficou junto por mais de uma década e se divorciou no ano passado. A catarinense também relata que, ao longo dos anos, ela e seus filhos foram vítimas de violência doméstica constante. De acordo com o relato da brasileira, o ex-marido teria, inclusive, tentado matá-la.
Depois de tudo que passou, a brasileira afirma que odeia os terroristas do Hamas. Ela permanece sendo ameaçada de morte por Said Dukhan.
Informações Revista Oeste

Nesta terça-feira, 06/02, a Bahiagás divulgou o edital nº 01/2024, referente à realização de seu mais novo Concurso Público. São ofertadas vagas para nível médio, técnico e superior, em diversas áreas, com salários iniciais que variam de R$ 5.159,94 a R$ 12.022,37.
Os interessados em participar do processo seletivo podem realizar suas inscrições no site da Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br), no período de 19/02 a 18/03/24. É fundamental que os candidatos fiquem atentos aos requisitos específicos de cada vaga, garantindo sua participação no concurso.
Provas – As provas objetivas e discursivas estão previstas para o dia 28/04/24 e serão realizadas em Salvador. O concurso terá a validade de 12 meses, sem a possibilidade de prorrogação.
Os candidatos selecionados deverão estar disponíveis para trabalhar em qualquer localidade onde a Companhia atue ou venha a desenvolver suas atividades, no estado da Bahia, atendendo às exigências legais pertinentes aos respectivos cargos.
Todos os questionamentos relacionados ao Concurso Público deverão ser encaminhados ao Serviço de Atendimento ao Candidato – SAC da Fundação Carlos Chagas, por meio do Fale Conosco no endereço eletrônico www.concursosfcc.com.br, ou pelo telefone (0XX11) 3723-4388, de segunda a sexta-feira, úteis, das 10 às 16h (horário de Brasília).
*Ascom