
O número de mortos na catástrofe causada pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul (RS)chegou a 66 neste domingo (5/5), segundo boletim da Defesa Civil divulgado às 9h. Seis óbitos ainda estão sendo investigados.
De acordo com o comunicado, 101 pessoas seguem desaparecidas e 155 ficaram feridas. O boletim aponta ainda 80.573 desalojados. A tragédia já afeta 332 municípios e um total de 707.190 pessoas.

Corpo de Bombeiros trabalha no resgate e ajuda a moradores de Rio Pardinho Lauro Alves/ Secom

Resgate de famílias na Ilha dos Marinheiros, pela Defesa Civil de Porto Alegre Giulian Serafim/PMPOA


O episódio é considerado o maior desastre natural da história do estado. Os temporais, seguidos de enchentes, deixaram imóveis, estradas e redes de energia elétrica destruídos.
Nesse sábado (4/5), o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), fez um apelo para que a população comece a racionar água. Devido às enchentes, quatro das seis estações de tratamento de água da região estão inoperantes.
O abastecimento de energia elétrica foi interrompido em 421 mil pontos, segundo a Defesa Civil. Na rede estadual de educação, 664 escolas foram afetadas, sendo que 250 ficaram danificadas.
As estradas gaúchas registram, na manhã deste domingo, 113 pontos de bloqueio, total ou parcial, em 61 rodovias, entre estradas e pontes. Veja a lista completa aqui.
Informações Metrópoles

Neste sábado (4), uma parte da equipe do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) que foi enviada para dar apoio no resgate às vítimas das chuvas que incidem no Rio Grande do Sul, resgatou na região de Bento Gonçalves, aproximadamente 90 pessoas, entre idosos e crianças. Elas foram removidas do local com o apoio de aeronave. A área fica a uma distância de 11 km, caminhando em região de serra e os bombeiros tiveram apoio de quadriciclos em alguns trechos.
Um cachorro também foi resgatado por bombeiros baianos neste sábado. O animal estava sozinho em casa, no distrito de Galopolis em Caxias do Sul. Na sexta (3), eles localizaram e recuperaram três corpos em Caxias do Sul.

“A situação está bem delicada. Estamos atuando prioritariamente em locais que ocorreram deslizamento de terra, realizando busca e resgate. Nossa atuação acontece em conjunto com outros corpos de bombeiros e outros órgãos como a defesa civil”, explicou o coronel BM Jadson Almeida.
Os militares baianos também estão atuando em um centro de distribuição de donativos e primeiro acolhimento aos desabrigados e desalojados.
Alimentação doada pela comunidade – Obrigado! Força (seguido de um coração). Essas duas palavras que demonstram carinho e gratidão estão sendo escritas nas quentinhas que são doadas aos militares para alimentação. Mesmo com a escassez de suprimentos, os gaúchos estão levando alimentação para os bombeiros que seguem nas buscas e suporte à população.

“Essa gratidão é nossa, pelo apoio e carinho que estamos recebendo em meio a tanta tristeza. É uma rede de solidariedade muito grande, mesmo diante de uma situação de total vulnerabilidade. Vamos permanecer por aqui até a situação melhorar e se precisar será enviada outra equipe”, completou o oficial.

Em meio a preocupações crescentes sobre a segurança pública, um estudo internacional da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal colocou Feira de Santana como a cidade brasileira mais violenta no ranking mundial.
Ao De Olho na Cidade, o prefeito Colbert Martins Filho comentou sobre a situação, expressando preocupação e destacando a responsabilidade do Governo do Estado na crise de segurança.
“Infelizmente se repete essa informação mais uma vez e o resultado é o que a gente percebe, Feira de Santana é uma cidade dominada pelo medo e o medo significa que há, do ponto de vista de segurança pública, um domínio de facções, a migração do Rio de Janeiro, das suas facções pra Bahia é um fato, o que nós vemos lá em Salvador, em Periperi e Valéria é uma disputa na qual as as facções ganharam espaço para o Estado.”
Feira de Santana, que já foi considerada a quarta cidade mais violenta do Brasil em 2022, subiu para o topo da lista em 2023, com uma taxa alarmante de homicídios por 100 mil habitantes, atingindo 58,69 casos.
Ao comparar Feira de Santana com a capital, Salvador, o prefeito destacou uma semelhança nos desafios enfrentados em relação à segurança pública.
“O que nós vemos lá em Salvador se reproduz aqui. Nós estamos numa cidade sitiada, numa cidade com medo, onde o governo da Bahia perdeu o controle do Estado para os traficantes, para as facções. Portanto, o que nós vemos aqui é um retrato extremamente negativo da ação do Governo do Estado, que é o único responsável por essa situação. Não adianta dizer que na Bahia a responsabilidade da polícia é de outrem, é do governo do Estado, portanto, Feira de Santana está entregue, as pessoas estão presas em casa e os bandidos estão soltos nas ruas.”
O prefeito enfatizou que a responsabilidade pela situação não reside na atuação da polícia, mas sim na falta de uma resposta política eficaz.
“Não é responsabilidade da polícia, a responsabilidade é do governo do Estado assumir como aconteceu no Equador agora, como está acontecendo em El Salvador. É responsabilidade política de ação, não é atribuir a polícia nem levantar estatísticas, o problema não está na polícia, o problema está no governo do Brasil, está no governo da Bahia.”
*Com informações do repórter Danillo Freitas do site De Olho Na Cidade

O Dia das Mães é uma data significativa para o comércio no mercado feirense, bem como em todo país, e é ideal para aumentar a venda de produtos e serviços. O motivo do sucesso é pela ocasião em homenagear uma pessoal tão especial entre nós: as mães e que abre um enorme leque de opções, os variados segmentos.
Segundo Luís Mercês, empresário da rede de lojas Mersan e vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana, expressou seu otimismo em relação às vendas para o Dia das Mães, destacando um início promissor em maio.
“Eu sou um eterno otimista, já senti que tivemos o primeiro trimestre razoável, mês de abril não foi bom, foi um mês difícil, mas maio começou muito bem. Acredito muito que teremos números surpreendentes porque mãe é mãe, as pessoas não vão deixar de presentear sua mãe, não vão deixar de marcar essa data, porque é uma data bonita, é uma data que movimenta toda a economia”, afirma.
Ele fez um apelo à população para que prestigiem as lojas físicas, destacando o impacto positivo no emprego e na renda local.
“Cada pessoa que frequenta o comércio, de sua cidade, de seu bairro, de sua artéria comercial, elas estão gerando emprego e renda. Cada hora que o cara pro e-commerce ela está gerando emprego e renda na China, em diversos países, então estamos aqui fazendo até um apelo pra que as pessoas prestigiem as lojas porque é importante ter essa essa conscientização, nós precisamos da loja, então é o momento da gente ter consciência, ajudar, prestigiar o comércio físico.”
O presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (SICOMFS), Marco Silva, ressalta a importância econômica do Dia das Mães para a região, especialmente em um contexto em que se aproxima o São João, outra data forte para o comércio local.
“O dia das mães para a gente do nordeste que tem um São João muito forte é uma data importante de vendas. Então a gente já começa a enxergar o Dia das Mães conectado com o dia dos namorados e São João, esse período é uma grande arrancada no meio de ano e garante a geração de emprego e renda muito importante pra nós nordestinos”, destaca Silva.
As lojas já se preparam para o período, com estoques abastecidos, equipes treinadas e decorações temáticas. Além disso, estão previstas campanhas de vendas e sorteios de prêmios, como carros, para atrair os consumidores.
Uma novidade deste ano é a extensão do horário de funcionamento do comércio durante a semana do Dia das Mães. Segundo Marco Silva, de quarta-feira (08) até a sexta-feira (10) o comércio funcionará até às 20 horas, e no sábado (11) até às 18 horas. Os shopping centers e o comércio dos bairros também estarão abertos, inclusive no domingo.
*Com informações de Jorge Biancchi

As recentes conquistas parecem ter inspirado a Bahia a seguir fazendo história na canoagem brasileira, que ganhou mais uma classificação emblemática na última semana. Valdenice Conceição, atleta de 34 anos, natural de Itacaré-BA, se tornou a primeira mulher brasileira a garantir uma vaga para as Olimpíadas, na categoria de canoagem feminina, modalidade que segue dentro dos Jogos Olímpicos desde 2020. A itacareense é beneficiária do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, na categoria Pódio.
Pelo Pan-Americano de Canoagem Velocidade, torneio pré-olímpico de países americanos, que ocorreu em Sarasota, na Flórida. Valdenice venceu a prova do C1 200m feminino com o tempo de 47s739, garantido o feito inédito para o Brasil. Além da conquista, a atleta também foi a primeira mulher a garantir a medalha de bronze no C1 200m, em 2015, e possui também um ouro na Copa do Mundo de Racice em 2017.
A baiana conseguiu a quarta vaga na canoagem brasileira para o Brasil. Jacky Godmann e Filipe Vinícius Vieira venceram o C2 500m do pré-olímpico das Américas e se classificaram com o barco de duplas brasileiro. Isaquias Queiroz, que já é figurinha carimbada em Paris, já havia confirmado a classificação do C1 1.000m.
Ao Bahia Notícias, a baiana falou sobre o sentimento da importante conquista para os Jogos Olímpicos de Paris e detalhou sobre o orgulho que sente em ter trazido a vaga para a Bahia.
“Para mim é muito feliz e gratificante ser a primeira mulher brasileira a conseguir uma vaga para o Brasil na canoagem de velocidade. Sinto muito orgulho de poder estar representando o país numa edição de Jogos Olímpicos e graças a Deus a vaga veio agora. Tô muito feliz de poder representar o Brasil e a Bahia, isso é muito bom para a minha carreira”, celebrou.

Valdenice Conceição momentos antes de garantir o ouro no Pan-Americano Feminino de Canoagem de Velocidade | Foto: Reprodução / Instagram
A canoísta trilha um caminho de 18 anos de carreira no esporte e não participou da busca pela vaga em Tóquio, em 2020, ano de estreia da modalidade nas Olimpíadas, por um problema de logística com sua estratégia, mas se mostrou forte na briga pela vaga em Paris e comprovou toda a força e perseverança que demonstra sempre ter tido.
“Não foi fácil porque a categoria não era olímpica e só foi se tornar em 2020, em Tóquio, mas a Canoagem do Brasil não conseguiu o feito inédito. ”Isso (a não classificação) foi um pouco triste por eu ser a número um do Brasil e não estar lá pra mim foi triste, mas graças a Deus não desisti, continuei me dedicando e treinando e graças a Deus a canoagem estará em Paris. Isso é um motivo de muito orgulho e gratificação para a minha carreira”, relembrou a esportista.
Antes de Valdenice, Isaquias Queiroz foi o atleta que também fez história na canoagem. O baiano de Ubaitaba conquistou o ouro olímpico em Tóquio 2020 na categoria C1 100m. A agora classificada para Paris revelou que ainda não houveram comparações com Isaquias, que já possui uma boa experiência na competição, e ressaltou que o foco é na sua performance e nos seus objetivos.
Ambos os atletas se assemelham muito dentro do cenário dos Jogos Olímpicos. Além de garantirem conquistas inéditas na modalidade esportiva, os dois vieram do sul da Bahia e nasceram em cidades vizinhas. A distância de Ubaitaba para Itabuna é estimada em 53,0 km, levando um tempo de duração de uma hora e dois minutos de viagem entre os municípios.
“Não houve nenhum tipo de comparação com Isaquias. Desde o começo a canoagem masculina sempre foi uma modalidade olímpica e a feminina não, então eu nunca percebo uma comparação do Isaquias com a Valdenice. Sempre treinei pensando em mim, no meu foco e nos meus objetivos, cada um tem o seu, e eu sei disso. Vou continuar o meu trabalho dessa forma”, pontuou.
COMO CHEGA PARA OS JOGOS OLÍMPICOS?
A baiana de 34 anos diz estar fisicamente bem para representar o Brasil em Paris e alegou que suas adversárias estão um passo à frente dela, mas crê que nos próximos três meses de preparação vai chegar para brigar pelo ouro. A “Neta Canoa”, como é apelidada, quer fazer ajustes em alguns detalhes que a mesma alega estarem faltando, mas mantém aceso o sonho pela única medalha que falta no seu currículo.

Pódio de Valdenice Conceição no Pan-Americano Feminino 2024 | Foto: Reprodução / Instagram
Após garantir o ouro no Pan-Americano, a canoísta baiana foi recebida com festa no município de Maraú, sendo homenageada por um centro cultural e esportivo após um desfile nas ruas da cidade. O Brasil agora assegura 204 vagas para Paris 2024 após a conquista da canoísta de Itacaré.
Informações Bahia Notícias

O governo da Espanha anunciou que o Prêmio Nacional de Tourada não será entregue neste ano. A medida, encabeçada pelo Ministério da Cultura, gerou reações diversas entre os apoiadores do espetáculo e defensores dos direitos dos animais.
Instituído em 2011, o prêmio de € 30 mil (R$ 163 mil) aos vencedores não será mais distribuído, seguindo o governo da Espanha.
Figuras proeminentes, como Enrique Ponz e Julian Lopez, conhecido como “El Juli”, já foram agraciadas com o prêmio anteriormente.
A prática da tourada, que historicamente cativa uma parcela de seguidores na Espanha, enfrenta um declínio de interesse — em especial entre os jovens, conforme indicam pesquisas recentes.
O ministro da Cultura, Ernest Urtasun, enfatizou que a preocupação com o bem-estar animal tem ganhado relevância na sociedade contemporânea.
Com base em dados que revelam uma diminuição significativa na audiência de espetáculos taurinos, o ministério considerou inapropriado manter um prêmio que recompensa uma prática considerada uma maneira de abuso animal.
Em resposta à mobilização contrária à tourada, o Partido Popular (PP) prometeu restabelecer o prêmio caso retorne ao poder.
“As touradas são uma atividade da Espanha que faz parte da cultura, das tradições, da nossa própria identidade como povo”, criticou o porta-voz parlamentar do PP, Miguel Tellado. “A supressão do prémio mostra o sectarismo daqueles que nos governam.”

Em contrapartida, o presidente da Fundação de Toro de Lidia, Victorino Martín, acusou Urtasun de agir de maneira discriminatória por motivações ideológicas. O debate em torno da tourada segue acalorado, com diferentes perspectivas sobre a decisão ministerial e seus impactos culturais e sociais.
Enquanto isso, autoridades locais, como Emiliano García-Page, presidente de Castilla-La Mancha, planejam criar prêmios alternativos para a prática taurina em suas regiões. O objetivo é ganhar alcance nacional e internacional.
Informações Revista Oeste

São Paulo – A defesa de Fernando Sastre de Andrade Filho (foto em destaque), acusado de dirigir embriagado, bater o seu porsche em alta velocidade e causar a morte do motorista de aplicativo em São Paulo, afirma que ele vai “cumprir” a decisão que mandou o empresário para a prisão preventiva. Advogados afirmam que a decisão é “desproporcional” e que haverá recurso.
“A defesa de Fernando Sastre de Andrade Filho recebeu com serenidade a decisão liminar do Tribunal de Justiça (de São Paulo), que decretou a prisão preventiva e irá cumpri-la. Sem prejuízo, recorrerá dessa decisão, pois entende que as 8 medidas cautelares anteriormente impostas eram mais que suficientes, sendo desproporcional a prisão preventiva”, afirmam os advogados Jonas Marzagão, Elizeu Soares de Camargo Neto e João Victor Maciel Gonçalves.
A reportagem questionou a defesa se Fernando Sastre já se entregou. Até as 9h desse sábado (4/5), os advogados não haviam respondido a pergunta.
Nessa sexta-feira (3/5), o desembargador João Augusto Garcia, da 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), acolheu um pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e mandou prender preventivamente Fernando Sastre Filho.
Anteriormente, juízes singulares (de primeira instância) haviam recusado três pedidos de prisão contra Fernando Sastre Filho – duas delas preventiva e outra temporária.
Ao mandar o empresário para a cadeia, o desembargador também revogou as outras medidas cautelares que haviam sido impostas, como proibição de se aproximar de testemunhas, mas manteve a fiança de R$ 500 mil.
Fernando Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. O motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, 52, que dirigia um Renault Sandero, morreu logo após a colisão Avenida Salim Farah Maluf, zona leste de São Paulo, no dia 31 de março.
A outra vítima é o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, 22 anos, que estava de carona no Porsche. Ele fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço.
Mesmo com sinais de embriaguez, Fernando Filho recebeu permissão dos PMs para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também são alvos de investigação.
No dia do acidente, câmeras de monitoramento flagraram Fernando Filho dirigindo o Porsche, avaliado em mais de R$ 1 milhão, em altíssima velocidade (veja acima) quando bateu na traseira do carro de Ornaldo. O motorista de aplicativo foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu de traumatismo craniencefálico.
Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.
À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcóolica antes, contrariando o depoimento do empresário.
Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinks, e depois a uma casa de poker, com open bar.
A análise das imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam a ocorrência mostra o momento em que Fernando Filho é liberado do local do acidente junto com a mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico.
Na denúncia, a promotora assinala que a liberação foi feita “indevidamente” e sugere que a Justiça Militar investigue possível caso de corrupção passiva da policial envolvida.
De acordo com o MPSP, a policial teria “cedido a pedido” da mãe de Fernando e “liberado o responsável [pelo acidente] em estado de flagrância”, para que ele fosse ao hospital, “sem escolta ou vigilância”.
As imagens também mostram que os policiais estavam sem bafômetro — o uso do equipamento, porém, não seria o único recurso para constatar a suposta embriaguez do empresário. Nesse ponto, segundo declarou até o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a equipe falhou.
A conduta dos PMs que liberaram a saída de Fernando é investigada pela corporação. A Polícia Civil também investiga a situação, a pedido da Justiça.
Informações Metrópoles

A Caixa Econômica Federal realiza neste sábado, 4, o concurso 2.720 da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 28 milhões.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelas redes sociais do banco.
A Mega-Sena paga o prêmio principal para quem acertar os seis números sorteados. Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números (quadra e quina, respectivamente).
Para jogar, o apostador deve marcar de seis a 20 números do volante, de forma manual ou automática (surpresinha). Além disso, é possível concorrer com a mesma aposta por até 12 já concursos consecutivos (teimosinha).
Os jogadores podem fazer as apostas até uma hora antes do sorteio em qualquer casa lotérica ou pelo site/app da Caixa.

Os sorteios da Mega-Sena acontecem três vezes por semana, às terças-feiras, às quintas-feiras e aos sábados. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 5.
Para quem joga pelo site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja para uma única aposta ou mais.
O prêmio bruto da Mega-Sena corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem:
Se não houver acertador em nenhuma faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.
Segundo a Caixa, os prêmios da Mega-Sena prescrevem 90 dias depois da data do sorteio. Após esse prazo, os valores vão para o Tesouro Nacional, para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Ffies).
Informações Revista Oeste

O nível do Guaíba, em Porto Alegre, atingiu 4,96 metros de altura na madrugada deste sábado (4), ultrapassando o recorde da maior cheia registrada até então, de 4,76 metros, em 1941, quando inundou grande parte do centro da capital gaúcha. Temporais já deixaram pelo menos 41 mortos, além de 68 desaparecidos,centenas de ilhados e milhares de desabrigados no Rio Grande do Sul.
A informação foi disponibilizada pela Defesa Civil, que informou que uma nova medição foi realizada no Gasômetro às 4h deste sábado.
O recorde já havia sido ultrapassado às 21h de sexta-feira (3), quando o nível do Guaíba chegou a 4,77 metros de altura.
Governador disse que nível de rio pode chegar a 5 metros de altura. Em entrevista coletiva na noite de quinta-feira (2), Eduardo Leite (PSDB) declarou que a situação é “absurdamente excepcional”: “Não é simplesmente apenas mais um caso crítico. É o mais crítico que, provavelmente, o estado terá registro em sua história”. O Guaíba recebe as águas de diferentes bacias hidrográficas afetadas pelos temporais, como Taquari e Caí.
Após 1941, nas décadas seguintes, o limite de três metros só foi ultrapassado em três ocasiões. Sendo elas: em setembro de 1967 (3,11 metros), setembro de 2023 (3,18 metros) e novembro de 2023 (3,46 metros).

Operação de resgate conta com 18 aeronaves e já resgatou oito mil pessoas. Mas, a Defesa Civil do estado informou há muita gente ilhada, já que as condições meteorológicas não são favoráveis. Há famílias que estão há 72 horas sem acesso à alimentação e água potável, segundo informação do coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Boeira. “Temos dificuldades operacionais, não é só chuva, é neblina, também que tira a capacidade de chegar em alguns lugares”, justificou o governador.
Estado de calamidade pública. O governador decretou estado de calamidade pública na noite de quarta (1º), com prazo de 180 dias. As chuvas e enchentes foram classificadas como desastres de nível 3, “caracterizados por danos e prejuízos elevados”. Todo o estado foi colocado sob alerta de inundação ou inundação severa.

Na quinta-feira (2), o governador lamentou as mortes e ressaltou que números devem aumentar. “Infelizmente sabemos que esses números vão aumentar. Temos mais de 60 desaparecidos registrados e mesmo esse número tende a ser maior. Sabemos que há pessoas desaparecidas em lugares inacessíveis”, afirmou.
Com a queda de barreiras e destruição de estradas, há comunidades isoladas e incomunicáveis. Familiares de moradores das cidades de Relvado, Encantado e Caxias do Sul, por exemplo, relatam que estão há dias sem conseguir contato com eles. Há municípios inteiros sem água ou luz.
Aulas de escolas estaduais e da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) estão suspensas. As atividades acadêmicas da UFSM não funcionarão do dia 6 a 10 de maio. ”A decisão foi tomada em função das fortes chuvas no nosso Estado, que ocasionaram estragos diversos. Inclusive, houve o rompimento da fibra ótica externa que garante o funcionamento do sistema de internet e portais da UFSM”, informou a gestão da Universidade.
Temos que ter clareza, pessoal aqui da Região Metropolitana, Porto Alegre, Guaíba, Eldorado, Barra do Ribeiro, as ilhas aqui de POA, a região sul do município, insisto, pessoal: será pior do que qualquer enchente que vocês tenham visto aqui no município. Será pior do que a pior enchente já registrada que é a de 1941. Por isso é importante deixar as zonas de risco.
Eduardo Leite
Na quinta (2), a barragem 14 de Julho, entre Cotiporã e Bento Gonçalves, rompeu parcialmente. A Defesa Civil alertou sobre o “processo de colapso” por volta das 15h50.
Com o rompimento, uma onda de dois metros de altura atingiu a região de Bento Gonçalves.Segundo o prefeito Diogo Segabinazzi Siqueira (PSDB), as equipes tiveram pouco tempo para evacuar. A onda passou pela comunidade rural de Linha Alcântara, disse, onde há famílias isoladas, e seguiu em direção aos municípios de São Valentim do Sul e Santa Tereza.
Moradores foram orientados a deixar a região e subir para locais ao menos seis metros acima do nível dos rios. A informação foi dada pelo vice-governador Gabriel Souza em vídeo publicado nas redes sociais. A ombreira direita, uma das laterais onde a barragem está apoiada, foi rompida, e a expectativa é de que a vazão da água ocasione o rompimento total, disse.

Informações UOL

A hemorroida é um problema relativamente comum, embora ainda seja alvo de tabu. Dados mostram que 70% das pessoas terão a doençaem algum momento da vida. O problema é que muitos pacientes têm vergonha de procurar ajuda.
Artur Oliveira, 41, passou quase dez anos com a doença hemorroidária sem passar por uma consulta médica. Ele só decidiu buscar ajuda quando a situação piorou de vez.
Havia um certo preconceito da minha parte. Só fui procurar o médico quando a coisa ficou crítica: sentia uma dor terrível e tinha muito inchaço. Foi quando minha mãe marcou proctologista, a mesma que atendia toda a família. ”Artur Oliveira
Os sintomas de Artur começaram a aparecer quando ele tinha 19 anos. “Sensação de ardência e coceira. Depois, apareceu um forte sangramento. Comecei a pirar sem saber o que poderia estar acontecendo”, conta.
Artur, que hoje é diretor executivo em uma empresa em Belém (PA), lembra que sempre teve o hábito de passar muito tempo sentado, além de consumir bastante bebida alcoólica —hábitos que podem aumentar risco da doença.
Com a piora dos sintomas, ele fez diversos exames, para descartar outras doenças, como o câncer. Depois, começou a usar pomadas, medicamentos para dor, além do banho de assento, mas nada resolveu.
Tenho casos na família, meu pai e minha mãe tiveram hemorroida. Todos passaram pelo processo cirúrgico. E ainda sim, eu deixei de procurar um médico por tanto tempo para saber o que era. ”Artur Oliveira
Somente aos 27 anos, ele passou por um procedimento menos invasivo, feito no consultório médico.
Já estava quase virando uma fístula [como se fosse um canal que se forma na região], justamente pela demora em procurar um tratamento. ”Artur Oliveira
Depois, fez a cirurgia duas vezes, pois tinha hemorroida em duas regiões do ânus. Após cerca de 40 dias, estava totalmente recuperado. “Evitei pegar peso, algumas posições para sentar, e a alimentação ficou mais regrada. Valeu a pena!”, conta.
No começo, eu tinha muito preconceito porque não sabia do que se tratava, principalmente por ter essa relação sexualizada da região. Acabei atrasando o tratamento por isso. ”Artur Oliveira
Artur diz que quando o pai descobriu que tinha a doença hemorroidária, não contou para ninguém. A família só ficou sabendo quando ele já estava com uma outra doença avançada e tiveram de dar banho nele. “Poderíamos ter evitado isso”, diz.
Hoje, Artur sabe a importância de um estilo de vida saudável: dieta equilibrada (evitando condimentos), bastante água e, claro, atividade física.
Hoje em dia, falo tranquilamente sobre isso. Temos de mostrar a cara para que as pessoas se conscientizem. É sobre bem-estar e qualidade de vida. Pode acontecer com qualquer um, mas, principalmente nós, homens, devemos procurar o tratamento o quanto antes. ”Artur Oliveira
A doença hemorroidária pode progredir se o tratamento não for feito o quanto antes, explica Larissa Berbert, coloproctologista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
“Às vezes, conseguimos melhorar o hábito intestinal e indicar outras mudanças para evitar que a hemorroida piore, evitando assim uma cirurgia no futuro”, diz a médica.
Já tive paciente jovem que foi sangrando tanto a ponto de ficar anêmico e de precisar até de internação e UTI para investigar outras causas. E era ‘só’ uma doença hemorroidária. Esse caso poderia ter um desfecho melhor se fosse tratado de forma mais precoce. ”Larissa Berbert, coloproctologista
A vergonha em buscar ajuda médica pode esconder doenças mais graves, como um câncer. “São vários pacientes que acabam descobrindo câncer no canal anal, achando que era ‘só’ hemorróida. E aí já chegam numa situação bem pior”, diz a médica.

Genética não dá para mudar, mas fatores de risco, sim. O primeiro passo é cuidar da dieta e ingestão de água para evitar problemas na hora de fazer coco.
Uma outra questão é a posição da evacuação. O ideal é usar um banquinho nos pés para criar o ângulo de 90 graus.
Quando a gente se posiciona apoiando o pé num banquinho e fazendo uma posição que se parece com cócoras, a musculatura se alinha, então a gente tem menos esforço evacuatório e tende a aumentar menos a pressão nos vasos hemorroidários.” Larissa Berbert, coloproctologista
Outro hábito que faz mal: ficar mexendo no celular enquanto evacua e, consequentemente, permanecer mais tempo na posição.
A posição anatômica aumenta a pressão dos vasos hemorroidários, fazendo com que, devagar, aumentem de volume. Quanto mais volume nessas hemorróidas, mais risco de ter problema com os vasos sanguíneos. ”Larissa Berbert, coloproctologista
O que pode piorar os sintomas em quem já tem problemas é a higiene do ânus. Evite o papel higiênico e use as duchas na região externa.
Quando já existe um vaso hemorroidário um pouco mais volumoso, ele fica mais sujeito a se machucar com o papel higiênico. Sempre orientamos o paciente a usar, de preferência, a duchinha, lavar com sabonete e deixar bem sequinho com uma toalha macia. ”Larissa Berbert, coloproctologista
Informações UOL