
A nova configuração das comissões da Câmara dos Deputados foi favorável ao Partido Liberal (PL) e a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com 19 dos 30 colegiados permanentes da Casa com os líderes definidos, o saldo já traz a presença de parlamentares próximos de Bolsonaro no comando de comissões importantes, como a de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Educação.
Naquela que é considerada a comissão de maior destaque, a CCJ, o cargo de presidente será ocupado durante o próximo ano pela deputada Caroline de Toni (PL-SC). Com a ida da parlamentar para o comando do colegiado, a CCJ tem uma inversão governo-oposição na liderança, já que o antecessor da congressista do PL era o deputado Rui Falcão (PT-SP).
Outra comissão de destaque que ficará nas mãos do PL é a de Educação, que passará a ser presidida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar mineiro substituirá Moses Rodrigues (União Brasil-CE) no cargo.
A escolha de Nikolas, por sinal, não foi tão bem recebida por parlamentares da ala mais progressista da Casa.
– O que queremos é que tenha respeito ao conjunto da Educação aqui, senão essa comissão não vai funcionar – disse o deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ).
Outro nome próximo de Bolsonaro que vai chefiar um colegiado relevante da Câmara é o deputado Alberto Fraga (PL-DF). Em seu quinto mandato, o congressista assume o comando da Comissão de Segurança Pública, que já era dirigida pelo PL, mas com o deputado Sanderson (PL-RS).
Além dos três, outros dois deputados do Partido Liberal foram eleitos para presidir comissões da Câmara pelo próximo ano. São eles: Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), na Comissão de Esporte; e Pastor Eurico (PL-PE), na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.
*Pleno.News
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Com Frei Jorge Rocha
Tema: “Nobel ou Nóbel?”
A cada 15 horas, uma mulher morre em razão do gênero, majoritariamente pelas mãos de parceiros e ex-parceiros – mais de 70% dos casos – munidos de armas brancas ou de fogo. No total 586 casos de feminicídio foram registrados em 2023. Os dados revelados são do novo boletim “Elas Vivem: liberdade de ser e viver”, da Rede de Observatórios da Segurança, divulgado nesta quinta-feira (7).
A Bahia apresentou o maior registro de homicídios de mulheres entre os oito estados monitorados. Enquanto Pernambuco lidera em casos de feminicídio no Nordeste, com 92 vítimas.
Ainda conforme o boletim, a cada 24 horas ao menos oito mulheres foram vítimas de violência em 2023 – em oito dos nove estados monitorados (BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ, SP). No total, 3.181 registros – o que representa um aumento de 22,04% em comparação a 2022, quando Pará e Amazonas ainda não faziam parte deste monitoramento.
Ameaças, agressões, torturas, ofensas, assédio, feminicídio. São inúmeras as violências sofridas que não começam ou se esgotam nas mortes registradas. De acordo com a secretária da Mulher, Gerusa Sampaio, os dados representam uma realidade cruel. Mas com a ajuda da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, em Feira de Santana, é possível quebrar o ciclo da violência.
“As mulheres que tiveram a coragem de quebrar o silêncio e denunciar merecem todo nosso respeito. Em Feira o serviço de proteção à mulher possui uma rede fortalecida e preparada para amparar as mulheres e a família, com muita credibilidade. É uma assistência efetiva que a mulher pode confiar”, afirma.
Ainda segundo Gerusa Sampaio, no município os números de denúncia de violência contra a mulher cresceram, mas os de feminicídio não. “Isso aponta a eficácia da atuação da rede de proteção à mulher, especialmente por termos uma delegacia e ronda policial específica como a DEAM e a Ronda Maria da Penha. Mesmo assim, precisamos cada vez mais de políticas públicas para reduzir os índices”, destaca.
ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS
No Centro de Referência Maria Quitéria (CRMQ), a vítima encontra apoio na rede de proteção à mulher. O órgão tem como principal objetivo apoiar as mulheres vítimas de violência. Os serviços oferecidos incluem atendimento multiprofissional, orientação para registro de ocorrências, solicitações de medidas protetivas e encaminhamentos para cursos profissionalizantes.
Todas as mulheres que estiverem inseridas em contextos de violência podem procurar o órgão no endereço: rua Barão do Rio Branco, 1723, Centro. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h – sem intervalo.
Feira de Santana também possui o Programa Acolhe – iniciativa do Instituto Avon em parceria com a Secretaria da Mulher – e a Casa Abrigo Regional (destinada a vítima de violência em risco de morte), alguns dos programas de acolhimento que dão suporte a mulheres vítimas de violência que não tenham um vínculo familiar fortalecido ou um local seguro quando é necessário o distanciamento de suas casas.
*Secom/PMFS

Móveis velhos, eletrônicos, restos de madeira e demais itens em desuso deixados pelos moradores foram recolhidos pela operação Bota-Fora, da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp). No último sábado (2) e segunda-feira (4), 2.680 quilos de inservíveis foram recolhidos no bairro Rua Nova e distrito de Humildes.
A força tarefa teve a missão de eliminar o mosquito Aedes Aegypti e marcou o Dia D de Combate à Dengue – mobilização nacional.
Na operação Bota-fora, os moradores colocam nos passeios objetos e móveis que não mais usam. A equipe faz a coleta de objetos e materiais inservíveis, geralmente de grande volume, que o carro do lixo não recolhe.
O diretor do Departamento de Limpeza Pública da Sesp, João Marcelo Gomes, destaca que os objetos em desuso armazenados em quintais podem ser potenciais criadouros do mosquito. Desta forma, com a retirada é possível minimizar as chances de proliferação do Aedes Aegypti. “O trabalho foi desenvolvido com boa adesão da população, principalmente na segunda-feira”, afirma.
*Secom/PMFS

Nesta quarta-feira (6), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi eleito presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Ele recebeu 22 votos de um total de 37 – houve 15 votos em branco.
Desta forma, Ferreira substitui o deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE) na presidência da comissão. Sua indicação, feita pelo Partido Liberal, enfrentou resistência por parte dos deputados de esquerda.
Após ter seu nome aprovado, o parlamentar, que está em licença-paternidade, enviou um vídeo ao colegiado para agradecer os votos e se comprometer em debater ideias para melhorar a educação do país.
Pelas redes sociais, Nikolas também listou alguns assuntos importantes que estarão em pauta neste ano.
– Debateremos assuntos importantes e complexos como: Plano Nacional de Educação, segurança nas escolas, fortalecimento da educação básica, homeschooling, dentre diversos outros temas que são importantes para a Educação em nosso país – informou.
O parlamentar mineiro ainda pontuou que a comissão irá realizar audiências públicas, criará subcomissões e fará também a fiscalização da política nacional de Educação do atual governo.
– Estou comprometido em trabalhar com a Comissão para que a educação no Brasil seja um alicerce sólido para todos – completou Nikolas Ferreira.
*Pleno.News
Bruno Spada/Câmara dos Deputados

No período de nove anos, de 2015 a 2023, o Brasil registrou 10,6 mil mulheres vítimas de feminicídio. O levantamento foi feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Ainda segundo a pesquisa, 1,4 mil mulheres foram mortas em 2023.
O feminicídio é o assassinato decorrente de violência contra a mulher, em razão da condição do sexo ou quando demonstrado desprezo pela condição de mulher. A lei que instituiu o dispositivo foi sancionada em março de 2015.
O ano passado o país teve o maior número já registrado desde a tipificação da lei, 1.463 mulheres vítimas de feminicídio, equivalente a uma taxa de 1,4 mulher morta para cada grupo de 100 mil habitantes.
Analisando o levantamento por região, as regiões sudeste e nordeste registraram taxas de 1,2 e 1,4 por 100 mil habitantes. Já o centro-oeste apresenta a taxa mais elevada de feminicídios nos dois últimos anos, chegando a 2 mortes por 100 mil, 43% superior à média nacional.
*Metro1
Foto: Divulgação/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto : Jorge Magalhães

Encontro aconteceu no Teatro Margarida Ribeiro
A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) se reuniu na tarde desta quarta-feira (6) para discutir os preparativos para a Micareta 2024, a maior festa de carnaval fora de época do país, que acontece entre os dias 18 e 21 de abril. O objetivo é garantir que o evento ocorra de forma tranquila e segura para todos.
O encontro inaugural, que aconteceu no Teatro Margarida Ribeiro, teve como propósito apresentar os membros da FPI deste ano e destacar os resultados positivos da Micareta do ano passado, que marcou o retorno do evento após a pandemia de Covid-19. Na oportunidade, o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Jairo Carneiro Filho anunciou a ampliação do circuito até a Rua Castro Alves e a introdução de uma ala infantil, que será denominada área kids, ao final do percurso.
“Com o objetivo de aprimorar e ampliar as conquistas do ano anterior, é crucial a colaboração de todos esses órgãos para que esta Micareta supere as expectativas em termos de segurança, turismo e diversão tanto para os comerciantes ambulantes quanto para os foliões. Estamos todos unidos com o propósito de proporcionar uma Micareta repleta de alegria e segurança para nossos foliões, assim como foi em 2023, e não mediremos esforços para que 2024 seja ainda melhor”, destacou o secretário Jairo Filho.
A próxima reunião está agendada para o dia 15 deste mês, quando será apresentado o mapa final com mais de 30 dias de antecedência ao evento.
Além da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, compõem a FPI representantes dos seguintes órgãos e secretarias municipais:

O Brasil garantiu presença na decisão da primeira edição da Copa Ouro de futebol feminino após derrotar o México por 3 a 0, na noite desta quarta-feira (6) no Snapdragon Stadium, em San Diego (Estados Unidos). Agora a equipe comandada pelo técnico Arthur Elias aguarda o confronto entre Estados Unidos e Canadá para conhecer as adversárias na final.
A vitória brasileira diante das mexicanas começou a ser construída aos 20 minutos do primeiro tempo, quando Adriana aproveitou falha da defesa adversária para pegar sobra de bola para marcar. Oito minutos depois a situação do Brasil ficou ainda mais confortável quando a lateral Nicolette Hernández acabou expulsa, em decisão que teve a interferência do VAR (árbitro de vídeo).
Com uma jogadora a mais o Brasil ampliou aos 31 minutos graças a um belo chute no canto da zagueira Antônia. Mas o gol mais bonito ficou para o final. Aos 2 minutos da etapa final Yasmim aproveitou cruzamento rasteiro de Gabi Portilho para marcar de letra.
O Brasil disputa a final da Copa Ouro feminina no próximo domingo (10), a partir das 22h15, no Snapdragon Stadium.
Informações Bahia.ba

Nos bastidores, líderes do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná expressaram surpresa com o desempenho de Michelle Bolsonaro em pesquisas internas do partido para a possível disputa pela vaga de Sergio Moro no Senado, representando a União-PR.
Conforme relatos de figuras influentes do PT à coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, a ex-primeira-dama, filiada ao PL, obteve bons resultados, surpreendendo até mesmo em cidades consideradas redutos eleitorais do PT no estado paranaense.
De acordo com levantamentos internos do partido, Michelle teria alcançado 20% das intenções de voto em municípios que foram favoráveis a candidatos petistas, como Gleisi Hoffmann e Zeca Dirceu, nas eleições de 2022.
Vale ressaltar que tanto Gleisi quanto Zeca já se apresentaram como pré-candidatos em uma possível eleição suplementar ao Senado no Paraná, caso o mandato de Moro seja cassado pela Justiça Eleitoral.
Apesar dos testes com o nome de Michelle, membros do PT acreditam que ela não entrará na disputa pela vaga de Moro. A avaliação é de que a Justiça Eleitoral não validaria a candidatura da ex-primeira-dama, que reside em Brasília.
Por outro lado, o ex-presidente Jair Bolsonaro informou a interlocutores que sua esposa deverá, de fato, concorrer ao Senado pelo Paraná se o mandato de Sergio Moro for cassado. Em conversas privadas, Bolsonaro argumenta que é mais vantajoso garantir um mandato de seis anos no Senado pelo Paraná do que esperar para concorrer a um mandato de oito anos pelo Distrito Federal em 2026.
Com informações de Metrópoles/Igor Gadelha

Renascer está no centro de uma grande polêmica que envolve a sua trama. Mesmo que toda a história tenha se passado originalmente em 1993, a novela da Globo manteve grande parte dos dilemas e da estrutura que Benedito Ruy Barbosa construiu.
Isso não significa que telespectadores e associações deixaram de se surpreender com a narrativa que vai ao ar todos os dias às 21h na Globo. A ONG Vozes de Anjos entrou com uma interpelação judicial contra a emissora por fazer apologia de incesto.
Na história de Renascer, José Inocêncio (Marcos Palmeira) e Mariana (Theresa Fonseca) se conhecem e estabelecem uma relação de pai e filha, com o fazendeiro ao dizer que a jovem é a herdeira que Maria Santa (Duda Santos) não concebeu.
A protagonista da novela da Globo passa a chamar o veterano de ‘painho’, mas logo os dois estabelecem uma relação amorosa, chegando a se casar. Mesmo vivendo o matrimônio, a mulher segue chamando o companheiro de forma paternal.

De acordo com informações do jornal Correio Braziliense, a ONG atua pela “defesa dos interesses de mães, crianças e adolescentes”, por isso acredita que o que é retratado em Renascer deve ser combatido.
“Está em exibição agora em veículo audiovisual em modo novela, além de naturalizar uma relação amorosa entre a representação de pai e filha. A violação pelo incesto mostrado repetidamente em ritmo de novela. Essa naturalização continuada na novela da Globo, mesmo que romanceada, está veiculando um crime contra crianças e adolescentes”, afirmou Ana Iancarelli, presidente da Vozes de Anjos.
Informações Revista Oeste