Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) mostram que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a liberação de um empréstimo no valor de R$ 22 milhões para a empresa de sua cunhada, Bianca Medeiros, em março de 2024. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Indagado cinco vezes sobre o caso pelo periódico, o congressista se recusou a confirmar se intermediou a concessão do valor, limitando-se a dizer que não houve ilegalidade no processo. Ele também frisou que a empresa de sua cunhada está realizando os pagamentos referentes ao empréstimo.
– Quando você precisa de um empréstimo, você procura quem? O banco, não é? E a minha cunhada, que representa os negócios do meu sogro, procurou um banco. O banco estava legal à época? Podia operar? Ela tinha um crédito para poder fazer? Então foi uma operação legal. Não tem ilegalidade de nada. O empréstimo é legal. O empréstimo é legal feito por uma empresa que tem lastro. E ele tinha uma instituição que estava funcionando dentro das regras. (…) Você não vai conseguir arrancar de mim uma declaração que eu pedi, que eu não pedi. Se você tem a apuração, você publica a apuração. Eu não vou confirmar a informação. Eu não tenho obrigação de confirmar isso – declarou o parlamentar durante entrevista ao veículo de imprensa.
VIAGEM A LISBOA A informação sobre o empréstimo vem a público junto de outras mensagens sobre Hugo Motta encontradas no celular de Vorcaro. O diálogo trata de uma viagem do deputado a Lisboa em 2024, custeada por Vorcaro.
Nas conversas, Vorcaro pede ao seu auxiliar, Léo Serrano, para reservar dois quartos no hotel cinco estrelas Four Seasons para “Ciro e Hugo”. De acordo com apuração da PF, tratam-se do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e de Hugo Motta. Na ocasião, o banqueiro também pediu que Léo Serrano cuidasse para que o local à frente do hotel fosse reservado a fim de que a reunião entre eles não fosse vista.
– Léo, preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro. Tem que ter alguém lá embaixo, quando você sai do elevador já dá para ver tudo, quem tá, o que está acontecendo – declarou Vorcaro, à época.
Ao cruzar as informações das mensagens com documentos nos e-mails do banqueiro, a PF identificou que as diárias custaram 3,2 mil euros, o equivalente a R$ 18,2 mil conforme a cotação da época. O relatório ainda dá conta de que foram cinco dias de hospedagem.
Questionado, Motta admitiu ter viajado para Portugal em um jato de Vorcaro e que o banqueiro pagou suas diárias. Entretanto, ele negou irregularidades e disse ter permanecido no local por dois dias. Ele ainda defendeu uma investigação “isenta e imparcial” sobre o caso.
– Não vejo também problema nenhum. Ele [Vorcaro] não me pediu nada em troca. Realmente é uma carona de quem decidiu ir de última hora para o evento, já que o evento era realizado no final do mês de junho e é o período das festas juninas nossas. Era por isso que eu não ia – declarou ele à CNN.
A defesa de Bianca, cunhada de Motta, não se manifestou até o momento, tampouco a de Ciro Nogueira.
As informações vêm a público após o ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, derrubar o sigilo de documentos enviados pela Polícia Federal (PF).
*Pleno.News Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Pré-candidato do PL defende endurecimento da legislação penal e medidas voltadas à proteção das mulheres
Flávio Bolsonaro apresentou propostas de segurança pública nesta quinta-feira, 18 | Foto: Reprodução/ Youtube
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lançou o programa de segurança pública “Brasil sem Medo” nesta quinta-feira, 18. O plano reúne 12 propostas para um eventual governo. Entre as medidas, está a castração química de estupradores.
O evento de apresentação ocorreu nesta manhã em São Paulo. O senador Sergio Moro (PL-PR) e o deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP) participaram do lançamento. Flávio afirmou que as medidas são “prioritárias” e integrarão seu plano de governo. Na ocasião, ele também criticou a atual política de segurança do governo de Luiz Inácio Lula de Silva.
Os organizadores citaram pesquisas que mostram a segurança pública como uma das maiores preocupações dos brasileiros. Dados do Ipsos revelam que 43% da população teme a criminalidade. Já um levantamento do Datafolha coloca o tema entre os principais desafios apontados pelo eleitorado.
Propostas de Flávio priorizam combate à violência contra a mulher
Um dos principais focos do plano é a segurança da mulher. Por isso, além da defesa de castração química para condenados por crimes de violência sexual, ele também propõe outras medidas. “Criminoso que destrói a vida de mulheres e crianças não merece complacência do Estado”, disse.
O senador afirmou que faltou apoio do governo federal para aprovar projetos sobre o tema. “Esse tipo de criminosos tem que entender que só vai sair da cadeia se tiver esse tipo de procedimento que tira sua libido”, continuou. “Eu tenho duas filhas, eu não consigo imaginar a dor de um pai, de uma mãe, ou de uma menina como essa que sofre com essa violência. Tem vagabundo desse perfil que chega a violentar até bebês, esse tipo de pessoa não pode continuar circulando livremente entre nós.”
O pré-candidato também propôs o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores com medidas protetivas. Além disso, o plano prevê o cumprimento integral da pena em regime fechado para condenados por assassinato e violência contra mulheres.
“Vamos obrigar assassinos e agressores de mulheres a cumprirem integralmente suas penas em regime fechado, porque hoje o sistema liberta criminosos depois que cumprem 55% da pena”, disse. “A gente sabe que, para isso, é necessário fazer alteração legal e na Constituição. Uma mulher é assassinada a quatro dias no Brasil, durante o governo Lula esse número não para de bater recordes.”
Líder do governo do Senado foi alvo da Polícia Federal, em investigação relacionada ao escândalo do Banco Master
Senado Jaques Wagner foi alvo da operação da PF na manhã desta quinta-feira, 18 | Foto: | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A oposição se posicionou em relação à nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que teve como um dos alvos o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A corporação cumpriu, na manhã desta quinta-feira, 18, mandado de busca e apreensão contra o parlamentar.
A deputada Carol De Toni (PL-SC) afirmou que “não surpreende ver novamente um nome importante do PT aparecendo no centro de um escândalo dessa dimensão”.
“A história recente do Brasil mostra que, onde há corrupção, quase sempre existe um tentáculo do PT, de seus aliados ou do seu projeto de poder”, afirmou. “Foi assim no Mensalão, no Petrolão, na Lava Jato, nos esquemas envolvendo estatais, empreiteiras e contratos bilionários, e agora vemos mais um capítulo gravíssimo com o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Banco Master.”
A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
A pré-candidata ao Senado destacou que o PT busca “vender ao povo brasileiro uma falsa imagem de reconstrução moral”, mas que na prática promove “aparelhamento, influência política, blindagem dos amigos do poder e escândalos bilionários que sempre acabam sobrando para o cidadão pagar”.
“O caso Banco Master precisa ser investigado até o fim, doa a quem doer. Ninguém está acima da lei”, disse. “O Brasil não aguenta mais ver poderosos se colocando como vítimas enquanto a verdadeira vítima é o povo brasileiro, que há décadas paga a conta de um dos maiores históricos de corrupção política do mundo.”
O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), falou que a operação evidencia que a “esquerda adora falar em desigualdade”, mas que, “quando a polícia bate na porta, o que aparece é jatinho, cobertura e contrato milionário”.
“Enquanto o PT desfila como ‘partido dos pobres’, olha o que a polícia foi encontrar no quintal deles”, disse. “Não é o povo que enriquece nesses esquemas. É sempre a mesma ‘turminha’ de Lula.”
Enquanto o PT desfila como “partido dos pobres”, olha o que a Polícia foi encontrar no quintal deles.
O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, virou alvo de operação no caso Banco Master. Apartamento de luxo em Salvador, viagens nos jatos do dono do banco e milhões…— Gilberto Silva (@cabogilberto) June 18, 2026
Parlamentares pedem aprofundamento das apurações
O deputado Sanderson (PL-RS) chegou a dizer que o Senado Federal “não pode servir de refúgio de corruptos”: “Até quando a população brasileira vai ter que conviver com esse tipo de gente?”.
Segundo o deputado Rodrigo Valadares (PL-SE), “sempre” houve uma cobrança da oposição pelo “aprofundamento das investigações”. “Denunciei que havia muito mais por trás desse escândalo do que tentavam fazer parecer.”
“Agora, finalmente, a apuração começa a alcançar a origem do problema”, ressaltou. “Até que enfim chegaram ao embrião do caso Master: o PT da Bahia. A verdade demora, mas aparece. E a investigação precisa avançar sem blindagens, sem privilégios e sem proteção política para ninguém.”
A operação contra Jaques Wagner
A PF chegou a apreender US$ 49 mil em endereço ligado a Jaques Wagner | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Segundo a PF, Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de interesses do Banco Master e, em contrapartida, recebido benefícios indevidos. Entre eles, estariam um apartamento de alto padrão em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além de repasses financeiros destinados a empresas ligadas a familiares do parlamentar.
A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema bilionário que envolve fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça que teria sido estruturado a partir do Banco Master, instituição controlada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além de Jaques Wagner, a nova fase da investigação também tem como alvo o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.
Presidente declarou que ‘o mundo é do caminho do meio’ durante diálogo com o chanceler alemão Friedrich Merz
Lula durante reunião ampliada do G7 | Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 17, que “nunca” foi esquerdista. Ele deu a declaração na cúpula do G7, em Évian, na França. Uma gravação registrou a fala durante conversa privada do petista com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
“Nos Estados Unidos, os republicanos ficaram mais no governo do que os democratas”, disse Lula, na ocasião. “Na França, os socialistas também ficaram bem menos tempo governando. Ou seja, o que isso prova? Que o mundo não é de esquerda. O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade.”
HOT MIC: a voz do presidente Lula vazou na reunião do G7 durante uma conversa do petista com o chanceler Alemão e Kristalina Georgieva, da União Europeia.
Em seguida, Kristalina Georgieva comentou a percepção internacional sobre o primeiro mandato de Lula, que começou em 2003. “Quando você foi presidente pela primeira vez, todos esperavam que você fosse um esquerdista, mas você não foi”, disse.
“Mas eu nunca fui esquerdista”, respondeu Lula. A diretora-geral do FMI, porém, rebateu: “Mas essa era a imagem na época”.
A cúpula do G7 reúne líderes das principais economias do mundo e países convidados.
Lula diz que era próximo de sindicatos, mas não de esquerda
Na conversa, o presidente associou a imagem de sua trajetória política ao movimento sindical. Ele relembrou as relações que manteve com entidades trabalhistas do Brasil e da Europa.
“Eu era um dirigente sindical com uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano, uma relação boa com a UGT, da Espanha”, contou. Depois, ele afirmou que o trataram como “anticomunista” na Europa por negar participação de um congresso da então União Soviética em 1980.
“Em 1980, tinha um congresso na Rússia que eu fui convidado”, afirmou. “E eu não fui na Rússia, porque fui condenado pela Lei de Segurança Nacional. Eu fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade, e aí eu passei a ser tratado como anticomunista.”
Não é a primeira vez que Lula nega a ideologia de esquerda, sobretudo em períodos eleitorais. Ao longo da trajetória política, o petista já afirmou diversas vezes que não é comunista. Durante a campanha de 2002, adotou um discurso de moderação para afastar temores sobre um eventual governo de perfil radical.
Nos anos seguintes, Lula voltou a rejeitar o rótulo de socialista em entrevistas e discursos. Na campanha presidencial de 2022, também rebateu acusações de adversários e afirmou que seus governos “conciliaram” trabalhadores e empresários.
Em 2023, porém, durante a abertura do 26º Encontro do Foro de São Paulo, em Brasília, ele afirmou que é motivo de “orgulho” que o chamem de comunista. “Nós ficaríamos ofendidos se nos chamasse de nazista, neofascista, de terrorista”, disse. “Mas, de comunista, de socialista, nunca. Isso não nos ofende. Isso nos orgulha muitas vezes. E, muitas vezes, nós sabemos que merecemos isso”, prossegue.
A Câmara Municipal de Feira de Santana oficializou, nesta terça-feira (16), a contratação da empresa Avante para concluir as obras do prédio anexo da Casa Legislativa. A empresa foi a vencedora da licitação realizada para a retomada do empreendimento, que receberá investimentos estimados em R$ 2,7 milhões.
O novo espaço será destinado à instalação de gabinetes parlamentares e setores administrativos, ampliando a estrutura física da Câmara e concentrando serviços atualmente distribuídos em diferentes locais.
Durante a assinatura do contrato, o presidente da Câmara, Marcos Lima, destacou que a conclusão da obra deve proporcionar melhores condições de trabalho aos vereadores e facilitar o atendimento à população.
Segundo ele, parte dos parlamentares atualmente utiliza espaços alugados para funcionamento dos gabinetes. Com a entrega do anexo, os serviços serão centralizados nas proximidades da sede do Legislativo.
A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em aproximadamente seis meses, permitindo a ocupação do prédio até o final deste ano ou início de 2027.
Marcos Lima informou ainda que entre 70% e 80% dos recursos necessários para a execução da obra já estão garantidos em conta específica da Câmara. O acompanhamento técnico ficará sob responsabilidade de uma engenheira contratada pelo Legislativo, que fará a fiscalização dos serviços e a verificação do cumprimento dos projetos estruturais e elétricos.
Complete com as falas q te passei
O novo espaço será destinado à instalação de gabinetes parlamentares e setores administrativos, ampliando a estrutura física da Câmara e concentrando serviços atualmente distribuídos em diferentes locais.
Durante a assinatura do contrato, o presidente da Câmara, Marcos Lima, destacou que a conclusão da obra deve proporcionar melhores condições de trabalho aos vereadores e facilitar o atendimento à população.
Segundo ele, parte dos parlamentares atualmente utiliza espaços alugados para funcionamento dos gabinetes. Com a entrega do anexo, os serviços serão centralizados nas proximidades da sede do Legislativo.
A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em aproximadamente seis meses, permitindo a ocupação do prédio até o final deste ano ou início de 2027.
Marcos Lima informou ainda que entre 70% e 80% dos recursos necessários para a execução da obra já estão garantidos em conta específica da Câmara. O acompanhamento técnico ficará sob responsabilidade de uma engenheira contratada pelo Legislativo, que fará a fiscalização dos serviços e a verificação do cumprimento dos projetos estruturais e elétricos.
A gestão norte-americana avalia que a crise que envolve Daniel Vorcaro mexe com o tabuleiro eleitoral
Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal – 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube
O governo de Donald Trump acompanha de perto os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master no Brasil. A equipe do presidente norte-americano recebeu relatórios que mostram que o escândalo financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro tem potencial para desestabilizar o cenário político e o Judiciário brasileiro. A cúpula em Washington considera o caso mais nocivo para as autoridades de Brasília do que qualquer sanção estrangeira.
O interesse dos Estados Unidos cresceu por causa da proximidade das eleições presidenciais brasileiras. Os relatórios enviados à gestão Trump buscam mapear como a crise bancária interfere na disputa eleitoral e altera as forças locais. O monitoramento foca as ações judiciais contra Vorcaro que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Delação recusada liga Moraes ao Master
Os assessores da Casa Branca mantêm atenção especial sobre o ministro Alexandre de Moraes, magistrado que já sofreu sanções diretas do governo norte-americano em episódios anteriores. O nome do juiz do STF voltou aos holofotes quando o jornalista Lauro Jardim revelou o teor da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. O banqueiro tentou fechar um acordo de colaboração com a Justiça, mas a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusaram a oferta.
Vorcaro confessou aos investigadores que assinou um contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Alexandre de Moraes. O empresário justificou que fechou o negócio milionário com a advogada apenas para construir uma aproximação e estabelecer um bom relacionamento com o ministro do Supremo. O réu negou em depoimento a exigência de favores ou contrapartidas judiciais em troca do dinheiro depositado.
No documento, defesa informou que objetivo é monitorar estado de saúde do ex-presidente e garantir continuidade do tratamento
O ex-presidente Jair Bolsonaro ao chegar para depoimento na 1ª turma do Supremo Tribunal Federal — Brasília (DF), 10/6/2025 | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para que o político possa realizar diversos exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília. O encaminhamento do pedido ocorreu nesta segunda-feira, 15.
No documento, a defesa informou que os exames tiveram a recomendação do médico Brasil Ramos Caiado. O objetivo é monitorar o estado de saúde de Bolsonaro e garantir a continuidade do tratamento sugerido pelos profissionais responsáveis.
Entre os procedimentos presentes no pedido, estão tomografia computadorizada de tórax sem contraste, tomografia computadorizada do abdômen total sem contraste, manometria esofágica de alta resolução, endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica.
Flávio visita Jair Bolsonaro em prisão domiciliar
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro(PL-RJ), visitou no último sábado, 13, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar. A autorização para o encontro foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraes.
Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que o pai está bem. Ele disse que o ex-presidente ficou feliz por receber a visita das netas, que acompanharam o senador durante o encontro.
O parlamentar também agradeceu as mensagens de apoio enviadas por seguidores e apoiadores do ex-presidente. Além disso, o senador afirmou manter confiança no futuro.
Ao optar por sessões semipresenciais, o presidente da Casa atrasa movimentação do texto nesta semana
A expectativa dos aliados do Planalto é que uma eventual aprovação obrigue o presidente do Senado a enfrentar o debate | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e prevê o fim gradual da escala 6×1 deve permanecer parada no Senado nos próximos dias.
Senadores ouvidos por Oeste avaliam que a decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), de marcar sessões semipresenciais dificulta o avanço da matéria nesta semana. Grande parte dos senadores está nos Estados de origem. Muitos dos que permaneceram em Brasília também devem retornar às bases nos próximos dias.
Outro fator apontado por integrantes da Casa é a falta de sinalização de Alcolumbre sobre uma nova reunião de líderes. O encontro é considerado fundamental para definir os próximos passos da proposta.
Motta, Lula e Alcolumbre| Foto: Ricardo Stuckert/PR
Governo acredita que nem Alcolumbre consegue parar a pauta
Nos bastidores, a base governista mira outra alternativa. Parlamentares ouvidos por Oesteafirmam que o governo aposta na aprovação do projeto de lei (PL) sobre o fim da escala 6×1 que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados. O texto será votado nesta terça-feira, 16.
A expectativa dos aliados do Planalto é que uma eventual aprovação obrigue o presidente do Senado a enfrentar o debate. Caso contrário, a pauta da Casa ficaria travada.
O senador amapaense ainda não definiu a forma que a tramitação ocorrerá nem quem será o relator da proposta. Entre os nomes cotados estão o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG), amigo íntimo de Alcolumbre, e o líder do PSD, Omar Aziz (AM).
Mesmo diante das dificuldades com Alcolumbre, aliados do governo avaliam que a PEC tem forte apelo popular.
A leitura considera que 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa nas eleições de 2026 e uma posição contrária ao texto poderia custar caro a senadores em busca de reeleição. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, trata a proposta como uma das principais bandeiras para as eleições de 2026.
O texto aprovado pela Câmara reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, amplia o descanso semanal remunerado e extingue a escala 6×1.
Investigação Preliminar Sumária acessou registros de assessores do presidente da Casa e de lideranças partidárias
Em nota, Câmara diz que consulta a atividades de assessores de Motta não os torna alvos de investigação | Foto: Divulgação/ Câmara dos Deputados
A Comissão Permanente de Disciplina da Câmara dos Deputados (Copedi) conduz uma Investigação Preliminar Sumária que acessou os registros de computadores de 89 servidores da Casa. A Diretoria de Tecnologia extraiu os dados. A lista inclui seis assessores do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Jr.
Os técnicos também consultaram as atividades de uma assessora sênior da liderança do PT, da chefe de gabinete do segundo secretário da Câmara, deputado Lula da Fonte (PP-PE), e de um servidor da liderança da minoria.
O processo de investigação soma 814 páginas em formato PDF. O documento reúne datas, horários de acesso ao sistema, processos consultados e ações na plataforma. A apuração avançou sobre as ações de quatro servidores desde 1º de janeiro deste ano, incluindo Lucas Ribeiro Almeida Júnior e a secretária-geral-adjunta, Christiane Satiê Moritsugu Bisinoto.
As informações são do site Metrópoles.
Investigação quer identificar origem de vazamento
A Copedi busca o responsável por repassar à imprensa informações sobre diárias de uma viagem cancelada do diretor-geral da Câmara, Guilherme Brandão, a Lisboa. No dia 29 de maio, oito policiais legislativos recolheram um computador na liderança do Cidadania por suspeita de envolvimento do usuário no vazamento.
O levantamento de dados começou em 21 de maio. Um servidor da Copedi solicitou à Diretoria de Tecnologia a relação de quem acessou o processo da viagem. A solicitação incluiu buscas no sistema pelos termos “Guilherme Barbosa Brandão”, pelo ponto funcional do diretor, pelo número do processo e pelas palavras “viagem”, “missão oficial” e “Lisboa”.
Comissão instaurou PAD contra servidor da Câmara
Depois da análise, a Comissão instaurou um processo administrativo disciplinar (PAD) contra um servidor. A apuração revela que ele acessou processos de concessão de horas extras a Guilherme Brandão.
Brandão recebeu R$ 22,9 mil em horas extras em março deste ano. Para atingir o valor, o diretor precisaria cumprir o limite nos dias úteis e acumular entre 18 e 25 horas extras nos fins de semana. No ano passado, Brandão e o diretor-administrativo, Mauro Limeira Mena Barreto, receberam R$ 157,8 mil cada um em horas extras. O diretor de Tecnologia da Informação, Sebastião Neiva Filho, recebeu R$ 134 mil.
Em nota, a Câmara dos Deputados negou irregularidades. A Casa afirmou que os servidores mencionados recebem horas extras em razão de uma “jornada semanal extenuante, ordinariamente superior a 40 horas”. Informou ainda que a frequência é registrada em sistema eletrônico biométrico durante os dias úteis e também nos fins de semana.
Além disso, Câmara declarou que a apuração de eventuais irregularidades é obrigação legal da administração e que a consulta às atividades de servidores, incluindo assessores de Hugo Motta, não os torna alvo da investigação.
Eduardo Bolsonaro Foto: Reprodução/ Print de vídeo Instagram Rede Comunica Brasil
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou integrantes da esquerda e indicou que acredita há risco de atentado contra seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada em entrevista à Rede Comunica Brasil, na última quarta-feira (10).
Eduardo citou nomes de políticos que foram mortos ou que sofreram atentados. Para ele, é preciso saber contra quem “a gente está lutando”.
– A gente tem que conhecer contra quem a gente está lutando. Porque já assassinaram o líder da direita lá na Colômbia, o Miguel Uribe Turbay; oFernando Villavicencio, no Equador. Facada no [Jair] Bolsonaro, tiro no [Donald] Trump. E é sempre quem? É sempre alguém de direita. (…) Eu acho que o Flávio tem que tomar muito cuidado com a segurança dele. Cada vez mais vai valer mais a pena assassiná-lo, porque, se tirar Flávio, quem é que resta? – falou.