Quanto à avaliação do governo, 48,3% o classificaram como ‘ruim/péssimo’ e 39,7%, como ‘ótimo/bom’
Lula, durante cerimônia no Planalto – 13/08/2025 | Foto: Reprodução/CanalGov/Via EBC
Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
Um levantamento da Atlas/Bloomberg, divulgado nesta quarta-feira, 1º, mostra que a desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de 52,3%, enquanto a aprovação é de 45,9%, ambos índices em leve queda em relação à pesquisa anterior de abril. A avaliação do governo revela que 48,3% consideram sua gestão “ruim/péssimo” e 39,7% “ótimo/bom”, com a avaliação regular subindo de 7% para 12%. A pesquisa foi realizada entre 26 e 30 de junho com 4.999 entrevistados, e tem margem de erro de 1 ponto porcentual.
Conteúdo gerado automaticamente com o uso de Inteligência Artificial. Veja nossa Política de IA.
Um levantamento Atlas/Bloomberg divulgado nesta quarta-feira, 1º, revelou que a desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 52,3%, enquanto a aprovação chegou a 45,9%. Os dois índices diminuíram em relação à pesquisa anterior, de abril.
No último levantamento, 53% dos entrevistados desaprovavam a administração do petista, e 47% a aprovavam. Agora, tanto a aprovação quanto a desaprovação apresentaram ligeira redução, o que indica estabilidade nas percepções do eleitorado.
Detalhes da avaliação do governo Lula
Quanto à avaliação do governo, 48,3% o classificaram como “ruim/péssimo” e 39,7%, como “ótimo/bom”. Em abril, a avaliação negativa era de 51% e a positiva, de 42%. O porcentual de avaliação regular aumentou de 7% para 12%.
A pesquisa, realizada pelo Instituto AtlasIntel entre os dias 26 e 30 de junho, ouviu 4.999 entrevistados recrutados digitalmente, com margem de erro de 1 ponto porcentual e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feito em 25 de junho, sob número BR-04582/2026.
Presidente argentino celebrou avanço do bloco conservador no continente
Foto: Reprodução
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) postou um vídeo do encontro com o presidente da Argentina, Javier Milei. Em publicação realizada nesta terça-feira (30), ele afirmou que a “onda azul” está tomando conta da América do Sul, celebrando crescimento da direita no continente.
“Também vamos mudar a cor do Brasil”, escreveu o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Milei celebrou a queda da esquerda no Chile e na Colômbia durante o encontro com o presidenciável brasileiro.
“Por sorte, hoje estamos vendo um novo despertar na região, onde a esquerda segue se rebaixando. Primeiro, perderam no Chile; na semana passada, perderam na Colômbia”, lembrou.
“Já sabemos também que perderam no Peru, e espero que, em outubro, percam no Brasil”, concluiu Milei.
Flávio, Milei e ‘Onda Azul’
O encontro aconteceu em um evento na Quinta de Olivos, casa da presidência argentina, em Buenos Aires, na segunda-feira (29). Milei demonstrou apoio a Flávio nas eleições de outubro, anunciando a chegada da “maré azul” no Brasil.
A direita conta com cenários de crescimento no continente. As vitórias de Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e Keiko Fujimori, no Peru, colocaram o campo ideológico em vantagem na América do Sul.
O grupo político aposta no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para evitar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Já nos embates com Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, o petista lidera, com 47%, 48% e 48%
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Montagem da Revista Oeste, a partir de imagens de Ricardo Stuckert e Jefferson Rudy/Agência Senado
Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
Uma pesquisa do Instituto Nexus em parceria com o Banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, 29, aponta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as intenções de voto para a Presidência em 2026, com 38% no levantamento espontâneo, contra 27% de Flávio Bolsonaro (PL). Nos cenários estimulados, Lula mantém 42%, enquanto Flávio chega a 35%. Para o segundo turno, Lula aparece com 47% contra 44% de Flávio, com margem de erro de 2 pontos.
Conteúdo gerado automaticamente com o uso de Inteligência Artificial. Veja nossa Política de IA.
Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Nexus em conjunto com o Banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, 29, revela o cenário atual de intenções de voto para a Presidência da República em 2026. Os dados mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nas simulações de primeiro turno, com vantagem mínima de 7 pontos porcentuais sobre Flávio Bolsonaro (PL).
No levantamento espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula soma 38%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27%. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, Ronaldo Caiado (PSD) com 2% e Romeu Zema (Novo) com 1%. Outros nomes somam 3%, votos brancos, nulos ou nenhum chegam a 6%, e os que não souberam ou não responderam equivalem a 20%.
Nos cenários estimulados, em que são apresentados nomes dos pré-candidatos, Lula mantém a liderança. No primeiro cenário, Lula alcança 42%, Flávio Bolsonaro tem 34%, Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos com 4% e Romeu Zema com 3%. Joaquim Barbosa (DC), Augusto Cury (Avante), Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada. Indecisos e votos brancos ou nulos somam 8%.
No segundo cenário estimulado, Lula mantém os 42%, Flávio Bolsonaro cresce para 35%, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 5%. Romeu Zema registra 3% e Joaquim Barbosa obtém 2%. Brancos, nulos ou nenhum chegam a 5%, enquanto não sabe ou não respondeu totalizam 3%.
Pesquisa BTG Pactual e Instituto Nexus | Foto: Divulgação
Projeções para o segundo turno mostram disputa acirrada
Para o segundo turno, a pesquisa simulou quatro confrontos com Lula. Contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 47% perante 44% do adversário, diferença que se encontra dentro da margem de erro de 2 pontos porcentuais. Nos embates com Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, Lula lidera, com 47%, 48% e 48%, respectivamente, enquanto os adversários alcançam 39%, 38% e 36%. Nos três casos, a soma de brancos, nulos e indecisos varia entre 12% e 15%.
O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 26 e 28 de junho de 2026, e foi encomendado pelo Banco BTG Pactual. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos porcentuais. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08521/2026.
Senador exaltou crescimento da direita no continente durante a abertura da Conferência de Presidentes da América Latina
Flávio Bolsonaro e Javier Milei | Foto: Reprodução/Redes sociais
Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou em Buenos Aires, neste domingo, 28, que o Brasil poderá se aproximar mais da Argentina a partir de 2027, caso vença as eleições presidenciais em 2026. Sua fala ocorreu na Conferência de Presidentes da América Latina e refletiu otimismo com a ascensão de candidatos de direita na região, citando exemplos recentes no Peru e na Colômbia.
Conteúdo gerado automaticamente com o uso de Inteligência Artificial. Veja nossa Política de IA.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo, 28, em Buenos Aires, que o Brasil “voltará a ser mais irmão da Argentina” a partir de 2027, caso vença as eleições para a Presidência da República em 2026.
A declaração ocorreu durante a abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, organizada pela Fundação dos Aliados de Israel e pelos Amigos Americanos dos Acordos de Abraão.
Em sua fala, Flávio destacou seu otimismo em relação ao cenário eleitoral deste ano. Ele citou avanços de candidatos de direita na América do Sul, como visto recentemente nas eleições do Peru e da Colômbia. Para o senador, o continente passa por uma “onda azul”, em referência ao crescimento da direita na região.
Flávio comenta planos para acordos diplomáticos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador também afirmou o desejo de retornar à Argentina em 2027 para confirmar a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac, juntamente com o presidente Javier Milei e, possivelmente, com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os Acordos de Isaac são uma iniciativa diplomática impulsionada pelo presidente argentino e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ela tem o objetivo de aproximar os israelenses dos países latino-americanos.
No evento, Flávio teceu elogios ao presidente Javier Milei. “O presidente Milei tem razão”, disse. “O socialismo é um modelo empobrecedor, e vou confessar um sentimento muito honesto. Nós brasileiros, olhamos esse mapa (de países governados pela direita) hoje com um pouco de inveja.”
Com as recentes vitórias eleitorais na Colômbia e no Peru, sete das 12 nações da América do Sul passaram a ser administradas por líderes de direita ou centro-direita. O número representa aproximadamente 58% da população do continente.
Impulsionamentos ocorreram no período em que vieram à tona ligações celulares entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Foto: Reprodução/X
Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
Entre maio e junho, sete perfis anônimos no Facebook e Instagram, com menos de 400 seguidores, gastaram mais de R$ 1 milhão em anúncios críticos ao senador Flávio Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas. A análise do jornal O Globo revelou que as páginas usaram estratégias semelhantes para contornar algoritmos, sugerindo coordenação centralizada, ao impulsionar centenas de postagens com valores menores.
Conteúdo gerado automaticamente com o uso de Inteligência Artificial. Veja nossa Política de IA.
Entre maio e junho, sete perfis anônimos no Facebook e Instagram, cada um com menos de 400 seguidores, gastaram mais de R$ 1 milhão em anúncios críticos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. A informação é do jornal O Globo.
Os impulsionamentos ocorreram no período em que vieram à tona ligações celulares entre Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e quando pesquisas mostravam que o senador se aproximava do presidente Lula nas intenções de voto.
A análise do jornal identificou que as páginas empregavam estratégias idênticas para contornar as restrições dos algoritmos, sugerindo coordenação centralizada.
Em vez de concentrar grandes valores em poucas publicações, cada página optou por impulsionar centenas de postagens com quantias menores, de modo a aumentar a permanência do conteúdo na plataforma caso parte fosse removida.
As legendas genéricas, como “A discussão aumentou e trouxe novas interpretações. Compartilhe sua opinião!”, dificultavam a identificação automática de conteúdo político.
Crescimento rápido e indícios de coordenação
Imagem mostra aplicativos Instagram, Facebook e WhatsApp em tela de celular | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Três dessas páginas, criadas em maio, impulsionaram mais de mil publicações antes de serem retiradas do ar. Na sequência, outras quatro surgiram em junho e mantiveram a campanha contra Flávio e outros políticos da direita.
Apenas neste mês, esses perfis já desembolsaram R$ 247 mil, sendo R$ 135 mil entre os dias 17 e 23 de junho, ficando atrás apenas do governo federal no valor impulsionado, segundo dados da Meta.
Entre os nomes utilizados pelas páginas, estão Radar do Planalto, Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo, que se apresentavam como veículos independentes. Apesar do baixo número de seguidores, os gastos se destacam: Radar do Planalto, com 388 seguidores, investiu R$ 373 mil em anúncios; Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo, juntos, somaram mais de R$ 500 mil.
Todas registraram informações na Meta nos dias 22 e 23 de abril, têm ligação com sites em espanhol e utilizam telefones com DDD 41, do Paraná. Os sites, criados de forma sequencial na Hostinger, reforçam a hipótese de atuação coordenada.
Alcance dos anúncios e remoção das páginas
Um dos anúncios veiculados entre 2 e 8 de maio atingiu de 300 mil a 350 mil impressões, concentradas em São Paulo (53%) e Minas Gerais (46%). O vídeo, com a frase “O mais b@ndido dos Bolsonaros”, abordava o caso da rachadinha e trazia o narrador afirmando: “Flávio Bolsonaro diz que é contra o crime organizado, mas montou um esquema de desvio de dinheiro com milicianos. Ele diz que quer classificar o CV como organização terrorista, mas está cheio de amigos vinculados com a facção. Esse é Flávio, o mais bandido dos Bolsonaros”, declarou o vídeo.
Segundo a Meta, as regras para anúncios de temas sociais e políticos estão disponíveis on-line. A empresa reforçou compromisso com um ambiente digital saudável, aplicando suas políticas, promovendo transparência e colaborando com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Relatório enviado ao STF sustenta que senador atribuiu falsamente crimes ao presidente em publicação nas redes sociais
Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: empate técnico | Foto: Montagem sobre redes sociais
A Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), que dará continuidade à tramitação do caso.
De acordo com a investigação, uma publicação feita por Flávio Bolsonaro no X, em 3 de janeiro de 2026, atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
No documento encaminhado ao Supremo, a PF conclui que a conduta do senador se enquadra no crime de calúnia previsto no Código Penal e encerra a fase de investigação.
Caso teve início por decisão de Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito em abril deste ano. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal e contou com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na avaliação da PGR, a publicação apresenta indícios de falsa imputação de crimes ao presidente da República.
Na postagem, Flávio Bolsonaro compartilhou uma imagem de Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhada da frase “será delatado”. Para a Polícia Federal, o conteúdo leva o leitor a relacionar Lula aos crimes listados na sequência da publicação. Entre eles tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.
Com o encerramento do inquérito, Alexandre de Moraes deverá encaminhar o relatório à Procuradoria-Geral da República. O órgão decidirá se pede novas diligências, arquiva o caso ou apresenta denúncia ao STF.
E O tribunal referendou liminar do ministro, determinando que a liberdade de expressão não protege conteúdos produzidos por inteligência artificial apresentados como fatos reais
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro | Foto: | Foto: Reprodução/Senado Federal
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça e manteve a determinação para retirada de uma publicação com imagem produzida por inteligência artificial que simulava um encontro político envolvendo o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
A Corte Eleitoral acompanhou integralmente o entendimento do relator, consolidando aquele que passa a ser o primeiro precedente do tribunal sobre o uso de “deepfakes” na disputa eleitoral de 2026.
A ação foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), que sustentou que a postagem utilizava uma imagem artificial divulgada como se fosse uma “foto vazada” de um encontro reservado organizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Para embasar o pedido, o partido anexou um laudo técnico de perícia digital apontando alta probabilidade de que a imagem tivesse sido gerada por inteligência artificial.
Ao conceder a liminar, agora referendada pelo plenário da Corte, André Mendonça estabeleceu uma distinção entre a crítica política — protegida pela Constituição — e a fabricação de fatos inexistentes por meio de recursos tecnológicos.
“A liberdade de expressão não protege, em princípio, a divulgação de conteúdo manipulado ou fabricado digitalmente quando apresentado ao público como se fosse registro autêntico de fato real, sobretudo quando tal expediente é utilizado para associar negativamente pré-candidato a narrativa eleitoralmente desabonadora”, decidiu o ministro.
Preservação do debate público
Na decisão, o ministro ressaltou que a Justiça Eleitoral deve preservar o debate público e evitar interferências desnecessárias na livre manifestação de opiniões. Contudo, para Mendonça, essa proteção não alcança conteúdos artificiais apresentados como verdade.
O ministro observou que a publicação não fazia apenas críticas políticas ao senador, mas criava uma narrativa baseada em um evento cuja existência não possuía qualquer comprovação.
“A mensagem veiculada não se limita a formular juízo crítico ou avaliação política desfavorável”, avaliou. “A postagem apresenta ao público a suposta existência de fato determinado: uma fotografia vazada de evento privado. A imagem teria sido fabricada por inteligência artificial, sem identificação ostensiva dessa condição, e divulgada como se fosse registro fotográfico real.”
“Foto vazada” e uso de inteligência artificial
Ainda na sua decisão, Mendonça afirmou que a publicação buscava conferir aparência de autenticidade: “Ao contrário, foi divulgada sob a expressão ‘foto vazada’, expressão que, em princípio, comunica ao eleitorado a ideia de registro autêntico, obtido de forma não oficial, de acontecimento real que se pretendia ocultar”.
O ministro também destacou que o laudo técnico apresentado pelo PL apontou 78% de probabilidade de a imagem ter sido gerada por inteligência artificial, classificando o documento como “indício suficiente de artificialidade do conteúdo” nesta fase do processo.
Além de confirmar a remoção da postagem, o TSE manteve a proibição de novas publicações com conteúdo semelhante. Para Mendonça, a decisão não impede críticas políticas, mas apenas a divulgação de imagens artificiais apresentadas como fatos reais.
“Não se determina a supressão de críticas a qualquer pré-candidato ou agente político”, destacou. “Veda-se, neste momento, apenas a manutenção e a reiteração da publicação específica que apresenta imagem aparentemente sintética como se fosse ‘foto vazada’ de evento real.”
O presidente da legenda marcou conversas individuais com Flávio e Michelle Bolsonaro
Valdemar declarou que a direita não pode iniciar a disputa pelo Palácio do Planalto carregando um racha interno | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, interrompeu uma viagem aos Estados Unidos e antecipou o seu retorno ao Brasil na noite desta quinta-feira, 25. O chefe da legenda tomou a decisão de voltar às pressas logo que a briga pública na família Bolsonaro escalou. A apuração da CNN mostra que o dirigente vai conduzir reuniões individuais com o senador Flávio Bolsonaro e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para tentar salvar a unidade do grupo.
Valdemar declarou que a direita não pode iniciar a disputa pelo Palácio do Planalto com um racha interno, principalmente envolvendo o clã do ex-presidente. Os bastidores partidários fervem desde que Michelle publicou vídeos nas redes sociais com queixas diretas sobre o comportamento do enteado. A cúpula do PL não se opôs à ideia da gravação, mas considerou o teor dos ataques um erro político grave da ex-primeira-dama.
Michelle avisou Bolsonaro sobre postagem, mas escondeu conteúdo
Segundo o site, a ex-primeira-dama esperava um telefonema de reconciliação de Flávio, mas o senador evitou o contato. Irritada com o isolamento, ela avisou o marido, Jair Bolsonaro, que faria um pronunciamento na internet, mas escondeu o conteúdo ríspido da mensagem até o momento da publicação.
Flávio Bolsonaro evitou um embate público e defendeu a união de forças entre os conservadores. O pré-candidato do PL à Presidência, inclusive, pediu desculpa formal à madrasta. Michelle também amenizou o tom em declarações recentes, negou a existência de uma guerra familiar e afirmou que não guarda raiva de nenhum integrante da sigla.
FOTODELDÍA AME3749. GUARULHOS (BRASIL), 23/06/2026.- El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, asiste al lanzamiento de la nueva fase del Programa Nacional Celular Seguro este martes, en la Base Aérea de Guarulhos (Brasil). Lula da Silva firmó un decreto que permitirá bloquear los teléfonos celulares robados, como medida para frenar este delito, del que se produce cerca de un millón de denuncias por año. EFE/ Isaac Fontana
Uma pesquisa do PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) aponta que, entre os 86% de entrevistados que afirmam estar cientes sobre o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, 54% consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o principal responsável por ter permitido que as irregularidades ocorressem.
Por outro lado, outros 29% atribuem a responsabilidade à gestão antecessora, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ainda de acordo com o levantamento, 9% dos consultados desconhecem o caso, e 6% optaram por não responder.
– Você ficou sabendo sobre o caso do Banco Master, que inclui acusações de fraude bancária, lavagem de dinheiro, compra de leis e corrupção? – Quem você acha que foi o principal responsável por permitir as ilegalidades do Banco Master?
O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2026. Foram consultados 2.400 entrevistados em 617 municípios das 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o intervalo de confiança é de 95%.
Senador e pré-candidato à Presidência defende diálogo e diz que há ‘um Brasil para tirar das mãos do PT’
O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), respondeu, nesta quarta-feira, 24, às declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre a disputa política no Ceará, negou ter tido a intenção de ofendê-la, pediu desculpa caso isso tenha ocorrido e disse que mantém “respeito e reconhecimento” pelo trabalho realizado por ela.
“Sou casado há 16 anos, pai de duas filhas maravilhosas e nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida”, escreveu. O senador afirmou que nunca teve a intenção de atingir Michelle. “Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas.”
Na mesma manifestação, ele declarou que respeita a ex-primeira-dama. “Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, afirmou.
Flávio ainda disse que todos buscam o mesmo objetivo e que as diferenças estão apenas na forma de chegar ao melhor resultado. “Tenho absoluta convicção de que todos temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos livrar da esquerda”, avaliou. Flávio também disse que suas decisões são tomadas com o respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio relata tentativa de diálogo com Michelle
Na publicação, o senador informou que procurou promover uma aproximação com Michelle antes da divulgação do vídeo em que ela criticou a situação política no Ceará.
Flávio afirmou que, na terça-feira 23, pediu à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) que organizasse uma reunião com lideranças femininas conservadoras e sugeriu que Michelle também fosse convidada. “Se você achar que é o caso de convidar a Michelle também, eu estou de coração aberto”, escreveu à ex-ministra.
Segundo o senador, na manhã desta quarta-feira, ele próprio telefonou para a ex-primeira-dama para fazer o convite. “Mais um gesto não correspondido”, afirmou o pré-candidato a presidente do Brasil. “Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou.” Horas depois, disse, Michelle publicou o vídeo.
Apesar disso, Flávio informou que a reunião está mantida “para tratar justamente das soluções que proporemos para milhões de mulheres brasileiras que acordam cedo, trabalham, cuidam dos filhos e das famílias”, e encerrou: “O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT”.
A resposta foi publicada depois de Michelle divulgar um vídeo em que criticou a possível aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e acusou Flávio de tê-la “desrespeitado” e “maltratado” durante uma ligação telefônica. Ela também afirmou que o senador e os irmãos fizeram manifestações públicas contra ela depois do episódio.