A Câmara de Feira de Santana realiza nesta quinta-feira (7) a sessão solene de outorga do Título de Cidadão Feirense a Mário Paim. A homenagem proposta pelo vereador e pré-candidato a deputado estadual Jurandy Carvalho, acontecerá no plenário da Casa e deve reunir familiares, amigos, autoridades e convidados.
Natural de Salvador e criado em Amélia Rodrigues, Mário Paim construiu em Feira de Santana parte importante da própria história. Ao longo dos anos, criou laços com o município e passou a ser reconhecido pela convivência próxima com a comunidade.
“Mário é um homem simples, trabalhador e que construiu uma história bonita em Feira de Santana. Esse título é uma forma de agradecer por tudo que ele representa para nossa cidade”, afirmou Jurandy.
O Título de Cidadão Feirense é uma das principais honrarias concedidas pelo Legislativo, e reconhece pessoas que mesmo não tendo nascido em Feira de Santana, desenvolveram uma trajetória de contribuição e ligação com o município.
Ascom | Jurandy Carvalho – vereador e pré-candidato a deputado estadual
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) supera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas simulações de segundo turno com eleitores de cinco estados, enquanto o petista vence o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em quatro, aponta levantamento da Genial/Quaest sobre o cenário eleitoral nos estados divulgado nesta quarta-feira, 6.
Segundo a pesquisa, dos dez estados avaliados, só houve empate técnico em Minas Gerais. Entre os mineiros, Lula registrou 39% de preferência, e Flávio, 36%, com 20% de votos em branco e nulos e 5% de indecisos. Apesar da vantagem numérica do presidente, há empate técnico dentro da margem de erro, de três pontos porcentuais. Minas Gerais é conhecido por ter resultados locais convergentes com os nacionais nas eleições presidenciais desde a redemocratização.
Com exceção de Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro vence Lula nos principais palanques estaduais, São Paulo e Rio de Janeiro. Já Lula lidera contra o senador do PL em estados da região Nordeste e no Pará.
A Genial/Quaest ouviu 11.646 eleitores distribuídos por dez estados do país. A margem de erro entre os eleitores de São Paulo é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Para os demais estados, a margem de erro é de três pontos porcentuais O nível de confiança da pesquisa é de 95%.
A maior vantagem de Flávio Bolsonaro é entre eleitores do Rio Grande do Sul. Entre os gaúchos, o filho de Jair Bolsonaro tem 26 pontos porcentuais de vantagem na simulação de segundo turno. A segunda maior vantagem do senador também é num estado na região Sul, o Paraná, onde Flávio Bolsonaro registra 50% de preferência contra 30% de Lula em um eventual segundo turno, com 12% de brancos e nulos e 8% de indecisos.
Em São Paulo, o senador tem 47%, e Lula, 35%, com 4% de indecisos e 14% de brancos e nulos. Já a maior vantagem do presidente é no eleitorado da Bahia, onde o petista registrou 55% de preferência, e o pré-candidato do PL, 22%, com 15% de votos brancos e nulos e 8% de indecisos.
As pesquisas foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR-01368/2026, BR-01347/2026, BR-06915/2026, BR-08703/2026, BR-09928/2026, BR-03473/2026, BR-00430/2026, BR-01656/2026, BR-01755/2026 e BR-06207/2026.
*AE Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Andre Borges/EFE
O presidente brasileiro viaja aos EUA nesta semana; o encontro com o chefe da Casa Branca ainda não foi confirmado
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O vice-presidente e ministro da Casa Civil, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o risco de imposição de novas sanções comerciais pelos Estados Unidos e o funcionamento do Pix devem dominar a agenda da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, prevista para esta semana.
Embora o encontro com o presidente Donald Trump ainda não tenha confirmação oficial, circula na imprensa a informação de que a conversa pode ocorrer nesta quinta-feira, 7. A informação é da agência Associated Press, com base no relato de um funcionário da Casa Branca.
A preocupação do Planalto está ligada à investigação aberta pelo governo dos EUA, em julho de 2025, sobre práticas comerciais consideradas “desleais” por parte do Brasil — entre elas, o Pix. A apuração pode resultar em medidas econômicas contra o país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro com o presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático, em Kuala Lampur, Malásia — 25/10/2025 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Alckmin criticou a iniciativa e disse que a análise “não tem muito sentido”, defendendo a necessidade de “esclarecer” o funcionamento do sistema de pagamentos brasileiro. Em entrevista à emissora GloboNews, o vice-presidente classificou o risco de sanções como uma “preocupação” do governo.
“Essa é uma preocupação; por isso, eu destacaria que é um dos pontos prioritários da conversa”, afirmou. Segundo o vice-presidente, não haverá restrições temáticas no encontro. “Não tem tema proibido. Então, vamos conversar”, declarou. “Big techs, terras raras, data centers, política tarifária, não tarifária. Você tem aí uma agenda importante.”
Segundo Alckmin, o Brasil mantém uma relação comercial superavitária com os Estados Unidos, o que reforçaria a necessidade de diálogo direto entre os dois governos.
Lula, durante lançamento do novo ‘Desenrola’ – 4/5/2026 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Governo Lula articula nova visita desde o 1º encontro com Trump
A visita vem sendo articulada desde o primeiro encontro entre Lula e Trump, ocorrido em setembro do ano passado, à margem da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Na ocasião, os dois tiveram uma conversa breve e considerada amistosa.
Em janeiro, os líderes voltaram a se falar por telefone, quando acertaram a ida do presidente brasileiro a Washington. A viagem, inicialmente prevista para março, foi adiada. Integrantes do governo atribuem o atraso à prioridade dada por Trump ao conflito com o Irã.
Ex-deputado integra chapa em São Paulo e reforça articulação
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Depois que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta terça-feira, 5, André do Prado (PL) como segundo candidato ao Senado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais em que confirma que ocupará a primeira suplência na chapa.
“Por que Eduardo apoia André do Prado, mesmo ele não sendo um nome tradicional da militância mais ideológica da direita?”, questiona no início da gravação.
Na sequência, ele apresenta os argumentos para o apoio. Eduardo destaca os 32 anos de vida pública de Prado e a passagem por diferentes cargos, como vereador, vice-prefeito, prefeito, secretário municipal e deputado estadual. Ele também destacou a ficha limpa do atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
No vídeo, Eduardo afirma que Fernando Godoy será o segundo suplente. “Nós sabemos da minha condição atual, sabemos que eu gostaria de estar no Brasil, mas, no projeto atual, o André do Prado se encaixa perfeitamente”, declarou.
ATarcísio de Freitas confirmou André do Prado como pré-candidato ao Senado em São Paulo na tarde desta terça-feira, 5 | Foto: Divulgação/Alesp
Atualmente, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos.
Articulação política já estava em curso
A definição de André do Prado consolida uma articulação que já vinha sendo construída dentro do grupo político. Como antecipou a Oeste em 7 de abril, o presidente da Alesp aparecia como nome cotado para uma das vagas ao Senado na chapa liderada por Tarcísio.
Na ocasião, a reportagem mostrou que Prado avançava como escolha do grupo, movimento que se confirmou nesta terça-feira.
Além de Prado, a composição inclui Guilherme Derrite (PL) como o outro candidato ao Senado. A formação da chapa integra o desenho eleitoral do campo conservador em São Paulo para a disputa.
Levantamento foi divulgado nesta terça-feira, 5; no primeiro turno, petista tem vantagem sobre demais pré-candidatos
No cenário de confronto direto, o senador mantém vantagem sobre o petista | Foto: Montagem sobre reprodução
Pesquisa divulgada nesta terça-feira, 5, pelo Real Time Big Data mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.
Flávio tem 44% das intenções de voto contra 43% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais, eles estão tecnicamente empatados.
Porcentuais de Lula e Flávio em pesquisa divulgada em 05/05/2026 pelo real Time Big Data | Foto: Reprodução/Real Time Big Data
A Real Time Big também simulou outros cenários de segundo turno. Veja:
Lula X Ciro
Lula: 43%
Ciro: 43%
Nulo/branco: 8%
Não sabe/não respondeu: 6%
Lula X Caiado
Lula: 43%
Caiado: 42%
Nulo/branco: 9%
Não sabe/não respondeu: 6%
Lula X Zema
Lula: 43%
Zema: 39%
Nulo/branco: 11%
Não sabe/não respondeu: 7%
Lula X Renan
Lula: 48%
Renan: 24%
Nulo/branco: 13%
Não sabe/não respondeu: 15%
O Real Time Big Data ouviu 2 mil pessoas em todo o país entre 2 e 4 de maio. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03627/2026.
Cenários de 1º turno
O Real Time Big Data também divulgou cenários de primeiro turno. Lula lidera nos dois cenários. Na segunda simulação, o nome de Ciro Gomes (PSDB) é incluído. Estão na lista de pré-candidatos, além de Lula, Flávio e Ciro, Ronaldo Caiado (PSD), Ciro Gomes (PSDB), Romeu Zema (Novo), Renan dos Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza). Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1% das intenções de voto.
Veja o cenário 1:
Cenário 1 de primeiro turno – Real Time Big Data – 05/05/2026 | Foto: Reprodução/Real Time Big Data
Veja o cenário 2:
Cenário 2 de primeiro turno – Real Time Big Data – 05/05/2026 | Foto: Reprodução/Real Time Big Data
Dados do Real Time Big Data indicam queda na aprovação e maioria insatisfeita
Foto: Cláudio Kbene/PR
A pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data nesta terça-feira (4) mostra que a maioria dos brasileiros desaprova o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o levantamento, 52% dos eleitores desaprovam o governo Lula. Por outro lado, a gestão do petista é aprovada por 42% dos entrevistados. Outros 6% não souberam responder ou não sabiam.
A aprovação do governo Lula registrou queda na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em março, quando a gestão petista tinha 44%, com uma desaprovação de 51%.
O instituto entrevistou 2000 pessoas, entre os dias 2 e 4 de maio de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-03627/2026.
Ministro do STF afirma que projeto ainda não está em vigor e, por isso, não pode ser aplicado à condenação de Débora Rodrigues dos Santos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira (4) o pedido da defesa de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para revisão da pena à qual foi condenada com base no chamado PL da Dosimetria.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Segundo a Polícia Federal, ela foi responsável por pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal, durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
O PL da Dosimetria prevê redução de penas para condenados pelos ataques, foi aprovado pelo Congresso e teve o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrubado na última semana pelos parlamentares. No entanto, Moraes destacou que a medida ainda não foi promulgada e, portanto, não está em vigor.
Atualmente, Débora cumpre prisão domiciliar. Ela estava presa preventivamente desde março do ano passado e teve a prisão mantida em regime domiciliar após a condenação definitiva.
O projeto ainda será encaminhado para promulgação. Caso não seja assinado no prazo, a responsabilidade passa ao presidente do Senado e, depois, ao vice da Casa. Após isso, a norma poderá ser questionada no próprio STF.
Equipe médica afirma que o tratamento do ex-presidente exigirá fisioterapia e cuidados contínuos
Em 8 anos, Bolsonaro já fez 14 intervenções cirúrgicas | Foto: Reprodução/Instagram@jairbolsonaro
O médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago afirmou, nesta segunda-feira, 4, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode levar de seis a nove meses para se recuperar da recente cirurgia no ombro direito. O chefe da equipe medica deu a declaração em coletiva de imprensa em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde o procedimento ocorreu.
Bolsonaro passou pela cirurgia na sexta-feira 1º. Segundo o médico, a equipe realizou o procedimento por artroscopia, dentro do esperado. Durante a operação, a equipe identificou lesões em dois tendões do ombro.
Além de corrigir essas lesões, os médicos fizeram um procedimento para reposicionar o tendão do bíceps, com o objetivo de melhorar a função e reduzir a dor. A equipe também realizou uma intervenção para aumentar o espaço na articulação do ombro e diminuir o atrito entre os tendões.
Paniago afirmou que a dor costuma ser intensa no pós-operatório, mas a equipe conseguiu controlá-la. Bolsonaro já começou a fisioterapia para o cotovelo e para a mão e deve permanecer com tipoia por cerca de seis semanas, antes de iniciar a reabilitação específica do ombro.
A alta de Bolsonaro
O ex-presidente recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira. Ele deixou a unidade acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e seguiu para casa, em Brasília, onde continuará o tratamento.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão no julgamento da suposta trama golpista. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária.
A decisão estabelece prisão domiciliar de forma temporária por razões de saúde, com prazo inicial de 90 dias, e impõe uma série de regras para sua manutenção, como o uso de tornozeleira eletrônica, visitas restritas e monitoramento por agentes da Polícia Federal.
A recuperação do procedimento cirúrgico pode levar mais tempo e, eventualmente, exigir reavaliações sobre a duração das restrições.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima quinta-feira (7). O embarque do petista para Washington, capital americana e onde a reunião ocorrerá, será na véspera.
A reunião é tratada pelo governo brasileiro como estratégica para reaproximar os dois países após meses de tensões diplomáticas e comerciais, incluindo tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Entre os principais temas previstos para a agenda bilateral estão, além de questões de comércio, os minerais críticos, terras raras, cooperação em segurança pública e a situação da Venezuela.
A viagem ocorre em um momento delicado para o Palácio do Planalto. Na semana passada, Lula sofreu duas derrotas importantes no Congresso Nacional: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe de Estado.
Inicialmente previsto para março, o encontro foi adiado em razão do agravamento da crise no Oriente Médio, que alterou prioridades da agenda da Casa Branca. Nos últimos meses, o governo brasileiro intensificou negociações para tentar reverter medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.
Outro tema relevante será a cooperação em segurança pública e combate ao crime organizado. O Brasil tem atuado para evitar que facções criminosas como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificadas pelos EUA como organizações terroristas internacionais, posição contrária a aquela que é encampada pela gestão Trump.
A relação entre os países também atravessou um atrito diplomático recente envolvendo a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi detido nos Estados Unidos por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Dias depois, o governo Trump retirou as credenciais do delegado brasileiro que colaborou na detenção.
Em resposta, o Brasil adotou medida semelhante e suspendeu as credenciais de agentes americanos no país com base no princípio da reciprocidade diplomática. Posteriormente, parte das credenciais foi restabelecida. A expectativa do Itamaraty é de que o encontro entre Lula e Trump ajude a destravar pautas econômicas e reduza tensões acumuladas entre Brasília e Washington ao longo dos últimos meses.
Proposta de Emenda à Constituição de autoria de Flávio Bolsonaro tem parecer favorável desde fevereiro do relator Marcio Bittar
Flávio Bolsonaro: senador pelo Partido Liberal do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência da República | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal aguarda inclusão na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
De autoria do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), a proposta já tem parecer favorável do relator, Marcio Bittar (PL-AC), desde fevereiro de 2025.
Resumidamente, o texto altera o artigo 228 da Constituição para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.
Além disso, prevê responsabilização a partir dos 14 anos em casos de crimes graves.
Entre os delitos estão crimes hediondos, como homicídio e estupro, assim como tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
De acordo com a justificativa da proposta, a medida busca adequar a legislação penal à realidade de crimes praticados por adolescentes, especialmente em situações que envolvem violência grave.
Parecer sobre redução da maioridade penal
O relator da CPI das ONGs, Marcio Bittar (União Brasil-AC), durante sessão que ouviu especialista em clima – 05/09/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo
No parecer, Bittar afirma que a proposta não viola cláusulas pétreas da Constituição e pode ser analisada pelo Congresso Nacional.
Conforme ele, a maioridade penal não se enquadra como direito e garantia fundamental, o que permitiria sua alteração por meio de emenda constitucional.
O senador também sustenta que a mudança é “conveniente e oportuna”, ao considerar a evolução social e o acesso precoce de adolescentes à informação.
Segundo o texto, “não é verdadeiro que os adolescentes não possuam capacidade para reconhecer o caráter ilícito de seus atos hoje em dia”.