Em vídeo publicado nesta quinta-feira (23), o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), renovou seu pedido para que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se junte à sua campanha pelo Palácio do Planalto a fim de “libertar o Brasil” do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele também reiterou seu pedido de desculpas à ex-presidente do PL Mulher, salientando que não teve a intenção de ofendê-la.
– É senso comum que o nosso Brasil não suporta mais quatro anos de PT e que alguém que já teve três mandatos para fazer e não fez, não merece um quarto mandato, porque é óbvio que ele não vai fazer de novo. Mas para gente libertar o Brasil é preciso que todos entrem em campo e me ajudem. Então, eu quero mais uma vez me dirigir a Michelle – iniciou o parlamentar.
Na sequência, Flávio exaltou o trabalho de Michelle no âmbito político, social e também nos cuidados para com seu pai.
– Todos nós reconhecemos o grande trabalho que ela fez no PL Mulher. Percorreu o Brasil inteiro por uma causa, valorizando e inspirando milhares de mulheres a ingressarem na vida pública, e também o seu trabalho para ajudar as pessoas com doenças raras e os surdos. Uma covardia o que fizeram com o meu pai. Ela tem a responsabilidade de cuidar dele no dia a dia, todo mundo sabe que hoje, até nós, os filhos, estamos proibidos de ver o próprio pai, o que aumenta ainda mais a importância dela. Ela precisa ser reconhecida e respeitada também por isso – pontuou.
O senador ainda direcionou um pedido aos seguidores para que eles foquem no “objetivo principal” de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas este ano.
– O momento é difícil para todo mundo. Ninguém é perfeito, eu não sou perfeito, e mais uma vez peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Como somos pessoas públicas, isso acaba sendo explorado pelos nossos opositores. Nunca foi minha intenção desrespeitar ninguém, ainda mais a esposa do meu pai. Também faço um pedido aqui à nossa militância, para a gente olhar pra frente neste momento. Vamos focar no objetivo principal, que é resgatar o nosso Brasil – acrescentou.
Jair Bolsonaro alterou de forma significativa o cenário da direita conservadora brasileira. A ele é atribuído o mérito de ampliar a visibilidade desse campo político, transformando-o em uma força eleitoral competitiva e consolidando uma base de eleitores identificada com sua liderança. Bolsonaro, contudo, está sequestrado politicamente e incomunicável.
Nesse contexto, a discussão sobre quem deve representar esse legado tornou-se um dos principais temas do debate político. Os apoiadores originários considera natural que a família Bolsonaro ocupe posição de destaque nesse processo, por entender que esteve presente durante toda a trajetória política do ex-presidente e compartilhou os custos e desafios de sua atuação pública.
Por isso soa estranho ver, logo agora, um coro de “raposas velhas” da direita tentando convencer o eleitor bolsonarista de que a família deveria “dar um passo atrás”. Curiosamente, são os mesmos que sempre mantiveram distância prudente de Bolsonaro nos momentos difíceis e que agora reaparecem se oferecendo como “herdeiros legítimos” do movimento — sem nunca terem sido escolhidos por ninguém para isso.
Quem construiu esse campo político foi Bolsonaro. Quem tem legitimidade para indicar continuidade é ele e sua família, não figuras que historicamente preferiram surfar a onda a enfrentar a maré.
Não há ingênuos aqui: é estratégia coordenada. Enterrar Bolsonaro, os presos do “8 de janeiro” e a voz das ruas; sobreviver como oposição autorizada enquanto o país paga a conta tendo sucumbir à reeleição Lula e do PT. O eleitor que vestiu verde e amarelo não foi convocado por essas figuras; foi chamado por Bolsonaro.
Existe um ponto, porém, sobre o qual dificilmente existe divergência: em uma democracia representativa, nenhuma liderança surge ou se perpetua por autoproclamação. O reconhecimento político depende da confiança popular, renovada ou não nas urnas.
É esse processo — e não a reivindicação de qualquer grupo — que define quem efetivamente representará determinado projeto político no futuro. Cabe ao eleitor bolsonarista, e a mais ninguém, decidir se aceita esse convite para “esquecer” quem o levou até aqui.
O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou que a segurança pública é um dos principais problemas atualmente e defendeu medidas mais rigorosas para combater a criminalidade. A declaração foi feita nesta quarta-feira (22), durante a convenção partidária realizada no Centro de Convenções, em Salvador.
O ex-prefeito de Salvador criticou os índices de resolução de crimes na Bahia, além de afirmar qe existe um outro problema, a impunidade. “Esse é um dos problemas mais sérios que existe na segurança pública […] Aí não adianta, se você não consegue prender o bandido e garantir que ele na prisão cumpra rigorosamente a pena, aí o crime se multiplica”, afirmou.
Impunidade na Bahia
Segundo ACM Neto, o enfrentamento à criminalidade depende da prisão dos responsáveis e do cumprimento efetivo das penas. O candidato voltou a defender mudanças na política de segurança e afirmou que o combate à violência precisa de ações para a repressão ao crime. “Não tem como enfrentar o problema da violência sem considerar a necessidade de acabar com a impunidade, de botar bandido na cadeia e na cadeia ser um lugar de realmente punir e garantir que o bandido pague o preço do ato que cometeu”, declarou.
Bombardeio petista?
Questionado sobre as críticas feitas, o ‘bombardeio’, por parlamentares da base governista à gestão de Salvador, ACM Neto afirmou que os resultados alcançados na capital baiana são reconhecidos pela população e que não são esses ataques a gestão municipal que vai alterar algo.
“Eles não têm a capacidade de reescrever o que foi feito, não vão simplesmente contar uma história”, disse destacando a inteligência da população para saber diferenciar a capital baiana antes e depois de Neto assumir a gestão e dar sequência com o atual prefeito Bruno Reis (União Brasil).
“Não há bombardeio que resista ao trabalho e às coisas que são evidentes resultado de uma transformação que tanto eu nos meus oito anos como Bruno vem fazendo na cidade de Salvador”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai participar da convenção que oficializará a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à reeleição na Bahia. O evento está marcado para o dia 1º de agosto, no Parque de Exposições, em Salvador.
A presença de Lula foi anunciada pelo próprio Jerônimo nesta quarta-feira (22), durante entrevista a uma rádio da capital baiana. Segundo o governador, o presidente confirmou a participação após um convite feito na última semana.
Esta será a sexta visita de Lula à Bahia em 2026, estado considerado um dos principais redutos eleitorais do PT (Partido dos Trabalhadores) no país. O presidente visitou o estado nos meses de janeiro, fevereiro, abril, maio e julho.
Além da candidatura de Jerônimo ao governo baiano, a convenção também deve oficializar a chapa majoritária da base governista. Estão previstas as homologações das candidaturas do senador Jaques Wagner (PT) à reeleição para o Senado e do ex-ministro Rui Costa (PT) ao Senado. O atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), também deverá ter a candidatura à reeleição confirmada durante o evento.
A convenção marcará o início oficial da campanha do grupo político que comanda o governo baiano há cerca de 20 anos.
O pré-candidato ao Senado pela Bahia, o ex-ministro João Roma (PL), anunciou nesta quarta-feira (22) os nomes que irão compor sua chapa na disputa eleitoral de 2026. Durante a convenção estadual do União Brasil, realizada no Centro de Convenções de Salvador, Roma confirmou a ex-prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos como primeira suplente e o ex-prefeito de Itapetinga Rodrigo Hagge como segundo suplente.
O anúncio ocorreu durante o evento que oficializou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia e reuniu lideranças da oposição de diferentes partidos.
Definição da chapa
Ao anunciar os suplentes, João Roma afirmou que a definição foi resultado de negociações conduzidas ao longo das últimas semanas para fortalecer a composição política da chapa majoritária.
Segundo ele, a escolha dos nomes buscou contemplar diferentes regiões do estado e contribuir para a construção da aliança formada para a disputa eleitoral.
“Para além disso, eu acho que é uma discussão que ficou mais acalorada para o finalmente que a gente estava tendo umas conversas e muito esmero para de fato fazer as melhores escolhas em construção política para que ao lado de ACM Neto, do Zé Cocá e de Angelo Coronel nós possamos realmente contribuir nesse processo histórico que está acontecendo na Bahia.”
Suzana Ramos será a primeira suplente
Na sequência, Roma confirmou a ex-prefeita de Juazeiro Suzana Ramos como primeira suplente da chapa ao Senado. Ao justificar a escolha, destacou a trajetória política da ex-gestora e sua atuação no sertão baiano.
“Nós finalmente podemos anunciar sim, já está ali sendo lavrado nas atas. Da nossa primeira suplente de senador, uma mulher, sertaneja, que a todo tempo está conectada com o povo, meu querido João Leão, e faz política de liberdade, por quem eu já pude contribuir, inclusive na sua gestão, trazer investimentos para a Bahia, me refiro à ex-prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos.”
A indicação amplia a presença do norte da Bahia na composição da chapa oposicionista e reforça a participação de lideranças do interior na aliança.
Rodrigo Hagge completa a composição
João Roma também anunciou o ex-prefeito de Itapetinga Rodrigo Hagge como segundo suplente ao Senado. Segundo o pré-candidato, a escolha levou em consideração a experiência administrativa e a representatividade política do ex-gestor no sudoeste baiano.
“E para segundo suplente da nossa chapa, também um ex-prefeito de uma outra região, também um jovem com muita dedicação na política, e o nome dele é Rodrigo Hagge.”
A convenção do União Brasil e dos partidos aliados oficializou, na tarde desta quarta-feira (22), as candidaturas de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia, de Zé Cocá (PP) como candidato a vice-governador e de João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) ao Senado Federal.
O evento foi realizado no Centro de Convenções de Salvador, na Boca do Rio, e reuniu lideranças da aliança formada pela federação União Brasil/PP, PL, federação PSDB/Cidadania, Republicanos, Novo, federação Solidariedade/PRD e Podemos.
Antes da convenção, ACM Neto concedeu entrevista coletiva, comentou o cenário eleitoral, apresentou o slogan da campanha, “Mudança com Segurança”, e fez críticas à gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Ao comparar as eleições de 2022 e 2026, ACM Neto afirmou que a principal diferença é que o atual governador já passou pelo julgamento da população após quase quatro anos de mandato. Segundo ele, na disputa anterior, Jerônimo Rodrigues ainda era pouco conhecido pelos eleitores.
Sobre o slogan da campanha, ACM Neto disse que a escolha foi definida pela equipe de marketing e mantida em sigilo até o lançamento oficial. Segundo o candidato, a palavra “mudança” representa o desejo de parte da população por uma nova gestão estadual, enquanto “segurança” faz referência tanto ao combate à violência quanto à experiência administrativa que afirma ter adquirido ao longo da carreira.
Durante a convenção, lideranças dos partidos aliados reforçaram o apoio à chapa e defenderam a união das siglas para a disputa eleitoral na Bahia. O evento marcou o início oficial da campanha da oposição no estado.
Washington (United States of America), 06/04/2026.- US President Donald J Trump during a media briefing on Iran from the James S Brady Press Briefing Room of the White House in Washington, DC, USA, 06 April 2026. EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL
A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras passa a valer nesta quarta-feira (22). A medida atinge cerca de 3 mil produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano, enquanto outros mais de 2 mil itens ficaram de fora da cobrança.
A sobretaxa foi anunciada pelo governo de Donald Trump após uma investigação comercial concluir que o Brasil adota práticas que, na avaliação dos EUA, restringem ou oneram o comércio com o país.
Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos Pix, a regulação das plataformas digitais, acordos comerciais, questões ambientais, o mercado de etanol, propriedade intelectual e o combate à corrupção.
O governo brasileiro contesta as justificativas e afirma que a medida tem motivação política, classificando o tarifaço como uma tentativa de interferência em assuntos internos do país.
Entre os principais produtos isentos da nova tarifa estão petróleo bruto, café em grão, carne bovina, aeronaves, celulose e suco de laranja. Já setores como máquinas industriais, etanol, pneus, açúcar, madeira, calçados, tabaco e alguns produtos de alumínio serão impactados pela sobretaxa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida afetará aproximadamente 15% das exportações brasileiras aos Estados Unidos com base nos números de 2025, o equivalente a cerca de 5,8 bilhões de dólares (R$ 29,4 bilhões). Ainda assim, 57% dos produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano permanecerão livres da nova cobrança.
O governo brasileiro informou que continuará buscando uma solução por meio do diálogo diplomático. Embora tenha anunciado que poderá utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025, ainda não foram divulgadas medidas concretas de retaliação.
Além das negociações, o governo prepara ações para reduzir os impactos da tarifa sobre os setores afetados, incluindo linhas de crédito para empresas e um programa de diversificação de mercados, coordenado pela ApexBrasil.
O cenário ainda pode sofrer mudanças. O governo brasileiro acompanha a possibilidade de os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos relacionados a uma investigação envolvendo trabalho forçado. Caso a medida seja cumulativa, a sobretaxa sobre determinados produtos brasileiros poderá chegar a 37,5%.
A Bahia contará com 11.321.005 (onze milhões, trezentos e vinte e um mil e cinco) eleitoras e eleitores aptas(os) a votar nas Eleições Gerais de 2026, de acordo com as estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na manhã desta segunda-feira (20/07). Desse total, 101.818 eleitoras e eleitores declararam possuir algum tipo de deficiência, representando um crescimento de 62,2% em relação ao pleito de 2022, que registrou 62.772 pessoas com deficiência.
O estado baiano é o quarto maior colégio eleitoral do país, ficando atrás de São Paulo – 34.105.33, Minas Gerais – 16.377.659 e Rio de Janeiro – 12.857 no número do eleitorado apto a votar, respectivamente.
O município de Salvador concentra o maior eleitorado do estado, com 1.951.716 eleitoras e eleitores aptos, seguido por Feira de Santana, com 434.532, Vitória da Conquista, com 264.091, e Camaçari, com 210.364.
10.706.119 eleitoras e eleitores possuem cadastro biométrico, representando 94,57% em relação ao eleitorado apto no estado. Em Salvador, esse número é de 1.851.708 biometrias coletadas, Feira de Santana registrou 393.002 pessoas que fizeram o procedimento, Vitória da Conquista contabilizou 229.182 indivíduos com biometria e Camaçari possui 176.972 eleitoras e eleitores com o cadastro biométrico atualizado. A biometria agiliza a identificação na seção eleitoral e reforça a segurança do processo eleitoral.
Estatísticas do eleitorado
Do total de pessoas aptas a votar na Bahia, 53% (5.973.532) são mulheres e 47% (5.347.433) são homens. Assim como nas eleições anteriores (2022), as mulheres permanecem como maioria do eleitorado baiano.
Em 2026, 1.737 eleitores na Bahia farão uso do nome social. No quesito identidade de gênero, os dados demonstram que o estado possui 5.263 pessoas declaradas como transgênero.
Ainda segundo dados do TSE, 1.261.113 (59,6%) pessoas se declararam pardas, 496.424 pretas (23,47%) e 336.404 brancas (15,9%). 26.850 (1,27) pessoas se identificam como quilombolas e 10.929 (0,52%) como indígenas.
Nos termos do artigo 14 da Constituição Federal de 1988, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e menores de 18 anos. Em relação aos jovens eleitores, aqueles que possuem 16 ou 17 anos, as eleições 2026 contarão com 165.336 (cento e sessenta e cinco mil trezentos e trinta e seis) pessoas nessa faixa etária, na Bahia.
O estado possui 1.029.832 (um milhão, vinte e nove mil, oitocentos e trinta e dois) eleitoras e eleitores com idade entre 70 anos e 99 anos.
Cargos em disputa
Nas Eleições Gerais de 2026, o eleitorado escolherá presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, dois(duas) senadores, deputados federais e deputados estaduais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se houver, será realizado em 25 de outubro.
Pra todos verem: Card com fundo branco. À esquerda, há uma grade de retratos de 15 pessoas de diferentes idades, gêneros e tons de pele, em molduras coloridas. À direita, aparece uma urna eletrônica em destaque. No canto superior direito, estão as marcas das Eleições 2026, do TRE-BA e da Justiça Eleitoral, com o slogan “Justiça, Cidadania e Serviço”. Elementos gráficos em azul e laranja ligam as duas partes da imagem.
*Agência Brasil Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Os Estados Unidos informaram ao governo brasileiro que poderão reduzir o tarifaço sobre produtos do Brasil caso o país aceite atender a uma série de exigências. A proposta inclui zerar tarifas para empresas americanas dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A nova taxa entra em vigor em 22 de julho.
Além dessas condições, os americanos defenderam o fim da tarifa sobre o etanol, a não regulamentação das plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações comerciais entre os dois países.
No Palácio do Planalto, integrantes do governo classificaram a proposta como “indigna” e “inaceitável”.
Segundo esses auxiliares, aceitar as exigências dos Estados Unidos causaria um impacto maior para a economia brasileira do que o provocado pelo próprio tarifaço. Pelos cálculos iniciais do governo, as novas tarifas devem atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado americano.
A medida também provocou disputa política no Brasil. A oposição atribui o aumento das tarifas a falhas na condução das negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já integrantes do Planalto afirmam que a decisão dos Estados Unidos tem motivação política e ideológica.
Desde o anúncio do primeiro pacote de tarifas, a diplomacia brasileira realizou mais de 30 contatos com autoridades americanas, entre reuniões presenciais, videoconferências e conversas por telefone. Mesmo com a avaliação de que haverá pouca margem para avanços nas negociações, o governo pretende manter o diálogo para tentar reduzir os impactos sobre os setores brasileiros afetados.
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa para instruir o PL 1.855, de 2022, que “institui a Política Nacional para o Desenvolvimento da Economia da Biodiversidade (PNDEB)”.
Senador Jaques Wagner (PT-BA) à bancada.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou vender um terreno por R$ 15,8 milhões um dia depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal (PF) por suspeita de recebimento de propina do Banco Master. A transação foi barrada pelo cartório de registro de imóveis, que recebeu uma ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Por meio de sua defesa, o senador petista disse não haver irregularidades. Ele não explicou os detalhes do negócio.
– A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder – afirmou o advogado Pablo Domingues.
Wagner também tinha acertado a venda de um segundo imóvel por R$ 10 milhões, o apartamento dele em Salvador (BA), em transação protocolada em cartório uma semana antes da operação da PF. Com a ordem do ministro André Mendonça, o negócio acabou bloqueado e a transmissão de propriedade na matrícula do imóvel não foi autorizada pelo cartório. As informações são do Estadão.