Senador cita atuação internacional de facções e cobra endurecimento da legislação

flavio bolsonaro - 14032026
O senador Flávio Bolsonaro também afirmou que investigações apontam ligação dessas organizações com atividades internacionais | Foto: Reprodução/SBT News 

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, nesta quarta-feira, 22, durante evento em Mato Grosso, que facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.

A declaração ocorre enquanto os Estados Unidos avaliam enquadrar essas facções como organizações terroristas. Sob comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo federal atua para impedir que Donald Trump adote essa medida.

Defesa de classificação de facções criminosas como terroristas

Flávio afirmou que o governo brasileiro deveria adotar a medida de forma imediata. “O Brasil, infelizmente, não faz o dever de casa”, disse o senador. “Aqui já era para o governo ter declarado como terroristas essas facções como o PCC e o CV.”

O senador também afirmou que investigações apontam ligação dessas organizações com atividades internacionais.

Segundo ele, há indícios de lavagem de dinheiro envolvendo grupos estrangeiros. “Está mais do que comprovado que eles fazem parte dessa organização transnacional”, declarou.

A discussão sobre a classificação dessas facções ganhou força diante do avanço das investigações sobre a atuação internacional desses grupos, especialmente em esquemas de tráfico e movimentação de recursos fora do país. Em 2025, levantamento indicou a presença do PCC em 28 países.

Promessa de endurecimento

Flávio Bolsonaro defendeu mudanças na legislação penal, com foco no aumento de penas e no combate à lavagem de dinheiro.

O senador afirmou que as facções tentam estabelecer estruturas paralelas de poder no país e prometeu medidas mais rígidas contra esses grupos. “Tem que ter um tratamento duro da legislação”, disse. “Em especial para os chefes dessas organizações.”

Informações Revista Oeste


O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, comentou nesta quinta-feira (23) a decisão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que confirmou por unanimidade sua absolvição em um processo que investigava supostas irregularidades em contratos com uma cooperativa de profissionais da saúde.

O julgamento teve como relatora a desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que votou pela rejeição do recurso apresentado pelo Ministério Público Federal. O entendimento foi acompanhado pelos demais magistrados.

Com a decisão, foi mantida a sentença de primeira instância que já havia considerado improcedentes as acusações de improbidade administrativa. No acórdão, o tribunal destacou a ausência de provas de dolo, ou seja, intenção de causar dano, e também de prejuízo aos cofres públicos.

Ao comentar o resultado, José Ronaldo afirmou que sempre confiou na Justiça.

“Eu passei por um período muito difícil, mas em nenhum momento deixei de acreditar que a verdade iria prevalecer”, disse.

O prefeito também avaliou que o caso teve forte impacto político ao longo dos anos.

“Esse assunto foi muito explorado, principalmente em períodos eleitorais. Agora, com essa decisão unânime, fica claro que não houve irregularidade da minha parte”, declarou.

Ele relembrou ainda a repercussão da investigação à época.

“Houve ações na Secretaria de Saúde, apreensões, uma grande exposição. Isso tudo gerou muitos questionamentos, mas eu mantive minha postura e não parti para ataques”, afirmou.

Por fim, agradeceu o apoio recebido durante o processo.

“Sou grato à minha família, aos amigos e à equipe jurídica que esteve ao meu lado durante todo esse tempo”, completou.

Entenda o caso

A ação analisava contratos firmados pelo município, como o Pregão Presencial nº 001/2014 e a Concorrência Pública nº 006/2015, voltados à prestação de serviços de saúde por meio de cooperativas.

O Ministério Público Federal apontava possíveis irregularidades, como superfaturamento, duplicidade de pagamentos e inconsistências nos custos. No entanto, o TRF-1 concluiu que não houve comprovação de dano ao erário nem intenção dolosa por parte dos envolvidos.

A decisão também levou em conta características específicas da área da saúde, como variações nos valores devido à complexidade dos serviços e a atuação de profissionais em diferentes vínculos.


A medida ocorre depois de os EUA determinarem a saída do delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem

Sede do Itamaraty, em Brasília, Brasil. Israel, Irã, EUA, Estados Unidos
Itamaraty tomou a decisão depois de reuniões sobre a aplicação da reciprocidade | Foto: Reprodução/Redes sociais 

Ministério das Relações Exteriores do Brasilcancelou, nesta quinta-feira, 23, o visto do policial norte-americano que atuava em um programa de parceria entre a Polícia Federal e o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE). O nome ainda está sob sigilo.

O ato ocorreu por reciprocidade, depois de o governo dos Estados Unidos expulsar do país o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) nos Estados Unidos.

A medida do Itamaraty ocorre um dia depois de o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, retirar as credenciais do servidor norte-americano. Segundo o chefe da corporação, “o Itamaraty, também no campo da reciprocidade diplomática, tem feito reuniões, contatos”.

A decisão de revogar o visto se deu depois de reuniões do Itamaraty. A pasta entendeu que a revogação seria a forma ideal de o Brasil impor a lei da reciprocidade aos EUA.

Delegado da PF, Marcelo Ivo foi expulso dos EUA depois de perseguir Ramagem | Foto: Divulgação/PF
Delegado da PF, Marcelo Ivo foi expulso dos EUA depois de perseguir Ramagem | Foto: Divulgação/PF

Delegado brasileiro foi expulso dos EUA 

Marcelo Ivo de Carvalho foi trabalhar no EUA em março de 2023. Ele atuava em uma missão com duração inicial de dois anos junto ao ICE.

No entanto, em março de 2025, uma nova portaria prorrogou a permanência de Marcelo na função por mais um ano, até 17 de agosto de 2026.

Com a prisão de Ramagem, em 13 de abril, em Orlando, Flórida, o governo dos EUA determinou que o delegado deixasse o país sob alegação de tentativa de “contornar pedidos formais de extradição”.

A Polícia Federal designou a delegada Tatiana Alves Torres para atuar como oficial de ligação em parceria com o ICE, no lugar de Marcelo Ivo. Ela terá Miami, na Flórida, como base. Em linhas gerais, um oficial de ligação é um agente designado para atuar como ponte entre duas instituições, geralmente de países diferentes, facilitando a cooperação direta.

Informações Revista Oeste


Foto: Foto: Andressa Anholete / STF

Integrantes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) têm apostado em decisões recentes tomadas pela corte para tentar conter a infiltração de milícias e facções criminosas na política nas eleições deste ano.
 Os precedentes que o tribunal firmou em julgamentos no último ano são apontados como os principais meios disponíveis para que candidatos que tenham relações com esses grupos criminosos não se elejam ou, caso consigam, sejam cassados após o período eleitoral.

A partir de maio, em data ainda a ser definida, o tribunal eleitoral terá como presidente o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques, cujo mandato vai até maio do ano que vem.

A interlocutores o ministro tem dito que a corte tem a tendência de manter entendimentos similares em casos que serão julgados no seu mandato e que ele próprio considera uma forma dura de aplicação de punições a candidatos.
 A primeira situação que deve ser analisada pelo TSE é referente ao registro de candidatura.
 Um dos casos de referência foi julgado em maio do ano passado e tinha relatoria do então ministro André Ramos Tavares. Nele, a corte entendeu que a vinculação a milícia ou facção gera inelegibilidade, que pode ser apurada no momento do registro.
 Foi indeferida a candidatura de um vereador do PL no município de Belford Roxo (RJ) relativa ao pleito de 2024 por envolvimento com uma milícia da Baixada Fluminense.

O candidato Luiz Eduardo Araújo já tinha sido condenado criminalmente a uma pena de oito anos por “constituir milícia privada que exerce o domínio territorial de diversos bairros do município de Belford Roxo, mediante atuação violenta, ameaças, extorsões, cobrança de taxas, exploração irregular de serviços, agiotagem e até mesmo homicídio”. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro já havia negado a candidatura, e o entendimento foi mantido pelo TSE. O candidato argumentou à época que não tinha condenação por órgão colegiado, como estabelece a Lei da Ficha Limpa, e que deveria prevalecer o princípio da presunção da inocência.

À época, na leitura de seu voto, Tavares disse que “não há espaço para liberdade sob o domínio do crime organizado, tampouco margem ao exercício do voto consciente e desimpedido, lastreado no livre consentimento”. O indeferimento foi unânime.
 Em um momento posterior, a Justiça Eleitoral deve analisar eventuais casos de cassação de mandatos.
 Nesse caso, o processo de referência sobre organizações criminosas é o que cassou uma chapa eleita em 2024 em Santa Quitéria, no Ceará, por causa de suspeitas de ligação com o Comando Vermelho. José Braga tinha sido eleito prefeito pelo PSB, e Francisco Gardel era vice pelo PP.
 A decisão que manteve a cassação foi tomada pelo tribunal em março deste ano. O relator do caso é o ministro André Mendonça.
 O tribunal entendeu que houve abuso de poder político e econômico ao analisar uma ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. A Procuradoria apontava que houve pichações com menção à facção criminosa e ameaças a candidato concorrente e a seus eleitores.
 Também afirma que houve ameaças por mensagens e telefonemas, além de esvaziamento de atos de campanhas devido a essas intimidações.
 As investigações do Ministério Público e da polícia apontaram ainda uma compra de um veículo de luxo em Fortaleza que foi transportado até a favela da Rocinha, no Rio, para um integrante do Comando Vermelho nascido em Santa Quitéria.
 

A cassação da chapa foi decidida, inicialmente, de forma unânime pelo TRE do Ceará. A decisão dos magistrados eleitorais dizia que houve “utilização de facção criminosa para intimidar, ameaçar e expulsar apoiadores e pretensos eleitores da chapa adversária, esvaziar seus atos de campanha, e interferir diretamente na liberdade do voto”.
  Segundo o tribunal, “a comprovação dos ilícitos ficou evidenciada por meio de farta prova documental e testemunhal, inclusive com a atuação direta de integrante da facção que se deslocou do Rio de Janeiro ao Ceará para executar ações específicas contra a candidatura adversária”. A decisão do TRE-CE foi mantida pelo TSE. Os candidatos cassados negaram no processo todas as acusações de envolvimento com o crime organizado. Disseram que houve cerceamento à defesa no processo e que as acusações se resumiam a ilações sobre atos criminosos ocorridos “por motivos completamente alheios à vontade” dos dois.
 O ingresso de facções na política também tem preocupado outros órgãos. Um relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) do fim do ano passado aponta como riscos para o processo eleitoral de 2026 a interferência externa e a atuação do crime organizado.
 O documento diz que a influência do crime organizado se manifesta tanto em ações de financiamento de campanhas quanto de coação de eleitores e indicação de candidatos próprios, chegando, em casos extremos, à eliminação de adversários políticos.
 No CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o ministro Edson Fachin, que preside o órgão, lançou em março o Painel do Crime Organizado, que reúne informações processuais sobre organizações criminosas e milícias.
 A ideia é fornecer subsídios para o aprimoramento tanto de políticas públicas quanto de prestação jurisdicional relacionada a esse tema.


Liminar do ministro do STF sobre uso de relatórios do Coaf embasou suspensão de análise contra empresários do setor de combustíveis

antonin scalia, stf, constituição, ana paula henkel
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Eduardo Coutinho/Wikimedia Commons

Uma decisão judicial no Piauí resultou na anulação de uma investigação sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. O entendimento teve como base em uma liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O despacho de Moraes, divulgado na terça-feira 21, ordenou que restrições ao uso de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) têm validade apenas para processos futuros.

Antes dessa explicação do ministro, o juiz Valdemir Ferreira Santos, do Tribunal de Justiça do Piauí, usou a decisão liminar como argumento para suspender a investigação derivada da Operação Carbono Oculto 86. Ela mirava os empresários da rede de postos HD no Estado Haran Santhiago e Danilo Coelho.

A operação, iniciada em agosto do ano passado pela Receita Federal com o Ministério Público de São Paulo, tinha o objetivo de apurar a possível infiltração do PCC no ramo de combustíveis.

Decisão do STF sobre uso dos relatórios do Coaf

O ministro do STF Alexandre de Moraes; FAB à disposição | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo dosimetria
O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo

Segundo informações do portal UOL, a decisão do juiz do Piauí, mantida sob sigilo, atendeu ao pedido dos advogados dos acusados. Eles alegaram uso incorreto do relatório do Coaf, em desacordo com as regras estabelecidas por Moraes em 27 de março deste ano. A liminar do ministro estipulou diretrizes para o emprego dos relatórios de inteligência financeira (RIFs) do Coaf.

Depois do entendimento liminar de Moraes, houve aumento nos pedidos de anulação de investigações em diferentes Estados, feitos por advogados de investigados por crimes variados. Entre eles, contrabando, milícia e jogos ilegais conhecidos como “tigrinho”, citando possível uso inadequado dos documentos do Coaf. 

O despacho do ministro que esclarece a aplicação das restrições foi publicado um dia depois de a matéria noticiar o caso.

Informações Revista Oeste


O presidente manifestou apoio à iniciativa do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e destacou a necessidade da reciprocidade entre os países

lula
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/PR

Em resposta à recente decisão dos Estados Unidos de negar credenciais ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho, o governo brasileiro adotou medida semelhante, e retirou as credenciais de um agente do departamento de imigração norte-americano em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio à iniciativa do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e destacou a necessidade da reciprocidade entre os países.

Lula, em vídeo divulgado no X nesta quarta-feira, 22, Lula declarou apoio à decisão de Rodrigues. “Andrei, parabéns pela sua posição com relação ao delegado norte-americano, colocando a reciprocidade”, afirmou Lula. “Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar, e as coisas voltarem à normalidade.”

Novos investimentos na Polícia Federal

Durante a gravação, Lula também anunciou, ao lado de Andrei Rodrigues e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a contratação de mil novos policiais federais. 

Andrei Rodrigues explica a decisão

Segundo o diretor-geral da PF, a iniciativa seguiu o precedente estabelecido no caso de Carvalho, em Miami. Rodrigues ressaltou, porém, que as autoridades brasileiras ainda não foram notificadas formalmente pelo setor de segurança norte-americano sobre a saída do delegado.

Informações Revista Oeste


Decisão do STF permite deslocamento com escolta da Polícia Federal

O banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Guarulhos (SP) | Foto: Divulgação/Esfera Brasil
Daniel Vorcaro passou mal durante a segunda-feira 20 | Foto: Divulgação/Esfera Brasil 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a ida de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a um hospital para a realização de exames médicos.

A decisão, publicada na noite desta quarta-feira, 22, atende a um pedido da defesa do ex-banqueiro. O magistrado permitiu o deslocamento sob custódia, com organização da Polícia Federal(PF). Por questões de segurança, o despacho não informa data nem horário da saída.

O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília | Foto: Reprodução/X
O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília; durante exames, foi notado presença de sangue na urina| Foto: Reprodução/X

Antes do pedido, Vorcaro apresentou quadro de saúde dentro da Superintendência da PF, em Brasília. Na segunda-feira 20, ele passou mal e chegou a urinar sangue. Um médico da equipe de Ludhmila Hajjar avaliou o ex-banqueiro na cela.

Defesa de Vorcaro cita urgência e quadro clínico

Ao STF, a defesa afirmou que o estado de saúde exige avaliação fora do ambiente prisional para identificar a causa da hematúria. Os exames preliminares realizados na unidade contribuíram para a decisão.

Vorcaro ficou cinco dias sem contato com advogados em razão de uma dedetização na sede da PF. O procedimento começou na última sexta-feira, 17, e a restrição se estendeu até o feriado de Tiradentes. Ele retomou as reuniões com a equipe jurídica nesta quarta-feira.

O ex-banqueiro está preso preventivamente desde 4 de março, no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura a venda de carteiras de crédito consideradas fraudulentas ao Banco Regional de Brasília.

Informações Revista Oeste


Defesa solicita liberação para procedimento ainda nesta semana; ex-presidente está em prisão domiciliar desde março

Jair Bolsonaro deixa UTI e é transferido pra unidade semi-intensiva
Cirurgia se tornou necessária devido à falha no tratamento menos invasivo | Foto: Reprodução/YouTube 

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito. O pedido foi protocolado na noite desta terça-feira, 21. 

A defesa solicita que a cirurgia seja realizada ainda nesta semana, preferencialmente na próxima sexta-feira, 24, ou no sábado 25. De acordo com a petição, Bolsonaro apresenta dores persistentes e limitação de movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos.

Segundo os advogados, o procedimento se tornou necessário diante da falha no tratamento conservador e do agravamento do quadro clínico. Exames, segundo os advogados, identificaram lesões de alto grau no manguito rotador, além de comprometimentos associados, o que levou à indicação cirúrgica por especialista.

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) internado na UTI do Hospital DFStar, em abril de 2025 | Foto: Jair Messias Bolsonaro/Via Facebook
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) internado na UTI do Hospital DFStar, em abril de 2025 | Foto: Jair Messias Bolsonaro/Via Facebook

“Foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para reparação do manguito rotador do ombro direito e das lesões associadas, por via artroscópica”, afirmou a defesa. A técnica utiliza câmeras e é considerada minimamente invasiva.

Os advogados sustentam que a intervenção não decorre de “mera conveniência pessoal”, mas de “necessidade terapêutica concreta, fundada em avaliação técnica especializada”. Ainda conforme o pedido, a manutenção do quadro atual “implica restrição ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento prescrito”.

“Busca-se viabilizar tratamento médico necessário”, diz a solicitação, “com o objetivo de preservar a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a dignidade do requerente”.

imagens globo jair Bolsonaro em prisão domiciliar
Bolsonaro aparece em casa, em Brasília, brincando com cachorros ao lado de Michelle, em imagens aéreas exibidas pela TV Globo, ao ir para a prisão domiciliar | Foto: Reprodução/TV Globo

Médicos apresentaram relatórios de saúde de Bolsonaro ao STF

Anteriormente, em abril, os advogados já haviam encaminhado ao STF relatórios médicos que apontam a necessidade de um novo procedimento. Segundo o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, que acompanha Bolsonaro, o ex-presidente apresentava dores no ombro antes mesmo da última alta hospitalar, em 27 de março.

De acordo com o profissional, um dia antes da alta, Bolsonaro passou por avaliação ortopédica, com realização de exames complementares e indicação de cirurgia. 

Desde então, já em prisão domiciliar, o ex-presidente teria evoluído com dor intensa, limitação de movimento — com elevação do braço restrita a 90 graus —, perda de força e assimetria postural, “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo”.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, quando deixou o hospital. A medida foi determinada por Moraes por um período inicial de 90 dias. Entre as restrições impostas estão a proibição do uso de celular e o recebimento de visitas.

Informações Revista Oeste


Senador afirma que os R$ 350 milhões despendidos pelo governo federal em hospedagens de luxo no Pará pagariam a construção de 40 UPAs

O senador Flávio Bolsonaro participou de um evento do grupo empresarial Lide, no Hotel Fairmont, em Copacabana, na zona sul do Rio - 19/3/2026 | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo
O senador Flávio Bolsonaro participou de um evento do grupo empresarial Lide, no Hotel Fairmont, em Copacabana, na zona sul do Rio – 19/3/2026 | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “surreal” o gasto de R$ 350 milhões do governo federal para alugar cruzeiros durante a COP30, realizada no ano passado. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar questionou as prioridades de Luiz Inácio Lula da Silva e o legado do evento para os paraenses. Segundo Flávio, o montante permitiria construir 40 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) com capacidade para atender 450 pessoas por dia cada uma.

Os dados que motivaram a reação do senador partiram de um documento da Casa Civil obtido pelo portal Metrópoles. O relatório detalha o processo de contratação de navios das empresas Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros para hospedar delegações em Belém, logo que a capital paraense sediou a conferência do clima da ONU em novembro de 2025.

Triangulação e empresas envolvidas

A Secretaria Especial da COP30 utilizou a Embratur para intermediar o negócio. A agência contratou a Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda por exatamente R$ 350.240.506,46 para viabilizar as acomodações flutuantes. O governo justificou a despesa milionária devido ao déficit de leitos em Belém e à necessidade de cumprir acordos internacionais para sediar o evento.

SURREAL!!! E ainda tem gente achando que lula está preocupado com os pobres.

Qual o legado da COP30 para o povo do Pará? 

Com R$ 350 milhões dava pra construir 40 UPAs para atender até 450 pessoas por dia!

Mas não foram construídas, lula torrou alugando cruzeiros.

Via… pic.twitter.com/MjKBiPYOZd— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 22, 2026

https://platform.twitter.com/embed/Tweet.html?dnt=true&embedId=twitter-widget-0&features=e30%3D&frame=false&hideCard=false&hideThread=false&id=2046901791602696320&lang=en&origin=safari-reader%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fpolitica%2Fflavio-sobre-gasto-de-lula-com-cruzeiros-na-cop30-surreal%2F&theme=light&widgetsVersion=2615f7e52b7e0%3A1702314776716&width=550px

A empresa Qualitours pertence à holding BeFly, de Marcelo Cohen, empresário que possui ligações com fundos do Banco Master. Cohen também é apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo em Campos do Jordão. Flávio Bolsonaro rebateu a justificativa oficial e afirmou que o governo “torrou” dinheiro público enquanto ignora as necessidades dos mais pobres.

Para a oposição, o gasto evidencia uma desconexão entre o discurso ambiental e a gestão financeira do país. Flávio Bolsonaro encerrou sua crítica reforçando que o investimento em saúde traria um benefício real e duradouro ao Estado, ao contrário do aluguel temporário das embarcações.

Informações Revista Oeste


Eduardo Bolsonaro e Lula Fotos: Reprodução

Nesta terça-feira (21), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu às declarações do presidente Lula (PT) sobre aplicar “reciprocidade” aos Estados Unidos após a ordem para que um delegado da Polícia Federal deixe o país.

A fala de Lula ocorreu depois que autoridades americanas determinaram a saída do delegado Marcelo Ivo de Carvalho do território dos EUA. O governo norte-americano alegou tentativa de contornar procedimentos formais de extradição e de estender ações políticas ao país.
Em resposta, Eduardo Bolsonaro criticou o governo brasileiro e disse que houve abuso por parte de autoridades ligadas ao Palácio do Planalto e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

– Sim Lula, houve abuso, mas houve abuso dos brasileiros que estavam sob suas ordens e ordens do Alexandre de Moraes, fazendo nos Estados Unidos o mesmo que eles fazem no Brasil. Mas aqui, a terra da liberdade, farol da democracia, a banda não toca dessa maneira – declarou o ex-parlamentar.

O parlamentar também afirmou que houve tentativa de levar o ex-deputado Alexandre Ramagem ao Brasil de forma irregular e acusou autoridades brasileiras de enganar autoridades americanas.

– Então, vocês tentaram pegar na mão grande o Ramagem e levar para o Brasil, ludibriando, enganando, dando um jeitinho brasileiro para cima das autoridades americanas. Foi isso que aconteceu – explicou Eduardo.

Na sequência, Eduardo disse que o diretor-geral da Polícia Federal, André Rodrigues, teria mentido ao citar cooperação internacional no caso.

– E aí não só você caiu do cavalo, como também o André Rodrigues, que estava mentindo quando falou em cooperação entre as autoridades no combate ao crime internacional, como se o Ramagem fosse uma pessoa criminosa.

O deputado também criticou a atuação de agentes brasileiros no exterior e voltou a acusar perseguição política.

– Não havia autorização para esse cachorrinho do Moraes fazer nos Estados Unidos o que ele fazia aí no Brasil, de perseguir presos políticos. Viva a democracia, viva a liberdade, nós venceremos – concluiu.

ENTENDA O CASO
O governo dos Estados Unidos ordenou nesta segunda-feira (20) que o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho deixe o país. O comunicado foi divulgado pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental.

Segundo a nota, nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração americano para contornar pedidos formais de extradição ou ampliar perseguições políticas em território dos EUA.

Carvalho atuava em Miami desde março de 2023 em cooperação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), com missão prevista até agosto. A decisão ocorreu após a prisão de Alexandre Ramagem em Orlando, no dia 13 de abril, por questões migratórias.

O ex-deputado foi liberado dois dias depois e agradeceu publicamente à gestão do presidente Donald Trump pela liberação administrativa.

Informações Pleno News