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Governador é citado em apurações sobre o caso Master

ibaneis rocha
O governador do Distrito Federal, Ibanes Rocha, durante um evento no Palácio do Buriti | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, assinou neste sábado, 28, o ato de renúncia ao cargo durante evento em Ceilândia, o que encerra sua gestão à frente do Governo do DF. A formalização ocorreu durante uma programação de aniversário de 55 anos da região administrativa.

O encerramento da gestão também foi marcado por cerimônias oficiais no Palácio do Buriti, incluindo uma missa em ação de graças e o descerramento da fotografia do governador na Galeria dos Governadores do Distrito Federal.

Durante a solenidade, Ibaneis destacou ações realizadas ao longo do mandato e agradeceu à equipe de governo e à população. Na mesma ocasião, ele desejou sucesso à vice-governadora Celina Leão, que assume o comando do Executivo local.

Paralelamente ao ato público, Ibaneis formalizou a saída do cargo por meio de mensagem encaminhada à Câmara Legislativa do Distrito Federal, conforme previsto na legislação. No documento, o governador agradece à população e aos parlamentares pela atuação conjunta durante o mandato.

Renúncia ocorre sob sombra da crise do caso Master

A saída de Ibaneis ocorre em meio ao avanço da crise que envolve o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Master. A operação de compra entre as duas instituições, anunciada em 2025, foi rejeitada pelo Banco Central e o Master acabou liquidado meses depois.

Auditoria técnica do Tribunal de Contas da União identificou “eventuais irregularidades” e possíveis “danos ao erário distrital”. Segundo os técnicos, o governo tentou usar o tribunal como “instância recursal” para reverter a decisão do Banco Central e pressionar o órgão regulador.

Autoridades suspeitam que Master e BRB usaram suposta fraude para movimentações recorrentes | Montagem sobre fotos: Rovena Rosa/Joédson Alves/Agência Brasil
BRB já registrou perdas de R$ 2,6 bilhões com carteiras adquiridas do Master | Montagem sobre fotos: Rovena Rosa/Joédson Alves/Agência Brasil

O relatório também cita “graves irregularidades”, como negociação de ativos sem comprovação de existência e exposição do BRB a riscos elevados. O governo do DF negou irregularidades e afirmou que agiu “no estrito e legítimo exercício do direito de petição do Estado”. Ibaneis, por sua vez, negou responsabilidade direta pela operação e disse que “não tinha capacidade técnica de avaliar” o negócio.

A crise se ampliou com a necessidade de socorro financeiro ao BRB. Neste sexta-feira, 27, o governo pediu R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos e ofereceu imóveis e participações em estatais como garantia.

Ibaneis de olho nas eleições

A saída do cargo ocorre em um momento de movimentação política no Distrito Federal. Levantamento de outubro de 2025 do Instituto Paraná Pesquisas classifica Ibaneis como um dos favoritos na disputa pelo Senado, ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Nos cenários apresentados, ele aparece com cerca de 30% das intenções de voto, atrás apenas de Michelle, que registra aproximadamente 34%. O levantamento também mostra que a vice-governadora Celina Leão, que assume o governo, lidera a corrida pelo Executivo local em 2026. Além disso, a pesquisa destaca que a gestão de Ibaneis tinha aprovação de 60% dos eleitores e 36% de desaprovação.

Informações Revista Oeste


O prefeito José Ronaldo de Carvalho confirmou a realização de um encontro político na próxima segunda-feira (30), em Feira de Santana. O evento, chamado “União pela Bahia”, será às 18h, no Teatro CDL.

O anúncio foi feito nas redes sociais, onde o gestor destacou que a reunião representa um novo momento político no estado.

A expectativa é de que o encontro sirva para reforçar o apoio a ACM Neto, que é pré-candidato ao governo da Bahia. Recentemente, ele também convidou Zé Cocá para compor a chapa como vice.

Ainda não há detalhes sobre a programação nem confirmação de outras lideranças, mas aliados já tratam o evento como um passo importante na articulação política para as eleições.


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27) e tão logo chegou em sua residência, foi flagrado por imagens aéreas. O líder conservador foi visto interagindo com Michelle Bolsonaro, sua esposa, e brincando com cachorros.

Bolsonaro ficou internado por duas semanas no Hospital DF Star para tratar um quadro de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

No momento da alta, Michelle usou as redes sociais para agradecer:

– Obrigada, Senhor, pelas misericórdias que se renovam a cada manhã. Obrigada porque hoje estamos indo para casa, meu marido e eu – escreveu.

Bolsonaro passa a cumprir prisão domiciliar, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça (24). O período inicial é de 90 dias, com eventual realização de perícia médica.

A medida foi adotada com base em parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que levou em consideração o estado de saúde do ex-presidente.

Condenado em setembro do ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o líder conservador cumpria pena em regime fechado antes da internação, que se deu em 13 de março.

*Pleno.News
Foto: Reprodução GloboNews


Articulação envolve Van Hattem e Dallagnol

Flávio Bolsonaro, durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo - 27/02/26 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro, durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo – 27/02/26 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Líderes do Novo intensificaram nas últimas semanas as articulações para que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seja o candidato a vice-presidente em eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2026.

A movimentação envolve nomes de peso da legenda. O deputado federal Marcel van Hattem e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, por exemplo, atuam nos bastidores para consolidar a aproximação com o PL e viabilizar a indicação de Zema.

O governador mineiro é apontado como o nome preferido de Jair Bolsonaro para compor como vice nas eleições. A avaliação no entorno do ex-presidente é que Zema reúne perfil técnico, discurso alinhado à pauta liberal e baixa rejeição, além de ampliar o alcance eleitoral em Minas Gerais — segundo maior colégio eleitoral do país.

A vantagem para o Novo

A negociação atende também a uma necessidade estratégica do Novo. O partido precisa superar a cláusula de barreira nas eleições de 2026 para manter acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e televisão. Pelas regras aprovadas pelo Congresso, as siglas terão de alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, ou eleger ao menos 13 deputados federais também distribuídos em um terço dos Estados. Atualmente, o Novo reúne cinco deputados na Câmara: Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC), Luiz Lima (RJ), Van Hattem (RS) e Ricardo Salles (SP).

Dirigentes do Novo avaliam que uma aliança formal com o PL pode facilitar esse objetivo. A expectativa é que, em troca da indicação de Zema como vice, o partido de Bolsonaro apoie candidatos do Novo à Câmara, de modo a aumentar as chances de atingir o desempenho exigido pela legislação eleitoral.

Os acordos do PL

Esse movimento de aproximação já tem precedentes. Em Santa Catarina, por exemplo, o prefeito de Joinville, Adriano Silva, disputará o cargo de vice-governador na chapa liderada pelo governador do Estado, Jorginho Mello (PL).

No Paraná, a aproximação também avançou. Lideranças do PL e do Novo participaram das articulações para tirar o senador Sergio Moro do União e levá-lo ao partido de Bolsonaro. O ex-juiz deve concorrer ao governo do Paraná pelo PL, com apoio do Novo. As conversas incluíram alinhamentos eleitorais e divisão de espaços em uma estratégia semelhante à que agora começa a ser desenhada para a disputa presidencial.

Nas conversas, interlocutores do Novo também têm condicionado o avanço do acordo a compromissos programáticos. A legenda quer garantias de que um eventual plano de governo de Flávio Bolsonaro incorpore princípios liberais na economia e pautas conservadoras nos costumes, em linha com a identidade do partido.

O que falta para o acerto com Zema

Do lado do PL, a estratégia segue um modelo já aplicado em disputas regionais. A leitura da cúpula é que, para vencer uma eleição majoritária, será necessário ampliar a base de alianças, inclusive com siglas menores, mas com quadros qualificados e presença regional.

Nos bastidores, a negociação já é tratada como uma das principais apostas para consolidar uma frente de direita competitiva em 2026. Em entrevista ao programa Arena Oeste desta quinta-feira, 26, o vereador curitibano Guilherme Kilter confirmou que a vontade do Novo é ter Zema como candidato a vice de Flávio.

A definição da chapa, contudo, esbarra no calendário eleitoral. O PL trabalha com o prazo de descompatibilização, que exige que ocupantes de cargos executivos deixem suas funções seis meses antes da eleição. No caso de Zema, significa renunciar ao governo de Minas até 4 de abril de 2026, data-limite para quem pretende disputar o pleito.

Informações Revista Oeste


Pedido coletivo de deputados da sigla ocorreu logo depois da decisão de Alexandre de Moraes sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

Mão do presidente Lula sobre a bandeira do PT
Mão do presidente Lula sobre a bandeira do PT | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido coletivo de habeas corpusdestinado a presos com mais de 70 anos ou portadores de doenças graves. O intuito é garantir a essas pessoas a possibilidade de prisão domiciliar, especialmente por causa do risco de agravamento de quadros de saúde causado pelas más condições em alguns presídios.

O protocolo da ação ocorreu na quarta-feira 25, logo depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias. No documento, não há menção direta ao nome do ex-presidente, porém, os parlamentares fazem referência ao debate nacional sobre medidas humanitárias para pessoas acima dos 70 anos com relevância política.

Argumentação do PT no pedido ao STF

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte; Moraes
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Na justificativa apresentada, o grupo do PT argumenta que “a proteção fundada em vulnerabilidade etária e em limites humanitários da custódia não pode operar como privilégio casuístico de réus poderosos”. 

“Se a ordem jurídica admite tutela especial para condenados maiores de 70 anos, essa proteção deve ser lida à luz da igualdade, alcançando de maneira impessoal e nacional todas as pessoas submetidas à mesma condição jurídica de supervulnerabilidade”, conforme trecho do pedido.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) ressaltou a necessidade de garantir direitos humanos para todos. Segundo ele, “quando o preso é rico, influente e protegido por redes de poder, surgem com rapidez argumentos sobre dignidade, saúde e humanidade”. “Quando o preso é pobre, doente, idoso e anônimo, prevalecem o abandono, a indiferença e a lógica de que ele pode mofar na cadeia”, afirmou.

No processo, os parlamentares mencionam estudo do Conselho Nacional de Justiça que aponta as condições precárias dos presídios como fator para a propagação de doenças como tuberculose, sífilis e aids, além de mencionar expectativa média de vida de 548 dias para egressos que retornam à sociedade. O texto da ação afirma que a manutenção da custódia penal sem comprovação de tratamento adequado pode resultar em agravamento clínico, sofrimento desnecessário e morte precoce.

Informações Revista Oeste


O relatório de Alfredo Gaspar deve ser lido nesta sexta-feira, 25, antes de ir a votação

Sessão da CPMI do INSS
Sessão da CPMI do INSS | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Depois de o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir por não prorrogar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS), o colegiado tem uma agenda apertada para terminar os trabalhos. Isso porque o prazo final dos trabalhos do está prevista para o próximo sábado, 28. 

A previsão inicial do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), é de que o parecer final do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), seja lido nesta sexta-feira, 27. “E vamos tentar votar amanhã também”, disse o parlamentar. 

Contudo, integrantes da comissão ouvidos por Oeste mostram que a votação pode ficar para sábado. Viana também não descartou a possibilidade.

CPMI do INSS: esquerdistas devem apresentar relatório paralelo

Senador Carlos Viana e deputado Paulo Pimenta durante a CPMI do INSS
Senador Carlos Viana e deputado Paulo Pimenta durante a CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26 | Foto: Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O líder do governo na CPMI do INSS, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que a única possibilidade do parecer de Gaspar (PL-AL) ser aprovado é “se os parlamentares aprovarem um relatório conjunto”. 

O petista afirmou que a base governista vai apresentar um relatório paralelo que “demonstrará, de forma absolutamente categórica, como ocorreu o escândalo do INSS”. Pimenta disse que seu parecer pede o indiciamento de 170 pessoas.

Segundo Pimenta, o seu relatório “identificará cada um dos nove núcleos operacionais que atuaram para roubar aposentados e aposentadas”.

“Também vamos identificar o núcleo de servidores que se corromperam dentro da estrutura do INSS”, acrescentou o deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul. “Em cada um desses núcleos, vamos individualizar a responsabilidade de todas as pessoas que participaram dessas organizações criminosas.”

Informações Revista Oeste


O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a direita chegará unida ao segundo turno das eleições presidenciais e que apoiará qualquer candidato do campo político que enfrente o Partido dos Trabalhadores (PT), inclusive o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Zema deixou o governo de Minas para a disputa presidencial nas eleições deste ano.

– Quem fala que a direita não está junta está equivocado. Nós vamos estar juntos no segundo turno – disse durante entrevista ao programa Pleno Time, nesta quinta-feira (26).

Ao ser questionado sobre diferenças em relação a Flávio Bolsonaro, seu futuro concorrente nas urnas, Zema relembrou conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano passado, antes de lançar sua pré-candidatura.

– Ele [Jair Bolsonaro] me falou: “Zema, vá! Quantos mais candidatos à direita tiver, mais forte ela vai ficar”. E isso faz todo sentido – disse, indicando que o líder conservador compactua com seu pensamento de multiplicidade de candidaturas no primeiro turno.

O ex-governador mineiro destacou ainda que pretende ter bom desempenho eleitoral em seu estado e que outros governadores bem avaliados também devem contribuir para fortalecer a direita nacionalmente. Ele também reiterou que apoiará qualquer nome da direita que enfrente o PT em um eventual segundo turno.

– Estarei apoiando aquele que estiver contra o PT. Estarei lá como fiz em 2022 – afirmou, lembrando seu engajamento na campanha de Jair Bolsonaro na última eleição presidencial.

Por fim, Zema afirmou estar disposto a contribuir com o país independentemente do cargo.

– Quero participar para melhorar o Brasil. Não tenho projeto pessoal de poder – declarou, ao ser questionado se assumiria algum ministério em um governo de direita.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/Pleno.News


Chefe do Executivo afirmou que Brasil faz fronteira com todos os países da América do Sul

Lula da Silva: desfile virou problema na agenda política do petista | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Lula acumula deslizes factuais em suas falas públicas | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um novo equívoco geográfico nesta quarta-feira, 25, ao detalhar as potencialidades comerciais da aviação brasileira. Durante visita técnica ao polo de manutenção da Latam, em São Carlos (SP), o mandatário asseverou que o Brasil compartilha limites territoriais com todos os países da América do Sul. A declaração desconsidera a realidade cartográfica da região, uma vez que Chile e Equador não possuem fronteiras secas ou molhadas com o domínio brasileiro.

O deslize ocorreu logo que o petista exaltava a capacidade de produção da Embraer. O governo estima um aporte de aproximadamente R$ 11 bilhões na aquisição de até 74 jatos do modelo E195-E2 pela Latam, em negociação iniciada no segundo semestre do ano passado. Acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelos ministros da Fazenda e do Trabalho, Lula utilizou o argumento da proximidade regional para justificar a expansão da frota, ignorando o isolamento geográfico de dois vizinhos continentais.

Sequência de lapsos verbais

A falha em São Carlos soma-se a uma outro tropeço retórico registrado nesta semana. Na terça-feira, 24, o ocupante do Palácio do Planalto gerou perplexidade ao celebrar a aprovação do Projeto de Lei Antifacção. Na ocasião, o presidente agradeceu aos parlamentares por transformarem o Brasil em um dos países “mais respeitados do mundo no crime organizado”. A Secretaria de Comunicação precisou intervir para retificar a fala, alegando que o governante pretendia mencionar o “combate” às facções e não a liderança nelas.

A tendência de construções frasais problemáticas marcou também agendas externas recentes. Durante passagem pela Indonésia em outubro de 2025, o chefe de Estado inverteu a lógica do narcotráfico ao classificar os traficantes como vítimas dos dependentes químicos. Naquela oportunidade, o mandatário sugeriu que o enfrentamento aos usuários seria uma tarefa mais simples do que o combate aos fornecedores de entorpecentes.

Informações Revista Oeste


Boletim médico informa evolução clínica positiva do ex-presidente internado no Hospital DF Star, em Brasília

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) internado na UTI do Hospital DFStar, em abril de 2025 | Foto: Jair Messias Bolsonaro/Via Facebook
Bolsonaro permanece internado em observação nas próximas 24 horas | Foto: Facebook/Jair Messias Bolsonaro 

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira, 27, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, em Brasília.

Divulgado na tarde desta quinta-feira, 26, o comunicado aponta boa evolução clínica e ausência de sinais de infecção aguda. Bolsonaro permanecerá em observação pelas próximas 24 horas. O ex-presidente encerrou hoje o ciclo de antibióticos.

Bolsonaro deu entrada no hospital em 13 de março. Ele estava com febre alta, baixa saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Os médicos diagnosticaram pneumonia bacteriana por broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido estomacal.

Bolsonaro permaneceu na unidade de terapia intensiva. Ele passou para cuidados semi-intensivos na semana passada.

Recuperação de Bolsonaro

O cardiologista Brasil Caiado estima recuperação total entre 90 dias e seis meses. A equipe médica realizará visitas recorrentes para monitorar a evolução do quadro clínico.

A notícia da alta ocorre depois de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira 24, o magistrado concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro pelo prazo de 90 dias.

A decisão atende parcialmente a pedido da defesa do ex-presidente. Segundo Caiado, a prisão domiciliar pode beneficiar a recuperação do paciente. “O ambiente domiciliar está em preparação pela família”, afirmou. “Já foi providenciada uma cama mais adequada para o problema quase central dele hoje, que é o refluxo gastroesofágico.”

Histórico clínico de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ferido por uma facada durante a campanha eleitoral de 2018. O primeiro procedimento ocorreu em caráter emergencial em 6 de setembro daquele ano, em Juiz de Fora (MG). Na ocasião, os médicos retiraram parte do intestino.

Ainda em 2018, Bolsonaro passou por nova cirurgia em São Paulo para tratar um quadro de obstrução intestinal.

Em 2019, voltou ao centro cirúrgico para retirar a bolsa de colostomia colocada depois do atentado. Na mesma cirurgia, os médicos corrigiram uma hérnia formada na região da cicatriz.

Em 2020, Bolsonaro foi submetido a dois procedimentos. Um deles retirou um cálculo na bexiga. O outro foi uma vasectomia.

Em 2023, o ex-presidente passou por nova cirurgia para correção de outra hérnia e remoção de aderências.

Em abril de 2025, Bolsonaro foi novamente operado. O procedimento incluiu laparotomia exploradora, liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. Em dezembro do mesmo ano, os médicos também realizaram um segundo procedimento para amenizar crises de soluço.

Informações Revista Oeste


O prefeito de Jequié, Zé Cocá, afirmou nesta quinta-feira (26) que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O convite foi feito durante agenda em Jequié.

Ao comentar a decisão, o gestor destacou a confiança no projeto político apresentado por Neto e disse acreditar na possibilidade de mudança no estado.

“Com projeto de governo, não de poder, é o que Neto sonha aqui. Com certeza a Bahia será transformada, melhorará, e quando vi nos olhos de Neto, senti que podemos ajudar, melhorar e fazer com que a Bahia melhore”, afirmou.

Zé Cocá também ressaltou a relação de confiança pessoal ao justificar a aceitação do convite.

“Meu pai me dizia que o homem a gente conhece no olhar e palavra de homem vale mais do que qualquer coisa. Acredito no fio do bigode. Quando Neto me convidou, eu senti em Neto a palavra do fio do bigode. Meu pai dizia: homem pela palavra e boi pela venta”, completou.

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