SubtítulLevantamento mostra recuperação da imagem do governo federal; aprovação chegou a 47%, enquanto desaprovação ficou em 48%.
Foto: Cláudio Kbene/PR
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue superior à positiva.
De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados desaprovam a gestão do petista, enquanto 47% aprovam e 5% não responderam.
A sondagem aponta para uma melhora na avaliação do governo Lula nos últimos meses. Em abril, a diferença entre a desaprovação e a aprovação era de nove pontos. Em maio, caiu para três e, agora, é de um ponto. Na pesquisa anterior, a desaprovação era de 49% e a aprovação era 46% .
A pesquisa mostra ainda que a avaliação do eleitorado. Para 38% dos entrevistados, a avaliação do governo é “negativa”, contra 34% da avaliação “positiva” e 26% como “regular”. Na última pesquisa, esses índices eram , respectivamente, 39%, 34% e 25%.
O instituto entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-07661/2026.
Texto permite que trabalhadores escolham entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho e um modelo mais flexível
Carteira de Trabalho Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diversas entidades econômicas divulgaram nesta terça-feira (9) uma carta aberta em defesa da PEC 12/2026, proposta pela oposição ao governo Lula no Senado, que cria um modelo alternativo de contratação baseado na flexibilização da jornada de trabalho.
O documento das entidades reúne mais de uma centena de assinaturas e pede que os senadores aprovem a medida, apresentada como contraponto à proposta que prevê o fim da escala 6×1.
Segundo os defensores da PEC, o texto permite que trabalhadores possam escolher entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo mais flexível, com possibilidade de adequação da carga horária às necessidades individuais, sem perda de direitos trabalhistas.
Na carta, as entidades afirmam que a proposta preserva garantias como 13° salário, férias remuneradas, adicional de um terço de férias, FGTS e aviso prévio.
– É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida – diz o documento.
As organizações que assinam a mensagem argumentam que a realidade do mercado de trabalho exige maior flexibilidade para atender diferentes perfis profissionais. O texto cita situações como trabalhadores que desejam conciliar emprego e estudos, pais que precisam de horários mais adaptáveis e profissionais que preferem concentrar mais horas de trabalho em períodos de maior demanda.
– A vida não bate ponto do mesmo jeito todos os dias. Tem mês que o movimento bomba e o trabalhador consegue tirar uma boa comissão. Tem mês que a coisa aperta e é preciso correr atrás de um extra para fechar as contas – reforça a mensagem.
As entidades também criticam propostas que estabeleçam uma jornada única para todos os setores da economia e sustentam ainda que mudanças que reduzam a jornada de forma obrigatória podem aumentar custos para empresas e consumidores.
– Toda essa rigidez aumenta o custo dos produtos e serviços e, no fim, quem paga a conta é o trabalhador brasileiro: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus, no valor do condomínio – destaca.
Além da Fiesp, o documento recebeu apoio de importantes entidades empresariais nacionais, entre elas a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT).
O levantamento questionou os participantes sobre quais nomes eles descartariam completamente na eleição presidencial
Lula e Flávio Bolsonaro se apresentam como pré-candidatos à Presidência da República | Foto: PR e Agência Senado
Dados apresentados pela Gerp nesta terça-feira, 9, revelam que 48% dos entrevistados não votariam em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já se declarou pré-candidato ao Planalto, registra rejeição de 42% entre os eleitores.
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A pesquisa questionou os participantes sobre quais nomes eles descartariam completamente na eleição presidencial. O levantamento foi realizado com 2 mil brasileiros, entre os dias 2 e 5 de junho, e possui margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95,5%.
Flávio vence Lula em um possível segundo turno
A pesquisa também demonstra que, em um eventual segundo turno, o senador leva vantagem sobre o presidente. A Gerp mostra Flávio Bolsonaro com 44,7% das intenções de voto, contra 39,1% de Lula.
Detalhes metodológicos e registro da pesquisa
O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-01792/2026. O custo total do estudo foi de R$ 20 mil, pagos com recursos próprios da empresa responsável.
A nova delação de Daniel Vorcaro, entregue no início de junho à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, mencionou o investimento feito pelas empresas do banqueiro ao filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O banqueiro indica que não houve nenhuma irregularidade no processo.
Vorcaro afirmou que a relação foi “republicana” e que não houve nenhum tipo de compensação ou privilégios ilícitos em benefício do banqueiro. A informação, divulgada pelo portal Metrópoles, reafirma a idoneidade do processo, defendida pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O assunto veio à tona após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens entre Vorcaro e Flávio sobre um investimento de R$ 60 milhões na produção do longa-metragem. A publicação ocorreu no dia 13 de maio.
No dia 19 de maio, o instituto AtlasIntel divulgou uma pesquisa sobre as intenções de voto para presidente da República. O levantamento mostrou uma queda de seis pontos percentuais com relação à última aferição.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, considerou que a pesquisa foi contaminada, fazendo uso de áudios para induzir o voto dos participantes. Como consequência, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ordenou nesta segunda-feira (8) a retirada imediata dos dados da pesquisa das redes sociais e site oficial da instituição.
— Há indicativos de que a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística — declarou o ministro.
A decisão ocorreu após análise de outras 27 pesquisas realizadas pelo instituto. Em nenhuma delas os pesquisadores fizeram uso de arquivos de mídia, como no levantamento suspenso pelo tribunal, o que foi considerado um excesso.
*Pleno.News Fotos: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo e André Coelho/EFE
Investigadores afirmam que aditivo apresentado pela defesa não trouxe elementos capazes de mudar a avaliação sobre o caso
O prazo para a defesa de Vorcaro apresentar novos elementos termina nesta semana | Foto: Divulgação/SAP
A nova investida do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para viabilizar um acordo de delação premiada encontrou resistência dentro da Polícia Federal (PF).
Integrantes da corporação avaliam que o material complementar entregue pela defesa na semana passada ficou aquém das expectativas e não apresentou informações com potencial para alterar o rumo das investigações.
Nos bastidores, a percepção é de que o documento acrescenta pouco ao que já foi reunido pelos investigadores da PF. Segundo o site g1, as referências a personagens políticos e a operações financeiras já eram conhecidas pela equipe responsável pelo caso e não foram consideradas suficientes para justificar uma mudança de posição.
O aditivo menciona, entre outros pontos, repasses ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e cita o filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação de investigadores, porém, as informações surgem mais como contextualização do que como revelações.
A defesa de Vorcaro ainda trabalha para fortalecer a proposta de colaboração. O prazo para apresentar novos elementos termina nesta semana, em uma tentativa de convencer a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-banqueiro pode oferecer informações relevantes para o avanço das apurações.
A palavra final caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Nos últimos dias, o magistrado manteve reuniões com representantes de Vorcaro e acompanha pessoalmente as negociações envolvendo o acordo.
Perícia reforça resistência ao acordo de delação de Vorcaro
Fontes ligadas à investigação relatam que a preparação da colaboração mobilizou intensamente a equipe jurídica do ex-banqueiro. Nas últimas semanas, advogados realizaram encontros frequentes com o empresário para revisar documentos e definir a estratégia adotada nas conversas com as autoridades.
O ambiente de desconfiança, contudo, permanece. Investigadores sustentam que Vorcaro ainda não apresentou fatos considerados decisivos e mantêm a avaliação de que parte do conteúdo entregue busca resguardar pessoas ligadas ao caso.
Essa percepção já havia motivado a rejeição de uma versão anterior da delação. Desde então, as negociações passaram a envolver simultaneamente a PF e PGR, que analisam em conjunto a viabilidade do acordo.
Presidente suspendeu levantamento por indícios de manipulação
Flávio Bolsonaro durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo – 27/2/2026 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, barrou a divulgação da pesquisa do instituto AtlasIntel que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O levantamento indicava queda forçada nas intenções de voto de Flávio na corrida pelo Palácio do Planalto.
Nunes Marques concedeu uma liminar de urgência, depois de identificar indícios de manipulação para prejudicar o pré-candidato da oposição.
A decisão atende a um pedido formal apresentado pela cúpula do PL.
Os advogados do partido argumentaram que a empresa de estatística estruturou as perguntas com o objetivo de gerar uma imagem negativa do parlamentar, fugindo da apuração regular da opinião pública.
A direção do instituto incluiu áudios vazados de investigações policiais envolvendo a conversa de Flávio com o banqueiro dentro do questionário para “contaminar” as respostas dos eleitores, segundo o presidente do TSE.
Presidente do TSE aponta “contaminação”
O ministro destacou a gravidade da manobra em seu despacho.
Em análise preliminar, o magistrado afirmou que os dados coletados revelam uma clara distorção provocada pelo método de abordagem.
“Os elementos trazidos aos autos reforçam os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada”, argumentou o presidente do TSE, ao acolher os argumentos dos advogados de Flávio a respeito dos danos provocados pela inclusão do arquivo de áudio na entrevista.
Para o presidente do tribunal, o questionário foi desvirtuado e deixou de funcionar como um termômetro legítimo das tendências políticas do eleitorado nacional.
Ele criticou a mudança drástica na conduta do instituto na condução das amostragens. “Há indicativos de que a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”, observou o presidente do TSE.
Instituto mudou perguntas para prejudicar Flávio Bolsonaro
Nunes Marques analisou o histórico da empresa e descobriu que outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel não usaram arquivos de som nem perguntas parecidas.
O ministro do TSE concluiu que a metodologia estatística foi corrompida para induzir o cidadão.
O magistrado determinou que os responsáveis entreguem os relatórios técnicos complementares e deu 24 horas para o Ministério Público Eleitoral se manifestar acerca de eventual fraude.
A sondagem sob suspeita veio a público no dia 19 de maio, logo depois de vazarem as conversas sobre o financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Números forçados mostravam tombo de seis pontos
O relatório sob suspeita exibia uma reviravolta no cenário eleitoral em menos de um mês. Os dados da AtlasIntel mostravam Lula com 48,9% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro despencava para 41,8%.
No levantamento anterior, feito em abril, o senador liderava a disputa de segundo turno contra o presidente Lula pelo placar de 47,8% a 47,5%. Desta forma, a variação representava uma perda de seis pontos porcentuais para o pré-candidato da oposição.
O PL sustentou na ação judicial que a sequência dos temas e a associação direta do nome do senador ao banqueiro investigado destruíram a integridade do resultado final.
A liminar de Nunes Marques proíbe que o instituto replique os dados em qualquer meio oficial de divulgação.
Ex-ministros do TSE endossam Nunes Marques
A Oeste, dois ex-ministros do TSE viram substância na decisão do presidente do tribunal.
De acordo com um deles, o magistrado impediu que ocorre “desequilíbrio no pleito eleitoral”.
“A Justiça Eleitoral não exige apenas rigor estatístico, mas também que o questionário não funcione como instrumento de persuasão”, acrescentou outro ex-integrante da Corte.
Documento enviado ao STF detalha o estado de saúde do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar provisória
O ex-presidente Jair Bolsonaro; relatório médico enviado ao STF detalha o estado de saúde do ex-mandatário | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Um novo relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalhou o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o documento semanal emitido nesta sexta-feira, 5, o paciente apresentou quadros de soluços com uma recorrência acima da média nos últimos sete dias.
A equipe médica monitora de perto a evolução do quadro clínico do ex-mandatário. O monitoramento ocorre de forma regular por determinação judicial.
Cuidados médicos e dieta rigorosa de Bolsonaro
Os médicos mantêm o ex-presidente com doses elevadas de medicações específicas. Ele também segue uma rigorosa dieta com baixo teor de acidez para conter os soluços. No início de maio, Bolsonaro passou por uma cirurgia no ombro direito em Brasília.
O boletim sinaliza que a pressão arterial segue controlada. Contudo, o ex-presidente mantém uma instabilidade crônica do equilíbrio corporal. Por isso, os profissionais adotam medidas preventivas para reduzir o risco de quedas.
“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços”, cita o texto. Os médicos também relataram um desconforto nos movimentos do ombro operado.
Prisão domiciliar e restrições
A 1ª Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por uma suposto tentativa golpe de Estado. Em janeiro, o ex-presidente começou a cumprir a pena em um batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal.
No fim de março, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar provisória. A decisão ocorreu depois de um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Moraes estabeleceu regras estritas para o cumprimento da prisão domiciliar. Veja as principais exigências estabelecidas pelo ministro:
Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
Proibição total de utilizar aparelhos celulares;
Veto ao acesso a redes sociais e gravação de mídias;
Visitas restritas a filhos, advogados e médicos autorizados.
Todas as pessoas que visitam o ex-presidente também estão proibidas de entrar com celulares no local.
Impasse sobre a Lei da Dosimetria
Em maio, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou a Lei da Dosimetria. A nova legislação prevê a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o texto também deve reduzir a pena do ex-presidente.
Logo depois da promulgação, a Advocacia-Geral da União acionou o Supremo. O órgão defende a inconstitucionalidade da medida.
Diante do questionamento, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da nova lei. A trava jurídica continuará em vigor até que o plenário do STF analise as ações contra a norma.
A defesa argumenta que, desde maio de 2023, o militar esteve sujeito a restrições impostas pela Justiça
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um recurso protocolado pela defesa do tenente-coronel Mauro Cid e determinou prazo de cinco dias para que o órgão se manifeste sobre o pedido.
Os advogados do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitam que o período em que Cid permaneceu submetido a medidas cautelares seja considerado para fins de cumprimento da pena prevista em seu acordo de colaboração premiada.
A defesa argumenta que, desde maio de 2023, o militar esteve sujeito a restrições impostas pela Justiça, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno, o que, segundo os advogados, representou uma limitação efetiva de sua liberdade e deveria ser contabilizado no cálculo da pena.
Em decisão anterior, Moraes rejeitou o pedido ao entender que a legislação prevê apenas o abatimento do período de prisão provisória, sem incluir medidas cautelares alternativas. O ministro ressaltou que Mauro Cid permaneceu preso preventivamente por cerca de cinco meses e 17 dias, tempo insuficiente para extinguir a pena superior a dois anos prevista no acordo.
Com o envio do recurso à PGR, o STF aguardará o parecer do órgão antes de decidir se revisa ou mantém o entendimento já adotado no caso.
Nova manifestação foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça
Rui Costa Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Em uma nova manifestação enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que o inquérito aberto em 2023 contra o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, volte a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação é sobre um processo que averigua desvios na compra de 300 respiradores para combate à Covid-19.
Os 300 respiradores foram comprados por R$ 48 milhões, mas nunca foram entregues. Em 2020, início da pandemia, Costa era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste.
Em maio de 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU) analisou o caso e afastou qualquer responsabilidade de Rui Costa.
A PGR apontou, na nova manifestação, que as suspeitas de crimes na compra de respiradores pelo então governador da Bahia podem ter envolvido também operações de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos enquanto ele era ministro da Casa Civil do governo Lula.
A assessoria de Rui Costa não se manifestou sobre o pedido da PGR.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o cenário é tão grave que, até hoje, os bloqueios judiciais determinados pela investigação conseguiram obter menos de 3,5% do total desviado. O órgão informou que a Polícia Federal (PF) ainda está finalizando diligências para descobrir o destino do dinheiro desviado e apontou que os recursos podem ter se convertido em patrimônio dos alvos investigados, citando entre eles Rui Costa. As informações são Estadão e da CNN Brasil.
Investigadores suspeitam que recursos enviados tenham financiado despesas de Eduardo Bolsonaro
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro: no foco da Polícia Federal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) pretende solicitar às autoridades dos Estados Unidos a quebra de sigilo de um fundo de investimentos sediado no Texas. O veículo teria recebido parte dos recursos relacionados ao filme Dark Horse. O procedimento integraria uma investigação sobre o suposto envolvimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo a reportagem, a suspeita é de que recursos transferidos ao fundo possam ter sido utilizados para custear despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e financiar iniciativas direcionadas a autoridades brasileiras.
Polícia Federal aguarda autorização do STF
O pedido de quebra de sigilo dependeria de autorização prévia do Supremo Tribunal Federal (STF) e poderia ocorrer no âmbito de um novo inquérito. A cooperação internacional seria necessária porque o fundo está registrado nos Estados Unidos e as movimentações financeiras ocorreram fora do Brasil.
O caso Dark Horse ganhou repercussão depois de revelações sobre o filme inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reportagens apontaram que recursos atribuídos a Vorcaro teriam sido transferidos para estruturas financeiras nos Estados Unidos antes de chegarem ao projeto audiovisual.
Nas últimas semanas, o caso passou a ser analisado também por órgãos de investigação e pelo STF. Entre as linhas apuradas está a eventual utilização de recursos para ações políticas, comunicação digital e campanhas voltadas à pressão sobre autoridades brasileiras.
Até o momento, não há divulgação de eventual pedido formal de cooperação internacional nem de decisão judicial autorizando a quebra de sigilo do fundo. A medida ainda está em fase de avaliação pelos investigadores.