Impulsionamentos ocorreram no período em que vieram à tona ligações celulares entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Foto: Reprodução/X
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Entre maio e junho, sete perfis anônimos no Facebook e Instagram, com menos de 400 seguidores, gastaram mais de R$ 1 milhão em anúncios críticos ao senador Flávio Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas. A análise do jornal O Globo revelou que as páginas usaram estratégias semelhantes para contornar algoritmos, sugerindo coordenação centralizada, ao impulsionar centenas de postagens com valores menores.
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Entre maio e junho, sete perfis anônimos no Facebook e Instagram, cada um com menos de 400 seguidores, gastaram mais de R$ 1 milhão em anúncios críticos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. A informação é do jornal O Globo.
Os impulsionamentos ocorreram no período em que vieram à tona ligações celulares entre Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e quando pesquisas mostravam que o senador se aproximava do presidente Lula nas intenções de voto.
A análise do jornal identificou que as páginas empregavam estratégias idênticas para contornar as restrições dos algoritmos, sugerindo coordenação centralizada.
Em vez de concentrar grandes valores em poucas publicações, cada página optou por impulsionar centenas de postagens com quantias menores, de modo a aumentar a permanência do conteúdo na plataforma caso parte fosse removida.
As legendas genéricas, como “A discussão aumentou e trouxe novas interpretações. Compartilhe sua opinião!”, dificultavam a identificação automática de conteúdo político.
Crescimento rápido e indícios de coordenação
Imagem mostra aplicativos Instagram, Facebook e WhatsApp em tela de celular | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Três dessas páginas, criadas em maio, impulsionaram mais de mil publicações antes de serem retiradas do ar. Na sequência, outras quatro surgiram em junho e mantiveram a campanha contra Flávio e outros políticos da direita.
Apenas neste mês, esses perfis já desembolsaram R$ 247 mil, sendo R$ 135 mil entre os dias 17 e 23 de junho, ficando atrás apenas do governo federal no valor impulsionado, segundo dados da Meta.
Entre os nomes utilizados pelas páginas, estão Radar do Planalto, Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo, que se apresentavam como veículos independentes. Apesar do baixo número de seguidores, os gastos se destacam: Radar do Planalto, com 388 seguidores, investiu R$ 373 mil em anúncios; Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo, juntos, somaram mais de R$ 500 mil.
Todas registraram informações na Meta nos dias 22 e 23 de abril, têm ligação com sites em espanhol e utilizam telefones com DDD 41, do Paraná. Os sites, criados de forma sequencial na Hostinger, reforçam a hipótese de atuação coordenada.
Alcance dos anúncios e remoção das páginas
Um dos anúncios veiculados entre 2 e 8 de maio atingiu de 300 mil a 350 mil impressões, concentradas em São Paulo (53%) e Minas Gerais (46%). O vídeo, com a frase “O mais b@ndido dos Bolsonaros”, abordava o caso da rachadinha e trazia o narrador afirmando: “Flávio Bolsonaro diz que é contra o crime organizado, mas montou um esquema de desvio de dinheiro com milicianos. Ele diz que quer classificar o CV como organização terrorista, mas está cheio de amigos vinculados com a facção. Esse é Flávio, o mais bandido dos Bolsonaros”, declarou o vídeo.
Segundo a Meta, as regras para anúncios de temas sociais e políticos estão disponíveis on-line. A empresa reforçou compromisso com um ambiente digital saudável, aplicando suas políticas, promovendo transparência e colaborando com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Relatório enviado ao STF sustenta que senador atribuiu falsamente crimes ao presidente em publicação nas redes sociais
Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: empate técnico | Foto: Montagem sobre redes sociais
A Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), que dará continuidade à tramitação do caso.
De acordo com a investigação, uma publicação feita por Flávio Bolsonaro no X, em 3 de janeiro de 2026, atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
No documento encaminhado ao Supremo, a PF conclui que a conduta do senador se enquadra no crime de calúnia previsto no Código Penal e encerra a fase de investigação.
Caso teve início por decisão de Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito em abril deste ano. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal e contou com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na avaliação da PGR, a publicação apresenta indícios de falsa imputação de crimes ao presidente da República.
Na postagem, Flávio Bolsonaro compartilhou uma imagem de Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhada da frase “será delatado”. Para a Polícia Federal, o conteúdo leva o leitor a relacionar Lula aos crimes listados na sequência da publicação. Entre eles tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.
Com o encerramento do inquérito, Alexandre de Moraes deverá encaminhar o relatório à Procuradoria-Geral da República. O órgão decidirá se pede novas diligências, arquiva o caso ou apresenta denúncia ao STF.
E O tribunal referendou liminar do ministro, determinando que a liberdade de expressão não protege conteúdos produzidos por inteligência artificial apresentados como fatos reais
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro | Foto: | Foto: Reprodução/Senado Federal
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça e manteve a determinação para retirada de uma publicação com imagem produzida por inteligência artificial que simulava um encontro político envolvendo o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
A Corte Eleitoral acompanhou integralmente o entendimento do relator, consolidando aquele que passa a ser o primeiro precedente do tribunal sobre o uso de “deepfakes” na disputa eleitoral de 2026.
A ação foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), que sustentou que a postagem utilizava uma imagem artificial divulgada como se fosse uma “foto vazada” de um encontro reservado organizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Para embasar o pedido, o partido anexou um laudo técnico de perícia digital apontando alta probabilidade de que a imagem tivesse sido gerada por inteligência artificial.
Ao conceder a liminar, agora referendada pelo plenário da Corte, André Mendonça estabeleceu uma distinção entre a crítica política — protegida pela Constituição — e a fabricação de fatos inexistentes por meio de recursos tecnológicos.
“A liberdade de expressão não protege, em princípio, a divulgação de conteúdo manipulado ou fabricado digitalmente quando apresentado ao público como se fosse registro autêntico de fato real, sobretudo quando tal expediente é utilizado para associar negativamente pré-candidato a narrativa eleitoralmente desabonadora”, decidiu o ministro.
Preservação do debate público
Na decisão, o ministro ressaltou que a Justiça Eleitoral deve preservar o debate público e evitar interferências desnecessárias na livre manifestação de opiniões. Contudo, para Mendonça, essa proteção não alcança conteúdos artificiais apresentados como verdade.
O ministro observou que a publicação não fazia apenas críticas políticas ao senador, mas criava uma narrativa baseada em um evento cuja existência não possuía qualquer comprovação.
“A mensagem veiculada não se limita a formular juízo crítico ou avaliação política desfavorável”, avaliou. “A postagem apresenta ao público a suposta existência de fato determinado: uma fotografia vazada de evento privado. A imagem teria sido fabricada por inteligência artificial, sem identificação ostensiva dessa condição, e divulgada como se fosse registro fotográfico real.”
“Foto vazada” e uso de inteligência artificial
Ainda na sua decisão, Mendonça afirmou que a publicação buscava conferir aparência de autenticidade: “Ao contrário, foi divulgada sob a expressão ‘foto vazada’, expressão que, em princípio, comunica ao eleitorado a ideia de registro autêntico, obtido de forma não oficial, de acontecimento real que se pretendia ocultar”.
O ministro também destacou que o laudo técnico apresentado pelo PL apontou 78% de probabilidade de a imagem ter sido gerada por inteligência artificial, classificando o documento como “indício suficiente de artificialidade do conteúdo” nesta fase do processo.
Além de confirmar a remoção da postagem, o TSE manteve a proibição de novas publicações com conteúdo semelhante. Para Mendonça, a decisão não impede críticas políticas, mas apenas a divulgação de imagens artificiais apresentadas como fatos reais.
“Não se determina a supressão de críticas a qualquer pré-candidato ou agente político”, destacou. “Veda-se, neste momento, apenas a manutenção e a reiteração da publicação específica que apresenta imagem aparentemente sintética como se fosse ‘foto vazada’ de evento real.”
O presidente da legenda marcou conversas individuais com Flávio e Michelle Bolsonaro
Valdemar declarou que a direita não pode iniciar a disputa pelo Palácio do Planalto carregando um racha interno | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, interrompeu uma viagem aos Estados Unidos e antecipou o seu retorno ao Brasil na noite desta quinta-feira, 25. O chefe da legenda tomou a decisão de voltar às pressas logo que a briga pública na família Bolsonaro escalou. A apuração da CNN mostra que o dirigente vai conduzir reuniões individuais com o senador Flávio Bolsonaro e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para tentar salvar a unidade do grupo.
Valdemar declarou que a direita não pode iniciar a disputa pelo Palácio do Planalto com um racha interno, principalmente envolvendo o clã do ex-presidente. Os bastidores partidários fervem desde que Michelle publicou vídeos nas redes sociais com queixas diretas sobre o comportamento do enteado. A cúpula do PL não se opôs à ideia da gravação, mas considerou o teor dos ataques um erro político grave da ex-primeira-dama.
Michelle avisou Bolsonaro sobre postagem, mas escondeu conteúdo
Segundo o site, a ex-primeira-dama esperava um telefonema de reconciliação de Flávio, mas o senador evitou o contato. Irritada com o isolamento, ela avisou o marido, Jair Bolsonaro, que faria um pronunciamento na internet, mas escondeu o conteúdo ríspido da mensagem até o momento da publicação.
Flávio Bolsonaro evitou um embate público e defendeu a união de forças entre os conservadores. O pré-candidato do PL à Presidência, inclusive, pediu desculpa formal à madrasta. Michelle também amenizou o tom em declarações recentes, negou a existência de uma guerra familiar e afirmou que não guarda raiva de nenhum integrante da sigla.
FOTODELDÍA AME3749. GUARULHOS (BRASIL), 23/06/2026.- El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, asiste al lanzamiento de la nueva fase del Programa Nacional Celular Seguro este martes, en la Base Aérea de Guarulhos (Brasil). Lula da Silva firmó un decreto que permitirá bloquear los teléfonos celulares robados, como medida para frenar este delito, del que se produce cerca de un millón de denuncias por año. EFE/ Isaac Fontana
Uma pesquisa do PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) aponta que, entre os 86% de entrevistados que afirmam estar cientes sobre o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, 54% consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o principal responsável por ter permitido que as irregularidades ocorressem.
Por outro lado, outros 29% atribuem a responsabilidade à gestão antecessora, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ainda de acordo com o levantamento, 9% dos consultados desconhecem o caso, e 6% optaram por não responder.
– Você ficou sabendo sobre o caso do Banco Master, que inclui acusações de fraude bancária, lavagem de dinheiro, compra de leis e corrupção? – Quem você acha que foi o principal responsável por permitir as ilegalidades do Banco Master?
O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2026. Foram consultados 2.400 entrevistados em 617 municípios das 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o intervalo de confiança é de 95%.
Senador e pré-candidato à Presidência defende diálogo e diz que há ‘um Brasil para tirar das mãos do PT’
O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), respondeu, nesta quarta-feira, 24, às declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre a disputa política no Ceará, negou ter tido a intenção de ofendê-la, pediu desculpa caso isso tenha ocorrido e disse que mantém “respeito e reconhecimento” pelo trabalho realizado por ela.
“Sou casado há 16 anos, pai de duas filhas maravilhosas e nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida”, escreveu. O senador afirmou que nunca teve a intenção de atingir Michelle. “Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas.”
Na mesma manifestação, ele declarou que respeita a ex-primeira-dama. “Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, afirmou.
Flávio ainda disse que todos buscam o mesmo objetivo e que as diferenças estão apenas na forma de chegar ao melhor resultado. “Tenho absoluta convicção de que todos temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos livrar da esquerda”, avaliou. Flávio também disse que suas decisões são tomadas com o respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio relata tentativa de diálogo com Michelle
Na publicação, o senador informou que procurou promover uma aproximação com Michelle antes da divulgação do vídeo em que ela criticou a situação política no Ceará.
Flávio afirmou que, na terça-feira 23, pediu à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) que organizasse uma reunião com lideranças femininas conservadoras e sugeriu que Michelle também fosse convidada. “Se você achar que é o caso de convidar a Michelle também, eu estou de coração aberto”, escreveu à ex-ministra.
Segundo o senador, na manhã desta quarta-feira, ele próprio telefonou para a ex-primeira-dama para fazer o convite. “Mais um gesto não correspondido”, afirmou o pré-candidato a presidente do Brasil. “Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou.” Horas depois, disse, Michelle publicou o vídeo.
Apesar disso, Flávio informou que a reunião está mantida “para tratar justamente das soluções que proporemos para milhões de mulheres brasileiras que acordam cedo, trabalham, cuidam dos filhos e das famílias”, e encerrou: “O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT”.
A resposta foi publicada depois de Michelle divulgar um vídeo em que criticou a possível aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e acusou Flávio de tê-la “desrespeitado” e “maltratado” durante uma ligação telefônica. Ela também afirmou que o senador e os irmãos fizeram manifestações públicas contra ela depois do episódio.
Senador afirma que decisão foi tomada em comum acordo com Lula e diz que prioridade agora será provar inocência no caso Master
Wagner afirmou que a decisão foi tomada de forma conjunta com o presidente | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado, nesta quarta-feira, 24. A saída ocorreu depois de uma reunião com o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada.
Em publicação nas redes sociais, Wagner afirmou que a decisão foi tomada de forma conjunta com o chefe do Executivo. Ele aproveitou para destacar a amizade com o presidente da República.
“Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do governo no Senado Federal”, escreveu Wanger.
A saída ocorre em meio à pressão de integrantes do Palácio do Planalto e do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) para que o senador deixasse a função.
Nos bastidores, aliados do governo avaliavam que a permanência de Wagner no posto ampliava o desgaste político provocado pelas investigações envolvendo o Banco Master. Até a reunião de hoje, o parlamentar resistia à possibilidade de deixar o cargo de liderança.
Interlocutores do PT afirmavam que ele considerava uma saída imediata uma espécie de admissão de culpa e defendia permanecer na função pelo menos até o recesso parlamentar, previsto para 19 de julho.
Wagner diz que foco será provar inocência
Na manifestação divulgada após o encontro com Lula, Wagner afirmou que pretende concentrar seus esforços na própria defesa e nas eleições de 2026.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, declarou o senador.
Jerônimo Rodrigues é o atual governador da Bahia e deverá buscar a reeleição de outubro. Ex-ministro-chefe da Casa Civil e ex-governador da Bahia, o também petista Rui Costa deverá sair em busca de uma das cadeiras para o Senado pelo Estado nordestino. Assim como Costa, Wagner é pré-candidato a senador.
Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça ligado ao Master.
Segundo a Polícia Federal (PF), Wagner atuou em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional em troca de vantagens indevidas. A defesa dele, entretanto, nega as acusações e sustenta que a investigação se baseia em premissas equivocadas.
No começo da semana, o petista apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a decisão que autorizou buscas em endereços ligados a ele.
Ao anunciar a saída da liderança, Wagner também procurou reforçar o compromisso com o grupo político liderado por Lula. “Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil”, afirmou o parlamentar.
A definição sobre o substituto na liderança do governo no Senado ainda não foi anunciada pelo Palácio do Planalto. A coluna apurou, no entanto, que o senador Camilo Santana (PT-CE) é o principal cotado para suceder Wagner.
STF
Oeste apurou que a saída de Wagner agradou a uma ala do STF, que tinha restrições ao nome dele desde a votação no Senado, em 2023, que aprovou um projeto que limita decisões monocráticas de ministros.
Na ocasião, juízes do STF passaram a defender a saída do congressista do cargo. Lula, porém, decidiu bancar a manutenção do amigo de longa data na posição.
Oitiva ocorre presencialmente, porque Moraes barrou videoconferência
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Jair Bolsonaro
A Polícia Civil do Distrito Federal colhe o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira, 23. A oitiva integra o inquérito sobre a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro. Policiais encontraram o armamento com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em uma blitz no Distrito Federal.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a oitiva presencial na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária. O magistrado justifica que há restrição legal ao uso de comunicações eletrônicas, o que impede a videoconferência. A 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, conduz o caso. O depoimento será às 15h.
Investigação apura origem e circulação da arma de Bolsonaro
Policiais militares apreenderam a arma em 15 de junho, no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante do GSI.
Na ocasião, o integrante do GSI disse que trabalha para Bolsonaro e que a pistola pertencia ao ex-presidente. Além disso, ele declarou que recebeu a arma no dia 15 de junho para levá-la ao conserto e que, no dia seguinte, a devolveria para Bolsonaro.
A Polícia Civil instaurou o inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou a investigação a Moraes.
A defesa de Bolsonaro afirmou ao STF que entregou a arma ao agente depois de identificar uma falha mecânica. Segundo os advogados, a pistola estava sem condições de uso, porque a equipe de segurança retirou o percussor sem o conhecimento do ex-presidente.
O senador se inscreveu para discursar na Comissão de Comércio Internacional contra a proposta de taxar produtos brasileiros em 25%
Flávio Bolsonaro usou a rede social X para criticar a postura do governo federal diante do risco de sanções estrangeiras | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se inscreveu nesta segunda-feira, 22, para depor na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. O parlamentar quer discursar contra a proposta norte-americana de criar um imposto de 25% sobre mercadorias importadas do Brasil. O debate oficial ocorrerá no dia 6 de julho em Washington, motivado por uma investigação sobre supostas manobras comerciais desleais do mercado brasileiro.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recomendou o tarifaço no início de junho sob a alegação de reprimir atos comerciais abusivos. A punição foca especialmente o sistema de pagamentos Pix, classificado pelo órgão norte-americano como concorrência desleal. A decisão da agência saiu quando Flávio encerrou uma viagem oficial aos EUA, onde se reuniu com o presidente Donald Trump.
Senador afirma que o imposto ajuda o governo federal nas urnas
Flávio Bolsonaro usou a rede social X para criticar a postura do governo federal diante do risco de sanções estrangeiras. “Vou fazer a minha parte para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo Lula”, publicou o congressista. O pré-candidato à Presidência completou: “Como era de se esperar, Lula não move uma palha para evitar que elas sejam tarifadas. E a razão é muito simples: ele acredita que isso pode beneficiá-lo nas urnas em outubro, mesmo que isso custe quebrar as empresas brasileiras”.
Vou defender os interesses do povo brasileiro!
Vou fazer a minha parte para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo lula.
Como era de se esperar, lula não move uma palha para evitar que elas sejam tarifadas.
O documento de inscrição enviado aos norte-americanos reforça o argumento político de que o tarifaço vai produzir o resultado contrário ao planejado pelos técnicos dos Estados Unidos. O senador alega que a oposição ao Palácio do Planalto virará a principal vítima econômica se as taxas entrarem em vigor. O político defende uma saída baseada em acordos conversados para preservar a parceria comercial de 80 anos entre os dois países.
Petição enviada a Washington defende o uso do Pix
Os advogados do senador registraram formalmente na petição oposição total a qualquer represália contra o sistema bancário brasileiro de transferências instantâneas. O texto ressalta que a testemunha pretende falar em nome dos compradores e dos fabricantes das duas nações.
Esta segunda-feira, 22, marcou o encerramento do prazo fixado pelas autoridades norte-americanas para que cidadãos e representantes de entidades se inscrevam na audiência pública. Donald Trump chegou a compartilhar fotos ao lado do senador brasileiro poucas horas depois de o escritório de comércio dos Estados Unidos sugerir a barreira alfandegária.
Senador critica política econômica do governo, acusa o STF de interferir em decisões do Congresso e afirma que investidores enxergam um ambiente de insegurança jurídica no Brasil
Flávio Bolsonaro deu a declaração no evento ‘A indústria na agenda dos presidenciáveis’, da CNI | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro(PL-RJ) elevou o tom das críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao defender uma mudança de rumo político nas eleições de 2026. O senador deu a declaração durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) desta segunda-feira, 22.
“O governo Lula faz mais mal ao país do que uma guerra entre Rússia e Ucrânia”, analisou Flávio, que chegou a afirmar que a única certeza que tem “é que Lula não será mais presidente da República”. “Vamos vencer a eleição.”
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Ao comparar o governo Lula com o de Jair Bolsonaro, Flávio disse que a gestão conservadora conseguiu manter a responsabilidade fiscal, mesmo reduzindo impostos e sem ampliar a arrecadação durante a pandemia, à crise hídrica e a deflagração da guerra na Ucrânia.
“O governo do presidente Bolsonaro perseguia de forma incessante a redução da carga tributária”, ressaltou. Nesse sentido, o senador afirmou que a atual gestão federal tem provocado mais prejuízos ao país.
Ambiente hostil
Flávio também relatou conversas recentes com empresários e investidores nos Estados Unidos. De acordo com o pré-candidato do PL à Presidência, a principal preocupação manifestada por representantes do mercado internacional é a falta de segurança jurídica no Brasil.
“Hoje existe um ambiente hostil de negócios no Brasil”, afirmou o parlamentar. “Todos, sem exceção, falaram sobre insegurança jurídica.”
O senador argumentou que decisões judiciais têm gerado instabilidade econômica e afastado investimentos que poderiam contribuir para o crescimento do país.
Atuação do STF
Sessão plenária do STF – 10/06/2026 | Foto: Antonio Augusto/STF
Uma parte do discurso de Flávio também foi dedicada a críticas ao STF. Ele citou decisões envolvendo questões tributárias, econômicas e eleitorais para sustentar que a Corte estaria ultrapassando suas atribuições constitucionais.
“É inaceitável que continuemos sendo submetidos à canetada de um ministro do Supremo que pode desfazer uma decisão do Congresso Nacional”, declarou.
Como exemplo, o parlamentar mencionou o embate envolvendo o aumento do IOF e afirmou que decisões aprovadas pela maioria dos deputados e senadores não podem ser revertidas por decisões individuais de ministros.
“O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional”, disse. “Há ministros querendo interferir no processo eleitoral e escolher quem pode ser candidato e quem não pode.”
Ao citar a eleição suplementar realizada em Roraima neste fim de semana, o senador voltou a criticar uma decisão do ministro Flávio Dino relacionada às regras de desincompatibilização dos candidatos.
Prejuízo das estatais
Correios estão em processo de reestruturação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No encerramento do discurso, o senador voltou a criticar a gestão das empresas públicas federais e afirmou que estatais voltaram a registrar prejuízos bilionários.
“As estatais voltaram a dar prejuízos históricos”, destacou Flávio. “São recursos que vão ter que sair de algum lugar do orçamento para compensar essa má gestão. Mais uma vez vemos problemas em fundos de pensão e em estatais. Tudo isso não acontecia no governo do presidente Bolsonaro.”