Um incêndio de grandes proporções atingiu, na tarde desta quinta-feira (20), a área dos pavilhões internacionais da COP30, localizada na chamada Blue Zone (Zona Azul) — área restrita onde se reúnem ministros e negociadores oficiais dos países. O incidente ocorreu próximo ao Pavilhão do Brasil e obrigou a segurança da ONU a ordenar a retirada imediata das pessoas que estavam no local.
De acordo com o ministro do Turismo, Celso Sabino, que estava presente na Zona Azul no momento do ocorrido, o fogo foi controlado por volta das 14h30 e não há registro de feridos. Como medida de segurança, a energia elétrica foi cortada em parte da estrutura e agentes da ONU formaram um cordão de isolamento para impedir o retorno de participantes ao interior do pavilhão.
Em entrevista, Reginaldo Santos, técnico de som que trabalhava no estande da Noruega, relatou os momentos de tensão. O pânico começou durante uma palestra que ocorria no local. “A gente só viu a correria, todo mundo correndo, e aí alguém gritou: ‘É fogo, é fogo, é fogo’. O pessoal já veio escoltando para evacuar”, descreveu.
Ao perceber a gravidade da situação, Reginaldo decidiu auxiliar no combate inicial às chamas. “Na minha sala tinha um estojo de incêndio e na sala da frente também. O pessoal estava pedindo para levar quem pudesse. Minha reação de imediato foi pegar e levar lá para o pessoal ajudar”, explicou o técnico.
Santos permaneceu na área afetada auxiliando os bombeiros na triagem dos equipamentos. “Fiquei dando uma força porque tinha muito extintor jogado no chão e a gente não sabia qual estava vazio e qual estava cheio. Eu via qual estava funcionando e dava para o bombeiro”, detalhou.
Segundo o governador do Pará, Helder Barbalho, o corpo de bombeiros do Estado já está trabalhando no rescaldo do incêndio. Segundo o ONU, o chefe do corpo dos bombeiros pediu para que seja evacuada toda a área atingida para que ocorra pericia no local para verificar as condições de segurança e às 16h da tarde haverá divulgação de novas informações sobre o incêndio.
Segundo o relato do técnico, o foco do incêndio teria começado no estande da África do Sul, possivelmente devido a uma falha elétrica. “A gente acredita que tenha sido curto-circuito, a gente viu muito pipoco de fio. O fogo ficou pelo chão mesmo, graças a Deus não subiu para a lona”, afirmou Reginaldo. “Não teve ninguém ferido, graças a Deus”, completou.
O gabarito oficial do 2º dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já foi disponibilizado nesta quarta-feira (19). As respostas seriam publicadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) na quinta-feira (20), mas devido ao vazamento de algumas questões, o resultado foi adiantado.
Três questões foram anuladas, são elas:
Fotossíntese: (115 na cinza; 121 na amarela; 132 na verde; 123 na azul) Grito: (118 na cinza; 115 na amarela; 135 na verde; 132 na azul) Parcelamento de R$ 60 mil: (172 na cinza; 178 na amarela; 168 na verde; 174 na azul) Os estudantes podem ter acesso as respostas no gov.br.
O vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) pediu, nesta quarta-feira (19), a cassação do deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) após o parlamentar se envolver em uma briga na rua em Curitiba (PR). O pedido foi protocolado depois de vídeos da confusão circularem nas redes sociais.
Kilter criticou a conduta do petista e afirmou que o caso caracteriza quebra de decoro.
– Renato, você fez de novo! Não bastou invadir uma igreja, agredir verbalmente uma mulher no supermercado que você invadiu, agora você resolve sair no soco no meio da rua em Curitiba? Isso é claramente quebra de decoro e eu estou protocolando agora mais um pedido de cassação contra o deputado do PT – disse o vereador.
Kilter também voltou a citar o abaixo-assinado criado para pedir a cassação de Freitas devido ao protesto realizado em um supermercado da capital do Paraná em junho. A petição já reúne mais de 21 assinaturas.
Vídeos publicados nas redes mostram o deputado trocando socos com um homem de preto. Nas imagens, outra pessoa, vestida de azul, fica ao lado do parlamentar e chega a participar da confusão.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta quarta-feira (19/11), os gabaritos oficiais das provas objetivas do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizadas no último domingo (16/11).
Milhões de candidatos foram às escolas em todo o país para realizar o segundo dia do Enem. Após concluírem as provas de Ciências da Natureza e Matemática, os estudantes agora podem acessar o gabarito oficial.
A prova está em evidência também por causa da anulação de três questões por uma suspeita de vazamento.
Os resultados finais serão divulgados apenas em janeiro de 2026.
O Inep havia anunciado, nessa terça-feira (18/11), que anteciparia a divulgação do gabarito oficial. A publicação estava prevista para quinta-feira (20/11).
Vazamento na internet A mudança ocorre em meio à suspeita de vazamento de três questões da prova. Os itens foram anulados e, segundo o Inep, a Polícia Federal (PF) foi acionada para investigar o caso.
As suspeitas ganharam força após denúncias nas redes sociais de que perguntas semelhantes às aplicadas no domingo (16/11) teriam circulado previamente. Diante disso, o instituto afirma ter decidido agir para preservar a lisura e a validade do Enem.
O gabarito do primeiro dia de prova já havia sido divulgado na semana passada. Com a antecipação da nova publicação, os candidatos poderão conferir todas as respostas oficiais ainda nesta quarta-feira.
O Plenário da Câmara aprovou, nesta terça-feira (18), uma emenda do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) para proibir o alistamento de eleitor em prisão provisória e cancelar seu título de eleitor se já o possuir. O texto foi incorporado ao Projeto de Lei 5.582/2025, apelidado de PL Antifacção. O destaque da emenda do parlamentar gaúcho recebeu 349 votos a favor e apenas 40 contra.
– Não faz sentido a pessoa que está afastada do convívio social decidir nas urnas o futuro da sociedade. É um contrassenso! Chega a ser ridículo quando dizemos em outros países que no Brasil é possível um preso votar numa eleição – disse van Hattem, que classificou o direito ao voto a esses presos como uma regalia.
O texto final do projeto antifacção, aprovado de acordo com o relatório do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que recebeu 370 votos favoráveis e 110 contrários, endurece penas e cria tipos penais para crimes cometidos por integrantes de facções.
Na prática, Derrite criou o conceito de organização criminosa ultraviolenta, também chamada de facção criminosa, o “agrupamento, de três ou mais pessoas, que emprega violência, grave ameaça ou coação para impor controle territorial ou social, intimidar populações ou autoridades, atacar serviços, infraestrutura ou equipamentos essenciais”.
O relatório prevê a existência do crime de domínio social estruturado. Essa infração reúne condutas graves cometidas por facções, como o uso de violência para impor domínio territorial, ataques a forças de segurança ou sabotagem de serviços públicos.
A pena para esse crime é de 20 a 40 anos de prisão, com possibilidade de aumento de pena pela metade ou em até dois terços caso esse crime tenha sido cometido por uma liderança se houver conexão transnacional; ou se tiver o fim de obter vantagem econômica com a extração ilegal de recursos minerais; ou a exploração econômica não autorizada; ou ainda se houver violência contra autoridades ou pessoas vulneráveis.
O relator colocou no texto um trecho que permite que a Receita Federal, o Banco Central e outros órgãos fiscalizadores possam continuar executando suas medidas de perdimento imediato de bens. Além disso, o juiz poderá decretar o perdimento extraordinário de bens, independentemente de condenação penal.
*Pleno.News Foto: Kayo Magalhães /Câmara dos Deputados
Em nota, Berlim relembrou a parceria entre os dois países e o compromisso feito pelo país em aderir ao fundo pela Amazônia
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governo da Alemanha emitiu na noite de terça-feira (18) uma retratação formal pelo comentário do primeiro-ministro Friedrich Merz sobre o Brasil. Na nota, a Chancelaria Federal alemã afirma ter “grande respeito [pelo Brasil] pelo feito de organizar uma conferência internacional tão importante”. O comunicado também elogia a “natureza impressionante” da Amazônia. As informações são do portal InfoMoney.
O texto ainda afirma que “o chanceler federal lamentou não ter tido tempo para viajar até as margens do Amazonas e conhecer melhor a natureza impressionante da região”. “Em sua coletiva de imprensa em Belém, ele descreveu o Brasil como um importante país parceiro da Alemanha”.
A nota ainda relembra que a Alemanha se comprometeu a contribuir com o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), organizado pelo Brasil, apesar de nenhum valor ter sido oficialmente divulgado.
“Durante sua breve viagem a Belém, o chanceler federal explicou a política climática do novo governo federal, prometeu uma contribuição significativa para o Fundo Florestal e manteve uma conversa produtiva e voltada para o futuro com o presidente brasileiro Lula”, diz o texto.
Entenda o caso
Merz foi um dos líderes mundiais que esteve em Belém na última semana para participar da cúpula do meio ambiente (COP30). Ele também teve uma reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao retornar a Alemanha, enquanto participava do Congresso Alemão do Comércio, o chanceler, que discursou no evento, pediu que os presentes valorizassem a Alemanha, utilizando o Brasil como um exemplo negativo.
Segundo Merz, ao final da visita ao Brasil, ele teria perguntado a jornalistas que estavam em sua comitiva se eles gostariam de permanecer no país ao invés de voltar à Alemanha. “Ninguém levantou a mão”, falou.
A fala do primeiro-ministro gerou grande repercussão no Brasil. O governador do Pará, Helder Barbalho, e o prefeito de Belém, Igor Normando, criticaram a fala de Merz, que definiram como preconceituosa.
Já o presidente Lula afirmou que “Berlim [capital da Alemanha] não oferece a ele 10% da qualidade que oferece o Estado do Pará e a cidade de Belém”. O petista ainda brincou que Merz “deveria ter ido em um boteco no Pará”, dançado e provado a culinária local.
Até mesmo o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, aderiu ao coro em crítica ao chanceler alemão. Nas redes sociais, Paes chamou Merz de “filhote de Hitler” e “nazista”, ampliando o desgaste causado pelas declarações feitas durante um evento do comércio alemão.
O uso de linguagem neutra está oficialmente proibido em toda a administração pública brasileira. A restrição foi confirmada com a sanção da Lei nº 15.263/2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo texto foi divulgado no Diário Oficial da União na segunda-feira (17).
A lei integra a política de “linguagem simples”, criada para tornar mais claras e acessíveis as comunicações do poder público. Pelo novo conjunto de regras, documentos, formulários e demais materiais oficiais devem ser escritos de forma direta e compreensível, com frases curtas, preferência pela voz ativa, eliminação de redundâncias e proibição de termos vagos.
Entre as diretrizes está a determinação de que órgãos federais, estaduais e municipais sigam rigorosamente a norma culta do português, o que impede o emprego de expressões como “todes”, “elu” ou outras construções que alterem a flexão tradicional das palavras. O artigo 5º deixa explícita a vedação: “não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais consolidadas, ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008”.
A decisão reacende um debate antigo. Desde os anos 1990, movimentos defendem formas neutras de comunicação como forma de reduzir marcas consideradas sexistas na língua, propondo adaptações na escrita e na fala para incluir homens, mulheres e pessoas não-binárias. Exemplos comuns incluem substituir o “o” de “bem-vindos” por “x” ou “e”, criando palavras sem predominância de gênero e aproximando-as das chamadas expressões “agêneras”. O tema também já chegou ao Supremo Tribunal Federal. Em fevereiro de 2025, o plenário declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade de uma lei municipal de Uberlândia (MG) que barrava o uso de linguagem neutra e de “dialeto não binário” em material didático. Os ministros concluíram que municípios não podem legislar sobre diretrizes educacionais – atribuição que cabe à União. Dois anos antes, em 2023, a Corte já havia derrubado norma semelhante aprovada em Rondônia.
A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta segunda-feira (17), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma operação para apurar suspeitas de crimes envolvendo a venda do Master para o Banco de Brasília (BRB). A ação cumpre cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão. Augusto Lima, sócio do Master, também foi preso na ação.
A operação foi batizada pela PF de Compliance Zero e detectou suspeitas da emissão de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Esses títulos teriam sido vendidos ao BRB e, após a fiscalização do Banco Central (BC), foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. São investigados crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, dentre outros.
Em setembro, o Banco Central reprovou a compra de uma fatia do Banco Master pelo Banco de Brasília. O BC passou cinco meses analisando o processo. Um ponto central da decisão foi o risco de o BRB ser contaminado pelos ativos do Master considerados “podres”.
Na operação desta terça, além de Vorcaro e Lima, diretores do Master também são alvo de mandados de prisão.
LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL O BC decretou nesta terça-feira a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia depois de o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição. Segundo pessoas que acompanham o tema de perto, a liquidação acaba com a possibilidade de o acordo avançar.
A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Pelo termo, também fica sob liquidação judicial a Master SA Corretora de Câmbio. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante, com amplos poderes de administração e liquidação.
A liquidação judicial do Master entrou no radar do mercado desde setembro, quando o BC negou a autorização para o BRB adquirir a companhia. O modelo de negócios do Master era considerado problemático, já que o banco emitia papéis garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e pagava taxas muito acima do mercado.
A liquidação extrajudicial é um regime de resolução à disposição do BC para lidar com problemas graves em instituições financeiras, a fim de manter a estabilidade do sistema. A medida interrompe o funcionamento da instituição, retirando-a do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Isso significa que o banco fecha, ou seja, que deixa de funcionar.
A Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono da instituição, durante uma operação nacional
A decisão inclui uma ordem de prisão contra o empresário Daniel Vorcaro, principal nome por trás do grupo | Foto: Divulgação/Banco Master
O Banco Central (BC) decretou nesta terça-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida atinge também o Banco Master Múltiplo e determina o bloqueio imediato dos bens de seus donos e antigos administradores.
O BC adota a liquidação extrajudicial quando considera inviável a recuperação de uma instituição financeira. Assim, o banco tem as atividades interrompidas e deixa de operar no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Não há prazo fixo para o encerramento da liquidação. O processo só termina por decisão do BC ou por decretação de falência. Com a medida, o Fundo Garantidor de Créditos assume o ressarcimento aos credores, dentro do limite de cobertura previsto em seu regulamento.
PF amplia ofensiva contra crimes financeiros
A Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro em São Paulo, durante uma operação nacional contra crimes financeiros. Batizada de Compliance Zero, a investigação apura a suposta emissão de títulos de créditos falsos por instituições integrantes do SFN.
Nesse sentido, a operação da PF inclui cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 ordens de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.
Ator, músico e compositor estava internado para tratar um enfisema pulmonar e não resistiu após uma parada cardíaca.
Instagram/jardsmacaleoficial
Morreu nesta segunda-feira (17), aos 82 anos, o ator, músico e compositor Jards Macalé. O artista estava internado em um hospital particular na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, para tratar um enfisema pulmonar. Ele passou por uma cirurgia, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. A morte foi confirmada pelas redes sociais oficiais do artista.
Jards Anet da Silva nasceu em 3 de março de 1943, na Tijuca, zona norte do Rio, nas proximidades do Morro da Formiga. Sua trajetória na cultura brasileira começou na década de 1960, período em que passou a se destacar como cantor, compositor e instrumentista.
Cercado de música desde a infância, Macalé cresceu ouvindo os batuques do samba no morro e, da janela de casa, as vozes dos vizinhos célebres Vicente Celestino e Gilda de Abreu. Essa convivência influenciou diretamente sua formação artística, marcada pela mistura de estilos e pela ousadia musical.
Ao longo da carreira, Macalé se tornou um dos nomes mais expressivos da música brasileira, conhecido por parcerias com artistas como Torquato Neto, Waly Salomão, Caetano Veloso e Gal Costa. Também atuou como ator e participou de trilhas sonoras de importantes produções nacionais.