Nesta quarta-feira (13), supostos áudios do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversando com o banqueiro Daniel Vorcaro e pedindo financiamento para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro foram divulgados pelo site The Intercept Brasil. No entanto, o dono do Banco Master não teria financiado apenas um filme sobre o líder da direita brasileira. De acordo com a colune de Lauro Jardim, do jornal O Globo, Vorcaro também teria destinado recursos a um filme sobre o ex-presidente Michel Temer (MDB) e outro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o portal, uma das produções é o documento Lula, dirigido por Oliver Stone. O filme foi lançado em 2024 e conta a história do petista desde a sua infância.
Já o outro filme é 963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos, dirigido por Bruno Barreto. O filme conta a história da gestão de Temer após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Após a divulgação da reportagem, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República disse em nota que nem o governo, nem o presidente Lula pediram recursos a Vorcaro para a produção do filme.
Já o produtor do documentário sobre Temer, Elsinho Mouco, negou que tenha pedido dinheiro ao banqueiro.
Fundador da Sociedade Brasileira de Inovação (SBI) enxerga essa nova realidade como um movimento catalisador para a inovação no país
Hubs e Parques Tecnológicos são ecossistemas de colaboração que unem empresas, startups, universidades e investidores para impulsionar a inovação, o desenvolvimento tecnológico e a competitividade. A explosão desses ecossistemas reflete uma mudança de paradigma em que a inovação deixou de ser um esforço isolado de Pesquisa e Desenvolvimento para se tornar um processo de colaboração aberta e escalável.
Nos últimos anos, os Hubs de inovação ganharam capilaridade por todo o território nacional, funcionando como catalisadores que traduzem tendências digitais em soluções reais para gargalos históricos da indústria e dos serviços. Essa popularização é o que sustenta a resiliência do setor, permitindo que ideias nascidas em polos regionais alcancem visibilidade global em tempo recorde.
Relatórios atuais publicados pelas Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI/WIPO), StartupBlink e Distrito, demonstram que o Brasil é líder LATAM e possui um dos 30 ecossistemas de startups mais vibrantes do mundo.
Trazendo em dados, de acordo com o recente levantamento do Sebrae Startups de agosto de 2025, o país superou a marca de 20 mil startups ativas. A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) também confirma essa tendência de alta, com 60% dessas empresas brasileiras operando no modelo B2B ou B2B2C e apresentando uma ascensão no mercado de healthtechs em relação às fintechs.
Segundo Stefano Levorato, CIO e Co-fundador da Sociedade Brasileira de Inovação (SBI), este movimento é o que garante a sustentabilidade do crescimento brasileiro no longo prazo: “Os Hubs não são apenas espaços físicos ou virtuais, são o sistema nervoso da nova economia brasileira. Ao conectar o rigor acadêmico dos parques tecnológicos à agilidade das startups, estamos criando um ambiente onde a falha é aprendizado e o sucesso é escalável. O surgimento expressivo desses centros por todo o país é a prova de que o Brasil entendeu que a inovação é, acima de tudo, um esporte coletivo”, diz o especialista.
Medida prevê devolução de tributos para refinarias e importadoras
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma nova medida para tentar reduzir os impactos da alta dos combustíveis no país. A iniciativa será implementada por meio de uma Medida Provisória (MP), que será publicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criando um mecanismo de devolução de tributos federais para refinarias e empresas produtoras.
Segundo o governo, a compensação poderá chegar a até R$ 0,8925 por litro de gasolina e R$ 0,3515 por litro de diesel. A previsão é de que a medida relacionada ao diesel entre em vigor somente em junho, quando encerrará a redução dos tributos federais sobre o combustível. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que, inicialmente, a gasolina deverá receber um subsídio entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro.
A devolução dos tributos será feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com Bruno Moretti, o modelo funcionará como uma espécie de “cashback” tributário para absorver oscilações no mercado internacional. O governo informou que a proposta busca reduzir o impacto do reajuste no preço final ao consumidor. Entre os tributos incluídos na medida estão o PIS, Cofins e a Cide.
“Quando a empresa paga esse valor de tributo, a gente devolve esse tributo como uma subvenção. Essa devolução é uma espécie de cashback capaz de absorver eventuais choques de preço dos combustíveis”, explicou o ministro.
Um novo ajuste no combustível é esperado, a informação foi confirmada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que disse que “vai acontecer já já”. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a gasolina será a prioridade inicial da subvenção por ainda não ter recebido compensações tributárias desde o início da crise internacional.
Segundo a Anvisa, equipes da agência, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária Municipal de Amparo realizaram uma inspeção conjunta. A fiscalização encontrou irregularidades e lotes comprometidos.
A empresa informou que vai apresentar um novo plano de ações corretivas e investimentos nesta quinta-feira, 14.
Relembre o caso
Em 7 de abril, a Anvisa determinou o recolhimento dos produtos e suspendeu sua fabricação. A agência apontou falhas no controle de qualidade.
O presidente da órgão, Leandro Safatle, afirmou que as inspeções identificaram problemas graves na qualidade microbiológica dos produtos.
Publicações nas redes sociais levantaram a hipótese de perseguição política contra a empresa. Integrantes da família Beira, controladora da Química Amparo, dona da marca Ypê, fizeram doações para a campanha de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro. As contribuições aparecem nos registros do Tribunal Superior Eleitoral.
Recomendações da Anvisa
A Anvisa mantém a recomendação para que consumidores não utilizem os produtos listados na Resolução 1.834/2026. A agência também orienta consumidores a procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa.
O órgão suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes da marca com lotes terminados em 1.
A cerimônia de posse de Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (12), acabou servindo também como palco para um novo capítulo da crise entre Palácio do Planalto e Congresso após a derrota da indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A razão para isso foi um gesto – ou a ausência dele – que teve relevância no meio político: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não aplaudir o chefe da AGU, que estava presente na posse, quando ele foi citado nominalmente durante discurso do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti.
Messias foi mencionado de forma elogiosa por Simonetti, que o chamou de “querido amigo”. Enquanto parte do público reagiu com aplausos, Alcolumbre permaneceu imóvel. O gesto foi acompanhado por outras figuras de peso presentes na solenidade, como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF, Edson Fachin, que também não aderiram à manifestação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aplaudiu brevemente.
A cena ganhou peso por ocorrer apenas duas semanas após o Senado rejeitar a indicação de Messias para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no ano passado. A derrota foi histórica: pela primeira vez desde 1894, o Senado recusou formalmente um indicado presidencial ao STF. O placar final foi de 42 votos contra 34, em votação secreta.
Desde antes da sabatina, Alcolumbre já articulava contra o nome de Messias. O senador defendia outro nome para a vaga: seu aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Senado. Lula, no entanto, tinha outros planos para Pacheco, vendo nele um potencial candidato ao governo de Minas Gerais, e manteve a aposta em Messias.
A tensão ficou visível também na disposição das autoridades durante a posse. Lula e Alcolumbre ficaram sentados lado a lado, mas evitaram interações públicas, sem troca de olhares ou conversas perceptíveis. Nunes Marques ocupou a cadeira ao lado oposto do presidente.
Nos bastidores, a derrota de Messias segue reverberando. Segundo relatos divulgados pela imprensa, o AGU teria atribuído sua rejeição a uma articulação envolvendo ministros do Supremo, mencionando nominalmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino como influenciadores do resultado no Senado.
A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) aponta um cenário de equilíbrio em um eventual segundo turno da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 41%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O estudo mostra ainda que Lula mantém vantagem mais consolidada no Nordeste, entre mulheres, católicos, eleitores acima de 60 anos e beneficiários do Bolsa Família. Já Flávio Bolsonaro apresenta desempenho superior entre homens, evangélicos e moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste/Norte. No recorte regional do cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista lidera amplamente no Nordeste, onde alcança 61% contra 28% do senador.
Em contrapartida, Flávio aparece à frente no Sul, com 49% diante de 30% de Lula, além de vantagem no Centro-Oeste/Norte, por 50% a 36%. No Sudeste, os dois aparecem tecnicamente empatados. A pesquisa também indica melhora na avaliação do governo federal. De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados aprovam a gestão Lula, enquanto 49% desaprovam. No levantamento anterior, realizado em abril, os índices eram de 43% de aprovação e 52% de desaprovação.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, em entrevistas presenciais realizadas em 120 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Questões relacionadas à saúde física e emocional dos motoristas, incluindo ausência de reação, sono, falta de atenção, transtornos mentais, mal súbito e uso de substâncias, além de consequências de doenças oculares e problemas motores e neurológicos, responderam por quase um terço dos sinistros de trânsito registrados em rodovias brasileiras entre 2014 e 2024. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
Com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a entidade analisou 1.206.491 sinistros decorrentes de problemas de saúde ocorridos durante o período. O número representa 27,8% de um montante de 4.339.762 ocorrências registradas entre 2014 e 2024.
Os dados apontam que 49% dos sinistros, ou 2.144.175, estão relacionados ao comportamento dos condutores ao volante, incluindo situações de ultrapassagem em local proibido e excesso de velocidade, classificadas pela PRF como fator humano.
“Esses dois fatores – humano e saúde – estão relacionados a aproximadamente 80% de todas as ocorrências viárias em rodovias federais no período analisado. Esse cálculo só foi possível graças à metodologia adotada pela PRF, que registra o conjunto de informações que permite entender o contexto e as circunstâncias que levaram a cada sinistro”, destacou a Abramet.
O levantamento mostra que problemas relacionados às rodovias, como geometria inadequada da pista, defeitos no pavimento ou ausência de sinalização representam 8% dos sinistros.
Em seguida, com quase 7% das ocorrências, estão sinistros ligados à conservação do veículo (falha de freio, pneus carecas, problemas na suspensão e nos faróis).
Por último, aspectos ambientais, incluindo chuvas intensas, neblina e animais na pista, aparecem como responsáveis por 4% das ocorrências.
Distribuição geográfica
Ao analisar especificamente problemas de saúde física e mental causadores de sinistros, percebe-se que o fator tem peso diferente entre os estados brasileiros.
Em alguns estados, estas ocorrências superam, em termos proporcionais, os 30% do volume acumulado no período. Exemplo disso são áreas com grande fluxo de transporte de cargas e viagens de longa distância, regiões que aparecem com situações de fadiga, distúrbios do sono, uso de álcool e outras substâncias psicoativas nos relatos da PRF.
A média nacional de sinistros causados por questões de saúde, segundo a Abramet, é 28%. Dez estados, entretanto, aparecem acima dessa linha – em Roraima, por exemplo, fatores relacionados à saúde são responsáveis por 35,1% das ocorrências. O percentual também é mais representativo no Mato Grosso do Sul (32,1%), no Pará (30,3%), no Rio Grande do Sul (30,1%) e no Piauí (30%).
Outros 15 estados ficaram abaixo da média nacional, enquanto o Acre mantém exatamente a média do país.
Em números absolutos, as rodovias federais de Minas Gerais registraram a maior quantidade de sinistros decorrentes de problemas de saúde (154.648).
Também se destacam nesse ranking, em ordem decrescente, Paraná, com 134.358 casos; Santa Catarina, com 120.665; Rio Grande do Sul, com 95.059; e São Paulo, com 84.250 registros. Dentre os estados, com menor número de ocorrências, estão Acre (4.219 casos), Amazonas (2.896) e Amapá (2.681).
Nesta segunda-feira (11), a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, criticou apoiadores da direita que publicaram vídeos ingerindo detergentes da marca Ypê após a suspensão de produtos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
– Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância! – afirmou.
A primeira-dama se refere aos vídeos que começaram a circular depois que a Anvisa determinou o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes dos lotes com final 1. Alguns apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a gravar conteúdos consumindo os produtos para questionar a medida.
A fala aconteceu durante cerimônia no Palácio do Planalto para a sanção da lei que criou o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Emocionada, Janja contou que sua mãe faleceu durante a pandemia e pediu que todos os culpados pelas mortes sejam punidos.
– Para mim, é sempre muito dolorido falar sobre a covid, aquele momento que eu perdi minha mãe. Ela tinha Alzheimer e eu tinha me preparado psicologicamente para perder ela pro Alzheimer. Eu sabia o que ia acontecer, mas ela ter sido arrancada de mim pela covid e ver aquelas 700 mil pessoas que foram arrancadas da gente pela irresponsabilidade, do desincentivo ao uso de máscara, por negar as vacinas, por tudo que aconteceu – declarou.
E continuou:
– Ainda falta um pedacinho dessa ponta que é a justiça. Ver pessoas que ajudaram esse quadro estarem andando livremente pelo país, inclusive eleitos, me causa muita revolta. E deveria causar muito mais indignação na sociedade brasileira.
O programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas bancárias, está perto de atingir R$ 1 bilhão em débitos renegociados, disse nesta segunda-feira (11) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
De acordo com o ministro, cerca de 200 mil pedidos de renegociação foram enviados aos bancos participantes do programa. Desse total, aproximadamente 100 mil operações estão praticamente concluídas.
O programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente hoje a R$ 8.105.
Durigan informou que o governo também prepara a ampliação do programa para estudantes inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o ministro, a modalidade deve estar “totalmente operativa” ainda nesta semana.
Prêmio a adimplentes
O ministro também afirmou que o governo prepara uma versão do programa voltada para consumidores que mantiveram suas contas em dia.
Segundo Durigan, a ideia é criar uma espécie de estímulo ou “prêmio” para os adimplentes, mas a medida será anunciada em um segundo momento.
De acordo com ele, neste primeiro momento o foco está nos consumidores inadimplentes, que enfrentam maiores dificuldades financeiras.
Como funciona
O Desenrola 2.0 permite que consumidores renegociem dívidas atrasadas com bancos em condições mais favoráveis.
Podem entrar no programa dívidas:
Contratadas até 31 de janeiro de 2026;
Atrasadas entre 90 dias e dois anos;
Ligadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
A proposta do governo é que os bancos concedam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com desconto e juros menores.
Condições oferecidas
As renegociações podem incluir:
Descontos entre 30% e 90%
Juros máximos de 1,99% ao mês
Prazo de até 48 meses para pagamento
Primeira parcela em até 35 dias
Limite de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco
Desconto varia conforme o tipo da dívida e o tempo de atraso
Uso do FGTS
O programa também permite que trabalhadores utilizem parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar dívidas.
Será possível usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
A medida busca reduzir o endividamento das famílias e evitar que consumidores recorram a linhas de crédito mais caras.
Quatro frentes
O Novo Desenrola Brasil foi dividido em quatro modalidades:
O governo pretende realizar uma mobilização nacional de 90 dias para estimular renegociações e reduzir a inadimplência no país.
Fies liberado
Em relação ao Fies, as condições variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida.
Para débitos vencidos há mais de 360 dias:
estudantes fora do CadÚnico poderão ter desconto de até 77%;
estudantes inscritos no CadÚnico poderão obter abatimento de até 99% da dívida.
Em alguns casos, haverá possibilidade de parcelamento em até 150 vezes.
O governo estima beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com a renegociação.
Cenário econômico
O lançamento do programa ocorre em meio ao elevado endividamento das famílias brasileiras.
Dados do Banco Central mostram que boa parte da renda dos consumidores segue comprometida com dívidas, especialmente em modalidades com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial.
Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é renegociar até R$ 42 bilhões em dívidas ao longo do programa.
Empresa disponibilizou novos telefones e criou canal digital para orientar consumidores sobre lotes afetados
Detergentes Ypê com o lote finalizado em 1 devem ser recolhidos (Foto: reprodução/ Revista Forum)
A Ypê informou neste sábado (9) que ampliou os canais de atendimento do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) após clientes relatarem dificuldades para entrar em contato com a empresa. A medida acontece em meio à crise envolvendo produtos suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Segundo comunicado divulgado nas redes sociais, a empresa passou a oferecer três números para atendimento telefônico: 0800 002 6071, com funcionamento 24 horas; 0800 278 0024, disponível diariamente das 9h às 18h; e 0800 130 0544, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
Além disso, a marca criou um novo canal digital para orientar consumidores sobre os procedimentos relacionados aos produtos afetados. O serviço pode ser acessado pelo site Ypê.
Na noite de sexta-feira (8), a Anvisa manteve a recomendação para que consumidores não utilizem produtos dos lotes suspeitos de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, mesmo após a suspensão temporária da decisão que proibia a venda dos itens.
A medida da agência determinou o recolhimento de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados pela empresa, todos de lotes com numeração final 1. A decisão foi tomada após inspeções apontarem falhas nos sistemas de controle de qualidade e risco de contaminação microbiológica.