Senador cita atuação internacional de facções e cobra endurecimento da legislação

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, nesta quarta-feira, 22, durante evento em Mato Grosso, que facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.
A declaração ocorre enquanto os Estados Unidos avaliam enquadrar essas facções como organizações terroristas. Sob comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo federal atua para impedir que Donald Trump adote essa medida.
Defesa de classificação de facções criminosas como terroristas
Flávio afirmou que o governo brasileiro deveria adotar a medida de forma imediata. “O Brasil, infelizmente, não faz o dever de casa”, disse o senador. “Aqui já era para o governo ter declarado como terroristas essas facções como o PCC e o CV.”
O senador também afirmou que investigações apontam ligação dessas organizações com atividades internacionais.
Segundo ele, há indícios de lavagem de dinheiro envolvendo grupos estrangeiros. “Está mais do que comprovado que eles fazem parte dessa organização transnacional”, declarou.
A discussão sobre a classificação dessas facções ganhou força diante do avanço das investigações sobre a atuação internacional desses grupos, especialmente em esquemas de tráfico e movimentação de recursos fora do país. Em 2025, levantamento indicou a presença do PCC em 28 países.
Promessa de endurecimento
Flávio Bolsonaro defendeu mudanças na legislação penal, com foco no aumento de penas e no combate à lavagem de dinheiro.
O senador afirmou que as facções tentam estabelecer estruturas paralelas de poder no país e prometeu medidas mais rígidas contra esses grupos. “Tem que ter um tratamento duro da legislação”, disse. “Em especial para os chefes dessas organizações.”
Informações Revista Oeste
